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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

WRC: Abiteboul admite ano difícil na Hyundai


Cyril Abiteboul não teve uma grande temporada de 2025 no WRC, e ele admite isso. Problemas de fiabilidade e a falta de performance nos i20 Rally1 fizeram com que gente como Ott Tanak decidisse que o melhor seria ir embora do WRC para estar junto da família, apesar de resultados interessantes como a dobradinha no Rali da Arábia Saudita, a última do campeonato de 2025.

Com o Rali de Monte Carlo a quatro semanas de começar, Abiteboul disse de sua justiça sobre o campeonato passado: "Com a Toyota a reagir como reagiu. Chegaram com cinco carros e um pacote muito sólido.", começou por afirmar. 

Contudo, ele fala que o novo carro poderá trazer alguma luta para o campeonato. "Essa decisão traz-nos benefícios de longo prazo, mas também obrigou a uma curva de aprendizagem esta temporada. Desafiante é a palavra correta."

O homem forte da Hyundai Motorsport tem, contudo, palavras positivas em relação ao carro estreado este ano, uma viatura que "trouxe melhorias na performance, mas também incerteza tentando compreender o comportamento, limites e como extrair consistência. Foi desafiante mas agora temos vantagem clara: Temos uma visão precisa das fraquezas e estamos focados no plano do próximo ano."

Para 2026, a Hyundai alinhará com três carros: um para Thierry Neuville, outro para o francês Adrien Formaux e um terceiro carro dividido entre o neozelandês Hayden Paddon, o espanhol Dani Sordo e o finlandês Esapekka Lappi.

terça-feira, 27 de maio de 2025

WRC: Hyundai pensa num quarto Rally1


A Hyundai pensa num quarto carro para o WRC desta temporada, mas precisa saber se as modificações resultam ou não. Quem afirma é Cyril Abiteboul, o seu diretor, que viu as prioridades um pouco modificadas depois do desastre que foi ao Rali Islas Canárias, do qual viu os Toyotas ficarem com as cinco primeiras posições, e do qual apenas o rali de Portugal resolveu em parte, com o segundo posto de Ott Tanak, um resultado que poderia ter dado em vitória, se não tivessem tido os problemas que aconteceram no sábado. 

Na entrevista à autosport.com, Abiteboul começou por explicar: "Existe ainda a possibilidade de um quarto carro. A decisão vai sendo adiada até ter uma ideia clara [da competitividade], porque francamente não irá ajudar-nos inscrever quatro carros que não sejam competitivos," continuou.

"As Canárias foram um choque ao sistema, e quando isso acontece temos de reagrupar e pensar em colocar em 'stand-by' alguns dos planos e particularmente pensar na melhor maneira de usar os recursos financeiros que temos."

O diretor desportivo afirma que mais um carro implica mais custos em termos de logistica, recursos humanos e financeiros. 

"Primeiro temos de perceber o nosso nível competitivo e o que podemos fazer no curto prazo para o melhorar. Depois, se tivermos confiança, podemos entrar nas táticas com um quarto carro. Com mais carros temos acesso a mais dias de testes e podemos aprender mais sobre os pneus Hankook. Pensamos nisso que é uma forma cara de ter acesso a informação sobre os pneus. Preferimos pensar que podemos conseguir o mesmo resultado de forma diferente.", concluiu.

Neste momento, a Hyundai tem três carros para pilotos como Tanak, o belga Thierry Neuville e o francês Adrien Formaux. Para o quarto carro, os candidatos são muitos, desde uma esperança, como Oliver Solberg, ou um veterano, como Dani Sordo. Agora resta saber se o rali de Portugal foi o início da recuperação da Hyundai ou se foi mais um interregno nas suas peripécias nesta temporada de 2025. O WRC prossegue o inicio de junho nas estradas da Sardenha.

segunda-feira, 26 de maio de 2025

WRC: Abiteboul pede clareza de regras à FIA e ao promotor


Cyril Abiteboul, o diretor desportivo da Hyundai, pede uma clareza as regras à FIA e o promotor do WRC a partir de 2027, sob pena de abandonar a competição em favor da Endurance, com o projeto da Genesis. Numa entrevista publicada no final da semana passada na Autosport portuguesa, Abiteboul afirma que  mais que as regras, é saber que futuro pretendem para os ralis em geral. 

“Não se trata apenas de um conjunto de regras, penso que se trata, em geral, de uma visão do desporto, que inclui um conjunto de regulamentos, mas não apenas isso, queremos ver também qual é a situação do promotor.", começou por afirmar. "Sabemos que o promotor está para venda, e como podem imaginar, se queremos investir, por exemplo, numa casa nova, queremos saber quem é o dono da casa, isso é muito importante. Portanto, a compreensão daquilo que seria a identidade, e o que seria o projeto do novo promotor, a sua capacidade de investir num desporto para o transformar.", continuou.

Abiteboul contestou a maneira como a FIA está a encarar isto, e o que pretende, porque para ele, não pode ter nem carros muito simples, com um potencial para uma regressão tecnológica, nem algo que custe milhões para construtores e assim afastar possíveis projetos, numa altura em que só há dois construtores e um preparador ajudado por outro construtor. 

"O tipo de desporto que um novo promotor quer é algo importante, mas, neste momento, temos um desfasamento no tempo, temos a FIA de um lado, que nos está a pressionar para investir num novo carro, num novo desenvolvimento, que é de vários milhões de euros e, do outro lado, não sabemos o que é, por isso, primeiro, o que precisamos é de criar alguma clarificação sobre a situação do promotor.", começou por afirmar.

"Depois, para responder à operação, é preciso que este promotor esteja a trabalhar com a FIA. Se olharmos para o que se passa na Formula 1, para o que se passa na Fórmula E, o diálogo é muito construtivo entre o promotor de um lado, a FIA do outro, e os parceiros, e aqui isso não acontece, não temos este diálogo construtivo. Por isso, precisamos que este promotor seja nomeado, precisamos que este promotor tenha esta discussão com a FIA, para que saibamos onde estamos agora, em termos de regulamentação técnica.", continuou.

"Não acreditamos em carros muito mais simples, em regredir, não acreditamos nisso, pensamos que precisamos de ter alguma forma de tecnologia no automóvel, que pode ou não ser atribuída a um elemento em particular, conetividade, um tipo diferente de tecnologia e de segurança, não acreditamos que um retrocesso total em termos de tecnologia seja adequado ao atual Campeonato do Mundo de Ralis. Por isso, mais uma vez, olhamos para o que se passa em dois tipos diferentes de desporto, olhamos para o WEC, onde temos diferentes tipos de grupos moto propulsores e onde dar mais liberdade às regras também é muito importante. Mas, mais uma vez, a primeira coisa a fazer é ter uma visão a ser desenvolvida por um promotor…”, concluiu.

O WRC continua no inicio de junho nas estradas da Sardenha. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

WRC: Abiteboul espera evolução do carro na Suécia


Depois de um rali de Monte Carlo que ele admire que não foi bom para as suas cores, Cyril Abiteboul, o diretor desportivo da Hyundai, espera que as novas evoluções do carro, que estarão no rali da Suécia, possam melhorar os resultados em conjunto e fazer com que andem a par com os Toyota, que tewe um bom resultado, ao ficar com os dois primeiros lugares neste mais recente rali, com Sebastien Ogier e Elfyn Evans.

A pouco mais de uma semana desse rali, ele espera que os seus pilotos saiam melhor.   

“Depois de uma vitória aqui no ano passado, um terceiro lugar é de certa forma uma desilusão, mas há muitos aspetos positivos a retirar deste fim de semana. O primeiro é o resultado do Adrien no seu primeiro fim de semana com a equipa, e estou certo de que veremos muito mais este ano, à medida que ele se familiarizar totalmente com o carro e a equipa.", começou por afirmar.

"Outro aspeto positivo é o facto de os nossos pilotos terem conseguido adotar a abordagem correta aos desafios que enfrentaram, o que será a chave para este longo e imprevisível campeonato. Finalmente, o carro foi competitivo ao longo do fim de semana”, continuou.

Abiteboul apontou as alterações que vão ser introduzidas no i20 na próxima etapa, o rali da Suécia, como outro motivo de otimismo. E acrescentou: “Com as evoluções que virão na Suécia e posições de estrada interessantes, estamos todos ansiosos pela próxima ronda.”

O rali da Suécia acontecerá no fim de semana de 13 a 15 de fevereiro, e será o único rali do campeonato disputado em neve. 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

WRC: Hyundai altera estrutura para 2025


Com o Mundial a começar dentro de um mês, em Monte Carlo, a Hyundai Motorsport anunciou uma série de alterações na estrutura da sua equipa antes da nova temporada. Pablo Marcos, chefe de equipa na Hyundai entre 2021 e 2023, irá regressar, mas o diretor da equipa e presidente, Cyril Abiteboul, revelou que o seu trabalho será diferente desta vez.

Para além disso, o gestor do programa da equipa no WRC, Christian Loriaux, vai deixar a Hyundai. O aspeto técnico do trabalho de Loriaux será desempenhado por François-Xavier Demaison. Cyril Abiteboul, o diretor, falou das alterações e justificou-as desta forma.

“Toda a gente na Hyundai Motorsport está a desfrutar de uma pausa bem merecida da competição, no entanto – como é frequentemente o caso nesta altura do ano – estamos a fazer algumas mudanças chave dentro da empresa para apoiar o nosso impulso de 2025 e adaptarmo-nos ao nosso ambiente.", começou por explicar.

“Tivemos uma época de 2024 muito forte, mas não conseguimos alcançar tudo o que nos propusemos, por isso, olhando para um ano transformador para as nossas operações de desporto motorizado, passámos algum tempo a considerar como podemos simplificar a nossa organização. Por isso, temos o prazer de dar as boas-vindas ao Pablo Marcos de volta à Hyundai Motorsport como Diretor de Equipa. As suas funções são muito diferentes das que desempenhou entre 2021 e 2023, estando agora exclusivamente focado na concretização dos nossos objetivos desportivos e de desempenho no WRC.", continuou.

“Tolga Ozakinci irá agora supervisionar as infraestruturas dos nossos eventos de rali e de competição, bem como trabalhar com os nossos fornecedores e parceiros associados, sendo alguns deles partilhados entre programas.", declarou.

“Por último, gostaríamos de agradecer ao Christian pela sua contribuição para a nossa missão ao longo dos últimos três anos. Ele foi um grande apoio pessoal quando entrei no mundo dos ralis e desejamos-lhe tudo de bom para os seus futuros empreendimentos.”, concluiu.

A Hyundai correr em 2025 com quatro carros, sendo a grande novidade a chegada do francês Adrien Formaux, vindo da M-Sport, que fará companhia e Ott Tanak e Thierry Neuville, o atual campeão do mundo.   

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

WRC: Dirigentes aplaudem os novos regulamentos para 2027


Os novos regulamentos do WRC para 2027, apresentados nesta semana, causaram reações positivas por parte de alguns dos diretores desportivos das marcas que estão atualmente na competição, como a Toyota, Ford e a Hyundai. Estas três marcas, através de Jari-Matti Latvala, da Toyota, Malcom Wilson, da M-Sport (Ford) e Cyril Abiteboul, da Hyundai, acham que existem alguns aspetos positivos, mas outros como o custo de um Rally1, que pretendem que custe 345 mil euros, acham que tem de ser modificado para fazer lucrar a competição.

Da parte da Toyota, Latvala fala que os novos regulamentos para o WRC estão na direção certa para embaratecer os custos e atrair mais equipas, apesar de não ser totalmente perfeito.  

“Temos trabalhado arduamente com a FIA para contribuir o mais possível para os regulamentos de 2027. Acreditamos que as principais linhas do projeto de regulamentos estão bem formuladas e vão na direção correta. Ainda acreditamos que há um trabalho importante a fazer para finalizar e melhorar alguns dos detalhes, mas nesta fase isso é totalmente normal”, disse o ex-piloto finlandês.


Latvala refere que há muitas preocupações relativamente a alguns pontos, como o custo dos novos carros, previsto para 345 mil euros, contra os atuais 1,1 milhões dos Rally1. Segundo ele, é um valor irreal, apesar de alguns comentadores afirmar que os Rally2 não são muito mais baratos que estes novos carros de ralis.

Já Cyril Abiteboul, que também tem estado envolvido nas discussões dos novos regulamentos, considera positiva a direção que a FIA está a fazer em relação a isso, e que ajudará na continuidade da marca para além de 2026.

“É sempre positivo para os construtores disporem de um roteiro a longo prazo para os campeonatos que possamos avaliar e melhorar em conjunto. Congratulamo-nos com os importantes esforços que têm sido feitos para reduzir os custos, uma vez que o WRC precisa de estabilizar e desenvolver a sua base de fabricantes. Também esperamos desenvolver o valor do desporto, apresentando carros espetaculares em formatos de rali emocionantes para aumentar a base de adeptos”, comentou.


Do lado da M-Sport, Malcom Wilson poderá ver os novos regulamentos como uma tábua de salvação para a continuidade do seu projeto, como também pode dar muito mais possibilidades de ajudar a desenvolver jovens pilotos dentro da sua equipa.

“Penso que os regulamentos aprovados até à data são o caminho certo para o WRC. Precisamos de novas entradas, mais equipas e pilotos a competir ao mais alto nível, e estes regulamentos para 2027 vão encorajar isso. Permitir-nos-á dar uma oportunidade a mais jovens pilotos, o que é essencial para o sucesso a longo prazo do desporto, e é também muito importante tornar o WRC mais acessível, permitindo às equipas competir ao lado dos construtores.”, comentou.

Todos esperam que este novo tipo de regulamentos não só os convença a manter as marcas na competição, como também atraia outras como a Lancia, que anda a desenvolver um programa para o Rally2, que poderá ser a base para os novos Rally1 que surgirão dentro de três anos.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

WEC: Hyundai apresenta o seu projeto para a classe Hypercar


A Hyundai apresentou nesta quarta-feira o seu carro para a classe Hypercar, na sua entrada quer para a IMSA, quer para o WEC. Num projeto liderado por Cyril Abiteboul, o Genesis Magma GMR-001, construído pela ORECA, já anunciou os seus dois primeiros pilotos: o alemão Andre Lotterer e o brasileiro Pipo Derani. Para além disso, a Hyundai Genesis colaborará com a equipa IDEC Sport em 2025, competindo na European Le Mans Series com um carro da classe LMP2, tendo talentos emergentes como o americano Logan Sargeant, ex-piloto da Williams na Formula 1, a britânica Jamie Chadwick, que competiu na Indy NXT, e o francês Mathys Jaubert.

"Esta entrada no desporto motorizado é uma evolução natural para a Génesis", disse Luc Donckerwolke, Diretor Criativo da Génesis. "O desporto motorizado permite-nos trazer o espírito de hipervelocidade, que inspira a nossa criação e inovação, de forma alinhada aos nossos valores centrais: Audaz, Progressivo e Distintamente Coreano."

Abiteboul afirmou que depois conquistar títulos no WRC e no TCR World Tour, a Hyundai Motorsport está bem preparada para apoiar a Génesis nesta nova e ambiciosa jornada.

"O lançamento oficial da Genesis Magma Racing é uma ocasião memorável", afirmou Abiteboul. "Estamos a levar a nossa experiência em corridas de circuito a um nível completamente novo, enquanto nos preparamos para competir em algumas das séries mais desafiantes do mundo."


A Genesis Magma Racing estabelecerá a sua base estratégica permanente no Circuito Paul Ricard, no sul de França, aproveitando a proximidade com a ORECA Motorsport e a IDEC Sport para fomentar a colaboração.

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

WRC: Abiteboul dá liberdade aos seus pilotos no Japão


Cyril Abiteboul, o diretor desportivo da Hyundai no WRC, irá dar liberdade aos seus pilotos no rali do Japão. Com os campeonatos decididos a favor da marca coreana, e com Thierry Neuville a poucos pontos de celebrar um inédito campeonato - tem 25 pontos de vantagem sobre Ott Tanak - Abiteboul espera que o piloto belga adote uma estratégia de avessidade ao risco, e que os seus pilotos não se envolvam em lutas inúteis pela vitória, onde o risco de acabar mal é bem maior.  

Falando ao site Dirtfish.com., Abiteboul falou que entre os pilotos, há absoluta liberdade.

“Em última análise, é com eles”, começou por afirmar. “Mas, tendo dito isso, acho que seria tolice pensar que Thierry vai colocar tudo em risco. É muito claro – a prioridade do ano era muito clara. Era um campeonato de pilotos, porque é isso que está a faltar na história da Hyundai Motorsport. E é importante não mudar a prioridade no decorrer do jogo, da época. Essa prioridade, sabemos, vai ser cumprida. E isso é importante.", continuou.

"E, mais uma vez, penso que o que devemos fazer é construir o nosso plano, sabendo exatamente o que os pilotos vão querer, o que devemos esperar. E não devemos esperar deles… por outras palavras, sabemos que o Thierry será extremamente avesso ao risco. É por isso que precisamos de elaborar os nossos planos em função disso.”, finalizou.

O rali do Japão será entre os dias 20 e 22 de novembro, será em asfalto e terá 19 especiais de classificação. 

domingo, 2 de junho de 2024

As imagens do dia




Os ralis estão numa altura... direi, invulgar. Com Kalle Rovanpera a tirar um tempo para experimentar outras coisas no automobilismo, todos começaram a pensar que tem chances de ganhar o título. Thierry Neuville, Ott Tanak, Elfyn Ewans... todos eles, que pareciam ser secundários perante um Kalle Rovanpera que parecia ir a caminho de bater todos os recordes, agora, que está a se divertir, todos os outros tem uma chance. Até Sebastien Ogier, que está em "part time" desde 2022, com os seus resultados, parece que tem uma chance de ganhar mais um título, porque até agora, ficou sempre no pódio, e esteve perto de uma terceira vitória na temporada de 2024 do WRC! 

E tudo isto numa altura em que todos falam da melhor maneira de apresentar um produto, que o responsável da M-Sport, Richard Millener, ser menos popular que... o golfe! Mal distribuído, mal filmado? Não se sabe. Mas isso acontece quando o WRC passa por uma fase agitada, sem mais domínios. 

Nesta temporada de 2024, temos um duelo entre Toyota e Hyundai, e tudo aparenta que a marca coreana poderá ter mais chances de vitória que a japonesa. Cyril Abiteboul, que veio da equipa Renault de Formula 1 - agora, Alpine - depois da sua normal adaptação, parece que está disposto a fincar o pé ao ex-piloto Jari-Matti Latvala, e ao domínio de uma Toyota que arriscava a eternizar-se com Rovanpera ao volante, por causa dos títulos das últimas duas temporadas. E esta vitória na Sardenha deixou Latvala "sem chão", porque um furo, na última especial do dia, mostrou que nestas coisas, isto só acaba quando atravessam a meta. Há quem tenha perdido títulos a 300 metros da meta...

 A vitória de Tanak aqui na Sardenha aconteceu na semana em que foi revelado um pormenor privado do campeão de 2019. É que, sem que nenhum de nós soubesse, em 2022, ele passava um inferno pessoal. Na altura, ele estava na Ford, mas a falta de comunicação com a imprensa e os fãs tinha a ver com a doença da sua esposa, Janika Tänak, que tinha sido diagnosticada com uma variante muito agressiva de cancro de mama. Agora, as coisas estão, aparentemente, sob controlo, mas o próprio Tanak afirmou que a certa altura, considerou pendurar o capacete. 

Tudo isto foi falado num programa televisivo na sua Estónia natal. 

"É muito difícil esquecer um momento daqueles, nunca se esquece. No nosso caso existiram várias etapas," começou por referir Tanak. "As biópsias foram feitas e foi operada. Essa foi a parte mais difícil. Havia esperança e fé que as notícias fossem boas, mas em vez disso vieram as más notícias.", continuou.

"Não era uma questão de se era necessário. No início, durante os tratamentos de quimioterapia, eu poderia estar em casa presente nos momentos mais difíceis. A dada altura surgiram os problemas de coração e descobriram um coágulo no coração. Naquele momento senti que era demasiado. Penso que foi antes do rali da Finlândia e eu queria ir para casa, sentia que não podia estar longe. Mas mais uma vez foi o desejo dela que eu continuasse."

"Para mim a família é a prioridade, e a minha preocupação número um é que tudo esteja bem em casa." concluiu.

Para mim, ao vê-lo chapinhar no porto sardo, com a equipa, depois da vitória no rali, mostrou que ele não venceu só para ele mesmo ou para a equipa, mas que tem um núcleo familiar que tem orgulho dele e dos seus feitos e, mesmo que seja abalado, lhe pede para que as coisas continuem como sempre, e que é um embaixador de um pequeno país, banhado pelo mar Báltico, e sempre que ganha, os seus habitantes ficam orgulhosos. 

terça-feira, 27 de junho de 2023

WRC: Hyundai pondera um quarto carro para 2024


A Hyundai pondera um quarto carro para a próxima temporada. Caso vão para a frente, não só andariam a par da Toyota como seria a primeira vez desde o rali de Portugal de 2018 que eles alinhariam com quatro carros. Nesse rali, a marca coreana alinhou com belga Thierry Neuville, o espanhol Dani Sordo, o neozelandês Hayden Paddon e o norueguês Andreas Mikkelsen.

Quem fala disso é Cyril Abiteboul, que afirma ser isso o desejo da equipa, e a decisão poderá acontecer nos próximos meses.

“Essa é uma possibilidade e anunciaremos o plano para todos [todos os nossos pilotos], incluindo Dani [Sordo] no devido tempo”, disse ao Autosport britânico. "Isso é uma possibilidade, o plano é que um deles dirija um carro[a tempo inteiro]".

“Estamos observando e, embora nenhuma decisão seja tomada, uma das coisas que gostaríamos de fazer é ver se podemos correr com um quarto carro. É uma possibilidade, mas o problema está no preço desses carros e é por isso que tenho falado muito sobre o regulamento para reduzir o custo para todos." continuou.

Abiteboul falou também sobe o custo acrescido de andar com um quarto carro em termos de orçamento, e como saber até que ponto isto é compensador para, por exemplo, colocar um piloto jovem num Rally1.   

“O custo envolvido em rodar um quarto carro com o atual regulamento técnico e o atual regulamento desportivo, o que significa eventos muito longos e muitas pessoas, é muito alto. Estamos falando sobre o formato de fim de semana e tornando-o mais atraente e com regulamentos simples para reduzir os custos, para que mais jovens pilotos tenham a chance de fazer parte de um programa como este. É uma discussão interna e precisamos passar por nossos orçamentos”, acrescentou.

“Teremos que fazer uma série de compensações, como sempre. Se fizermos isso, teremos que fazer menos de outra coisa. Então, é melhor investir em pilotos jovens ou fazer um programa de desenvolvimento específico? Não sei, essa é uma decisão que precisaremos tomar nos próximos meses.”, concluiu.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

WRC: Abiteboul quer desenvolver o carro


Cyril Abiteboul, o novo diretor desportivo da Hyundai, já definiu os objetivos da equipa no WRC: desenvolver o carro para poder fazer frente à Toyota para tentar alcançar títulos de campeonatos num futuro próximo. No rescaldo do Rali de Monte Carlo, ele conversou com a imprensa para falar sobre o tem pela frente. 

“A curto prazo, eu diria que o meu objetivo será melhorar a eficiência global da equipa”, começou por dizer: “Não é mau, mas dadas as longas horas e rotinas [nas provas], penso que podemos melhorar ligeiramente o nosso fluxo de processos, a fim de nos certificarmos de que existe o nível certo de energia e concentração nos momentos em que isso é importante. Isso pode ter um impacto no desempenho global da equipa no final do fim-de-semana”, continuou.

Contudo, o diretor da Hyundai também está a olhar para o futuro e sublinhou a necessidade de planear com antecedência a fim de fazer atualizações e modificações específicas que melhorem o desempenho do carro. 

“Precisamos de apresentar uma resposta com um roteiro claro de desenvolvimento do carro, a fim de o tornar mais competitivo, em particular no asfalto”, disse. “Até agora, só vimos asfalto. Será interessante ver a competitividade do carro numa superfície diferente, mas isso é a médio e longo prazo”, concluiu.

O WRC regressa à ação no próximo fim de semana, com o Rali da Suécia. 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

WRC: Abiteboul é o novo diretor desportivo da Hyundai


Cyril Abiteboul, antigo diretor desportivo da Renault, é o novo dietor da Hyundai WRC. O anuncio foi feito na tarde desta quinta-feira e irá assumir o lugar que era interinamente ocupado por Jean Moncet. Aos 45 anos, e com uma vasta experiência na área, tirou algum tempo de férias, depois de ter saído da Renault, e agora regressa depois deste período de descanso, com vontade de mostrar algo nos desportos motorizados. 

"Na verdade, ainda estava muito forte no meu sangue, o apetite pela emoção dos desportos motorizados. Tínhamos uma ligação mútua com a Hyundai, e eu sabia que eles estavam à procura de um chefe de equipa”, começou por dizer Abiteboul, na apresentação no seu novo cargo na marca. “Não fui particularmente ativo, mas estabeleci contacto e foi um bom ajuste entre o que a Hyundai procurava e o que eu também procurava. Havia uma vontade natural de ir mais longe, e foi apenas há algumas semanas que decidimos que isto iria mesmo acontecer.”, continuou.

“Estou a aceitar este desafio como todos os desafios por que passei na minha vida: com muita humildade. Mas também com grande entusiasmo e com paixão pelo que pode ser feito e pelo que precisa de ser feito. Esta equipa não precisa de ser construída, já existe e funciona e é capaz de proporcionar bons resultados.”, concluiu.

Sean Kim, Presidente da Hyundai Motorsport, deu as boas-vindas e desejou-lhe os maiores sucessos: “Tenho o prazer de acolher o Cyril Abiteboul na família Hyundai. A experiência de Cyril na Fórmula 1 vai ajudar-nos a explorar novas oportunidades de crescimento e melhorias enquanto procuramos dar uma luta mais intensa pelos títulos no WRC e ainda apoiar as nossas equipas de Customer Racing.", comentou.

Com o Mundial de ralis a começar no final do mês, e com uma equipa que tem Esapekka Lappi, Dani Sordo, Thierry Neuville e Craig Breen, a ideia é de bater a Toyota nos mundiais de pilotos e Construtores. Contudo, há quem observe a chegada de alguém com experiência na Formula 1 e pense que a marca coreana poderá ter aspirações para a categoria máxima do automobilismo a partir de 2026... 

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Formula 1: Abiteboul cético sobre provas fora da Europa

Com oito provas confirmadas e mais a tentarem entrar no calendário, apesar dos condicionantes, há quem ache que as provas fora da Europa dificilmente irão acontecer. Cyril Abiteboul, o diretor desportivo da Renault, afirmou numa entrevista à motorsport.com que os diversos condicionantes e relação à saúde e aos diversos graus de confinamento colocam tudo em dúvida.

“Acho que as provas fora da Europa serão mais difíceis”, começou por dizer o francês, ainda antes do anuncio dos cancelamentos de Baku, Singapura e Suzuka. “Vemos que os voos de longa distância ainda são um pouco incertos, e a dificuldade é encontrar um promotor que esteja pronto para assumir o risco económico de dizer ‘vou fazer uma corrida na frente de uma audiência grande o suficiente para absorver o custo da logística. Eu acho que é mais um desafio, é mais um risco económico do que o risco de saúde e segurança que existe na Europa”.

“Sentimos que o mundo está a começar a estar num lugar onde as corridas são possíveis e também aceitáveis”, disse ele. “Precisamos pensar na imagem, em particular na maneira como lidamos com Melbourne e como saímos de Melbourne. Acho que o mundo está pronto para isso em julho, o que é uma ótima notícia. Precisamos apenas ver como podemos transpor as diretrizes da OMS para o ambiente das corridas, o que é um desafio.”

Abiteboul também aproveitou para falar sobre as unidades motrizes a partir de 2025, que ainda serão os V6 Turbo, e referiu a eletrificação como referência futura.

“Ainda há muito trabalho a ser feito nas unidades motrizes. Elas são boas, mas continuam a ser extremamente caras de manter e operar. O próximo passo é olhar bem para o que já foi feito, para que a próxima geração seja mais económica de vender”, começou por dizer.

“Já mencionei um dos pontos mais importantes, o financeiro. O próximo é a tecnologia. Vemos a eletrificação a ganhar terreno em todo o mundo, por isso precisamos de pensar muito no que isso significa para a Fórmula 1, no contexto das corridas e o que significa na co-existência com a Fórmula E. Gostava de ter o principal das unidades motrizes acordado em 2021 ou 2022, para em 2023 começar o desenvolvimento”.

E fala sobre a unidade motriz MGU-H, que faz com que os motores consigam ser eficientes em termos de consumo de combustível, mas acrescentam peso ao carro. 

“Temos o MGU-H, que faz o motor ser eficiente em termos de combustível. Será que estamos preparados para ser menos 20% a 30% menos eficientes? Em 2022, já temos carros mais pesados, portanto não vejo andarmos com mais combustível. É uma equação difícil. Acho que com os carros a serem mais pesados, esse componente não deve ser retirado. Podemos ter mais potência, claro, mas, se queremos potência sustentável , será difícil sem o MGU-H”, concluiu.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Formula 1: Cyril Abiteboul desgostoso com saída de Ricciardo

Cyril Abiteboul
ainda está sentido pela saída de Daniel Ricciardo da Renault, marcada para o final de 2020, a caminho da McLaren. O diretor da marca do losango disse à Autosport britânica que gostaria que o piloto australiano ficasse mais tempo e que estivesse mais comprometido com a equipa, pois durante esse tempo, houve modificações dento da equipa no sentido de trabalhar rumo a esse objetivo. 

“Primeiro, é importante lembrar que temos um ano, uma temporada para fazer juntos, e esperamos mais dessa temporada do que da temporada passada, isso é certo”, começou por dizer. “Estou um pouco decepcionado, porque não acho que se possa construir algo sem estabilidade. Isso vale para os pilotos, mas, francamente, isso também é verdade para o resto da organização. Tivemos muitas mudanças no ano passado: 70 por cento de nossa equipa viu uma mudança na liderança ou estrutura do seu departamento – um novo diretor técnico, novo chefe da aerodinâmica, novo diretor de engenharia. Tudo isso aconteceu nos últimos doze meses com muitas mudanças.”, continuou.

“Eu gostaria de ver o resultado disso, porque sabemos que há um período de latência, antes de falarmos da mudança de pilotos. E estou um pouco surpreendido com a dinâmica de duas equipas de Formula 1 em particular, que pressionaram Daniel para apressar a decisão. Decidimos não nos debruçar sobre esse momento e seguir nosso plano. O nosso plano e a nossa prioridade é fazer um carro melhor. Se tivermos um carro melhor que no ano passado, provavelmente você não me fará essa pergunta. E sabemos que, se tivermos um carro melhor, poderemos atrair qualquer piloto no futuro, então esse é o nosso foco. Essa tem sido a nossa prioridade.”, concluiu.

A marca ainda não disse quem será o piloto que substituirá Ricciardo em 2021, embora se fale nos bastidores que Fernando Alonso terá um pré-acordo com a equipa francesa, no sentido do seu regresso no ano em que comemorará o seu 40º aniversário natalício.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Noticias: Sainz Jr. na Ferrari, Ricciardo na McLaren

Ferrari e McLaren não perderam tempo e anunciaram pilotos para a próxima temporada. Carlos Sainz Jr. será o substituto de Sebastian Vettel, enquanto Daniel Ricciardo irá para a McLaren, para substituir o piloto espanhol na equipa de Woking, depois de dois anos na Renault. O contrato com a Ferrari será de duas temporadas, a mesma extensão para o australiano.

“Estou muito contente por rumar à Scuderia Ferrari em 2021 e estou entusiasmado com o meu futuro com a equipa, mas ainda tenho um ano importante pela frente com a McLaren Racing, equipa com que estou realmente ansioso por voltar a correr esta temporada”, disse o filho de Carlos Sainz.

Mattia Binotto, o director da equipa da Ferrari, fez as honras da casa a Sainz Jr., elogiando o seu talento: “Tenho o prazer de anunciar que o Carlos se vai juntar à Scuderia Ferrari a partir de 2021. Em cinco temporadas de Formula 1, o Carlos provou tem provado ser muito talentoso e mostrou que tem a capacidade técnica e os atributos certos para se encaixar perfeitamente na nossa família. Embarcámos num novo ciclo com o objetivo de voltar ao topo na Fórmula 1. Será um longo caminho, não sem dificuldades, mas acreditamos que esta será a melhor combinação possível para nos ajudar a alcançar os objectivos a que nos propusemos”, disse.


Já em Woking, Zak Brown deu as boas-vindas a Ricciardo e espera que esta chegada represente um salto em frente em relação ao que foi feito em 2019.

“Assinar com o Daniel é mais um passo em frente no nosso plano a longo prazo e trará uma nova emocionante dimensão à equipa. Esta é uma boa notícia para a nossa equipa, parceiros e, claro, para os nossos adeptos. Também quero prestar um homenagem ao Carlos [Sainz Jr.] pelo excelente trabalho que tem vindo a fazer pela McLaren ao ajudar o nosso plano de recuperação de desempenho. Ele é um verdadeiro jogador de equipa e desejamos-lhe o melhor para o seu futuro depois da McLaren”, disse.

Do lado da Renault, Cyril Abiteboul não ficou lá muito satisfeito com a saída do piloto australiano, depois de duas temporadas, embora esse era a duração do contrato que foi assinado entre ambas as partes. O diretor desportivo da marca deixou no ar um pouco de falta de lealdade para com a equipa.

“Dentro do contexto sem precedentes da temporada 2020, as discussões realizadas com Daniel Ricciardo sobre a renovação de seu contrato após o final de 2020 não foram bem-sucedidas. No nosso desporto, e particularmente na atual situação, confiança, união e compromisso recíprocos são, mais do que nunca, valores críticos para uma equipa de trabalho.", começou por dizer.

“Estou confiante de que a temporada 2020 nos permitirá fazer ainda mais juntos. A nossa ambição e a estratégia da Renault DP World F1 Team permanecem inalteradas.”, concluiu.

Numa aparente indiferença, Ricciardo agradeceu à Renault pela oportunidade concedida pela marca do losango e espera ter um 2020 ainda melhor.

“Sou muito grato pelo meu tempo na Renault F1 Team e pela maneira como fui recebido na equipa. Mas ainda não terminamos e mal posso esperar para voltar à pista este ano. Meu próximo capítulo ainda não começou, então vamos terminar em força. Merci!”

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Formula 1 em Cartoons - O possível regresso da Kubica (Cire Box)


As especulações sobre um eventual regresso de Robert Kubica à Formula 1 em 2018 puluam um pouco por todo o lado, e claro, Cyril Abiteboul apressa-se a esclarecer que o piloto polaco precisa de mais testes até saber se está apto a correr ou não.

Mas muitos acham que ele está mais do que apto...


"Asseguro-vos que estamos apenas a ver se o Robert Kubica consegue andar num Formula 1 moderno e nada mais... digo que estamos a cem por cento com a nossa atual dupla", diz Abiteboul, enquanto que Palmer está de quatro, dizendo: "alguém viu o meu contrato para 2018?", enquanto que Kubica sobre alegremente nas suas costas, para dentro do carro....

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Noticias: Abiteboul afirma que o lugar de Palmer está seguro

Os rumores que correram no fim de semana sobre Joylon Palmer, de que seria substituído antes do GP da Hungria a favor de Carlos Sainz Jr, que estaria de saída da Toro Rosso, após ter caído na lista negra de Helmut Marko, foram vigorosamente negados por Cyril Abiteboul ontem à tarde, no final da corrida britânica.  

“Nego completamente a especulação de ele (Jolyon) seja substituído em Budapeste. Isso não é bom”, começou por dizer Abiteboul, que soube do rumor antes mesmo da prova de Silverstone se iniciar. “Quando soube as proporções que isto assumiu nos media deixei bem claro a toda a gente que não havia nada de verdade nisto, e disse-o diretamente ao Jo (Palmer). Queria deixar claro isso”, continuou o dirigente francês.

Palmer, que ainda não pontuou neste campeonato, e que em Silverstone terminou a sua corrida ainda na volta de aquecimento, tem o lugar em risco desde o inicio da temporada, com especulações afirmando que será substituído ainda antes do final da temporada, com vários candidatos, um deles o polaco Robert Kubica, que neste momento está a passar por uma bateria de testes a bordo de um carro de 2012, para saber até que ponto está em forma para andar dentro de um Formula 1.

Quanto a Sainz, este não nega que gostaria de estar no projeto da Renault, que acredita que dará um impulso nos próximos anos.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Abiteboul: "Queremos ir passo a passo com Kubica"

Robert Kubica testou ontem em Paul Ricard no chassis E20, de 2012, numa série de 90 voltas do qual não teve problemas de maior, em mais um teste do qual faz com que as especulações sobre o seu eventual regresso aumentam ainda mais. Especialmente, quando se soube que o piloto de 32 anos esteve recentemente num simulador de 2017, no qual está preparado ao mais ínfimo pormenor em termos físicos a um carro real de Formula 1.

Segundo Kubica, os resultados foram positivos, mas ele retêm o entusiasmo. “Pude testar o carro na configuração deste ano e o dia correu bastante bem, mas não vou entrar em detalhes. Mas sim, tive a oportunidade, fiquei feliz e a equipa também” disse o polaco à Sky Italia. “A situação atual é boa, estável e muita coisa mudou na minha cabeça. Já não tenho certas limitações que tinha. O passo que dei em Valência foi enorme e agora tenho que ir degrau a degrau. Espero aproximar-me mais do meu objetivo, não o vou esconder”, disse.

No entanto, a Renault, através do seu diretor geral, Cyril Abiteboul, tenta refrear o entusiasmo sobre possíveis regressos, afirmando que isto é um processo longo e tem de ser rigoroso, para ver até que ponto ele está recuperado a cem por cento. 

"Queremos ser claros sobre o fato de que ele está a testar com um propósito que é ir além na sua avaliação sobre o que ele pode e não pode fazer", disse Abiteboul à Motorsport.com antes do teste em Paul Ricard.

"Queremos testar uma série de coisas. Reunimos um programa - não vou entrar em detalhes - mas quero deixar claro que se o teste for positivo, ele não irá guiar para Renault no próximo ano. As coisas são um pouco mais complexas do que isso", continuou.

"Como sempre, estamos realmente indo passo a passo, com muito cuidado, tentando tanto quanto possível deixar a emoção de um lado, pois tem também alguma fisioterapia envolvida, algumas verificações médicas envolvidas, apenas para garantir que tudo esteja bem."

"E quem sabe, se o teste for positivo, e os próximos passos são positivos, talvez ele possa acabar em um carro de Formula 1. Mas eu não quero especular neste momento, porque não devemos ter meios que especulam pressionando-nos sobre o que precisamos fazer depois", concluiu..

domingo, 25 de junho de 2017

Formula 1: Abiteboul nega o regresso de Kubica

A ideia de que Robert Kubica poderia voltar a correr num Formula 1 em Monza fez soar o alarme sobre Joylon Palmer, que poderia ter os seus dias contados na Formula 1, pois de uma certa forma é um dos pilotos mais lentos do pelotão, a par de Marcus Ericsson. Contudo, a ideia de uma substituição pelo piloto polaco não passam de falsidades, como disse Cyril Abiteboul, o diretor desportivo da Renault, neste fim de semana, em Baku.

“Não, absolutamente não. Não sei de onde isto veio, mas é falso”, disse o responsável da Renault, Cyril Abiteboul. “Não há mais nada planeado para ele tirando um evento de marketing em Goodwood, onde vai pilotar o mesmo monolugar, E20, em frente à casa de Lord March”, começou por explicar.

Sobre Joylon Palmer, Abiteboul afirmou que não há um prazo para ele demonstrar o seu valor, afirmando que tem de trabalhar como os outros no sentido de melhorar as performances da equipa.

“Ele tem contrato connosco e estamos totalmente focados em ajudá-lo a superar este período, que é difícil, como é óbvio. Ele não tem nenhum ultimato, mas foi-lhe dito que tem de dar tudo, como todos os membros da equipa. Estamos a dar o nosso melhor para o proteger, mas ao mesmo tempo para lhe dar o nosso melhor em equipa”, disse.

Palmer partirá amanhã da penultima fila do GP do Azerbeijão, já que ambos os McLaren vão cumprir uma penalização por terem trocado de motor e caixa de velocidades.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Apresentações 2014 (VII): o Caterham CT05

Esta terça-feira, a Formula 1 deve ter visto aquela que provavelmente poderá ser o carro com o bico mais excêntrico do pelotão. O Caterham CT05, máquina desenvolvida pela equipa de Leafield, e que terá motor Renault pela terceira temporada consecutiva, têm um bico bem mais excêntrico do que a maioria, ao elevar o seu bico de forma a deixar um apêndice bem grande, a fazer lembrar um aspitador... mas ao contrário. Mas também poderá ter sido inspirado no Ferrari 312T4 de 1979, que deu... titulos.

Mas para Chris Abiteboul, o novo carro poderá ser inspirador de pesadelos: “A Formula 1 ainda é um espectáculo e deveria ser atraente para as pessoas”, começou por justificar Abiteboul numa entrevista dada à revista britânica ‘Autosport’. “As crianças sonham com Formula 1 e eu não sei se teriam sonhos ou pesadelos vendo carros assim. Isto fez lembrar do filme ‘Alien’”, prosseguiu.

“Nós acreditamos que o CT05 é um bom ponto de partida para nós lidarmos com as novas regulamentos e os desafios associados, particularmente em termos de fiabilidade. Nós temos muitas pessoas talentosas em Leafield que trabalharam sem descanso para dar vida a este carro e todos tiveram um papel para nos ajudar a superar as expectativas que traçamos”, continuou. 

“Obviamente, não saberemos onde realmente estamos em relação aos outras equipas antes da primeira corrida, mas nós acreditamos que respondemos aos desafios apresentados pelo novo regulamento da melhor forma que podíamos”, concluiu.

O carro têm uma parceria com a Red Bull e a Renault no sentido de ajudar no desenvolvimento do carro, no sentido de sair do fundo do pelotão e começar a marcar os seus primeiros pontos já em 2014. “Na Renault Sport e na Red Bull Technology, nós temos parceiros técnicos que equiparam a marca vencedora do Mundial nas últimas quatro temporadas e, enquanto somos realistas o bastante para saber que é muito improvável que nós estejamos competindo na frente do pelotão, não há razão para que não possamos lutar mais à frente do que fizemos desde que entramos em 2010”, começou por referir.

“Fiabilidade e gestão de energia irão ter um papel chave em 2014, especialmente no início da temporada, então a nossa experiência em trabalhar bem de perto com essas duas organizações desde 2011 vai, definitivamente, ajudar ao longo do ano”, concluiu.