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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

CPR: Pedro Almeida assume candidatura ao título


A Toyota GR Caetano Portugal decidiu para 2026 alargar a sua equipa no CPR para dois Toyotas GR Yaris Rally2, e apostou na ambição e na juventude para fazer evoluir a sua equipa contra a Hyundai, que ainda não apresentou as suas armas para esta nova temporada. Pedro Almeida, de 28 anos e Raul Rêgo, de 20, serão os pilotos que guiarão estes carros ao longo da temporada.  

Comecemos por Pedro Almeida. Ele, por fim, irá dispôr de um dos Rally2 mais competitivos da atualidade, e a sua entrada na Toyota acontece meses após a polémica das gasolinas no Rali de Castelo Branco, onde, sentindo-se injustiçado, decidiu colocar um ponto final na temporada, chegando até a ponderar deixar os ralis.

Na apresentação da equipa, realizada esta quarta-feira, Almeida mostrou-se entusiasmado com o novo desafio: “É um passo que me deixa muito satisfeito e com muita vontade de começar a época, num carro que tem dado provas de grande competitividade, à qual queremos corresponder com resultados no CPR este ano”, começou por referir.

Navegado por António Costa, como já tinha acontecido em 2025, Almeida deixou bem claro as suas ambições neste projeto: "A nossa meta é clara, nós viemos para ganhar, vamos fazer todo o trabalho que sabemos que temos de fazer para isso e é simplesmente esse o nosso objetivo", concluiu.

O CPR começará em abril, com o Rali Terras D'Aboboreira.

sexta-feira, 16 de maio de 2025

CPR 2025 - Rali de Portugal


O rali de Portugal para o CPR foi um domínio seguido de um golpe. Se Kris Meeke cavalgou ao longo do dia no rali de Portugal, e apesar de um furo, beneficiou dos problemas mecânicos sofridos por Dani Sordo para praticamente ter o rali controlado. E à entrada da final do dia, Meeke tinha um avanço superior a um minuto sobre Pedro Almeida, com Armindo Araújo a ser o terceiro classificado.

Mas ali, veio o golpe: uma suspensão partida mesmo depois de ter cruzado a meta o fez desistir, porque os danos foram severos, insuficientes para chegar até ao parque de assistência. Assim sendo, Pedro Almeida acabou por triunfar num rali onde a velha máxima rendeu: para ganhar, primeiro tens de chegar ao fim. E nos ralis, esta não termina na meta!


Em suma, foi a severidade dos troços que fez a sua escolha. E a recompensa calhou a aquele que conseguiu levar o carro até ao fim.  

Com dez especiais pela frente - o rali acabará no final do primeiro dia da prova do WRC - era mais um combate entre Kris Meeke e Dani Sordo, Hyundai contra Toyota, com Armindo Araújo e os outros portugueses, com Ricardo Teodósio, Pedro Almeida e Gonçalo Henriques à cabeça, a observarem o que os outros iriam fazer e esperar pelos deslizes de ambos, caso acontecessem. 

Depois da especial de inauguração, na Figueira da Foz, o dia começou com Meeke sempre ao ataque: ganhou as especiais todas da manhã, com vantagens que iam entre os dois segundos sobre Sordo em Mortágua, aos 7,6 na Lousã, deixando Armindo Araújo bem mais para trás como melhor português, com desvantagens na casa dos 22,4 segundos (na primeira passagem por Lousã). Acerta altura, o seu ritmo era tão elevado que se tinha envolvido na luta pela vitória na geral do WRC2!


Na quinta especial, no inicio da tarde, Sordo foi o melhor, mas pela margem mínima de 0,1 segundos, o que não beliscou a vantagem de 15,1 segundos que tinha na altura. Mas  a seguinte, a segunda passagem pela Lousã, é que houve problemas: Sordo ficou sem alternador e perdeu meia hora, deitando fora todas as chances de vitória, enquanto Kris Meeke sofria um furo e perdia "apenas" 46 segundos, com o triunfo na especial e ficar nas mãos de Armindo Araújo, 2,7 segundos na frente de Gonçalo Almeida, noutro Skoda Fabia Rally2.

Meeke regressou, não arriscou, mas continuou a dilatar o avanço para o resto deste rali. Ganhou mais 9,2 segundos a Armindo na sétima especial, e na oitava, mais 16,2 ao Skoda do piloto de Santo Tirso. Na nona especial, Meeke voltou a ganhar, ainda por cima, aproveitando os problemas de Armindo, que furou e perdeu tempo, cerca de um minuto. José Pedro Fontes perdia tempo também no seu Citroen. Pedro Almeida, nesta altura, subia para a segunda posição, com o seu Skoda, a mais de 2 minutos e 13 segundos para o britânico.

As últimas duas do dia, em Sever, começaram com Meeke a ganhar com um avanço de 13 segundos sobre Armindo, conseguido o que aparentava ser uma vitória com um avanço superior a um minuto. Pedro Almeida, nesta altura, mantinha a segunda posição, o que faria satisfeito por ter sobrevivido. 

Foi a segunda que aconteceu o golpe: Meeke quebrou a suspensão, e perdeu mais de dois minutos, enquanto Armindo ganhou a Power Stage, tentando apanhar Pedro Almeida para ser o melhor português. Começou o contra-relógio para reparar o carro para poder chegar ao Parque de Assistência, mas a suspensão acabou por quebrar no caminho e o pessoal da Toyota Caetano, que bem tentou colocar as coisas para aguentar tempo suficiente na ligação... mas não conseguiu.

No final, o vencedor acabou por ser dos mais inesperados: Pedro Almeida, no Skoda Fabia Rally2, ia para o lugar mais alto do pódio, e acabou com a pressão de Armindo, que tentou recuperar o tempo perdido pelo furo. 

E Almeida estava feliz: 

"Sabia que tinha conseguido por um andamento bom, mas nunca achei que seria este ano que ganharia um rali.", começou por afirmar o vencedor. "Num campeonato onde todos os pilotos tem muita experiência, a única hipótese que a gente tem é andar à perna. Agora que já consegui, juntar tudo num rali, nunca tinha conseguido até agora. Havia sempre alguma coisa que falhava, por isso, fico muito contente de fazer isso aqui", concluiu. 

Já Armindo Araújo, apesar do segundo posto, estava satisfeito com o dia. Admitiu que ainda tentou ir buscar a vitória, que escapou por apenas 2,7 segundos, mas o resultado de hoje não o deixa desiludido.

"Num rali desta envergadura, tudo pode acontecer, nada é garantido.", começou por afirmar. "Os furos, os toques, acontecem a qualquer momento. Nós, da nossa parte, acho que fizemos um bom dia, estivemos sempre a controlar as coisas, fechamos isto com um pódio, uma vitória nas Power Stage, bem posicionado na luta pelo melhor português neste rali, que é o nosso grande objetivo.", concluiu.  

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

CPR: Pedro Almeida troca de navegador

Pedro Almeida, que faz o campeonato de Portugal de Ralis a bordo de um Skoda Fabia R5, vai trocar de navegador antes do Rali Vidreiro, passando de Nuno Almeida para Miguel Ramalho, bem mais experiente - já navegou Armindo Araújo na sua aventura do WRC, por exemplo.

Nas vésperas do rali, o piloto de Famalicão falou sobre esta nova aventura. 

Na impossibilidade de o Nuno Almeida me acompanhar no Rali procuramos fazer encontrar um navegador que nos trouxesse a confiança necessária para continuar o percurso e perseguir os objetivos que delineamos para esta temporada no CPR, que são os de evoluir e elevar o nosso ritmo, chegando mais à frente no campeonato”, começou por dizer.

O Miguel é um navegador muito experiente e a adaptação que fizemos foi muito fácil. Será sempre um rali diferente porque é a nossa estreia juntos, mas vamos procurar evoluir desde o primeiro quilómetro”, continuou.

Em relação aos objetivos para este rali, Pedro Almeida acredita que poderá fazer mais e melhor em termos de classificação geral.

Entramos na fase final do Campeonato, os adversários estão cada vez mais rápidos e nós vamos procurar andar nos limites. No Rali d’Aboboreira somamos pontos mas ficou-nos a sensação de que poderíamos ter feito um pouco melhor. Nestes dias corrigimos algumas coisas e vamos para o Rali Vidreiro concentrados em fazer um rali em que a sensação final seja de total satisfação”, concluiu.

O Rali Vidreiro acontecerá nos dias 4 e 5 de outubro, nas estradas à volta de Marinha Grande e São Pedro de Muel.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

CPR: Pedro Almeida troca Ford por Skoda

Pedro Almeida vai correr em 2019 com um Skoda Fabia R5, trocando o seu Ford Fiesta R5 por algo mais evoluído. Preparado pela ARC Sport, o jovem piloto de Famalicão espera que com ele, as suas prestações melhorem e dêm um salto de qualidade do sexto lugar do campeonato alcançado na última temporada.

Até agora tem estado a testar a sua nova máquina nas cercanias de Fafe, para efeitos de adaptação e tirar notas para o evento que vai acontecer dentro de seis semanas.

"Ficamos entusiasmados com a performance do carro, um pouco mais ‘agressivo’ que o anterior e com um comportamento em classificativa que muito nos agradou", começou por dizer. "Estamos satisfeito com a evolução que temos feito e vamos procurar cimentar a aprendizagem do primeiro ano de Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), tentando andar mais rápido, com a mesma fiabilidade e se possível melhorar o sexto lugar final alcançado na temporada passada", continuou.

"Estivemos com os responsáveis da ARC Sport nestes primeiros quilómetros e já acertamos algumas ideias sobre o setup para o ‘Serras de Fafe’. A confiança que temos na ARC Sport permite- nos estar tranquilos relativamente à preparação para uma época que sabemos vai ser ainda mais exigente, mais competitiva mas onde esperamos alcançar os objetivos de evolução a que nos desafiamos.", concluiu.

O Rali Serras de Fafe vai acontecer entre os dias 22 e 23 de Fevereiro nas estradas à volta da cidade com o mesmo nome.


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

CNR: Pedro Almeida corre de Skoda

Pedro Almeida é um jovem de Famalicão e andou no ano passado na Galiza, no Troféu Top Ten Pirelli-Castrol do Campeonato Galego de Ralis. Contudo, este ano, resolveu voltar a Portugal para montar um projeto bastante ambicioso, que é o de correr num Skoda Fabia S2000 da ARC Sport, e irá correr na temporada de 2018 a tempo inteiro.

Esta será a minha primeira temporada no Campeonato Portugal Ralis, e o Rali Serras de Fafe será também a estreia. Construímos um projeto que permita evoluir e garantir condições na defesa da imagem dos patrocinadores. Um compromisso que vou tentar confirmar ao longo da temporada, tendo a consciência que tudo será novo, em termos de conhecimentos de cada rali”, salientou o piloto, que será navegado por Nuno Almeida.

Um carro que será assistido pela ARC Sport e que nos dá as condições para continuar a evoluir e, ainda bastante competitivo, face aos objetivos que temos traçados para este ano de estreia, que passa por fazer o melhor possível, ganhar experiência e conhecimentos, prova a prova, para no final se fazerem as contas e acredito que vamos surpreender e, sermos competitivos”, concluiu.