Mostrar mensagens com a etiqueta Palmer. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Palmer. Mostrar todas as mensagens

sábado, 31 de janeiro de 2026

A imagem do dia






A história de John McDonald, fundador, com Mike Ralph, da RAM, merece ser contada. Apesar de ter durado mais tempo que as três temporadas que acabou por acontecer, entre 1983 e 1985 - como chassis próprio - teve prolongamentos que iam desde o seu inicio, em 1976, com dois chassis Brabham, até depois do encerramento das suas atividades, primeiro, quando tentou inscrever um chassis Benetton, fora dos regulamentos, e depois, quando cuidou da Brabham nas duas últimas temporadas, em 1991 e 92. 

McDonald - falecido na quinta-feira aos 78 anos - decidiu construir a sua própria equipa depois da experiência da March, em 1981 e 82. Com ele a cuidar da equipa, e com o chassis a ser feito por Robin Herd, no final daquele ano, viu que ambos os lados iriam cada um no seu caminho. E a decisão de ter o seu próprio chassis, em 1983, foi a decisão mais lógica. 

O RAM01 foi desenhado por David Kelly, com inspiração no Brabham BT52, e com motores Cosworth. Como pilotos, aposto de inicio no chileno Eliseo Salazar, vindo da ATS. Um só carro, mas em França, um segundo RAM ficou disponível para o local Jean-Louis Schlesser. Apesar de ter qualificado para as duas primeiras corridas do ano, apenas voltaria a qualificar-se na última do ano, em Kyalami. Nessa altura, o piloto já era Kenny Acheson, que substituíra Salazar antes do GP de Detroit. Pelo meio, o canadiano Jacques Villeneuve - o irmão de Gilles Villeneuve, não o filho de Gilles - competiu no Canadá, mas não conseguiu a qualificação. 

O carro era tão lento que a certa altura, pediram a Nelson Piquet que desse umas voltas para saber como é que poderiam melhorar o desenho do carro. Imaginem isso nos dias de hoje!

Apesar disso, McDonald conseguiu um patrocínio importante para 1984: a marca da tabacos americana Skoal. Ela não era uma tabacaria qualquer, ela fornecia tabaco mastigável, que se julgava uma alternativa ao tabaco de cigarro ou charuto. Aliás, a firma chama-se US Smokless Tobacco Company...

Com a Skoal Bandit, a equipa decide ter motores Turbo, com a Hart, e dois pilotos: o francês Philipe Alliot e o britânico Jonathan Palmer. O carro seria a RAM02, desenhado por Sergio Rinland, e os primeiros resultados foram encorajadores, com o oitavo lugar de Alliot no Rio de Janeiro, a primeira corrida do ano. Mas ao longo da temporada, os carros faziam parte da paisagem entre os últimos na grelha, pois os motores Hart eram clientes, por exemplo. Assim sendo, não conseguiram qualquer ponto, e pelo meio, no Canadá, Palmer, magoado por um acidente em Detroit, foi substituído pelo neozelandês Mike Thackwell.

Em 1985, Palmer saiu e chegou no seu lugar o alemão Manfred Winkelhock. O RAM03 foi desenhado por Gustav Brunner, com a ajuda de Rinland, e manteve-se os Hart Turbo. Esperavam-se alguns desenvolvimentos, mas o nono posto de Alliot, no Rio de Janeiro, foi o melhor que se conseguiu. E para piorar as coisas, a temporada teve, indiretamente, um desfecho trágico, e o precipitar do final das atividades da equipa.

No inicio de agosto, Winkelhock participou nos 1000 km de Mosport com um Porsche 962 da Brun, acompanhado do suíço Marc Surer - que era piloto da Brabham nessa temporada - e ele sofreu um acidente grave, no qual acabaria por morrer. O seu substituto foi o britânico Kenny Acheson, onde participou em três corridas, antes de, em Spa-Francochamps, as atividades da equipa se reduzirem a um carro. Não participam em Kyalami e Adelaide, e encerram a temporada com um problema: McDonald devia mais de um milhão de libras a Winkelhock, e a família exigia o pagamento total desse valor. 

Para piorar as coisas, no final dessa temporada, a Skoal decide retirar o patrocínio, e McDonald viu-se desesperado para tentar encontrar dinheiro para 1986. A sua ideia era correr com a versão B do RAM03, e com Thackwell ao volante, num só carro. Chegaram a testar no Rio de Janeiro, mas poucas semanas antes de começar a temporada, a RAM decidiu fechar as suas atividades, de vez, depois de 44 corridas, como equipa própria, e sem qualquer ponto.   

domingo, 25 de junho de 2017

Formula 1: Abiteboul nega o regresso de Kubica

A ideia de que Robert Kubica poderia voltar a correr num Formula 1 em Monza fez soar o alarme sobre Joylon Palmer, que poderia ter os seus dias contados na Formula 1, pois de uma certa forma é um dos pilotos mais lentos do pelotão, a par de Marcus Ericsson. Contudo, a ideia de uma substituição pelo piloto polaco não passam de falsidades, como disse Cyril Abiteboul, o diretor desportivo da Renault, neste fim de semana, em Baku.

Não, absolutamente não. Não sei de onde isto veio, mas é falso”, disse o responsável da Renault, Cyril Abiteboul. “Não há mais nada planeado para ele tirando um evento de marketing em Goodwood, onde vai pilotar o mesmo monolugar, E20, em frente à casa de Lord March”, começou por explicar.

Sobre Joylon Palmer, Abiteboul afirmou que não há um prazo para ele demonstrar o seu valor, afirmando que tem de trabalhar como os outros no sentido de melhorar as performances da equipa.

Ele tem contrato connosco e estamos totalmente focados em ajudá-lo a superar este período, que é difícil, como é óbvio. Ele não tem nenhum ultimato, mas foi-lhe dito que tem de dar tudo, como todos os membros da equipa. Estamos a dar o nosso melhor para o proteger, mas ao mesmo tempo para lhe dar o nosso melhor em equipa”, disse.

Palmer partirá amanhã da penultima fila do GP do Azerbeijão, já que ambos os McLaren vão cumprir uma penalização por terem trocado de motor e caixa de velocidades.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Os desabafos e as polémicas do GP do Mónaco da GP2

A batida causada por Johnny Cecotto Jr. na partida do GP do Mónaco da GP2 esta tarde, e que colocou doze carros fora de prova na curva de Ste. Devôte, causou consequências. A organização decidiu suspender o piloto venezuelano por uma corrida, considerando-o como o culpado da situação, e os outros pilotos decidiram soltar o verbo. Joylon Palmer, filho de Jonathan Palmer, desabafou no Twitter: "Colocado fora da corrida, na primeira curva, por idiotas. Completamente arrasado. Em breve, prefiro largar do pitlane a largar perto do Cecotto".

Só que nem todos os pilotos elogiam o trabalho da organização da GP2. Robin Frijns, por exemplo, reclamou no seu Twitter: "É uma piada que alguns pilotos puderam recomeçar e eu não. Porque tive um furo? A organização não fez hoje um bom trabalho..."

Já há muito tempo que se questiona a fogosidade destes pilotos nas categorias de acesso à Formula 1, só que os desabafos dos pilotos nas redes sociais como o Twitter me fazem pensar se há alguma bipolaridade ou é apenas as maluquices de alguns pilotos com mais chumbo no pé do que cérebro...

Veremos. E espero que Cecotto Jr. tenha aprendido a lição.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A Formula 2 acabou

Mais uma das ideias de Max Mosley, como presidente da FIA, acabou hoje. A Formula 2, projeto da FIA e da Motorsport Vision (MSV), de Jonathan Palmer, foi terminada após mútuo acordo entre as duas partes. Apesar de ser barata - da ordem dos 250 mil euros por temporada - o facto de ter atraído poucos pilotos e o facto de ter pouca saída - pouco mais do que um teste na Williams e nenhum dos pilotos que foi campeão ter chegado à Formula 1 - ditaram o seu fim.

"Apesar de termos lançado a FIA Formula 2 Championship em 2009, logo no inicio de uma grande recessão, a competição teve sempre grelhas cheias e corridas competitivas nestas últimas quatro temporadas", começou por dizer Palmer. "Como a FIA pretendia, a Formula 2 providencidou sempre igualdade e valor para os seis competidores. Contudo, à medida que o tempo avançava, demonstrou.se claramente que o modelo de uma equipa unica, que controlasse todos os carros da competição, fez com que reduzisse o seu apelo para os pilotos que desejavam entrar nela."

"Nós e a FIA chegamos à conclusão que que qualquer futura competição de Formula 2 deveria ser operado de forma convencional, com várias equipas. Outras competições ao nivel da Formula 2 tornaram-se crescentemente apelativos através de aumentos de performance, e isso foi óbvio após termos visto que na nossa última temporada, as nossas grelhas terem diminuído significativamente." concluiu.

A Formula 2, depois de um hiato de 25 anos, com o seu último campeonato em 1984, regressou em 2009 com uma grelha bem composta e transmissões televisivas em direto, pela Eurosport. O espanhol Andy Soucek foi o grande vencedor, numa temporada marcada pelo acidente mortal de Henry Surtees, filho de John Surtees, na corrida de Brands Hatch. Dean Stoneman foi o campeão de 2010, seguido pelo italiano Mirko Bortolotti e este ano, o vencedor foi outro britânico, Luciano Bachetta.

Quanto à MSV, irá em 2013 tomar conta de uma competição de promoção, a Formula 4.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O piloto do dia - Jonathan Palmer

Este senhor foi piloto de Formula 1 com um dos "backgrounds" mais invulgares que se pode ter. Muitos não tem educação universitária, e se têm, são mais para os lados da Engenharia. Mas neste caso, é diferente, pois Jonathan Palmer, o homem do qual falarei hoje, é formado... em Medicina! No dia em que se comemora o seu 52º aniversário natalicio, é dele que hoje falo.


Nascido em Londres a 7 de Novembro de 1956, Palmer era filho de médico, mas desde criança que estava viciado nas corridas. Contudo, o dinheuro foi sempre curto, e decidiu seguir a carreira do pai, cursando Medicina, que concluiu em 1979. Mas depois de dois anos, e depois de ter corrido num Austin-Healey e de ter tentado a sua sorte na Formula Ford, sem sucesso, decidiu pedir uma licença sabática e correr na Formula 3 britânica.


Em 1981, foi correr para a equipa West Surrey, e sabendo que o dinheiro era escasso, tinha que dar nas vistas. E conseguiu vencendo as quatro primeiras corridas do campeonato, lutando com o brasileiro Raul Boesel e o francês Thierry Tassin pelo título. No final do ano, conseguiu ganhar o campeonato, e fez os primeiros testes de Formula 1, na McLaren e na Williams.


Em 1982, vai para a Formula 2, onde consegue ser piloto da Ralt-Honda, e após um primeiro ano de aprendizagem, vence o campeonato de 1983, com 17 pontos de vantagem sobre o neo-zelandês Mike Thackwell. Esse resultado tem logo uma recompensa, ao guiar o terceiro carro da Williams- Cosworth, no GP da Europa, em Brands Hatch. Nessa corrida, Palmer qualificou-se e levou o carro até à 13ª posição final.


Em 1984, tem a sua primeira temporada completa ao serviço da RAM, do John McDonald. Com um carro do fundo do pelotão, não podia esperar grandes resultados, tendo o seu melhor sido um oitavo lugar na corrida inaugural, no Brasil. No ano seguinte, passa para a Zakspeed, uma nova equipa, vinda da Alemanha, que para além do chassis, construia o seu próprio motor! Sempre necessitando de dinheiro, competia também nos Sport-Protótipos, pela Richard Lloyd Porsche, num 956. Contudo, nesse ano, um acidente nos treinos para os 1000 km de Spa-Francochamps, a mesma prova onde morreu o alemão Stefan Bellof, provocou fracturas no pé direito, que o impediram de continuar a correr pela equipa alemã.


Recuperado, voltou à competição em 1986 pela Zakspeed, onde ficou toda uma temporada, sem, contudo, conseguir um lugar nos pontos. O melhor que conseguiu foi um oitavo lugar em Detroit. Mas no final desse ano, foi contratado pela Tyrrell para ser o seu piloto por três temporadas. Com um carro aspirado, muito inferior aos carros turbocomprimidos, Palmer não podia aspirar a mais do que aproveitar as oportunidades de chegar aos pontos, caso aparecessem.


Em 1987, a FIA criou um troféu para os motores aspirados, o Troféu Colin Chapman, e para os pilotos, foi criado o Troféu Jim Clark. A Tyrrell e os seus pilotos Palmer e o francês Phillippe Streiff) eram os mais naturais candidatos a ambos os títulos, pois eram os melhores nesse pelotão. Palmer conseguiu pontuar por três vezes, sendo o seu melhor resultado um quarto lugar no GP da Austrália, conseguindo sete pontos no total e a 11ª posição no campeonato. Natiuralmente, foi o vencedor do troféu.


No ano seguinte, agora com Julian Bailey a seu lado, era um carro pior do que o anterior, mas mesmo assim, conseguiu levar o carro por três vezes aos pontos, conseguindo cinco pontos e o 14º lugar no campeonato. Em 1989, no primeiro ano da era aspirada, Palmer tinha um adversário de respeito: o italiano Michele Alboreto. Ele conseguiu um terceiro lugar no México, mas estava em más graças com o "Tio" Ken, portanto, o seu cargo estava mais ou menos seguro. No chuvoso GP do Canadá, prova onde não terminou, conseguiu algo inédito: uma volta mais rápida, a sua unica. Já antes, em San Marino, tinha chegado na sexta posição.


Contudo, a chegada de Jean Alesi, que foi muito mais rápido do que Palmer, sognificou que os seus dias na Tyrrell estavam contados. No final do ano, depois de conseguir dois pontos e a 25ª posição no campeonato, assinou um contrato para ser piloto de testes da McLaren, cargo no qual ficou até 1993.


A sua carreira na Formula 1: 88 Grandes Prémios, em sete temporadas (1983-89), uma volta mais rápida, 14 pontos.


Em meados de 1993, a BBC pediu para substituir James Hunt no papel de comentarista ao lado de Murray Walker, após a inesperada morte do ex-campeão do Mundo.Por lá ficou até 1996, altura em que foi substituido pelo seu compatriota Martin Brundle, quando as transmissões televisivas passaram para a ITV.


Então, virou-se para os negocios. Em 1998, criou e organizou a sua própria categoria de acesso, a Formula Palmer Audi, de onde sairam pilotos de expecção como Justin Wilson, Giorgio Pantano, Bjorn Wirdheim, Gary Paffet, entre outros. Palmer foi o manager de Wilson até à sua chegada à Formula 1. Para além disso, criou a Motorsport Vision, uma empresa que cuida e gere quatro circuitos ingleses, entre os quais Brands Hatch e Snetterton. Este ano, a empresa foi escolhida para levar por diante a organização da nova Formula 2, uma das competições de acesso para a categoria máxima do automobilismo.

Fontes: