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domingo, 3 de fevereiro de 2019

E agora, Dakar?

O ano de 2019 vai marcar uma estreia. Pela primeira vez em quarenta anos, o Rali Dakar foi realizado num só país. Com partida e chegada a Lima, o Rali Dakar foi curto - onze dias - mas bem duro, onde as dunas de areia foram reis e senhores. E claro, os melhor adaptados foram os vencedores, logo, o triunfo de Nasser al Attiyah é de uma certa forma, natural.

Contudo, até cerca de três meses antes, a realização deste Dakar esteve em dúvida. Não havia mais países dispostos a o receber para além do país dos Incas, e o cancelamento esteve a pairar sobre as cabeças dos responsáveis da ASO (Amaury Sports Organization). No final, foi o governo peruano que desembolsou cerca de quatro milhões de dólares, através do seu ministério do Turismo, que assegurou a realização desta edição. 

No final, em Lima, Etiénne Lavigne, o diretor da prova, confessava não ter muitas ideias sobre a edição de 2020. Numa conversa com os jornalistas, Lavigne disse que está "super difícil falar sobre o futuro, porque a situação na América do Sul mudou dramaticamente, e negativamente, ao longo de vários anos. Até 2016/17 havia uma série de países para sediar o evento e hoje há condições económicas complicadas na Argentina, Chile ou Peru, que dificultam as intenções dos líderes políticos. O Dakar é um evento desportivo, mas a sua exposição mediática não é suficiente para um líder político quando tem que reduzir despesas."

(...)

Onze anos depois do polémico cancelamento em Lisboa, que resultou na ida do Dakar para a América do Sul, a competição chegou a um impasse. As crises em alguns países latino-americanos, que resultou no cancelamento das verbas para esta competição, fez que a competição tenha estado em dúvida até relativamente pouco tempo antes do inicio da competição.

No final desta edição, várias hipóteses se colocam em cima da mesa, quase todas em África. O governo argelino já convidou a ASO para ver a chance do regresso do rali a um lugar onde não está desde 1991, e nos últimos dias, a imprensa angolana fala na chance do Dakar correr na África Austral, na zona entre esse país, Namibia, Botstwana e África do Sul, provavelmente até à Cidade do Cabo ou Durban.

Tudo isto e muito mais, pode ser lido este mês no Nobres do Grid.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa final (Pisco - Lima)

Acabou esta quinta-feira o Dakar em terras peruanas, e Nasser Al Attiyah foi o grande vencedor, no seu Toyota, enquanto nas motos, a coroa de louros foi para Toby Price, que no último dia de competição, conseguiu superar Pablo Quintanilla e Mathias Walkner.

Estes onze dias nas areias do deserto peruano mostraram o melhor e o pior dos pilotos, e ganhou quem foi o mais regular e o mais eficaz. Foi o que aconteceu ao piloto qatari, mais habituado às areias do deserto, que conseguiu nunca perder de vista os primeiros lugares. E ainda por cima, ele conseguiu dar à Toyota a sua primeira vitória no rali-raid mais importante do mundo, algo do qual ambicionavam há algum tempo. 

E claro, ele estava radiante: “Esta foi uma das minhas melhores vitórias. Não cometemos um erro, e este foi um Dakar muito difícil. Assumimos a liderança no terceiro dia, e desde aí viemos a consolidar regularmente a nossa liderança. Estou feliz por oferecer à Toyota a sua primeira vitória no Dakar. Todos querem ganhar este rali e eu respeito muito os nossos adversários. Se eles cometeram erros, foi porque tinham que atacar, e às vezes isso não funciona bem nesta prova. Era um rali 100% peruano, com areia e dunas, e eu sempre disse que queria fazer algo de bom aqui”, disse o piloto qatari na meta, em Lima.

No caso de Nani Roma, o segundo lugar foi o melhor que conseguiu com o seu Mini. O piloto espanhol deu o seu melhor e por algumas vezes, chegou à liderança, mas os maus dias que teve nas dunas deitaram isso a perder a favor do piloto da Toyota. No final, em Lima, ele reconheceu a superioridade do seu adversário, e o facto do percurso ter sido desenhado à medida dele.

"O Nasser fez uma corrida perfeita, não cometeu erros, e merece inteiramente a sua vitória, inegavelmente, parabéns para ele. Mas esta edição, com muitas dunas, areia e fora de pista, foi feita à sua medida…”, comentou.

Já Sebastien Loeb, o lugar mais baixo do pódio a bordo do seu Peugeot 3008 DKR foi uma espécie de prémio de consolação num rali cheio de altos e baixos para ele e para o seu fiel navegador, Daniel Elena. É o segundo pódio para o piloto francês, e ele disse que apesar dos problemas, foi o pódio possivel.

“Perdemos muito tempo três vezes. Os dois pilotos que ficaram à nossa frente, são precisamente os que não tiveram quaisquer problemas durante toda a corrida. No geral, sempre fomos os mais rápidos no terreno, o que é encorajador, é simpático, fizemos grandes etapas. Não foi uma vitória, mas um pódio, com todas as preocupações que tivemos, é um bom resultado. Estávamos num terreno que não nos era favorável, e com um carro privado a lutar contra grandes equipas oficiais. Não é mau, mas poderíamos ter feito melhor...”, comentou.

Nas motos, Pablo Quitanilla esteve perto da vitória, mas uma queda fez entregar o triunfo a Toby Price e à KTM. O homem da Husqvarna não evitou uma queda à passagem do quilómetro dez, incidente que deixou o chileno com um pé magoado. Apesar de tudo, Quintanilla já retomou a corrida, onde agora o objetivo é chegar ao fim sem percalços de modo a garantir o segundo posto. Mas nem isso conseguiu, pois Walkner conseguiu o segundo posto, dando uma dobradinha para a KTM. 

Quanto a Price, só precisou de levar a moto até ao fim em segurança para selar a conquista do seu segundo título no Dakar, depois do conquistado em 2016.

O australiano realizou uma corrida muito regular e sem erros de relevo para levar de vencida a muita areia que marcou o percurso do exercício organizado pela Amaury Sport Organisation. Uma vitória muito saborosa, pois Price realizou toda a corrida magoado do pulso direito, numa lesão que contraiu um mês antes do arranque do evento. E para fechar com chave de ouro, o ‘aussie’ venceu a tirada de hoje, tendo imprimido um ritmo diabólico mesmo sabendo que só tinha de cumprir calendário, após o sucedido com Pablo Quintanilla.

Acabou o Dakar de 2019, agora vem aí o de 2020.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 9 (Pisco-Pisco)

O Dakar está a chegar ao fim, mas nem tudo está decidido, pelo menos à partida da penúltima etapa da prova, em terras peruanas. E Nasser Al Attiyah define-se cada vez mais como o vencedor, graças à sua consistência e os azares da concorrência. Como hoje, quando Sebastien Loeb perdeu tempo ao ficar parado numa das dunas peruanas. O piloto francês de Peugeot perdeu uma hora e 15 minutos para o vencedor do dia, Nasser Al-Attiyah.

No final do dia, o piloto qatari foi o vencedor, com quase cinco minutos de avanço sobre Nani Roma, o segundo classificado, e Giniel de Villiers, noutro Toyota, a ser o terceiro, a sete minutos e 15 segundos.

Agora, somente uma catástrofe tirará Al Attiyah da sua terceira vitória nesta mitica do Todo o Terreno, depois das vitórias de 2011 e 2015. E vai ser o terceiro com três carros diferentes. O primeiro com a Volkswagen e o segundo com o Mini All Racing. O piloto têm um avanço de 51 minutos e 27 segundos sobre Nani Roma, enquanto Sebastien Loeb é o terceiro, agora a uma hora e 15 minutos.

Nas motos, houve uma estreia. Michael Metge venceu pela primeira vez uma tirada do Dakar e ofereceu à Sherco o primeiro triunfo na prova deste ano. O antigo piloto da Honda bateu por dois minutos o colombiano Daniel Nosiglia, em Honda. Quem vai ter um Dakar amargo será  Adrien Van Beveren, que viu o motor da sua Yamaha ceder a 16 quilómetros do final do troço e foi forçado a abandonar. Tinha partido de Pisco no quarto posto da geral, mas pela segunda vez seguida, não irá chegar à meta, em Lima.

Na geral, Toby Price tem um minuto e dois segundos de vantagem sobre Pablo Quintanilla, e seis minutos e 35 segundos sobre Panlo Quintanilla. E ao contrário dos automóveis, o vencedor nas motos está um pouco indefinido.

Amanhã termina o Dakar, com o percurso entre Pisco e Lima, a capital peruana.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 8 (San Juan de Marcona - Pisco)

A etapa de hoje entre San Juan de Marcona e Pisco, nas areias peruanas, foi feita debaixo de imenso calor e ficou marcada pelos feitos de Carlos Sainz. Na primeira parte, assumiu a liderança e parecia deslocar-se no pelotão, mas dpeois ficou parado nas areias peruanas e demorou mais de uma hora para sair.

Com isso, quem venceu a etapa foi Sebastien Loeb, que conseguiu 15 minutos e 15 segundos dew avanço sobre o polaco Kuba Przygonski, no seu Mini. Giniel de Villers foi o terceiro, e o melhor dos Toyota, a 15 minutos e 55 segundos.

Mas quem se consolidou na liderança foi Nasser Al Attiyah, com o seu Toyota. Quarto na especial, só com um problema grave é que o qatari perde este Dakar, pois tem um avanço de 46 minutos e 29 segundos de avanço sobre Staphane Peterhansel, que hoje perdeu mais de meia hora e a duas etapas do fim, praticamente atirou a toalha ao chão. Sebastien Loeb é o terceiro da geral, a 46 minutos e 45 segundos, capaz perfeitamente de assaltar o segundo posto.

Nas motos, a grande novidade foi o abandono de Ricky Brabec, que saiu do Dakar com o motor partido. O piloto americano, que tinha recuperado a liderança, não vai chegar ao fim, e entregou o comando agora a Toby Price.

Em termos de etapa, os KTM dominaram. Matthias Walkner foi o melhor, conseguindo superar no final da etapa as motos de Pablo Quintanilla, a 45 segundos do vencedor, e de Toby Price, que provavelmente abrandou para ver se amanhã não abria a etapa. Foi terceiro, a um minuto e 13 segundos.  Adrien Van Beveren, outro candidato ao título, perdeu mais de 11 minutos para a frente da corrida e caiu para o quinto posto.

Amanhã, o Dakar parte para a penultima etapa, à volta de Pisco, no total de 313 quilómetros cronometrados, mais 96 de ligação.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 7 (San Juan de Marcona - San Juan de Marcona)

O dia de hoje do Rali Dakar, nas dunas à volta de San Juan de Marcona, deu mais um bom dia para Stephane Peterhansel e mau para Sebastien Loeb. O francês da Mini conquistou aqui a sua segunda vitória em etapas neste Dakar ao terminar a tirada com uma vantagem de quatro minutos e 33 segundos sobre Nani Roma, ganhando pelo caminho 12 minutos a Nasser Al-Attiyah. Apesar de tudo, o piloto qatari da Toyota mantém uma liderança de quase meia hora face ao segundo colocado que agora é novamente Peterhansel.

E Peterhansel voltou ao segundo posto graças ao mau dia de Loeb. O piloto da Peugeot perdeu 28 minutos devido a um problema técnico, caindo agoira para o quarto posto, a 54 minutos de Attiyah. Com isto, Peterhansel, o piloto da Mini, poderá tentar apanhar o piloto da Toyota para o triunfo final.

Nas motos, Ricky Brabec voltou à liderança, apesar de ter sido terceiro na etapa, vencida por San Sunderland. Do outro lado da moeda ficou Pablo Quintanilla, que hoje perdeu mais de 20 minutos para a frente da corrida. Um resultado que fez cair para o quinto posto da geral, e tudo por causa de ele ter aberto a pista, pois ele era o líder à partida desta etapa.

Outros que sofreram hoje foram Matthias Walkner e Kevin Benavides, que também passaram pelas mesmas dificuldades e isso reflectiu-se na classificação geral.

O homem da Honda tem agora seis minutos e 55 segundos de vantagem para Toby Price, agora o novo segundo classificado.

Amanhã, o Dakar vai de San Juan de Marcona para Pisco, no total de 360 quilómetros cronometrados mais 215 de ligação.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 6 (Arequipa-San Juan de Marcona)

Depois do dia de descanso em Arequipa, o Dakar prossegue hoje com uma etapa-maratona entre Arequipa de San Juan de Marcona, no total de 502 quilómetros, 336 dos quais em troço cronometrado.

Nos automóveis, foi mais um dia de Sebastien Loeb. o piloto francês venceu a sua terceira etapa em 2019, batendo Nasser Al Attiyah por dois minutos e 17 segundos. Carlos Sainz é o terceiro da etapa, a seis minutos e 56 segundos. Nani Roma acabou em quinto, perdendo treze minutos e oito segundos para Loeb.

Stéphane Peterhansel teve um dia difícil. O francês ainda recuperou algum tempo com o erro dos dois primeiros, mas, no final, acabou por perder 18 minutos e 49 segundos.

Na geral, Al-Attiyah aumentou a sua vantagem para 37 minutos e 43 segundos, para Loeb, que, agora, é o segundo classificado do Dakar. Peterhansel caiu para terceiro, a 41 minutos e 14 segundos. Nani Roma é agora quarto, a 45 minutos e 24 segundos.

Nas motos, Pablo Quintanilla foi o melhor, e com isso, ficou com o comando da prova.  O piloto chileno da Husqvarna terminou com um minuto e 52 segundos de vantagem para Kevin Benavides enquanto o austríaco Matthias Walkner, da KTM, fechou o pódio da etapa. Ricky Brabec, que até então era o líder da prova, terminou o dia como quinto mais rápido, a sete minutos e meio de Quintanilla.

Com a vitória na etapa e com o atraso de Brabec, Quintanilla assumiu a liderança do Dakar, estando agora com quatro minutos e 38 segundos de vantagem para o piloto norte-americano. Toby Price é terceiro, a cinco minutos e 17 segundos do comando.

Sam Sunderland, devido à má etapa que teve, caiu de segundo para sétimo, estando agora a 21 minutos e seis segundos da liderança do Dakar.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 5 (Moquegua - Arequipa)

Na véspera do dia de descanso, em Arequipa, Sebastien Loeb foi o melhor pela segunda vez neste rali, apesar de algumas queixas por causa da falta de tratamento por parte da organização.

Entre Maquegua e Arequipa, Loeb tomou a dianteira, depois de Stephane Peterhansel se ter atrasado, tendo perdido 28 minutos para o piloto francês. O nove vezes campeão do mundo de ralis bateu Nasser Al-Attiyah por mais de nove minutos, mas quem lidera o campeonato é Peterhansel, com 26 minutos e 28 segundos de avanço sobre o qatari da Toyota.

Nani Roma é terceiro na geral, a 34 minutos e 33 segundos, seguido pelo polaco Kuba Przygonski, a 38 minutos e 12 segundos. Loeb passa a quinto, a quarenta minutos exatos.

Nas motos, Sam Sunderland foi o melhor, em vários aspectos. Não só venceu a etapa como ainda ajudou Paulo Gonçalves, cuja prova terminou hoje da pior forma, com uma queda que causou um ligeiro traumatismo craniano e uma fratura na mão esquerda. E lá se foi a maior esperança de um "top ten" português neste Dakar. 

Os quase onze minutos que perdeu a ajudar o piloto da Honda foram depois compensados pela organização, e acabou por subir ao segundo lugar da geral, agora a 59 segundos do americano Ricky Brabec.

Amanhã é dia de descanso no Dakar, com a caravana a pernoitar em Arequipa.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 4 (Arequipa - Moquegua)

Nasser al Attiyah ampliou a sua liderança no Rali Dakar após a realização da quarta etapa, entre Arequipa e Moquegua, nas areias peruanas. O piloto do Qatar, a bordo do seu Toyota, venceu a etapa-maratona e distanciou-se da concorrência. Apesar de tudo, foi uma etapa aguerrida, acabando com uma distância de quase nove minutos entre ele e o segundo classificado, Stephane Peterhansel.

Yazeed al-Rahji perdeu hoje um quarto de hora e caiu para o quinto lugar da geral.  Giniel de Villiers e Bernhard Ten Brinke sofreram muito, com o holandês a sofrer danos no carro e o sul-africano a ajudar a reparar o bolido do seu companheiro de equipa. Já Sebastien Loeb foi apenas quinto na etapa e é sexto da geral, a 50 minutos dos da frente.

Nas motos, Ricky Brabec foi o grande vencedor, dando à Honda a sua segunda vitória à geral, com Matthias Walkner em segundo, no seu KTM, ficando a seis minutos e 19 segundos. A vitória de Brabec eu a liderança à geral, pois Pablo Quintanilla abriu a etapa e perdeu muito tempo, caindo na geral, a dois minutos e 19 segundos do comando.

Já Paulo Gonçalves realizou mais uma jornada muito sólida e sem excessos, acabando num positivo sexto lugar. Agora, é oitavo da geral, a vinte minutos e 45 segundos de Brabec.

“Hoje foi o primeiro dia de etapa maratona, uma especial com 400 quilómetros, cambiou muito o cenário dos três primeiros, tivemos apenas 3 ou 4 quilómetros de dunas, o resto foram pistas rápidas com muito fesh-fesh e muita pedra. A minha prioridade era chegar ao fim deste primeiro dia de maratona sem problemas, não ter trabalho na mecânica e também conservar o físico. Amanhã o objetivo é terminar também sem problemas para que possamos chegar ao dia de descanso e poder recuperar o físico”, comentou o piloto da Honda.

Amanhã o pelotão retoma a Arequipa, onde terá a última especial cronometrada antes do dia de descanso. No total, serão 345 quilómetros cronometrados.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Etapa 3 (San Juan de Marconda - Arequipa)

A terceira etapa do Dakar foi péssima para as cores espanholas. Entre San Juan de Marconda e Arequipa, houve mudanças quer na liderança das motos, quer na liderança dos carros. Nasser Al Attiyah voltou à liderança e Carlos Sainz perdeu várias horas no rali, depois de problemas no seu Mini.  

Outros que também ficaram parados devido a problemas mecânicos foram o sul-africano Giniel de Villers, que teve problemas no seu Toyota, e Sebastien Loeb, que teve problemas para passar nas duas a bordo do seu Peugeot. No final do dia, Stephane Peterhansel foi o vencedor, três minutos e 26 segundos na frente de Nasser Al Attiyah. Desta forma, a classificação geral levou uma grande volta, agora com Al-Attiyah a reassumir a liderança da prova, com seis minutos e 48 segundos de avanço para o Mini do saudita Yazeed Al-Rahji. Stephane Peterhansel é terceiro, a sete minutos e três minutos de distância do primeiro.

Nani Roma foi quarto na etapa, perdendo 18 minutos para Attiyah e uma posição na geral, caindo para o quarto posto. Já Sebastien Loeb perdeu 42 minutos e 55 segundos para o seu compatriota da Mini, caindo do quinto para o oitavo lugar.

Nas motos, foi outro dia de loucos: Barreda Bort desistiu, Matthias Walkner atrasou-se, tal como Ricky Brabec. O grande vencedor foi Xavier de Soultrait. O piloto francês realizou uma jornada sem sobressaltos ao nível da navegação e colheu os frutos disso mesmo ao ser o mais rápido, oferecendo assim a primeira vitória neste Dakar à Yamaha. Pablo Quintanilla foi segundo, a meros 15 segundos, e ele é o novo líder da categoria.

"Estou muito desapontado. Eu comecei muito bem, sentindo forte, atacando e alcançando os pilotos à minha frente. Eu cheguei em um pico onde estava realmente nublado. Não houve visibilidade e eu [acabei por] descer. Estava muito escorregadio, era impossível para mim voltar [a subir], procurei uma solução no fundo, mas não encontrei nenhuma, não havia saída", contou Barreda, depois de ser evacuado de helicóptero.

Quanto a Paulo Gonçalves, fez uma boa operação, limpinha sem problemas, tendo conseguido ficar no sexto lugar na etapa e assim subir á nona posição da geral. A sua abordagem cautelosa parece estar a dar dividendos, num percurso onde, de um momento para o outro, se pode perder tudo o que se ganhou nos dias anteriores.

Na geral das motos, o piloto chileno lidera com 11 minutos e 23 segundos de avanço sobre Kevin Benavides, que agora é o cabeça de série da Honda. O britânico Sam Sunderland, no seu KTM, é terceiro da geral, a doze minutos e doze segundos do primeiro posto.

Amanhã, o Dakar vai de Arequipa até Monegua, no total de 405 quilómetros, 106 dos quais são cronometrados.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Dia 2 (Pisco-San Juan de Marconda)

A segunda etapa do Dakar, entre Pisco e San Juan de Marconda, mostrou um Sebastien Loeb em recuperação, acabando por vencer a etapa, depois de um duelo com Bernhard ter Brinke e Nani Roma. O italiano acabou por ser o segundo na etapa, perdendo oito segundos para o piloto francês. ten Binke foi o terceiro, a um minuto e vinte segundos do primeiro.

Giniel de Villers foi o quarto e o melhor dos Toyota, já que Nasser Al Attiyah perdeu tempo e foi apenas 11º, a sete minutos e 37 segundos de Loeb. Stéphane Peterhansel ficou ainda pior, terminando  apenas em 17º e perdeu 15 minutos e nove segundos para o francês.

Na geral, o novo líder é Giniel de Villers, no seu Toyota, que têm uma vantagem de 28 segundos sobre ten Brinke, enquanto o terceiro é agora Nani Roma, a 42 segundos do sul-africano da Toyota. Sebastien Loeb é agora o quinto da geral, enquanto Nasser al Attiyah caiu para a oitava posição.

Nas motos, foi um duelo entre Ricky Brabec e Matthias Walkner, com o resultado a ser favorável ao piloto austríaco. No final, foram 22 os segundos que separaram ambos os pilotos. Barreda Bort foi o terceiro na especial, pagando o preço por ter aberto a especial, cedendo um minuto e 41 segundos para o vencedor. Continua a liderar, mas agora a diferença é de um minuto e 31 segundos para Walkner.

Paulo Gonçalves foi o melhor dos portugueses, sendo 11º, a 14 minutos e 12 segundos, e mantendo a mesma posição na geral.

Amanhã, o Daka ligará San Juan de Marconda e Arequipa, num total de 467 quilómetros, 331 dos quais em especial cronometrada. 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Dia 1 (Lima-Pisco)

O Dakar começou hoje, com a ligação entre Lima e Pisco. Apesar de te apenas 84 km cronometrados, foi mais que suficiente para criar diferenças significativas. Nasser Al Attiyah foi o vencedor no seu Toyota, deixando o segundo classificado, Carlos Sainz, no seu Mini da X-Raid, a quase dois minutos.
O piloto do Qatar não deu a mais pequena hipótese aos seus adversários e tornou-se no primeiro líder deste rali.

O polaco Jakub Przygonski, noutro Mini 4X4, perdeu apenas um segundo para o espanhol, deixando atrás de si noutra Toyota Hilux, o russo Valdimir Vasilyev.

Yazeed Al Rajhi, noutro Mini 4x4, acabou em quinto, seguido pelo sul-africano Giniel de Villers. Stephane Peterhansel foi cauteloso e acabou a etapa no sétimo posto, perdendo quase três minutos.

Quem ficou muito mal hoje foi Sebastien Loeb, que perdeu mais de seis minutos nas areias de Pisco no seu Peugeot 3008 DKR.

Nas motos, Joan Barreda Bort foi o melhor, no seu Honda CRF 450 Rally. O piloto espanhol, como já é seu hábito, entrou com tudo em prova e foi sempre o mais veloz, batendo Pablo Quintanilla por um minuto e 34 segundos. Outro piloto Honda, Ricky Brabec, foi o terceiro, seguido pelo Yamaha de Adrian van Beveren. 

Paulo Gonçalves foi o melhor representante da nação lusa ao ser o 11º na etapa inicial deste Dakar. O homem da Honda começou a prova de forma cautelosa e foi seis minutos e 41 segundos mais lento do que o colega Joan Barreda Bort.

“Foi a corrida possível, fiz uma corrida tranquila, não tive dores. Fui de forma bastante cautelosa, e estou contente por ter terminado este dia. Amanhã vamos ter uma etapa bastante maior em termos de quilómetros e vou ver como é que me vou sentindo, irei tentar melhorar o ritmo ao longo da corrida. O importante é terminar dia após dia e ir melhorando”, cdisse o piloto português, no final da etapa.

Amanhã, o Dakar continua nas areias peruanas, na etapa entre Pisco e San Juan de Marcona, no total de 342 quilómetros, 211 dos quais em etapa cronometrada.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Dakar: Loeb deseja ganhar a prova

Sebastien Loeb vai ter um janeiro muito cheio. Antes de se estrear pela Hyundai no Rali de Monte Carlo, ainda vai ao Dakar, onde a bordo de um Peugeot 3008 DKR, vai tentar algo que ainda não conseguiu: vencer a mítica prova de todo-o-terreno, prova essa onde desistiu em 2018, após a quinta etapa.

Apesar da marca francesa ter anunciado a sua retirada da competição, a nível oficial, os carros estarão presentes para tentar a sua sorte contra a Mini e a Toyota, e o piloto francês quer aproveitar a ocasião.

“Participar neste Dakar 2019 com o Daniel é um desafio fantástico. Estou pronto para a aventura, como estive nas minhas três participações no WRC deste ano. Agora, estou com uma equipa privada. Levando em consideração as mudanças de regras, não pude pilotar o 3008 deste ano pelo que estaremos com a versão de 2017, que terá um motor com algumas das alterações de 2018", começou por dizer.

"Obviamente, há muitos carros novos a correr contra nós e por isso não fazemos ideia de se seremos competitivos. Várias equipas terão hipóteses de vencer e espero que sejamos uma delas. Gosto das dunas. Provavelmente estaremos menos preparados do que os nossos rivais, mas não esqueci tudo o que aprendi nos últimos três anos. Ainda tenho fome de sucessos!”, concluiu.

O Dakar começa mais logo, nas areias peruanas de Arequipa.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Youtube Rally Video: A antevisão do Rally Dakar


O Rally Dakar está prestes a arrancar de Lima, no Peru, e pela primeira vez na sua história, acontecerá num só país. Em jeito de antevisão, coloco aqui uns vídeos sobre o rali, feitos pelo canal oficial do Dakar no Youtube, onde falam do percurso e dos favoritos à vitória na primeira grande competição de 2019. 

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Rumor do Dia: Haverá Dakar em 2019?

O Dakar de 2019 está por um fio. Segundo relatos desta quinta-feira, o governo peruano está reunido para decidir se leva por adiante a prova no próximo ano, que terá lugar apenas em terras peruanas. A decisão poderá ser conhecida esta sexta-feira, mas a razão para todas estas dúvidas tem a ver com motivos económicos. 

Segundo conta o motorsport.com, o acordo que foi assinado no passado dia 9 de maio entre Etienne Lavigne, diretor do Dakar, o Ministro do Comércio Exterior e Turismo do Peru, o Ministro da Educação e o presidente do Conselho de Ministros, é um documento provisório, cuja confirmação tem de ocorrer até ao final do mês.

Contudo, o governo peruano pretende cancelar o acordo por causa das fracas receitas económicas vindas da prova. Fala-se que eles teriam de arcar até 25 milhões de dólares para receber a prova, bem como os custos da logística e da segurança de máquinas e pilotos. E as receitas não iriam para além dos 40 milhões de dólares.

"É óbvio que o rali atrai os olhos para o Peru e estamos em um bom momento econômico e isso seria uma montra para promover o nosso país, queremos fazer todos os esforços possíveis para fazer o Dakar 2019, mas isso será determinado nas próximas horas", disse o presidente do Conselho de ministros do país, Cesar Villanueva, ao jornal peruano Gestión.

Para pressionar o governo no sentido de acolher o rali, um grupo de 25 pilotos peruanos que participaram no Dakar enviaram um comunicado ao presidente, Martin Vizcarria, para defender a celebração do evento.

A prova está marcada entre os dias 6 e 17 de janeiro de 2019, com partida e chegada de Lima.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Dakar: Edição 2019 será todo no Peru

Pela primeira vez na sua história - quer em África, quer na América do Sul - o Rali Dakar acontecerá num só país, o Peru. Durará apenas onze dias, com um dia de descanso, terá começo e fim em Lima. Segundo contou a ASO na conferência de imprensa, eles pretendiam um percurso entre o Chile e o Equador, mas não conseguiu chegar a um acordo com nenhum dos dois países sul-americanos para se juntar ao Peru. Outros lugares como a Bolívia, Argentina e até o Brasil, não se deixaram convencer.

"A edição de 2019, projetada em torno dos desertos peruanos, é anunciada como uma das mais arenosas da história do Dakar. No entanto, a ampla visita do país oferecerá desafios além das dunas, com uma grande variedade de terrenos, para que todos os tipos de pilotos possam brilhar", disse Ettienne Lavigne, o homem-forte da ASO, na apresentação da próxima edição à imprensa.

Lavigne também confirmou à imprensa que um substituto para o ex-diretor desportivo Marc Coma ainda não foi encontrado, o que indica que existem dificuldades em arranjar um novo "homem forte" para a organização. 

A grande novidade desde percurso onde o deserto estará em 70 por cento do percurso, é que os concorrentes dos carros e camiões poderão voltar à ação na segunda semana se abandonarem o rali nos primeiros dias. Contudo, terão uma classificação própria para não interferir na ordem de largada.

As inscrições abrirão amanhã e o rali acontecerá entre os dias 6 e 17 de janeiro de 2019.


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Rumor do Dia: Dakar em risco para 2019?

Falta mais de oito meses para o Dakar de 2019, mas nas últimas semanas, cresce o cepticismo sobre onde é que irá passar o rali. Há rumores sobre o eventual percurso, que não passaria por Argentina, e poderia haver um regresso ao Chile e a inclusão do Equador, com a Bolívia ainda indecisa sobre se continuaria ou não.

Contudo, nos últimos dias, a imprensa local refere que é provável que os países da América do Sul achem que a passagem do Dakar nas suas terras é demasiado cara para os seus bolsos. David Eli, representante da Amaury Sports Organisation (ASO), disse ao programa argentino Mundo Sport que até agora não foi acordado nada com nenhum país para a edição do próximo ano. E em caso extremo, poderá ser cancelada.

"Na Argentina, Chile e Peru, está nas mãos das autoridades dar o OK para confirmar o Dakar. Por enquanto não há nada. Pode não haver o Dakar em 2019, pode não haver mais, podemos voltar para a África, porque não? Está dentro das possibilidades”, começou por dizer.

"Tudo passa por uma questão económica e logística, então, se essas três coisas forem resolvidas nos três países, continuaremos a ter prova, mas, assim, como estamos, certamente não", concluiu.

Fala-se que a ASO exige sete milhões de dólares para que o Chile receba sete etapas do Dakar, mas o governo local acha demasiado caro. Já em relação à Argentina, fala-se que as negociações chegaram a um impasse, e no Peru, a mudança de governo fez com que as conversações tivessem ficado em pausa.

Para além disso, falou-se recentemente que representantes do governo argelino estiveram com a ASO em Paris no sentido de negociar o regresso do Dakar a aquelas paragens, que não visitam desde 1990. E claro, isso também seria o regresso da prova a paragens africanas, dez anos depois do cancelamento da partida em Lisboa.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 6, Arequipa - La Paz

A sexta etapa do Dakar marca a saída da caravana do Peru para a Bolivia, e onde eles vão abandonar o nível do mar para começar a andar nas altitudes dos Andes, pois vão chegar até perto dos 4700 metros de altitude, que é onde se situa a capital boliviana.

Nos carros, Carlos Sainz foi o vencedor da etapa, conseguindo uma diferença de quatro minutos sobre Stephane Peterhansel, que contudo, mantêm o comando do rali. Quanto a este, contudo, andou a etapa num duelo com Nasser al Attiyah para ver se terminava a etapa à frente do piloto qatari da Toyota... e conseguiu. Por meros 59 segundos, mas conseguiu. 

Giniel de Villiers e Cyril Després fecharam o "top cinco" nesta etapa.

Em termos de geral, Peterhansel continua a comandar o rali, e agora tem 27 minutos e dez segundos sobre Carlos Sainz, enquanto que o holandês Bernard Ten Brinke é o terceiro, no seu Toyota, na frente de Nasser Al Attiyah e Giniel de Villiers.

Já nas motos, Kevin Benavides deu o seu melhor para bater a concorrencia... e conseguiu. Claro, havia uma recompensa nisso que era a liderança na categoria. Num dia em que a especial foi encurtada em 118 quilómetros para as motos e os quads porque... nevou naquela zona da Bolivia, cuja cidade, La Paz, está a 4700 metros de altitude.

Em termos de especial, Antoine Meo foi o vencedor, no seu KTM, e esta foi a sua terceira vitória em especiais neste Dakar. Benavides chegou a seguir, a 30 segundos de Meo, mas tinha ganho dois minutos e 57 segundos a Adrien Van Beveren, que hoje foi apenas décimo. Agora, um minuto e 57 segundos separam os dois primeiros classificados, num Dakar que será disputado até à última nessa categoria. Toby Price foi o terceiro, 30 segundos atrás do segundo.

Joan Barreda Bort esteve hoje mais discreto. Depois do recital dado na véspera, hoje o piloto espanhol da Honda abriu a pista, mas esteve mais apagado. Acabou na 11ª posição e perdeu tempo para todos os mais diretos rivais.

Amanhã, a caravana do Dakar descansa em La Paz.

Youtube Motorsport Crash: O insolito acidente da Yazid al-Rahji


O saudita Yazid Al-Rajhi tem fama de ser um piloto veloz, quer no todo o terreno, quer nos ralis, onde faz uma "perninha", normalmente ao volante de um Ford Fiesta. Contudo, este ano de 2018, o piloto de 36 anos vai ficar na memória por ter sido o protagonista do acidente mais insólito do Dakar, que hoje entra em La Paz, antes do dia de descanso. É que o piloto, que tripula um Mini (e navegado pelo alemão Timo Gottschalk), acabou um dos seus saltos... no mar!

Lá conseguiu tirar o carro do sitio onde estava, mas perdeu mais de duas horas na etapa.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa 5, San Juan de Marconda-Arequipa

A etapa de hoje, entre San Juan de Marconda e Arequipa, num total de 770 quilómetros, dos quais 264 são cronometrados, marcou a despedida da caravana do Dakar ao Peru e à chegada à altitude dos Andes, pois a cidade se situa a mais de 2400 metros, com a Bolivia à vista. 

Como sempre a etapa continuou a acontecer junto ao mar, com as dunas de areia a fazerem os seus estragos - especialmente as de Tanaca - e foi esta a etapa onde aconteceu outra baixa de vulto: Sebastien Loeb, o nove vezes campeão do WRC e que pretendia vencer também o Dakar, abandonou depois de um acidente que deixou magoado o seu navegador e amigo, Daniel Elena. Mais uma baixa de peso na caravana da Peugeot, na sua luta contra a Toyota neste Dakar.

“Rodamos a cerca de 30 km/hora, e assim não vejo como podemos continuar”, disse Loeb. Elena ficou magoado no esterno, e também não está bem do cóccix, e não planeia retomar a corrida: “Sou  duro, mas isto assim não dá. Se eu tivesse algo no braço ou se fosse apenas o esterno, talvez? Mas assim… ”, afirmou um magoado Elena.

Aliás, não foi só Loeb que teve dificuldades. Dos Peugeot, somente Peterhansel é que se safou das dunas peruanas, enquanto que Sainz demorou mais tempo, perdendo 18 minutos à geral.

Nas motos, Joan Barreda Bort arrasou, mostrando a imprevisibilidade que está a ser esta Dakar nesta categoria. O piloto espanhol começou a tirada ao ataque tal como tinha acontecido ontem, e acabou com uma vantagem de quase 10 minutos e meio sobre o austríaco Matthias Walkner, da KTM. Adrien van Beveren não esteve muito bem na etapa e viu reduzida a sua vantagem para um minuto sobre o argentino Kevin Benavides.

O chileno Pablo Quintanilla teve também para esquecer. Segundo da classificação geral no início da jornada, o homem da Husqvarna cedeu 28 minutos e 52 segundos para Barreda Bort, depois de não ter evitado uma queda. Assim, ele caiu para nono na geral e está a 16 minutos e 12 segundos de Adrien Van Beveren.

Amanhã, o Dakar sai de Arequipa, no Peru e acaba em La Paz, a capital da Bolivia, numa etapa que terá 758 quilómetros, 313 dos quais em especial cronometrada, e que levará os concorrentes às altitudes dos Andes.

Dakar 2018: Etapa 4, San Juan de Marconda-San Juan de Marconda

A paisagem pode ter sido bela - à beira do Oceano Pacifico - mas os concorrentes que andaram à volta de San Juan de Marconda, palco da quarta etapa, não tiveram mãos a medir por causa das dunas à volta daquela localidade peruana. E que deu cabo das mentes e dos corpos de muita gente, deste Dakar que está a ser bem duro para todos.

Nos automóveis, foi um grande dia para a Peugeot. Sebastien Loeb foi o grande vencedor, conseguindo uma vantagem de um minuto e 35 segundos sobre Carlos Sainz. Stephane Peterhansel foi o terceiro, a três minutos e 16 segundos para o seu companheiro de equipa. Mas nem tudo foram maravilhas para a Peugeot: Cyril Després acabou por abandonar a competição, fruto de um embate numa pedra que danificou gravemente a zona traseira direita do seu 3008 DKR Maxi.

No final, o nove vezes campeão do mundo de ralis estava contente: “Foi um dia divertido: uma especial longa com muitas dunas e uma partida diferente, lado-a-lado, na praia. O terreno era traiçoeiro, pelo que o mais importante era não ficar atolado e penso que alguns concorrentes perderam algum tempo com isso. Mas, felizmente, passamos bem por todo lado e acabámos por vencer. O mais incrível é a diferença ter sido de apenas um minuto, ou seja, andamos todos muito perto uns dos outros, sem grandes vantagens entre nós. Hoje seremos os primeiros na estrada e a navegação não vai ser fácil. Por isso, vai ser importante ter os nossos colegas de equipa por perto”, disse.

Nasser Al Attiyah teve alguns problemas, perdendo 54 minutos para Loeb, mas acabou no quarto lugar da etapa, ficando no mesmo posto em termos da geral, apesar de ter já perdido mais de uma hora para o líder. Outro que perdeu muito tempo foi Gininel de Villiers, que se atrasou em mais de uma hora, e provavelmente deve ter perdido todas as suas chances de vitória. “Mesmo assim, ainda sentimos que estamos na luta”, disse Attiyah: “Esta corrida está longe de terminar e continuaremos a insistir”, continuou o piloto qatari.

Quem teve um bom dia foi Carlos Sousa, que foi 13º na etapa, e com os atrasos e as desistências, subiu ao 15º posto da geral, mas a mais de duas horas dos líderes. Apesar de estar contente, Sousa diz que foi uma etapa muito dura.

“Este foi o dia mais duro desde que partimos de Lima. Uma especial muito dura e difícil, tal como aprecio. Com muitas dunas, com muito ‘fesh-fesh’ e algumas travessias de rios com muitas pedras. O Duster resistiu a tudo e o Pascal (Maimon) fez um excelente trabalho ao nível da navegação”, contou.

“Ao quilómetro 40 partiu-se o coletor de escape e, por causa disso, o motor perdeu alguma potência. Por estarmos no deserto, optámos por baixar ainda mais a pressão dos pneus e a opção revelou-se bastante acertada, pois ultrapassámos as dunas com uma extraordinária eficácia", concluiu.

Quem já desistiu desde Dakar foi o mediático André Villas-Boas, que caiu mal depois de uma passagem numa duna, acabando por ser evacuado para o hospital para avaliação médica.

Nas motos, o dia foi marcado pela desistência de Sam Sunderland, vitima de queda, e do dominio de Adrian van Beveren, que com a vitória, ascendeu ao primeiro posto da geral. Juan Barreda Bort aproveitou para recuperar algum fôlego, depois da etapa desastrosa do dia anterior. Aliás, foi "o dia da vingança" da Yamaha, depois do mau dia anterior. No terceiro posto ficou Matthias Walkner, que foi o melhor representante da KTM num dia duro para eles, por causa do abandono de Sunderland.

Na geral, Van Beveren assumiu o comando da corrida. O piloto da Yamaha tem agora um minuto e 55 segundos de vantagem sobre o chileno Pablo Quintanilla, piloto que tem vindo a fazer uma corrida discreta, mas que agora é segundo classificado e com potencial para vencer. Barreda Bort, ponta de lança da Honda, é apenas o 13º a 22 minutos do comando.

Esta quarta-feira, máquinas e pilotos preparam-se para fazer a etapa entre San Juan de Marconda e Arequipa, num total de 770 quilómetros, dos quais 264 são cronometrados.