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domingo, 4 de outubro de 2026

WRC 2026 - Rali da Sardenha (Final)


Foi puxado, e foi dramático. E foi semelhante ao que aconteceu a Carlos Sainz Sr. em 1998: a menos de um quilómetro da meta, Oliver Solberg ia a caminho de ser o primeiro filho de campeão do mundo a ser campeão, mas com a meta à vista... saiu de estrada. Isso não o impediu de ganhar o rali da Sardenha, com 57,6 segundos de vantagem sobre Sebastien Ogier, e 1.37,4 sobre Sami Pajari, o terceiro classificado. Contudo, apesar dessa vitória, o piloto sueco não iria conseguir os cinco pontos da vitória na Power Stage. E com isso, o piloto galês Elfyn Evans tornou-se campeão do mundo, certamente para êxtase - e sobretudo, alívio - do piloto da Toyota.

“Acho que a ficha ainda não caiu totalmente”, disse Evans. “Tinha quase a certeza de que aquilo tinha acabado. Não fiz a minha melhor especial; dei o máximo de mim, mas a pilotagem não foi limpa. Também sinto pelo Oliver; ele fez um fim de semana incrível. Lamento que tenha falhado a vitória tão perto do final. Mas temos muita gente a quem agradecer pelo apoio ao longo dos anos, e o Scotty [Martin Scott, o navegador] fez um trabalho incrível.”, disse, entre o espantado e o incrédulo.

Isto porque Evans, na especial anterior, tinha tido um furo e iria perder os pontos de domingo, o que colocaria um ponto á frente de Solberg, e quem ganhasse a Power Stage, iria ser o campeão do mundo. 

E depois de uma especial mediana para o galês, parecia que iria ver, pela sexta vez na sua carreira, outro piloto a ser campeão e ele a ser vice. Mas com o despiste de Solberg, afinal, foi Evans a ser campeão do mundo, aos 37 anos, e 25 depois de Richard Burns, o último campeão britânico.


O último dia do rali da Sardenha tinha pela frente quarto especiais: duas passagens por Osilo-Tergu e Sassari-Argentiera, a segunda passagem a ser a Power Stage.

O dia começou com Solberg ao ataque, ganhando a primeira especial, 7,8 segundos na frente de Sami Pajari, 9,2 sobre Adrien Formnaux, 14 segundos sobre Elfyn Evans e 18,8 sobre Oliver Solberg. Josh McErlean parou por duas vezes na especial, perdendo mais de 25 minutos. 

Thierry Neuville triunfou na segunda especial do dia, 0,9 sobre Takamoto Katsuta e 1,9 sobre Elfyn Evans. Adrien Formaux foi o quarto melhor, a 2,6 e Oliver Solberg o quinto, a 3.9. 

E o sueco estava ao ataque: "Etapa complicada. Primeira vez que faço isso, não é fácil, mas é bem divertido. Parece que está ficando cada vez mais lento, com mais sulcos. Temos que dar o nosso melhor hoje e para o Power Stage espero que não esteja muito sulcado quanto mais para trás formos."

Questionado sobre o dia e as suas chances para o título, ele afirmou: "Eu não sou o estressado, o Elfyn é. Eu só preciso aproveitar."

Sami Pajari ganhou na especial seguinte, 0,2 segundos sobre Sebastien Ogier, 0,4 sobre Oliver Solberg, 5,9 sobre Adrien Formaux e 8,4 sobre Taklamoto Katsuta. Evans perdia tempo por causa de um furo, perdendo dois minutos e sete segundos, e via Solberg a apenas um ponto atrás de si, e a depender do resultado do Power Stage para definir o campeonato. Se o sueco ganhasse, ou ficasse na sua frente, ele era o campeão.

"Só uma curva que podíamos ver chegando, uma curva muito rápida com pedras. Reduzi a velocidade e passei o mais limpo possível. Você sempre pode contar com essas", disse o galês, no final dessa especial.

E chegou a Power Stage. Neuville foi o mais veloz, 3,3 segundos na frente de Sami Pajari, e Elfyn Evans tinha apenas conseguido o terceiro melhor tempo, 5,6 segundos melhor que o belga da Hyundai.

"Tenho quase a certeza de que não será suficiente. Tenho quase a certeza de que forçamos demasiado. Não estou a desistir, mas estou a ser sincero. Parece que voltamos à mesma situação.", dizia Evans, algo desconsolado e à espera que Solberg acabasse com o trabalho. 


E as coisas pareciam ser favoráveis a Solberg, pois ia mais rápido que Evans, mas a duas curvas do controlo final, onde a vitória no rali e o título mundial aguardavam, a tragédia em câmara lenta aconteceu. Uma fração de segundo, uma derrapagem fatídica, e o Toyota de Solberg saiu em frente, num momento que congelou o tempo e o coração dos espetadores. O prejuízo foi mínimo em termos de danos, mas colossal em segundos perdidos. E o título, que parecia ir a caminho da Suécia, parou no País de Gales. 

Depois dos três primeiros, quarto foi Adrien Formaux, no seu Hyundai, a 2.38,6, seguido pelo carro de Elfyn Evans, distante dos primeiros - a 4.48,6 - e do outro Toyota de Takamoto Katsuta, a 6.02,4. Jon Armstrong foi sétimo, no seu Ford Puma Rally1, a 7.32,2, na frente de Roope Korhonen, oitavo, e o melhor dos Rally2, a 12.10,4, e a fechar o "top ten", ficou o Skoda Fabia RS Rally2 de Robert Virves, a 12.11,1, e o carro de Gus Greensmith, a 13.02.2.

E assim acabou aquele que foi o último rali dos carros de Rally1. Em 2027, novos bólidos estarão presentes, e alguns preparadores farão a sua estreia na classe principal do WRC. 

sábado, 3 de outubro de 2026

WRC 2026 - Rali da Sardenha (Dia 2)


O sueco Oliver Solberg lidera o rali da Sardenha, completadas que estão as classificativas de sábado. Ele tem uma vantagem de 33,6 segundos sobre Sebastien Ogier, noutro Toyota. E ambos estão bem longe do terceiro classificado, o carro de Sami Pajari, a 1.39,9, e do Hyundai de Adrien Formnaux, a 2.32,0 

E em termos de campeonato, as coisas estão ao rubro: Solberg e Evans estão com meros quatro pontos de diferença, o que significa que o piloto galês tem de perder mais um lugar, ou então, não pontuar na Power Stage, e Solberg conseguir tudo para ser o campeão, no domingo. 

Com passagens duplas por Lerno-Sa Conchedda-Monti di Ala', Coiluna-Loelle e Solorche', o dia começou com uma batalha entre Oliver Solberg e Thierry Neuville, Hyundai contra Toyota. Neuville ganhou a primeira especial do dia, 2.1 segundos sobre Solberg, 6,8 sobre Ogier, 14,9 sobre Sami Pajari e 17,9 sobre Elfyn Evans. Formaux furou e perdeu um minuto. "Não tenho nada a dizer", disse no final da especial. 

Solberg respondeu ao triunfar na especial seguinte, 2,6 segundos na frente de Sebastien Ogier, 6,6 sobre Adrien Formaux, 11.1 sobre Thierry Neuville e 16,3 sobre Sami Pajari. Com isso, o sueco aproximou-se fortemente da liderança, com 3,3 segundos de diferença, enquanto atrás, Dani Sordo decidiu abandonar o rali de forma voluntária, por razões médicas. 

"Está tudo bem. Lutei com os meus óculos o tempo todo e o capacete estava a mover-se para trás. Está a ficar mais arenoso e há menos tração lá dentro.", começou por afirmar Neuville. "O rali ainda é longo e estamos bastante relaxados. Precisamos ter uma abordagem inteligente e é nisso que vou me concentrar.", concluiu.


No final da manhã, Solberg voltou a ganhar, e com isso passou à liderança, pois o piloto belga foi apenas terceiro nessa especial, perdendo seis segundos. No final da especial, mostrava-se satisfeito.

"Satisfeito com o carro. Um pouco cauteloso às vezes. Uma etapa complicada, não queria correr riscos e manter um ritmo. Vamos ver o que o Thierry faz. Tentei manter limpo e fazer o meu melhor. Satisfeito com a traseira do carro, segue o tempo todo, especialmente nas partes estreitas. A primeira metade não foi boa para mim, a segunda foi melhor.", disse o sueco da Toyota.

Do lado do piloto belga, ele espera que possa continuar na luta, quando começarem as especiais da tarde.

"Está ficando cada vez mais solta [a superfície]. Cada vez mais areia, só rodando. Tive uma boa especial, começou por afirmar. Questionado sobre se pode recuperar a liderança, Neuville disse: "Esperançosamente, [espero estar] um pouco mais alinhado em condições semelhantes, mas no geral tenho certeza de que podemos ficar na luta com o Oliver. Ele vai investir tudo e vamos ver como funciona.", concluiu o piloto da Hyundai.

A tarde começou com a segunda passagem por Sa Conchedda-Monti di Ala, onde o melhor foi Sebastien Ogier, 1,7 segundos na frente de Adrien Formaux, 3,3 sobre Oliver Solberg, 7,9 sobre Sami Pajari e 18,2 sobre Elfyn Evans. 


A especial ficou marcada pela desistência de Thierry Neuville, vitima de um acidente no seu Hyundai, enquanto o mesmo destino aconteceu para Martins Sesks, mas no caso dele, por causa de problemas com a direção do seu carro.     

Na segunda passagem por Coiluna-Loelle, o carro de Ogier foi o melhor, oito segundos na frente de Solberg, 13,6 sobre Pajari e 18 segundos sobre Takamoto Katsuta. Formaux furou e perdeu um minuto e 46 segundos, enquanto Josh McErlean saiu de estrada, causando danos no seu carro.

No final do dia, em Solorche, Adrien Formaux acabou por ser o melhor, 1,8 sobre Oliver Solberg, 6,8 sobre Sebastien Ogier e 11.1 sobre Elfyn Evans.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Elfyn Evans, a 2.38,4, bem longe do sexto, o carro de Takamoto Katsuta, a 5.43,9. Sétimo é Jon Armstriong, no seu Ford, a 6.01,2, seguido pelo melhor dos Rally2, o carro de Roope Korhonen, a 8.23,0. Nono é Gus Greensmith, que não está muito longe, a 8.42,6, e a fechar o "top ten", o carro de Teemu Suninen, a 9.46.6.

O rali da Sardenha termina neste domingo, com a realização das últimas quatro especiais, incluindo a Power Stage. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

WRC 2026 - Rali da Sardenha (Dia 1)


Está a ser um duelo intenso pela liderança... e entre os pilotos da Hyundai. A diferença entre Thierry Neuville e Adrien Formaux é de meros... 0,4 segundos, com o terceiro a ser os Toyotas de sueco Oliver Solberg, a 12,3, e o quarto a ser outro Toyota, o de Sebastien Ogier, que está a 37,4 segundos. 

Com sete especiais pela frente nesta sexta-feira, passagens duplas por Tula-Erula, Su Filigosu-Lerno e Monti di Ala'-Sa Conchedda, o dia começou... na véspera, quando aconteceu a especial na Ittiri Arena Show, onde Oliver Solberg foi o melhor, 0,8 segundos sobre Sebastien Ogier, 1,1 sobre Elfyn Evans e 1,5 sobre Sami Pajari.

Nesta sexta-feira, a manhã foi passada com Formaux a ser o melhor na primeira especial do dia, 1,5 segundos na frente de Ogier, 2,3 sobre Pajari e 4,1 sobre Neuville. Solberg sofreu um furo lento e acabou a perder 13,5 segundos, enquanto Leo Rossel aterrou mal depois de um salto. Neuville ganhou na especial seguinte, 0,9 segundos sobre Oliver Solberg, 1,9 sobre Adrien Formaux e 5,3 sobre Sami Pajari.

Dani Sordo sofreu um furo, que o fez perder quatro minutos, caindo bastante na geral. Sebastien Ogier também furou, mas perdeu menos, 26,2 segundos.

"Foi uma etapa limpa, mas a primeira etapa que fizemos reconhecimento e a mais difícil. As notas de ritmo estavam um pouco lentas e assim que percebi que era consistente pude aumentar a velocidade. Quando fica mais com sulcos e com sulcos mais consistentes, é mais confortável. Tentando ficar o mais limpo possível nas linhas.", disse Neuville, após ganhar a especial.

Ogier, com os furos, não quis falar muito. "Sem comentários. É uma pena que o campeonato mundial tenha que lidar com coisas assim.", comentou.


No final da manhã, Solberg foi o melhor, 0,8 segundos sobre Ogier, 1,4 sobre Formaux e 4.5 sobre Neuville. Takamoto (Toyota), Armstrong e Sesks (Ford) sofreram furos e atrasaram-se, perdendo mais de dois minutos cada um, e caindo entre seis (Armstrong) e oito lugares (Takamoto e Sesks).

A parte da tarde começou com as segundas passagens pelas especiais da manhã, com Formaux a ser o melhor, 3,6 segundos sobre Thierry Neuville, 4,5 segundos sobre Dani Sordo e 5,9 sobre Sebastien Ogier. Josh McErlean tinha problemas de travões por causa de uma fuga, mas só perdia 17,5 segundos. A seguir, Thierry Neuville ganhava na segunda passagem por Su Filigosu-Lerno, conseguindo uma vantagem de 2,2 sobre Oliver Solberg, 3,5 sobre Adrien Formaux e 10,5 sobre Sebastien Ogier.

Takamoto Katsuta sofria novo furo, no lado direito do seu carro, e atrasava-se em 18,9 segundos.


No final do dia, Thierry Neuville voltava a ser o melhor, 0,7 segundos sobre Oliver Solberg, 5,1 sobre Adrien Formaux, 6,6 sobre Sebastien Ogier. Teemu Suninen sofreu um furo e Dani Sordo capotou devido a um acidente. 

Depois dos quatro primeiros, Sami Pajari é o quinto, a 40,2 segundos, na frente de Elfyn Evans, a uns distantes 1.08,2. Sétimo é Josh McErlean, a 1.21,1, no seu Ford, seguido pelo seu companheiro de equipa, Jon Armstrong, a 3.25,6. Nono é Takamoto Katsuta, no seu Toyota, a 3.27,2, e o Ford de Martins Sesks, a 3.39,9.

O rali da Sardenha continua amanhã, com a realização de mais seis especiais. 

segunda-feira, 9 de junho de 2025

WRC: Ogier não quer lutar pelo título


A vitória de Sebastien Ogier no rali da Sardenha colocou-o no segundo lugar do campeonato, um ponto na frente de Kelle Rovanpera, e a 19 pontos do comando do campeonato, liderado pelo seu companheiro de equipa, Elfyn Evans. Com aquela que é o seu segundo triunfo consecutivo, a pergunta lógica é se vai disputar mais provas para além do pequeno grupo de ralis previsto, como aconteceu em 2024.

E a resposta é negativa. 

"No ano passado ele [Jari-Matti Latvala] pediu-me para fazer mais ralis. Neste momento quero desfrutar e comemorar esta vitória e estar presente na Grécia. Mas é garantido que depois da Grécia haverá uma pausa. Não está previsto disputar todo o resto da temporada," explicou o piloto de 41 anos à autosport.com

Ogier aproveitou para elogiar o carro depois do rali de Portugal, apesar de não ter tido muitos testes, "foi bom de ver que conseguimos fazer algumas alterações que nos deram novamente maior performance," referiu. E sobre o precalço na Power Stage, disse que "às vezes acontece," e explicou que "foi apanhado numa situação de sobreviragem numa curva apertada e percebi que seria difícil fazer a curva seguinte por isso saí contra os arbustos e fiz marcha-trás." concluiu.

O WRC está de regresso à estrada no final do mês com o Rali da Acrópole.

domingo, 8 de junho de 2025

WRC 2025 - Rali da Sardenha (Final)


Sebastien Ogier triunfou no Rali da Sardenha neste domingo, conseguindo a sua segunda vitória seguida no Mundial de ralis de 2025, e agora, é o segundo classificado no Mundial, com 114 pontos, mais um que Kalle Rovanpera, que acabou na terceira posição do rali, e viu aproximar-se Ott Tanak, segundo, com 108 pontos. Elfyn Evans continua a liderar o campeonato, apesar de ter chegado ao final deste rali na quarta posição e agora ver a sua diferença reduzida para 19 pontos.   

Apesar de tudo, Ogier não se livrou de um susto na última especial, a Power Stage, onde perdeu tempo por causa dos sulcos na estrada. Mas mesmo assim, isso não impediu que conseguisse a sua segunda vitória consecutiva no campeonato, depois do triunfo em Portugal. 

"Nos sulcos, simplesmente não conseguia virar o carro e não havia velocidade nenhuma, por isso não tentei forçar a barra e escondi-a, por isso simplesmente parei e fiz marcha-atrás. Não foi o ideal, mas o suficiente para vencer. Em muitos troços, venci várias vezes. As características são algo que me agrada, onde é necessário conduzir com precisão e gerir os pneus. Obrigado, equipa, grande recuperação depois de Portugal em termos de velocidade e configuração, bom trabalho!", disse, no final do rali.


Com quatro especiais para o final, passagens duplas por San Giacomo - Plebi e Porto San Paolo, o dia começou com Ogier e Tanak separados por 11,1 segundos, e o francês partiu ao ataque, conseguindo um ganho de mais 4,4 segundos sobre Tanak, com Rovanpera a ser terceiro, a 11,4, Evans a 24,1 e Neuville a 34,5. Pajari perdeu tempo quando deixou cair o motor, e todos se queixavam do muito pó que pairava no ar. 

Rovanpera ganhou na primeira passagem por Porto San Paolo, 0,6 segundos de vantagem sobre Ogier, 4,7 sobre Tanak e 5,6 sobe Neuville e Formaux. Takamoto ficou parado na pista por uns tempos, mas regressou. 

Tanak regressou ao topo da tabela de tempos na segunda passagem por San Giacomo - Plebi, ganhando 2,6 segundos sobre Tanak, cinco segundos sobre Rovanpera, 12,9 segundos sobre Evans e 17 segundos sobre Neuville. Apesar dos 17,2 segundos de diferença neste momento, e de Tanak afirmar que ele estava perto, sabia-se que o estónio só levaria a melhor se Ogier tivesse um problema.

Na Power Stage, Rovanpera acabou por levar a melhor, 8,1 segundos sobre Neuville e nove segundos sobre Tanak. O finlandês, triunfador, ficou surpreso com o que aconteceu. 

"Surpreendido com o tempo, não foi bom, mas acho que é igual para todos, tão estreito e tão lento. O nosso plano é ter um fim de semana limpo e recolher o que temos no final. Sem manobras idiotas durante todo o fim de semana, talvez hoje na pista de dança, mas isso ainda não aconteceu. Agradeço à equipa, o carro esteve bom este fim de semana.", disse.


Já Evans, que sobreviveu ao rali, marcando pontos, afirmou que foi bom ter sobrevivido e que está numa luta pelo campeonato com num conjunto de excelentes pilotos.

"Penso que, no geral, temos de estar satisfeitos com o resultado do nosso fim de semana. Obviamente, chegar ao final sem problemas foi vital. Mas estamos num campeonato com estes rapazes no final e ainda queremos lutar com eles.", comentou.

Depois dos quatro primeiros, Takamoto Katsuta foi o quinto, a 7.29,6, na frente de Oliver Solberg, no melhor dos Rally2, a 8.32,9. Sami Pajari foi o sétimo, a 10.29,0, na frente do búlgaro Nikolay Gryazin, a 10.58,7. E a fechar o "top ten" ficaram o italiano Roberto Daprá, no seu Skoda Fabia Rally2, a 12.15,3, e o polaco Kajetan Kajetanowicz, no seu Toyota Yaris Rally2, a 12,21.1

O WRC continua no final do mês, em terras gregas.  

sábado, 7 de junho de 2025

WRC 2025 - Rali da Sardenha (Dia 2)


O francês Sebastien Ogier terminou o segundo dia na frente do Rali da Sardenha, 11,1 segundos na frente de Ott Tanak e quase um minuto (55,5) sobre Kalle Rovanpera, noutro Toyota GR Yaris Rally1. Os três primeiros estão muito distantes de Elfyn Evans, a mais de quatro minutos e meio (4.33,3), num rali bem difícil para máquinas e pilotos. Se ontem os três Ford saíram do rali na mesma especial, e Thierry Neuville mais adiante, hoje foi a vez de Adrien Formaux de ser vítima das duras estradas sardas.

Entre tempos nominais, avanços e recuos, o veterano francês termina o dia com uma boa margem, sabendo, no entanto, que o trabalho não está terminado: “Está tudo sob controlo. Não foi um dia longo, mas a tarde foi dura. Temos feito uma boa gestão de prova”, contou, no final do dia.

Em contraste, Tanak confessa a dureza: "Para mim é difícil [andar] no carro, especialmente na parte estreita. Sobretudo se for com tração dianteira, não tenho hipótese." 

Com seis especiais neste sábado, duplas passagens pela mítica Coiluna - Loelle, por Lerno - Su Filigosu e Tula - Erula, o dia começou com Ogier ao ataque, ganhando a especial com 3,1 segundos de vantagem sobre Rovanpera e 3,7 sobre Tanak. 

O francês da Toyota, apesar do bom resultado na especial, queixava-se: "Não estou muito satisfeito com a minha pilotagem. Alguns troços foram muito bons. Mantive um ritmo muito elevado na parte anterior da etapa, a aderência estava boa, mas depois tornou-se escorregadio e a aderência diminuiu."


Tanak triunfou na especial seguinte, 6,5 segundos na frente de Ogier, 8,1 sobre Rovanpera e 18,1 sobre Evans. Formaux perdeu mais de 4.50 minutos por causa de diversos furos no seu Hyundai, caindo para sétimo na geral.

Ogier acabou a manhã a triunfar, com dez segundos de vantagem sobre Rovanpera e 10,5 sobre Tanak, que sofreu um pequeno furo. Nessa mesma especial, Formaux saiu de estrada e lá ficou. Quem também acabou o rali nessa especial, foi Yohan Rossel, um dos pilotos que anda na frente entre os Rally2. 

Pajari também saiu de estrada, mas teve mais sorte. "Foi numa travagem, estava solto, depois a traseira bateu numa árvore, mas no momento em que batemos em alguma coisa, quase parámos. Não foi um grande problema para mim, mas acho que não devíamos ter [danificado] nada.", disse o finlandês.


A parte da tarde começou com a segunda passagem pelas especiais da manhã. Tanak ganhou na segunda passagem por Coiluna - Loelle, 0,6 segundos na frente de Ogier, três segundos sobre Rovanpera e 7,4 sobre Formaux. Takamoto sofreu um furo e perdeu algum tempo. O estónio voltou a ganhar, 3,7 segundos sobre Tanak e 7,5 sobre Takamoto, na segunda passagem por Lerno - Su Filigosu, com Pajari e Evans a mudar de pneus, cada um, e Formaux a acabar o seu rali, com um capotanço. 

No final do dia, segunda passagem por Tula - Erula, Ogier lewou a melhor a Tanak por 0,6, deixando Rovanpera, o terceiro... a 10,6 segundos.  

Depois dos quatro primeiros, Sami Pajari é o quinto, no seu Toyota Yaris, a 4.56,3, mais de um minuto sobre o carro de de Nikolay Gryazin, a 5.59,6. Takamoto Kaysuta é sétimo, a 6.11,4, o seu Toyota, seguido por Oliver Solberg, no seu Toyota GR Yaris Rally2, e a fechar o "top ten", os Skodas Fabia RS Rally2 de Emil Lindholm, a 6.36,6 e o de Lauri Joona, a 7.48,1.

O rali da Sardenha termina amanhã com as últimas quatro especiais. 

sexta-feira, 6 de junho de 2025

WRC 2025 - Rali da Sardenha (Dia 1)


O francês Sebastien Ogier foi o melhor no primeiro dia do Rali da Sardenha. O piloto da Toyota foi o melhor no final das primeiras seis especiais desta sexta-feira, com uma vantagem de 2,1 segundos sobre o Hyundai de Adrien Formaux e 7,3 sobre o outro Hyundai, mas o de Ott Tanak. Sami Pajari é o quarto, mas um pouco mais distante, a 22,8 segundos.  

Tudo isto num rali difícil para carros e pilotos: por exemplo, os três carros da M-Sport acabaram a sua prova na mesma especial! 

"Foi um bom dia, com certeza. Fiz tudo o que podia hoje, por isso estou feliz com isso. O troço onde tudo isto aconteceu era muito super, estreito e super rápido. É uma surpresa ver tantos [erros], mas está a acontecer com bastante facilidade lá.", comentou Ogier, no final deste primeiro dia.

O dia começou com passagens duplas por Arzachena, Telti - Calangianus – Berchidda e Sa Conchedda com os Toyotas a serem os mais rápidos, liderados por Ogier, ganhando a especial por 0,8 segundos a Thierry Neuville, enquanto Sami Pajari conseguiu o terceiro melhor tempo, a um segundo. 


A seguir, na primeira passagem por Telti - Calangianus – Berchidda, Ott Tanak foi o melhor, 3,3 segundos na frente de Neuville e 4,1 sobre Formaux e 6,8 sobre Takamoto. Foi uma especial exigente para os carros, e para os M-Sport, uma catástrofe: Martins Sesks capotou, Gregoire Munster ficou com danos na suspensão traseira e Josh McErelan perdeu uma corrida por alturas do quilómetro 9,8. Oliver Solberg e Roope Korhonen também sofreram acidentes, mas no caso do sueco, conseguiu continuar, enquanto o finlandês ficou sem uma roda. 

Na terceira especial, a primeira passagem por Sa Conchedda, Formaux foi o melhor, 5,7 segundos sobre Takamoto Katsuta, seis segundos sobre Ogier e 6,9 sobre Neuville. Munster acabou por se retirar, com os danos na suspensão no seu Ford, muito danificada. 

"Está tudo a correr bem. Tentei realmente usar a linha, fui muito limpo e organizado para não ficar solto e mantive-me afastado. Estou satisfeito com isso. Perdi um pouco na primeira parte, mas no final estávamos apenas a controlar (os pneus).", disse Formaux, no final da etapa. 

"Essa foi a aposta. Penso que aprendemos alguma coisa, com certeza. Fiz uma boa etapa, com bom ritmo. Tentei manter o ritmo durante toda a etapa. Estava escorregadio, mas foi uma boa corrida. Foi uma aposta esta manhã, mas esforcei-me e preciso de tentar na última etapa também. Estou satisfeito.", falou Neuville, na mesma ocasião. 


No início da tarde, Tanak foi o melhor na segunda passagem por Arzachena, ganhando com uma vantagem de 1,1 sobre Neuville, 2,8 sobre Ogier e 2,9 sobre Rovanpera. Neuville subia para o comando do rali, e os três Hyundais na frente, com cinco segundos entre eles, do primeiro ao terceiro, e Ogier a descer para quarto, a 6,9.

Logo a seguir, Rovanpera ganhava a especial, 0,2 segundos na frente de Tanak, 1,7 sobre Ogier e 3,8 sobre Formaux. Neuville perdeu uma roda e ficava pelo caminho... pelo menos por hoje. Takamoto capotou, mas conseguiu regressar à estrada. 

Rovanpera, o vencedor da especial, afirmou: "Esta tarde, o carro está com uma configuração melhor. [Isso acontece] quando finalmente tivermos algumas ideias sobre o que fazer. As condições da estrada estão mais uniformes, então podemos tentar fazer alguma coisa. Não está ótimo, mas dou o meu melhor o tempo todo.", afirmou.

No final do dia, Ogier acabou por ganhar a especial, 1,9 segundos na frente de Rovanpera, 6,7 sobre Formaux e 8,6 sobre Pajari. Apesar do francês ter sido apenas segundo na especial, conseguiu passar de terceiro para primeiro. passando Formaux e Tanak.

Depois dos quatro primeiros, Kalle Rovanpera é o quinto a 22,8 segundos, no seu Toyota Yaris Rally1, já longe de Elfyn Evans, a 1.09,8 e Takamoto Katsuta, a 2.27,9. Não muito longe está o búlgaro Nikolay Gryazin, a 2.33,3, e a fechar o top ten", ficaram o Skoda de Emil Lindholm, a 2.41,2 e o Citroen C3 Rally2 de Yohan Rossel, a 2.57,5.

O rali da Sardenha continua no sábado, com mais seis especiais. 

quinta-feira, 5 de junho de 2025

WRC: Rovanpera não gosta muito de correr na Sardenha


O finlandês Kalle Rovanpera reconhece que não gosta muito de correr na Sardenha. Ele afirma que, devido às etapas estreitas e com terra solta, que obrigam os pilotos a manter uma única trajetória, mesmo em passagens repetidas, nunca conseguiu resultados de relevo neste rali. Apenas um terceiro posto em 2023 foi o melhor que conseguiu fazer.

Depois do shakedown, que aconteceu esta tarde, e acabou com o segundo melhor tempo ele afirma que continua a ter dificuldades com a aderência dos pneus Hankook e não teve oportunidade de fazer testes adicionais desde o Rally de Portugal.

“Há muitos troços aqui, não necessariamente muito lentos, mas muito estreitos. A superfície obriga-nos a conduzir na trajetória – mesmo na segunda passagem, estamos e estamos limitados ao sulco existente. É exatamente o tipo de coisa que nunca gostei muito”, começou por afirmar.

“Se chegarmos ao pódio, já será um bom fim de semana. Este é um daqueles ralis em que é difícil vencer a partir de uma das posições da frente. Há vários pilotos fortes atrás de nós que beneficiarão de uma estrada mais limpa”, continuou.

“O nosso principal objetivo é competir contra o Elfyn. Ele tem uma posição de partida ainda pior, por isso é importante tentar marcar bons pontos em comparação com ele. Se alguns pilotos atrás de nós passarem e acabarem à nossa frente, isso não nos incomodará”, concluiu.

O rali da Sardenha arranca amanhã com as primeiras seis especiais do dia.

quarta-feira, 4 de junho de 2025

WRC: Neuville quer lutar pela vitória na Sardenha


Tal como Tanak, Thierry Neuville quer lutar pela vitória no rali da Sardenha. O piloto belga da Hyundai pretende conquistar ali a sua primeira vitória no WRC da temporada de 2025, ele que está 40 pontos atrás do galês Elfyn Evans, o líder da competição, que compete no seu Toyota.

Neuville encara a prova com otimismo uma vez que tem alguns pontos a seu favor: uma posição de partida favorável na sexta-feira, o forte historial da Hyundai na Sardenha e o seu próprio sucesso passado, com três vitórias no evento, tal como Ott Tanak.

“O Rally Italia Sardegna é um evento em que sempre fomos competitivos.”, começou por afirmar. “As estradas favorecem os nossos pontos fortes, especialmente nas segundas passagens, por isso estamos muito ansiosos por esta prova”, continuou. 

“Aprendemos algumas coisas sobre o comportamento do carro em Portugal, e vamos levar esse conhecimento connosco. Precisamos de ser consistentemente rápidos e não há margem para erros, por isso vamos dar o máximo em todas as especiais”, salientou Neuville. “Quero lutar pela vitória, por isso preciso de terminar à frente dos meus principais rivais no campeonato”, concluiu.

O belga está na quinta posição da geral, com 78 pontos, e tem como melhor resultado dois terceiros lugares na Suécia e Quénia. A prova começa amanhã com o “shakedown”, e terá 16 especiais a serem completadas até domingo.


WRC: Tanak prepara-se para o rali da Sardenha


O estónio Ott Tanak prepara o rali da Sardenha, marcada para este final de semana, consciente das dificuldades que terá na prova. Três vezes vencedor do rali, em 2017, 2022 e 24, o último dos quais depois de uma luta férrea com Sebastien Ogier, o piloto estónio reconhece a natureza exigente do rali, ainda por cima quando se sabe que este ano, terá muitos troços novos e de baixa aderência. O piloto da Hyundai destacou a necessidade de notas precisas e uma afinação bem equilibrada, apesar dos conhecidos desafios de neste capítulo.

“A Sardenha é outra prova extremamente exigente. À primeira vista, pode parecer suave e arenosa, mas as estradas normalmente evoluem rapidamente. De repente, podemos encontrar rochas a emergir do solo, o que dificulta a vida tanto do carro como dos pneus”, explicou Tänak. “Este ano teremos muitas especiais novas, mas sabemos que estas costumam ter pouca aderência, o que torna a condução muito desafiante nestas estradas estreitas.”, continuou.

“Sabemos que não é fácil encontrar uma boa afinação para o nosso carro em diferentes superfícies, mas no passado tivemos bons resultados na Sardenha. Esperamos ter feito o nosso trabalho de casa e estar no ritmo desde o início.”, concluiu.

A prova começa amanhã com o “shakedown”, e terá 16 especiais a serem completadas até domingo.

domingo, 2 de junho de 2024

As imagens do dia




Os ralis estão numa altura... direi, invulgar. Com Kalle Rovanpera a tirar um tempo para experimentar outras coisas no automobilismo, todos começaram a pensar que tem chances de ganhar o título. Thierry Neuville, Ott Tanak, Elfyn Ewans... todos eles, que pareciam ser secundários perante um Kalle Rovanpera que parecia ir a caminho de bater todos os recordes, agora, que está a se divertir, todos os outros tem uma chance. Até Sebastien Ogier, que está em "part time" desde 2022, com os seus resultados, parece que tem uma chance de ganhar mais um título, porque até agora, ficou sempre no pódio, e esteve perto de uma terceira vitória na temporada de 2024 do WRC! 

E tudo isto numa altura em que todos falam da melhor maneira de apresentar um produto, que o responsável da M-Sport, Richard Millener, ser menos popular que... o golfe! Mal distribuído, mal filmado? Não se sabe. Mas isso acontece quando o WRC passa por uma fase agitada, sem mais domínios. 

Nesta temporada de 2024, temos um duelo entre Toyota e Hyundai, e tudo aparenta que a marca coreana poderá ter mais chances de vitória que a japonesa. Cyril Abiteboul, que veio da equipa Renault de Formula 1 - agora, Alpine - depois da sua normal adaptação, parece que está disposto a fincar o pé ao ex-piloto Jari-Matti Latvala, e ao domínio de uma Toyota que arriscava a eternizar-se com Rovanpera ao volante, por causa dos títulos das últimas duas temporadas. E esta vitória na Sardenha deixou Latvala "sem chão", porque um furo, na última especial do dia, mostrou que nestas coisas, isto só acaba quando atravessam a meta. Há quem tenha perdido títulos a 300 metros da meta...

 A vitória de Tanak aqui na Sardenha aconteceu na semana em que foi revelado um pormenor privado do campeão de 2019. É que, sem que nenhum de nós soubesse, em 2022, ele passava um inferno pessoal. Na altura, ele estava na Ford, mas a falta de comunicação com a imprensa e os fãs tinha a ver com a doença da sua esposa, Janika Tänak, que tinha sido diagnosticada com uma variante muito agressiva de cancro de mama. Agora, as coisas estão, aparentemente, sob controlo, mas o próprio Tanak afirmou que a certa altura, considerou pendurar o capacete. 

Tudo isto foi falado num programa televisivo na sua Estónia natal. 

"É muito difícil esquecer um momento daqueles, nunca se esquece. No nosso caso existiram várias etapas," começou por referir Tanak. "As biópsias foram feitas e foi operada. Essa foi a parte mais difícil. Havia esperança e fé que as notícias fossem boas, mas em vez disso vieram as más notícias.", continuou.

"Não era uma questão de se era necessário. No início, durante os tratamentos de quimioterapia, eu poderia estar em casa presente nos momentos mais difíceis. A dada altura surgiram os problemas de coração e descobriram um coágulo no coração. Naquele momento senti que era demasiado. Penso que foi antes do rali da Finlândia e eu queria ir para casa, sentia que não podia estar longe. Mas mais uma vez foi o desejo dela que eu continuasse."

"Para mim a família é a prioridade, e a minha preocupação número um é que tudo esteja bem em casa." concluiu.

Para mim, ao vê-lo chapinhar no porto sardo, com a equipa, depois da vitória no rali, mostrou que ele não venceu só para ele mesmo ou para a equipa, mas que tem um núcleo familiar que tem orgulho dele e dos seus feitos e, mesmo que seja abalado, lhe pede para que as coisas continuem como sempre, e que é um embaixador de um pequeno país, banhado pelo mar Báltico, e sempre que ganha, os seus habitantes ficam orgulhosos. 

WRC 2024 - Rali da Sardenha (Final)


E... surpresa! Ou se calhar, não. Mas aconteceu: no último dia do rali, Ott Tanak conseguiu esforçar-se e apanhar Sebastien Ogier para ficar com a vitória no rali da Sardenha. E pela margem mínima mais curta de todas: 0,2 segundos. Ou seja, o piloto estónio recuperou de 7,7 segundos contra para os tais 0,2 a favor e tirando da boca de Ogier o que seria a sua terceira vitória na temporada. Logo ele, que desde 2022 que corre em "part-time". 

Claro, quando a razão tem a ver com um furo, e isso, nem toda a boa condução do piloto serve de consolo. E foi isso que afirmou, no final:

"Furo. Não há muito que eu possa fazer. [Isto] não é um rali, é cross country. Não há muito que eu possa fazer. É a vida, acho que merecemos mais do que isso, mas pelo menos o Ott [Tanak] também fez um bom rali.", afirmou o piloto francês.

Dani Sordo ficou com o lugar mais baixo do pódio, a primeira vez nesta temporada que lá chega, batendo por 12 segundos o Toyota de Elfyn Evans.   

Mas o filme do rali começou com os pilotos a encarar as quatro especiais em falta. Com Neuwille a regressar à estrada pelo modo Rally2, o dia começou com ele a ganhar na primeira passagem por Cala Flumini, 4,6 segundos na frente de Tanak e 6,1 sobre Evans. Ogier era quarto, a 8,6. O belga voltou a ganhar na primeira passagem por Sassari-Argentiera, com 0,8 segundos de vantagem sobe Tanak e 2,6 sobre Katsuta. Ogier perdia 7,3 segundos e a vantagem estreitava-se para 6,6. Os pilotos queixavam-se dos pisos, mas ainda faltavam duas especiais.  

Tanak atacou na segunda passagem por Cala Flumini, 0,4 segundos na frente de Ogier, e 2,3 sobre Evans, com o francês a afirmar que "estawam a controlar o andamento", apesar da estrada estar a degradar-se após a passagem dos carros na primeira ocasião.

E por fim, a Power Stage, onde tudo se decidiu. Neuville acabou por triunfar, seguido por Tanak, a 2,4 e Ewans, a 6,5. Ogier ficou a 6,9, em quarto lugar, empatado com Takamoto, mas foi essa diferença que decidiu o rali a favor do estónio.

"Fim de semana difícil, nesta etapa não havia estrada e algumas pedregulhos enormes. Foi difícil fazer muito mais. Quero das os parabéns à minha filha Miia, ela conseguiu seu primeiro pódio hoje, então vamos comemorar nossos pódios amanhã.", afirmou Tanak no final do rali.

Nos restantes lugares pontuáveis, quinto foi Gregoire Munster, a 6.42,9, na frente de Sami Pajari, a 7.13,4. Sétimo foi Yohan Rossel, no seu Citroen C3 Rally2, a 7.45,7, seguido pelo Toyota do espanhol Jan Solans, a 7.52,7. Martin Prokop é o nono, a 10.05,4, e Kajetan Kajetanowicz, no seu Skoda Fabia Rally2, a 10.09,3.


O WRC continua no final do mês nas estradas polacas.  

sábado, 1 de junho de 2024

WRC 2024 - Rali da Sardenha (Dia 2)


Sebastien Ogier continua na frente do rali Itália-Sardegna, com uma vantagem de 17,7 segundos sobre o Hyundai de Ott Tanak, e numa altura em que o piloto estónio foi avisado por parte da equipa para... acalmar o seu ritmo. E faz algum sentido, porque o francês está a correr a tempo parcial, e ambos estão a mais de dois minutos do terceiro classificado, o segundo Hyundai de Dani Sordo. 

“Demos tudo neste troço [nona especial, entre Monte Lerno e Monti di Ala]. Estamos a tentar ser seguros e não forçar. Pediram-nos para sermos seguros e não forçar”, afirmou. A razão foi que o belga Thierry Neuville, o líder do campeonato, sofreu um despiste e não irá ficar nos 10 primeiros, pois irá regressar pelo sistema Rally2.

Com oito especiais neste sábado, com duplas passagens por Tempio Pausania, Tula, Monte Lerno-Monti di Ala e Coiluna-Loelle, o dia começou com Ogier na frente, mas Tanak estava atrás. O estónio aproveitou e atacou, ganhando a primeira especial do dia, com 3,3 segundos de vantagem sobre Neuville e 4,6 sobre Ogier, suficiente para passar ao comando do rali. 

O francês reage na especial seguinte, ganhando 2,3 segundos a Tanak, 3,2 a Neuville e 21,3 a Takamoto Katsuta, enquanto Neuville ganha na segunda passagem por Tempio Pausania. Tanak foi segundo, a 0,1 segundos, e Ogier perde 4,5, fazendo com que a liderança regressasse às mãos de Tanak. Ele ganha em Tula, 1,3 segundos na frente de Ogier, alargando a liderança para 3,5 segundos. Aqui, Neuville saiu de estrada e ficou preso na valeta, tendo de abandonar a prova por hoje.

Pela tarde, na segunda passagem por Monte Lerno, Ogier ganha e consegue uma vantagem de 6,8 segundos sobre Tanak, 11,5 sobre Adrien Formaux e 20,9 sobre Dani Sordo. Katsuta tem problemas sérios na sua caixa de velocidades e cai na classificação, e o francês recupera o comando, agora com uma vantagem de 3,3 sobre o piloto estónio.

Ogier tenta alargar a vantagem nas especiais seguintes, especialmente depois da Hyundai ter avisado Tanak para ir com calma, tentando levar o carro até ao fim. Ganha na primeira passagem por Coiluna, alargando a vantagem para Tanak em 6,4 segundos, e na segunda passagem por Monte Lerno, consegue mais 6,5 segundos, alargando para 16,2. No final do dia, é Elfyn Evans a ganhar, 0,4 segundos na frente de Ogier e 1,3 sobre Tanak.

"Esperava que esta segunda metade do dia não fosse tão complicada, mas gosto destas etapas. Vamos ver mais um dia, mas este foi um dia muito, muito longo. Amanhã são duas especiais muito diferentes, uma bastante larga e um bastante estreita.", afirmou Tanak, no final do dia.

Nas restantes posições, Elyn Evans é o quarto, a 2.43,3. Bem longe do quinto, Gregoire Munster, a 5.28,8. Sami Pajari é sexto e o melhor dos Rally2, a 5.38,5. Sétimo é Yohan Rossel, a 6.33,2, seguido por Jan Solans, a 6.45,2, e a fechar o "top ten" estão o os Skodas de Kajetan Kajetanowicz, a 8.12,1, e o de Martin Prokop, a 8.22,1.        

O rali da Sardenha acaba no domingo, com a realização das últimas quatro especiais. 

sexta-feira, 31 de maio de 2024

WRC 2024 - Rali da Sardenha (Dia 1)


O francês Sebastien Ogier foi o melhor no primeiro dia do rali da Sardenha. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 4,5 segundos sobre Ott Tanak e 33,2 sobre Dani Sordo, no segundo Hyundai, que não está muito longe do segundo Toyota de Takamoto Katsuta, a 34,5.

Com apenas quatro especiais nesta sexta-feira, o rali começou com Sebastien Ogier a partir ao ataque, ao ganhar na primeira passagem por Osilo-Tergu, com 25,6 quilómetros de extensão, obtendo uma vantagem de 7,7 segundos sobre Ott Tanak e 14,5 sobre o outro Hyundai de Dani Sordo, empatado com Adrien Formaux. Tanak reagiu, triunfando na segunda especial, a primeira passagem por Sedini-Castelsardo, ganhando 1,2 segundos sobre Thierry Neuville e 1,9 sobre Adrien Formaux.

Na segunda passagem por Osilo-Tergu, Ogier voltou a triunfar, 2,9 segundos na frente de Tanak e 8,8 sobre Sordo, para no final do dia, na segunda passagem por Sedini-Castelsardo, Thierry Neuville foi o melhor, 3,7 segundos na frente de Tanak e 3,9 sobre Sebastien Ogier. Adrien Formaux teve problemas e parou na especial. 

No final do dia, o piloto belga da Hyundai queixava-se do estado do piso e do facto de ter conservado os pneus. 

"Esse foi o dia mais difícil que você poderia imaginar, as piores etapas para passar! Felizmente foi apenas meio dia, tivemos uma boa gestão de pneus. Mesmo que não tivéssemos a escolha perfeita, seis [pneus] teriam sido melhores. Com certeza guardei alguns pneus e andei forte."

Depois dos quatro primeiros, Neuville é o quinto, a 36,6 segundos, já distante de Elfyn Evans, a 57,3. Sétimo é Gregoire Munster, a 1.09,2, na frente do carro de Sami Pajari, o melhor dos Rally2, a 1.34,6. Nono é Pierre-Louis Loubet, a 1.52,9, e a fechar o "top ten" está o carro de Jan Solans, a 2.03,2.

O rali da Sardenha prossegue amanhã com a realização de mais oito especiais.

sexta-feira, 2 de junho de 2023

WRC 2023 - Rali da Sardenha (Dia 1)


Esapekka Lappi é o líder do dali da Sardenha, acabadas as primeiras sete especiais do dia. O piloto da Hyundai tem um avanço mínimo, de... 0,1 segundos sobre o Toyota de Sebastien Ogier, que andou boa parte do dia no comando do rali, perdendo apenas na última especial. Em terceiro, a 18,6 segundos do primeiro, está o outro Hyundai de Thierry Neuville, que luta pela posição com o outro Toyota de Kalle Rovanpera. Tudo isto num dia onde Dani Sordo sofreu um acidente espetacular e atrasou-se na geral, bem como Pierre-Louis Loubet, no seu Ford, que andou em lugares de pódio, antes de ter problemas com a sua caixa de velocidades.  

Depois de Esapekka Lappi ter triunfado na primeira especial do dia, no final da tarde de quinta-feira, o dia de hoje começou com passagens duplas por Tantariles 20Ris, Terranova e Monte Lerno - Sa Conchedda. E o dia começou com Ogier a ser o triunfador, ganhando 1,7 segundos a Lappi, 4,7 a Loubet e 6,3 a Katsuta Takamoto.

O japonês surpreendeu a todos na primeira passagem por Terranova, ao ser o melhor, 1,1 segundos melhor que Dani Sordo e 1,4 sobre Thierry Neuville. Ogier perdia 3,5 segundos para Lappi e cedia o comando para este. Contudo, em Monte Lerno, o francês reagia e ganhava, conseguindo uma vantagem de... 12,7 segundos sobre Evans e 16,7 sobre Lappi. Sordo perdia tempo com uma saída de estrada, mas acabou por continuar. No final, queixou-se de "não ter aderência dos pneus".  


Pela tarde, começava a tentativa de recuperação de Lappi. Começou por ganhar na segunda passagem por Tantariles, mas apenas ganhou 6,4 segundos e Loubet e 7,6 a Ogier, que mantinha a liderança. Contudo, Sordo sofreu novo despiste, e este mais definitivo, e Loubet tinha problemas com o carro, que não conseguia arrancar por causa de problemas com a caixa de velocidades. 

Neuville acabou por triunfar na segunda passagem por Terranova, conseguindo um avanço de 2,6 segundos sobre Lappi e 3,5 sobre Takamoto. Ogier perdeu 4,6 segundos e viu a sua liderança ameaçada pelo finlandês da Hyundai. E no final do dia, Kalle Rovanpera conseguiu ganhar na segunda passagem por Monte Lerno, 2,1 segundos na frente de Lappi, que aprobeitou o facto de Ogier ter perdido 8,9 segundos para ficar com o comando, com a vantagem mínima. 

Elfyn Evans perdeu 42,7 segundos por causa de um furo a sete quilómetros do final da especial e arrastou-se, caindo de quarto para séxto. Loubet também saiu de estrada e perdeu ainda mais tempo. 

Depois dos quatro primeiros, Katsuta Takamoto é quinto, a 47,4 segundos, com Evans em sexto, a 1.05,6, pagando o preço pelo furo na última especial. Ott Tanak é o sétimo, a 1.09,1, na frente de Sami Pajari, o melhor dos Rally2, a 3.48,5. Adrien Formaux é o nono, a 3.54,8, na frente de Emil Lindholm, no seu Skoda Fabia Rally2, a 4.01,6. 

O rali de Itália-Sardenha continua no sábado, com a realização de mais oito especiais. 

segunda-feira, 8 de maio de 2023

Youtube Rally Testing: O teste dos Toyota em Itália

Se alguém interroga a razão pelo qual a Toyota não esteve em Portugal nos últimos dias para testar e se adaptar aos troços do rali de Portugal, é porque estiveram em Itália para se preparar, não para um, mas para... dois ralis. É que aproveitaram e foram treinar-se para o rali Itália-Sardegna, e aqui podem ver aquilo que andaram a fazer Katsuta Takamoto e Eflyn Evans, vencedor do recente rali da Croácia. 

quarta-feira, 3 de maio de 2023

WRC: Ogier corre na Sardenha, Hyundai com três carros


Sebastien Ogier não participará no rali de Portugal, mas estará na Sardenha, em junho, a bordo do seu Toyota Yaris Rally1 oficial. Já a Hyundai anunciou que na ilha italiana alinhará com Thierry Neuville, Esapekka Lappi e Dani Sordo. 

A pouco mais de semana e meia do rali português, o rali sardo, que acontecerá entre os dias 1 e 4 de junho, já se sabe o alinhamento de duas das equipas oficiais do WRC. Se na Hyundai não existirá alterações em relação ao rali português, para a Toyota, Ogier acompanhará Kalle Rovanpera, Elfyn Evans e Katsuta Takamoto, embora os dois primeiros pontuem para este rali.

Só falta a Ford confirmar quem serão os seus pilotos, mas pelo menos estarão Ott Tanak e Pierre-Louis Loubet.  

domingo, 5 de junho de 2022

WRC 2022 - Rali da Sardenha (Final)


No final, Ott Tanak conseguiu levar a melhor e triunfou no Rali da Sardenha. E melhor ainda: para além de ser a primeira vitória do piloto estónio desde o Rali da Catalunha de 2021, acabou por ser um dominio dos Hyundai, pois apesar de ter acabado com mais de um minuto de vantagem para o Ford de Craig Breen, ficou um pouco mais longe (1.33,0) sobe o outro Hyundai do espanhol Dani Sordo. 

O piloto estónio era alguém muito feliz, no final deste rali, ao alcançar a sua primeira vitória nos Rally1, de um carro que nasceu mal. 

"Tem sido muito desafiador, especialmente desde o início desta geração [híbrida]. Estamos definitivamente muito felizes, especialmente pelos mecânicos - eles fizeram um esforço incrível durante todo o ano passado e no início deste ano. Este rali não foi fácil e eles fizeram um bom trabalho para manter o carro funcionando. Demos alguns bons passos. Em Portugal, estávamos realmente lutando e na verdade conseguimos melhorar. Sem dúvida, se a confiança estiver lá, podemos fazer um bom trabalho. Precisa continuar a ser trabalhado.", disse Tanak no final.


Com um avanço já significativo sobre Breen, Tanak decidiu que o melhor seria levar o carro até à meta, e quem sabe, levar alguns pontos na Power Stage. Na primeira passagem por Cala Flumini, Tanak foi o melhor, 1,7 sobre Lappi e 3,7 sobre Breen. Neuville triunfou em Sassari - Argentiera 1, 2,4 segundos sobre Elfyn Evans e 3,7 sobre Lappi. Tanak foi apenas quinto debido a uma escolha mais prudente de pneus.

"Peguei dois pneus duros no carro porque precisamos levá-lo até o final e basicamente, minimizar o risco de furos. O carro está funcionar bem, mas mais tarde, este vai ser muito complicado.", disse o piloto estónio.

Tanak triunfou na segunda passagem por Cala Flumini, e na Power Stage, acabou por ser sexto, a 13,2 segundos do seu vencedor, Thierry Neuville. Kalle Rovanpera foi o segundo, a 2,3 e Elfyn Evans ficou em terceiro, a 3,1. E por fim, as três marcas já triunfaram na edição de 2021 do Mundial WRC. 

"Com certeza, o mais importante é que conseguimos mais pontos do que Thierry. Esta foi uma etapa complicada - eu não podia fazer mais com o carro e estava lutando muito com ele o tempo todo. Não foi uma fase agradável.", disse Kalle Rovanpera, no final da especial.

Depois dos três primeiros, Pierre-Louis Loubet foi o quarto, com o seu Ford Puma Rally1, e no seu melhor resultado da sua carreira, a 2.09,4. Quase um minuto atrás ficou Kalle Rovanpera, que apesar do seu resultado menos conseguido, manteve a grande vantagem que tem no campeonato. Katsuta Takamoto acabou em sexto, a 4.02,6, mais de um minuto na frente de Gus Greensmith, noutro Ford Rally1, a 5.23,6. O russo Nikolay Gryazin foi o melhor dos Rally2, a 7.37,7 e a fechar o "top ten" ficaram os carros do catalão Jan Solans, no Seu Citroen C3 Rally2, a 8.05,7, e o Ford Fiesta Rally2 de Jari Huttunen, a 8.10,8.

O WRC continua dentro de duas semanas, nas paisagens quenianas.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

WRC 2022 - Rali da Sardenha (Dia 1)


Esapekka Lappi é o líder do Rali da Sardenha, depois de cumpridas sete das nove especiais desta sexta-feira. O piloto finlandês da Toyota tem 0,7 segundos de vantagem sobre Ott Tanak, no seu Hyundai. Pierre-Louis Loubet é o terceiro, no seu Ford, a 15,1 segundos, mas Craig Breen não anda longe, a 15,5 da liderança, e Dani Sordo é o quinto, a 16,1. Com os cinco primeiros separados por menos de 20 segundos, o que se nota é que os Toyota mostram todo o seu dominio sobre a concorrência. 

O dia começou com Thierry Neuville a ser o melhor na primeira passagem pela na super especial de Olbia. Ele bateu o Toyota de Katsuta Takamoto por meio segundo, enquanto Elfyn Evans faria o terceiro melhor tempo, a 0,7 segundos. Kalle Rovanperä era o quarto, a um segundo.

Evans acabou por ser o mais rápido na primeira passagem por Terranova, 0,8 segundo na frente de Pierre-Louis Loubet e 4,1 sobre Tanak. Com isto, o galês da Toyota passou para a frente, com Tanak em segundo, mas na terceira especial, na primeira passagem por Monti di Alà e Buddusò, Esapekka Lappi foi o melhor, 3,4 segundos na frente de Craig Breen e 5,3 sobre Ott Tanak. Elfyn Evans perdia 11,3 segundos e a liderança, devido a problemas mecânicos.

Pior ficava Gus Greensmith, que perdia quase dois minutos devido a um pião e dificuldades de ignição do seu Ford. 

Dani Sordo era o triunfador na PEC 4, 0,9 segundos melhor que Ott Tanak e 1,8 sobre Thierry Neuville, com Evans a ver agravar os seus problemas mecânicos, não dando outra alternativa senão desistir. O carro de Gus Greensmith parou na especial, mas não perdeu mais do que 12,4 segundos. 

Sordo repetia o triunfo na quinta especial, segunda passagem por Monti di Alà e Buddusò, onde ficara três segundos na frente de Craig Breen e 5,2 sobre Pierre-Louis Loubet. Contudo, esta foi neutralizada devido a problemas de comunicação-rápido após a passagem do Ford de Adrien Formaux. "[A especial] estava muito escorregadia. Tentei controlar e estou mais feliz com o carro. Fizemos alguns ajustes e agora temos mais aderência.", disse Sordo, no final. 

Esapekka Lappi sofreu um furo, mas perdeu 8,9 segundos, enquanto Thierry Neuville se queixava de problemas de transmissão.


A parte da tarde começara com passagens duplas por Osilo - Tergu e Sedini - Castelsardo, onde Tanak triunfou, tentado escapar da concorrência, ganhando 2,7 segundos a Esapekka Lappi e quatro segundos exatos a Craig Breen. Lappi respondeu, triunfando na especial seguinte, 3,7 segundos na frente de Dani Sordo e 6,1 sobre Adrien Formaux. Contudo, a oitava especial era cancelada devido aos destroços do carro de Laurent Battut, que ardeu completamente e não foi retirado a tempo da segunda passagem. Mas a última especial também foi anulada devido a dificuldades em deslocar os carros do reagrupamento para a especial a tempo para acontecer a tempo de horas.

Assim sendo, depois dos cinco primeiros, Adrien Formaux é o sexto, a 30,8 segundos, já longe de Katsuta Takamoto, sétimo, a 1.05,5. Kalle Rovanpera é o oitavo, a 1.13,1, e a fechar o "top ten" estão Thierry Neubille, a 2.07,2, e o norueguês Andreas Mikkelsen, num Skoda Fabia Rally2 evo, a 2.20,8.

O rali da Sardenha continua amanhã, com realização de mais oito especiais. 

domingo, 6 de junho de 2021

WRC 2021 - Rali da Sardenha (Final)


Sebastien Ogier conseguiu triunfar em terras sardas e deu mais uma vitória à Toyota, consolidando também a sua liderança no campeonato. O piloto francês ficou a 46 segundos do galês Elfyn Evans, consolidando a dobradinha para a marca japonesa, enquanto o belga Thierry Neuville foi o terceiro, a 1.05,2, e o melhor dos Hyundai.

No final da prova, o piloto francês não cabia de si contente por mais este triunfo.

“Foi um fim de semana incrível. Chegando aqui a abrir a estrada, pensamos que [se calhar] era melhor ficar em casa. Fizemos um bom trabalho no teste e o carro estava funcionando muito melhor do que em Portugal. Tivemos um dia incrível na sexta-feira, e ontem conseguimos subir ao topo. Com certeza, é bom para o campeonato. Eu tive uma falha de ignição por um longo tempo após uma poça de água. Nós sobrevivemos, mas perdemos alguns segundos lá. Um ótimo fim de semana."

Com quatro especiais até ao final do rali, duas passagens pelas classificativas como Arzachena - Braniatogghiu e Aglientu - Santa Teresa, o dia começava com o triunfo de Elfyn Evans, 3,5 segundos na frente do regressado Ott Tanak e 4,8 segundos sobre Sebastien Ogier. "Queríamos ter certeza de que não haveria um ataque tardio [por parte do] Neuville esta manhã, então isso obviamente torna as coisas um pouco mais fáceis. Nós apenas temos que continuar.", comentou o galês no final da especial.

Neuville de facto atacou, mas na especial seguinte. Apenas ganhou 0,3 segundos sobre Evans e 0,7 sobre Ogier e Rovanpera, e quase nada mudou na geral. Atrás, o boliviano Blucacia tentava ainda chegar ao oitavo posto, mas um capotanço abdicou dos seus esforços para lá chegar, concentrando-se em conseguir pontos. Evans acabou por reagir na segunda passagem por Arzachena - Braniatogghiu, terminando-a como vencedor, 0,8 segundos de vantagem sobre Ogier e 4,1 sobre Neuville.

Para a Power Stage, o melhor acabou por ser Thierry Neuille, que bateu Ott Tanak e Kalle Rovenpera, ficando com os pontos dessa classificativa especial. Ogier foi o quarto, a 5,2, na frente de Dani Sordo, a 5,7.

Depois dos três primeiros, Katsuta Takamoto era o quarto na geral, igualando o seu melhor resultado, a 6.11,2 minutos, mais de três minutos na frente de Jari Huttunen, o melhor dos Rally2, a 9.31,2, no seu Hyundai i20 R5, conseguindo bater Mads Ostberg foi o sexto, a 9.39,2. Yohan Rossell foi o sétimo, a 10.37,7, no seu Citroen C3 Rally2. Os espanhois Pepe Lopez (a 11.03,7) e Nil Solans (a 11.26,3) foram oitavo e nono, na frente do Skoda Fabia Evo2 de Marcio Bulcacia, a 11.34,6.

Agora o WRC ruma a África, onde no final do mês se disputará o Rally Safari.