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quarta-feira, 18 de junho de 2025

E a seguir, Robert Kubica?


O que aconteceu no domingo, em Le Mans, foi o culminar de uma longa jornada de inferno, que cortou, se calhar os sonhos de grandeza de um piloto como Robert Kubica. Em fevereiro de 2011, quando treinava nos testes de pré-temporada da Formula 1, ao serviço da Lotus-Renault, tinha assinado um pré-acordo para correr na Ferrari a partir de 2012. De uma certa forma, parecia que iria ser o culminar dos seus sonhos, que começaram bem cedo, no inicio da adolescência, quando foi paara Itália e correr em kart, com o propósito de alcançar a Formula 1. Sonho esse que conseguiu em 2006, na BMW Sauber, quando substituiu Jacques Villeneuve, e conseguiu um terceiro lugar na sua terceira corrida da carreira, em Monza. 

Mas depois, foi participar num rali em Itália, a bordo de um Skoda Fabia S2000, e num domingo de manhã, o pesadelo começava. Primeiro, a sobrevivência, com um braço parcialmente decepado pelo impacto do guard-rail cockpit dentro - e daquilo que aconteceu anos depois com outros pilotos, foi o sortudo... - e depois de recuperar a saúde, começou a longa reabilitação para ter o seu braço direito funcional, especialmente, com todos aqueles que já tinham dado a sua carreira como encerrada, pelo menos na Formula 1.

O mais espantoso é que quando recuperou, ano e meio depois, foi para a mesma modalidade que quase o matou: os ralis. Abriu uma carreira bem interessante nessa modalidade, que lhe deu o título na WRC2 em 2015, e muitos resultados interessantes na classe principal. E depois, mais espantoso ainda, decidiu regressar à Formula 1, para ser, em 2018, piloto oficial de uma equipa como a Williams, onde voltou a pontuar!

Sim, é verdade, não foi um regresso pela porta triunfal. Não foi uma Williams no auge - bem pelo contrário - mas o fato de ter corrido quase duas dezenas de corridas - ainda andou duas corridas pela Sauber Alfa Romeo, em 2021 - de uma certa forma o fez as pazes com aquela parte do automobilismo. Simbolicamente, regressou e cumpriu essa parte. 

"Aos 35 anos, depois de correr em muitas categorias, tudo se tornava um pouco normal”, destacou na conferência de imprensa depois da prova. "Mas Le Mans devolveu-me aquela sensação de desconhecido, aquele frio na barriga de enfrentar um desafio novo. Fez-me lembrar os primeiros dias no karting, em que tudo era uma primeira vez. Adorei essa sensação e apaixonei-me por esta corrida."


Quando Kubica foi para a Endurance, começou pela classe LMP2, e adaptou-se muito bem, ao ponto de ter ganho o título mundial nessa classe em 2022, e até ganhou vitórias à classe em Le Mans. Em 2024, chegou o seu sonho: correr pela Ferrari, que tinha regressado à Endurance, depois de meio século de ausência. O regresso não foi pela equipa oficial, mas pela AF Corse, que tinha um carro amarelo, para se diferenciar dos oficiais, vermelhos, com os números 50 e 51. O carro dele era o 83. 

O mais espantoso - pelo menos na edição deste ano de Le Mans - é que Kubica não se poupou dentro do cockpit do seu Ferrari amarelo, Ele, agora com 40 anos, e apesar daquele braço direito todo maltratado, por causa do seu acidente em 2011, no rali Ronda di Andora, andou dentro daquele "cockpit" em 43 por cento do tempo, e na maioria das quais sem conseguir beber água no carro. Não é muito recomendável... mas tiremos o chapéu por isso.

E na tarde deste domingo, aos 40 anos - nasceu a 7 de dezembro de 1984 - Kubica torna-se no primeiro polaco a ganhar em La Sarthe, ao lado do chinês Yifei Ye, também o primeiro chinês a ganhar em Le Mans, e Phil Hanson. Para melhorar as coisas, foi no carro numero 83, da AF Corse, um carro amarelo, para se distinguir dos carros vermelhos, oficiais. Ou seja, os paralelismos com os vencedores de 1965, Masten Gregory e Jochen Rindt, também num carro de uma equipa privada, num carro antigo, são evidentes. E aqui, em 2025, não tempo um piloto fantasma!


E a seguir, para Robert Kubica? Provavelmente... encerrará a carreira na Endurance. Pelo menos, foi isso que disse no final da corrida, perante os jornalistas. E parece que deseja regressar aos ralis. 

"Em 2021, disse ao então meu colega Louis [Deletraz] que, se ganhasse [as 24 Horas de Le Mans], nunca mais voltaria. E há dois dias disse o mesmo a um amigo da Ferrari. Ele respondeu que isso nunca iria acontecer. Mas acrescentei que, se ganhasse, voltaria aos ralis. Portanto, normalmente cumpro o que prometo. Veremos o que o futuro me reserva."

A primeira coisa que se tem de saber é se estará presente em Interlagos, para as Seis Horas, dentro de um mês. Se ficar a guiar o Ferrari da AF Corse até ao final da temporada, então, estará a cumprir o contrato. E depois, se em 2026 decidir regressar às estradas. é saber se arranja um Rally2 para ver se correr num campeonato local ou mundial. Porque, como sabem, os regulamentos irão mudar imenso. E ver se continua a ter aquela vontade de competir e ganhar. Nem que seja para ajustar contas. 

Claro, todos nós, que acompanhamos a sua carreira, pensaremos sempre naquele "e se". Mas acho que, como ele disse, não deixou de ser feliz onde correu, e provou ao mundo que mesmo não seguindo a trajetória habitual, voltou a ser feliz no desporto que mais ama. E sinceramente, não sei se, caso tivesse tido uma carreira "normal", estaria naquele pódio em Le Mans.

domingo, 15 de junho de 2025

A imagem do dia




E depois de 24 horas, acabou em Le Mans mais uma edição da corrida mais longa do ano, ou se quiserem, uma longa corrida de "Sprint". E no pódio, houve alguns feitos históricos: o primeiro polaco vencedor, na figura de Robert Kubica, o primeiro chinês, na figura de Yifei Ye, mas sobretudo, desde que regressaram à Endurance, em 2023, a Ferrari ganhou a sua terceira vitória seguida nas 24 Horas de Le Mans, algo que não acontece desde os anos 60 do século passado. E ainda por cima, a certa altura, a hipótese de ter um monopólio no pódio era bem real, porque um dos carros era - e acabou por ser - quarto classificado. 

Mas o mais interessante é que este carro não é o oficial, mas sim... o oficioso, da AF Corse. Ou seja, se quiserem, Kubica, Phil Hanson e Ye estão a imitar Masten Gregory e Jochen Rindt (e Ed Hughus, o corredor-fantasma) que exatamente 60 anos antes, em 1965, ganharam com um Ferrari não-oficial, batendo os ameaçadores Ford e claro, os Ferrari oficiais.  

E apesar de por baixo do pódio se cantar "We All Living in The Yellow Submarine", antes de tocarem o "Fratelli di Itália", as pessoas, nos bastidores pensam no seguinte: com cada vez mais marcas a entrarem - McLaren e Hyundai são as mais recentes adições, a partir de 2027 - a Ferrari anda a ganhar corridas uma atrás das outras, como nos tempos do inicio da década de 60, quando Enzo Ferrari investia tudo e levava a Scuderia ao limite. E perguntam-se: para quê o BoP (Balance of Performance, um "lastro" artificial, para evitar o domínio de determinada equipa, e enxotar a concorrência), quando a Ferrari ganha tudo? Afinal de contas, eles ganharam todas as corridas desta temporada da Endurance, e nada garante que ficarão por aqui.

Um BoP recalibrado, será a solução? Até pode ser, especialmente quando temos Porsche e Cadillac a querer muito triunfar, e as marcas que vêm aí, e as outras que não estão ali para fazer número - para começar, a Peugeot, a BMW e a Aston Martin - 

Contudo, queria finalizar isto em bom ambiente. Como sabem, Kubica fez história ao ser o primeiro polaco (polonês, se está a ler isto no Brasil) a ganhar as 24 Horas de Le Mans, e pela Ferrari. De uma certa forma, é uma reposição da justiça, porque em 2011, enquanto tripulava pela Renault, tinha assinado um contrato para ser piloto de Maranello a partir de 2012, antes de ter tido o seu acidente no rali Ronda di Andora, que mutilou a sua mão direita e viu a sua carreira na Formula 1 interrompida por oito anos, até regressar pela Williams, em 2019. Esta vitória, de facto, trouxe uma certa justiça a ele e à sua carreira, agora, com 40 anos de idade. 

E quem o acompanhou, e quem o admirava, quem desejou que recuperasse depois daquele horrível acidente, de uma certa forma, hoje, viu todos os seus desejos concretizados. Demorou algum tempo, mas aconteceu. Parabéns!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Noticias: Kubica lamenta seu regresso à Formula 1


Robert Kubica pode estar numa boa altura da sua vida, mas já pensa no futuro. Agora piloto da AF Corse, ligada à Ferrari, que correrá com um Hypercar em 2024, depois de ter ficado na segunda na classe LMP2 nas 24 Horas de Le Mans e conquistando o título de 2023 na categoria, o último, pois esta foi extinta no Mundial, Kubica começa a pensar no que foi a sua carreira, que tinha imensa promessa, mas acabou por ser condicionada pelo acidente que sofreu em fevereiro de 2011 no rali Ronda di Andora, em Itália, com ferimentos graves na sua mão direita. 

O piloto polaco acabou por regressar à Formula 1 em 2019, numa Williams que passava por um tempo atribulado, deixando de ser competitiva. Kubica deixou elogios às pessoas que trabalhavam em Grove, mas reconheceu, numa entrevista ao jornal local Przeglad Sportowy que foi um mau regresso, devido às circunstâncias:

Ao longo dos anos, apercebi-me de que não é preciso correr a todo o custo”, começou por afirmar o piloto, que comemorou recentemente o seu 39º aniversário. “Quero encontrar o ambiente certo onde me sinta bem. A situação atual dá-me uma certa consciência de conforto mental. O segundo pensamento associado ao regresso à Fórmula 1 é que, de um ponto de vista desportivo, não podia ter sido pior quando acabei na Williams. Honestamente, tenho muito respeito por esta equipa porque havia muitas pessoas que sabiam realmente o que estavam a fazer”, continuou. 

Infelizmente, eu estava no sítio errado à hora errada.”, concluiu. 

Kubica conseguiu apenas um ponto no seu regresso à Formula 1, antes de ter corrido em algumas provas pela Sauber-Alfa Romeo em 2021, em substituição de Kimi Raikkonen, então doente com Covid-19.  

Quanto ao dia-a-dia, apesar de ter a sua mente ocupada nas corridas, ele admite que os anos começam a pesar. 

É assim: quando vou andar de bicicleta, penso nas corridas. Toda a programação do dia e do ano está subordinada ao que me aguarda no carro. Por um lado, isso é positivo, mas por outro lado, em breve terei 40 anos e os pensamentos começam a surgir – o que farei a seguir na vida?

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Endurance: Kubica correrá na AF Corse em 2024


O polaco Robert Kubica, de 38 anos, será piloto da AF Corse e 2024, com a chance de correr no terceiro Ferrari no campeonato internacional de Endurance, o WEC. Recém-coroado como campeão na classe LMP2 pela Team WRT, buscava uma oportunidade de competir nas classes superiores, já que a categoria secundária de protótipos não fará parte do WEC na próxima temporada.

"É uma grande honra receber um piloto do calibre de Robert em nossa família", disse o proprietário da equipa, Amato Ferrari. "O seu talento e grande profissionalismo trarão novo valor agregado à nossa equipa."

Robert Kubica está animado com a ideia de enfrentar esse novo desafio: 

"Estou feliz que meu caminho e o da AF Corse estejam alinhados para a próxima temporada. A AF é uma das equipes mais bem-sucedidas no automobilismo: tenho certeza de que faremos um bom trabalho juntos. Além disso, estou de volta a uma equipa italiana, o que não é algo insignificante".

Esse terceiro carro poderá associado à Richard Mille AF Corse, que competiu na agora extinta categoria GTE-Am nesta última temporada. Por estes dias, o piloto polaco está a experimentar em Imola o carro que triunfou nas 24 horas de Le Mans deste ano, depois de 58 anos de ausência. 

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

A chance perdida de Robert Kubica


O polaco Robert Kubica é provavelmente um dos talentos da sua geração. Piloto, agora na Endurance, pela WRT, ao lado do suíço Louis Deletraz e do angolano Rui Andrade, andou na Formula 1 entre 2006 e 2010, ganhando uma corrida, antes de um acidente numa prova de ralis, no inicio e 2011, ter interrompido a sua carreira por cerca de dois anos. No regresso, andou nos ralis, tendo ganho na classe WRC2, sempre na Citroen, antes de regressar à Formula 1 em 2019, na Williams, e andado em duas corridas em 2021, pela Alfa Romeo-Sauber.

Contudo, por estes dias, o piloto de 38 anos contou que teve um convite para correr na equipa oficial da Citroen, no WRC, mas não aceitou, e agora afirma estar arrependido dessa recusa. Numa entrevista à Motorsport News, contou que a história aconteceu em 2013, quando a marca francesa queria os seus serviços para o WTCC.

"Fiz um dos primeiros testes a sério para eles em Monza numa fase inicial. Não estava pronto para voltar a um circuito e não estava preparado fisicamente após o acidente. Eu queria, não fugir, mas afastar-me um pouco daquele mundo. Aquele a que estava habituado a correr, o ambiente do circuito", começou por explicar.

Pouco depois, ele disse que "recebeu uma proposta da Citroen para me tornar tornar-me piloto de fábrica de rali para 2014."

Contudo, a proposta foi recusada. 

"Não a aceitei por diferentes razões, principalmente porque senti que não estava preparado como piloto de rali e, para ser sincero, arrependo-me disso. Penso que foi uma decisão errada. Mas, nessa altura, perdi também o meu copiloto, com quem estava a fazer rali em 2013, por isso não tinha a certeza se iria mesmo continuar nos ralis. Senti que passar para um carro de fábrica fábrica era um passo demasiado grande, mas se pudesse voltar atrás, se pudesse recuar todos estes anos, talvez viesse a decidir algo diferente.", concluiu.

A carreira no WRC mostrou que Kubica era rápido a bordo de um carro, mas raramente conseguiu converter essa velocidade em resultados. Chegou a liderar o rali de Monte Carlo em 2014, a bordo de um Ford Fiesta WRC, antes de um despiste na nona especial ter causado a sua desistência. O seu melhor resultado foi um sexto lugar no Rali da Argentina, um lugar abaixo do seu melhor resultado em 2013 - quinto no rali da Alemanha - num carro de WRC2. Terminou a época na 16ª posição, com 14 pontos.

terça-feira, 26 de setembro de 2023

WEC: Jota Sport ambiciona um campeão


A Jota Sport, que corre no Mundial de Endurance com um Porsche 963 na classe Hypercar, mais um LMP2, irá ter o seu segundo carro em 2024 e deseja ter um nome forte para o novo alinhamento. E para isso, tem falado com gente como Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel

No caso do piloto alemão, a revista alemã Auto Motor und Sport fala que o quatro vezes campeão do mundo estará a explorar a possibilidade de participar na categoria Hypercar do Mundial de Resistência com um Porsche 963 da Jota Sport. E para isso, pretende organizar uma sessão de testes com o seu Oreca da categoria LMP2, para ele poder experimentar a sensação de conduzir um carro deste tipo. 

Vettel respondeu à mesma publicação que “ainda nada está assinado ou decidido, mas tenho o assunto em mente. Ainda tenho tempo para decidir.” Ou seja, a ideia é possível. 

Mas a Jota não pensa só nele: outros dois nomes estão em cima da mesa. Um deles é o polaco Robert Kubica, e o segundo nome é Kimi Raikkonen, que já foi companheiro de equipa de Vettel na Ferrari entre 2015 e 2018. Raikkonen é apontado pela revista alemã Motorsport Aktuell. Ele que já experimentou em 2011 um Peugeot 908 HDi no Motorland Aragon. 

Contudo, a revista revela que há mais um nome na lista para além de Kimi. E esse segundo nome é Jenson Button, campeão do mundo em 2009. Nesse caso, quem reforça a ideia é o site the-race.com. 

Ali, é o próprio piloto de 42 anos que afirma que gostaria de ter um programa a tempo inteiro nas corridas de resistência. Aliás, este ano, o ex-campeão do mundo de Fórmula 1 correu nas 24 Horas de Le Mans com o carro da NASCAR inscrito na Garagem 56, fez três provas da NASCAR Cup Series e irá guiar o Porsche 963 GTP privado da JDC-Miller MotorSports na última prova da temporada do IMSA SportsCar Championship, em Road Atlanta, na corrida de 10 Horas da Petit Le Mans.

Uma coisa é certa: a Jota tem dois carros e quer um nome de peso para reforçar uma equipa que tem como ponta de lança o português António Félix da Costa, ao lado do britânico Will Stevens e o chinês Ye Yifei.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Noticias: Robert Kubica fica na Sauber-Alfa para a próxima temporada


Robert Kubica fica como terceiro piloto em 2022, depois do acordo com a firma polaca Orlen. Para além disso, também será piloto de testes e desenvolvimento na próxima temporada. O anuncio foi feito hoje pela marca.

O piloto de 36 anos, que regressou à equipa em 2020 e substituiu Kimi Raikkonen por duas corridas no ano seguinte, devido ao CoVid-19 que teve o piloto finlandês nas provas de Monza e Zandvoort, disse na conta da marca no Twitter.

"Apesar de ainda estarmos em 2021, gostaria de partilhar a noticia da continuação da colaboração com a Alfa Romeo", começou por dizer. "Estou muito feliz por representar a Polónia na categoria máxima do automobilismo. Sem dúvida, a próxima temporada vai estar cheia de desafios, mas espero que haja muitas corridas interessantes e muitas emoções na pista", continuou.

A Sauber-Alfa Romeo terá uma dupla totalmente nova, com o finlandês Valtteri Bottas e o chinês Guanyu Zhou como pilotos.  

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Noticias: Kubica vai correr em Monza


Robert Kubica
continua a ser piloto da Sauber Alfa Romeo em Monza, depois de Kimi Raikkonen não ter conseguido um teste negativo à CoVid-19 a tempo desta corrida. O piloto polaco de 36 anos continua após ter sido chamado ao seu lugar no sábado passado em Zandvoort.

Raikkonen “ainda não foi autorizado para voltar às corridas”, confirmou a equipa no comunicado oficial. “De acordo com os requisitos das autoridades de saúde, ele ainda está isolado em casa. Robert, que teve um desempenho admirável na Holanda depois de entrar em ação em um curto espaço de tempo antes [do treino final], retornará ao carro ao lado de Antonio Giovinazzi.

Kubica fará seu primeiro teste no novo formato de evento Sprint Qualifying da Fórmula 1, que está sendo usado pela segunda vez neste fim de semana.

Em primeiro lugar, quero compartilhar meus melhores votos para Kimi”, disse ele. “Espero que ele se recupere totalmente e volte ao cockpit em breve.", continuou.

Estou ansioso por correr em Monza, uma pista incrível onde conquistei o meu primeiro pódio, em 2006. Ao contrário de Zandvoort, é uma pista que conheço bem e isso vai ajudar, sobretudo porque o formato do fim-de-semana de qualificação Sprint significa que estaremos uma sessão de prática curta. Estou feliz com o que fiz na Holanda e mal posso esperar para ajudar a equipe mais uma vez em Monza.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Formula 1: Kubica não vê Monza em visão favorável


Robert Kubica teve de substituir Kimi Raikkonen de urgência em Zandvoort, porque o finlandês foi contagiado com CoVid-19, e apesar de ter tido um desempenho meritório na pista neerlandesa, apesar do pouco tempo que teve para se adaptar ao carro, afirmou que espera estar melhor em Monza, apesar do formato da corrida Sprint não lhe ser muito favorável.

Eu não estava de todo pronto para Zandvoort, por isso estarei melhor preparado para Monza”, começou por dizer o piloto de 36 anos. “No entanto, há um formato diferente de fim-de-semana em Monza com a qualificação na sexta-feira, e gostava de passar o máximo de tempo possível ao volante antes da qualificação”, continuou.

Sei quais são os meus problemas [em Zandvoort], mas a equipa e eu nunca trabalhámos para os resolver. Sou o piloto de reserva, e a principal prioridade da equipa são os pilotos titulares”, disse ele. “Também não estou a tentar resolvê-los, porque somos uma equipa pequena e acredito que todos os recursos devem ser canalizados para os pilotos principais, a fim de otimizar a sua velocidade."

Se eu pilotar em Monza, terei apenas uma hora de treino. Não vai ser fácil, mas em Zandvoort demonstrei que penso na minha abordagem. Na minha situação, é melhor perder alguns décimos do que tentar alcançar algo impossível. Não há milagres na Fórmula 1. É simplesmente impossível chegar ao volante e mostrar logo a sua velocidade.”, concluiu.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Noticias: Alfa Romeo vai manter Kubica para 2021


Robert Kubica
continuara a ser piloto de testes para a temporada de 2021. Desconhece-se irá combinar o papel de pilotos reserva com um lugar noutra competição, como fez este ano com o DTM, mas quer Frederic Vasseur, quer a Orlan, a patrocinadora polaca que apoia o piloto, afirmam-se "muito satisfeitos" com a estadia do piloto de 36 anos na marca.

Para nós, compensou", começou por dizer o presidente da empresa petrolífera polaca PKN Orlen, Daniel Obajtek. "Só o equivalente em publicidade ascende a 400 milhões de zlotys (cerca de 100 milhões de dólares). Isto também afeta as nossas vendas a retalho. O Robert é muito bem recebido pelos polacos e no estrangeiro, com cerca de 70% dos inquiridos a associá-lo à nossa marca”, acrescentou.

Para Vasseur, a associação foi boa. “[Eles] ficaram satisfeitos com todas as nossas atividades num ano muito difícil, o que é uma grande notícia”, comentou. 

E para Kubica, tudo isto é uma chance de andar num Formula 1, depois de anos de afastamento deido ao seu acidente no inicio de 2011, no rali Ronda di Andora, em Itália. “Cada oportunidade de guiar um Formula 1 é algo especial. Estou contente por podermos continuar esta cooperação, mas também é muito possível que eu esteja a correr noutras arenas em algo diferente. A prática faz a perfeição”, disse Kubica.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Noticias: Kubica volta a andar nos treinos livres de Budapeste

Depois da Styria, a Alfa Romeo anunciou esta quinta-feira que Robert Kubica voltará ao seu carro nos primeiro treinos livres do GP da Hungria. Será a segunda vez que o piloto polaco de 35 anos estará aos comandos do C39.

Guiar um destes carros é sempre uma sensação incrível e, portanto, mal posso esperar por sexta-feira”, começou por dizer. “Emoções à parte, não podemos esquecer o quão crucial é o desenvolvimento do carro, especialmente nesta temporada de 2020 compactada. A equipa precisa de dados e feedback e fornecer o máximo de informações valiosas e é para isso que estou aqui. Tivemos um fim de semana produtivo e meu objetivo é ajudar a equipa a dar mais um passo adiante aqui na Hungria.”, concluiu.

Para Frederick Vasseur, o diretor de equipa,  diz que a experiência e o feedback de Kubica continuam a ser fundamentais no desenvolvimento do bólido nesta temporada atípica, onde já conseguiram dois pontos graças a Antonio Giovinazzi, na primeira das duas corridas na Áustria..

Desenvolver o C39 de maneira rápida e eficaz será um dos principais aspectos da batalha no meio da tabela e Robert é um dos maiores ativos que a equipa tem”, disse Vasseur. “Ele fez um excelente trabalho na Áustria na semana passada e estou feliz por tê-lo no carro mais uma vez. Os dados que ele forneceu aos nossos engenheiros já se mostraram valiosos, mas ainda há muito trabalho a ser feito e ter três ótimos pilotos para receber informações é uma vantagem”, concluiu Vasseur.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Noticias: Kubica nos treinos livres do GP de Styria

O polaco Robert Kubica terá a sua chance de guiar de novo um carro de Formula 1 nesta sexta-feira, nos treinos livres do GP da Styria, no lugar do italiano Antonio Giovinazzi. Depois de um ano na Williams, Kubica, que divide estas tarefas com a competição na DTM, faz a sua primeira presença ao serviço da Alfa Romeo Sauber.

"Estou ansioso para voltar à ação neste fim de semana, especialmente após o longo intervalo que o mundo do automobilismo teve que observar", começou por dizer o piloto de 35 anos. "Meu objetivo, como sempre, é fornecer o máximo de dados possível para nossos engenheiros e dar a eles meu feedback de dentro do cockpit.", continuou.

"Este fim de semana será uma experiência totalmente nova para todos, correndo no mesmo local em que estivemos há apenas alguns dias, por isso será uma questão de refinar todos os dados que colectamos ao longo do Grande Prémio da Áustria e testar o ajustes que queremos fazer nos carros", concluiu.

Para Frederic Vasseur, o diretor desportivo da Alfa, está curioso em saber como se comportará o piloto nesta sua primeira saída e nos dados que poderá recolher na sua experiência.

"Estou ansioso para ver Robert no carro na sexta-feira. Um piloto com sua experiência sempre apresenta um feedback valioso e poderá nos ajudar a continuar aprendendo sobre o nosso carro."

"Robert esteve com a equipe no fim de semana passado, é claro, e por isso está plenamente ciente de tudo o que foi discutido nas reuniões de engenharia e durante cada sessão: será uma chance para ele experimentar o carro sozinho e, armado com esse conhecimento, ajude-nos a progredir ainda mais."

Kubica não será o único piloto de testes que andará nos treinos livres desta sexta-feira. Jack Aitken andará no lugar de George Russell no Williams.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Noticias: Kubica assina pela Alfa Romeo

Robert Kubica irá ser piloto de desenvolvimento da Alfa Romeo em 2020 e leva consigo um dos seus patrocinadores, a RK Orlen, que fará parte da equipa como "main sponsor". Aos 35 anos de idade, o piloto polaco atuará no simulador e ficará de prontidão para uma eventual substituição, em caso de necessidade.

"Estou realmente feliz em começar este novo capítulo da minha carreira com a Alfa Romeo Racing Orlem", disse Kubica. "Esta equipa tem um lugar especial no meu coração e estou satisfeito de encontrar alguns rostos conhecidos dos meus anos aqui em Hinwil", continuou.

A razão de ele ter dito isto é simples: a Alfa Romeo é a antiga Sauber, lugar onde Kubica andou lá como piloto titular entre 2006 e 2009, antes de passar para a Renault.

Para Frederic Vasseur, as suas contribuições serão importantes para fazer desenvolver os carros para esta e as temporadas seguintes. 

"Nós também estamos alegres em receber Robert de volta à nossa casa e não vemos a hora de começarmos a trabalhar com ele", começou por dizer. "Ele é um piloto que dispensa apresentações: um dos mais brilhantes de sua geração e um indivíduo que mostrou o verdadeiro significado da determinação humana em sua luta para voltar a correr depois de seu acidente. Sua ajuda terá fundamental para continuarmos avançando".

Em 2019, Kubica se tornou piloto titular da Williams, depois de oito anos de ausência à conta do seu acidente no Ronda di Andora, em fevereiro de 2011. Contudo, o mau chassis da equipa de Grove fez com que tivesse apenas um ponto. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Considerações sobre um 2019 automobilístico (2)

2 - AQUELES MOMENTOS QUE NÃO SE ESQUECEM


2019 está cheio de momentos inesquecíveis, não interessa a categoria. Imagens que marcaram uma posição. Cenas eventualmente chocantes. Acidentes espectaculares. Controvérsias que fizeram correr tinta nas redes sociais, cada um a tomar a sua posição e a gastar todo o seu latim defendendo a sua causa, ou a ser o "advogado do Diabo". Surpreendentes revelações e decepções chocantes, anúncios de despedida, entre outros.

Nas linhas seguintes, alguns destes momentos devidamente referidos e descritos, não todos na Formula 1, porque aqui é o automobilismo no seu todo.


2.1 - A chocante não-qualificação de Fernando Alonso


Aos 38 anos, Fernando Alonso têm um objectivo na sua vida: igualar Graham Hill na "Tripla Coroa" ou seja, triunfar no Mónaco, Indianápolis e Le Mans. Este ano, foi o melhor em Daytona e inscreveu pela segunda vez o eu nome na lista de vencedores em Le Mans, para além do seu título de Endurance, pela Toyota. E agora, a partir desde janeiro, irá percorrer as areias sauditas em busca de terminar o Rally Dakar.

Mas pelo meio, tentou de novo se qualificar para as 500 Milhas de Indianápolis, em busca da vitória. Depois de um 2017 onde andou bem, ao volante do Andretti-Honda, de não ter aparecido em 2018, ele se treinou para 2019. Mas num chassis com motor Chevrolet, lutou para ter velocidade e não conseguiu. Tanto que quando terminou na 30ª posição, foi para o "Bump Day", contra Max Chilton, Pato O'Ward e Pippa Mann, entre outros. No final... o escândalo: 34º lugar, o primeiro dos não-qualificados!

Mas então, porquê isto? Essencialmente, más escolhas.

A McLaren decidiu entrar na IndyCar em 2019, 40 anos depois da sua última participação, mas o seu carro foi preparado pela britânica Carlin, que podia ser uma boa equipa nas competições de promoção, mas tinha pouca experiência na competição americana. E para piorar as coisas, a sua experiência nas ovais era fraca. Tanto que um dos seus pilotos, o britânico Max Chilton, também não se qualificou. E para piorar as coisas, Alonso fez poucos testes nas ovais para se preparar, e nunca teve velocidade durante o mês de maio. O resultado, de uma certa forma, só foi surpresa para quem estava um pouco fora da atmosfera da IndyCar.

Em 2020, Alonso poderá regressar ao Brickyard, mas a McLaren aliou-se com a Schmidt-Peterson para correr de modo mais decente na IndyCar. E Alonso é capaz de participar na corrida mais importante da competição americana.     


2.2 - Vettel e a tabuleta canadiana


Existiam expectativas para a Ferrari em 2019. Demasiado elevadas para um domínio dos Mercedes até então, o que foi confirmado pelas vitórias dos Flechas de Prata nas primeiras cinco corridas. Contudo, no Canadá, Sebastian Vettel conseguiu a pole-position e parecia estar indicado para o triunfo em Montreal, mas na volta 48, cometeu um erro que o fez ir para a relva, mas voltou à frente de Hamilton, que muitos afirmaram ter prejudicado a condução do britânico.

Os comissários deram uma penalização de cinco segundos por "condução perigosa", algo do qual muitos contestaram. No final, ele cruzou a meta no primeiro posto, mas Hamilton estava logo atrás, a 1,3 segundos e herdou o primeiro lugar. Inconformado, estacionou o carro antes do parque fechado, e trocou as tabuletas, num gesto de desafio.

A discussão fez correr tinta, e para piorar as coisas, a corrida seguinte, em Paul Ricard, foi tão aborrecida que muitos questionaram a própria existência da formula 1, como uma competição onde pilotos disputariam por posições. Muitos também afirmaram que Vettel não tinha "fair-play", mas vendo o que Ayrton Senna e Michael Schumacher fez no passado, até é mais calmo que esses dois pilotos...

Vettel acabaria por triunfar numa corrida, em Singapura, mas isso não apagou os diversos erros ao longo do ano, acabando no pálido quarto posto, muito longe de Charles Leclerc, agora visto por todos como o novo menino-bonito da Scuderia.


2.3 - Para vencer, tens de cruzar a meta. Mesmo!


O ePrix do México poderá entrar para a história como sendo uma das corridas mais emocionantes da história do automobilismo. Por diversos motivos. 

O primeiro dos quais foi a primeira prova onde Pascal Wehrlein conseguiu a sua pole-position, conseguindo bater os brasileiros Lucas di Grassi e Felipe Massa. Cinco minutos depois do inicio da corrida, na chicane no meio da Peraltada, Nelson Piquet entrava nas traseiras do Techeetah de Jean-Eric Vergne e do BMW-Andretti de Alexander Sims, acabando com a organização a mostrar a bandeira vermelha.

No regresso, Wehrlein aguentou boa parte do pelotão, incluindo Di Grassi, os Nissan de Olier Rowland e de Sebastien Buemi, bem como o BMW-Andretti de António Félix da Costa. No inicio da última volta, esperava-se que os carros, correndo no limite, poderiam chegar com a energia no zero. Mas nos metros finais, caiam que nem tordos, e Wehrlein perdeu a liderança na última curva, dando-a ao colo de Di Grassi... por meio carro! E quase a fazer uma manobra evasiva, para evitar bater na traseira do piloto alemão.

Mas então... o que aconteceu? Quando a bandeira vermelha foi mostrada, nos primeiros cinco minutos, julgava-se que a energia armazenada seria suficiente para os pilotos poderem acelerar sem rédeas até à meta, e foi o que fizeram. Mas não tinham visto que se estava a gastar demasiada energia e no inicio da última volta, quer Rowland, quer Buemi, perderam lugares de topo porque ficaram a zeros e viram os outros passarem. E muitos outros, para ver se cruzavam a meta, abrandaram o ritmo e caíram na classificação.  Para piorar as coisas, Wehrlein, que ficara sem energia na última curva, teve cinco segundos de penalização e caiu de segundo para sexto.


2.4. A primeira competição totalmente feminina


Mas não foi apenas de controvérsia que marcou o ano automobilistico de 2019. Este foi a primeira temporada da W Series, a competição totalmente feminina de automobilismo. Recebida com algumas dúvidas, especialmente acerca da segregação feminina e a competividade de uma série que tem carros semelhantes a Formula 3, as seis provas foram uma agradável surpresa, sendo altamente competitivas entre elas, mas os vencedores eram aquelas que se esperavam. A britânica Jamie Chadwick foi a melhor, numa competição com a holandesa Beitske Visser e outra britânica, Alice Powell.

A vencedora acabou por receber meio milhão de libras de recompensa, mas de uma certa forma, fez já muito ao automobilismo quando as colocou no centro das atenções. As equipas de Formula 1 as seguem e já consideram as colocar nas suas academias. Chadwick já está na Williams como piloto de desenvolvimento, da mesma forma que está a colombiana Tatiana Calderon, que tem o mesmo trabalho na Alfa Romeo. E para o segundo ano, já tem patrocinador principal.

No final, a W Series, só por existir, já deu muito mais visibilidade às mulheres-piloto em 40 anos. E poderá ter aproximado em muito o dia em que a Formula 1 volte a ter o sexo feminino na grelha de partida.   


2.5. O arrastamento de Robert Kubica


Quando Robert Kubica foi anunciado como piloto titular da Williams, todos celebraram um regresso que parecia impossível. Oito anos depois do seu acidente, no Rali Ronda di Andora, em Itália, onde ficou gravemente ferido no seu braço direito, pensava-se que a sua carreira tinha terminado. Mas a persistência compensou, e em 2013, estava de volta, aos ralis. Depois de algum tempo, em 2017, começou a andar em carros de Formula 1, primeiro em testes com a Renault, e no final, na Williams, onde acabou por ser piloto de desenvolvimento em 2018, depois de um "shoot-out" com o russo Serguei Sirotkin.

Contudo, Sirotkin não correspondeu às expectativas, e para além de um bom patrocinio na ordem dos oito milhões de euros, Kubica chegou à Formula 1 como titular. Aos 33 anos, e provavelmente com os seus melhores anos para trás, mas chegou.

Mas o FW42 foi um desastre, e andou sempre atrás de George Russell, seu companheiro de equipa. Não levava "calendários", não era uma "chicane móvel", mas muitos consideraram o seu regresso como um erro. Contudo, foi ele que deu à marca o seu único ponto de 2019, no caótico GP da Alemanha, ao ser décimo classificado, e na frente do seu companheiro Russell!

No final do ano, Kubica decidiu não continuar, mas os seus serviços continuam a ser procurados. Haas e Alfa Romeo parece que o querem como piloto de desenvolvimento, mas ele aparenta ter outras ideias, como correr no DTM. Veremos como será a temporada de 2020 para o polaco.

Amanhã, novo episódio deste balanço de 2019

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Noticias: Robert Kubica vai testar com BMW do DTM

Depois da sua passagem pela Williams, o futuro de Robert Kubica poderá passar pelo DTM. O piloto polaco irá testar com a BMW em Jerez, já este mês, e agradeceu a oportunidade à marca que representou na Formula 1, entre as temporadas de 2006 a 2009:

Gostaria de agradecer à BMW Motorsport pela oportunidade de testar em Jerez com o BMW M4 DTM. Estou ansioso pelo teste e por conhecer o carro com seu motor turbo. Posso imaginar um futuro no DTM. Estou à procura de um novo desafio, e o DTM é certamente isso. O campeonato tem pilotos de primeira classe e o nível é extremamente alto. No entanto, devemos primeiro esperar e ver como vai ser o teste.”, afirmou.

O chefe do automobilismo da BMW, Jens Marquardt, acrescentou: “Estamos felizes por oferecer ao Robert Kubica a oportunidade de participar do teste de Jerez. Robert é um grande nome no cenário internacional do automobilismo, com muita experiência em campeonatos de alto nível como a Fórmula 1. Agora estamos muito intrigados ao ver como ele se sairá no teste ao volante do nosso BMW M4 DTM.

O facto de Kubica ir testar num carro da DTM não tem de significar que esse seja o seu destino. Há rumores de que ele poderá testar para com a WRT, uma equipa privada que usa chassis da Audi. E para além disso, a Haas ainda não desistiu de o ter nas suas fileiras como piloto de desenvolvimento na próxima temporada.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

WRC: M-Sport receberia Kubica "de braços abertos"

Se Robert Kubica quiser voltar aos ralis, receberemos de braços abertos. Quem o afirma é Richard Millener, o diretor da M-Sport, que prepara os Ford Fiesta de WRC. Numa entrevista ao site polaco Rallypl.com, Millener revelou que conversa regularmente com Kubica e tem a noção que ele gostava de regressar em alguma altura.

"O Robert (Kubica) sabe que é difícil encontrar um lugar bem pago nos ralis, e ele teria de ter patrocinador. Mas noutras disciplinas a situação pode ser diferente. Temos de esperar", afirmou.

O homem que tem liderado o dia-a-dia da M-Sport Ford não escondeu que gostava de o ter de volta à equipa. "Mesmo que ele queira regressar por diversão em um ou dois ralis, seria recebido de braços abertos.", continuou.

Kubica, recorde-se, teve um acidente grave em fevereiro de 2011 quando disputava o rali Ronda di Andora, em Itália, ao volante de um Skoda Fabia S2000. Regressou ano e meio depois, e foi para os ralis. Em 2013, o polaco apostou no WRC2 onde garantiu o título. Seguiram-se dois anos com um Ford Fiesta WRC privado, com um sexto lugar no Rali da Argentina de 2015 como melhor resultado. Após isso, voltou às pistas em 2017, onde testou pela Renault antes de ir para a Williams, onde voltou à Formula 1 em 2019, conseguindo apenas um ponto na temporada.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

No Nobres do Grid deste mês...

O mês que passou não foi simples para o automobilismo. O acidente mortal de Anthoine Hubert, durante a primeira corrida da jornada dupla de Formula 2, em Spa-Francochamps, mostrou que o automobilismo, há um jogo de gato e rato com a morte, onde à medida que se adota um procedimento de segurança, um acidente e os seus acasos fazem com que tudo seja repensado de novo. Por causa disso, Hubert, de 22 anos, pagou o preço mais alto quando queria alcançar o sonho da Formula 1. E ainda por cima, nas vésperas do aniversário da morte de outro piloto mítico, Stefan Bellof, cujo acidente mortal aconteceu 150 metros mais abaixo do local deste, na veloz Eau Rouge.

Contudo, no acidente, outro piloto ficou gravemente ferido, o equatoriano Juan Manuel Correa, que corre com licença americana. Aos 20 anos, também tinha o sonho da Formula 1, mas o seu acidente poderá ter colocado isso em suspenso. Ferido em ambas as pernas, sofreu também um traumatismo toráxico, que o colocou em coma artificial por alguns dias, para retirar os líquidos acumulados devido ao trauma.

Sobre Hubert e Correa, lembrei-me de Ernst Hemingway, que escreveu a seguinte frase: "Tourada, automobilismo e montanhismo são verdadeiros desportos. Tudo o resto são jogos".

(...)

Quando soube no passado dia 19 que Robert Kubica iria abandonar a Williams, provavelmente para não mais voltar a correr num Formula 1, tirei o meu chapéu – virtualmente, claro – à sua perseverança, à sua luta para voltar a um carro de Formula 1, oito anos depois de um acidente onde ficou com a sua mão direita muito maltratada, e que andou meses - senão anos - a fazer fisioterapia para recuperar o máximo de movimentos possível. Para mim, este seu regresso é um feito tão grande quanto a do Alex Zanardi teve para voltar a correr num carro de corridas depois do seu acidente em Lausitzring, em 2001 onde, como sabem, perdeu ambas as pernas.

E tiro o chapéu porque, normalmente, este tipo de acidente seria uma sentença de morte. E foi isso que muitos deram na altura. Lembro-me daquilo que diziam quando ele voltou aos automóveis e andou nos ralis por algum tempo, chegando até a correr no WRC. 95 por cento das pessoas diziam nas redes sociais frases como "pobre coitado, acabou a sua carreira na Formula 1", "se não fosse o acidente, seria grande", etc, etc. Essa gente dizia - jurava, até - que não o veriam mais a guiar um Formula 1. Quanto muito, só o faria de um modo simbólico.

Pois bem, voltou a um Formula 1. Não uma, nem duas, nem três, mas as vezes suficientes para mostrar que ainda era alguém válido, onde volta após volta, fosse no simulador, ou fosse num carro real, as suas impressões eram suficientemente válidas para os engenheiros, para uma equipa. E foi por isso que a Williams o contratou para a temporada de 2019, quando em 2018 preferiu dar uma chance a Serguei Sirotkin, do qual acharam que não rendeu aquilo que esperavam.

O último mês foi marcante, e não foi fácil para os amantes do automobilismo. A 31 de agosto, durante uma prova de Formula 2, em Spa-Francorchamps, o francês Anthoine Hubert encontrou a morte depois de uma carambola onde foi envolvido numa colisão em T com o carro do equatoriano Juan Manuel Correa, causando também ferimentos graves no piloto de 20 anos, que já esteve em coma induzido e que ainda corre risco de perder a perna direita.

O acidente de Spa é a recordação de que o automobilismo continua a ser perigoso, apesar de todos os avanços no capitulo da segurança. É como se fosse um jogo de gato e rato com a Morte.

Três semanas mais tarde, em Singapura, Robert Kubica anunciou que abandonaria a Williams no final da temporada, e provavelmente, a Formula 1. Oito anos depois de ter sofrido um grav3e acidente que mutilou o seu braço e mão direita, e depois de uma presença nos ralis, regressou à Formula 1 como titular. Contudo, a Williams fez aquilo que se pode considerar como o pior chassis desde 1975, e os resultados são muito maus. Ironicamente, o único ponto que a equipa conseguiu nesta temporada é graças... a Kubica, décimo no GP da Alemanha.

Apesar dos comentários derrisórios de muita gente, só se pode tirar o chapéu por ter andado num Formula 1, um desporto exigente, e não passar muita vergonha. E ele é um elemento ainda válido que logo depois de ter anunciado a sua saída, Racing Point e Haas disseram que o contactaram para saber se gostaria de ser piloto de testes nas suas equipas, devido à sua capacidade de transmitir dados aos engenheiros.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Noticias: Haas está interessado em Kubica

Se Robert Kubica anunciou na semana que passou que abandonará a Williams, a noticia da sua disponibilidade colocou em alerta algumas equipas. A Haas revelou interesse em contratar o piloto polaco para o papel de piloto de testes e de simulador, ao lado de Romain Grosjean e Kevin Magnussen. Apesar da idade e de não ter tido um grande ano na equipa de Grove, o seu conhecimento e experiência são apreciados no pelotão da Formula 1. 

Gunther Steiner confirmou o interesse no ainda piloto da Williams:

Tudo é possível e estamos em conversações com ele”, começou por explicar Steiner. “Eu falo com muita gente e tento melhorar as coisas. Mas ainda não sei [se isso vai acontecer]. Ainda tenho de falar com o Robert, se ele quiser fazê-lo, agora que decidiu deixar a Williams, mas não conheço os seus planos. Ele tem muita experiência e é conhecido por ser um dos melhores pilotos de teste e simulador do mundo. Nunca trabalhei com ele, mas tenho muitas pessoas que trabalharam com ele e todos o respeitam muito. Acho que ele não pode fazer um trabalho a tempo inteiro ou não quer. Mas ele é um bom ponto de referência”, continuou.

E Steiner não é o único. Também se fala que a Racing Point deseja também os seus serviços, no mesmo tipo de função, para piloto de testes e de simulador.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Noticias: Kubica abandona Williams

Robert Kubica anunciou esta tarde que não continua na Williams para 2020. O piloto polaco fez as declarações na conferência de imprensa pré-GP de Singapura, um ano depois de ter voltado à Formula 1. Com o pior chassis do pelotão, e a ser constantemente superado por George Russell, irónicamente, foi ele que conseguiu alcançar o único ponto que a equipa têm até agora nesta temporada.

"Antes de mais, estamos ansiosos pelo próximo ano, estou à procura de oportunidades diferentes”, disse Kubica. “Para avaliar outras oportunidades, tomei a decisão de não continuar mais com a Williams depois deste ano, então pararei no final do ano com a equipa”, concluiu.

Claire Williams agradeceu ao piloto polaco pelos serviços prestados na equipa e deseja-lhe o melhor para o seu futuro próximo.

O Robert tem sido um membro importante da equipa no seu papel como piloto de reserva e desenvolvimento e, posteriormente, como um de nossos pilotos de titulares em 2019. Agradecemos seu esforço contínuo ao longo de um período de duas temporadas e desejamos-lhe sorte nos seus futuros compromissos” disse. 

Com a vaga aberta, duas hipóteses se colocam. A primeira é o canadiano Nicholas Latifi, de 24 anos, que está na Formula 2, e é segundo classificado no campeonato - para além de ser piloto de desenvolvimento da Williams - mas recentemente, surgiu a chance do alemão Nico Hulkenberg, piloto da Renault que irá perder o lugar no final de 2019 para Esteban Ocon. Caso o piloto de 32 anos seja o escolhido, será um regresso à Williams, equipa onde esteve em 2010, a da sua estreia na Formula 1.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Noticias: Kubica pode ir para o DTM

Com toda a gente a querer ver Robert Kubica fora da Formula 1, todas as outras competições são vistas como as ideais para ele. E uma das favoritas é a DTM, o campeonato de turismos alemão, onde ele já testou em 2013 em Valencia. Segundo conta a Autosport britânica, ele poderá estar a caminho da Audi. O seu diretor, Dieter Gass, afirmou que ter Kubica no seu reportório seria uma chance interessante, mas em termos concretos, não há nada definido.

"[Kubica é um] piloto interessante para o DTM em geral. É um pouco cedo para comentar os detalhes da situação para os nossos pilotos de fábrica. Mas, se eu olhar para trás, acho que uma das diferenças [para Audi conquistar o título dos fabricantes este ano] foi que tínhamos uma formação muito forte e equilibrada. Todos os pilotos conseguiram subir ao pódio ou marcar muitos pontos, por isso não é fácil mudar”, coneçou por dizer.

Eu pessoalmente não falei com Kubica, mas falei com a equipa de agenciamento. Começamos a perceber que o interesse no DTM está a aumentar, mesmo nas categorias que deveriam estar acima do DTM, e acho que isso é um sinal muito bom”, concluiu.

Apesar de ser constantemente batido por George Russell, é dele o único ponto que a marca alcançou nesta temporada, graças ao décimo lugar do piloto polaco no GP da Alemanha.