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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Dakar 2019 - Dia 1 (Lima-Pisco)

O Dakar começou hoje, com a ligação entre Lima e Pisco. Apesar de te apenas 84 km cronometrados, foi mais que suficiente para criar diferenças significativas. Nasser Al Attiyah foi o vencedor no seu Toyota, deixando o segundo classificado, Carlos Sainz, no seu Mini da X-Raid, a quase dois minutos.
O piloto do Qatar não deu a mais pequena hipótese aos seus adversários e tornou-se no primeiro líder deste rali.

O polaco Jakub Przygonski, noutro Mini 4X4, perdeu apenas um segundo para o espanhol, deixando atrás de si noutra Toyota Hilux, o russo Valdimir Vasilyev.

Yazeed Al Rajhi, noutro Mini 4x4, acabou em quinto, seguido pelo sul-africano Giniel de Villers. Stephane Peterhansel foi cauteloso e acabou a etapa no sétimo posto, perdendo quase três minutos.

Quem ficou muito mal hoje foi Sebastien Loeb, que perdeu mais de seis minutos nas areias de Pisco no seu Peugeot 3008 DKR.

Nas motos, Joan Barreda Bort foi o melhor, no seu Honda CRF 450 Rally. O piloto espanhol, como já é seu hábito, entrou com tudo em prova e foi sempre o mais veloz, batendo Pablo Quintanilla por um minuto e 34 segundos. Outro piloto Honda, Ricky Brabec, foi o terceiro, seguido pelo Yamaha de Adrian van Beveren. 

Paulo Gonçalves foi o melhor representante da nação lusa ao ser o 11º na etapa inicial deste Dakar. O homem da Honda começou a prova de forma cautelosa e foi seis minutos e 41 segundos mais lento do que o colega Joan Barreda Bort.

“Foi a corrida possível, fiz uma corrida tranquila, não tive dores. Fui de forma bastante cautelosa, e estou contente por ter terminado este dia. Amanhã vamos ter uma etapa bastante maior em termos de quilómetros e vou ver como é que me vou sentindo, irei tentar melhorar o ritmo ao longo da corrida. O importante é terminar dia após dia e ir melhorando”, cdisse o piloto português, no final da etapa.

Amanhã, o Dakar continua nas areias peruanas, na etapa entre Pisco e San Juan de Marcona, no total de 342 quilómetros, 211 dos quais em etapa cronometrada.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Dakar 2014 - Dia 1 (Rosario - San Luis)

O Rali Dakar começou este domingo, em termos competitivos, na cidade argentina de Rosário, com Joan Barreda Bort e Carlos Sousa a serem declarados como os primeiros vencedores deste rali em motos e carros, respectivamente. Nesta etapa de 405 quilómetros (em termos competitivos), em termos de motos, o espanhol da Honda conseguiu superar Marc Coma, da KTM, por apenas 37 segundos. O francês Cyril Després, atual campeão de 2013, terminou na terceira posição, a 1.40 minutos do vencedor.

No caso dos motards portugueses, Paulo Gonçalves chegou ao fim na quinta posição, enquanto que Ruben Faria foi o 12º na etapa, a cinco minutos e 11 segundos. Quanto a Hélder Rodrigues, perdeu mais de nove minutos durante a etapa e chegou na 22ª posição da geral, um lugar atrás de outro português, Mário Patrão. 

“O Dakar ainda está a começar. Esta primeira etapa foi de pequena dimensão mas já exigiu elevado nível de concentração. Acordámos muito cedo, ainda estou em fase de adaptação, mas consegui estar muito concentrado e num bom nível ao longo de todo o dia, não perdendo muito tempo para os meus principais adversários que partiram nos lugares da frente”, disse Gonçalves.

"A primeira especial está feita. Não quis arriscar. Muito pó…algumas armadilhas numa especial sinuosa…era um dia onde se podería perder muito e pouco havia a ganhar. Amanhã arranco na 12ª posição face ás primeiras dunas…com calma!", comentou Ruben Faria na sua página de Facebook.

No caso dos automóveis, o piloto da Great Wall foi o melhor, superando em onze segundos o local Orlando Terranova, que corre num Mini 4All Racing. A 47 segundos, no terceiro posto, chegou o qatari Nasser Al-Attiyah, seguido por Nani Roma, também em Mini, a um minuto e 15 segundos. De facto, o feito do piloto português, a bordo de uma Great Wall, superando - pelo menos por hoje - a armada Mini, que toda a gente sabe que é a grande favorita ao título. Carlos Sainz é o quinto, no seu "buggy" SMG.

“É fantástico, não estava nada à espera. Correu tudo muito bem, o carro estava fantástico e acabámos por fazer uma especial limpa. Mas confesso que estava longe de imaginar que pudéssemos ganhar! É um resultado que nos abre excelentes perspetivas para o muito que ainda resta neste Dakar, apesar de os nossos objetivos permanecerem intactos. Foi um ótimo e inesperado início, mas há ainda muito Dakar pela frente e vamos continuar focados em lutar por um lugar no top-10 à chegada a Valparaíso, no próximo dia 18 de janeiro. Para já, vamos saborear esta vitória e aproveitar o facto de estarmos na liderança da prova… Não é a primeira vez que isso acontece, mas não deixa de ser significativo consegui-lo com uma equipa chinesa e com um carro que, apesar das suas recentes evoluções, tem já seis anos de idade. É um feito, sem dúvida”, afirmou o piloto português à chegada à sua assistência, em San Luís.

A segunda etapa deste Dakar disputa-se entre as cidades de San Luis e San Rafael, na Argentina, com um total de 724 quilómetros, 359 dos quais serão cronometradas. “A partir de amanhã começa o verdadeiro Dakar, etapa longa, difícil, muito rápida e onde vamos ter as primeiras dunas. Vou continuar ao ataque para me manter em luta pelos lugares do pódio”, referiu Paulo Gonçalves.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A generosidade de Nasser Al-Attiyah

Todos falam que Nasser al-Attiyah é uma personalidade bastante simpática e generosa. Mas o caso que se fala por estes dias é que ele, a poucos dias do começo do Dakar, decidiu ajudar a cumprir o sonho de dois motards espanhois, Oriol Escalé e Gilbert Escalé. A ideia de ambos - irmãos gémeos com 21 anos de idade - era de fazerem juntos o Dakar sul-americano, mas o sonho de o fazer este ano ficou ameaçado devido à desistência de um dos seus patrocinadores. Ambos tiveram de fazer uma escolha terrível, com Oriol a acabar a ser o escolhido, enquanto que Gilbert andaria no carro de imprensa.

A história acabou por ser contada a Luis Cruz, o navegador de Nasser Al-Attiyah no Dakar. E ele ficou interessado na história. Pediu o número de telefone de ambos e se dispôs a pagar o valor em falta, fazendo com que ambos possam cumprir em 2014 o sonho de fazerem o Dakar juntos: "Foi um milagre", referiu o jovem catalão de 21 anos, em declarações captadas pela Autosport portuguesa. 

"Há 15 dias disseram-me que não poderia fazer o Dakar mas agora tudo mudou. O Nasser é uma pessoa fantástica. Tudo o que me pediu foi para levar as cores do Qatar na minha mota, e claro que será um orgulho fazê-lo. O meu irmão ficou tão contente que também vai levar a decoração do Qatar na mota dele!", concluiu Gilbert.

Ambos os irmãos correrão da prova com os números 96 e 97, e espera-se que ambos cheguem ao fim.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Dakar: Attiyah ambicioso para 2014

No dia de descanso do Dakar, na cidade argentina de Tucuman, o qatari Nasser Al-Attiyah fez um balanço de como vai o seu rali e os seus planos para o futuro. Falando ao jornal francês L'Equipe, o piloto quer alinhar com mais carros em 2014, e deseja ter Sebastien Loeb na sua equipa.

"Gostaria de participar talvez cinco buggies no Dakar 2014. Eu, claro, tenho relações privilegiadas com o meu país, mas também com a Red Bull que é o ombro de muitos muitos pilotos (incluindo Loeb e Sainz).", começou por afirmar.

"Eu tenho um buggy para me entreter na areia. E ele [Loeb] testou-o", disse o actual segundo classificado do rali Dakar, acrescentando que "Ele estava relaxado, nós conversamos sobre automobilismo em geral. Eu sei que ele gostaria de tentar um dia o Dakar, mas ele estava em família e não era o momento para ir mais longe na conversa.", concluiu.

As declarações de Attiyah, atual segundo classificado na edição deste ano do Dakar, vão de encontro às aspirações de Loeb no pós-WRC. O francês de 38 anos deseja correr em pistas, mas não coloca de lado uma participação futura neste rally-raid.

Dakar 2013 - Dia 8

A etapa anterior ao dia de descanso, em paragens argentinas, entre Salta e San Miguel de Tucuman, ficou marcado pelas fortes chuvas que se fazem sentir na região, que forçaram a encurtar a etapa, cancelando a primeira parte dela. Assim sendo, a organização decidiu que carros, motos e quads efectuariam uma especial de apenas cento e oitenta e quatro quilómetros para chegarem à meta.

Mas se as motos fizeram essa parte, os automóveis tiveram problemas acrescidos. No segundo controlo da etapa, a partir do quilómetro 88, os concorrentes tiveram dificuldades em atravessar um ribeiro que tinha se alargado com as chuvadas do dia. Apenas cinco carros conseguiram passar, razão mais do que suficiente para que no final, a organização decidisse neutralizar o resto da etapa e dar aos pilotos que não conseguiram passar o mesmo tempo que o de Stephane Peterhansel, o último a passar pelo ribeiro em causa. O vencedor foi Guerlain Chicherit, seguido pelo argentino Orlando Terranova e pelo americano Robby Gordon.

Para concorrentes como Carlos Sousa, esta neutralização foi-lhes providencial, já que o carro teve uma avaria no seu motor que o fazia sobreaquecer mais facilmente do que o esperado. Em circunstâncias normais, o piloto português da Great Wall teria provavelmente perdido muito tempo:

“Tivemos uma avaria no carro e fomos obrigados a parar várias vezes para conseguir baixar a temperatura do motor. Perdemos algum tempo e esperamos agora resolver o problema em definitivo na assistência. Neste momento, desconhecemos ainda quando tempo estaríamos a perder à chegada a CP2. Em todo o caso, parece certo que esta neutralização terá sido providencial”, afirmou, à chegada a Tucuman.

Nas motos, o encurtamento da etapa fez com que os pilotos da frente se entregassem a um duelo fratricida, com o espanhol Joan Barreda Bort a levar a melhor sobre o eslovaco Ivan Jakes, por quase oito minutos (7:57). David Casteu foi o terceiro, e agora é o novo lider da classificação, na frente do português Bianchi Prata. Ruben Faria foi o 33º na etapa, mas mesmo assim, ascendeu ao terceiro lugar na geral, que poderá ser segundo se a organização contabilizar os 15 minutos de penalização a Després, por ter trocado de motor ontem à noite. Hélder Rodrigues acabou a etapa na décima posição e é o 14º da geral.

“Hoje estou um pouco mais tranquilo pois o dia de ontem foi aos limites do stress! O nosso objetivo foi resolver o problema do Cyril e como somos uma grande equipa todos nós trabalhámos com esse objetivo e conseguimos! A recuperação do Cyril hoje fez com que os níveis de confiança voltassem ao normal e foi uma prova de que terão que contar com ele até ao fim deste Dakar, mesmo com a penalização que vai sofrer pela troca do motor.", começou por dizer Rúben Faria.

"Quanto a mim vou continuar a fazer o meu trabalho mas obviamente que não posso deixar de partilhar com todos vocês que o sonho nunca esteve tão próximo… Sei que têm sido dias de ansiedade e expectativa para todos os que me acompanham portanto nada melhor do que partilhar com vocês este resultado. Um grande abraço e Muito Obrigado!”, concluiu o piloto da KTM.

Já Hélder Rodrigues afirma que isto está longe de estar decidido: “Sabia que a etapa de hoje iria ser complicada em termos de navegação e ontem tinha-me resguardado um pouco para hoje poder atacar e melhorar o meu resultado na classificação geral. O facto de ela ter sido encurtada limitou de alguma forma este meu propósito. Agora vamos ter um dia de descanso para preparar a segunda metade de Dakar que ainda está longe de estar decidido”, salientou à chegada a San Miguel de Tucumán o piloto da Honda.

Amanhã, a caravana do Dakar descansa em San Miguel de Tucuman. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 7

A sétima etapa do Rali Dakar fez sair os concorrentes de Calama, no Chile, para Salta, na Argentina, e numa etapa em alta altitude - na ordem dos 4000 metros, ficou marcada pelo acidente mortal do motard francês Thomas Bourgin, de 25 anos, que foi vitimado pela colisão com um carro da policia chilena, na ligação para a etapa cronometrada. Apesar de assistido de imediato, acabou por não resistir aos ferimentos. Bourgin estava a fazer o seu primeiro Dakar e era o 68º da geral.

Nos automóveis, a etapa foi marcada pelo equilibrio. Stephane Peterhansel, Nasser Al Attiyah e Robby Gordon lutaram pela vitória na etapa, com o francês da Mini a levar a melhor, com dois minutos de diferença para o Buggy do qatari. Guerlain Chicherit foi o segundo na etapa, seguido por Robby Gordon, no seu Hummer. Nasser Al-Attiyah foi o quinto, atrás do argentino Orlando Terranova. Já Carlos Sousa foi o nono na etapa com o seu Great Wall.

Na classificação, Stéphane Peterhansel aumentou ainda mais a margem que detém no comando da prova, ficando agora a três minutos e 14 segundos sobre o buggy de Nasser Al-Attiyah. Giniel de Villiers é o terceiro no seu Toyota, a 44 minutos e três segundos, na frente do russo Leonid Novistkiy, no seu Mini, a 48 minutos e 54 segundos. Carlos Sousa é décimo, a duas horas e sete minutos do líder, mas está a menos de cinco miunutos do oitavo posto.

Nas motos, e apesar desta etapa ficar marcada pela morte de Thomas Bourgin, o melhor foi Kurt Caselli, que venceu na frente do chileno "Chaleco" Lopez Contardo. O líder da prova, Olivier Pain, foi terceiro, a um minuto e um segundo, com o melhor português a ser Rúben Faria, quinto classificado, numa etapa onde Cyril Després teve problemas na sua caixa de velocidade do seu KTM e perdeu cerca de treze minutos. Hélder Rodrigues, no seu Honda, voltou aos maus resultados e foi apenas 19º, enquanto que Paulo Gonçalves foi o 23º a cortar a meta.

“A etapa de hoje não tinha qualquer tipo de dificuldade ao nível de navegação, era muito rápida e em pista bem definida. Tentei ser rápido, mas a altitude condicionou o andamento. Para além disso é importante ter sempre em linha de conta que estamos a meio de uma etapa maratona e que portanto me vai caber tratar da mecânica da moto, sem poder contar com o apoio da nossa habitual estrutura de assistência”, salientou à chegada a Salta o piloto da Honda.

“Apesar do meu resultado obviamente que não posso estar contente pois com o problema que o Cyril teve tudo vai ser diferente a partir de agora. Hoje foi uma Etapa bastante rápida e de fácil navegação. Tive de parar para ajudar o Cyril mas nada podia fazer e ele deu-me luz verde para arrancar e atacar. A partir desse momento foi sempre a recuperar. Apesar da altitude a minha KTM este perfeita! Grande moto! Um abraço para todos”, disse Ruben Faria no final da etapa.

Na geral, Pain destaca-se, com seis minutos e seis segundos sobre Chaleco Lopez Cotardo, e David Casteu é o terceiro, a seis minutos e 37 segundos do líder. Ruben Faria é agora o quarto, com quase cinco minutos na frente de Cyril Després.

O Rally Dakar continua amanhã entre Salta e San Miguel de Tucuman, na Argentina, em véspera do dia de descanso, num percurso de 779 quilómetros, 491 dos quais em setor cronometrado. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 6

O sexto dia do Rally Dakar, numa etapa disputada entre Arica e Calama, no Chile, ficou marcado pelo conhecimento de um acidente envolvendo um camião de assistência do Dakar e dois taxis, perto da fronteira de Arica, resultando na morte de dois clientes de um taxi e ferimentos graves em mais sete pessoas.

Nos automóveis, o dia ficou marcado pelo ataque do qatari Nasser Al-Attiyah, que no seu buggy, à liderança de Stephane Peterhansel. O ataque resultou na vitória na etapa, que terminou com oito minutos e 36 segundos de vantagem sobre o francês da Mini. Apesar de Peterhansel manter o comando da prova, está agora bem mais pressionado, pois agora a diferença diminuiu-se para um minuto e 18 segundos. Robby Gordon foi o terceiro na etapa, enquanto que o russo Leonid Novistkiy aproveitou as dificuldades de Giniel de Villiers para se aproximar do terceiro lugar na geral.

Sorte diferente teve Carlos Sainz, que viu o motor do seu "buggy" se partir, acabando assim a sua participação no rali. 

Quanto a Guerlain Chicherit, acabou por ser o nono mais rápido da etapa, ascendendo ao quinto posto com o Buggy SMG, depois ontem de ter tido problemas com a direção assistida do seu Buggy, que o fizeram com que tivesse problemas fisicos nos seus pulsos e que colocaram dúvidas sobre a sua continuidade no rali. Já Nani Roma caiu para sétimo na geral, depois de ter perdido mais de meia hora, atascado nas dunas.

Quanto a Carlos Sousa, teve um bom dia no Dakar, que o fez ascender até ao nono posto no Dakar, a mais de duas horas do comando.

Nas motos, o chileno Chaleco Lopez Cotardo foi o melhor, seguido pelo português Ruben Faria, depois de Paulo Gonçalves ter liderado boa parte da etapa, até ter problemas mecânicos no seu Husqvarna, que o fizeram atrasar-se em mais de uma hora. Olivier Pain foi décimo na etapa, mas manteve a liderança, embora tenha visto Cyril Després a aproximar-se.

Quanto aos portugueses, para além de Gonçalves e Faria, Hélder Rodrigues foi o oitavo e já está no "top ten" da geral.

“Perfeito! É o que posso dizer sobre esta etapa. Mais uma vez definimos uma estratégia e mais uma vez resultou em pleno. Uma Etapa difícil com muita pedra e muito pó. Consegui um bom ritmo de corrida mas sempre com uma grande margem de segurança e sempre a controlar a corrida do Cyril. Quero aproveitar este excelente resultado para agradecer a toda a equipa KTM / Red Bull pelo brilhante trabalho que têm feito todos os dias não só nas motos mas também comigo e com o Cyril, comida excelente e massagens milagrosas no final de cada Etapa. Aos meus patrocinadores e fãs o resultado de hoje é para vocês! Obrigado por todo o vosso apoio!”, referiu Ruben Faria.

Já Paulo Gonçalves não escondia o seu desalento: “O dia de hoje estava a correr na perfeição, estava na frente da corrida até à neutralização, mas logo após iniciar a segunda secção da especial a moto teve um problema elétrico que me obrigou a parar, tendo perdido muito tempo, terminando o dia na 64ª posição. Hoje foi um dia muito difícil para a equipa Husqvarna Speedbrain.”

Amanhã, o Rali Dakar sairá do Chile para chegar à Argentina, saindo de Calama e terminando em Salta, numa etapa de 754 quilómetros para os carros e 806 para as motos, com uma especial cronometrada de 220 quilómetros para ambos.  

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 5

A etapa de hoje, entre Arequipa, no Peru, e Arica, no Chile, determinou o adeus às pistas peruanas por parte do Rally Dakar, chegando ao Chile e ao deserto do Atacama, a alta altitude, numa etapa extraordinariamente técnica.

Nos automóveis, o vencedor do dia foi Nani Roma, seguido por Stephane Peterhansel, numa dobadinha da Mini nesta etapa. Para o piloto francês, isto significou ganhar tempo - cinco minutos, mais concretamente - a Nasser al Attiyah, que foi sétimo na etapa e agora tem uma diferença de nove minutos e 54 segundos sobre o Mini do piloto francês.

O sul-africano Giniel de Villiers é agora o terceiro na geral, depois de ter sido quarto na etapa, atrás do Hummer de Robby Gordon. Carlos Sainz foi quinto, mas ambos estão muito atrás na classificação geral. Quanto a Carlos Sousa, o português da Great Wall foi o décimo na etapa, fazendo com que se mantivesse na 11ª posição da geral.

“Foi uma etapa sem o grau de dificuldade das anteriores e que exigiu apenas alguns cuidados numa zona mais rochosa do percurso. A especial era muito bonita e guiámos sem problemas, muito concentrados e a um ritmo sempre consistente”, resumiu o piloto português à chegada à Arica.

“Ainda falta muita corrida e mantém-se tudo em aberto, sendo certo que a passagem pelo Atacama, já a partir de amanhã, reserva sempre muitas surpresas… O carro continua sem problemas e acredito que podemos subir mais alguns lugares na geral até ao dia de descanso. Sem loucuras, mas andando sempre de forma consistente”, prometeu.

Nas motos, David Casteu foi o melhor, seguido de Olivier Pain, ambos em Yamaha. A dobradinha foi suficiente para consolidar a liderança a este último, já que Joan Barreda Bort teve problemas e esteve parado por muito tempo na etapa.

Cyril Després foi o terceiro, estando agora na mesma posição na classificação geral, na frente de Ruben Faria, que na etapa foi apenas 13º. Faria ficou atrás de Helder Rodrigues, que foi oitavo na etapa e ascendeu ao 13º posto da geral, na frente de Paulo Gonçalves, que é o 16º. Bianchi Prata teve problemas e atrasou-se na classificação.

“Esta foi uma etapa em que o cenário mudou radicalmente. Foi uma etapa relativamente curta mas com algumas partes bem complicadas. Vim muito tempo atrás do Farres e só na parte final consegui passar para a frente dele e ficar liberto do pó que a sua moto levantava”, salientou Helder Rodrigues à chegada a Arica. 

“Hoje foi mais um bom dia para a equipa e principalmente para mim pois subi mais um pouco na geral. A etapa era dura com muito pó, pedras e algumas passagens de ribeiras. Consegui um bom ritmo desde o início, sempre sem arriscar o que me garantiu não perder muito tempo para os primeiros. Continuo muito bem fisicamente e a minha KTM está cada vez melhor. Amanhã voltam outra vez as dunas, o que significa atenção redobrada na navegação. Muito obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs”, comentou Ruben Faria no final da etapa.

O Rally Dakar voltará amanhã para uma etapa entre Arica a Calama, no Chile, no total de 767 quilómetros, dos quais 454 serão feitos em especial cronometrada, num regresso às dunas. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 4

A etapa de hoje, entre Nazca e Arequipa, ainda em terras peruanas, era considerada pela organização como a "etapa rainha" do Dakar, devido à enorme quantidade de dunas que se apresentavam pelo caminho.

Nos automóveis, o dia foi marcado pelo duelo entre Nasser Al Attiyah e Guerlain Chicherit, com o buggy do qatari a levar o melhor sobre o Mini do piloto francês, por apenas meio minuto de diferença. Foi um duelo a quatro, pois Stephane Peterhansel e Carlos Sainz estiveram envolvidos, até que o piloto espanhol teve problemas e atrasou-se.

Peterhansel pode ter acabado a etapa na terceira posição, mas consolidou a liderança, desta vez com um avanço de cinco minutos sobre Nasser Al-Attiyah. O sul-africano Giniel de Villers, no seu Toyota, consolidou o terceiro lugar da geral, apesar de estar já a mais de meia hora sobre o lider.

Quanto a Carlos Sousa, o piloto português teve um bom dia, acabando a recuperar lugares. Agora, o piloto da Great Wall está na 11ª posição da geral.

Para Carlos Sainz, a etapa foi-lhe problemática. Depois de ontem ter-se queixado de que a organização lhe ter "devolvido" os 21 minutos que a organização lhe tirou na segunda etapa, devido a uma alegada avaria no GPS, e de ter perdido meia hora devido a problemas elétricos no seu "buggy", desta vez, depois de ter estado envolvido na luta pela vitória, ficou parado no quilómetro 147 durante muito tempo, atrasando-se ainda mais na classificação, ficando por agora, fora dos dez primeiros. 

Outro dos azarados de hoje foi Robby Gordon. O americano continua a ser capaz do melhor... e do pior. Depois de ter sido segundo classificado na etapa de ontem, hoje voltou aos azares, ao capotar o enorme Hummer, acabando por ficar de rodas para o ar, à espera que alguém o virasse. Em termos físicos, nada sucedeu à equipa, e quanto a Gordon, foi mais um episódio da sua longa carreira no "off-road" e no Dakar. No final, ele retomou a prova, mas desta vez, acumulou mais quatro horas de atraso em relação à geral.

Nas motos, o grande vencedor do dia foi o espanhol Joan Barreda Bort, a bordo do seu Husqvarna, com oito minutos de avanço sobre o Honda do francês Olivier Pain, que ascendeu ao comando, já que Cyril Després atrasou-se, perdendo 17 minutos e fazendo-o cair para o terceiro lugar da geral.

Quanto aos portugueses, Hélder Rodrigues deu-se bem, com o piloto da Honda sa terminar no quinto lugar na etapa, o que deverá permitir subir alguns lugares na geral, enquanto que Rúben Faria ficou atrás de Rodrigues, no sexto posto, mantendo-se nesse lugar na classificação geral. Paulo Gonçalves foi apenas 18º na etapa e está na 21ª posição da geral.

“O Dakar são quinze dias de corrida com muitos imponderáveis e temos de ser muito calculistas na maneira como o abordamos. O mais importante é não cometer erros, particularmente na navegação. Estou satisfeito por ter conseguido recuperar de forma significativa na etapa de hoje e amanhã tudo farei para melhorar ainda mais a minha classificação”, salientou Hélder Rodrigues, à chegada a Arequipa.

Ruben Faria, mais eufórico, comentou: “Isto é o Dakar! Resolvi atacar desde início para me aproximar ao máximo do Cyril pois com o resultado de ontem ele saiu à minha frente e tenho que andar sempre junto dele. Foi uma Etapa com uma navegação difícil principalmente na fase inicial. Muito obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fãs por todo o apoio diário. Um abraço especial para vocês”.

A etapa de amanhã levará máquinas e pilotos de Arequipa, no Peru, para Arica, no Chile, no total de 509 quilómetros para carros e 411 para as motos, dos quais 172 quilómetros (para os carros) e 136 km (para as motos) serão em troço cronometrado.  

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dakar 2013 - Dia 3

O terceiro dia do Rally Dakar, que ligou Pisco a Nazca, no Peru, começou com uma “decisão de secretaria”, com a organização a dar razão a Carlos Sainz à queixa que fez à organização devido à avaria do seu GPS durante o percurso na etapa anterior e que tinha passado na mesma pelos controles. Depois de uma cuidadosa observação, a organização decidiu que ele afinal tinha ganho a etapa com uma vantagem de três minutos e 20 segundos sobre o francês Stephane Peterhansel, mantendo assim a liderança.

A etapa de hoje ficou marcado por mais um dia de grande dureza nesta edição do Dakar onde mais uma vez as dunas de areia foram rainhas. Nos carros, o grande vencedor do dia foi Nasser Al-Attiyah, que no dia anterior, a organização equivocou-se, ao penalizar em três horas afundando-se até à ultima posição da geral. Reposta a verdade, ele venceu e subiu ao segundo lugar da geral. Robby Gordon, no seu Hummer, foi o segundo classificado, na frente de Stephane Peterhansel, que com isto ascendeu à liderança do rali, já que Carlos Sainz teve problemas e perdeu 21 minutos na geral, caindo para o quinto lugar na classificação.

Quanto a Carlos Sousa, o piloto português da Great Wall perdeu quase 30 minutos na fase inicial da especial, terminado a etapa no 25º lugar, a 52 minutos e 47 segundos de Al-Attiyah, o mais rápido no percurso. Por causa disso, Sousa caiu oito lugares e agora é o 17º da geral.

A etapa ficou também marcada pelo acidente do polaco Krzysztof Hołowczyc, que aconteceu a 40 km do final da especial. O piloto do Mini foi assistido devido a dores nas costelas, enquanto que o seu navegador, o português Filipe Palmeiro, nada sofreu.

Na classificação geral, Peterhansel lidera, seguido pelo buggy de Nasser Al Attiyah, a seis minutos e 33 segundos de Peterhansel, com o Toyota do argentino Lucio Alvarez no terceiro posto. O russo Leonid Nowitsky é o quarto, no seu Mini, na frente de Carlos Sainz e do sul-africano Giniel de Villers, no seu Toyota. 

Nas motos, a terceira etapa do Dakar foi vencida pelo chileno Chaleco Lopez, com Paulo Gonçalves em segundo, a pouco mais de um minuto. O francês Cyril Desprès foi terceiro, na frente de Alessandro Botturi, e tornou-se no novo líder da categoria.

“A etapa correu muito bem, consegui impor um bom ritmo desde o início até ao final e terminei em segundo. Toda a equipa está a fazer um excelente trabalho e continuamos a mostrar todo o potencial da Husqvarna TE 449 RR”, afirmou. Paulo Gonçalves, que por causa disso, subiu ao 16º lugar da geral.

Quanto aos outros portugueses, Rúben Faria ficou parado no início da especial, perdendo 18 minutos na etapa, pois teve de ficar à espera de Cyril Després, que tinha tido dificuldades em passar uma duna, no inicio da etapa. Com isso, Faria é agora o 11º da geral, a dez minutos e 47 segundos de Després.

“Foi uma etapa previsível pois com o resultado de ontem já sabia que teria que parar e esperar pelo Cyril. Mais uma vez muita areia mas tudo correu muito bem. Estou fisicamente forte e com um bom ritmo de corrida. A KTM está perfeita e o Red Bull que bebi esta manhã ajudou-me a voar sob as dunas. Obrigado aos meus patrocinadores e aos meus fans por todo o apoio que me dão diariamante. Agora vou falar com os mecânicos e depois começar a preparar a etapa e a estratégia para amanhã”, referiu Ruben Faria à chegada a Nazca.

Quanto a Hélder Rodrigues, continua muito abaixo do que é capaz no seu Honda, perdendo mais 25 minutos à geral, especialmente na última parte da etapa devido a novos problemas de gasolina. Assim sendo, ele caiu para o 28º lugar da geral.

“O Dakar ainda está no início e como já deu para se perceber a edição deste ano vai apresentar dificuldades muito superiores às dos anos anteriores. Estou confiante de que vamos ultrapassar estas complicações iniciais – é necessário ter em linha de conta que este projecto do Team HRC é muito recente e que a nossa Honda ainda está numa fase de desenvolvimento – e que vamos conseguir mostrar todo o nosso valor”, comentou.

O Dakar continua amanhã, entre Nazca e Arequipa, no total de 718 quilómetros, 288 dos quais percorridos em tempo cronometrado.

sábado, 8 de dezembro de 2012

WRC: M-Sport alinha com três carros para 2013

A M-Sport afirmou hoje que irá alinhar com três carros no Mundial de 2013, confirmando alguns dos rumores que circulavam nos últimos dias. Malcom Wilson disse que o norueguês Mads Ostberg vai fazer toda a temporada, enquanto que o qatari Nasser Al-Attiyah fará apenas sete corridas, dado que partilhará a temporada com outros eventos, como o Rally Dakar.

Contudo, em relação ao segundo piloto, as dúvidas são enormes. Confirmado o finlandês Juho Hanninen para as duas primeiras provas do ano, nas outras, há imensas dúvidas. Fala-se no estónio Ott Tanak, no belga Thierry Neuville e no russo Evgueny Novikov, mas o próprio Wilson admite que o segundo luger poerá ser alugado ao longo da temporada, como aconteceu na Prodrive ao longo de 2012. “Gostaria de ter o mesmo piloto ao lado do Mads Ostberg, mas, nesta altura, não sei será esse o caso”, referiu Wilson numa declaração algo enigmática.

Outro dos problemas que existe neste momento é a inscrição. Apesar de correr com carros Ford, a marca decidiu abandonar o WRC no final desta temporada, e esta não pode ser aceite no Mundial de Marcas para 2013. Assim sendo, a hipótese que se avizinha é concorrer no campeonato secundário, já que a M-Sport não vai alinhar com carros nesse campeonato, como fez em 2012. Contudo, Wilson já disse que ainda não tomou uma decisão a esse respeito, e que não estão previstas muitas equipas privadas a correr de Fiesta no WRC de 2013.

Tudo isso e muito mais Malcom Wilson terá de esclarecer até ao próxima sexta-feira, dia 14 de dezembro, pois é a data limite para as inscrições no WRC.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Youtube Dakar Rally: a apresentação do Buggy de Sainz e Al-Attiyah


Com o final das temporadas de Formula 1, Endurance e ralis, e isso indica, em termos de calendário, a aproximação do Rally Dakar. Em 2013, a prova irá sair de Lima, a capital do Peru, e vai viajar por Argentina e Chile, até acabar na capital, em Santiago do Chile, depois das passagens pelo deserto do Atacama, por exemplo.

E agora, começam as apresentações das equipas. Neste caso em particular, trata-se do Buggy que Carlos Sainz e Nasser Al-Attiyah irão correr na próxima edição do maior "rally-raid" do mundo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Noticias: M-Sport negoceia patrocinio com o Qatar

A M-Sport, de Malcom Wilson, pode ter perdido o apoio oficial da Ford na temporada de 2013, mas poderá manter os carros e conseguir um apoio importante. Isto, porque Nasser Al-Attiyah revelou no Chipre, onde está a disputar a última prova do IRC, que se encontra em negociações para colocar o apoio do governo local para a próxima temporada.

“Estivemos a falar com o Malcolm Wilson para o próximo ano, pois é importante para nós continuar no WRC. Espero que seja possível encontrar uma boa solução, e se chegarmos a acordo, colocaremos três carros a correr. É o nosso objetivo. Vamos ver com o Malcolm como as coisas podem avançar.”, referiu Nasser Al-Attiyah.

Caso aconteça um acordo, isso poderá significar duas coisas: que o Qatar irá se rivalizar com o Abu Dhabi em termos de patrocinio (pois estes irão apoiar a Citroen) e que Nasser Al Attiyah será piloto oficial, ao lado do estónio Ott Tanak e eventualmente Petter Solberg ou Mads Ostberg, caso o piloto norueguês não vá para a Hyundai, onde ele está a ser cogitado para correr na próxima temporada.

sábado, 6 de outubro de 2012

WRC 2012 - Rali de França (Dia 2)

Foi um dia agitado em paragens alsacianas, com acidentes, feridos e classificativas anuladas devido ao excesso de espectadores. Mas em termos de classificação geral, Sebastien Löeb continua a mandar no rali, numa batalha à distância com Jari-Matti Latvala, com 30 segundos de diferença entre os dois. 

O dia começou com Löeb a controlar o andamento de forma a que o seu maior rival, o finlandês Jari-Matti Latvala, não se aproximasse muito dele. Apesar de tudo, o finlandês deu o seu melhor, que chegou a resultar num ligeiro despiste na última classificativa da manhã, na primeira passagem por Pays D'Ormont.

No final da manhã, Löeb afirmava: "À partida para a especial tinha uma boa vantagem por isso não comecei de forma agressiva e foi um pouco difícil para mim. A estrada estava constantemente a alternar entre piso seco e húmido e não sabia qual era o nível de aderência. Tive um pouco de dificuldades, mas tenho que forçar o ritmo na próxima especial", observou o francês.  

Foi nessa altura em que aconteceu o incidente que envolveu Nasser Al Attiyah, onde o piloto qatari se despistou, colhendo dos espectadores. Um deles ficou ferido numa perna e outro num braço, sendo levados para o hospital. Attiyah não sofreu ferimentos.

Esse não foi o unico incidente de relevo no Rali de França. Pouco antes, na primeira especial do dia, Petter Solberg perdeu o controlo do seu Ford Fiesta e bateu num poste de eletricidade, derrubando-o, mas não causando feridos. O acidente o colocou fora do rali. Pouco depois, na sua conta do Facebook, admitiu que o acidente foi devido a erro humano.

"Foi uma manhã muito azarada para mim e para o Chris Patterson [navegador]... Depois de sair de estrada na PEC9, tentei regressar ao asfalto sabendo que nas notas a estrada curvava para a direita a seguir. Mas não conseguia ver nada no meio das vinhas e com as folhas no para-brisas, o que resultou naquilo que podem ver no vídeo", começou por escrever o piloto norueguês. 

"O Chris e eu estamos bem e felizmente nenhum espectador ficou lesionado quando fui lançado contra o poste que caiu e soltou cabos elétricos em consequência. É tudo o que tenho a dizer por agora e temos de ver se poderemos regressar amanhã ao abrigo das regras SuperRally..."

Mikko Hirvonen é o terceiro no final deste segundo dia, beneficiando da penalização em 20 segundos por parte de Thierry Neuville, que caiu para o sexto lugar, ultrapassado pelo Adapta Ford de Mads Ostberg e o Mini de Dani Sordo. Evgueny Novikov sofreu um despiste, que o deixou ainda mais isolado no oitavo posto, deixando distanciar um pouco mais o piloto que está na sua frente, o estónio Ott Tanak. O Mini de Chris Atkinson e o Ford de Martin Prokop fecham o "top ten".

O Rali de França termina amanhã.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Noticias: Citroen assina com a Abu Dhabi

Depois de ao longo do mês passado surgirem rumores de que iria ser comprada ou iria fazer um acordo com o organismo de promoção do Qatar, a Citroen anunciou esta tarde que assinou um acordo com a Abu Dhabi, o organismo que promove a cidade-estado que faz parte dos Emirados Árabes Unidos.

Assim sendo, a partir de 2013 a equipa oficial da Citroen no WRC terá três carros a correr, sendo um deles para Khalid Al Qassimi, que guiou pela Ford até o ano passado. O piloto do emirado vai, para além do WRC, disputar igualmente o Campeonato FIA de Ralis do Médio Oriente, aos comandos dum Super 2000 não especificado, acreditando-se que a marca francesa irá desenvolver um modelo para concorrer com o Ford Fiesta RRC e o MINI Countryman S2000 1.6 Turbo.

Quanto a Nasser Al Attiyah, é muito provável que em 2013 se dedique ao Dakar e ao campeonato do Médio Oriente, ao volante de um Ford Fiesta RRC, depois deste ano ter andando no Mundial WRC aos comandos de um Citroen DS3 WRC. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Youtube Rally Crash (II) - O acidente de Chris Atkinson


A substituir o "atleta olimpico" Nasser Al Attiyah, o australiano Chris Atkinson não vai guardar grtandes recordações do rali da Finlândia, especialmente da oitava classificativa, onde ele se entusiasmou demasiadamente numa parte do troço e entrou floresta dentro...

O que é pena, pois até andava nos oito primeiros no rali por aquela altura.

terça-feira, 31 de julho de 2012

O fabuloso Nasser Al-Attiyah

Já sabemos que ao longo da história do desporto houve pilotos de Formula 1 e restantes automobilistas que representaram o seu país nos Jogos Olimpicos. O nobre tailandês Bira ou o argentino Roberto Miéres foram dois exemplos, em vela. Mas nenhum deles conseguiu algo que o qatari Nasser al Attiyah obteve esta tarde: uma medalha. Aos 42 anos, e depois de ter vencido o Rally Dakar em 2010, conseguiu a medalha de bronze na modalidade de "skeet", na sua quinta participação olimpica.

O piloto - e atirador - qatari precisou de ir para um desempate com o russo Valeri Shomin depois de terem empatado a 144 pontos, menos dois do que o campeão olimpico Vincent Hancock. Nas eliminatórias, Al-Attiyah tinha ficado em quarto lugar, atrás de Shomin. O dinamarquês Anders Golding ficou com a medalha de prata. Com este resultado, o Qatar consegue a sua primeira medalha em Londres e a terceira da sua história, todos de bronze.

Claro, já não vai a tempo de participar no Rali da Finlândia - para o seu lugar veio o australiano Chris Atkinson - mas pelo menos pode-se dizer que a sua participação em Londres já compensou. E este é mais um feito na sua longa lista. Parabéns, Nasser!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Nasser Al-Attiyah e os automobilistas olimpicos

O Regys Silva tem, desde o inicio do ano, um blog sobre os Jogos Olimpicos, o Surto Olimpico. É bem feito e muito informativo e está sempre aberto às colaborações dos outros. Ele já me tinha pedido desde há algum tempo para que colaborasse por lá, e aceitei. Só que o tempo e outros compromissos - o meu blog, a revista, etc... - fizeram com que esquecesse ou colocasse  para o último lugar a escrita de um post no blog. Até que duas coisas aconteceram: uma conversa com ele e uma noticia sobre Nasser Al-Attiyah, o homem que está metido em tudo, vencedor do Rally Dakar e piloto no WRC a bordo de um Citroen DS3, mas que é também praticante de tiro aos pratos. Foi um bom pretexto para escrever o seguinte para o blog:

"Automobilismo e olimpismo parecem ser duas modalidades à partida contraditórias e até imcompatíveis. Mas por estes dias há uma pessoa que consegue compatiblizar tudo isso sem problemas. Aliás, essa é uma das facetas de um dos desportistas mais importantes do seu país e uma das personalidades mais reconhecidas. É a personalidade menos conhecida de Nasser Al-Attiyah, vencedor do Rally Dakar em 2011 e atual piloto do Mundial WRC de ralis, a bordo de um Citroen DS3 WRC. 

Nascido há 42 anos em Doha, capital do Qatar, chega a Londres para participar na sua quinta olimpiada, depois de nos Jogos Asiáticos de Guangzhou, em 2010, ter conseguido duas medalhas na modalidade de Tiro aos pratos. Tem um historial olimpico relativamente modesto - nunca venceu uma medalha - mas em 2004, em Atenas, esteve prestes a alcançá-lo, quando terminou na quarta posição. Quatro anos antes, em 2000, nos jogos de Sydney, acabou no sexto lugar. Em 2008, apesar de ser o portador da bandeira do seu país na cerimónia de  abertura, falhou o acesso à final por apenas dois pontos, acabando na 15ª posição.

De facto, por causa da sua preparação para os Jogos, a sua paticipação no Mundial de Ralis será parcial. Devido a isso, vai falhar os ralis da Nova Zelândia e da Finlândia. No primeiro, o seu lugar foi ocupado pelo belga Thierry Neuville, enquanto que no segundo rali, esse lugar pertencerá ao australiano Chris Atkinson, com o qatari só a regressar a tempo inteiro no final de agosto, no Rali da Alemanha."

Havia mais, sobre os pilotos de Formula 1 que foram atletas olimpicos, mas o Regys disse-me que já tinha sido feito pelo meu amigo Paulo Abreu, do Volta Rápida, e assim sendo, decidi colocar esta segunda parte por estas bandas, nem que fosse para relembrar.

Assim sendo, escrevi Nasser Al Attiyah não tinha o unico piloto de automóveis que participou em Jogos Olimpicos. Antes dele, três pilotos de Formula 1 estiveram a repsresntar os seus países, todos eles depois de terem concluido as suas carreiras nas pistas. O holandês Ben Pon Jr., filho de Ben Pon, idealizador da Kombi, participou numa corrida na temporada de 1962, e dez anos depois, em Munique, participou na equipa holandesa de tiro aos pratos, a mesma modalidade de Nasser al Attiyah. Nesse concurso, terminou na 39ª posição, em 66 concorrentes.

Uma segunda participação acontecera antes, com principe tailandês Birabongse Bhanudej Bhanubandh, mais conhecido como "Principe Bira". Após ter completado a sua carreira nas pistas, em 1955, decidiu participar em quatro edições dos Jogos Olimpicos, na modalidade de vela, em várias classes. Em 1956 e 1960, participou na Star, enquanto que em 1964 esteve na modalidade de Dragon. Na sua última participação, em 1972, na cidade alemã de Munique, esteve na classe de Tempest. A sua melhor classificação foi um 12º posto em Melbourne.

Numa dessas participações, em 1960, o principe tailandês cruzou-se com outro ex-piloto: o argentino Roberto Miéres. Também retirado da competição, em 1958, competiu pelo seu país em Roma, pela classe Star. Nesta competição em particular, Miéres levou a melhor, conseguindo o 17º posto, dois lugares à frente de Bira.

Mas no meio disto tudo, por muito pouco estes nomes não eram acompanhados por outro piloto ilustre: Jackie Stewart. Em 1960, aos 21 anos, o escocês esteve muito perto de representar a Grã-Bretanha nos Jogos Olimpicos de Roma, também na modalidade de... tiro aos pratos. Por essa idade, tinha vencido competições nas Ilhas Britânicas - chegou a ser ao mesmo tempo o campeão inglês, galês e escocês - e competiu por um lugar nessa competição, mas foi dado a outro competidor. Provavelmente teria sido naturalmente escolhido para a delegação britânica para os Jogos Olimpicos de Tóquio, mas por essa altura, já se tinha envolvido no automobilismo.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Noticias. Atkinson na Finlândia com um Citroen

O australiano Chris Atkinson terá um Citroen DS3 WRC à sua espera na Finlândia. A noticia foi anunciada hoje e o piloto de 32 anos vai aparecer a substituir o qatari Nasser Al Attyah, que por esses dias irá representar o Qatar nos Jogos Olimpicos, mais concretamente na modalidade de tiro, onde é campeão asiático.

“Competir no melhor rali do mundo, a Finlândia na melhor equipa é uma soberba oportunidade e não vejo a hora de testar o carro. Penso que podemos alcançar um bom resultado”, referiu Atkinson.

Esta vai ser a segunda participação de Atkinson no WRC nesta temporada, depois de ter participado no Rali do México, a bordo de um Ford Fiesta WRC inscrito pela Monster World Rally Racing, de Ken Block, uma participação do qual não chegou ao fim. O piloto australiano tem estado ausente do WRC desde 2009, tendo apostado no campeonato Asia-Pacifico, a bordo da equipa oficial da Proton, onde em 2011 foi vice-campeão.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Youtube Rally Classic: WRC Rally Fafe Sprint



O fim de semana consistiu no "aquecimento" para o Rali de Portugal com o Fafe World Rally Sprint, que representa o regresso, após onze anos de ausência, dos carros de rali ao troço de Fafe-Lameirinha, provavelmente o símbolo mais emblemático do Rali de Portugal nos anos 70, 80 e 90.

Os adeptos sentiram - e ainda sentem - a falta que este troço faz no rali. E pode ser que com a tendência para recuperar os clássicos por parte de Jean Todt, que colocou uma ex-vencedora do Rali de Portugal, Michelle Mouton, ao leme, poderá ser que Fafe-Lameirinha regresse ao convivio dos adeptos de ralis dentro em breve.

Para já, a experiência de sábado foi um sucesso. E isso pode ser visto neste video feito pelo Rallymania.pt.