Mostrar mensagens com a etiqueta Evans. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Evans. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de julho de 2026

WRC: Evans admite um rali difícil na Estónia


O galês Elfyn Evans, atual líder do campeonato teve um rali difícil nas estradas da Estónia. O piloto da Toyota foi sexto numa prova onde foi obrigado a abrir a estrada na sexta‑feira, enfrentando troços de terra muito secos e com muita terra solta, situação que o penalizou e o atirou para nono no final da primeira etapa.

A partir do segundo dia, com o piloto galês a não abrir as estradas, as suas prestações melhoraram, aproveitando também algum azar dos que corriam na sua frente, e começou a subir paulatinamente na classificação, chegando ao sexto lugar no final do segundo dia, do qual não saiu mais até ao final do rali, com duas passagens consistentes pela classificativa de Kääriku, na manhã de domingo, e ajudado pela chuva. 

Sabíamos que seria um início duro, com as especiais tão secas e o efeito de limpeza tão evidente”, reconheceu o piloto, no final do rali, sublinhando que, nas circunstâncias, o objectivo passou por “recuperar o máximo de posições possível”, a partir de sexta-feira. 

Acabámos com pontos decentes e o sexto lugar foi, realisticamente, o melhor que estava ao nosso alcance”, afirmou. "A especial [de domingo] estava bem acidentada em alguns lugares. Inevitavelmente um fim de semana muito duro. A evolução da estrada torna conseguir posições realmente difícil. É o que é.", concluiu.

Agora, Evans - que beneficiou da desistência da Takamoto Katsuta no primeiro dia do rali - tem uma vantagem de 25 pontos para gerir rumo ao próximo rali, o da Finlândia, que irá acontecer no final deste mês.  

domingo, 28 de junho de 2026

WRC 2027 - Rali da Acrópole (Final)


Inesperadamente, Sebastien Ogier acabou como vencedor da Rali da Acrópole, que terminou neste domingo, beneficiando do furo que Thierry Neuville sofreu em Aghi Teodori, uma especial antes da Power Stage, que impediu os fás de verem um final de duelo entre o belga da Hyundai e o francês da Toyota.

"Os deuses gregos finalmente me apoiaram! Foi um fim de semana longo, nunca houve tempo para relaxar. Eu dirigi tão suavemente quanto pude e tentei evitar todas as pedras. Então não foi um fim de semana ruim.", disse Ogier, no final.

"Não sei, estou entre a decepção e um pouco de alegria agora, porque o carro está a funcionar bem e estamos confortáveis nele. Sentimentos mistos. Justo, Ogier fez uma corrida incrível também. Não sabemos o que teria acontecido sem o furo. Mas isso é rally, em Portugal aproveitamos o furo dele e agora ele aproveita o nosso.", comentou Neuville, no final da Powerstage.

Com quatro especiais neste domingo, passagens duplas por Agii Teodori e Loutraki, ambos os pilotos estavam separados por 4,1 segundos, logo, um duelo final esperava-os, antes do Power Stage. O dia começou com a primeira passagem por Aghii Teodori, com Formaux a ser o melhor, 0,3 segundos na frente de Ogier, 5,7 sobre Neuville, 6,8 sobre Pajari e 20,3 sobre Takamoto. Evans sofreu um furo lento e perdeu 30,6 segundos. 

Ogier e Neuville empatam na primeira passagem por Loutraki, com Takamoto, a 1,2 segundos, e Pajari, a 9,2. Formaux furou e perdeu um minuto e 52 segundos, caindo de quinto para sétimo. 

E depois, a especial que definiu tudo: Neuville furou - dois pneus, os traseiros - e Ogier triunfou. O francês ganhou a especial, com uma vantagem de 9,7 segundos sobre Sami Pajari, 10,7 sobre Adrien Formaux, 25,6 sobre Elfyn Evans. Neuville perdeu 53,5 segundos e o rali estava definido. 

"Muito azar. Não sei o que aconteceu. Primeiro alerta de furo à esquerda e depois, de repente, atrás à direita. O que podemos dizer. Seria bom lutar com o Seb até o fim. É isso. [Estou] desapontado agora. Estávamos no ritmo, mas... não sei o que dizer. Agora precisamos fazer uma corrida inteligente.", disse o belga, no final.


Na Powerstage, Ogier confirmou tudo: venceu com 2,7 segundos sobre Sami Pajari, 3,5 sobre Thierry Neuville, 4,7 sobre Takamoto Katsuta e 6,1 sobre Elfyn Evans. Formaux furou e perdeu 9,1 segundos.

Depois dos quatro primeiros, Evans foi o quinto, a 5.54,9, que passou na última especial o Ford de Josh McErlean, que ficou com o sexto posto, a 5.55,5. Sétimo ficou Adrien Formaux, a 6.08,7, na frente de Martins Sesks, a 8.05,8, e a fechar o "top ten", ficaram os Skoda Fabia RS Rally2 de Robert Virves (a 9.50,1) e de Andreas Mikkelsen (a 10.52,5).  

O WRC irá agora para o outro lado da Europa, para acelerar nas estradas estónias, entre os dias 16 e 19 de julho.

domingo, 31 de maio de 2026

WRC 2026 - Rali do Japão (Final)


Elfyn Evans triunfou no rali do Japão, reforçando a sua liderança no campeonato do mundo de ralis, com a a sua segunda vitória do WRC em 2026. O piloto galês ganhou com uma vantagem de 12,8 segundos sobre Sebastien Ogier, 51,4 sobre Sami Pajari e 1.03,4 sobre Takamoto Katsuta. Detalhe: os quatro primeiros são todos pilotos Toyota.

"Que grande fim de semana. Enorme agradecimento à equipa. Carro incrível novamente em asfalto." começou por afirmar. "Longo caminho a percorrer e muito cedo para falar sobre isso. Temos apenas de aproveitar este [momento].", concluiu o piloto galês, no final do rali.


O dia final tinha pela frente especiais duplas em Nunkata, no lago Mikawako, uma delas a Power Stage, e pelo meio, duas super-especiais em Kuragaike.

Oliver Solberg, que regressava depois de um acidente no meio da segunda etapa, venceu a primeira especial do dia, 2,1 segundos na frente de Elfyn Evans, 2,5 sobre Takamoto Katsuta, 4,7 sobre Sebastien Ogier e 8,4 sobre Sami Pajari. Takamoto foi o melhor na especial seguinte, 0,1 segundos na frente de Sebastien Ogier, 0,2 sobre Oliver Solberg, 1,7 sobre Sami Pajari e 2,7 sobre Elfyn Evans.

A seguir, vieram as super-especiais de Kuragaike, onde na primeira passagem, Ogier foi 0,4 segundos mais rápido que Takamoto e Solberg e 0,6 sobre Pajari. Na segunda passagem, Ogier levou novamente a melhor, 0,7 sobre Solberg, 1,1 sobre Evans e 1,5 sobre Pajari e Takamoto. Nesta altura, a diferença entre Evans e Ogier era de 15,5 segundos. 

A parte final, com as segundas passagens por Nukata e o lago Mikawako, acabou com Solberg a ganhar as duas, especialmente porque esse último era a Powerstage. Em Nukata, o sueco ganhou com uma vantagem de 4.4 sobre Takamoto, 5,6 sobre Ogier e 7,8 sobre Evans. Na Powerstage, o sueco ficou a 1.1 de Takamoto, 2,3 sobre Ogier, 2,7 sobre Pajari e 2,8 sobre Evans.

Adrien Formaux, que foi sétimo no Powerstage, falou em algo que passou despercebido: este é o último rali dos Rally1 em asfalto. "É o fim do Rally1 no asfalto. Foi uma bela etapa para terminar. Foram alguns bons anos com esses carros. Queríamos terminar mais alto, mas no final o prazer de dirigir esses carros é bom.", disse o piloto francês.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Formaux, a 2.34,8, na frente de Thierry Neuville, a 3.13,6. Sétimo foi Hayden Paddon, a 4.44,8, na frente do Ford de Jon Armstrong, a 5.45,2, do Lancia Rally2 de Nikolay Gryazin, a 9.21,3 e do outro Ford de Josh McErlean, a 9.23,0.

No campeonato, Evans lidera, agora com 151 pontos, contra os 131 de Takamoto Katsuta, 102 de Oliver Solberg, os 96 de Sami Pajari, os 90 de Sebastien Ogier e os 89 de Adrien Formaux. O Mundial prossegue dentro de um mês, de regresso à Europa, para o rali da Acrópole, na Grécia. 

sábado, 30 de maio de 2026

WRC 2026 - Rali do Japão (Dia 2)


O galês Elfyn Evans lidera o rali do Japão no final do segundo dia, com uma vantagem de 17,8 segundos sobre Sebastien Ogier. Ambos estão a lutar pela vitória, deixando mais longe o terceiro classificado, Sami Pajari, a 44,1 segundos, e ainda mais longe, a 1.11,3, o japonês Takamoto Katsuta. Detalhe: os quatro primeiros são todos Toyotas, com o melhor dos Hyundais em quinto, graças a Adrien Formaux, a 2.05,2. 

Com oito especiais a serem disputadas neste sábado - passagens duplas por Obara, Ena, e Monte Kasagi, mais as passagens duplas pela super-especial de Fujioka - o dia começava com Oliver Solberg a ganhar a especial, 3,2 segundos na frente de Elfyn Evans, 4,8 na frente de Sebastien Ogier, 5,5 sobre Takamoto Katsuta e 5,9 sobre Sami Pajari. Nikolay Gryazin sofrera um furo e perdia 33,5 segundos.

"Bati fortemente na roda [frontal direita] numa curva e há tantas vibrações que perco a direção assistida. Preciso ser corajoso na velocidade para confiar. Está a funcionar, mas não há ajuda da direção. Eu estava um pouco com medo - apenas duas bolas, não três.", disse o piloto, na final da especial.

Evans ganhou na primeira passagem por Ena, 1,4 segundos na frente de Oliver Solberg, 2,4 sobre Sebastien Ogier, 3,4 sobre Takamoto Katsuta e 5,8 sobre Sami Pajari. E no final da manhã, na primeira passagem por Mount Kasagi, o melhor acabou por ser Solberg, 2,3 segundos na frente de Ogier, 4,7 sobre Takamoto Katsuta e 5.8 sobre Sami Pajari.

Neuville perdeu 22.6 segundos, devido a problemas de travões. "Temos um problema técnico. Estou sem o travão de mão. Espero que possamos consertá-lo.", disse o piloto belga da Hyundai.

A tarde começou com a segunda passagem por Mt. Kasagi, com Ogier a levar a melhor, 0,9 segundos na frente de Takamoto Katsuta, 1,8 sobre Sami Pajari e 5,5 sobre Elfyn Evans.

Oliver Solberg bateu forte e o seu carro ficou fora da estrada, com danos numa das rodas, e por causa disso, ele ficou de fora para o resto do dia. Mas foi foi por causa dele que especial viria a ser parcialmente neutralizada. Isso aconteceu depois do acidente a envolver o carro do paraguaio Diego Dominguez. Felizmente, o piloto não sofreu nada de grave. 

Na segunda passagem por Ena, Sami Pajari foi o melhor, ganhando 2,1 segundos sobre Elfyn Evans, 3,6 sobre Takamoto Katsuta, 5,2 sobre Sebastien Ogier. Evans foi o melhor em Obara, 0,7 segundos melhor que Sami Pajari, 2,3 sobre Sebastien Ogier, 2,8 sobre Takamoto Katsuta. 

Apesar da liderança, Evans continuava cauteloso: "Os ralis são assim, no final do dia, qualquer coisa pode acontecer. A especial foi tranquila. No geral, sem drama.", disse o piloto galês.

O final do dia acabou com duas passagens na super-especial de Fujioka. Pajari ganhou na primeira passagem, 0,4 segundos sobre Ogier, 1,3 sobre Evans e 1,5 sobre Neuville. Pajari repetiu a dose na segunda passagem, desta vez 0,4 segundos na frente de Ogier, 1,3 sobre Neuville e 1,6 sobre Takamoto. Evans quase bateu no guar-rail, mas conseguiu controlar o carro e impedir danos maiores.

"Apenas travei e quase perdi o controle. Não tinha muito espaço ali. Obviamente, precisamos continuar da mesma forma, é tudo. Amanhã temos um grande dia.", disse o piloto galês.

Já Ogier queixava-se do ritmo e de não conseguir apanhar Evans: 

"Não era o que esperávamos. Viemos aqui para lutar pela vitória e não estamos a lutar. Tivemos um rali semelhante ao do Elfyn, exceto naquele uma especial. Foi duro e depois disso, nunca tive o ritmo para lutar de volta, lutando basicamente com o pneu."

Depois dos cinco primeiros, Thierry Neuville era o sexto, a 2.17,0, enquanto a seguir vinha outro Hyundai, o de Hayden Paddon, a 3,41,8. O Ford de Jon Anderson era oitavo, a 4.33,7, e a fechar o "top ten" estavam os Rally2 de Nikolay Gryazin, a 7.17,7, e o de Alejandro Cachon, a 7.23,4. 

O rali do Japão termina na madrugada deste domingo, com a realização das últimas cinco especiais. 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

WRC 2026 - Rali do Japão (Dia 1)


O galês Elfyn Evans foi o melhor no final do primeiro dia do Rali do Japão. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 15,7 segundos sobre o sueco Oliver Solberg, 17,1 sobre Sebastien Ogier, 41,5 sobre Sami Pajari. Tudo isto num rali onde os quatro primeiros são Toyotas. "No geral, foi um dia bom para nós.", disse Evans, no final desta sexta-feira.

Com os pilotos a encararem as primeiras seis especiais, com passagens duplas por Asuke, Isegami's Tunnel e Inabu/Shitara, o dia começou com Oliver Solberg em ação, ganhamdo a especial com 0,2 segundos de vantagem sobre Sami Pajari, 0,9 sobre Oliver Solberg, 1,1 sobre Elfyn Evans e 6,5 sobre Thierry Neuville.

Elfyn Evans ganhou na especial seguinte, em Isegami's Tunnel, 7,5 segundos sobre Solberg, 16,7 sobre Ogier, 22,6 sobre Neuville e 25,9 sobre Takamoto Katsuta. No final da manhã, em Inabu/Shitara, Evans foi o melhor, 1,7 segundos sobre Ogier, 4,9 sobre Neuville e sete segundos sobre Sami Pajari. Takamoto despistou-se e perdeu 12,3 segundos, mas continuando em sexto na geral, enquanto Solberg perdeu um pouco menos, mas foi porque teve de abrandar para não atropelar um veado.

"Perdi a confiança porque não sabia se não veria outro veado no caminho", disse o sueco da Toyota.


A parte da tarde começou com as segundas passagens pelas especiais da manhã, com Solberg a ganhar a especial e a conseguir uma vantagem de 1,2 segundos sobre Ogier, 2,6 segundos sobre Elfyn Evans, 4,1 sobre Sami Pajari. Evans ganhou na segunda passagem sobre Isegami's Tunnel, 1,1 segundos sobre Oliver Solberg, 2,8 sobre Sebastien Ogier, 10,7 sobre Sami Pajari e 13 segundos sobre Takamoto Katsuta.

No final do dia, Pajari foi melhor que Ogier na especial, com 0,4 segundos de diferença, com Solberg em terceiro, a 2,4, e Evans em quarto, a 2,9. 

"Etapa terrível. Estou surpreso com o tempo. Geralmente estou triste hoje, muitos pequenos problemas.", disse Solberg, no final do dia. 

Depois dos quatro primeiros, Thierry Neuville é o quinto, a 58,2, com Takamoto Katsuta não muito longe, a 1.03,8. Sétimo é Adrien Formaux, a 1.16,3. O neozelandês Hayden Paddon, que regressa ao Hyundai neste rali depois do seu pódio no Safari, é oitavo a 2.17,0, na frente do Ford de Jon Anderson, a 2.40,9, e do Toyota GR Yaris Rally2 de Alejandro Cachon, a 3.26,6.

O rali do Japão continua neste sábado, com a realização de mais oito especiais.

domingo, 10 de maio de 2026

WRC 2026 - Rali de Portugal (Final)


E inesperadamente, quando tudo indicava que Sebastien Ogier iria ganhar mais um rali de Portugal, um furo em Vieira do Minho o atrasou bastante e deu a liderança - e a vitória - a Thierry Neuville, que também deu à Hyundai a sua primeira vitória do ano. Se na Croácia, o azar calhou ao belga dando a vitória a Takamoto Katsuta, hoje, em Portugal, a Toyota tinha uma vitória quase garantida, para no final, a Hyundai comemore o seu primeiro triunfo do ano.

"É algo muito especial, especialmente depois do que aconteceu na Croácia e das dificuldades que tivemos. Não apenas para Martijn [Wydaghe, o seu navegador] e eu, mas também para toda a equipe. Sempre em um bom ritmo, nada foi realmente perfeito, mas conseguimos passar. Tenho certeza de que vamos ter uma boa noite. Também quero desejar um feliz Dia das Mães a todas as mães, mas especialmente à minha esposa e à minha mãe.", disse Neuville, depois do rali.

O belga acabou o rali com uma vantagem de 16,3 segundos sobre Oliver Solberg, 29,1 sobre Elfyn Evans, que iria sair de Portugal com a liderança no campeonato, e 54,8 sobre Adrien Formaux. 


Debaixo de chuva, como tinha acontecido ontem, os pilotos tinham de encarar quatro especiais, as passagens duplas por Vieira do Minho e Fafe, o segundo dos quais será o Power Stage. Na primeira passagem por Vieira do Minho, Evans foi o melhor na especial, 1,2 segundos sobre Oliver Solberg, 1,9 sobre Thierry Neuville, 7,3 sobre Takamoto Katsuta, 9,5 sobre Ogier. "Tivemos muita chuva, não pudemos fazer muito.", disse o francês.

Dani Sordo apanhou um susto quando viu uma vaca na especial, enquanto Josh McErlean capotou e Jan Solans furou.

"Ouvi que o Seb está 8 segundos atrás. Não sei se é a chuva ou as condições. O carro apagou-se ao travar quatro ou cinco vezes. Problema real. Perdi a confiança porque não podia mais travar tarde.", disse Neuville, no final da especial.

Chegados a Fafe, na primeira passagem, a chuva era mais intensa que o normal, e o piso estava mais escorregadio que o habitual. Robert Virves, num Skoda Fabia Rally2, acabou por ganhar, 8,8 segundos na frente de Josh Mcerlean, no seu Ford, e Martins Sesks, a 9,6. O resto tentou passar entre os pingos de chuva, guardando-se para a parte final. 

Ogier esperava que estivesse pronto para a fase final, mas na segunda passagem por Vieira do Minho... um furo acabou as suas chances de vitória. Dois minutos perdidos, suficiente para o fazer cair para a sexta posição, a pouco mais de um minuto e meio da liderança. O rali perdido para ele, e para Neuville, o novo líder, parecia a compensação pelos eventos na Croácia. 


Takamoto também furava, mas não era grande coisa. Tinha perdido oito segundos e acabara em segundo, atrás do vencedor da especial, Adrien Formaux. Oliver Solberg foi o terceiro melhor, a 9,6 e Martins Sesks ficou a seguir, a 12,6. 

Em Fafe, na Power Stage, e novamente debaixo de chuva, o melhor acabou por ser novamente Adrien Formaux, 0,6 segundos na frente de Thierry Neuville, ambos em Hyundai, com o terceiro melhor a ser Elfyn Evans, a dois segundos, e Oliver Solberg, a 2,1. 

"Há coisas que você não pode controlar, as coisas que pudemos controlar foram muito bem. Azar hoje. O que posso dizer? Esperávamos um pouco melhor.", disse um desiludido Sebastien Ogier no final desta especial, falando sobre o furo sofrido.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Takamoto Katsuta, a 1.12,6, na frente de sebastien Ogier, que acabou a 1.26,6. Sétimo foi Sami Pajari, a 2.50,9, na frente de Dani Sordo, a 4.10,0. Martins Sesks foi o nono e o melhor dos Ford, a 6,49.2 e Teemu Suninen foi o melhor dos Rally2, a 11.13,8.


No campeonato, Evans lidera, com 123 pontos, mais 12 que Takamoto Katsuta, que tem 111, e Oliver Solberg, com 92, e Adrien Formaux, com 79. Depois de Portugal, o WRC continua em paragens nipónicas, e também a regressar ao asfalto, num rali que acontecerá entre os dias 28 e 31 de maio.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

WRC 2026 - Rali de Portugal (Dia 2)


O francês Sebastien Ogier é o líder do rali de Portugal, completadas que estão as sete especiais que foram completadas nesta sexta-feira. O piloto francês da Toyota não só atacou na parte da tarde da prova, como também beneficiou dos problemas que teve Adrien Formaux, que a certa altura liderou o rali para a Hyundai, e por causa de um furo, perdeu tempo, caindo para sexto. 

Ogier tem um avanço de 3,7 segundos sobre outro Hyundai, o de Thierry Neuville, 15,2 sobre sami Pajari, o terceiro classificado, e 16,4 sobre o outro Toyota do sueco Oliver Solberg. 

Com sete especiais neste segundo dia - passagens duplas por Mortágua, Arganil e Lousã, mais uma passagem única por Góis, todos na zona centro - o dia começou com ac primeira passagem por Mortágua, onde Sami Pajari foi o vencedor, 1,4 segundos na frente de Adrien Formaux, 1,6 sobre Sebastien Ogier, 2,1 sobre Elfyn Evans e 4,4 sobre Thierry Neuville. A superfície estava algo húmida em alguns lugares, mas não prejudicou muito.

Pajari voltou a ganhar, desta vez na primeira passagem por Arganil, 0,6 segundos sobre Adrien Formaux, 2,3 sobre Thierry Neuville, 3,3 sobre Oliver Solberg e 4,7 sobre Sebastien Ogier. Dani Sordo perdeu 23,6 por causa de uma saída de estrada, caindo para oitavo. No final da manhã, na primeira passagem por Lousá, Neuville acabou por ser o melhor, 0,4 segundos na frente de Ogier, 0,5 sobre Formaux e 2,7 sobre Solberg. 

Na especial, a superfície estava húmida em algumas partes, e os pilotos queixaram-se disso no final:


"A sensação é horrível. Não foi uma boa condução. Bastante pedras soltas ao redor. Alguma umidade inesperada em alguns lugares e em outros mais aderência. Ontem tinha muito mais aderência e o carro estava melhor. Não foi uma escolha de pneus perfeita, mas essa foi minha falha.", disse Solberg, no final desta especial. 

"Ontem não foi o melhor. Tentámos encontrar algo mais para hoje. Pelo menos a sensação é muito boa, sinto-me bem no carro. Os tempos têm sido bons hoje. Vamos tentar manter a mesma velocidade.", começou por afirmar Sami Pajari, no final desta manhã.

Questionado por alterações no seu carro, respondeu: "Não muito. Pequenas coisas que podem melhorar a sensação.", concluiu.

Quem anda mais feliz era Thierry Neuville, que no final da manhã estava na luta pela liderança, apenas 8,2 segundos atrás de Formaux, o líder e seu companheiro de equipa.

"Está bom, uma boa etapa. Estou tentando. Sempre mudando um pouco o carro. Talvez indo na direção certa. Vamos ver se temos tempo suficiente para fazer mudanças maiores no serviço. Vamos ver também a previsão do tempo, pode ser uma tarde complicada. Acho que há risco de chuva e a escolha dos pneus será complicada. De qualquer forma, será um compromisso."

Mais feliz estava Formaux, o líder no final desta manhã. "É muito bom, muito bom começo de rali. Tomámos algumas boas decisões estratégicas e foi um esforço de equipa. Muito positivo."


A parte da tarde começou com a segunda passagem por Arganil, com Ogier a ser o melhor, 2,6 segundos melhor que Thierry Neuville, 2,8 sobre Oliver Solberg, quatro segundos sobre Adrien Formaux e 8,1 sobre Katsuta Takamoto. A especial foi interrompida por causa de dois Rally2 capotados, que obstruíram a estrada, logo, acabou por ser neutralizada. 

Em Góis, Ogier voltou a ganhar, com Pajari em segundo, a 0,8, Neuville a 1,4 e Sesks a dois segundos. Nessa altura, com Formaux a perder quase meio minuto por causa de um furo, e depois, uma saída de estrada - no mesmo local onde também saiu Oliver Solberg, mas o sueco perdeu menos tempo - Sebastien Ogier era o novo líder, agora com 4,2 segundos sobre Neuville. Na segunda passagem pela Lousã, Ogier voltou a ganhar, 0,8 segundos na frente de Neuville, 1,2 sobre Sesks, 2,8 sobre Fornaux e 3,4 sobre Solberg, com Sami Pajari a perder tempo devido a um pião.

Em Mortágua, no final do dia, enquanto Sesks perdia quatro minutos devido a um duplo furo, Neuville conseguia ser o melhor na especial, 0,9 segundos na frente de Oliver Solberg, 1,3 sobre Sebastien Ogier, 3,9 sobre Sami Pajari e 5,3 sobre Takamoto Katsuta. 

No final, Ogier era um piloto satisfeito: "Acho que podemos estar contentes com o que fizemos esta tarde."


Depois dos quatro primeiros, Elfyn Evans é o quinto, a 32,5 segundos, na frente de Adrien Formaux, sexto a 34,3, com Takamoto Katsuta a ser sétimo, a 50,1. Oitavo é Dano Sordo, a 1.23,3, e a fechar o "top ten" estão o Ford de Josh McErlean e o Lancia Ypsilon Integrale Rally 2, respectivamente a 2.20,7 e a 4.34,8 da liderança.

O Rali de Portugal prossegue neste sábado com a realização de mais nove especiais.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

WRC: Evans quer um bom resultado em Portugal


O galês Elfyn Evans chega ao rali de Portugal com o comando do campeonato, embora com apenas dois pontos de vantagem sobre Takamoto Katsuta, e para a prova portuguesa, o vencedor de 2021, ele irá ter de abrir a estrada, logo, sair prejudicado para a concorrência que estará atrás. Mas apesar de tudo, encara o rali de bom tom, esperando conseguir o máximo de pontos possível.

Saímos do Rali Islas Canarias com uma boa quantidade de pontos, o que foi positivo para o campeonato, mesmo que isso signifique abrir a estrada outra vez em Portugal este ano”, começou por afirmar Evans. 

O britânico sublinhou, ainda assim, que essa é uma realidade com a qual já está habituado a lidar em Portugal, onde tem rodado em primeiro várias vezes nos últimos anos. Evans alertou também para a imprevisibilidade meteorológica da prova, lembrando que até os testes prévios foram marcados por condições variáveis. 

Independentemente das condições, vamos concentrar-nos apenas em fazer o melhor trabalho possível e continuar a somar bons pontos”, resumiu.

O rali de Portugal começa nesta quinta-feira, com a realização de 23 especiais de classificação. 

domingo, 3 de maio de 2026

Formula E: Evans triunfa na segunda corrida de Berlim


Ganhou... o Jaguar "errado" no segundo ePrix de Berlim, neste domingo na capital alemã. O neozelandês Mitch Evans levou a melhor sobre Oliver Rowland, piloto da Nissan, com Pascal Wehrlein a ficar com o lugar mais baixo do pódio, tudo isto depois de parte de 17º na grelha. Quanto a António Félix da Costa, apesar de andar durante boa parte da corrida nos pontos, um furo condicionou a sua corrida, acabando por cair para o 18º lugar final.

Com Pascal Wehrlein a largar da pole-position, na partida, ele caiu para quarto, perdendo o comando para Taylor Barnard, Nick Cassidy e Jean-Eric Vergne. Nas voltas seguintes, os pilotos andaram vertiginosamente a trocar de posições, especialmente quando tocavam um no outro, especialmente quando Niock Cassidy tocou em Nyck de Vries, que gerou um efeito dominó que atirou Cassidy para o 12.º posto. O neozelandês acabaria por entrar nas boxes para trocar a asa dianteira danificada, comprometendo por completo as suas hipóteses de resultado.

Com a gestão energética a dominar a estratégia das equipas, os lugares da frente mudaram frequentemente nas primeiras dez voltas. Felix da Costa subiu para oitavo, com estas trocas, bnuma altura em que Sebastien Buemi liderava, seguido por Pascal Wehrlein e Max Gunther. 

Pouco depois, os pilotos passaram pelo Attack Mode, baralhando ainda mais o pelotão, com as trocas promovidas pelas ativações lançar Mitch Evans para o terceiro lugar e Félix da Costa de regresso ao décimo, depois de chegar a andar na segunda posição. Na volta 27, a dez do fim, Evans assumiu a liderança.

Com a segunda onda de ativações do Attack Mode a multiplicar as lutas pelo pelotão, o neozelandês manteve-se firme no comando. Cinco voltas depois, na 32ª passagem pela meta, o piloto da Jaguar liderava pressionado por Wehrlein e Buemi, com Félix da Costa em quinto. Este parecia atacar pelo menos um lugar no pódio quando sofreu um toque de Nico Müller, o vencedor da corrida anterior, que tentou uma ultrapassagem sem espaço. O piloto português foi às boxes, porque tinha um furo, e as suas chances de marcar pontos tinham acabado.

No final, Evans cruzou a linha em primeiro, seguido de Oliver Rowland e Pascal Wehrlein a completar o pódio. Sébastien Buemi e Norman Nato fecharam o top 5, com Jake Dennis, Edoardo Mortara, Jean-Éric Vergne, Felipe Drugovich e Joel Eriksson a completar os dez primeiros.

Frustado no final da corrida, o piloto de Cascais disse que o seu fim de semana de Berlim deixou a desejar. 

"Foi um fim de semana muito complicado e frustrante. Tínhamos boa performance, mas em ambas as corridas aconteceram coisas fora do meu controlo. A Fórmula E é isto mesmo, depois de duas vitórias seguidas, dois maus resultados este fim de semana. Vamos trabalhar muito para voltar mais fortes na próxima corrida, que é uma jornada dupla no Mónaco. Parabéns ao Mitch, que venceu e deu bons e importantes pontos à equipa.", declarou.

Em termos de campeonato, Pascal Wehrlein recuperou a liderança, agora com 101 pontos, com Mitch Evans a subir para segundo, com 98, e Edoardo Mortara a ser terceiro, com 93. Felix da costa manteve os 65 pontos, mas agora baixou para o oitavo posto da geral.

A Formula E volta à ação com mais uma jornada dupla, nas ruas do Mónaco, no fim de semana de 16 e 17 de maio.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Formula E: Evans sai da Jaguar no final da temporada


Mitch Evans anunciou esta segunda-feira que sairá da Jaguar no final desta temporada. O anuncio é feito na semana do ePrix de Berlim, e de uma certa forma, é o final de uma era, já que o piloto neozelandês integrou a formação britânica desde a sua estreia na competição elétrica, em 2016. 

Na despedida, afirmou:

"Ter estado com a Jaguar TCS Racing desde o início e ter alcançado tanto sucesso ao longo dos últimos 10 anos na Fórmula E foi incrível", disse Evans. "Foi uma experiência memorável e houve muitos momentos marcantes ao longo da nossa viagem juntos, mas chegou a hora de embarcar num novo desafio para a próxima temporada."

"Estou grato à Jaguar pela oportunidade de correr por uma marca tão icónica e darei tudo de mim para conquistar o campeonato mundial de pilotos esta temporada, e continuarei a trabalhar em estreita colaboração com o meu companheiro de equipa e amigo Antonio [Felix da Costa] enquanto lutamos pelos títulos mundiais de equipas e de construtores.", concluiu.

Do lado da marca, Ian James, chefe de equipa da Jaguar TCS Racing, elogiou o profissionalismo de seu piloto: "Mitch consolidou seu lugar na história do automobilismo da Jaguar. Essa decisão foi tomada em comum acordo, com o desejo de concluir essa aventura em grande estilo."


Durante este período, Evans, de 31 anos, acumulou um total de 15 vitórias — o maior registo da história da categoria —, além de 21 pódios, 10 pole positions e nove voltas mais rápidas, afirmando-se como uma das principais referências da Fórmula E.

Apesar de muitos poderem afirmar que isto aconteceu por causa dos incidentes no fim de semana de Jarama, na realidade, esta parece uma decisão bem ponderada. Os sinais de alerta estavam a multiplicar-se nos últimos meses, especialmente quando o piloto neozelandês admitiu que não havia participado do desenvolvimento do monolugar GEN4, missão essa confiada quer ao seu companheiro de equipa, o português António Félix da Costa, quer também ao piloto reserva, o belga Stoffel Vandoorne.  

Em relação ao futuro, vários rumores apontam para uma possível mudança do piloto neozelandês para a Opel, uma marca integrada no universo Stellantis, e que se estreia na temporada 2026-27, enquanto Vandoorne, atual piloto de reserva, poderá regressar à Jaguar.

Atualmente em terceiro lugar na classificação geral com 65 pontos, Mitch Evans está na disputa pelo título mundial, que lhe escapou por pouco nas temporadas de 2021-22 e de 2023-24. Em termos de construtores, e graças à recente dobradinha em Jarama, a Jaguar está agora a apenas dois pontos da Porsche, atualmente o líder do campeonato. 

A competição regressa no fim de semana de 2 e 3 de maio, uma jornada dupla em Berlim.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

WRC 2026 - Rali da Croácia (Dia 1)


O finlandês Sami Pajari, no seu Toyota GR Yaris Rally1, é o melhor no final do primeiro dia do Rali da Croácia. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 13,7 segundos sobre Thierry Neuville, no seu Hyundai. O seu companheiro de equipa da Toyota, Takamoto Katsuta, é o terceiro classificado, a 14,6 e os três pilotos tem uma diferença enorme sobre o quarto classificado, o Hyundai do neozelandês Haydon Paddon, que está a um minuto e 15 segundos da liderança.

Com oito especiais nesta sexta-feira, passagens duplas por Vodice-Brest, Lago Butoniga-Motovun, Beram-Cerovlje e Učka, o dia começou com Elfyn Evans a ganhar as duas primeiras especiais, conseguindo uma vantagem de 15,8 segundos sobre Sami Pajari. Thierry Neuville era o terceiro, e já tinha um atraso de 22,4 segundos no inicio da terceira especial, depois de perder 8,2 para o piloto galês. Jon Armstrong tinha furado e perdido algum tempo, tal como Adrien Formaux, que perdeu cerca de um minuto e meio e 16 lugares na geral.

Mas o pior tinha acontecido a Oliver Solberg, onde logo na primeira especial, bateu forte no quilómetro 4,8 e o carro acabou fora de estrada, acabando o rali por hoje. 

Mesmo assim, o belga, apesar das queixas sobre a baixa aderência do piso, tinha alguma esperança em relação às etapas seguintes: "Comecei a gostar um pouco mais, mas a etapa está muito suja. A aderência é muito baixa. Tentei encontrar um bom ritmo, manter uma boa velocidade. O equilíbrio do carro melhorou, mas fiz o carro tão duro que está ficando nervoso. [Pneus?] Acho que poderia ter usado mais um macio no início, mas o nosso problema é que não conseguimos fazer os duros funcionarem.", afirmou.


Neuville levou a melhor na terceira especial, ganhando 0,1 segundos sobre Armstrong e 0,9 sobre Takamoto e 3,9 sobre Pajari, enquanto Evans saiu de estrada e ficou de fora do rali. Algo que deixou preocupado o vencedor da especial:

"Espero que estejam bem. Eu os vi na estrada, mas não vi marcas de travagem. Para mim, em termos de equilíbrio, médio. O carro ainda está nervoso e estou lutando um pouco para mantê-lo a direito. A aderência é super baixa, então é muito difícil ler a aderência e encontrar confiança. Não é fácil encontrar o bom ritmo. Ainda é muito cedo no rally e muitos adversários já estão fora. Precisamos ter um rally limpo, ainda é muito longo."

Com o que aconteceu a Evans, Pajari era agora o líder do rali, com uma vantagem de 2,7 segundos sobre Neuville e 6,4 sobre Takamoto Katsuta.

Sami Pajari acabou a manhã a triunfar na especial de Ucka, dois segundos sobre Katsuta, 2,9 sobre Formaux e seis segundos sobre Neuville. Jon Armstrong bateu e sofreu danos sérios no seu Ford Puma Rally1, acabando por hoje o seu rali.

A tarde começou com Pajari a voltar a ganhar, 1,8 segundos na frente de Takamoto Katsuta, 3.4 sobre Neuville e 4,1 sobre Formaux. Neuville triunfou a seguir, 2,9 sobre Takamoto, 4,7 sobre Pajari e 5,3 sobre Paddon, com o belga a estar satisfeito no final da especial:


"Isso é bom. Eu disse ao Martjin [Martjin Wydaeghe, seu navegador] que foi uma boa especial quando cruzamos a linha de chegada, porque senti que não estava lutando com o equilíbrio. Em alguns lugares, poderíamos ir mais rápido. Estamos trabalhando do jeito certo. Não estamos exatamente onde queremos estar, mas o progresso é importante. [Mudanças?] Molas na frente, mudamos o diferencial. Fizemos alguns cliques agora. Estou tentando ser limpo, mas quando o carro não vira, não funciona."

Neuville voltou a triunfar, 1.1 segundos na frente de Sami Pajari e 3,7 sobre Takamoto Katsuta. McErlean furou e perdeu quase dois minutos e meio na especial. No final do dia, Pajari conseguiu a melhor, 3,6 na frente de Takamoto Katsuta, 7,4 sobre Thierry Neuville, 8,1 sobre Adrien Formaux e 11,2 sobre Hayden Paddon.

"A competição é tão dura que você precisa forçar, especialmente à tarde eu gostei muito. A manhã não foi tão simples, mas a tarde foi muito legal. Foi um prazer dirigir hoje. Está tudo bem. São boas notícias [liderar o rali], mas ainda há um longo caminho pela frente.", disse Pajari, no final do dia.

Depois dos quatro primeiros, Adrien Formaux é quinto, a 1.54,6, quase um minuto na frente de Yohan Rossel, no Lancia Ypsilon Rally2. Sétimo é outro Lancia, o de Nikolay Gryazin, a 3.08,0. Alejandro Cachon é o oitavo, a 3.27,9, e a fechar o "top ten" estão o Citroen C3 Rally2 de Leo Rossel, a 3.35.1, e o Toyota GR Yaris Rally2 de Roope Korhonen, a 3.47.0.

O rali da Croácia continua neste sábado, com a realização de oito especiais de classificação. 

terça-feira, 24 de março de 2026

A polémica dentro da vitoriosa Jaguar


A Jaguar pode estar na mó de cima na Formula E, especialmente depois das duas vitórias seguidas de António Félix da Costa, que á custa disso, subiu agora para o quarto lugar da geral, a um ponto de Mitch Evans, o terceiro. E é graças aos dois pilotos que a Jaguar é a maior ameaça à Porsche, que lidera o campeonato, com 133 pontos, mais quatro que a marca britânica. Mas se a Jaguar pode ter conseguido cinco pódios e três vitórias em quatro corridas, dentro da equipa surgiram conflitos entre os pilotos e a estrutura da equipa. 

No final da corrida, Evans queixou-se de que a vitória em Jarama deveria ter sido sua, afirmando que tinha mais energia na volta final, e que foi impedido de vencer por ordens de equipa. Felix da Costa, ouvido pelo jornal desportivo espanhol Marca, negou e contra-argumentou que ele tinha energia suficiente para manter o primeiro lugar de qualquer ataque, incluindo o do seu companheiro de equipa.

Eu estava muito confortável a liderar a corrida. Tinha energia suficiente para me defender de qualquer um”, começou por explicar o piloto de Cascais, único com duas vitórias na atual temporada. “A equipa decidiu que mantivéssemos as posições na última volta. Compreendo a frustração do Mitch, mas é provável que noutra corrida seja ao contrário”, continuou. 

Felix da Costa afirmando que este tipo de problema até pode ser um luxo semelhante ao que tem a McLaren na Formula 1, com Lando Norris e Oscar Piastri.

É algo que espero que aconteça muitas mais vezes, porque ter os dois pilotos em primeiro e segundo é um problema abençoado. Sabemos que no passado teve problemas de comunicação com a equipa e é possível que isso lhe tenha vindo à cabeça. Se eu estivesse no lugar dele, pensaria o mesmo — que, vindo de tão atrás, merecia uma oportunidade de lutar pela vitória.

Questionado pela publicação espanhola se a Jaguar terá de aplicar alguma espécie de "Papaya Rule", ele acha que não será necessário em todas as situações. 

Sim e não. Não acho que tivesse acontecido algo diferente se nos tivessem deixado lutar na última volta, porque eu tinha energia para me defender… e teria sido um risco desnecessário. Mas, se o melhor para a dobradinha fosse deixar passar o Mitch, eu fá-lo-ia. É preciso analisar cada situação de forma diferente, mas acredito que há um ponto intermédio entre ‘papaya rules’ e liberdade total para competir; e vamos encontrá-lo em cada corrida”, garantiu.

Evans é, na Formula E, um dos pilotos mais vitoriosos do campeonato, com 15 triunfos, desde a sua estreia, na temporada 2016-17, mas tenta desde há algum tempo ganhar o título. Foi vice-campeão em 2021-22 e 2023-24, com um terceiro lugar em 2022-23, sempre pela Jaguar, mas por exemplo, toques com o seu então companheiro de equipa, Nick Cassidy, na ronda dupla de Londres, o impediram de alcançar o título a favor de Pascal Wehrlein, piloto da Porsche. E agora, com um novo companheiro de equipa, que teve um mau começo de temporada - zero pontos nas duas primeiras corridas, antes dos 50 conseguidos nas duas últimas provas da temporada - fazem com que o piloto de 31 anos comece a ver que, se calhar, será mais uma temporada em que será preterido por um recém-chegado.

Ainda falta muito - seis corridas foram realizadas, faltam cinco jornadas duplas e uma solitária - mas uma luta interna na Jaguar para saber quem será o primeiro piloto, e o receito de um veterano ser preterido por um recém-chegado, deve ser o maior receio na cabeça de Evans. 

sábado, 21 de março de 2026

Formula E: Felix da Costa triunfa em Jarama


O piloto português António Félix da Costa foi o vencedor da corrida de Jarama da Formula E, que aconteceu esta tarde no circuito dos arredores de Madrid. Ao fazê-lo, tornou-se no primeiro piloto da competição a ganhar mais de uma corrida, após ele ter sido o vencedor na segunda corrida de Jeddah. O piloto de Cascais aguentou o assédio do seu companheiro de equipa, Mitch Evans, e o do Porsche de Pascal Wehrlein, que com ele lutaram pela vitória, depois do piloto português da Jaguar ter largado de terceiro da grelha.

No final, ele comemorava não só o seu 14º triunfo da carreira, como também o seu 150º ePrix na competição, ouvindo o hino nacional no lugar mais alto do pódio da competição elétrica. E naturalmente, estava muito feliz, depois de um inicio difícil, onde não pontuou nas duas primeiras corridas do ano:  

Eu sabia que era possível. A ideia desta mudança de equipa, para a Jaguar, e de tudo isto é para alcançar dias e resultados como este. É um campeonato tão competitivo que ganhar uma corrida não é fácil e ganhar duas de seguida é um feito. Eu nunca dou resultados destes por garantidos, fico emocionado, estou muito contente”, afirmou o piloto português no final da corrida.

Vamos continuar a trabalhar e posso quase garantir que vamos ter dias maus, ainda, até ao final do ano, dias em que vamos duvidar de tudo, mas isto são as corridas, isto é o desporto, e são nos dias maus onde o crescimento acontece”, concluiu.

Partindo de terceiro na grelha, com Nick Cassidy como o "poleman" pela Citroen, o inicio da corrida foi o ideal para ele: controlou o ritmo e foi marcando o tom nas primeiras voltas, com o Porsche de Pascal Wehrlein e o Cupra de Dan Ticktum a ameaçarem por perto. António Félix da Costa manteve-se inicialmente em terceiro, solidamente integrado no grupo da frente, enquanto Felipe Drugovich, no seu Andretti, começou a ganhar posições de forma agressiva, para chegar o mais possível aos lugares da frente.   

Contudo, o piloto português não conseguiu fazer uma paragem estratégica na altura do Pit Boost, caido para fora do "top ten", mas como os pilotos andavam perto um do outro, começou a aproveitar o "Attack Mode" para subir na classificação, enquanto uma quantidade de pilotos ficava com o comando, como Drugovich, Cassidy, o Penske de Max Gunther e o carro de Josep Marti.


Mas à medida que se aproximavam as voltas finais, os Jaguar estavam em melhores condições de energia para chegar ao comando. Felix da Costa passou Gunther, resistiu ao contra-ataque de Wehrlein, enquanto Evans, que tinha começado a corrida de um longínquo 16º lugar na grelha, apareceu como um míssil nas voltas finais e chegou à frente, com os dois carros da Jaguar em posição de dobradinha.

Na última volta, Felix da Costa era assediado pelo pelotão, especialmente Wehrlein e Evans, mas o piloto neozelandês conseguiu defender-se na última chicane, em plena reta da meta, e o piloto português conseguiu resistir e afastar o suficiente para ficar com o comando e Evans garantiu a dobradinha da Jaguar, com Wehrlein em terceiro e Ticktum em quarto. 


No campeonato, Wehrlein continua a liderar o campeonato, agora com 83 pontos, contra os 72 de Mortara, os 65 de Mitch Evans e os 64 de Felix da Costa. O campeonato continua no fim de semana de 2 e 3 de maio, em Berlim. 

domingo, 15 de março de 2026

WRC 2026 - Rali do Quénia (Final)


E por fim, fez-se história, num rali onde sobreviver foi uma vitória: Takamoto Katsuta acabou por ser o vencedor do Safari Rally Kenya, acabando por ganhar a Adrien Formaux por 27,4 segundos, enquanto Sami Pajari repetia o pódio da Suécia, ao ser terceiro, a meros... 4.26,1 segundos, num rali onde a lama fez das suas, e testou pilotos e máquinas até ao limite. E Takamoto Katsuta entra na história ao ser o primeiro japonês a ganhar uma prova do WRC desde Kenjiro Shinozuka, em 1992, no rali da Costa do Marfim, ao volante de um Mitsubishi Galant VR-4.

No final, o piloto de 32 anos - fará 33 na terça-feira - estava muito contente com o resultado final... e aliviado por ter chegado ao fim, depois de 94 ralis e ter conquistado também o seu nono pódio da sua carreira:  

"Não sei o que dizer. Tivemos tantos momentos difíceis... Aaron [Johnson, seu navegador] trabalhou muito duro comigo e a equipe sempre acreditou em mim, mesmo quando falhei. Obrigado a toda a equipe. Obrigado a eles e ao Aaron, minha família sempre é um grande apoio. Finalmente aqui. Tantos momentos, tantas coisas acontecendo... obrigado a Ott [Tänak]. Ele esteve lá em todos os momentos, me mandando mensagens. Ele acordava mais cedo do que eu. Eu consegui, graças a você! Akio san [Akio Toyoda, o presidente] - finalmente estamos aqui!"


Com quatro especiais até ao final - passagens duplas por Oserengoni e Hell's Gate. Apropriado para a lama nas estradas, não? - o dia começou com Ogier a ganhar a primeira especial do dia, 3,8 segundos na frente de Oliver Solberg, 9,4 sobre Adrien Formaux, 9,8 sobre Thierry Neuville. Takamoto perdia 26,1 segundos, mas tinha tudo controlado, apesar das estradas ainda muito enlameadas.

Elfyn Evans ganhou na especial seguinte, 3,5 segundos na frente de Oliver Solberg, 3,7 sobre Sebastien Ogier, 7,5 sobre Thierry Neuville e Adrien Formaux. Takamoto perdia mais 16 segundos, mas estava mais tranquilo que a concorrência, preocupado em levar o carro até ao final. Formaux, ainda por cima, tinha furado, apesar de não ter perdido muito tempo.  

"Esta especial está mais maluca do que antes, a chuva deixou o solo tão macio, agora tantas pedras estão aparecendo. Tentei evitar cada pedra, há uma quantidade louca de pedras afiadas. Eu simplesmente continuo assim. Lutar pelos décimos e a fundo em todos os lados é mais agradável, esse tipo de pressão é um pouco louco.", disse Takamoto, no final da especial.

Oliver Solberg triunfou na especial seguinte, 4.4 segundos na frente de Sebastien Ogier, 7,2 sobre Elfyn Evans e 9,5 sobre Thierry Neuville. Takamoto perdeu 37 segundos, mas tinha tudo controlado para a Power Stage, a segunda passagem por Hell's Gate. E ali, Solberg conseguiu ser melhor, batendo Ogier por 2,8 segundos, Evans por 4,5 e Neuville por 7,3. Takamoto foi nono, perdeu 24 segundos, mas no final, celebrou.


Quanto a Solberg, apesar da vitória na Power Stage, não deixou de falar sobre o difícil fim de semana queniano:

"Foi um fim de semana incrível, grande aventura. Parecia tão bom, tínhamos tudo sob controle e mantivemos limpo. Hoje podemos pressionar e tirar o máximo. Estou tão feliz por Taka se ele pudesse conseguir, ele é o cara mais adorável do mundo. Os outros não tiveram sorte, mas ótimo para ele. Desculpas para a equipe com os três carros, foi difícil de aceitar. Chorei um pouco na cama porque estava indo tão bem. Obrigado à equipe, este é apenas o nosso quarto rally com este carro e já temos 50 por cento de vitórias."

Depois dos três primeiros, quarto acabou por ser Esapekka Lappi, no seu Hyundai, a 6.23,6, na frente do Skoda Fabia Rally2 do estónio Robert Virves, a 11.38,7. Gus Greensmith acabou em sexto, a 12,09.0, na frente do paraguaio Fabiano Zaldivar, a 12,20.0. Oitavo acabou por ser o veterano Andreas Mikkelsen, no seu Skoda Fabia Rally2, a 12,30,7. Outro paraguaio, Diego Rodriguez, conseguiu os seus primeiros pontos no WRC, sendo nono no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 13,28,4. E a fechar o "top ten", ficou Oliver Solberg, a 16.44,5. 


Com isto, Elfyn Evans continua a liderar, agora com 66 pontos, seguido por Oliver Solberg, com 58, e Takamoto Katsuta, com 55. O WRC continua entre os dias 9 e 12 de abril, com o rali da Croácia.

quinta-feira, 12 de março de 2026

WRC 2026 - Rali Kenya (Dia 1)


Bastaram meras duas especiais para que Oliver Solberg ficasse com a liderança do Safari Rally Kenya. E com um enorme avanço: 33,3 segundos sobre o carro de Elfyn Evans. E como nos outros ralis, a liderança da Toyota é esmagadora: os cinco primeiros são todos carros japoneses! O primeiro não-Toyota está a dois minutos e 21 segundos, e é de Thierry Neuville.

Realizado no meio da estação das chuvas, nesta quinta-feira tinha duas especiais, Camp Moran e Mzabibu. No primeiro, Solberg arrasou: aproveitando o mau piso de terra, molhado e com a pista toda marcada pela passagem dos carros, conseguiu 30 segundos de avanço sobre Evans, 1.09,3 sobre Sebastien Ogier e 1.15,7 sobre Takamoto Katsuta.

E no final, os pilotos queixavam-se, como Neuville, que tinha acabado em sexto e perdendo dois minius e 13 segundos: "Precisávamos de um barco ali, ou um tanque, ou algo mais, mas não um carro de rali. Levei com cuidado, você não sabe o que há por trás da curva ou na frenagem. Nada está funcionando, tudo está frio. O rali é longo, há muito que pode acontecer. Precisamos gerir.", afirmou.

Evans estava mais espantado... para pior. "Não posso acreditar que estamos nesta posição novamente, não consigo ver nada, fomos salvos um pouco pela chuva no final, mas não consigo ver nada.", disse no final da especial. 

Na segunda especial do dia, Ogier conseguiu ser o melhor, 0,4 segundos mais rápido de Sami Pajari, 3,8 sobre Takamoto Katsuta, 4,2 sobre Oliver Solberg e 7,5 sobre Elfyn Evans. Os Hyundais começaram a ter alertas de temperaura alta, sinal de que a lama estava a tapar os seus radiadores e não conseguiam refrescar o motor. "Foi um dia complicado", disse Adrian Formaux, no final da especial.


Depois dos seis primeiros, sétimo é o Ford Puma Rally1 de Jon Armstrong, a 2.32,2, na frente de Adrien Formaux, a 2.38,1. Nono é Esapekka Lappi, a 2.52,9 e a fechar o "top ten" está o melhor dos Rally2, com Gus Greensmith, no seu Toyota GR Yaris Rally2 a 3.42,5. 

O Safari Rally Kenya continua amanhã, com a realização de mais oito especiais. 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

WRC 2026 - Rali da Suécia (Final)


Elfyn Evans levou a melhor no rali da Suécia, e ainda por cima, ele foi o porta-bandeira de um quarteto da Toyota que ficou com... os quatro primeiros lugares. O piloto galês conseguiu uma vantagem de 14,3 segundos sobre Takamoto Katsuta, 46 segundos sobre Sami Pajari, que aqui consegue o seu segundo pódio da sua carreira, igualando o seu melhor resultado de sempre, o terceiro lugar alcançado no rali do Japão. Oliver Solberg, o vencedor de Monte Carlo, foi apenas quarto, a 1.11,6, bem distante dos lugares cimeiros.

"Muito obrigado à equipa, fizeram um trabalho incrível mais uma vez, um Toyota 1-2-3-4 é incrível. Sempre uma atmosfera incrível na Suécia e é especial por muitas razões.", disse um aliviado Evans, no final da Powerstage. Afinal de contas, a distância não foi tão grande quanto desejaria... mas sairá de paragens suecas com a liderança do campeonato, por causa do segundo lugar em Monte Carlo.


Com três especiais neste domingo - passagem dupla por Vastervik e a segunda passagem por Umea, a Powerstage - Evans tinha de tentar afastar-se de Takamoto, que estava motivado com a hipótese de conseguir a sua primeira vitória no WRC. Evans ganhou na primeira especial do dia, conseguindo um avanço de 1,4 segundos sobre o piloto japonês, se calhar a vantagem decisiva que tanto procurava. Solberg foi o terceiro, a 4,7.

Takamoto respondeu na especial seguinte, mas apenas recuperou 0,7 segundos para Evans, que foi terceiro na especial - Sami Pajari ficou entre eles, a 0,1 do piloto japonês. Neuville acabou com uma roda danificada, provavelmente depois de um toque numa das pedras que estava no caminho.

No final, Neuville levou a melhor na Powerstage, 0,1 segundos na frente de Evans, 0,4 sobre Takamoto, 1,7 sobre Solberg e 4,7 sobre Lappi, o quinto. O piloto japonês, algo desgostoso por não ter alcançado o que desejava, disse de sua justiça: 

"Bem, não estou muito satisfeito, claro, poderia ter sido muito melhor, especialmente ontem. O Elfyn fez um trabalho fantástico o fim de semana inteiro. Bom resultado para a equipa. Pessoalmente, não estou muito satisfeito. Estas coisas não podem acontecer a este nível. Pura sorte com os pneus, nada a ver com o automobilismo. A Hankook está a trabalhar arduamente para melhorar. Preciso continuar melhorando e forçar mais.", afirmou.


Pajari, em contraste, estava feliz com um pódio na Suécia:

"Preciso estar realmente satisfeito. Muito obrigado à equipe mais uma vez e ao enorme apoio que recebi após Monte. Este fim de semana voltamos a estar no ritmo e estamos felizes por estar de volta ao pódio. Precisamos continuar pressionando para fazer ainda melhor.", comentou.

Depois dos quatro primeiros, Adrien Formaux foi o quinto, a 1.50,3, e o melhor dos Hyundai. Quase imediatamente, a 1.53,2, ficou Esapekka Lappi, no outro Hyundai, e no seu regresso ao WRC, e no sétimo posto, ficou Thierry Neuville, a 3.45,9, no terceiro Hyundai seguido na classificação. O Ford de Jon Armstrong conseguiu os seus primeiros pontos, sendo oitavo, a 4.05,5, na frente do seu compatriota Josh McErlean, a 6.05,4, quase dois minutos mais atrasado. E a fechar o "top ten" ficou o carro de Roope Korhonen, a 10.36,2, e o melhor dos Rally2, num Toyota GR Yaris. 

O WRC prossegue no mês que vêm, em paragens quenianas, entre os dias 12 a 15 de março.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

WRC 2026 - Rali da Suécia (Dia 2)


Elfyn Evans lidera o rali da Suécia, cumpridas que estão 15 especiais. Com sete realizadas neste sábado, o piloto galês tem agora uma vantagem de 13,3 segundos sobre o japonês Takamoto Katsuta e 25,4 sobre Sami Pajari, todos em Toyota. Oliver Solberg, no quarto Toyota, é quarto, a 58,8, num rali onde os carros japoneses dominam, deixando o melhor dos Hyundai em quinto, a 1.09,5, no caso, o carro de Esapekka Lappi.

Com passagens duplas sobre Vannas, Sarsjöliden e Kolksele, com uma passagem por Umea Sprint, o dia começou com Evans ao ataque, ao ganhar na primeira passagem por Vannas, alcançando a liderança, com uma vantagem de 4,8 sobre Oliver Solberg, 4,9 sobre Sami Pajari e 7,2 sobre Takamoto Katsuta.

Martins Sesks foi o melhor na especial seguinte, 0,9 segundos mais rápido que Evans, 1,8 sobre Solberg e 4,4 sobre Solberg. Takamoto perdeu 6,8 segundos e foi apenas décimo na especial, queixando da aderência dos pneus na superfície gelada. Solberg foi o melhor na primeira passagem por Kolskele, 0,9 segundos na frente de Evans, 1,3 sobre Pajari e 4,1 sobre Lappi. Takamoto perdeu mais tempo, 6,7 segundos e a ser o sétimo melhor na especial e a queixar-se de estar a perder tempo. 

A parte da tarde começou com Sami Pajari a ser o melhor, 1,1 segundos na frente de Esapekka Lappi, no seu Hyundai. Takamoto foi terceiro, a 3,2, na frente de Evans, a 3,9 e de Solberg, a 5,6. Na PEC 13, Evans foi o melhor, 2,6 segundos na frente de Takamoto, 3,8 sobre Solberg e 4,3 sobre Formaux.

Evans estava satisfeito no final da especial sobre as condições do carro e da superficie: "Talvez [estivesse] no limite em alguns lugares. Estava bastante limpo na maioria dos locais, mas a traseira estava se afastando de mim! Tudo ok.", afirmou.

Sami Pajari acabou por ganhar na segunda passagem por Kolskele, 0,3 segundos na frente de Takamoto Katsuta, 2,4 sobre Adrien Formaux e 2,9 sobre Elfyn Evans. No final do dia, em Umea, foi Taka,oto a levar a melhor, 0,1 segundos na frente de Solberg, 0,7 sobre Pajari e 1,1 sobre o Ford de Jon Armstrong. Thierry Neuville foi penalizado em um minuto porque... não tinha o capacete devidamente colocado. 

Depois dos quatro primeiros, Esapekka Lappi é quinto, a 1.09,5, com Adrien Formaux não muito longe, a 1.17.7, também num Hyundai. Sétimo é Thierry Neuville, agora a 3.10.0, na frente dos Ford de Jon Armstrong (a 3.24,8) e de Josh McErlean (a 4.48,8) enquanto a fechar o "top ten" está o carro de Roope Korhonen, a 8.24,1.

O rali da Suécia termina neste domingo, com a realização das últimas trâs especiais. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

WRC 2026 - Rali da Suécia (Dia 1)


Takamoto Katsuta liera o rali da Suécia, com uma vantagem - escassa - de 2,8 segundos sobre Elfyn Evans. Ambos os piltoos da Toyota tem alguma vantagem sobre o terceiro classificado, outro Toyota, o de Sami Pajari, a 22,2. Esapekka Lappi, num Hyundai, é o quarto, a 45,9, na frente de Adrien Formaux. 

O rali da Suécia, o único disputado na neve na estação indicada, começava nesta sexta-feira com oito especiais, passagens duplas por Umea, Bygdsiljum, Andersvattnet e Bäck. E este começou na véspera, na super-especial de Umea, com Solberg, o piloto local e em estado de graça depois da vitória no rali de monte Carlo, ao ataque, triunfando com uma vantagem de 3,8 sobre Elfyn Evans, 4,4 sobre Takamoto Katsuta, 5,6 sobre Sami Pajari e 6,7 sobre Thierry Neuville. Jon Arnstrong perdeu alguns segundos por causa de uma saída de estrada, mas nada de grave.

O dia começou com a disputa nas restantes sete especiais, começando com Evans ao ataque, triunfando na primeira passagem por Bygdsiljum, 5,9 segundos na frente de Takamoto Katsuta, 6,9 sobre Sami Pajari e 8,2 sobre Thierry Neuville. 

Martins Sesks sofreu um duplo furo e saiu na classificação, Oliver Solberg parou num cruzamento por causa de problemas de motor, e também perdeu tempo, Jon Armstrong também sofreu um furo, mas ele perdeu menos tempo - 30 segundos, e o oitavo melhor tempo na especial.

"Não sei. Não sei como você pode ter um duplo furo na frente, como é possível em estradas como estas. Um dos pneus simplesmente explodiu na reta. Realmente não sei. Sem impactos, simplesmente explodiu. O outro pneu dianteiro também estava perdendo pressão. Não sei. Depois, meia especial não vimos por causa da umidade.", explicou Sesks, desiludido com o que aconteceu.

"Notei algo estranho com a traseira direita 6 km antes do fim. Foi difícil manter a traseira arrumada na última seção. Parece que Martins também teve um furo, então é hora de repensar nossa estratégia. Vamos tentar deixá-lo limpo para o próximo.", disse Armstrong, referindo ao seu furo.

Evans acelerou na terceira especial, cinco segundo maios rápido que Takamoto Katsuta, 7,8 sobre Formaux e 9,2 sobre Lappi. Neuville despistou-se e sofreu danos no seu carro, enquanto Sesks tinha novo furo, e Solberg saiu da estrada... duas vezes, antes de se saber que tinha um furo. "Saí da estrada. Havia tanta neve, tive um grande deslize de traseira e saí. Peguei um furo na vala - não é bom.", lamentou Solberg. 

Para Sesks, infelizmente, o dia tinha acabado. "Se eu soubesse, diria. Este é o nosso fim para hoje, terceiro furo. Eu sei onde aconteceu, foi uma compressão na linha e simplesmente... sim. (Pressões dos pneus?) Isso é algo, talvez para amanhã precisamos de quatro pneus suplentes extras no teto. Precisamos de seis suplentes.", referiu.

A manhã acabou com Solberg a ser o melhor, 1,2 segundos sobre Evans, 4,2 sobre Takamoto e 5,2 sobre Formaux. 

A parte da tarde começou com Takamoto ao ataque, triunfando na especial com um avanço de 3,7 segundos sobre Pajari, 8,1 sobre Lappi e 8,9 sobre Elfyn Evans. Sesks, bem atrás na geral, depois dos furos, retirou-se a pedido da equipa. Takamoto continuou ao ataque e aproximava-se de Evans depois de ter ganho a especial seguinte, 2,6 segundos sobre Pajari, 3,1 sobre Evans e 7,1 sobre Formaux. Mas na sétima especial, a segunda passagem por Back, enquanto Neuville conseguia ser o melhor, batendo Solberg por 0,8 segundos, Takamoto, o terceiro a 1,7, tinha conseguido tirar 2,6 segundos a Evans, que tinha sido o quinto, e liderava o rali pela minima das margens: 0,1 segundos.

Evans queixou-se depois de que teve problemas para controlar o seu carro depois de um salto e que isso poderia ter ajudado a perder o tempo suficiente para entregar a liderança ao seu companheiro de equipa. 

No final do dia, em Umea, na classificativa "Sprint", se Solberg levou a melhor sobre Neuville por 1,1 segundos, Takamoto foi o terceiro, a 1,9 e Evans foi quinto, a 4,6, consolidado a liderança do rali ao piloto japonês. 

"No geral, foi um bom começo esta manhã, lutamos esta tarde na segunda passagem. Veremos o que podemos fazer amanhã!", disse Evans, depois de prometer que iria andar ao ataque.

Depois dos quatro primeiros, Formaux é quinto, a 50,3 segundos, mesmo na frente de Solberg, apenas sexto, a 51 segundos. Thierry Neuville está longe, a 1.43,8, na frente de Jon Armstrong, a 2.40,3. Nono é o seu compatriota Josh McErlean, a 3.31,8, e a fechar o "top ten" está Roope Korhonen, a 4.41,9, e o melhor dos Rally2. 

O rali da Suécia prossegue neste sábado, com a realização de mais sete especiais. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

WRC 2026 - Rali de Monte Carlo (Dia 2)


Oliver Solberg continua a liderar o Rali de Monte Carlo, terminadas que estão nove especiais de classificação. O piloto sueco da Toyota tem mais de um minuto de avanço sobre Elfyn Evans (1.08,4), no segundo Toyota. Sebastien Ogier é o terceiro, não muito distante de Evans, a 1.14,9, mas bem mais distante de Adrien Formaux, quarto, a 5.05,2 de Solberg Jr. e o melhor dos Hyundai. Thierry Neuville é quinto, a 6.05,3.

Com passagens duplas por Laborel/Chauvac-Laux-Montaux, Saint-Nazaire-le-Désert/La Motte-Chalancon e La-Bâtie-des-Fontes/Aspremont, o dia começou com Solberg a vencer, 19,1 segundos na frente de Thierry Neuville, 26,5 segundos sobre Elfyn Evans e 37,8 sobre Sebastien Ogier.

Feliz da vida, Solberg comentou: "Estou cauteloso, mas divirto-me! A equipa fez um trabalho incrível ali para ter tudo exatamente onde estava, eu confiei a cem por cento! Bom trabalho. Num rally tão longo e complicado, nada é seguro."

Em contraste, Adrien Formaux, que fora sexto, não estava feliz com o que se passava. "A sensação não está lá. Nada de mim. Luto com a aderência e também com o equilíbrio do carro. Na verdade, estou lutando bastante. Eu sinto-me muito lento o tempo todo. Vai ser um rally longo.", comentou.

Evans ganhou na especial seguinte, batendo Ogier por 4,8 segundos, Formaux por 18,6 e Solberg por 27,2. Mas na última especial da manhã, o sueco voltou a ganhar, com uma vantagem de 8,8 segundos sobre Neuville, 16,6 sobre Formaux e 20,7 sobre Evans. Munster e Katsuta sofreram furos no pneu traseiro direito, perdendo muito tempo.

Na parte da tarde, esta começou com Solberg ao ataque, ganhando na segunda passagem por Laborel/Chauvac-Laux-Montaux, mas a vitória foi mais apertada: 1,9 sobre Ogier, 2,8 sobre Evans, 17,4 sobre Neuville e 21,4 sobre Gregoire Munster. Formaux teve problemas com o seu travão de mão e perdeu um minuto e quatro segundos ("não tenho travão de mão, então tenho de fazer marcha-atrás nos ganchos", disse), enquanto Takamoto Katsuta teve problemas na direção assistida e Jon Armstrong sofreu um furo no pneu traseiro direito.

Ogier ganhou na especial seguinte, 16,2 segundos na frente de Elfyn Evans, 17,3 sobre Oliver Solberg e 34,6 sobre Sami Pajari, e no final do dia, na segunda passagem por La-Bâtie-des-Fontes/Aspremont, Ogier acabou por levar a melhor, 9,3 sobre Solberg, 12,1 sobre Evans e 32,2 sobre Munster. Haydon Paddon perdeu mais de um minuto depois de ter parado na neve, enquanto Neuville saiu da estrada e foi ajudado pelos espectadores para regeressar, perdendo mais de três minutos. Josh McErlean também saiu, e estava fora de ação.   

Depois dos cinco primeiros, Jon Arnstrong é sexto e o melhor dos Ford, a 7.18,8, na frente do regressado Hayden Paddon, no seu Hyundai, a 7.42,1. Leo Rossel é o oitavo e o melhor dos Rally2, num Citroen C3, a 8.27,5. Eric Camili é o nono, a 9.07.1, e a fechar o "top ten", está o bulgaro Nikolay Gryazin, no seu Lancia Ypsilon Rally2, a 9.08,8.

O rali de Monte Carlo continua neste sábado, com a realização de mais cinco especiais de classificação.