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sábado, 1 de agosto de 2026

WRC 2026 - Rali da Finlândia (Dia 2)


Sami Pajari lidera o rali da Finlândia, num segundo dia bem agitado, onde ele herdou o comando da corrida depois do despiste, na 18ª especial, de Sebastien Ogier, que liderava o rali até então. O piloto francês e o seu navegador, Julien Ingrassia, foram levados para o hospital onde irão passar a noite em observação, abalados, mas não feridos. 

"Primeiro de tudo, muito assustador ver o Seb e o Julien. Nunca é bom ver isso e espero que estejam bem. Isso foi desagradável.", disse Oliver Solberg no final do dia, ao saber do estado de ambos. 

Pajari lidera com 46,4 segundos sobre Oliver Solberg, também em Toyota, enquanto o terceiro é Elfyn Evans, a 1,36,3, não muito longe de Adrien Formaux, quarto, a 1.40,1.  

Com oito especiais pela frente, passagens duplas por Parkkola, Päijälä, Västilä e Leustu, as rápidas classificativas iriam ser desafiadoras para máquinas e pilotos. O dia começou com Evans a ganhar a primeira especial do dia, 0,6 segundos na frente de Sami Pajari, 3,3 sobre Sebastien Ogier, 5,1 sobre Oliver Solberg e 8,4 sobre Adrien Formaux. Pajari ganhou na especial seguinte, 0,8 segundos na frente de Ogier, 1,6 sobre Evans, 4,4 sobre Takamoto Katsuta e 5,5 sobre Solberg. O finlandês voltou a ganhar na especial seguinte, agora com 0,1 segundos na frente de Evans, 2,3 sobre Ogier, 5,4 sobre Solberg e 9,7 sobre Formaux. 

Yuki Yamamoto e Rooper Korhonen bateram forte na especial, e começavam os primeiros acidentes do dia. Tanto que na 14ª especial, a primeira passagem por Leustu, apesar de sebastien Ogier ter sido o mais rápido, batendo Sami Pajari por 1,8 segundos, Takamoto Katsuta por 5,8, Adrien Formaux por 7,9 e Oliver Solberg por 10,6, a especial foi neutralizada depois do acidente do carro número 32, Arthur Pelamourges, que saiu de estrada e destruiu o seu carro. Felizmente, ele saiu do carro sem ferimentos de maior.

Mas antes disso, Elfyn Evans tinha capotado, e apesar dos estragos, podia continuar o rali. Pior sorte teve Martins Sesks, cujo Ford ficou todo destruído depois de uma saída de estrada. 

"Apenas uma curva estava mais apertada do que eu esperava com uma vala. Um pouco corajoso demais. Ficamos presos, isso é ruim. Vamos dar uma olhada agora.", disse Evans, no final da especial. 

"Ele [Sesks] teve um acidente enorme e fiquei um pouco assustado. Esta é uma etapa que faço pela primeira vez neste carro. Foi muito diferente. Não muita confiança. Apenas tentei alguns cliques no amortecedor.", disse Solberg, também no final desta especial.

A segunda parte do dia começou com Pajari a ganhar a especial e também a ganhar 2,2 segundos a Ogier, que foi apenas quarto. Entre eles ficaram Evans (a 0,3) e Solberg (a 1,5), enquanto o quinto melhor foi Formaux, a 5,1. Alguns problemas com a colocação dos espectadores levaram à interrupção temporária da classificativa, mas depois continuaram.

Ogier continuou a acelerar, ganhando a 16ª especial, 0,2 segundos sobre Evans e 0,4 sobre Pajari, 2,3 sobre Solberg e 2,5 sobre Formaux. 

"Nada mudou. Estamos felizes com onde estamos e a diferença pode até diminuir, mas não precisamos disso. Amanhã irá ser um grande empurrão, inclusive da minha parte. Tentando aproveitar a especial, é tão bonito que aproveitamos a condução.", disse Ogier, no final dessa especial.

Mas esses planos não iriam acontecer. Ogier despistou-se fortemente, perdendo o controlo do seu carro depois de um salto, depistando-se e capotando, e levando à neutralização da especial. Pajari tinha ganho, 0,1 segundos na frente de Evans, 2,8 sobre Solberg, 4,4 sobre Formaux e 7,6 sobre Takamoto.

No final do dia, Evans acabou por ser o melhor, 1,8 sobre Pajari, o novo líder do rali, 3,2 sobre Solberg, 3,8 sobre Formaux e 3,9 sobre Takamoto. 

"Não foi a melhor especial. Ok, mas não a mais limpa. Tenho que agradecer muito aos rapazes pela reparação na hora do almoço depois do meu erro aqui pela manhã. Claro, talvez mais importante, esperamos o melhor para Seb e Julien, nossos pensamentos estão com eles.", disse Evans, no final desta especial.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Takamoto Katsuta, a 2.54,5, na frente de Thierry Neuville, sexto, a 3.52,9. Sétimo é Josh McErlean, a 3.54,4, com o oitavo posto a ser ocupado por Jari-Matti Latvala, a 6.50,8 e a fechar o "top ten" estão o Skoda RS Fabia Rally2 de Robert Virves, a 7.04,2, e o Toyota GR Yaris Rally2 de Teemu Suninen, a 7.31,1.

O rali da Finlândia acaba neste domingo, com a realização das restantes duas especiais. 

sábado, 18 de julho de 2026

WRC 2026 - Rali da Estónia (Dia 2)


O finlandês Sami Pajari continua a liderar o rali da Estónia, terminado o segundo dia de prova. O piloto da tem uma liderança de 25 segundos sobre o segundo classificado, o Toyota do sueco Oliver Solberg, enquanto o terceiro é o francês Adrien Formaux, no seu Hyundai, a 52,1 segundos que tem uma pequena vantagem - pouco menos do que 1,9 segundos - sobre o seu companheiro de equipa, Thierry Neuville, terceiro, a 54 segundos exatos.   

E a novidade deste sábado foi que a imbatibilidade de Pajari terminou na décima especial, quando Oliver Solberg ganhou a décima especial, a segunda passagem por Peipsiääre.  

Com nove especiais pela frente, num segundo dia que parecia ser duro, o rali começou neste sábado com passagens duplas por Peipsiääre, Mustvee, Kambja, Otepää e Tartu Vald. E o dia começou como acabou: com Pajari a ganhar especiais atrás de especiais. Na primeira passagem por Peipsiääre, ele conseguiu uma vantagem de 1,6 segundos sobre Oliver Solberg, 7,8 sobre Adrien Formaux e 11,7 sobre Thierry Neuville. Josh McErlean teve problemas mecânicos e perdeu mais de dez minutos. 

Pajari voltou a ganhar na especial seguinte, com Solberg a ser segundo, a 1,3, seguido por Formnaux, a 3,5, Neuville, a 4,9 e Evans, a 5,6. Sesks furou e perdeu 13,5 segundos, caindo para sétimo da geral. E na segunda passagem por Peipsiääre, por fim, Pajari era batido por Solberg, com o sueco a ficar 3,3 segundos na frente dele. Neuville foi terceiro, a 5,2, Formaux quarto, a 9,3 e Evans quinto, perdendo 10 segundos. McErlean, com o escape danificado, acabou por abandonar o rali.

"Senti-me bastante confortável, [numa especial] muito complicada. Em algumas secções, fui demasiado cauteloso. Difícil para os pneus e também muito difícil nos sulcos. Não muito mal, mas tudo bem.", disse o sueco, no final da especial. 

"Foi bastante bom. Fiz uma corrida sólida novamente, mas parece que o Oliver estava a pressionar como louco. Ainda está tudo bem. Não gostaria de lhe dar um trabalho fácil para nos apanhar, então precisamos de continuar a pressionar.", respondeu Pajari, no final dessa especial.

O final da manhã acabou com Solberg a voltar a ganhar, 0,2 segundos na frente de Pajari, 2,3 sobre Neuville e 4,5 sobre Ogier. Formaux sofreu um furo lento e perdeu 5,4 segundos.

A parte da tarde começou com a primeira passagem por Kambja, com Pajari a volta a ganhar, agora com 4 segundos na frente de Solberg, 5,1 sobre Formaux, sete segundos sobre Neuville e 10,3 sobre Ogier. O finlandês voltou a ganhar na primeira passagem por Otepää, 3,3 na frente de Solberg, 3,8 sobre Neuville, 4,1 sobre Formaux e 10,3 sobre Ogier. Evans seguiu em frente num cruzamento e perdeu 12,2 segundos.

"Estava com as quatro rodas na estrada, mas as árvores estavam tão perto que tive medo de perder a asa. Está bom. Positivo. Outro troço realmente OK, sensação realmente boa, estou realmente a gostar.", disse Pajari, no final desta especial.

Na segunda passagem por Kambja, Pajari foi mais uma vez o mais rápido, 1,1 segundos na frente de Thierry Neuville, 2,2 na frente de Adrien Formaux, 4,4 sobre Oliver Solberg e 5,1 sobre sebastien Ogier. Na segunda passagem por Otepää, desta vez foi Neuville a levar a melhor, 2,3 segundos sobre Pajari e Solberg, 3,4 sobre Ogier e 4,2 sobre Formaux. 

No final do dia, em Tartu Vald, Solberg foi o melhor, 0,6 na frente de Neuville e Formaux, 0,8 sobre Sami Pajari e 2,4 sobre Ogier.

Depois dos quatro primeiros, o quinto é Sebastien Ogier, a 1.31,2, no seu Toyota, na frente de Elfyn Evans, a 2.02,9. Sétimo é Martins Sesks, o melhor dos Ford, a 2.16,3. Oitavo é Esapekka Lappi, no terceiro Hyundai, a 2.42,0. E a fechar o "top ten" estão o Ford de Jon Armstrong (a 3.03,2) e o Skoda Fabia RS Rally2 de Robert Virves, e o melhor dos Rally2, a mais de sete minutos da liderança (a7.07,2). 

O rali da Estónia termina no domingo com a realização da passagem dupla por Kääriku, uma delas a Power Stage.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

WRC 2026 - Rali da Estónia (Dia 1)


O finlandês Sami Pajari lidera o rali da Estónia, decorridas que estão as primeiras sete especiais deste rali. O piloto da Toyota lidera com 14,7 segundos de vantagem sobre Oliver Solberg, também no seu Toyota. Terceiro é o francês Adrien Formaux, a 16,5 segundos, e que tem uma pequena vantagem sobre o quarto classificado, o outro Hyundai de Thierry Neuville. Este tem uma desvantagem de 24 segundos sobre o líder do rali.

E um detalhe bem interessante: Pajari ganhou todas as especiais deste primeiro dia.

Com passagens duplas sobre Raanitsa, Karaski e Kanepi, bem como uma passagem individual sobre Elva Linn, o rali da Estónia começou com Sami Pajari ao ataque, ganhando as especiais da manhã, alargando a sua distância face à concorrência. Na primeira especial, ganhou uma vantagem de 2,4 segundos sobre Adrien Formaux, 2,6 sobre Oliver Solberg, 3,8 sobre Sebastien Ogier e 4,1 sobre Thierry Neuville. 

Jon Armstrong sofria um furo, e o letão Martins Sesks sofria uma penalização de 20 segundos por causa de ter chegado atrasado devido à demora na reparação do seu Ford depois do acidente que tinha sofrido no "shakedown".

Em Karasaki, Pajari tinha novamente vantagem, agora 0,3 segundos na frente de Solberg, 1,7 sobre Formaux e Sesks, 2,8 sobre Neuville. E em Kanepi, Pajari tinha atrás de si Formaux, a 0,8, Solberg, a 1,2, Sesks, a 1,9 e Neuville, a 4,2. Jan Solans capotou e ficou fora da estrada e, por hoje, do rali.  

"Está realmente bom, estou a gostar muito. Etapa super agradável, realmente agradável com estes carros nestas condições.", afirmou Pajari. "Faltou-me um pouco de velocidade num salto, porque achei que era maior. É apenas o início da corrida, então faremos o nosso melhor e veremos onde estamos esta noite.", declarou Ogier, no final desta especial.


A tarde começava na segunda passagem por Raanitsa, com Pajari a continuar a triunfar nas especiais, ganhando 4,5 segundos sobre Formaux, 4,9 sobre Solberg, 6,3 sobre Neuville e 6,4 sobre Ogier. Depois, na segunda passagem por Karasaki, Pajari voltava a triunfar, 2,1 segundos na frente de Solberg, 2,3 sobre Formaux, 2,4 sobre Neuville e 3,3 sobre Sesks. 

"Estou mais corajoso, com certeza, mas realmente me saí bem, dei tudo de mim. É realmente deprimente ver que você é o mais lento, mesmo tendo dado tudo e tendo uma posição de estrada melhor. A motivação é alta, mas não é bom para a sensação.", disse o - até aqui imbatível - Pajari.

Para a segunda passagem por Kanepi, Pajari ganhou com três segundos de vantagem sobre Solberg, quatro sobre Neuville, Formaux e Sesks e cinco segundos sobre Esapekka Lappi. No final do dia, em Elva Linn, Pajari foi 0,1 segundos melhor que Sesks, 0,2 sobre Neuville e 0,6 sobre Solberg.

Takamoto Katsuta retirou-se no inicio desta especial, depois de um dos seus pneus ter explodido na especial anterior ter danificado o carro. O incidente, que resultou numa perda de quase um minuto, e claro, culminou na desistência do piloto japonês, que regressará amanhã para abrir a estrada. 

"O que posso fazer? Em uma longa longa reta, imediatamente o pneu explode. O que posso fazer. Foi tão tão perigoso! Quase tive um grande grande acidente. Não consigo acreditar! Isso é tão ruim!", reagiu um assustado Takamoto. 


Depois dos quatro primeiros, o quinto era Sebastien Ogier, a 33,3 segundos, na frente de Martins Sesks, a 44.7, e o melhor dos Ford. Sétimo é Esapekka Lappi, no terceiro Hyundai i20 Rally1, a 46,5, na frente de Josh McErlean, no segundo Ford, a 46,6, e a fechar o "top ten" estão Elfyn Evans, a 49,8, no seu Toyota, e Jon Armstrong, no terceiro Ford, a 1.04,3. 

O rali da Estónia prossegue amanhã, com a realização de mais nove especiais.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

WRC (II): Sesks está a gostar dos regulamentos de 2027


O letão Martins Sesks fez a sua aparição no WRC neste rali de Portugal, ao volante do seu Ford, na segunda das seis rodadas que irá participar em 2026. E numa temporada onde irá fazer também alguns ralis no Europeu, afirmou que os novos regulamentos do WRC para 2027, pensados para aproximar o desempenho entre carros RC1 e RC2, apontam “numa direção certa”, mas defende que qualquer avaliação definitiva deverá ser feita apenas depois das primeiras provas e do impacto real junto das equipas.

Vamos ver. Acho que isso depende de como correrem os primeiros ralis e de quantas novas equipas isso conseguir atrair, mas penso que está a seguir, de certa forma, uma boa direção”, afirmou, em declarações feitas à Autosport portuguesa no fim de semana do Rali de Portugal, onde terminou na nona posição.

Confrontado com a possibilidade de um maior equilíbrio entre Rally2 e os futuros carros de 2027 poder abrir novas perspetivas competitivas, Sesks insistiu na necessidade de esperar pela formulação final do regulamento. “Vamos ver como ficam os regulamentos e tudo o resto, temos de esperar por isso”, disse.


Sesks irá fazer o Rally Scandinavia, na Suécia, a bordo de um Skoda Fabia RS Rally2, dentro de uma semana, antes de regressar ao Ford de Rally1 no inicio do verão. 

segunda-feira, 4 de maio de 2026

WRC (II): Sesks regressa a Portugal com ambição forte


O letão Martins Sesks está de regresso ao WRC ao volante de um Ford Puma Rally1 com o objetivo de conseguir um “regresso impactante” após um arranque de temporada discreto na Suécia, onde terminou no 35º lugar da geral. O rali de Portugal será um teste exigente, mas também como uma oportunidade para recuperar afirmação no WRC.

O Rali de Portugal do ano passado foi um exame bastante duro, porque foi um rali longo e complicado. Houve muitas coisas que não fizemos bem”, afirmou Sesks, numa antevisão em que sublinhou as dificuldades e a exigência da prova. O piloto admitiu que o Rally de Portugal é uma das provas de que mais gosta no calendário, razão pela qual considera essencial “fazer as coisas bem” desde o início.

Será interessante ver como nos sairemos este ano”, disse, antecipando “uma semana bastante longa, uma das mais longas da temporada”.

Do lado da M-Sport, Richard Millener, diretor da equipa, sublinhou a relevância da mudança de superfície e o valor simbólico da prova portuguesa. “Estou ansioso por regressar à terra, e o Rali de Portugal é um dos eventos mais icónicos que disputamos no WRC”, afirmou. Para além disso, a chegada de Sesks, que competirá ao lado dos irlandeses Jon Armstrong e Josh McErlean, poderá  apresentar “uma dinâmica muito boa” e mostra-se esperançado com o que poderá alcançar em Portugal.

O rali de Portugal começa nesta quinta-feira e terá 23 especiais de classificação, todas em terra. 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

WRC: 70 inscritos no rali de Portugal


A cerca de quatro semanas do Rali de Portugal, foi divulgada na quarta-feira a lista de inscritos. Ao todo, serão 70, as duplas inscritas, e entre os Rally1, as grandes novidades são as participações de Sebastien Ogier, na Toyota, de Dani Sordo, na Hyundai, que fará a segunda participação seguida no WRC em 2026, depois do rali das Canárias, e na Ford, aparecerá o letão Martins Sesks, que fará o seu segundo rali do ano, depois da participação no rali da Suécia, em fevereiro. 

Do lado dos Rally2, haverá 36 carros, o maior do Mundial até agora, pois em Monte Carlo, apenas estiveram... 24. Desses, 14 serão portugueses, estarão também a dupla oficial da Lancia, com Yohan Rossel e Nikolay Gryazin, e gente como Gus Greensmith, Andreas Mikkelsen, Roope Korhonen, Teemu Suninen, Alejandro Cachon, Jan Solans, Fabrizio Zaldivar, Pablo Sarrazin e Elliot Delecour, entre outros.

O rali de Portugal, que acontecerá em estradas de terra, acontecerá entre os dias 7 e 10 de maio, com 23 especiais de classificação para cumprir.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

WRC: Sesks explicou desistência na Suécia


A participação de Martins Sesks no rali da Suécia foi prematura, desistindo no primeiro dia da prova por causa de três furos. Soube-se depois que afinal, a equipa M-Sport deu ao piloto letão de 26 anos informações erradas quer a ele e ao navegador Francis Renars sobre as pressões a utilizar, causando os tais furos que o impediram de ir mais longe.

"Temos comunicação 24 horas por dia, sete dias por semana com os engenheiros. Cada piloto tem o seu próprio canal de WhatsApp com o seu engenheiro e, antes de cada etapa, recebemos instruções precisas sobre o que precisa de ser feito no carro. Por exemplo, o que mudar nos amortecedores e que pressões de pneus utilizar. O plano da equipa guia-nos – não há improvisação", explicou Sesks ao Rallyjournal.com.

"Em teoria, claro, poderíamos ir e usar pressões de pneus diferentes se quiséssemos, mas no WRC seguimos sempre o que a equipa diz. Desta vez, as pressões dos pneus simplesmente não eram adequadas para a temperatura exterior e para as condições, embora no ano passado tenhamos começado com a mesma estratégia e as mesmas pressões," acrescentou.

Apesar de não dar pormenores neste assunto, este resultado não está a ajudar muito nos resultados do piloto letão. Muito rápido - mais rápido que os irlandeses Jon Armstrong e Josh McErlean - o grande problema é a consistência, já que no rali da Arábia Saudita, a última prova de 2025, ele esteve prestes a triunfar quando sofreu um problema no seu carro, que o obrigou a abandonar. 

Sesks planeia regressar ao WRC em maio, no rali de Portugal, mas afirma que pretende fazer um rali antes disso, e uma das hipóteses que está a ser colocada é uma participação no rali Terras D'Aboboreira, a primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), como fez em 2025, quando participou num Ford Fiesta Rally2 da Past Racing.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

WRC 2026 - Rali da Suécia (Dia 1)


Takamoto Katsuta liera o rali da Suécia, com uma vantagem - escassa - de 2,8 segundos sobre Elfyn Evans. Ambos os piltoos da Toyota tem alguma vantagem sobre o terceiro classificado, outro Toyota, o de Sami Pajari, a 22,2. Esapekka Lappi, num Hyundai, é o quarto, a 45,9, na frente de Adrien Formaux. 

O rali da Suécia, o único disputado na neve na estação indicada, começava nesta sexta-feira com oito especiais, passagens duplas por Umea, Bygdsiljum, Andersvattnet e Bäck. E este começou na véspera, na super-especial de Umea, com Solberg, o piloto local e em estado de graça depois da vitória no rali de monte Carlo, ao ataque, triunfando com uma vantagem de 3,8 sobre Elfyn Evans, 4,4 sobre Takamoto Katsuta, 5,6 sobre Sami Pajari e 6,7 sobre Thierry Neuville. Jon Arnstrong perdeu alguns segundos por causa de uma saída de estrada, mas nada de grave.

O dia começou com a disputa nas restantes sete especiais, começando com Evans ao ataque, triunfando na primeira passagem por Bygdsiljum, 5,9 segundos na frente de Takamoto Katsuta, 6,9 sobre Sami Pajari e 8,2 sobre Thierry Neuville. 

Martins Sesks sofreu um duplo furo e saiu na classificação, Oliver Solberg parou num cruzamento por causa de problemas de motor, e também perdeu tempo, Jon Armstrong também sofreu um furo, mas ele perdeu menos tempo - 30 segundos, e o oitavo melhor tempo na especial.

"Não sei. Não sei como você pode ter um duplo furo na frente, como é possível em estradas como estas. Um dos pneus simplesmente explodiu na reta. Realmente não sei. Sem impactos, simplesmente explodiu. O outro pneu dianteiro também estava perdendo pressão. Não sei. Depois, meia especial não vimos por causa da umidade.", explicou Sesks, desiludido com o que aconteceu.

"Notei algo estranho com a traseira direita 6 km antes do fim. Foi difícil manter a traseira arrumada na última seção. Parece que Martins também teve um furo, então é hora de repensar nossa estratégia. Vamos tentar deixá-lo limpo para o próximo.", disse Armstrong, referindo ao seu furo.

Evans acelerou na terceira especial, cinco segundo maios rápido que Takamoto Katsuta, 7,8 sobre Formaux e 9,2 sobre Lappi. Neuville despistou-se e sofreu danos no seu carro, enquanto Sesks tinha novo furo, e Solberg saiu da estrada... duas vezes, antes de se saber que tinha um furo. "Saí da estrada. Havia tanta neve, tive um grande deslize de traseira e saí. Peguei um furo na vala - não é bom.", lamentou Solberg. 

Para Sesks, infelizmente, o dia tinha acabado. "Se eu soubesse, diria. Este é o nosso fim para hoje, terceiro furo. Eu sei onde aconteceu, foi uma compressão na linha e simplesmente... sim. (Pressões dos pneus?) Isso é algo, talvez para amanhã precisamos de quatro pneus suplentes extras no teto. Precisamos de seis suplentes.", referiu.

A manhã acabou com Solberg a ser o melhor, 1,2 segundos sobre Evans, 4,2 sobre Takamoto e 5,2 sobre Formaux. 

A parte da tarde começou com Takamoto ao ataque, triunfando na especial com um avanço de 3,7 segundos sobre Pajari, 8,1 sobre Lappi e 8,9 sobre Elfyn Evans. Sesks, bem atrás na geral, depois dos furos, retirou-se a pedido da equipa. Takamoto continuou ao ataque e aproximava-se de Evans depois de ter ganho a especial seguinte, 2,6 segundos sobre Pajari, 3,1 sobre Evans e 7,1 sobre Formaux. Mas na sétima especial, a segunda passagem por Back, enquanto Neuville conseguia ser o melhor, batendo Solberg por 0,8 segundos, Takamoto, o terceiro a 1,7, tinha conseguido tirar 2,6 segundos a Evans, que tinha sido o quinto, e liderava o rali pela minima das margens: 0,1 segundos.

Evans queixou-se depois de que teve problemas para controlar o seu carro depois de um salto e que isso poderia ter ajudado a perder o tempo suficiente para entregar a liderança ao seu companheiro de equipa. 

No final do dia, em Umea, na classificativa "Sprint", se Solberg levou a melhor sobre Neuville por 1,1 segundos, Takamoto foi o terceiro, a 1,9 e Evans foi quinto, a 4,6, consolidado a liderança do rali ao piloto japonês. 

"No geral, foi um bom começo esta manhã, lutamos esta tarde na segunda passagem. Veremos o que podemos fazer amanhã!", disse Evans, depois de prometer que iria andar ao ataque.

Depois dos quatro primeiros, Formaux é quinto, a 50,3 segundos, mesmo na frente de Solberg, apenas sexto, a 51 segundos. Thierry Neuville está longe, a 1.43,8, na frente de Jon Armstrong, a 2.40,3. Nono é o seu compatriota Josh McErlean, a 3.31,8, e a fechar o "top ten" está Roope Korhonen, a 4.41,9, e o melhor dos Rally2. 

O rali da Suécia prossegue neste sábado, com a realização de mais sete especiais. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

WRC: Sesks correrá em sete ralis em 2026


O letão Martins Sesks irá correr em sete provas do WRC para a nova temporada, que começará na próxima semana em Monte Carlo. Ele irá correr ao lado dos irlandeses Jon Armstrong e Josh McErlean, que farão a temporada a tempo inteiro. Será o mesmo número de provas que fez em 2025, e andará só em provas de terra, o que significa que poderá estar em provas como o rali de Portugal e o rali da Arábia Saudita, entre outros, ralis onde participou.

Paralelamente, Sesks irá disputar algumas rondas do Campeonato Europeu de Ralis (ERC), com presenças confirmadas na Suécia e em Portugal, além de provas nacionais selecionadas aos comandos de um carro da categoria Rally2.

Tudo isto serve como preparação para a temporada de 2027, altura em que o WRC entrará numa nova fase regulamentar com a introdução dos carros WRC27 e a possibilidade de os Rally2 competirem na categoria principal.

Sesks, de 26 anos, teve uma temporada algo modesta, em comparação com 2024. O seu melhor resultado foi um sexto lugar no rali da Suécia, alcançando 16 pontos no final da temporada. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

As imagens do dia




O piloto que mais marcou o rali da Arábia Saudita, que acabou neste sábado, corre em part-time, na pior das equipas do pelotão... e paga para correr. E não se sabe se terá lugar em 2026, como piloto oficial, no momento em que se escreve estas linhas. O letão Martins Sesks, de 26 anos, ainda não fez nenhuma temporada completa, mas no seu décimo rali a bordo de um Rally1, todos num Ford Puma da M-Sport, esteve prestes a ganhá-la. Apenas uma avaria no seu motor impediu de triunfar, sequer chegar ao final da prova. 

A carreira de Sesks é interessante. Começou muito cedo, em 2016, quando ele tinha... 17 anos - nasceu a 18 de setembro de 1999, em Liepaja - e depois de três títulos nacionais, entre 2016 e 2018, passou para o estrangeiro, nomeadamente o ERC, European Rally Championship. Vice-Campeão em 2023, num Skoda Fabia RS Rally2, tinha dinheiro e patrocinadores para tentar a sua sorte na categoria principal. Alugando um carro para o rali da Polónia, surpreendeu tudo e todos ao acabar na quinta posição. 

O rali seguinte, na sua Letónia natal, ia a caminho de um pódio bem consolidado quando problemas no seu carro o atiraram para o sétimo lugar. Em apenas três ralis em 2024, conseguiu 22 pontos, acabando na 15ª posição da geral. 

Em 2025, o programa foi alargado para, primeiro, cinco ralis, depois, sete, e o sexto posto na Suécia parecia ser o inicio de uma boa temporada para o piloto letão. Contudo, não conseguiu mais do que dois oitavos lugares na Estónia e na Finlândia, tudo com o Ford Puma Rally1. A temporada foi de desilusão, ao ponto onde, no final do ano, com as retiradas do estónio Ott Tanak, para cuidar da sua família, e do finlandês Kalle Rovanpera, que quer perseguir uma carreira nas pistas, ele não foi considerado quer na Toyota, quer na Hyundai.

Na equipa japonesa, a preferência por Oliver Solberg, que ganhou na Estónia, na única vez que correu num Rally1, levou a melhor, enquanto na Hyundai, Adrien Formaux faz melhor o trabalho ao lado de Thierry Neuville, e eles preferem inscrever três carros, um deles parcialmente, e com as noticias de que Dani Sordo e Esapekka Lappi poderem fazer o seu regresso, a tempo parcial, a partilhar esse terceiro carro, mostra que a experiência é mais vista na marca coreana.

Na M-Sport, a indecisão em relação aos regulamentos que aparecerão a partir de 2027, a par com a hesitação do apoio da Ford ao programa, fazem com que dependa de pilotos pagantes: o luxemburguês Gregoire Munster e o irlandês Josh McErlean. Contudo, em algumas provas, participa o veterano grego Jourdan Serderidis (61 anos de idade!) e desde 2022 conseguiu, em 14 ralis... 12 pontos. Mas apoia Munster, e ele já afirmou que isso deixará de acontecer a partir de 2026. 

Contudo, os eventos da Arábia Saudita, onde Sesks esteve a duas especiais de poder alcançar um pódio - ou até uma vitória inédita - poderão ter baralhado as coisas. E Richard Millener, o diretor desportivo da Ford, disse. no final do rali da Arábia Saudita, que Sesks é um piloto acima da média. 

O desempenho de Martins foi excecional. Vencer vários troços, liderar um rali totalmente novo e controlar a prova contra campeões mundiais mostra o seu verdadeiro talento. O final foi incrivelmente difícil, mas o impacto que ele causou neste fim de semana foi enorme”, afirmou Millener.

Agora é saber o que fará em 2026. Com os novos regulamentos a aparecerem em 2027, ainda a serem discutidos - mas haverá um abaixamento do custo de um carro, dos 1,1 milhões atuais, para 450 mil euros, mais caro que um Rally2, que ronda os 250 mil euros - os orçamentos das equipas e dos preparadores poderão se aliviar um pouco, mas ainda falta saber se os patrocinadores que sustentam a carreira de Sesks poderão conseguir aquilo que é necessário para fazer uma temporada a tempo inteiro, e assim, poder mostrar as suas capacidades?

E outra coisa: ele, apesar desta "parca" experiência, poderá amadurecer o suficiente para causar um impacto a partir da próxima temporada? É que, tirando Oliver Solberg, na Toyota, o WRC é um conjunto de pilotos maduros (Ogier terá 42 anos até dezembro de 2026, Neuville fará 40 nesse ano, e são só dois exemplos), e eu creio que Sesks começa a mostrar o potencial para lutar por um título.  

sábado, 29 de novembro de 2025

WRC 2025 - Rali da Arábia Saudita (Final)


E de todos os candidatos, o melhor acabou por ser... Sebastien Ogier. Acabando no terceiro posto, depois de Thierry Neuville, o vencedor, e de Adrien Formaux, o segundo classificado, o piloto de 41 anos consegue o seu nono título mundial, o primeiro com o piloto francês em "part time"  - ele já disse que em 2026 fará dez ralis.

No final do rali, ele falou sobre o título alcançado: "Que época, sem dúvida. Que disputa com Elfyn [Evans] e Scott [Martin]. Levaram-nos ao limite até à última etapa do ano. Foi uma época de sucesso para toda a equipa - orgulhosa por fazer parte desta família!", comentou.

E quanto a 2026, há motivos familiares por trás da temporada parcial que pretende ter. “Não tenho motivação para um ano completo. Perdi uma semana de férias do meu filho no Rali do Japão e quero evitar isso,” explicou.

Já Elfyn Evans, que foi sexto, disse de sua justiça sobre o resultado e o campeonato a favor do piloto francês. "Quer dizer, foi uma prova difícil, obviamente. Acho que fizemos o que podíamos dentro do razoável. O furo no pneu no sábado de manhã não ajudou, mas faz parte do jogo, todos têm os seus problemas. No final do dia, somos concorrentes e queremos sempre mais. Obrigado a todos - TGR, trabalho incrível. Obrigado, pessoal!", disse o piloto galês.

Já Kalle Rovanpera, que se despede do WRC neste rali para tentar a sua sorte nas pistas, deu uma mensagem de agradecimento à Toyota pelas temporadas ao seu serviço.

"Foi simplesmente incrível. Em primeiro lugar, preciso de agradecer muito ao Jonne [Haltunen, seu navegador], claro, tivemos momentos maravilhosos juntos. O resultado foi ótimo, mas o que mais me marcou foram os momentos divertidos. Agradeço a cada pessoa que esteve comigo e com o Jonne nesta jornada. Um agradecimento especial à Toyota por todos estes anos fantásticos, a todos na equipa e aos adeptos desde o primeiro dia. Não tenho palavras para agradecer a todos. Parabéns ao Seb [Ogier] se conquistar o título, ele merece totalmente. Um agradecimento especial a uma pessoa em particular: obrigado, Jasse, foste o meu único seguidor desde o primeiro dia!", afirmou.

Com três especiais até ao final, o dia começou com Sesks na frente, depois da penalização de Adrien Formaux. Com passagens duplas por Thaban - a segunda das quais seria a Power Stage - mais uma passagem única por Asfan, o dia iria ser duro. Formaux partiu ao ataque, ganhando 3,4 segundos a Kalle Rovanpera, quatro segundos a Thierry Neuville e 8,1 a Ogier. Sesks era cauteloso na pista e conseguia o sexto tempo, a 9,4, e com isso, era passado por Neuville na liderança.

Ogier ganhou na especial seguinte, 2,6 segundos na frente de Neuville, 6,3 sobre Pajari e 7,1 sobre Formaux. Sesks perdeu mais de sete minutos, primeiro, com dois furos, e depois, com problemas no motor, que trabalhava com menos um cilindro. Depois de ver os problemas, o letão decidiu retirar o carro antes da última especial, para desgosto dele e dos que seguiam neste rali. Takamoto Katsuta também teve problemas, primeiro com um furo, depois capotando, acabando por perder um minuto e 21 segundos. 

Na Power Stage, Evans acabou por ser o melhor, 7,2 segundos na frente de Sebastien Ogier, 9,7 sobre Ott Tanak e 9,9 sobre Kalle Rovanpera. 


No final, Neuville estava feliz com o resultado: "Muito especial [desta vitória]. Foi uma época super difícil, com uma vitória inesperada. A família estava lá para apoiar também, não podia ter sido melhor. Temos muito trabalho pela frente para nos prepararmos para o próximo ano. Vamos continuar a lutar e esperamos ter todo o apoio necessário para estarmos prontos para o próximo ano."

E continuou: "As próximas semanas serão as mais importantes para nos ajudar a sermos novamente candidatos em 2026. Precisamos de fazer mais algumas atualizações e melhorias no carro, bem como desenvolver a estrutura dentro da equipa. Aprendemos muito sobre a evolução do carro recentemente e agora precisamos de nos esforçar para colocar esses conhecimentos em prática.

Depois do pódio, neste rali saudita, quarto foi Sami Pajari, a 1.51,7, não muito longe dele ficou Takamoto Katsuta, a 1.59,9. Sexto foi Elfyn Evans, a 3.43,9, na frente de Kalle Rovanpera, a 5.31,5. Gregoire Munster foi oitavo, a 7.07,2, na frente do seu companheiro de equipa, Josh McErlean, a 8.30,5. E Oliver Solberg foi o melhor dos Rally2, a 10.00,6.

E assim acaba a temporada de 2025. A nova temporada começa dentro de cerca de dois meses, no asfalto de Monte Carlo. 

terça-feira, 21 de outubro de 2025

WRC: Sesks corre na Arábia Saudita


O letão Martins Sesks correrá pela Ford no último rali do campeonato, na estreia da Arábia Saudita no WRC. Ele andará no Puma, ao lado do irlandês Josh McErlean, do luxemburguês Gregoire Munster e do qatari Nasser Al-Attiyah

A confirmação de Sesks aconteceu depois de os seus patrocinadores terem conseguido juntar a verba necessária para poder participar neste rali, o que eleva para quatro os Rally1 da Ford que estarão presentes. 

"Estou muito grato pelo apoio e incentivo que recebemos dos nossos patrocinadores e fãs", começou por afirmar Sesks, no anuncio. "Todos acreditávamos que a sétima etapa iria acontecer e agora vamos para Jeddah para aproveitar ao máximo tudo o que a temporada do WRC tem para oferecer."

"Sem a oportunidade de testes pré-evento, precisaremos de nos adaptar às condições e aproveitar os insights que obtivermos com o shakedown. Também acho que a participação de Nasser Al-Attiyah e a sua experiência por aqui são um verdadeiro bónus para a equipa M-Sport."

O diretor da equipa M-Sport-Ford, Richard Millener, acrescentou:

Martiņs impressionou-nos esta temporada com o seu ritmo, maturidade e abordagem para aprender a pilotar o carro de Rally1. Os seus resultados na Suécia, Estónia e Finlândia mostram que tem um potencial real em provas de piso solto, e o Rali da Arábia Saudita será mais uma oportunidade para ele demonstrar isso, especialmente por ser um evento novo para todos. Estamos muito felizes por tê-lo de volta ao Puma para a final da temporada.


O piloto de 26 anos não está a ter uma temporada que correspondesse a aquilo que fez em 2024. Com um programa mais alargado que no ano passado - seis ralis em vez dos três da temporada anterior - apenas conseguiu como melhor resultado um sexto posto no rali da Suécia, onde aliado com dois oitavos lugares, na Estónia e na Finlândia, apenas conseguiu 16 pontos. Os seus acidentes na Sardenha e os furos na Acrópole e em Portugal, aliados à falta de desenvolvimento do Puma Rally1, contribuíram para a falta de resultados nesta temporada. 

O rali da Arábia Saudita acontecerá entre os dias 26 e 29 de novembro, e será a jornada de encerramento do WRC.  

terça-feira, 13 de maio de 2025

WRC (III): Sesks quer mostrar-se em terras portuguesas


Muitos olhos que assistirão ao rali de Portugal querem saber o que fará Martins Sesks. O piloto letão, a bordo do seu Ford Puma Rally1, preparou-se para o rali de Portugal, participando em dois ralis do campeonato de Portugal de Ralis, Fafe e Terras D'Aboboreira, e espera capitalizar com essas participações. 

"Fizemos uma boa preparação, mas este será ainda um evento exigente e sei que todos estão muito focados em ter um bom desempenho aqui. O nosso objetivo continua a ser continuar a evoluir, manter a consistência e manter essa abordagem ao longo da temporada. Estamos ansiosos para ver o que podemos alcançar na terra este ano", afirmou.

O objetivo de Sesks é ser consistente e, se possível, alcançar bons tempos, no sentido de se tornar elegível para um lugar a tempo inteiro no futuro, seja na Ford, seja noutra equipa. Para já, conseguiu um sexto posto na Suécia, e depois de Portugal, terá quatro ralis pela frente. 

Estou ansioso pelo verão e pelo início da época de terra em Portugal. Já competi em Portugal uma vez, em 2021, no WRC Júnior. Penso que algumas das especiais serão semelhantes e espero que o facto de ter algum conhecimento delas possa ajudar. Também fizemos dois ralis com a Past Racing no campeonato português, o que também deve ser útil.", concluiu.

sábado, 3 de maio de 2025

CPR 2025 - Rali Terras D'Aboboreira (Final)


O britânico Kris Meeke ganhou o duelo com Dani Sordo no rali Terras D'Aboboreira, que aconteceu este sábado. No final das dez especiais que aconteceram nas classificativas à volta de Amarante, Marco de Canaveses e Baião, o piloto da Toyota foi o melhor que o espanhol da Hyundai por 27,3 segundos. E ambos deram uma grande distância à concorrência, nomeadamente o terceiro classificado, Armindo Araújo, no seu Skoda Fabia RS Rally2, a 1.59,5. Ele ficou na frente do finlandês Roope Korhonen, quarto a 2.13,5.

Três vitórias consecutivas com a Toyota é algo de especial e três vezes aqui em Aboboreira é realmente muito bom. Adoro este sítio, adoro o rali e, sim, que trabalho.", começou por falar o piloto britânico, no final do rali.

"Mas um grande obrigado à minha equipa. Ao Grupo Caetano por apoiarem o programa da Hyundai e o programa da Toyota, porque com o Dani aqui agora, a luta é incrível… Eu e o Dani lutamos nos troços há 20 anos e o facto de ainda estarmos a lutar agora é algo muito especial para nós. Por isso, um grande obrigado a todos os envolvidos, Sports & You e a todos vocês e, sim, estou feliz por estar aqui e por conquistar o primeiro lugar”, concluiu.


Foi uma bela e emocionante batalha, num rali com alguns momentos difíceis, devido às condições climatéricas.", começou por falar Dani Sordo, quando comentou sobre o rali que efetuou. "Foi pena o furo na 'power stage', quando estava na posse do melhor tempo e poderia vencer, mas são imprevistos que fazem parte dos ralis. O resultado final é positivo e agora vamos centrar-nos no Rali de Portugal. Como se viu pelo andamento, estamos próximos da nossa primeira vitória no campeonato com o Hyundai i20 N Rally2…”, concluiu.

Depois das três primeiras especiais do dia, na sexta-feira, onde Meeke tentou controlar os avanços de Sordo e da concorrência dos WRC2, o dia de sábado ficou marcado pelo duelo entre os pilotos da Toyota e da Hyundai, com o inglês a levar a melhor, mas sempre por muito pouco. E enquanto isso acontecia, sob tempo difícil, de chuva constante. 

Com sete especiais neste sábado, passagens duplas por Marco, Marão e Amarante, mais uma passagem individual por Marão, o dia começou com Meeke a ganhar na primeira especial, ganhando 4,4 segundos sobre Sordo, 6,2 sobe Marco Bulacia e 6,5 sobre Martins Sesks. Sordo respondeu em Baião, ganhando a especial, mas recuperou... 0,6 segundos sobre Meeke, com Armindo Araújo a ser terceiro, a... 16,6, empatado com Roope Korhonen. 

Aqui, Martins Sesks teve problemas técnicos no seu Ford e acabou ali o seu rali, enquanto Diego Ruiloba batera e ficara por ali, e causou a interrupção da especial. Gonçalo Henriques, muito rápido, também acabava ali o seu rali, depois de um despiste ter dado cabo do seu carro. No final da manhã, Meeke ganhou na primeira passagem por Marão, conseguindo 1,4 segundos sobre Sordo e 15,5 sobre Pedro Almeida. 

A tarde começava com a segunda passagem por Amarante, onde Meeke apenas ganhava meio segundos sobre Sordo, com Jan Solans a ser o terceiro, a 4,1 e Roope Korhonen quarto, a 6,6. Meeke voltou a triunfar, 2,5 sobre Sordo e 19,4 sobre Pedro Almeida e 23,3 sobre Korhonen. Sordo acabou por ganhar na segunda passagem por Marão, ganhando 2,7 segundos sobre Meeke, com Bulacia a parar de vez na especial.

Com 9,2 segundos separados entre os dois primeiros para a Power Stage, a coisa acabou com... Armindo Araújo a ganhar, com o piloto da Skoda a ser melhor que Kris Meeke em 3,6 segundos. Sordo foi quinto na especial, a 22 segundos, tudo por causa de um furo. 


No final, Meeke comentou:

Foi um fim de semana incrível, mas no último troço, que história, que troço louco! A chuva torrencial que caiu antes do troço, que estava cheio de lama. Arrancámos. Estava tudo a correr bem, mas cerca de cinco quilómetros depois, fiz um pião. Fiquei virado ao contrário numa estrada muito estreita, era impossível fazer inversão de marcha, tive de fazer marcha-atrás 150 metros às cegas até um cruzamento. Eu sabia que havia ali. Virámos e seguimos.", começou por afirmar.

"Eu sabia que estava a perder, sabia que tinha perdido uma mão cheia de segundos. E a diferença era apenas de nove segundos à entrada para o troço e não sabia o que fazer nessa altura. Atacar ou não? Estava tão escorregadio, tão difícil. Mantive um bom ritmo, mas infelizmente para o Dani (Sordo) ele furou a meio do troço, por isso, que forma de terminar um rali, mas sim, os troços aqui são lindos, mas têm de fazer alguma coisa em relação ao tempo…”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, Ruben Rodrigues foi o quinto, a 3.20,2, no seu Toyota Yaris Rally2, na frente do outro Toyota de Ricardo Teodósio, a 3.26,1. Sétimo ficou José Pedro Fontes, a 3.37,6, no seu Citroen C3 Rally2, longe de Ernesto Cunha, oitavo a 5.20,6 no seu Skoda Fabia Rally Evo2. E a fechar o "top ten", dois Ford Fiesta Rally3, o do irlandês Eammon Kelly, a 6.10,0 e do turco Kerem Kazaz, a 7.31,3. 

Agora, prepara-se para o rali de Portugal, que acontecerá entre os dias 15 e 18 de maio. 

sexta-feira, 2 de maio de 2025

CPR 2025 - Rali Terras D'Aboboreira (Dia 1)


O britânico Kris Meeke lidera o rali Terras D'Aboboreira com uma vantagem de 3,2 segundos sobre Dani Sordo, concluídas que estão as três primeiras especiais de classificação. Ambos os pilotos não estão muito longe de Martins Sesks, no seu Ford Fiesta Rally2, que é terceiro, a 14,3. Armindo Araújo é o melhor português, sendo sétimo na geral, com 25,7 segundos de atraso perante o líder, e a menos de um segundos do Hyundai de Gonçalo Henriques, a 26,6.

Sendo um rali de preparação para o rali de Portugal, que usará aquelas classificativas dentro de três semanas, a lista de inscritos estava cheia de pilotos que participam no WRC2, entre eles o finlandês Roope Korhonen  (Toyota GR Yaris Rally2), o francês Yohan Rossel (Citroën C3 Rally2) e recente vencedor da sua categoria no Rally Islas Canárias, o espanhol Jan Solans (Toyota GR Yaris Rally2) e sobretudo, o letão Martins Sesks, que participa num WRC2, mas no rali português, correrá num Ford Fiesta Rally1.

Com três especiais nesta sexta-feira, passagens por Amarante e Marco, com uma super-especial de 2,1 quilómetros do centro da cidade de Marco de Canavezes, o dia começou com Sordo na frente, conseguindo meio segundo sobre Meeke e 1,3 sobe Sesks, com Korhonen em quarto, a cinco segundos. Armindo Araújo foi o melhor, em oitavo, a 11,9, na frente de Gonçalo Henriques, a 12,1. 

Meeke reagiu, triunfando nas duas especiais seguintes. Na primeira especial, ganhou 2,8 segundos sobre Dani Sordo e sete segundos sobre o boliviano Marco Bulacia (Toyota GR Yaris Rally2), com Seks a ser quarto, a 7,5 e Armindo a perder 9,5 segundos, sendo o sexto melhor. No final do dia, com a super-especial citadina, Meeke voltou a ganhar, com uma vantagem de 1,3 sobre Rossel e 1,4 sobre Sordo. Gonçalo Henriques foi o quarto melhor, a 2,3. 

Depois dos três primeiros, Korhonen é o quarto, a 18,5, na frente de Yohan Rossel, a 19,9. Sexto é Marco Bulacia, a 22,7, na frente de Armindo Araújo e Gonçalo Henriques, enquanto Jan Solans é nono, a 29,9. A fechar o "top ten" está o Skoda Fabia RS Rally2 de Pedro Meireles, a 32,0.

O rali Terras D'Aboboreira continua este sábado, com as restantes sete especiais. 

domingo, 9 de março de 2025

Youtube Rally Video: Os melhores momentos do rali Serras de Fafe

O rali Serras de Fafe já acabou, com a vitória de Kris Meeke, na sua estreia pela Toyota, e num rali marcado pelo mau tempo ao longo do fim de semana. Para além da prova de Meeke, andou por ali gente como Dani Sordo, que também se estreou pela Hyundai, e a presença do letão Martins Sesks, que está ali a preparar-se para o rali de Portugal.

Para além disso, os locais, com algumas novidades - Ricardo Teodósio e Ruben Rodrigues arranjaram cada um o seu Toyota Yaris Rally2, Armindo Araújo melhorou o seu Skoda Rábia Evo2 - também deram o seu espetáculo perante a degradação das condições na estrada. Eis um vídeo sobre o que foi este rali, onde o público resistiu às más condições e apareceu em força, especialmente na Lameirinha.

sábado, 8 de março de 2025

CPR 2025 - Rali Serras de Fafe (Final)


Kris Meeke acabou a ganhar o rali Serras de Fafe, primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). O piloto da Toyota levou a melhor sobre Dani Sordo, no seu Hyundai i20 Rally2, a 32,3 segundos,  e Armindo Araujo, a 1.38.8, no seu Skoda Fabia Rally2, na frente de Ricardo Teodósio, a 2.57,2, em ritmo de adaptação do seu Toyota. 

O segundo dia ficou marcado pela desistência de Martins Sesks, no seu Ford Fiesta Rally2 da Past Racing, por causa de problemas de direção, na sétima especial do rali, quando andava ao ritmo dos primeiros. 

Mas comecemos pelo principio. Depois das três especiais desta sexta-feira, o dia de sábado começava com muita chuva, e oito especiais, com passagens duplas por Luílhas, Cabeceias de Basto, Seixoso e Lameirinha, a última das quais a Power Stage.


Na primeira passagem por Luílhas, Sesks era o melhor, 1,4 segundos sobre Meeke e 13,7 sobre Armindo, com Teodósio em quarto, a 17 segundos. Sordo atrasou-se, perdendo 47,4 segundos na especial devido a um furo. Sesks continuou a acelerar na quinta especial, a primeira passagem por Cabeceiras de Basto, com 3,5 segundos de vantagem sobre Meeke, seis segundos sobre Sordo e 21,3 sobre Armindo, com o letão a passar para o comando pela mínima das vantagens: 0,1 segundos. 

Contudo, na sexta especial, segunda passagem por Luílhas, o golpe de teatro: Sesks tinha problemas de direção, dificuldades para andar, e a desistência foi inevitável. Meeke foi o vencedor, 13,4 segundos sobre Ricardo Teodósio e 14,2 sobre Dani Sordo. Com isso, o britânico da Toyota passava para o comando, com quase um minuto e 25 segundos sobre Sordo. 

No final da manhã, segunda passagem por Cabeceiras de Basto, Sordo foi o melhor, agora que Meeke decidiu abrandar o seu ritmo, para levar o carro até ao final, 2,6 segundos sobre Ricardo Teodósio, 6,4 sobre Gil Membrado e 6,8 sobre Armindo Araújo. Meeke perdia 49,2 segundos, também por causa de um furo, e a diferença entre os dois (Meeke para Sordo) era de 35,2 segundos. 


Na parte da tarde, Meeke tinha os seus problemas resolvidos e ganhou na primeira passagem por Seixoso, ganhando 5,4 segundos sobre Sordo, 15,0 sobre Armindo e 17,4 sobre José Pedro Fontes. O britânico voltou a ganhar na primeira passagem por Lameirinha, 5,2 segundos na frente de Dani Sordo - que se queixava da afinação do seu carro - e 15,3 sobre Armindo. Ele continuou a acelerar na segunda passagem por Seixoso, quatro segundos na frente de Armindo Araújo, 4,4 sobre Dani Sordo e 16,2 sobre Ricardo Teodósio. 


Na Power Stage, Sordo levou a melhor, 17,3 segundos sobre um Meeke totalmente a controlar a situação, Armindo foi o terceiro, a 21,4 e o quarto melhor foi Ricardo Teodósio, a 36,9. Pequeno detalhe: o quinto, Ernesto Cunha, chegou coim um atraso de... 1.05,2 segundos sobre o vencedor da Power Stage. José Pedro fontes perdeu quase dois minutos na Power Stage, por causa da transmissão, acumulando com os problemas que teve no final da manhã. 

Depois dos quatro primeiros, Pedro Meireles foi o quinto, a 4.53,8, sempre constante, sem estragos, na ferente de José Pedro Fontes, a 6,20,8, e a sofrer com a transmissão do seu Citroen C3, que quebrou por duas vezes. Ernesto Cunha foi o sétimo, a 6.43,7, passando na última especial o Ford de Gil Membrado, oitavo a 7.12,1.  

A fechar o "top ten" ficaram o Hyundai i20 N5 de Miguel Carvalho, a 10.47,2 e o Peugeot 208 Rally4 de Guilherme Meireles, e vencedor na classe 2 Rodas Motrizes, a 14.12,7.

O Campeonato de Portugal de Ralis continua com o rali do Algarve, que acontecerá no fim de semana de 28 e 29 de março, à volta de Lagos. 

quinta-feira, 6 de março de 2025

Youtube Rally Testing: Martins Sesks em Fafe

Nas vésperas do Rali Serras de Fafe, o letão Martins Sesks foi testar com o Ford Fiesta da Past Racing para a prova de abertura do Campeonato de Portugal de ralis. E porque é que ele anda por aqui? Simples: o Serras de Fafe tem troços que fazem parte do Rali de Portugal. E é por isso que ainda virá ao Terras D'Aboboreira, porque também tem troços que fazem parte desse rali. 

Neste vídeo, vê-se ele a preparar-se para a prova, quer no parque de assistência, quer, depois a andar a fundo nos troços.  

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

CPR: Martins Sesks vai a Fafe


O letão Martins Sesks irá a Fafe dentro de duas semanas, a 7 e 8 de março. O piloto estará ao volante de um Ford Fiesta Rally2 inscrito pela equipa espanhola Past Racing. No comunicado oficial, a equipa tem um claro objetivo: "proporcionar a Martins Sesks a oportunidade para aperfeiçoar o seu ritmo e capacidades em preparação para a temporada com a M-Sport no Rally1."

Sesks foi a escolha depois de a estrutura ter tentado encontrar, sem sucesso, um piloto português para poder correr toda a temporada do CPR. Como o rali passará por troços que farão parte do rali de Portugal, em maio - prova onde Sesks já confirmou a sua participação, um dos seis ralis que fará com o Ford de Rally1 - a participação do jovem piloto de 27 anos servirá para os seus propósitos para a temporada que aí vêm.

Sesks será navegado neste rali pelo seu compatriota Ralfs Igavens.

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

WRC: Sesks fará seis ralis em 2025 com o Puma Rally1


O letão Martins Sesks fará seis ralis na temporada 2025 a bordo do Ford Puma Rally1 da M-Sport. O programa foi anunciado nesta terça-feira, e ele terá o apoio do parceiro da M-Sport, a SafetyCulture. Sesks irá correr nas provas da Suécia, Portugal, Sardenha, Grécia, Estónia e Finlândia, com a esperança de acrescentar a ronda da Arábia Saudita, caso o financiamento permita.

No anuncio do seu programa, o piloto de 25 anos afirmou-se entusiasmado por continuar na M-Sport, referindo o forte apoio dos patrocinadores e dos fãs.

Estamos muito entusiasmados por continuar a nossa colaboração com a M-Sport Ford World Rally Team este ano!” começou por afirmar Sesks. “Sentimo-nos verdadeiramente honrados pelo facto de a nossa estreia nos Rally1 do WRC, no ano passado, ter fomentado a confiança da M-Sport e da SafetyCulture. Além disso, o interesse genuíno de patrocinadores antigos e novos da Letónia em apoiar os nossos esforços é muito emocionante!", continuou.

"Esta oportunidade dá-nos uma enorme motivação para continuarmos o nosso percurso nos Rally1 do WRC. Ao olharmos para a época de 2025, prevemos muitos novos desafios, mas estamos mais motivados do que nunca e prontos para aprender, ao mesmo tempo que damos alegria aos nossos fãs. A oportunidade de competir em metade da época de 2025 do WRC promete proporcionar uma experiência inestimável para os anos vindouros."

"O nosso objetivo é acrescentar mais uma prova com o Puma à nossa lista atual, o rali da Arábia Saudita. Por isso, vamos trabalhar ativamente ao longo da época para garantir o apoio financeiro necessário para tornar este objetivo uma realidade.

Do lado da M-Sport, Richard Millener, o diretor desportivo, elogiou a rápida ascensão de Sesks e salientou a importância do apoio dos patrocinadores para garantir o seu programa.

Penso que o Mārtins fez muitos fãs novos num espaço de tempo muito curto na época passada, e agora pensar que essas duas performances lhe permitiram encontrar um programa de seis eventos este ano é fantástico,” começou por falar Millener.

Obviamente, sem o apoio dos seus próprios patrocinadores e da SafetyCulture, este ano não seria possível. Um grande obrigado a todos os envolvidos, bem como uma menção ao Promotor do WRC, que ajudou a aumentar o orçamento para os eventos da época passada. O culminar de todo este apoio permitiu-nos chegar ao que vemos hoje.", continuou.

"Estou muito entusiasmado por ver o que pode ser alcançado pela Mārtins e pelo Renārs [Renars Francis, o navegador] este ano. O Chile foi um lembrete de que nem tudo será fácil, mas sei que a velocidade que ele demonstrou, mais a sua determinação e carácter, farão dele uma adição fantástica ao nosso alinhamento de 2025.”, concluiu.