Mas Lauda, terceiro, alargava ainda mais a sua liderança, apesar da vitória de Scheckter. 32 pontos na frente do sul-africano, e a pontuar pelo 17º Grande Prémio seguido, parecia ter tudo controlado, contando as corridas até renovar o seu título mundial.
domingo, 14 de junho de 2026
As imagens do dia
Mas Lauda, terceiro, alargava ainda mais a sua liderança, apesar da vitória de Scheckter. 32 pontos na frente do sul-africano, e a pontuar pelo 17º Grande Prémio seguido, parecia ter tudo controlado, contando as corridas até renovar o seu título mundial.
quarta-feira, 25 de março de 2026
Youtube Automotive Video: Saab 92, o primeiro
Há 80 anos, em 1946, uma companhia de aviões sueca tinha um problema: agora que a guerra acabou, o que fazer para continuar a produzir nas suas instalações? Cedo a Svenska Aeroplan Aktiebolaget chegou a uma solução, graças aos seus designers: um automóvel. O primeiro protótipo, o Ursaab, rolou e três anos depois, em 1949, o modelo 92 foi começou a ser comercializado, com sucesso, para os oito anos seguintes, tornando-se num dos modelos de sucesso suecos, a par da Volvo.
E é sobre a história do primeiro Saab que fala este video.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
WRC: Sesks explicou desistência na Suécia
"Temos comunicação 24 horas por dia, sete dias por semana com os engenheiros. Cada piloto tem o seu próprio canal de WhatsApp com o seu engenheiro e, antes de cada etapa, recebemos instruções precisas sobre o que precisa de ser feito no carro. Por exemplo, o que mudar nos amortecedores e que pressões de pneus utilizar. O plano da equipa guia-nos – não há improvisação", explicou Sesks ao Rallyjournal.com.
"Em teoria, claro, poderíamos ir e usar pressões de pneus diferentes se quiséssemos, mas no WRC seguimos sempre o que a equipa diz. Desta vez, as pressões dos pneus simplesmente não eram adequadas para a temperatura exterior e para as condições, embora no ano passado tenhamos começado com a mesma estratégia e as mesmas pressões," acrescentou.
Apesar de não dar pormenores neste assunto, este resultado não está a ajudar muito nos resultados do piloto letão. Muito rápido - mais rápido que os irlandeses Jon Armstrong e Josh McErlean - o grande problema é a consistência, já que no rali da Arábia Saudita, a última prova de 2025, ele esteve prestes a triunfar quando sofreu um problema no seu carro, que o obrigou a abandonar.
Sesks planeia regressar ao WRC em maio, no rali de Portugal, mas afirma que pretende fazer um rali antes disso, e uma das hipóteses que está a ser colocada é uma participação no rali Terras D'Aboboreira, a primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), como fez em 2025, quando participou num Ford Fiesta Rally2 da Past Racing.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Os sarilhos da Hyundai
Afinal de contas, na Suécia, tirando o feito de Thierry Neuville ter ganho a Power Stage, o quinto-sexto-sétimo posto no final deste rali é uma enorme desilusão em termos de performance e classificação. A marca coreana afirmou que tiveram sérios problemas de tração no rali, e isso os inferiorizou em relação à Toyota.
"Depois dos testes, pensamos que poderíamos ser competitivos aqui. Ganhar talvez não, mas estar no pódio era possível", começou por referir o diretor desportivo Andrew Wheatley aos microfones da RTBF belga, depois do rali sueco.
"[Mas logo na 5ª feira] depois do Shakedown e do primeiro troço sabíamos que havia um grande problema. Não tínhamos tração. Mas com este regulamento só poderíamos fazer pequenas mudanças, e isso trouxe algum progresso, mas certamente não o suficiente para sermos competitivos", continuou.
A surpresa positiva foi mesmo a vitória de Thierry Neuville na PowerStage. "Eu não sei de onde veio aquela performance, como ele conseguiu e foi notável." concluiu o britânico.
O piloto belga revelou mesmo no final da prova que era necessária uma reunião urgente com toda a equipa. Ele afirmou que estiveram muito em baixo, apesar de terem feito mais de uma centenas de alterações nas configurações do carro só para este rali.
"Porque é que não fomos rápidos nos outros troços? Não temos explicação para esta falta de desempenho, vemos é claramente que não conseguimos e apesar das tentativas nada melhorou. Fizemos 35 alterações no carro [ao longo do fim de semana], somando as dos meus colegas de equipa são quase uma centena de configurações diferentes mas que não deram em nada.", comentou.
A falta de aderência foi crítica para além de muita subviragem nos i20.
Agora, apesar da marca afirmar que Monte Carlo e Suécia são dois ralis muito específicos, e esperarem que nos pisos convencionais de terra e asfalto, as coisas mudem em relação à competição com a Toyota, é muito improvável que isso aconteça, apesar de a marca coreana ter agendado alguns dias de testes em estradas francesas, no sentido de melhorar as performances do carro, e diminuir a distância para os Toyota. Caso contrário, é melhor começar a ver os regulamentos para 2027 e tentar construir uma máquina que seja competitiva com esses novos regulamentos. E que Neuville e Adrien Formaux preparem, se calhar, para uma travessia do deserto.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
As imagens do dia (II)
O rali da Suécia de 1986 acontecia três semanas depois do rali de Monte Carlo, prova de abertura do Mundial, onde Henri Toivonen mostrou que a Lancia estava a correr ali para ganhar o campeonato e ser o maior rival da Peugeot e da Audi, que normalmente eram os favoritos à vitória. Toivonen e Markku Alen estavam presentes pela marca italiana e queriam voltar a ser felizes, contra os Peugeot, que alinhavam com Timo Salobnen, o campeão do mundo e segundo classificado no rali monegasco e o seu compatriota Juha Kankkunen.
A Audi alinhava com dois pilotos suecos, Mikael Eriksson e Gunner Petterson, deixando Walther Rohrl e Hannu Mikkola de fora. Citroen e MG também estavam presentes neste rali, mas a grande novidade era a Ford, que por fim estreava o RS200, e que voltava oficialmente ao Mundial de ralis, com equipa própria. E Blomqvist esperava que o seu novo carro o ajudasse a chegar perto de maus uma vitória, o que poderia ser um recorde - ele tinha sete vitórias nesta prova.
No tempo dos ralis bem extensos - 30 especiais de classificação e todos debaixo de neve e gelo - o primeiro a começar bem foi Per Eklund, um dos locais e o vencedor do rali da Suécia de 1976, num Saab. Guiando um dos MG Rover 6R4, andou na liderança até o motor explodir, na sétima especial. Salonen ficou na frente, mas depois um problema no filtro de óleo na mesma especial o fez atrasar, deixando a liderança para Juha Kankkunen, que corria pela primeira vez em paragens suecas, como piloto oficial.
E claro, a pressão era grande do resto do pelotão. A Lancia atirava com os seus compatriotas Alen e Toivonen, e claro, Salonen queria recuperar o tempo perdido. As chances de Blomqvist de obter um bom resultado nesta sua corrida de estreia acabaram a meio do rali porque o seu motor falhou, e pouco depois, o mesmo destino teve Henri Toivonen, que queria conseguir a sua terceira vitória consecutiva e declarar-se como o candidato numero um ao título mundial. Desconsolado, acabou a ser abraçado pela equipa, certamente a dizer ao ouvido que dali a um mês, em Portugal, as coisas seriam melhores.
Kankkunen, com isso, era o líder, mas ainda havia Alen e Salonen. O finlandês da Lancia tenta apanhá-lo, mas ele queixa-se do motor, que julga não ter potência suficiente para apanhar o seu jovem compatriota, apesar de ele estar um pouco melhor, depois de saber que Salonen também abandonara o rali, pois os seus problemas nunca ficaram propriamente resolvidos.
No final, enquanto Juha Kankkunen comemorava a sua primeira vitória no WRC - tinha chegado à Peugeot alguns meses antes como substituto do acidentado Ari Vatanen - e saía de paragens suecas com o a liderança do campeonato, na frente de Markku Alen, Kalle Grundel chegava ao fim no lugar mais baixo do pódio, conseguindo assim um bom resultado no regresso da Ford aos ralis, e claro, mostrando o potencial do RS200 logo na sua primeira saída. O potencial para mais existia, mas a próxima vez que todos iriam competir juntos seria dali a um mês, nas estradas portuguesas.
Tudo isto faz hoje 40 anos.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
WRC 2026 - Rali da Suécia (Final)
"Muito obrigado à equipa, fizeram um trabalho incrível mais uma vez, um Toyota 1-2-3-4 é incrível. Sempre uma atmosfera incrível na Suécia e é especial por muitas razões.", disse um aliviado Evans, no final da Powerstage. Afinal de contas, a distância não foi tão grande quanto desejaria... mas sairá de paragens suecas com a liderança do campeonato, por causa do segundo lugar em Monte Carlo.
Takamoto respondeu na especial seguinte, mas apenas recuperou 0,7 segundos para Evans, que foi terceiro na especial - Sami Pajari ficou entre eles, a 0,1 do piloto japonês. Neuville acabou com uma roda danificada, provavelmente depois de um toque numa das pedras que estava no caminho.
No final, Neuville levou a melhor na Powerstage, 0,1 segundos na frente de Evans, 0,4 sobre Takamoto, 1,7 sobre Solberg e 4,7 sobre Lappi, o quinto. O piloto japonês, algo desgostoso por não ter alcançado o que desejava, disse de sua justiça:
"Bem, não estou muito satisfeito, claro, poderia ter sido muito melhor, especialmente ontem. O Elfyn fez um trabalho fantástico o fim de semana inteiro. Bom resultado para a equipa. Pessoalmente, não estou muito satisfeito. Estas coisas não podem acontecer a este nível. Pura sorte com os pneus, nada a ver com o automobilismo. A Hankook está a trabalhar arduamente para melhorar. Preciso continuar melhorando e forçar mais.", afirmou.
"Preciso estar realmente satisfeito. Muito obrigado à equipe mais uma vez e ao enorme apoio que recebi após Monte. Este fim de semana voltamos a estar no ritmo e estamos felizes por estar de volta ao pódio. Precisamos continuar pressionando para fazer ainda melhor.", comentou.
Depois dos quatro primeiros, Adrien Formaux foi o quinto, a 1.50,3, e o melhor dos Hyundai. Quase imediatamente, a 1.53,2, ficou Esapekka Lappi, no outro Hyundai, e no seu regresso ao WRC, e no sétimo posto, ficou Thierry Neuville, a 3.45,9, no terceiro Hyundai seguido na classificação. O Ford de Jon Armstrong conseguiu os seus primeiros pontos, sendo oitavo, a 4.05,5, na frente do seu compatriota Josh McErlean, a 6.05,4, quase dois minutos mais atrasado. E a fechar o "top ten" ficou o carro de Roope Korhonen, a 10.36,2, e o melhor dos Rally2, num Toyota GR Yaris.
O WRC prossegue no mês que vêm, em paragens quenianas, entre os dias 12 a 15 de março.
sábado, 14 de fevereiro de 2026
WRC 2026 - Rali da Suécia (Dia 2)
Com passagens duplas sobre Vannas, Sarsjöliden e Kolksele, com uma passagem por Umea Sprint, o dia começou com Evans ao ataque, ao ganhar na primeira passagem por Vannas, alcançando a liderança, com uma vantagem de 4,8 sobre Oliver Solberg, 4,9 sobre Sami Pajari e 7,2 sobre Takamoto Katsuta.
Martins Sesks foi o melhor na especial seguinte, 0,9 segundos mais rápido que Evans, 1,8 sobre Solberg e 4,4 sobre Solberg. Takamoto perdeu 6,8 segundos e foi apenas décimo na especial, queixando da aderência dos pneus na superfície gelada. Solberg foi o melhor na primeira passagem por Kolskele, 0,9 segundos na frente de Evans, 1,3 sobre Pajari e 4,1 sobre Lappi. Takamoto perdeu mais tempo, 6,7 segundos e a ser o sétimo melhor na especial e a queixar-se de estar a perder tempo.
A parte da tarde começou com Sami Pajari a ser o melhor, 1,1 segundos na frente de Esapekka Lappi, no seu Hyundai. Takamoto foi terceiro, a 3,2, na frente de Evans, a 3,9 e de Solberg, a 5,6. Na PEC 13, Evans foi o melhor, 2,6 segundos na frente de Takamoto, 3,8 sobre Solberg e 4,3 sobre Formaux.
Evans estava satisfeito no final da especial sobre as condições do carro e da superficie: "Talvez [estivesse] no limite em alguns lugares. Estava bastante limpo na maioria dos locais, mas a traseira estava se afastando de mim! Tudo ok.", afirmou.
Sami Pajari acabou por ganhar na segunda passagem por Kolskele, 0,3 segundos na frente de Takamoto Katsuta, 2,4 sobre Adrien Formaux e 2,9 sobre Elfyn Evans. No final do dia, em Umea, foi Taka,oto a levar a melhor, 0,1 segundos na frente de Solberg, 0,7 sobre Pajari e 1,1 sobre o Ford de Jon Armstrong. Thierry Neuville foi penalizado em um minuto porque... não tinha o capacete devidamente colocado.
Depois dos quatro primeiros, Esapekka Lappi é quinto, a 1.09,5, com Adrien Formaux não muito longe, a 1.17.7, também num Hyundai. Sétimo é Thierry Neuville, agora a 3.10.0, na frente dos Ford de Jon Armstrong (a 3.24,8) e de Josh McErlean (a 4.48,8) enquanto a fechar o "top ten" está o carro de Roope Korhonen, a 8.24,1.
O rali da Suécia termina neste domingo, com a realização das últimas trâs especiais.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
WRC 2026 - Rali da Suécia (Dia 1)
O rali da Suécia, o único disputado na neve na estação indicada, começava nesta sexta-feira com oito especiais, passagens duplas por Umea, Bygdsiljum, Andersvattnet e Bäck. E este começou na véspera, na super-especial de Umea, com Solberg, o piloto local e em estado de graça depois da vitória no rali de monte Carlo, ao ataque, triunfando com uma vantagem de 3,8 sobre Elfyn Evans, 4,4 sobre Takamoto Katsuta, 5,6 sobre Sami Pajari e 6,7 sobre Thierry Neuville. Jon Arnstrong perdeu alguns segundos por causa de uma saída de estrada, mas nada de grave.
O dia começou com a disputa nas restantes sete especiais, começando com Evans ao ataque, triunfando na primeira passagem por Bygdsiljum, 5,9 segundos na frente de Takamoto Katsuta, 6,9 sobre Sami Pajari e 8,2 sobre Thierry Neuville.
Martins Sesks sofreu um duplo furo e saiu na classificação, Oliver Solberg parou num cruzamento por causa de problemas de motor, e também perdeu tempo, Jon Armstrong também sofreu um furo, mas ele perdeu menos tempo - 30 segundos, e o oitavo melhor tempo na especial.
"Não sei. Não sei como você pode ter um duplo furo na frente, como é possível em estradas como estas. Um dos pneus simplesmente explodiu na reta. Realmente não sei. Sem impactos, simplesmente explodiu. O outro pneu dianteiro também estava perdendo pressão. Não sei. Depois, meia especial não vimos por causa da umidade.", explicou Sesks, desiludido com o que aconteceu.
"Notei algo estranho com a traseira direita 6 km antes do fim. Foi difícil manter a traseira arrumada na última seção. Parece que Martins também teve um furo, então é hora de repensar nossa estratégia. Vamos tentar deixá-lo limpo para o próximo.", disse Armstrong, referindo ao seu furo.
Evans acelerou na terceira especial, cinco segundo maios rápido que Takamoto Katsuta, 7,8 sobre Formaux e 9,2 sobre Lappi. Neuville despistou-se e sofreu danos no seu carro, enquanto Sesks tinha novo furo, e Solberg saiu da estrada... duas vezes, antes de se saber que tinha um furo. "Saí da estrada. Havia tanta neve, tive um grande deslize de traseira e saí. Peguei um furo na vala - não é bom.", lamentou Solberg.
Para Sesks, infelizmente, o dia tinha acabado. "Se eu soubesse, diria. Este é o nosso fim para hoje, terceiro furo. Eu sei onde aconteceu, foi uma compressão na linha e simplesmente... sim. (Pressões dos pneus?) Isso é algo, talvez para amanhã precisamos de quatro pneus suplentes extras no teto. Precisamos de seis suplentes.", referiu.
A manhã acabou com Solberg a ser o melhor, 1,2 segundos sobre Evans, 4,2 sobre Takamoto e 5,2 sobre Formaux.
A parte da tarde começou com Takamoto ao ataque, triunfando na especial com um avanço de 3,7 segundos sobre Pajari, 8,1 sobre Lappi e 8,9 sobre Elfyn Evans. Sesks, bem atrás na geral, depois dos furos, retirou-se a pedido da equipa. Takamoto continuou ao ataque e aproximava-se de Evans depois de ter ganho a especial seguinte, 2,6 segundos sobre Pajari, 3,1 sobre Evans e 7,1 sobre Formaux. Mas na sétima especial, a segunda passagem por Back, enquanto Neuville conseguia ser o melhor, batendo Solberg por 0,8 segundos, Takamoto, o terceiro a 1,7, tinha conseguido tirar 2,6 segundos a Evans, que tinha sido o quinto, e liderava o rali pela minima das margens: 0,1 segundos.
Evans queixou-se depois de que teve problemas para controlar o seu carro depois de um salto e que isso poderia ter ajudado a perder o tempo suficiente para entregar a liderança ao seu companheiro de equipa.
No final do dia, em Umea, na classificativa "Sprint", se Solberg levou a melhor sobre Neuville por 1,1 segundos, Takamoto foi o terceiro, a 1,9 e Evans foi quinto, a 4,6, consolidado a liderança do rali ao piloto japonês.
"No geral, foi um bom começo esta manhã, lutamos esta tarde na segunda passagem. Veremos o que podemos fazer amanhã!", disse Evans, depois de prometer que iria andar ao ataque.
Depois dos quatro primeiros, Formaux é quinto, a 50,3 segundos, mesmo na frente de Solberg, apenas sexto, a 51 segundos. Thierry Neuville está longe, a 1.43,8, na frente de Jon Armstrong, a 2.40,3. Nono é o seu compatriota Josh McErlean, a 3.31,8, e a fechar o "top ten" está Roope Korhonen, a 4.41,9, e o melhor dos Rally2.
O rali da Suécia prossegue neste sábado, com a realização de mais sete especiais.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
As imagens do dia
Quando o Grupo B entrou em vigor no Mundial de ralis, em 1982, marcas como a Audi, com o seu sistema de quatro rodas motrizes, dominaram e entreteram os espectadores nas classificativas um pouco por toda a Europa e Mundo, seguidos por outros como a Opel, depois a Peugeot, com o 205 Turbo 16, a Lancia, com o Delta S4, a MG Metro, com o 64R, e até a Citroen, com o BT4, um derivado do modelo BX.
Contudo, de todas estas marcas - até a Toyota, Mazda e a Nissan, que participaram em eventos selecionados - havia uma ausência presente: a Ford. Eles tinham dominado o Grupo 4, ao longo de toda a década de 70, com o seu modelo Escort, que deu muitos campeões do mundo, o mais recente deles em 1981, com o finlandês Ari Vatanen.
A razão até foi simples: apostaram num modelo e não deu certo, o Escort 1700. Era um carro com tração traseira, com um motor de 1,7 litros e teria um turbocompressor. Vatanen ajudou nesses testes em 1983, mas o carro nunca foi muito bem sucedido e frustrados, decidiram abandonar o projeto no final desse mesmo ano. Frustrados, a marca descobriu cedo que, para terem um quinhão neste tipo de carros, que exigiam motores fortes e carros com tração às quatro rodas, tinham de fazer algo diferente. Bem diferente.
Em suma: o RS 200 era um carro feito, unica e exclusivamente, para competirem no Mundial de ralis.
Não começaram do zero - aproveitaram algumas coisas do projeto do 1700T - mas o carro teria tração às quatro rodas, num motor de 1,9 litros, turbocomprimido, com cerca de 450 cavalos, e colocado no meio do carro. O chassis foi desenhado pela Ghia, e era de fibra de vidro, e teve ajuda da Reliant, pois tinha experiência nesse tipo de construção. A transmissão foi montada na parte da frente, por causa da distribuição do peso ao longo do carro, e a suspensão traseira era em "double whishbone", com amortecedores duplos. O desenho do RS200 foi feito por alguém com fama noutro tipo de competição: Tony Southgate, que desenhara carros na Formula 1, primeiro na BRM, depois na Shadow e na Arrows - foi um dos fundadores da marca, sendo o S da Arrows. A ajudá-lo no design estiveram um jovem Ian Callum e na Ghia, Filippo Sapino.
O carro ficou pronto no final de 1984, e os modelos de produção, que tinham 250 cavalos de potência - menos 200 que os modelos de competição - eram vendidos a 49 mil libras, um preço astronómico para aquela altura. Contudo, para além dos 200 modelos de estrada necessários para a homologação, havia 20 modelos que tinham de ser feitos para que fossem comprados para as equipas de competição. Tudo para que o modelo de competição tivesse o OK da FIA.
E claro, isso demorou o seu tempo. Por causa dessa demora na homologação, a Ford teve de falhar a sua participação no Rali de Monte Carlo, o primeiro rali do ano. Contudo, para o rali da Suécia, que iria ser disputado nas estradas suecas, em pleno inverno, apareceram dois pilotos locais para ajudar a juntar pontos no campeonato. Eram Stig Blomqvist e Kalle Grundel.
Havia esperanças que o projeto iria dar bem, mas também começavam a aparecer alguns problemas. Isso deixo para outro dia, apenas falo aqui porque esta semana faz 40 anos sobre a sua aparição no WRC.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
WRC: Formaux quer ganhar na Suécia
O piloto francês de 30 anos admitiu que o triunfo do jovem sueco reforçou a sua ambição para a próxima ronda. afinal de contas, tem um histórico positivo na prova nórdica. Em 2024, ao serviço da M-Sport Ford, alcançou o seu primeiro pódio absoluto no WRC e chegou a disputar a liderança antes de cometer um erro.
“Foi bom ver o Oliver a lutar e a provar que o Elfyn e o Seb não são imbatíveis. Gostava que tivesse sido eu, mas vamos ver na próxima.”, começou por afirmar. “Gosto muito da Suécia. Já fui rápido lá antes. O Oliver venceu em Monte Carlo, por isso é a minha vez de ganhar em casa dele”, concluiu com um sorriso.
O rali da Suécia acontecerá entre os dias 12 e 15 de fevereiro.
domingo, 16 de fevereiro de 2025
WRC 2025 - Rali da Suécia (Final)
"Infelizmente não consegui encontrar a vitória desta vez, o Elfyn fez um grande tempo de etapa na última. Desta vez queria manter-me na estrada.", confessou, algo desapontado, Takamoto Katsuta, que mesmo assim, igualou a sua melhor posição de sempre no WRC.
Mas para Evans, que conseguiu a sua décima vitória no WRC, aos 34 anos, isto é um grande momento, pois para além da vitória, é o líder do campeonato após duas provas do campeonato.
"Foi um fim de semana muito intenso, lutando o tempo todo pela vitória no final. Foi uma grande luta entre muitos pilotos e foi muito emocionante fazer parte dela! Sair do fim de semana com o máximo de pontos é incrível.
O Taka [Takamoto Katsuta] também teve uma prestação incrível, foi um resultado de equipa muito forte, parabéns ao Taka e a todos os elementos da equipa.", concluiu.
Com três especiais a completar neste domingo, com passagens duplas por Vastervik e a Power Stage em Umea, o dia começou com Takamoto ao ataque, ganham a especial com 0,9 segundos de vantagem sobre Ott Tanak e 2,5 sobre Kalle Rovanpera, enquanto Elfyn Evans perdera 7,5 segundos, suficiente para o japonês liderar o rali. "Luto para ter confiança na frente [do carro] e depois não mantive a velocidade. Não sei porquê.", interrogava Evans. Atrás, Josh McErlan despistava-se e ficava pelo caminho.
E ali, o melhor foi... Evans, batendo Takamoto pela margem mínima: 0,1 segundos. Neuville foi o terceiro, a 0,8, na frente de Rovanpera, a 1,8.
Depois dos três primeiros, no pódio, Ott Tanak foi o quarto, a 16,8, seguido por alle Rovanpera, quinto a 32,8. Já mais distante ficou Martins Sesks, a 2.09,4, superando Sami Pajari, sétimo, a 2.27,0. Oitavo foi Gregoire Munster, a 4.08,6, com o "top ten" a ser fechado por Oliver Solberg, no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 8.23,1, e Roope Korhonen, noutro Toyota GR Yaris Rally2, a 9.05,6.
sábado, 15 de fevereiro de 2025
WRC 2025 - Rali da Suécia (Dia 2)
"Temos de nos preparar bem esta noite e tentar amanhã. Para ser honesto, estamos felizes com o dia de hoje. Fizemos o que devíamos fazer - tivemos um bom ritmo e gerimos o risco. Nesta é preciso ter bons pneus, preservá-los um pouco. Aumentámos o ritmo etapa a etapa. Espero que tenhamos a mesma sensação amanhã.", disse Tanak, no final do dia.
Com sete especiais neste sábado - passagens duplas por Vännäs, Sarjöliden e Kolksele, com a terceira passagem por Umea - o dia começou com a continuação do duelo entre os da frente. Kalle Rovanpera ganhou na primeira passagem por Vännäs, dois segundos adiante de Takamoto Katsuta, 2,5 sobre Elfyn Evans, 2,8 sobre Ott Tanak e 5,3 sobre Adrien Formaux. O galês reagiu e ganhou na primeira passagem por Sarjöliden, 0,4 segundos sobre Rovanpera, 1,9 sobe Formaux e Takamoto e 2,1 sobre Thierry Neuville.
A especial ficou marcada pela paragem do prodígio finlandês Tuuka Kaupinen, que perdeu 15 minutos devido aos problemas no seu carro.
No final da manhã, Neuville foi o melhor, três segundos sobre Kalle Rovanpera, 3,9 sobre Sami Pajari, 4,8 sobe Elfyn Evans e 5,6 sobe Takamoto Katsuta. "Está tudo bem, só preciso de corrigir as sensações [que tenho com o carro]. Melhor do que a última [especial], mas ainda assim não é um sentimento bom.", disse o piloto japonês.
A parte da tarde começou com as segundas passagens pelas especiais da manhã. Adrian Formaux ganhou na segunda passagem por Vännäs, um segundo na frente de Ott Tanak, 1,2 sobre Elfyn Evans e 2,6 sobe Kalle Rovanpera. Logo a seguir, Evans triuna na segunda passagem por Sarjöliden, 1,2 segundos sobre Neuville e 1,6 sobe Rovanpera. Formaux perde tempo quando enterra o seu carro num banco de neve pouco depois da partida e não sai mais dali.
Neuville foi o vencedor na segunda vez que passaram por Kolksele, um segundo na frente de Takamoto Katsuta e 2,4 sobre Ott Tanak. Evans abrandou quando quase saiu de estrada por alturas do quilómetro 10, Martins Sesks fez um pião no quilómetro 14 - "Tive de fazer marcha-atrás num cruzamento. Ao travar, no início foi bom, mas nos sulcos não parou. Agora, pensando bem, talvez devesse tê-lo deixado mais largo, era muito estreito.", disse - e Josh McErlan parou o seu carro num cruzamento, um pouco antes.
Kalle Rovanpera, que tinha sido quinto na especial, resumiu o seu dia:
"Estamos a dar tudo. Estou a forçar, sem erros e a todo o vapor em todos os sítios que posso. A estrada pode ser melhor para os rapazes atrás, mas ainda não estou a cem por cento com o carro e não consigo fazer as coisas que quero. Só estou a tentar forçar o tempo todo e ver o que consigo com isso." comentou, no final da especial.
No final do dia, na terceira passagem por Umea, Neuville foi o melhor, 2,2 segundos sobre Takamoto e 2,5 sobre Tanak.
Na geral, depois dos quatro primeiros, Kalle Rovanpera é quinto, a 22,9, na frente de Martins Sesks, a 1.31,4, sendo o melhor dos Ford. Sétimo é Sami Pajari, a 1,43,6, enquanto Josh McErlan, a 2.05,8, não anda longe. Gregoire Munster é nono, a 2,45,9 e no último lugar pontuável, e o melhor dos Rally2 é Oliver Solberg, a 6.09,6.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025
WRC 2025 - Rali da Suécia (Dia 1)
Aliás, neste primeiro dia do rali da Suécia, os oito primeiros (o oitavo é o Ford de Josh McErlean) estão a pouco menos de um minuto entre eles.
O dia de hoje começou... ontem à noite, com a especial noturna de Umea Sprint. Ali, o melhor foi Elfyn Evans, 0,5 segundos na frente de Ott Tanak e Kalle Rovanpera, iguais na segunda posição. Adrien Formaux foi o quarto melhor, a 1,2.
O dia começou com passagens duplas por Bygdsiljum, Andersvattnet e Bäck, terminando o dia com uma segunda passagem por Umea Sprint. E esta sexta-feira começou com Evans a tentar alargar a sua vantagem, ganhando a primeira especial do dia, com uma vantagem de 1,1 segundos sobre Katsuta Takamoto, 2,2 sobre Ott Tanak e 6,4 sobre Adrien Formaux. Sami Pajari sofreu um furo e perdeu 41,6 segundos.
Formaux atacou na especial seguinte, ganhando 1,8 segundos sobre Evans e três segundos exatos sobre Ott Tanak e Takamoto Katsuta, que empataram na terceira posição. Thierry Neuville era quinto, a 4,7. Formaux repetiu a dose no final da manhã, na primeira passagem por Back, conseguindo 3,9 segundos sobre Evans, 4,6 sobre Takamoto e cinco segundos sobre Rovanpera.
No final da manhã, os pilotos falaram sobre as condições:
"Estou muito satisfeito com a forma como gerimos os pneus esta manhã. Tive uma condução muito limpa nas duas últimas etapas. As condições desta manhã são muito boas para conduzir.", afirmou Formaux.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
WRC: Bertelli não vai à Suécia
"Estava tudo pronto para um dos meus ralis favoritos, mas surgiram compromissos profissionais imprevistos. Obrigado à Toyota Gazoo Racing por ter trabalhado tanto na preparação e as minhas desculpas a todos os fãs que nos esperavam nos troços," escreveu nas redes sociais o homem que tem nos seus ombros o futuro da Prada.
Curiosamente, não é a primeira vez que isso acontece. Era para ter participado em 2022, num Ford Puma Rally1 mas também se retirou ainda antes do rali começar.
Aos 36 anos, Bertelli é aquilo que se pode chamar de "gentleman driver" com experiência. Começando a correr em 2011 no WRC, em 2015 arranjou um Ford Fiesta WRC onde conseguiu nove pontos em três temporadas completas, antes de subir cada vez mais nas responsabilidades da marca familiar. O seu melhor resultado de sempre foi um sétimo lugar no rali da Nova Zelândia de 2022, com um sétimo lugar, num Ford Puma Rally1.
domingo, 9 de fevereiro de 2025
WRC: Katsuta desiludido por Monte Carlo, agora concentrado na Suécia
“O sábado no Monte foi um dia muito bom”, começou por afirmar Katsuta. “Trabalhando com a equipa, mudámos algumas coisas na afinação e a minha sensação com o carro foi melhor – consegui forçar mais. Queria levar essa sensação para o último dia, mas o tempo estava mais complicado e as condições foram muito difíceis.", continuou.
“Saímos da estrada numa curva à direita, foi lento, mas ficámos presos numa pequena vala. É uma pena, mas agora tenho de me concentrar para a Suécia. A Suécia é uma prova muito diferente, mas quero encontrar a mesma sensação e confiança com o carro e tentar fazer o melhor trabalho para a equipa quando lá chegarmos.”
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025
WRC: Abiteboul espera evolução do carro na Suécia
A pouco mais de uma semana desse rali, ele espera que os seus pilotos saiam melhor.
“Depois de uma vitória aqui no ano passado, um terceiro lugar é de certa forma uma desilusão, mas há muitos aspetos positivos a retirar deste fim de semana. O primeiro é o resultado do Adrien no seu primeiro fim de semana com a equipa, e estou certo de que veremos muito mais este ano, à medida que ele se familiarizar totalmente com o carro e a equipa.", começou por afirmar.
"Outro aspeto positivo é o facto de os nossos pilotos terem conseguido adotar a abordagem correta aos desafios que enfrentaram, o que será a chave para este longo e imprevisível campeonato. Finalmente, o carro foi competitivo ao longo do fim de semana”, continuou.
Abiteboul apontou as alterações que vão ser introduzidas no i20 na próxima etapa, o rali da Suécia, como outro motivo de otimismo. E acrescentou: “Com as evoluções que virão na Suécia e posições de estrada interessantes, estamos todos ansiosos pela próxima ronda.”
O rali da Suécia acontecerá no fim de semana de 13 a 15 de fevereiro, e será o único rali do campeonato disputado em neve.
sábado, 18 de janeiro de 2025
WRC: Conhecida a lista de inscritos do rali da Suécia
A marca coreana inscreverá três i20 N Rally1 numa armada liderada pelo atual campeão mundial, o belga Thierry Neuville, acompanhada pelo estónio Ott Tänak, que já ganhou o rali da Suécia por duas ocasiões, e o francês Adrien Fourmaux.
Do lado da Toyota Gazoo Racing, atual campeã de construtores, na Suécia ela irá colocar em prova cinco GR Yaris Rally1, três dois quais oficiais para o finlandês Kalle Rovanperä, o galês Elfyn Evans e o japonês Takamoto Katsuta. O finlandês Sami Pajari está inscrito na equipa B da Toyota, enquanto o "gentleman driver" italiano Lorenzo Bertelli pilota um carro alugado, logo, não marca pontos para o construtor.
Quanto à M-Sport, irá apresentar um "line up" alargado de Puma Rally1 para a única prova de neve do WRC. Para além dos seus dois pilotos a tempo inteiro, Grégoire Munster e Josh McErlean, o letão Mārtiņš Sesks inicia a sua temporada parcial de seis ralis em 2025. Um quarto Ford Puma Rally1 está inscrito para o grego Joudran Serderidis.
Do lado do WRC2, alguns nomes estão inscritos, como Oliver Solberg, a bordo de um Toyota Yaris GR Rally2, Pontus Tidemand, num Skoda Fabia Rally2, os finlandeses Lauri Joona, Roope Korhonen e Mikko Heikkilä, o estónio Robert Virves e o local Romet Jurgesson.
O rali da Suécia, única prova de neve do WRC, realiza-se de 13 a 16 de fevereiro nas classificativas à volta da cidade sueca de Umeå.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2024
Noticias: Complicações no rali da Suécia
Segundo conta o jornal local Folkbladet, os Sami de Rans informaram os organizadores durante o verão passado que se opõem à realização do rali nas zonas de pastagem de renas em 2025. É que durante o período em que o acordo esteve em vigor, so Samis acederam a um período experimental, mas pelos vistos não estão contentes com o que sucedeu, e dizem que a prova não foi planeada nem executada segundo as suas expectativas.
Erik Åström, o Diretor do Rali da Suécia, respondendo a um pedido de comentário sobre a situação ao Folkbladet, não quis comentar sobre o assunto: “Não tenho comentários a fazer neste momento, uma vez que a consulta está em curso e por respeito a todas as partes envolvidas”, afirmou.
Organizar o rali da Suécia tem sido uma saga nos últimos tempos. Durante muito tempo, o centro nevrálgico era na região de Karlstad, no centro do país, mas começaram a ter problemas com a neve, que começou a escassear em fevereiro, e a colocar o rali em risco. A situação foi resolvida colocando o rali mais a norte, mas aparentemente, nem todos estão de acordo com a realização da prova...
É um assunto para seguir nas próximas semanas.
segunda-feira, 10 de junho de 2024
A(s) image(ns) do dia
Em setembro de 1973, Jackie Stewart conseguiu o quarto lugar no GP de Itália, depois de ter sofrido um furo na primeira volta, que o relegou para o último lugar. Tempos depois, afirmou que foi a sua melhor corrida da sua vida. Com esse resultado, conseguiu os pontos suficientes para ser tricampeão do mundo. O que pouca gente sabia - só Tyrrell, Walter Hayes, então presidente da Ford Europa e pouco mais - é que Stewart iria retirar-se da Formula 1 no final de 1973. E em Watkins Glen, que por coincidência, iria ser o seu centésimo Grande Prémio.
E tinha um plano final: orientar o seu companheiro de equipa e protegido, o francês Francois Cevért, para que tivesse o melhor final de temporada possível e claro, ser o líder para o futuro. E tinha ajudado a desenvolver o próximo projeto, o 007. Mas no sábado, 6 de outubro de 1973, no fim de semana do GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen, Cevért sofre o seu despiste fatal, e Stewart decide antecipar a sua reforma. Tyrrell perdia de uma só penada a dupla que lhe deu dois títulos mundiais de pilotos e um de Construtores.
Na altura, tinha anunciado um piloto para 1974: o sul-africano Jody Scheckter. Curiosamente, ele é o primeiro a chegar ao local do acidente fatal do que iria ser o seu companheiro para 1974. E segundo o próprio, a sua atitude perante a Formula 1 mudou radicalmente. De ser rápido, passou a ser pragmático e calculista. Tinha objetivos, o maior de todos era ser campeão, para depois ir embora.
O seu companheiro de equipa poderia ter estado em Watkins Glen nesse dia. E pela Tyrrell. Mas... tinha fraturado os tornozelos quando praticava motocross, algumas semanas antes. Patrick Depailler era rápido e tinha ganho nas Formulas de promoção, especialmente na Formula 2. Já tinha corrido em duas corridas em 1972, e queria dar mais algumas chances, mas o facto de adorar atividades arriscadas ao ar livre o deixou apeado no momento de maior necessidade da equipa. Ken Tyrrell deu-lhe uma nova chance em dezembro, em Paul Ricard, e ele sabia que tinha de mostrar algo, porque aquele lugar era cobiçado por muitos pilotos em ascensão, e a temporada iria começar logo em janeiro.
O lugar acabou por ser seu - apesar de ainda ter dores nos tornozelos - mas o carro só se estreou em abril, em Jarama. Quando o pelotão da Formula 1 chegou à Suécia, em junho, nove meses depois de Watkins Glen, era a quarta corrida com o 007, e se o sul-africano já tinha tirado dois pódios, Depailler não tinha conseguido nada. Se calhar tinha fome suficiente - ou tinha algo a provar - quando no final da qualificação, conseguiu a sua primeira pole-position da sua carreira, 380 centésimos mais rápido que o seu companheiro de equipa. Mas tinham o monopólio da primeira fila, e se corresse bem, a corrida iria ser deles.
E acabou por ser. Scheckter partiu mais rápido que Depailler na partida, e as coisas ficaram assim até à meta, com o sul-africano a conseguir a sua primeira vitoria da sua carreira. Para o francês, o consolo foi ter feito a volta mais rápida, e também ter conseguido o seu primeiro pódio, ou seja, só faltou a vitória para o fim de semana ter sido perfeito.
Curiosamente, no sexto posto estava um Lola guiado por Graham Hill. Parecendo que não, mas o piloto de 46 anos tinha voltado a pontuar pela primeira ocasião em mais de ano e meio. Não era com o seu carro, mas era com a sua equipa. E iria ser também a última vez que iria pontuar na sua longuíssima carreira na Formula 1.
domingo, 18 de fevereiro de 2024
WRC 2024 - Rali da Suécia (Final)
"Bom pra car****! Faz um bom tempo que ando a buscar esta segunda vitória. Gostaria de agradecer a milhões, mas provavelmente esquecerei muitos deles. Mas muito obrigado a Cyril [Abiteboul, diretor da Hyundai], que me manteve na equipa depois de uma temporada muito má no ano passado. É um grande contraste entre aquele momento e agora. Então, obrigado à equipa. E à [minha] família também.", desabafou Lappi, no final do rali.
Com três especiais até ao final do rali - incluindo a Power Stage - domingo começou com Lappi em controlo, mais de um minuto de avanço sobre Adrien Formaux. Mas com um último dia onde os que saíram de estrada no primeiro em "ataque máximo", na primeira das duas passagens por Västervik, Kalle Rovanpera foi o melhor, 6,3 segundos na frente de Elfyn Evans, com Takamoto Katsuta a ser o terceiro, 13,6 segundos atrás do vencedor.
Neuville ganhou na segunda passagem por Västervik, conseguindo 4,1 segundos de vantagem sobre Evans e 9,1 sobe Formaux, com Lappi a ser sexto, perdendo mais 19,2 segundos, e vendo a sua liderança diminuída para 34 segundos sobre Evans.
E na Power Stage, Kalle foi o melhor, 0,1 segundos sobre Neuville e 0,2 sobre Evans, com Lappi a ser apenas sétimo, perdendo 4,5 segundos. Mas bastou para ser o vencedor, comemorar o seu segundo triunfo no WRC.
"Não guiei tão bem nesta Power Stage. Acho que poderia ter sido um pouco mais rápido com dois pneus sobressalentes, porque agora um pneu dianteiro não era o ideal. Um pouco decepcionante neste fim de semana, não é o que viemos fazer aqui. Embora o EP [Esapekka Lappi] corra pela equipa errada, eu realmente espero que ele traga isso para casa. Então, tudo de bom para ele, é bom ter um vencedor finlandês no rali.", disse Rovanpera, dando os parabéns ao seu compatriota Lappi.
Formaux consegue aqui o seu primeiro pódio da sua carreira, e o primeiro da Ford nesta temporada, 47,9 segundos do vencedor. Bem longe de Neuville, quarto a 1.46,3, na frente do melhor dos Rally2, o sueco Oliwer Solberg, quinto, a 5.04,2. Sexto foi Sami Pajari, num Toyota GR Yaris Rally2, a 6.23,9, seguido pelo estónio Georg Linnamae, a 6.26,4. Roope Korhonen foi oitavo, a 6.48,1, e a fechar o "top ten" ficaram o carro de Mikko Heikila, num Toyota GR Yaris Rally2, a 7.25,7, e o carro de Lorenzo Bertelli, a 7.37,7.
O WRC regressa no final de março, mais concretamente entre os dias 25 e 28 de março, nas paisagens quenianas.







































