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terça-feira, 5 de maio de 2026

WRC: Sordo ambiciona um pódio em Portugal


O espanhol Dani Sordo chega ao Rali de Portugal com o objectivo assumido de lutar, no mínimo, por um lugar no pódio, depois de uma preparação considerada produtiva na terra lusa. O espanhol, que regressou ao WRC no Rali das Canárias, onde acabou em sétimo, está a completar o trio da equipa oficial da Hyundai e aposta na experiência em pisos de terra para ajudar a marca a alcançar um resultado forte numa das provas mais exigentes do calendário.

O meu objectivo é claro: trazer um bom resultado para a equipa e lutar, no mínimo, pelo pódio”, afirmou o piloto espanhol antes da prova portuguesa. Sordo reconheceu que “é difícil mudar do asfalto para terra”, mas explicou que um dia de testes antes do Rali de Portugal ajudou a melhorar as sensações com o carro. “Foi difícil no início, mas está a tornar-se mais fácil. Estamos confiantes de que temos um bom carro para a terra e seremos muito mais competitivos do que fomos nas Canárias”, sublinhou.

E para além disso, há também a o peso simbólico da prova. O piloto quer “fazer uma boa exibição perante os adeptos portugueses”, ele, que esteve presente no CPR de 2025, onde acabou por lutar pelo título com o Toyota de Kris Meeke

Como nas Canárias, Sordo correrá ao lado do francês Adrien Fornaux e do belga Thierry Neuville na equipa oficial da Hyundai. O rali de Portugal arranca na quinta-feira à tarde e terá 23 especiais de classificação. 

sábado, 25 de abril de 2026

WRC 2026 - Rali das Canárias (Dia 2)


Está uma luta bem cerrada entre Sebastien Ogier e Oliver Solberg pela liderança do rali das Canárias, quita prova do Mundial WRC. Os dois pilotos da Toyota estão separados por 3,8 segundos, cumpridas que estão 14 especiais deste rali. Terceiro é Elfyn Evans, a 21,9 segundos, com hipóteses de vitória, embora agora só faltem quatro especiais para o seu término.

Quarto é Sami Pajari, mas está longe. Está a 52,7 segundos, com Takamoto Katsuta não muito longe, a 1.03,1 num rali onde os cinco primeiros são... Toyotas. 

Com passagens duplas sobre Masopalomas, Arucas-Firgas-Teror e Moya-Gáldar, o dia de sábado começou com Elfyn Evans ao ataque, ganhando as duas primeiras especiais da manhã. Na primeira, deixou Oliver Solberg a 0,1 segundos, Ogier a 1,7, Takamoto a 2,8 e Pajari a 4,0. Um acidente com o carro de Phillip Allen, num Toyota GR Yaris Rally2, obrigou à interrupção e posteriormente, neutralização da especial.

A seguir, Evans voltou a triunfar, desta vez deixando Solberg a 2,5 segundos, Ogier a 4,4, Takamoto a 6,2 e Formaux a 10,1. No final da manhã, Solberg levou a melhor, dando 0,1 segundos a Ogier e Evans ficou em terceiro, a oito segundos. Solberg sofreu um toque, por ter escorregado devido à chuva em certos sítios da especial, mas ele, mesmo assim, acabou por ganhar a especial. Takamoto teve problemas de orientação numa rotunda e perdeu tempo precioso.


A parte da tarde começou com Evans ao ataque, 0,6 segundos sobre Solberg, 0,7 sobre Ogier e 1,3 sobre Sami Pajari. "Um pouco como de manhã, senti que não carreguei tanto na velocidade em alguns lugares, matei-a demais. As anotações não estão longe, já a conduzimos bastante. Precisa de execução mais fina.", contou Evans, no final da especial.

"É uma etapa que todo mundo conhece, até bem divertida. Muito rápida, muito divertido de conduzir. (O carro é tão bom?) Sim, você só aperta um botão e segue a estrada - super fácil!", contou Ogier.

Ogier ganhou a 13ª especial, empatado com Solberg, e Evans não ficou nada atrás, a 0,2. Pajari fez o quarto melhor tempo, a 2,5 e Katsuta era o quinto, a 5,8. Solberg atacou no final do dia e ganhou a última especial, mas apenas ganhou 1,4 segundos a Ogier, 5,6 a Evans e sete segundos a Pajari. Jon Armstrong saiu de estrada e perdeu quase dois minutos, antes de regressar. Assim, ele perdeu seis posições, de décimo para 16º.

No final do dia, Ogier estava tranquilo, até ansioso por domingo: "Ansioso para amanhã. Finalmente algumas novas especiais, que será divertido pilotar. Se você não gosta desse tipo de brigas, é melhor ficar em casa!"


Em contraste, Solberg parecia estar tenso. "Não foi uma etapa horrível, mas quando os pneus se foram, eu simplesmente fui para isso. África foi azar e a Croácia foi minha culpa. Não vou entrar em pânico para pegá-lo, mas pelo menos estivemos lá o dia todo para colocá-lo sob pressão. Temos quatro longas etapas pela frente - tudo é possível.", afirmou.

Depois dos cinco primeiros, sexto é Adrien Formaux, a 1.54,5, na frente de Dani Sordo, sétimo a 2.26,3. Muito perto está Thierry Neuville, oitavo a 2.28,3. A fechar o "top ten" está o ford de Josh McErlean, a 3.53,8, e o Lancia Ypsilon Integrale Rally2 de Yohan Rossel.

O rali Islas Canárias termina este domingo, com a realização das últimas quatro especiais.    

quinta-feira, 16 de abril de 2026

WRC: 70 inscritos no rali de Portugal


A cerca de quatro semanas do Rali de Portugal, foi divulgada na quarta-feira a lista de inscritos. Ao todo, serão 70, as duplas inscritas, e entre os Rally1, as grandes novidades são as participações de Sebastien Ogier, na Toyota, de Dani Sordo, na Hyundai, que fará a segunda participação seguida no WRC em 2026, depois do rali das Canárias, e na Ford, aparecerá o letão Martins Sesks, que fará o seu segundo rali do ano, depois da participação no rali da Suécia, em fevereiro. 

Do lado dos Rally2, haverá 36 carros, o maior do Mundial até agora, pois em Monte Carlo, apenas estiveram... 24. Desses, 14 serão portugueses, estarão também a dupla oficial da Lancia, com Yohan Rossel e Nikolay Gryazin, e gente como Gus Greensmith, Andreas Mikkelsen, Roope Korhonen, Teemu Suninen, Alejandro Cachon, Jan Solans, Fabrizio Zaldivar, Pablo Sarrazin e Elliot Delecour, entre outros.

O rali de Portugal, que acontecerá em estradas de terra, acontecerá entre os dias 7 e 10 de maio, com 23 especiais de classificação para cumprir.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

WRC: Sordo é a novidade no rali de Portugal


O rali de Portugal só acontecerá dentro de cinco semanas, mas a grande novidade irá ser a participação de Dani Sordo a bordo do seu Hyundai oficial, naquele que irá ser o seu segundo rali seguido na temporada, pois irá participar no rali das Canárias. Ele correrá a prova ao lado de Thierry Neuville e Adrien Formaux.

Desde cedo que a marca coreana disse que o terceiro carro da marca iria ser partilhado entre três pilotos. O neozelandês Hayden Paddon andou no carro em Monte Carlo, e irá regressar na Croácia, com Esapekka Lappi a ficar no seu lugar nas provas da Suécia e Quénia, para depois ceder ao piloto espanhol de 42 anos, e que andou num Rally2 no Campeonato de Portugal de Ralis, acabando por ser campeão. 

O WRC continua este fim de semana com o rali da Croácia, disputado em asfalto. Quanto ao rali de Portugal, acontecerá entre os dias 7 e 10 de maio, e terá 23 especiais de classificação.

terça-feira, 31 de março de 2026

WRC: Dani Sordo e sebastien Ogier são novidades nas Canárias


O Rali Islas Canárias só acontecerá no final de abril -  entre 23 e 26 de abril - mas já se sabe quem serão os inscritos para os Rally1. Se a Toyota inscreve Sebastien Ogier - que regressa depois de tirar férias durante o rali da Croácia - Oliver Solberg, Takamoto Katsuta, Sami Pajari e Elfyn Evans, a Hyundai inscreve Dani Sordo, que regressa a um Rally1 do WRC desde 2024, e fará uma temporada parcial com Adrien Formaux e Thierry Neuville.

No que toca à M-Sport, os irlandeses Jon Armstrong e Josh McErlean serão os representantes da equipa nos troços, que verão dez carros Rally1. Já na categoria Rally2, teremos vários nomes em destaque na lista de 26 inscritos, como os irmãos Leo Rossel e Yohan Rossel, bem como Nikolay Gryazin, Emil Lindholm, e os locais Alejandro Cachón e Jan Solans.

O rali ficará sediado na periferia da cidade de Las Palmas e terá 18 especiais de classificação, todos em asfalto.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

WRC: Hyundai anunciou a sua equipa para 2026


A Hyundai confirmou esta sexta-feira a sua equipa para a temporada de 2026 do WRC. Para além do belga Thierry Neuville e do francês Adrien Formaux, o finlandês Esapekka Lappi, o espanhol Dani Sordo e o neozelandês Hayden Paddon correrão pela marca coreana, privilegiando a experiência. Neuville e Formaux ficarão a tempo inteiro, enquanto os restantes pilotos partilharão o terceiro carro. 

Em termos de distribuição, por agora, começa com Paddon a iniciar a temporada no Rali Monte Carlo, para depois Lappi assumir o carro no segundo evento do ano, o Rali da Suécia, e logo depois, Sordo estreia-se no asfalto do Rali das Ilhas Canárias, em abril.

Andrew Wheatley, diretor desportivo da Hyundai, manifesta-se satisfeito pelo "lineup" escolhido.

Estamos muito satisfeitos por confirmar a nossa formação para a temporada de 2026 do FIA WRC, que verá Thierry e Adrien competir em todas as rondas, com um trio de equipas muito experientes e competitivas a partilhar a nossa terceira inscrição. A entrada de Dani, EP e Hayden permite-nos recorrer às suas qualidades individuais para apoiar as nossas ambições no título de construtores no próximo ano.”, começou por afirmar.

Tínhamos uma decisão difícil a tomar — optar pela experiência e consistência ou apostar numa estrela em ascensão e desenvolvê-la. No entanto, estamos no último ano dos regulamentos técnicos Rally1 e acreditamos que o caminho certo é trazer pilotos com conhecimento do carro e da equipa.”, concluiu.

O interessante são os regressos: Lappi, de 34 anos, correu a tempo inteiro no campeonato finlandês, onde acabou campeão, irá regressar para fazer alguns ralis, porque já afirmou não querer voltar a tempo inteiro, para ter tempo com a família. Sordo, de 42 anos, campeão português de ralis, fará o seu regresso ao WRC depois de um ano de ausência, está acompanhado pelo seu navegador Cándido Carrera

Contudo, a grande novidade é Paddon, de 38 anos, que está afastado do WRC desde 2018, a tempo inteiro, e teve o seu último rali na categoria máxima em 2022, na Nova Zelândia, reforça o projeto após conquistar consecutivamente os títulos europeus de ralis em 2023 e 2024, bem como o campeonato australiano este ano.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

WRC: Lappi e Sordo favoritos ao lugar de Tanak


Desde o anuncio da retirada de Ott Tanak, no final do rali do Japão, a Hyundai procura alguém para substitui-lo. E nessa sua procura, eles poderão recorrer aos seus antigos pilotos para ver que possibilidades eles poderão ter na sua equipa em 2026. 

Há algumas hipóteses que estão a ser consideradas: Esapekka Lappi... e Dani Sordo. E curiosamente, ambos os pilotos fizeram campeonatos nacionais em 2025. Lappi na Finlândia, Sordo em Portugal. E ambos foram campeões!

Numa entrevista ao canal de televisão Finlandês MTV Oy, Esapekka Lappi revelou que recebeu contatos da casa de Alzenau, e nada ainda está decidido. "Ligaram-me há cerca de uma semana e meia. Tivemos algumas conversações, mas está tudo em aberto."

O mais interessante é que Lappi quer fazer uma temporada parcial em 2026, pois seria mais interessante para a sua carreira. "[Um programa com] participação em alguns ralis do WRC é mais importante que correr na Finlândia.", continuou.


Se assim for, isso significa que para fazer até metade do campeonato de 2026 no terceiro carro da marca - os outros dois serão, à partida, guiados por Thierry Neuville e Adrien Formaux - eles estão a pensar recorrer aos serviços de Dani Sordo, de 42 anos, e que em 2025 se dedicou ao Campeonato de Portugal de Ralis, a bordo de um Hyundai oficial, e se tornou campeão, depois de um duelo a dois com o britânico Kris Meeke, num Toyota Yaris Rally2.

Existe também uma terceira hipótese, que é o do russo - agora a correr com licença búlgara - Nikolay Gryazin, mas as prioridades são pilotos que já tem mais experiência neste carro, e Gryazin andou a correr nesta temporada com um Citroen C3 Rally2, ao lado de Yohan Rossell

Veremos no que dará, numa temporada de 2026 que começará no final de janeiro, em Monte Carlo.

sábado, 18 de outubro de 2025

CPR 2025 - Rali do Vidreiro (Final)


Por incrível que pareça - mas foi real - Dani Sordo foi o vencedor do rali Vidreiro, e por consequência, acabou campeão nacional de ralis, a bordo do seu Hyundai i20 Rally2. E foi por muito pouco: 0,8 segundos separaram Sordo de Kris Meeke, o segundo classificado e um dos candidatos ao título. E ambos deixaram Gonçalo Henriques a mais de um minuto - 1.01,4, - no seu Hyundai, e na frente de Ricardo Teodósio, no seu Toyota (a 1.06,0), e de Armindo Araújo, a 1.10,3. 

A verdade é que foi uma vitória incrível, e eu precisava mesmo disto” disse Sordo à Autosport portuguesa. “É verdade que fomos melhorando o carro. Demos tudo, absolutamente tudo. Dei tudo o que tinha… e mais um pouco”, concluiu.

Do outro lado, Meeke reconheceu o valor do adversário e a emoção de ter travado mais uma luta histórica com Dani Sordo, duas décadas depois do duelo que os opôs no Mundial Júnior, mas não escondia a sua desilusão.

Tentei tudo, mas desta vez não foi possível. Dominei grande parte da época, mas houve momentos difíceis, como aquele episódio em Castelo Branco e alguns problemas mecânicos que nos custaram caro. Mas é assim que são os campeonatos — nem tudo é sempre perfeito.”, começou por afirmar.

O Dani veio muito forte, sabia bem a velocidade que ele tem. A Hyundai deu um grande passo neste rali e foi uma luta bonita, digna de um campeonato. Vinte anos depois, voltámos a lutar… e o resultado acabou por ser o mesmo. Claro que queria muito este título, mas estou feliz por estar aqui, por fazer parte deste campeonato e por conduzir este carro fantástico. A Toyota foi incrível durante toda a época. Hoje o Dani mereceu vencer.”, concluiu.

Depois das primeira especiais, que aconteceram na sexta-feira, no sábado, os pilotos tinham pela frente passagens duplas por Pombal-Carnide, Mata Mourisca, e uma por São Pedro de Moel e uma pela super-especial em Pombal. 


O dia começou precisamente em São Pedro de Moel, com Meeke a ganhar 0,3 segundos a Sordo, e a concorrência a ser deixada para trás: Armindo a 4,9, Teodósio a 7,8, Gonçalo Henriques a 11,8. Sordo responde e ganha em Pombal, recuperando 1,3 segundos a Meeke e aumentando a sua diferença na geral, 

Em Mata Mourisca, Sordo voltou a ganhar e alargou a diferença para Meeke em 0,8 segundo, para 2,7 segundos na geral. Teodósio foi o terceiro melhor, a 4,4, Gonçalo Henriques foi quarto, a 5,2, e José Pedro Fontes o quinto, a 10,5. A diferença é mínima, mas, grão a grão, Sordo ia construindo uma vantagem. Araújo fez um pião e acabou por perder 13,3 segundos.

Ele ganhou na sétima especial, mas a diferença para Meeke em 0,1 segundos, o minimo possível. Era uma luta a dois que deixava a concorrência para trás, apesar de Gonçalo Henriques só ter perdido um segundo e Armindo Araújo, 1,9. 

Meeke atacou na oitava especial, a segunda passagem por Pombal-Carnide, e conseguiu recuperar 2,2 segundos, ficando a 0,6, e claro, ninguém queria adivinhar quem ficaria com a vitória. No final, foi Sordo o melhor, mas não ganhou mais do que 0,2 segundos sobre o piloto da Toyota. Gonçalo Henriques foi o terceiro melhor, a 6,1. 


Armindo Araújo disse depois que o quinto lugar final foi o resultado de uma prova menos conseguida: 

Começamos bem ontem, mas cometemos um erro na super especial que nos fez perder tempo. Hoje entramos ao ataque, recuperamos a terceira posição, mas um pião na sexta classificativa atirou-nos para o quinto lugar. A partir daí percebemos que seria muito difícil recuperar os segundos que perdemos e não valia a pena correr riscos. Nada mudaria em termos de contas para o campeonato. Gostávamos de ter terminado o ano no pódio, não conseguimos, mas os ralis são assim. Parabéns aos vencedores do rali e ao Dani Sordo por ter sido o primeiro do campeonato”, concluiu Armindo Araújo.

Sexto foi José Pedro Fontes, no seu Citroen C3 Rally2, a 1.45,7, na frente de Ruben Rodrigues, no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 2.31,8, na frente de João Barros, a 2.47,7. Nono foi Pedro Meireles, a 3.19,7 e a fechar o "top ten" foi Diogo Marujo, a 3.32,9. 

Acaba o CPR 2025, em 2026 haverá mais!

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

CPR 2025 - Rali do Vidreiro (Dia 1)


Dani Sordo é o líder no rali Vidreiro, com... 0,9 segundos sobre Kris Meeke, depois de três especiais. Ricardo Teodósio já é um "distante" terceiro classificado, a 24,1 segundos do líder, na frente de Armindo Araújo, a 24,4, e Gonçalo Henriques, a 24,5. 

O rali começou com um "shakedown" nos arredores de Pombal, com Dani Sordo a ser o mais rápido, 0,8 segundos mais rápidos que Kris Meeke, o segundo. Ricardo Teodósio ficou a 1,4, na frente de Armindo Araújo, que foi quarto, a 2,4. 

Depois da partida simbólica, em Alcobaça, o rali prosseguiu com os troços de Alfeizerão e São Pedro de Moel, antes da super-especial noturna de Pombal. Em Alfeizerão, a meio da tarde, Sordo continuou ao ataque, triunfando ali com uma vantagem de 3,7 segundos sobre Kris Meeke e 9,7 sobre Armindo Araújo. no final, Sordo afirmou que teve dificuldades em manter o carro no asfalto - "o troço escorregava muito", afirmou - mas conseguia um avanço significativo face a Meeke, enquanto Armindo Araújo posicionava-se na posição esperada, a que tem sido a mais habitual este ano.

Ricardo Teodósio era quarto, a 12,2, na frente de José Pedro Fontes, a 14,5.

Em São Pedro de Moel, Meeke respondeu conseguindo o melhor tempo, 2,4 segundos na frente de Dani Sordo e 6,3 sobre Armindo Araújo.

O espanhol, no final desta especial, afirmava ao Autosport Portugal que estava satisfeito com o seu desempenho.

Não foi um mau arranque, mas ainda temos que melhorar um pouco o carro. Na verdade, já não há muito mais que melhorar, é o que há, mas tentaremos fazer o melhor e forçar. No primeiro troço havia pouca aderência e sabia que aí podia fazer alguma diferença se fosse rápido. Depois o segundo troço já tinha mais diferença e não deu para sacar diferença em nenhum lado.”, afirmou.


No final do dia, com a super-especial de Pombal, o melhor acabou por ser Meeke, recuperando quatro décimos a Dani Sordo. Armindo Araújo enganou-se no percurso e perdeu 11,2 segundos, beneficiando Ricardo Teodósio, que subiu para terceiro, enquanto Fontes perdeu 5,7 segundos na especial e desceu para trás de Gonçalo Henriques.

Meeke elogiou Sordo pelo carro e também o desempenho do novo motor da Hyundai.

"Foi interessante” disse Meeke ao AutoSport Portugal. “Fiquei impressionado com o tempo do Dani na primeira especial — foi a primeira vez dele naquele troço. Eu fiz no ano passado, mas estava húmido na altura e muito escorregadio, e talvez tenha ficado com essa sensação na memória. O Dani disse que ia completamente de lado e quase saiu em duas ou três curvas!", começou por comentar.

"A segunda especial é simples, difícil de fazer diferença, mas consegui ganhar algum tempo. Um segundo de diferença para o Dani, depois das duas primeiras especiais, não é muito. Fiquei impressionado com o Dani e com o novo motor da Hyundai, ou algo novo no motor — já nos testes e no shakedown se via que estavam fortes e deram um grande passo. Esta é a parte mais divertida dos ralis: as lutas apertadas.

Depois dos cinco primeiros, sexto era José Pedro Fontes, a 27,9, no seu Citroen. Sétimo está Ruben Rodrigues, a 29 segundos exatos, na frente de João Barros, a 30,1. Nono era Ernesto Cunha, a 40,1 e a fechar o "top ten" está Pedro Meireles, a 45,9.

O rali Vidreiro acaba amanhã, sábado. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

CPR (II): Sordo quer lutar até ao último metro


O espanhol Dani Sordo chega ao Rallye Vidreiro como segundo classificado do CPR, determinado a conquistar o título nacional com o Hyundai i20 N Rally2. especialmente depois de ter ganho dois dos três últimos ralis do Campeonato de Portugal de Ralis. Para ele, este rali representa a concretização de uma ambição clara desde o arranque da temporada.

O piloto reconhece o desafio enfrentado, mas valoriza o percurso percorrido: 

Chegar à última prova do campeonato na discussão do título de campeão era algo que ambicionava. Atendendo ao meu desconhecimento das provas por comparação aos adversários diretos, sabia que não seria uma época fácil, pelo que procurámos trabalhar sempre para evoluir e tirar o máximo partido do Hyundai i20 N Rally2.”, começou por afirmar o piloto espanhol.

Com o título em aberto e a matemática ainda a permitir diferentes desfechos, Sordo assume uma postura equilibrada entre realismo e ambição, porque sabe que, numa prova decisiva, qualquer cenário é possível:

Aqui estamos, agora, para dar novamente o máximo, lutando pela conquista de um novo título para a Hyundai. Num rali em que se joga o campeonato, tudo pode acontecer, mas vamos dar o nosso melhor para fechar a época com chave de ouro.”, concluiu.

O Rallye Vidreiro – Centro de Portugal disputa-se nos dias 17 e 18 de outubro, com o Expocentro de Pombal a servir de base operacional para equipas e organização. Conta com nove Provas Especiais (PE), somando 106,08 quilómetros cronometrados, num percurso total de 371,25 quilómetros.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

CPR: Sordo ainda acredita no título


Dani Sordo chega a Chaves com a ambição em alta para somar mais uma vitória nesta temporada, no Rali da Água Transibérico Eurocidades Chaves-Verin, nos dias 19 e 20 de setembro. O piloto espanhol, que guia neste temporada num Hyundai i20 N Rally2 chega à penúltima prova determinado em conquistar um bom resultado, de modo a concluir a época em destaque.

Este vai ser um rali bastante diferente do anterior e embora seja a minha primeira vez nesta região e com algumas classificativas a decorrerem no meu país, acredito que poderei ser suficientemente rápido para surgir na luta pelos primeiros lugares. Espero ter oportunidade de evidenciar o potencial do Hyundai i20 N Rally2, pois o meu objetivo e da equipa é terminar o campeonato em alta.”, referiu. 

O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín realiza-se entre os dias 19 e 20 de setembro, dividindo-se por 2 Etapas com 10 Provas Especiais, num total de 115,07 km cronometrados. O percurso desenha-se nos emblemáticos troços em redor de Chaves, atravessando a fronteira para a região espanhola de Verín, num exigente percurso em asfalto que vai colocar à prova os participantes desta importante jornada para as contas do título.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

CPR: Dani Sordo tem um grande desafio na Madeira


Dani Sordo vai focado na vitória no Rali da Madeira, que acontecerá neste final de semana. Ciente de que há pilotos com mais conhecimento de causa, como os pilotos madeirenses, o piloto da Hyundai Portugal terá de se adaptar rapidamente para não perder o comboio do título.

Bem, é claro que viemos sempre para lutar pela vitória” disse Sordo em declarações à AutoSport portuguesa. “Sabemos que há pilotos com muito mais experiência e há o Kris Meeke, que também já tem muita experiência neste rali e tem um carro que funciona muito bem, creio eu, nestas circunstâncias. Mas também sabemos que os pilotos locais vão ser muito difíceis de bater. Vamos tentar por todos os meios vencê-los”, continuou.

Sordo explicou como se preparou o Rali da Madeira e os desafios que espera encontrar:

A verdade é que quando enfrentas um rali como este, em que há menos conhecimento, que é muito específico e onde os pilotos locais conhecem as estradas muito bem, talvez tenhas que rever um pouco mais os vídeos, trabalhar um pouco mais nas notas. Eles já têm uma vantagem natural que é o conhecimento das etapas, que no asfalto é muito importante e mais ainda neste tipo de rali que é muito fechado, com vegetação, é muito pouca visibilidade. Então há muitas curvas que tens que ter muito bem anotadas ou conhecer muito bem, porque senão perdes muita velocidade”.

Em relação à concorrência, e de onde virá o maior desafio, o piloto de 42 anos afirma que fazer prognósticos é complicado, salienta a motivação que leva na bagagem para chegar ao topo.

Vai ser difícil discutir todos os pilotos em geral. É um rali em que os pilotos mencionados e os pilotos locais têm muita experiência, mas, como já disse, vamos tentar lutar por tudo. No entanto, é verdade que não sabemos muito bem onde vamos ficar, então podemos ficar muito à frente ou muito atrás, sem saber”, concluiu.

O Rali da Madeira é uma das rondas mais icónicas e desafiantes do calendário do CPR, com um total de 177,56 km cronometrados, distribuídos por 13 especiais ao longo de duas etapas e seis secções, num traçado técnico e montanhoso que exige precisão, ritmo e resistência.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

CPR: Meeke lamenta o resultado, mas gostou da competição. Sordo concorda


Kris Meeke e Dani Sordo estavam felizes com o duelo que ambos proporcionaram no rali de Castelo Branco, neste fim de semana. Toyota contra Hyundai, os dois pilotos, ex-competidores do WRC, estão a marcar o ritmo do CPR, deixando a concorrência portuguesa distante. Contudo, apesar de Meeke ter levado a melhor neste rali, uma infração técnica levou a uma penalização de 15 segundos e acabou por perder o primeiro lugar para Sordo por... meio segundo.

Apesar do desfecho inglório, Meeke mostrou-se feliz com o resultado e o duelo com Sordo: 

É muito duro perder um rali assim. No entanto, estou muito feliz com a exibição. O duelo com o Dani [Sordo] foi excelente, ele é um dos melhores pilotos do mundo em asfalto. Por isso, tivemos mesmo de dar o máximo este fim de semana para me manter à frente. Quando a luta é assim, decidida por décimos de segundo em especiais tão rápidas, é um verdadeiro prazer competir.", começou por afirmar.

"Estou apaixonado pelo GR Yaris Rally 2. É incrível em terra, mas em asfalto é excecional. É, honestamente, um prazer conduzi-lo. A vitória neste rali era importante, pois sabemos que a concorrência é forte neste tipo de piso. Esta penalização retira-nos um triunfo que considero merecido, mas estamos confiantes que podemos voltar a vencer já na próxima prova. Com este carro e esta equipa, estamos mais próximos do sucesso.”, concluiu.


Do lado de Sordo, estava naturalmente satisfeito com o resultado, mas também elogiou o ritmo que o rali teve ao longo do dia, bem mais elevado que na edição anterior. E no final, apesar do desfecho ter acontecido na secretaria, não tirava os elogios.

 “Andámos a um ritmo elevadíssimo, num duelo fantástico pela vitória, mas não foi possível alcançar o objetivo, que era a conquista do primeiro triunfo da temporada.", começou por falar à Autosport portuguesa, antes da penalização. "Fico de algum modo desapontado, mas ao mesmo tempo tenho consciência de que me empenhei ao máximo, tal como a equipa do Team Hyundai Portugal, na tentativa de subir ao lugar mais alto do pódio. Creio que, em termos de futuro, ainda poderemos melhorar algumas afinações, de modo a conseguir a vitória perante uma concorrência tão forte.”, concluiu. 

O CPR regressa no final do próximo mês, com o rali da Madeira.

domingo, 15 de junho de 2025

CPR: Penalizações no rali Castelo Branco mexem com a geral


A organização do Rali Castelo Branco decidiu aplicar penalizações de 15 segundos a Kris Meeke, Armindo Araújo e José Pedro Fontes mexeram com a geral, fazendo com que o britânico perdesse a vitória a favor de Dani Sordo, por meio segundo.  Armindo Araújo, também penalizado, cai para quarto, no seu Skoda, seguido de Ricardo Teodósio, quinto no seu Toytoa GR Yaris Rally2, e José Pedro Fontes termina na sexta posição, no seu Citroen C3 Rally2.

No comunicado oficial da organização, a penalização acontece por causa de uma infração nas regras em relação à zona para o aquecimento dos pneus, no inicio da 12ª e última especial.

Depois de apresentados aos pilotos a informação do diretor de prova, bem como as imagens de tracking da viatura relativos ao local onde aconteceu a infração, os mesmos assumem ter saído do percurso, justificando que o fizeram por razões de segurança, relacionadas com o facto de a Zona de Aquecimento de Pneus prevista no percurso não ser suficiente para os mesmos atingirem a temperatura ideal. Questionados pelos comissários sobre a razão porque não fizeram um pedido ao Diretor de Prova para aumentar a zona de aquecimento de pneus, referiram que foi um erro não o terem feito.", começa por referir.

"Assim, e apesar da alegação de razões de segurança para o ato, o CCD entende que as regras são claras quanto ao incumprimento do percurso do Road Book pelo que, decide aplicar esta sanção ao abrigo dos Artigos 11.9.1, 11.9.3a e 12.4.1h do Código Desportivo Internacional”, concluiu.


sábado, 14 de junho de 2025

CPR 2025 - Rali de Castelo Branco (Final)


Kris Meeke ganhou o seu quarto rali da temporada de 2025, ao sair triunfante do rali de Castelo Branco, com uma vantagem de 14,6 segundos sobre Dani Sordo, no seu Hyundai i20 Rally2. Ambos deram mais de um minuto sobre Armindo Araújo, o terceiro classificado, no seu novo Skoda Fabia RS Rally2, que por sua vez, conseguiu ser seis segundos melhor que José Pedro Fontes, no seu Citroen C3, a 1.18,6.

Depois de Sordo ter acabado o dia de sexta-feira a liderar o rali de Castelo Branco, sábado começou com Meeke disposto a reagir, ganhando na primeira passagem por Vila Velha de Rodão, com uma vantagem de três segundos sobre Sordo, suficiente para passar para a frente por 2,7 segundos. Armindo foi terceiro na especial, a quatro segundos, seguido por Ricardo Teodósio, a 4,7, e José Pedro Fontes, a 5,2.

Meeke voltou a ganhar na passagem por Fratel, ganhando mais 2,4 segundos a Sordo, alargando a vantagem para 5,1. Pedro Almeida foi terceiro, a 7,8, Fontes o quarto, a 9,3 e Armindo perdeu 17,4 segundos, sendo nono na especial, e caindo dois lugares na geral. 

Sordo reagiu e ganhou na segunda passagem por Vila Velha do Ródão, 0,6 segundos mais rápido que Meeke. Armindo foi o terceiro, a um segundo, enquanto Fontes foi o quarto, a 2,5.   


No final da manhã, com a diferença enbtre eles situada em 4,5 segundos, Meeke reconheceu que não está a poupar nada no seu carro e admitiu que gosta quando a luta é assim:

Foi uma manhã difícil, mas também muito divertida. Com uma diferença de apenas 0,3 segundos, sabia que precisava fazer algo para me destacar. Felizmente, conhecia aquele troço curto em Vila Velha de Ródão do ano passado e o carro estava a funcionar muito bem, o que me permitiu ganhar tempo ali e também na etapa seguinte. Ainda assim, 4,5 segundos não é muito.", começou por afirmar.

"Sei que o Dani está a dar tudo, e eu também estou a dar o máximo. É incrível quando a luta é assim renhida. À tarde vai ser modo ataque total novamente — não dá para relaxar com uma diferença tão pequena, especialmente contra alguém como o Dani. Mas, para mim, isso é o que torna tudo bonito. É muito bom quando estamos a lutar por décimos de segundo, estou mesmo a gostar”, concluiu.

Do lado de Sordo, ele aforma que precisa de mais uns ajustes no carro para poder ser mais rápido e tentar a aproximação a Meeke, enquanto que reconhece que os portugueses estão a dar mais luta que esperava.

A verdade é que as diferenças no asfalto são muito difíceis de acompanhar, mas, enfim, o ritmo é elevado e os pilotos portugueses também estão muito próximos, em comparação com outros ralis. Mas estou a dar o meu melhor, acho que podemos ajustar um pouco as coisas no carro que me fariam melhorar o ritmo, mas não conseguimos encontrar a chave para ter uma boa dianteira”, contou.


A tarde começou com mais uma vitória de Meeke, conseguindo um avanço de 3,8 segundos sobre Sordo, com Armindo a 8,1, Pedro Almeida a 9,8 e Hugo Lopes a 11,3. A mesma coisa aconteceu na especial seguinte, com Sordo a 2,2, Armindo a 7,8, Pedro Almeida a 8,5 e Hugo Lopes a 10,4. Sordo reagiu, triunfando na décima especial, ganhando 1,4 sobre Meeke e reduzindo a diferença para 9,1 segundos. Fontes foi terceiro na especial, a 6,2, e foi especial para ele, porque Armindo perdeu 8,6 e a diferença entre ambos está agora a 1,4, embora ambos para Sordo e Meeke já era superior a um minuto.

Na parte final, Meeke reagiu e conseguiu o avanço que precisava para acabar como vencedor, conseguindo uma vantagem de 2,8 segundos sobre Sordo, 4,4 sobre Armindo e nove segundos sobre Pedro Almeida. José Pedro Fontes era o quinto melhor, a 9,9, e o pódio estava a 4,4, um pouco dificil de o apanhar, a não ser que o seu adversário tivesse algum problema. 

E na última PEC, a Power Stage de Castelo Branco, Meeke consolidou a sua vantagem, com 1,9 segundos de vantagem para Ricardo Teodósio. Armindo Araújo foi o terceiro mais rápido no último troço do dia, para assim, carimbarem o terceiro lugar à geral, à frente de José Pedro Fontes, a 2,1. Dani Sordo foi o quarto melhor, perdendo 2,6 segundos.

Depois dos quatro primeiros, Pedro Almeida foi o quinto, a 1.12,9, na frente de Teodósio, o sexto, a 1.18,7. Sétimo foi Hugo Lopes, a 1.22,1, no seu Hyundai, na frente de Ruben Rodrigues, a 1.50,1, no seu Toyota Yaris Rally2, e a fechar o "top ten" ficaram o Volkswagen Polo R5 de João Barros, a 2.18,5, e o Mitsubishi Lancer Evo X de Adruzilo Lopes, a 4.56,6.   

 O CPR continua em agosto com o rali da Madeira.   

sexta-feira, 13 de junho de 2025

CPR 2025 - Rali de Castelo Branco (Dia 1)


O espanhol Dani Sordo é o líder o rali de Castelo Branco, concluídas que estão as quatro primeiras especiais da prova. O piloto da Hyundai tem... meros 0,3 segundos sobre o segundo classificado, o Toyota de Kris Meeke. O terceiro é José Pedro Fontes não muito longe dois dois primeiros, a 21,3 segundos, no seu Citroen C3 Rally2. Mas imediatamente atrás, a 21,5, está o Skoda Fabia RS Rally2 de Armindo Araújo. Com um terço de rali completado, os pilotos estão mais perto que se julgava.

Primeiro rali da temporada de asfalto, o rali de Castelo Branco era esperado para saber até que ponto gente como Meeke e Sordo estariam longe dos portugueses, agora que estão a correr numa superfície diferente. Com passagens duplas por Freixial do Campo - Caféde e uma única por Barragem, antes da super-especial pelo centro de Castelo Branco, isto começou com Meeke na frente, ganhando 1,8 segundos sobre Dani Sordo e 3,9 sobre Armindo Araújo e Pedro Almeida, na segunda, Sordo reagiu e conseguiu triunfar, com dois segundos de avanço sobre Meeke. Pedro Almeida fez o terceiro melhor tempo, a 5,7, na frente de Ruben Rodrigues, a 6,8 e Armindo Araújo, o quinto melhor a 8,1. José Pedro Fontes foi o sexto, 9,4 segundos mais lento.

Com isto, Sordo passava para a frente, mais 0,2 sobre Meeke. 

Na segunda passagem por Freixial do Campo - Caféde, Sordo voltou a triunfar, 2,8 sobre Meeke, seis segundos exatos sobre Armindo Araújo e José Pedro Fontes e 6,6 sobre Hugo Lopes, com Pedro Almeida a furar e perder 18,2 e quatro posições na geral.

No final do dia, em Castelo Branco, o melhor foi Meeke, que ganhou 2,7 segundos sobre Sordo, enquanto Ricardo Teodósio foi terceiro, a 4,8, Fontes a 5,9, Hugo Lopes a sete segundos e Armindo a oito.  

Depois dos quatro primeiros, Ricardo Teodósio é o quinto, a 27,4, na frente de Hugo Lopes, a 31,2 no seu Hyundai. Pedro Almeida é o sétimo, a 33,4, com Ruben Rodrigues a ser oitavo, a 35,8, depois de perder algum tempo. A fechar o "top ten" estão o Volkswagen Polo R5 de João Barros, a 49,9, e o Skoda Fabia Rally2 de Diogo Marujo, a 57,2.

O rali de Castelo Branco prossegue neste sábado, com a realização das restantes oito especiais.

sábado, 17 de maio de 2025

CPR: Sordo desiludido, mas acredita que recupera no asfalto


Foi um rali de Portugal bem competitivo entre Kris Meeke e Dani Sordo, lutando pela liderança ao longo das etapas de sexta-feira, até que o alternador avariou e ter causado um despiste no Hyundai do piloto espanhol, obrigando a sua desistência. 

Embora no final, ter acontecido um golpe de teatro, com a quebra da suspensão do Toyota de Meeke, dando a vitória a Pedro Almeida, no seu Skoda, Sordo não deixou de manifestar a sua desilusão com o que aconteceu, afirmando que tinha sido muito competitivo e poderia ter acabado melhor. Contudo, ele acredita que nas etapas de asfalto, que começam em junho com o rali de Castelo Branco, as coisas possam ser melhores para as suas cores. 

É uma tremenda desilusão, mas são coisas que fazem parte dos ralis e temos de olhar em frente. Estava a ser, como sempre, uma boa batalha pela vitória, com tudo em aberto e, infelizmente, não conseguimos alcançar o nosso objetivo. Voltámos a ser competitivos, aguardando agora com alguma ansiedade a fase de asfalto do Campeonato de Portugal, na qual podemos inverter os últimos resultados. Acredito que no asfalto a nossa sorte pode mudar…”, referiu, em declarações à Autosport portuguesa. 

sexta-feira, 16 de maio de 2025

CPR 2025 - Rali de Portugal


O rali de Portugal para o CPR foi um domínio seguido de um golpe. Se Kris Meeke cavalgou ao longo do dia no rali de Portugal, e apesar de um furo, beneficiou dos problemas mecânicos sofridos por Dani Sordo para praticamente ter o rali controlado. E à entrada da final do dia, Meeke tinha um avanço superior a um minuto sobre Pedro Almeida, com Armindo Araújo a ser o terceiro classificado.

Mas ali, veio o golpe: uma suspensão partida mesmo depois de ter cruzado a meta o fez desistir, porque os danos foram severos, insuficientes para chegar até ao parque de assistência. Assim sendo, Pedro Almeida acabou por triunfar num rali onde a velha máxima rendeu: para ganhar, primeiro tens de chegar ao fim. E nos ralis, esta não termina na meta!


Em suma, foi a severidade dos troços que fez a sua escolha. E a recompensa calhou a aquele que conseguiu levar o carro até ao fim.  

Com dez especiais pela frente - o rali acabará no final do primeiro dia da prova do WRC - era mais um combate entre Kris Meeke e Dani Sordo, Hyundai contra Toyota, com Armindo Araújo e os outros portugueses, com Ricardo Teodósio, Pedro Almeida e Gonçalo Henriques à cabeça, a observarem o que os outros iriam fazer e esperar pelos deslizes de ambos, caso acontecessem. 

Depois da especial de inauguração, na Figueira da Foz, o dia começou com Meeke sempre ao ataque: ganhou as especiais todas da manhã, com vantagens que iam entre os dois segundos sobre Sordo em Mortágua, aos 7,6 na Lousã, deixando Armindo Araújo bem mais para trás como melhor português, com desvantagens na casa dos 22,4 segundos (na primeira passagem por Lousã). Acerta altura, o seu ritmo era tão elevado que se tinha envolvido na luta pela vitória na geral do WRC2!


Na quinta especial, no inicio da tarde, Sordo foi o melhor, mas pela margem mínima de 0,1 segundos, o que não beliscou a vantagem de 15,1 segundos que tinha na altura. Mas  a seguinte, a segunda passagem pela Lousã, é que houve problemas: Sordo ficou sem alternador e perdeu meia hora, deitando fora todas as chances de vitória, enquanto Kris Meeke sofria um furo e perdia "apenas" 46 segundos, com o triunfo na especial e ficar nas mãos de Armindo Araújo, 2,7 segundos na frente de Gonçalo Almeida, noutro Skoda Fabia Rally2.

Meeke regressou, não arriscou, mas continuou a dilatar o avanço para o resto deste rali. Ganhou mais 9,2 segundos a Armindo na sétima especial, e na oitava, mais 16,2 ao Skoda do piloto de Santo Tirso. Na nona especial, Meeke voltou a ganhar, ainda por cima, aproveitando os problemas de Armindo, que furou e perdeu tempo, cerca de um minuto. José Pedro Fontes perdia tempo também no seu Citroen. Pedro Almeida, nesta altura, subia para a segunda posição, com o seu Skoda, a mais de 2 minutos e 13 segundos para o britânico.

As últimas duas do dia, em Sever, começaram com Meeke a ganhar com um avanço de 13 segundos sobre Armindo, conseguido o que aparentava ser uma vitória com um avanço superior a um minuto. Pedro Almeida, nesta altura, mantinha a segunda posição, o que faria satisfeito por ter sobrevivido. 

Foi a segunda que aconteceu o golpe: Meeke quebrou a suspensão, e perdeu mais de dois minutos, enquanto Armindo ganhou a Power Stage, tentando apanhar Pedro Almeida para ser o melhor português. Começou o contra-relógio para reparar o carro para poder chegar ao Parque de Assistência, mas a suspensão acabou por quebrar no caminho e o pessoal da Toyota Caetano, que bem tentou colocar as coisas para aguentar tempo suficiente na ligação... mas não conseguiu.

No final, o vencedor acabou por ser dos mais inesperados: Pedro Almeida, no Skoda Fabia Rally2, ia para o lugar mais alto do pódio, e acabou com a pressão de Armindo, que tentou recuperar o tempo perdido pelo furo. 

E Almeida estava feliz: 

"Sabia que tinha conseguido por um andamento bom, mas nunca achei que seria este ano que ganharia um rali.", começou por afirmar o vencedor. "Num campeonato onde todos os pilotos tem muita experiência, a única hipótese que a gente tem é andar à perna. Agora que já consegui, juntar tudo num rali, nunca tinha conseguido até agora. Havia sempre alguma coisa que falhava, por isso, fico muito contente de fazer isso aqui", concluiu. 

Já Armindo Araújo, apesar do segundo posto, estava satisfeito com o dia. Admitiu que ainda tentou ir buscar a vitória, que escapou por apenas 2,7 segundos, mas o resultado de hoje não o deixa desiludido.

"Num rali desta envergadura, tudo pode acontecer, nada é garantido.", começou por afirmar. "Os furos, os toques, acontecem a qualquer momento. Nós, da nossa parte, acho que fizemos um bom dia, estivemos sempre a controlar as coisas, fechamos isto com um pódio, uma vitória nas Power Stage, bem posicionado na luta pelo melhor português neste rali, que é o nosso grande objetivo.", concluiu.  

terça-feira, 13 de maio de 2025

CPR: Sordo quer ganhar na sua classe, Henriques um bom resultado


Para além do WRC, há também a prova a contar para o Campeonato de Portugal de Ralis, o CPR. A quarta prova da competição tem início ao final da tarde desta quinta-feira, com a super-especial da Figueira da Foz (2,94 quilómetros), para a seguir, os pilotos encararem uma dezena de classificativas no dia seguinte, na região Centro do país. Logo, perfila-se como o rali mais duro e exigente da temporada.

Para Dani Sordo, que depois de conquistar a segunda posição nos três primeiros ralis da temporada, a vitória é o objetivo, na sua luta pelo título com o Toyota de Kris Meeke.

Para mim, será um Rally de Portugal diferente dos anos anteriores, pois nunca o disputei com um Rally2. O nosso foco vai estar centrado no campeonato português e claro que penso na possibilidade de conquistar a vitória aos comandos do Hyundai i20 N Rally2. Esta prova, pelas suas caraterísticas, vai ser de uma grande exigência, face a um leque de excelentes adversários. De qualquer modo, vamos dar o nosso melhor, como sempre, para somar o máximo de pontos possível e reduzir a distância para a liderança do CPR”, declarou Dani Sordo.

Já o seu companheiro de equipa, Gonçalo Henriques, surge mais motivado do que nunca, até porque esta prova não se desenrolará muito longe do território de onde é natural, Vila Nova de Poiares. Contudo, há um bom motivo para conseguir um bom resultado: chegar ao fim, pois não conseguiu na prova anterior, o Terras D'Aboboreira.

Queremos estar de novo na luta pela melhor dupla portuguesa. Conduzirei sem pressões, embora ciente das dificuldades ditadas pelo ‘melhor rali do mundo’. Vamos ‘jogar em casa’ e por isso queremos fazer bem e bonito, sem erros. Tanto a Inês como eu estamos bastante motivados e felizes por estar de novo a correr o Rally de Portugal, mas desta vez ao volante do Hyundai i20 N Rally2 do Team Hyundai Portugal. Iremos trabalhar muito e dar o nosso melhor para obter um bom resultado”, afirmou.

O rali de Portugal é o último do CPR feito em troços de terra, pois depois terão pela frente as quatro provas e asfalto, a começar pelo rali de Castelo Branco. 

sábado, 3 de maio de 2025

CPR 2025 - Rali Terras D'Aboboreira (Final)


O britânico Kris Meeke ganhou o duelo com Dani Sordo no rali Terras D'Aboboreira, que aconteceu este sábado. No final das dez especiais que aconteceram nas classificativas à volta de Amarante, Marco de Canaveses e Baião, o piloto da Toyota foi o melhor que o espanhol da Hyundai por 27,3 segundos. E ambos deram uma grande distância à concorrência, nomeadamente o terceiro classificado, Armindo Araújo, no seu Skoda Fabia RS Rally2, a 1.59,5. Ele ficou na frente do finlandês Roope Korhonen, quarto a 2.13,5.

Três vitórias consecutivas com a Toyota é algo de especial e três vezes aqui em Aboboreira é realmente muito bom. Adoro este sítio, adoro o rali e, sim, que trabalho.", começou por falar o piloto britânico, no final do rali.

"Mas um grande obrigado à minha equipa. Ao Grupo Caetano por apoiarem o programa da Hyundai e o programa da Toyota, porque com o Dani aqui agora, a luta é incrível… Eu e o Dani lutamos nos troços há 20 anos e o facto de ainda estarmos a lutar agora é algo muito especial para nós. Por isso, um grande obrigado a todos os envolvidos, Sports & You e a todos vocês e, sim, estou feliz por estar aqui e por conquistar o primeiro lugar”, concluiu.


Foi uma bela e emocionante batalha, num rali com alguns momentos difíceis, devido às condições climatéricas.", começou por falar Dani Sordo, quando comentou sobre o rali que efetuou. "Foi pena o furo na 'power stage', quando estava na posse do melhor tempo e poderia vencer, mas são imprevistos que fazem parte dos ralis. O resultado final é positivo e agora vamos centrar-nos no Rali de Portugal. Como se viu pelo andamento, estamos próximos da nossa primeira vitória no campeonato com o Hyundai i20 N Rally2…”, concluiu.

Depois das três primeiras especiais do dia, na sexta-feira, onde Meeke tentou controlar os avanços de Sordo e da concorrência dos WRC2, o dia de sábado ficou marcado pelo duelo entre os pilotos da Toyota e da Hyundai, com o inglês a levar a melhor, mas sempre por muito pouco. E enquanto isso acontecia, sob tempo difícil, de chuva constante. 

Com sete especiais neste sábado, passagens duplas por Marco, Marão e Amarante, mais uma passagem individual por Marão, o dia começou com Meeke a ganhar na primeira especial, ganhando 4,4 segundos sobre Sordo, 6,2 sobe Marco Bulacia e 6,5 sobre Martins Sesks. Sordo respondeu em Baião, ganhando a especial, mas recuperou... 0,6 segundos sobre Meeke, com Armindo Araújo a ser terceiro, a... 16,6, empatado com Roope Korhonen. 

Aqui, Martins Sesks teve problemas técnicos no seu Ford e acabou ali o seu rali, enquanto Diego Ruiloba batera e ficara por ali, e causou a interrupção da especial. Gonçalo Henriques, muito rápido, também acabava ali o seu rali, depois de um despiste ter dado cabo do seu carro. No final da manhã, Meeke ganhou na primeira passagem por Marão, conseguindo 1,4 segundos sobre Sordo e 15,5 sobre Pedro Almeida. 

A tarde começava com a segunda passagem por Amarante, onde Meeke apenas ganhava meio segundos sobre Sordo, com Jan Solans a ser o terceiro, a 4,1 e Roope Korhonen quarto, a 6,6. Meeke voltou a triunfar, 2,5 sobre Sordo e 19,4 sobre Pedro Almeida e 23,3 sobre Korhonen. Sordo acabou por ganhar na segunda passagem por Marão, ganhando 2,7 segundos sobre Meeke, com Bulacia a parar de vez na especial.

Com 9,2 segundos separados entre os dois primeiros para a Power Stage, a coisa acabou com... Armindo Araújo a ganhar, com o piloto da Skoda a ser melhor que Kris Meeke em 3,6 segundos. Sordo foi quinto na especial, a 22 segundos, tudo por causa de um furo. 


No final, Meeke comentou:

Foi um fim de semana incrível, mas no último troço, que história, que troço louco! A chuva torrencial que caiu antes do troço, que estava cheio de lama. Arrancámos. Estava tudo a correr bem, mas cerca de cinco quilómetros depois, fiz um pião. Fiquei virado ao contrário numa estrada muito estreita, era impossível fazer inversão de marcha, tive de fazer marcha-atrás 150 metros às cegas até um cruzamento. Eu sabia que havia ali. Virámos e seguimos.", começou por afirmar.

"Eu sabia que estava a perder, sabia que tinha perdido uma mão cheia de segundos. E a diferença era apenas de nove segundos à entrada para o troço e não sabia o que fazer nessa altura. Atacar ou não? Estava tão escorregadio, tão difícil. Mantive um bom ritmo, mas infelizmente para o Dani (Sordo) ele furou a meio do troço, por isso, que forma de terminar um rali, mas sim, os troços aqui são lindos, mas têm de fazer alguma coisa em relação ao tempo…”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, Ruben Rodrigues foi o quinto, a 3.20,2, no seu Toyota Yaris Rally2, na frente do outro Toyota de Ricardo Teodósio, a 3.26,1. Sétimo ficou José Pedro Fontes, a 3.37,6, no seu Citroen C3 Rally2, longe de Ernesto Cunha, oitavo a 5.20,6 no seu Skoda Fabia Rally Evo2. E a fechar o "top ten", dois Ford Fiesta Rally3, o do irlandês Eammon Kelly, a 6.10,0 e do turco Kerem Kazaz, a 7.31,3. 

Agora, prepara-se para o rali de Portugal, que acontecerá entre os dias 15 e 18 de maio.