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domingo, 28 de junho de 2026

WRC 2027 - Rali da Acrópole (Final)


Inesperadamente, Sebastien Ogier acabou como vencedor da Rali da Acrópole, que terminou neste domingo, beneficiando do furo que Thierry Neuville sofreu em Aghi Teodori, uma especial antes da Power Stage, que impediu os fás de verem um final de duelo entre o belga da Hyundai e o francês da Toyota.

"Os deuses gregos finalmente me apoiaram! Foi um fim de semana longo, nunca houve tempo para relaxar. Eu dirigi tão suavemente quanto pude e tentei evitar todas as pedras. Então não foi um fim de semana ruim.", disse Ogier, no final.

"Não sei, estou entre a decepção e um pouco de alegria agora, porque o carro está a funcionar bem e estamos confortáveis nele. Sentimentos mistos. Justo, Ogier fez uma corrida incrível também. Não sabemos o que teria acontecido sem o furo. Mas isso é rally, em Portugal aproveitamos o furo dele e agora ele aproveita o nosso.", comentou Neuville, no final da Powerstage.

Com quatro especiais neste domingo, passagens duplas por Agii Teodori e Loutraki, ambos os pilotos estavam separados por 4,1 segundos, logo, um duelo final esperava-os, antes do Power Stage. O dia começou com a primeira passagem por Aghii Teodori, com Formaux a ser o melhor, 0,3 segundos na frente de Ogier, 5,7 sobre Neuville, 6,8 sobre Pajari e 20,3 sobre Takamoto. Evans sofreu um furo lento e perdeu 30,6 segundos. 

Ogier e Neuville empatam na primeira passagem por Loutraki, com Takamoto, a 1,2 segundos, e Pajari, a 9,2. Formaux furou e perdeu um minuto e 52 segundos, caindo de quinto para sétimo. 

E depois, a especial que definiu tudo: Neuville furou - dois pneus, os traseiros - e Ogier triunfou. O francês ganhou a especial, com uma vantagem de 9,7 segundos sobre Sami Pajari, 10,7 sobre Adrien Formaux, 25,6 sobre Elfyn Evans. Neuville perdeu 53,5 segundos e o rali estava definido. 

"Muito azar. Não sei o que aconteceu. Primeiro alerta de furo à esquerda e depois, de repente, atrás à direita. O que podemos dizer. Seria bom lutar com o Seb até o fim. É isso. [Estou] desapontado agora. Estávamos no ritmo, mas... não sei o que dizer. Agora precisamos fazer uma corrida inteligente.", disse o belga, no final.


Na Powerstage, Ogier confirmou tudo: venceu com 2,7 segundos sobre Sami Pajari, 3,5 sobre Thierry Neuville, 4,7 sobre Takamoto Katsuta e 6,1 sobre Elfyn Evans. Formaux furou e perdeu 9,1 segundos.

Depois dos quatro primeiros, Evans foi o quinto, a 5.54,9, que passou na última especial o Ford de Josh McErlean, que ficou com o sexto posto, a 5.55,5. Sétimo ficou Adrien Formaux, a 6.08,7, na frente de Martins Sesks, a 8.05,8, e a fechar o "top ten", ficaram os Skoda Fabia RS Rally2 de Robert Virves (a 9.50,1) e de Andreas Mikkelsen (a 10.52,5).  

O WRC irá agora para o outro lado da Europa, para acelerar nas estradas estónias, entre os dias 16 e 19 de julho.

sábado, 27 de junho de 2026

WRC 2027 - Rali da Acrópole (Dia 2)


Thierry Neuville lidera o rali da Acrópole, realizadas que estão as seis especiais deste sábado. O piloto belga da Hyundai tem agora uma vantagem de 4,1 segundos sobre o Toyota do francês Sebastien Ogier, e mais de dois minutos sobre o terceiro classificado (2.17,0, para ser mais exato), sobre o outro Toyota da Takamoto Katsuta. Os três carros já tem uma distância segura sobre o quarto classificado, o outro Hyundai do francês Adrien Formaux, a 3.00,6.

Com passagens duplas por Ghymno e Monte Menalo, bem como passagens únicas por Kolines e Kefalari, o dia começou com Ogier a triunfar, 1,5 segundos na frente de Neuville, 9,4 sobre Formaux e 10,9 sobre Elfyn Evans. Formaux ganhou na seguinte, em Kolines, 1,5 segundos na frente de Ogier, 4,8 sobre Neuville, cinco segundos sobre Takamoto e 11,4 sobre Sami Pajari. Tudo isto numa especial onde os pilotos se queixavam da falta de aderência.

"Estava muito escorregadio, para ser justo, também difícil com as notas de navegação nas curvas. É fácil sair de lado e cometer um erro. Senti que estava lutando um pouco. Eu estava comprometido. Se for um bom tempo, é um bom tempo - mas eu posso fazer melhor.", disse Formaux, no final da especial.

Thierry Neuville triunfou na primeira passagem pelo Monte Menalo, 1,4 segundos na frente de Sebastien Ogier, 5,1 sobre Adrien Formaux e oito segundos sobre Takamoto Katsuta. No final da manhã, Ogier foi o melhor, 2,6 segundos sobre Neuville, 7,9 sobre Evans e oito segundos sobre Takamoto. O belga agora tinha uma vantagem de três segundos sobre Ogier, que tinha perdido a asa traseira no final da especial.

"Está tudo bem. Tivemos uma boa especial. Só tivemos dificuldades com a aderência na parte arenosa. No limite com a aderência que tenho. Tentei fazer algumas mudanças no ajuste para conseguir mais, mas estamos no limite que conseguimos. É uma rally que sempre desfrutamos. Nem sempre a fundo, mas gerindo a velocidade e o carro.", disse o piloto belga da Hyundai.

A parte da tarde começou com a segunda passagem por Ghymno, com a especial a ser encurtada pela organização, porque as condições na estrada tinham-se degradado fortemente. Para piorar as coisas, esta foi suspensa devido à má colocação dos espectadores. No final, Neuville foi o melhor, 7,1 segundos superior a Ogier, 9,3 sobre Takamoto, 11,3 sobre Sordo e 11,9 sobre Evans. 


No final do dia, Ogier foi o melhor, seis segundos sobre Formaux, 6,7 sobre Neuville, 8,5 sobre Pajari e 11,2 sobre Takamoto. A especial foi interrompida quando o Ford Fiesta Rally2 do piloto turco Turkan Ali saiu de estrada e bloqueou a estrada, obrigando a sua interupção. Josh McErlean teve prob,emas com um dos amortecedores do seu Ford Puma Rally1, enquanto Thierry Neuville teve um vazamento no seu carro, que não o impediu de chegar ao final da especial neste dia - "não é problema", disse no final. Sordo e Evans furaram e perderam tempo.

"Ainda não arrisquei totalmente por causa dos furos. Tive uma condução limpa, mas não consegui realmente forçar muito por causa das pessoas à frente com aquele furo.", falou Ogier no final da especial.

Depois dos quatro primeiros, o quinto é o Ford de Josh McErlean, a 3.01,6, no seu Toyota, seguido pelo Toyota de Sami Pajari, a 4.38,3. Sétimo é Elfyn Evans, no terceiro Toyota, a 4.43,1, na frente do carro de Dani Sordo, a 5.17,8. A fechar o "top ten" estão os Skoda Fabia do norueguês Andreas Mikkelsen, o melhor dos Rally2, a 5.54,6, e o do estónio Robert Virves, a 6.08,5.

O rali da Acrópole acabará no domingo com a realização das últimas quatro especiais.  

sexta-feira, 26 de junho de 2026

WRC 2026 - Rali da Acrópole (Dia 1)


O belga Thierry Neuville lidera o rali da Acrópole, concluídas que estão as primeiras sete especiais desta sexta-feira. O piloto da Hyundai tem uma vantagem de 9,7 segundos sobre o Toyota GR Yaris Rally1 de Sebastien Ogier, ambos distantes de Adrien Formaux, terceiro no seu Hyundai, a 42,4 segundos sobre o quarto classificado, o Ford Puma Rally1 de Josh McErlean, que está a 1.10,1 segundos.

"Tivemos o mesmo ritmo toda a tarde e podemos estar contentes com a corrida. Estava no limite com os pneus, eles estavam muito desgastados mesmo antes da especial. Sem correr riscos, gerindo os pneus. Trabalhando no carro para melhorá-lo e trabalhámos na direção certa sempre. É sempre bom liderar, mas neste momento não significa nada para nós. O rally é muito longo, amanhã será muito difícil para os pneus e o carro. Vamos ver o que o dia traz.", disse Neuville, no final deste primeiro dia.

Numa sexta-feira algo dura nas especiais, ela começou ontem à noite, com a super-especial EKO, onde o melhor acabou por ser Sebastien Ogier, um segundo melhor que Takamoto Katsuta, 1,1 sobre Thierry Neuville e 1,2 sobre Sami Pajari e Oliver Solberg.

O dia começou com passagens Bauxites, Monte Parnasso, Monte Elikon e Thiva, mais passagens duplas por Stiri. Formaux ganhou as duas primeiras especiais da manhã, a primeira com 0,1 segundos sobre Thierry Neuville, 2,2 sobre Sebastien Ogier, 2,8 sobre Dani Sordo e 6,4 sobre Sami Pajari. Na passagem por Monte Parnasso, Formaux foi novamente o melhor sobre Thierry Neuvllie, com 1,9 segundos de diferença, enquanto Jon Armstrong foi o terceiro, a 6,8, e Jon Armstrong o quarto melhor, a 11,3. Dani Sordo furou e perdeu quase dois minutos - 1.55,9 - caindo de quarto para a 22ª posição. 

Sebastien Ogier ganhou na primeira passagem por Stiri, no final da manhã, 1,9 segundos na frente de Neuville e Armstrong, que fizeram o mesmo tempo. Sordo foi o quarto melhor, a 12,1, na frente de Martins Sesks, a 15,1, apesar de ter tido... três furos. "Foi muito difícil de lidar, mas ainda tenho que chegar ao serviço. Foi muito ruim com os pneus. Ainda há um longo caminho a percorrer.", disse o piloto letão, na final da especial.

Adrien Formaux também furou, no dianteiro direito, e perdeu 31,4 segundos, caindo da liderança e acabando a manhã na quarta posição. "Não sei por quê, porque eu não tive nenhum impacto. Fui muito cuidadoso no começo, mas ainda há muitas pedras. É um rally longo, eu não me importo.", disse, no final da especial. Takamoto Katsuta também furou, e perdeu menos: 18,6 segundos.

A tarde começou com a passagem pelo Monte Elikon, onde o melhor foi Jon Arnstrong, no seu Ford Puma, 0,6 segundos na frente de Sebastien Ogier, 2,3 sobre Thierry Neuville, três segundos sobre jon Armstrong e 6,3 sobre Adrien Formaux. Sami Pajari sofreu um furo e perdeu tempo a trocar o pneu no meio da especial.


Na segunda passagem por Stiri, Neuville acabou por ser o melhor, 0,8 sobre Ogier, nove segundos sobre Takamoto Katsuta, 15,5 sobre Adrien Formaux e 17,7 sobre Martins Sesks. Armstrong teve problemas de motor e um furo, que o fez perder muito tempo, mais de quatro minutos. "Tivemos simultaneamente um furo na frente direita e não tínhamos potência. Parámos para trocar o pneu furado e vamos ver se conseguimos recuperar a potência.”, disse o irlandês, no final da especial.

No final do dia, Formaux foi o melhor em Thiva, cinco segundos sobre Ogier, 5,4 sobre Neuville, 12,4 sobre Pajari e 15,5 sobre Dani Sordo. Oliver Solberg saiu de estrada e caiu numa vala, enquanto Jon Armstrong teve problemas no seu Turbo e abandonou antes de começar esta especial.

"Foi um bom dia para nós, podemos estar felizes com isso. Neste perderemos tempo com este enorme efeito de limpeza.", disse Ogier, no final do dia. Questionado sobre como será amanhã, o atual campeão do WRC respondeu: "Não sei. No momento, só estou focado em mim mesmo e em ficar longe de problemas."

Depois dos quatro primeiros, Martins Sesks é quinto, no seu Ford Puma Rally1 a 1.16,9, seguido por Takamoto Katsuta, a 1.33,2. Sétimo, um pouco mais longe, está o atual líder do campeonato, Elfyn Evans, a 2.08,4, na frente do Hyundai de Dani Sordo, a 2.49,5. A fechar o "top ten", está o Skoda de Andreas Mikkelsen, a 3.10,6, na frente do Toyota de Sami Pajari, a 3.13,1.


O rali da Acrópole continua amanhã, com a realização de mais seis especiais.

terça-feira, 23 de junho de 2026

As imagens do dia




A francesa Michele Mouton faz hoje 75 anos, e este ano também passam 45 sobre a sua primeira vitória no WRC, a bordo de um Audi Quattro. Contudo, nesta semana de Rali da Acrópole, é a melhor altura de recordar a edição de 1982, onde a vencedora foi... ela. 

Mas o rali da Acropole, quem a conhece, é um rali duro, e há quase 45 anos, Mouton ainda tinha muito a provar, mesmo depois de ter ganho o rali de Sanremo, em 1981, e chocar os seus rivais com isso, alguns meses mais tarde, quando acabou em primeiro no Rali de Portugal. Para além disso, tinha sido quinto no rali da Suécia, e fora sétimo no Safari, outro rali bem duro em termos de superfície e distância.

O rali da Acrópole aconteceu entre os dias 31 de maio e 3 de junho, com 57 classificativas, e 132 pilotos inscritos. A Audi tinha inscrito Mouton e a sua navegadora, a italiana Fabrizia Pons, enquanto os seus companheiros eram o finlandês Hannu Mikkola, acompanhado pelo seu navegador, Arne Hertz. A Opel tinha Walter Rohrl, o finlandês Henri Toivonen e o escocês Jimmy McRae (pai de Colin McRae), enquanto a Lancia, com os seus 037, de Grupo B - todos os outros ainda estão em configuração de Grupo 4 - tinha inscrito dois carros, para Markku Alen e Adartico Vudafieri, e a Nissan tinha três carros, para o finlandês Timo Salonen, o britânico Tony Pond e o queniano Shektar Mehta.

"Eu estou bem, mas acho que será dificil este ano [1982], porque as estradas estão mais duras. Esteve a chover recentemente e as coisas andam más, e vai ser dificil para o carro neste ano.", afirmou, à partida do rali. 

Partindo de Atenas, no sopé do Parthenon, Mikkola arrancou cedo e foi o primeiro líder, mas Rohrl ficou com o comando, enquanto Alen tinha problemas com a caixa de velocidades e atrasa-se. Pouco depois, Mikkola fica com a suspensão dianteira partida e apesar das reparações, ele não consegue voltar à estrada e acaba por desistir. 

A partir da quinta especial, ainda no primeiro dia, Mouton ganhou a sua primeira de 26 classificativas, e até à décima especial, ganhou-as de forma consecutiva. Tudo isto numa superfície que dava cabo dos carros. Até ao final do primeiro dia, Tony Pond fica sem juma das rodas, depois de atingir uma pedra no caminho. Dos pilotos da frente, os sobreviventes eram Mouton, Rohrl, Toivonen e Salonen, que liderava até à sexta especial, quando cedeu a Toivonen, que já tinha Mouton logo atrás. Ela ficaria com o comando do rali no final da sétima especial, ainda no primeiro dia, e não mais largaria.

"A Acropole era uma maratona que acontecia no verão, logo, tinha muito calor e era muito duro, corríamos de noite e de dia, talvez fosse mais duro que os outros ralis que existiam na altura", disse em 2024 ao site dirtfish.com, ao recordar esse rali. "Para ganhar ali, era realmente especial para mim. Guiávamos sobre rocha, porque tinha chovido muito nessa primavera e as estradas estavam destruídas. Havia muitas pedras, e o desafio não era o de sermos os mais rápidos, mas sim os que tinham menos danos.",  continuou.

Contudo, durante a noite, ela já se queixava de ter alguns problemas no seu Turbo, e sabendo as condições que tinha de encarar, esperava que os mecânicos tivessem de resolver os problemas antes que estes fossem demasiadamente grandes para afetar o carro, o ritmo, e a distância para a concorrência. Mesmo que estes, de uma certa forma, já soubessem da piloto e da máquina que estavam a lidar. Como Henri Toivonen, disse à imprensa numa das áreas de serviço:

- Sabe a diferença que tem para a Michele?
- Acho que ronda o minuto e meio - respondeu Toivonen. 
- Acha que a pode apanhar amanhã? 
- Sem hipótese! As mulheres hoje em dia estão muito rápidas.

No dia seguinte, o rali passava na zona de Kalambaka, com os mosteiros de Meteora como pano de fundo, quando Mouton perdeu a traseira do seu Audi e alguns segundos. Detalhe: os seus pais estavam a assistir ao rali... naquele local! Mas foi o único contratempo desse dia, pois ela começou a afastar-se da concorrência masculina. A única grande diferença foi no segundo posto, quando Toivonen atrasa-se com problemas de transmissão no seu Opel Ascona e cede o segundo posto a Rohrl. No final do dia, ela já tinha seis minutos de vantagem. Agora era apenas gerir até ao final do rali.

Mas não foi bem... gerir. Por um lado, Rohrl chegou à conclusão que ter pontos era melhor que tentar apanhar o Audi de Mouton, num rali tão duro como este. No final, ela chegou a Atenas com uma vantagem de 13 minutos sobre Rohrl, enquanto Toivonen herda o terceiro lugar depois de McRae ter problemas elétricos, quando ia a caminho de um pódio. Acabaria na sexta posição. 

A terceira vitória de Mouton na sua carreira, segunda no campeonato de 1982, colocava-a na liderança do campeonato, a lutar pelo título mundial de ralis com Rohrl. E uma vitória num carro de tração integral, num dos ralis mais duros do campeonato, foi também o triunfo de uma mulher num mundo de pilotos masculinos, mostrando que nada era ao acaso, ali havia também muito talento. Parabéns, Michele!

segunda-feira, 30 de junho de 2025

WRC 2025 - Rali da Acrópole (Final)


Ott Tanak sobreviveu ao Rali da Acrópole para ser o seu vencedor, conseguindo bater as possibilidades e triunfar com o seu Hyundai, na frente do Toyota de Sebastien Ogier e do outro Hyundai de Adrien Formaux. A diferença entre os dois primeiros foi de 32,8 segundos, enquanto Formaux ficou com o lugar mais baixo do pódio, a uns (muito) distantes 3.09,8.

No final, Ogier disse de sua justiça sobre a sua vitória no rali e deu os parabéns a Tanak: "Penso que tivemos um fim de semana super forte, não há muito que possamos fazer contra o Ott, ele estava realmente a voar. Podemos orgulhar-nos da nossa corrida, não havia mais nada que pudéssemos fazer.

Outro que estava feliz com um lugar no pódio era Adrien Formaux, terceiro. E com dedicação: "Foi um bom fim de semana, estou satisfeito com o que fizemos. Houve o funeral do meu amigo na sexta-feira, por isso este pódio é para ele. É bom estar de volta ao pódio.

Com quatro especiais até ao final, incluindo a Power Stage, passagens duplas por Smokovo e Tarzan, o dia começou com Tanak ao ataque, triunfando com 1,8 segundos sobre Ogier, 17,6 sobre Neuville, 18,3 sobre Evans e 24,1 sobre Formaux. Takamoto despistou-se e perdeu tempo. 

Tanak ganhou na segunda especial do dia, 4,5 segundos sobre Ogier, 7,9 sobre Evans, 18,5 sobre Neuville e 18,8 sobre Takamoto. Na segunda passagem por Smokovo, Ogier partiu para o ataque, ganhando e conseguindo um avanço de 1,1 sobre Tanak, 3,3 sobre Neuville, que teve problemas no seu carro, mas resolveu logo, e 9,8 sobre Evans.

Por fim, na Power Stage, Ogier esforçou-se a triunfou, ganhando quatro segundos sobre Rovanpera, 4,6 sobre Neuville, 7,8 sobre Evans e 16,0 sobre Tanak, com ele a ter problemas na sua caixa de velocidades, mas sem incomodar o seu andamento ou ameaçar a sua vitória.

Depois dos três primeiros, Evans foi o quarto, a 3.31,1, muito longe de Neuville, que ficou a 8.59,5. Oliver Solberg foi sexto, e o melhor dos Rally2, a 10.34,7, seguido por Gus Greensmith, a 11.28,5. 

Nao muito longe dele estava o Citroen C3 Rally2 de Yohan Rossel, a 11,43,7, e a fechar o "top ten" ficaram o polaco Kajetan Kajetanowicz, a 12.56,7, no seu Toyota GR Yaris Rally2, e o espanhol Alejandro Cachon, também no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 14.19,9. 

No campeonato, as coisas estão ao rubro: Evans tem agora 150 pontos contra os 141 de Ogier e os 138 de Ott Tanak, e os 117 de Kalle Rovanpera. 

O WRC continua dentro de três semanas, entre os dias 17 de 20 julho, em terras estónias. 

domingo, 29 de junho de 2025

WRC 2025 - Rali da Acrópole (Dia 2)


O estónio Ott Tanak continua a liderar o rali da Acrópole, concluído que está o segundo dia da prova grega. O piloto da Hyundai tem agora uma vantagem de  43,6 segundos sobre Sebastien Ogier, e dois minutos e oito segundos para Adrien Formaux, noutro Hyundai, num rali marcado pela dureza do traçado e os vários furos sofridos. Tanto que o quarto classificado, Elfyn Evans, tem mais de um minuto de atraso sobre... o terceiro classificado! Três minutos e quatro segundos sobre o estónio, num rali que não anda muito bem para os Toyotas...

Com seis especiais neste sábado - passagens duplas por Pavliani, Karoutes e Inohori - o dia começou com Tanak a ganhar, 6,4 segundos na frente de Ogier, dez segundos sobre Formaux e 29,1 sobre Evans. Neuville sofreu um furo e perdeu 40,8 segundos, Lauri Joona também sofreu um furo, Josh McErlean danificou a suspensão e perdeu tempo, Sami Pajari resolveu desistir por causa dos danos no seu carro. 

Tanak voltou a ganhar na especial seguinte, 6,7 segundos sobre Formaux, dez segundos sobre Ogier e 16,1 sobre Takamoto Katsuta. O estónio teve problemas na sua asa traseira, enquanto Neuville sofreu um furo na parte frente-esquerda, e perdeu 19,7 segundos. O belga não estava contente, e falou sobre isso no final da especial:

"Os pneus não estão no nível certo. Se vir por que razão furamos, é simplesmente insano. Jogar a este nível com um produto destes não é possível. Somos castigados a toda a hora sem motivo, não é divertido. É só a sorte que decide. Seguimos em frente e recuperamos terreno. Não será fácil, dois carros à frente e nenhuma fila. Desafiante.", falou.

No final da manhã, Ogier ganhou a especial, 0,1 segundos na frente de Tanak, 14,3 de Neuville e 18,6 sobre Evans. Formaux perdeu tempo por causa de problemas na suspensão, danificada depois de uma passagem por cima de uma pedra, e o mais sério foi ao local Jourdan Sererides, que foi vítima de um golpe de calor, abandonando para poder ser assistido pelos enfermeiros. 

A tarde começou com nova vitória de Tanak, conseguindo um avanço de 2,5 segundos sobre Ogier, 15 sobre Neuville e 18.1 sobre Formaux, que acabou a especial com um furo e a roda fora da jante. Mas pior ficaram Rovanpera e Takamoto: o finlandês parou a meio da especial, enquanto o japonês saiu de estrada e acabou por ali o rali, por ter ficado preso no lugar onde estava.   

Tanak triunfou na segunda passagem por Karoutes, sete segundos na frente de Neuville, 7,2 sobre Ogier, 8,2 sobre Evans e 9,8 sobre Formaux. Tudo isto numa altura em que a chuva marcava a sua presença. Algus pilotos reagiram com alguma calma sobre a alteração das condições: "Quando as pessoas dizem que vai chover muito, normalmente não chove, por isso fui pela estrada dura, esperando que secasse se chovesse só um bocadinho. Foi bastante difícil no início, mas tornou-se mais calmo no final.", disse Tanak.

Para o final do dia, em Inohori, Tanak levou novamente a melhor, 0,7 segundos sobre Ogier, 2,7 sobre Neuville e 8,6 sobre Evans. O estónio estava feliz com o dia e assim se expressou: "Foi ótimo, um dia extremamente exigente e etapas muito difíceis. Boa posição em pista e o carro foi melhorando ao longo do dia.", comentou.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Neuville, a 4.17,7, na frente de Gregoire Munster, a 5.55,0. Sétimo era Oliver Solberg, o melhor dos Rally2, a 6.56,7, seguido por Gus Greensmith, a 8.34,5, no seu Skoda Fabia Rally2. A fechar o "top ten" está o Toyota GR Yaris Rally2 de Kajetan Kajetanowicz, a 8.44,5 e o Citroen C3 Rally2 de Yohan Rossel, a 8.59,6. 

O rali da Acrópole acaba neste domingo, com a realização das ultimas quatro especiais. 

sexta-feira, 27 de junho de 2025

WRC 2025 - Rali da Acrópole (Dia 1)


Ott Tanak
é o líder o Rali da Acrópole, finalizadas que estão as sete primeiras especiais deste rali grego. O piloto da Hyundai tem uma curta vantagem de três segundos sobre o outro Hyundai de Adrien Formaux, e 16,9 sobre o melhor dos Toyota, o de Sebastien Ogier. Os três já deram uma larga vantagem sobre Elfyn Evans, quatro classificado, a 1.21,5, num rali onde os pneus foram martirizados nas estradas gregas, causando imensos furos no pelotão principal.

Depois da Sardenha, realizada em estradas difíceis, o WRC ia agora para estradas gregas, onde... são ainda mais difíceis que as sardas. Mas o rali começou no centro de Atenas, onde perante uma multidão entusiasmante, Tanak e Ogier empataram nos tempos.  

A sexta-feira começava com seis especiais, passagens duplas por Aghii Theodori e Loutraki, e passagens únicas por  Thiva, Stiri e Elatia. Esse dia começou com Ogier a triundar na primerira passagem por Aghii Teodori, 0,7 segundos na frente de Sami Pajari e 1,1 sobre Thierry Neuville. Martins Sesks furou a atrasou-se Takamoto Katsuta também, bem Josh McErlean, Nikolay Gryazin e Jan Solans. E iriam ser apenas os primeiros do dia...

Adrien Formaux ganhou na segunda especial, con uma vantagem de 4,9 segundos sobre Thierry Neuville, sete segundos sobre Ott Tanak e 7,7 sobre Takamoto Katsuta. no final da manhã. Ogier acabou por triunfar, na segunda passagem por Aghii Theodori, 4,5 segundos sobre Tanak e 11,1 sobre Takamoto Katsuta.

Imensos furos afetaram os pilotos nesta especial: Ogier, Neuville, Tanak, Munster, McErlean, Virves... estes foram alguns dos pilotos que furaram nesta especial, perdendo mais ou menos tempo. "É difícil saber o que aconteceu. Obviamente, muitas pedras... o rali ainda é longo, haverá muito mais furos durante o fim de semana. Tomámos a decisão certa em continuar. Não é o fim do rali.", disse Neuville no final da especial, depois de sofrer um furo.

A parte da tarde começou com as especiais únicas. Em Thiva, Formnaux foi novamente o melhor, 0,2 segundos na frente de Tanak, 3,4 sobre Ogier e 6,2 sobre Rovanpera. Neuville furou de novo, perdendo dois minutos na troca e caindo cinco lugares, para o 11º posto da geral. "É um desastre. Vou conduzir até ao fim e ver o que acontece.", disse um desconsolado Neuville.

Em Stiri, Formaux foi o melhor, 3,1 segundos na frente de Tanak, 9,7 sobre Munster, 11,5 sobre Takamoto e 14,2 sobre Sesks. Pajari desistiu por causa de problemas de combustível no seu Toyota.

A tarde finalizou com Neuville a triunfar em Elatia, 1,9 segundos sobre Formaux e 3,9 sobre Tanak. A grande desistência da especial foi a Martins Sesks, que sofreu problemas no sistema de combustível no seu Puma Rally1 e parou de vez na área de serviço. "Devido a um problema no sistema de abastecimento de combustível, fomos obrigados a retirar antes do último SS7 do dia. Tudo pode ser resolvido. Continuaremos amanhã!", disse Sesks.

Contudo, houve uma polémica entre Tanak e Ogier sobre os pneus, com o francês a dizer algo sobre o seu estado, algo que não caiu bem noutros, como Tanak.

"Fiz o máximo que pude. A diferença é muito menor do que deveria ser. Neste momento, não consegui colocar os pneus que pretendia, porque um deles estava danificado. Amanhã não tenho nada a perder.", disse Ogier. 

Contudo, essa resposta não caiu muito bem em alguma da concorrência, como Tanak, que respondeu da seguinte forma: "É muita estupidez dizer uma coisa destas, porque também é preciso pensar na equipa."

Depois dos quatro primeiros, segue-se o Ford Puma Rally1 de Gregoire Munster, a 1.43,3, não muito longe do carro de Katsuta Takamoto, a 2.34,3. Sétimo é Kalle Rovanpera, a 2.38,1, lutando pela posição com Thierry Neuville, agora a 2.38,3. e a fechar o "top ten" estão o Toyota GR Yaris Rally2 de Oliver Solberg, a 2.48,4, e outro Toyota GR Yaris Rally2 de Kasjetan Kajetanowicz, a 3.41,8.

O rali da Acrópole continua amanhã, com mais seis especiais para cumprir. 

sábado, 7 de setembro de 2024

WRC 2024 - Rali da Acrópole (Dia 2)


O belga Thierry Neuville lidera o rali da Acrópole, no final do segundo dia e quando faltam três especiais para a sua conclusão. O piloto belga tem uma vantagem de 52,2 segundos sobre o espanhol Dani Sordo, seu companheiro de equipa, e mais de um minuto sobre Sebastien Ogier (1.19,5). Ott Tanak é quarto, a já um distante 3.17,7.

Com passagens por Rengini, Thiva, Aghii Theodori - dupla passagem - Loutraki e uma super-especial numa estação de serviço em plena auto-estrada (!), o dia começou com Thierry Neuville a triunfar, com 0,2 segundos sobre Dani Sordo, e isso foi suficiente para... Sordo ir para a liderança! Tanak atrasou-se por causa de... dois furos e perdeu quase quatro minutos e sete segundos, caindo para o quinto posto da geral.  


Ogier respondeu, triunfando na especial seguinte, ganhando 7.4 segundos a Sordo, 10,4 a Neuville e 12,8 a Evans. Ele puxou ainda mais em Agi Theorodis, e chegou à liderança, depois de Sordo perder quase 50 segundos por causa de um furo, que destruiu o seu lado direito do carro. 

Neuville, que terminou a especial na terceira posição, disse ao que ia em termos de objetivos: "Os meus objetivos são simples: passar sem problemas, especialmente sem furos. Lutar um pouco com a traseira, não está a manter-se na linha. Tentei evitar muitas rochas que estavam soltas. Este na segunda passagem será difícil, já [estará] de pedras afiadas. Só precisamos de passar."

No inicio da tarde, Tanak triunfou em Loutraki, 2,4 segundos na frente de Ogier, e 2,6 sobe Neuville. Takamoto despistou-se e deixou morrer o motor, perdendo 45,7 segundos e atrasando ainda mais a sua recuperação. Ogier voltou a triunfar, na segunda passagem pot Aghii Theodori, meio segundo na frente de Tanak e 5,5 sobre Ogier, uma especial cheia de pedras, e com muita gente a furar, como Lauri Joona e Robert Virves. Mas o pior aconteceu a Elfyn Ewans, que capotou e acabou por abandonar a prova.

"Há muitas rochas, é difícil dizer onde o furo desta última etapa poderia ter acontecido." disse Virves no final da especial. "Tenho de estar satisfeito, não estou muito feliz comigo mesmo, mas no geral não parece tão mau.", concluiu.

O inicio da noite mostrou a super-especial que foi construída entre duas estações de serviço da auto-estrada, onde Neuville foi o melhor, 0,4 segundos sobre Ogier a 2,3 sobre Sordo.   

Depois dos quatro primeiros, Sami Pajari é o quinto, a 5.01,9, no seu Toyota GR Yaris Rally2, na frente do estónio Robert Virves, a 5.30,1. Yohan Rossel é o sétimo, no seu Citroen C3 Rally2, a 5.57,1, seguido por Kajetan Kajetanowicz, a 6.55,4. E a fechar o "top ten", estão o estónio Georg Linnamae, a 8.29,2, e o paraguaio Fabrizio Zaldivar, no seu Skoda Fabia RS Rally2, a 9.18,4.


O rali da Acrópole termina amanhã, com a realização das derradeiras três especiais.  

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

WRC 2024 - Rali da Acrópole (Dia 1)


O estónio Ott Tanak lidera o rali da Acrópole, concluídas que estão as seis primeiras especiais do dia. O piloto da Hyundai tem um avanço de 21,8 segundos sobre o seu companheiro de equipa, Dani Sordo, e 45,2 sobre Thierry Neuville. Os três estão longe de Sebastien Ogier, quarto a 2.26,4, o melhor dos Toyota, que acabou o dia com problemas técnicos no seu carro - era o seu Turbo - e a sua continuidade está em dúvida. 

"Precisamos de estar muito gratos por um dia sem problemas, tem sido muito difícil com a temperatura e a rugosidade. Foi um dia muito bom, mas todos sabemos o que está a vir.", disse Tanak, consciente de que mais do que talento, a sorte também o acompanha. 

Com a fama de ser dos ralis mais duros do calendário, o rali grego tinha pela frente, nesta sexta-feira, passagens duplas por Ano Pavliani, Dafni e Tarzan, o dia começou com Ogier ao ataque, ganhando as três primeiras especiais, com Takamoto Katsuta a triunfar na primeira passagem por Dafni, a segunda especial do dia. Ali, o japonês ganhou 3,9 segundos sobre o francês, mas na especial seguinte, Takamoto perdeu uma roda e por causa disso, irá continuar em modo Rally2. Para piorar as coisas, está muito calor na Grécia, e isso se ressente nos carros. 

Ogier voltou a triunfar na primeira especial da tarde, a segunda passagem por Ano Pavliani, ganhando 1,9 segundos sobre Tanak, enquanto o estónio reagiu e triunfou na especial seguinte, com Ogier a perder 16,7 segundos, com ele a queixar-se de algo errado no carro, o que se confirmou na especial seguinte, perdendo muito tempo.

Entretanto, Adrien Formaux parou na quarta especial por causa de uma quebra na suspensão frente-dianteira, e Gus Greensmith... atingiu uma vaca. 

"Correu tudo bem. Esta etapa foi a mais áspera do dia. Lutámos com o equilíbrio do carro e tivemos um problema com os travões. Hoje tentámos tudo o que pudemos com a nossa posição inicial.", disse Thierry Neuville, aliviado com o final deste dia de rali.

Depois dos quatro primeiros, o estónio Robert Virves é o quinto e o melhor dos Rally2, a 3.10,9, na frente de Sami Pajari, num Skoda Fabia Rally2, a 3.12,4. Sétimo é Gregoire Munster, a 4.08,4, na frente de Kajetan Kajetanowicz, a 4.09,0. A fechar o "top ten" estão o paraguaio Fabrizio Zaldivar, a 4.19,7, e o Citroen C3 Rally2 de Nikolay Gryazin.    

O rali da Acrópole continua amanhã, com a realização de mais seis especiais. 

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

WRC 2023 - Rali da Acrópole (Final)


O finlandês Kalle Rovanpera acabou por triunfar neste domingo o rali da Acrópole, aumentando a diferença para os seus adversários. Depois de ter desistido no rali da Finlândia, aproveitou os problemas de Sebastien Ogier, e sobretudo, Thierry Neuville, para se distanciar de Elfyn Evans, que foi segundo, e de Dani Sordo, o terceiro. 

No final do rali, o jovem finlandês fez um resumo do que foi esta prova bem complicada para os pilotos. "Claro que é um grande alívio. Depois de um difícil Rali da Finlândia, precisávamos de ter agora [um bom resultado], apesar de nunca termos saído [da liderança]. Começar em primeiro e terminar em primeiro é muito bom.", comentou.

Com três especiais no último dia de rali, e com mais de dois minutos de vantagem para a concorrência, graças aos problemas de Sebastien Ogier, no dia anterior, o dia começou com Elfyn Evans a  triunfar, nove segundos na frente de Dani Sordo e 15 sobre Thierry Neuville. Rovanpera, mais descontraído, perdera 31,2 segundos.

Na primeira passagem por Grammeni, Sordo acabou por ser o melhor, 1,3 melhor que Evans e 1,4 sobre Tanak, com o finlandês a perder mais 10,3 segundos. Parecia que se preparava para a Power Stage, a segunda passagem por Grammeni, onde o finlandês acabou por ganhar, com uma vantagem de 2,5 segundos sobre Evans, 2,6 sobre Tanak e 4 segundos sobre Sordo. Atrás, Sebastien Ogier conseguiu passar Adrien Formaux e conseguiu o último lugar pontuável.

Depois dos três primeiros, Ott Tanak foi o quarto, a 4.28,4, na frente de Esapakka Lappi, a 6.22,3. Katsuta Takamoto acabou em sexto, a 7.20,9, e o melhor dos Rally2 foi Andreas Mikkelsen, a 9.41,0, mais onze segundos de vantagem sobre Gus Greensmith, e a fechar o "top ten", Yohan Rossell, a 11.07,0, na frente de Sebastien Ogier, a 11.43,4.     

No campeonato, Rovanpera agora lidera com 200 pontos, contra os 167 de Evans, enquanto Neuville mantêm-se em terceiro, com os mesmos 134 pontos que tinha antes da prova grega. 

O mundial continua no final do mês, quando acontece o rali do Chile.

domingo, 10 de setembro de 2023

WRC 2023 - Rali da Acrópole (Dia 2)


Kalle Rovanpera é agora o novo comandante do rali da Grécia, e com mais de dois minutos de vantagem sobre Dani Sordo, parece que tem tudo sobre controlo, logo, a vitória parece estar na sua mão. Sordo está a 2.04,9, enquanto o terceiro classificado, o galês Elfyn Evans, está a 2.09,4. Sebastien Ogier, o lider do rali, sofreu um furo e uma quebra na suspensão, e caiu para a nona posição. 

Com seis especiais a serem disputadas neste sábado, passagens duplas por Pavliani, Karoutes e Eleftherochori, o dia começa com Rovanpera a triunfar na primeira do dia, 1,3 segundos na frente de Ogier e 11,9 sobe Neuville. O francês passou à frente do rali, com o finlandês a aproximar-se rapidamente. Neuville acabou por reagir, ganhando na primeira passagem por Karoutes, 9,8 segundos na frente de Ogier e 10,3 sobre Evans. Rovanpera foi quarto, a 11,6. Com isso, o belga regressava ao comando, dois segundos sobre Ogier.

Esapekka Lappi teve de trocar de roda e perdeu duas posições. 

A manhã terminou com Rovanpera a ganhar novamente, 1,5 segundos na frente de Ogier, 10,4 sobre Neuville e 15,1 sobre Sordo. Elfyn Evans atrasou-se devido a problemas mecânicos.

A tarde começou como acabou, com Rovanpera a triunfar na segunda passagem por Pavliani, 0,2 segundos sobre Ogier e 6,5 sobre Evans, com Neuwille a ter a direção quebrada e a atrasar-se de forma irremediável. O francês da Toyota agora era o novo comandante, com 12,6 segundos de vantagem para Rovanpera. 


O finlandês iria ganhar até ao final do dia, e ainda por cima, na última especial do dia, Ogier sofreu um furo e danificou a suspensão, ao ponto de amanhã largar em situação de Rally2.

Depois dos três primeiros, Ott Tanak é o quarto, a 4.49,7, e é o melhor dos Ford, Esapekka Lappi é o quinto, a 6.16,2. Não muito longe está o Toyota de Katsuta Takamoto, sexto a 7.02,2. Gus Greensmith é o sétimo, e o melhor dos Rally2, a 8.51,5, seguido por Andreas Mikkelsen, a 9.03,5. A fechar o "top ten" ficaram o francês Yohan Rossel, no seu Citroen, a 9.56,3, e o luxemburguês Georg Munster, a 10.32,7.  

O rali da Grécia acaba neste domingo com a realização das últimas três especiais.  

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

WRC 2023 - Rali da Acropole (Dia 1)


No final do primeiro dia do Rali da Acrópole, a acontecer na Grécia, o melhor é o Hyundai de Thierry Neuville, que está na frente do Toyota de Sebastien Ogier em 2,8 segundos, com o carro de Kalle Rovanpera mais atrás, a 25,5. Tudo num rali que teve uma classificativa neutralizada devido à degradação da estrada à passagem dos carros. Ott Tanak, no seu Ford, sofreu uma penalização e caiu na classificação geral.

Com seis especiais a serem realizadas nesta sexta-feira, numa região afetada por cheias e chuvas intensas, que colocaram em perigo a realização do rali, o dia tinha passagens duplas por Loutraki, mais individuais por Pissia, Livadia, e Elatia. Mas a etapa de hoje começou no dia anterior, com a super-especial de Eko, onde Kalle Rovanpera ganhou, com vantagem de 0,3 segundos sobre Esapekka Lappi. 

O dia começou com Neuville ao ataque, ganhando na primeira passagem por Loutraki, deixando Ogier a 3,4 segundos e Tanak a 3,9. Loubet sofreu uma avaria e acabou por abandonar. 

Rovanpera atacou em Fissia e ganhou 3,1 segundos sobre Neuville, aproximando-se do piloto belga, ficando a dois segundos do comando, com Ogier a 4,6. 


Na parte da tarde, a segunda passagem da especial de Loutraki apenas foi realizada em parte, porque foi neutralizada devido à degradação do piso e preocupações com a segurança dos espectadores. Apenas oito piloto conseguiram passar, e o melhor foi Ogier, 2,2 segundos mais rápido que Neuville. Tanak foi penalizado em 3.40 minutos devido a um atraso na passagem pelo Check Point. E o atraso aconteceu por causa de um problema no seu Puma. A partir dali, foi uma corrida contra o cronómetro para recuperar o máximo possível.

Por causa disso, Tanak passou ao ataque e ganhou a quinta especial, com uma vantagem de 5,9 segundos sobre Neuville e 10.9 sobre Ogier. Andreas Mikkelsen sofreu um furo e atrasou-se. E no final do dia, o estónio continuou a vencer, desta vez em Elatia, 4,9 segundos adiante de Ogier e 8,2 sobre Evans, que assim passava Lappi e Sordo. 

Depois dos três primeiros, o quarto é Elfyn Evans, a 31.0, que conseguiu passar Esapekka Lappi, que está a 32,1. Katsuta Takamoto é o sexto, a 41,7, na frente de Dani Sordo, a 48,6. Nikolay Gryazin é o oitavo - e o melhor dos Rally2, a 3.16,7, e a fechar o "top ten" estão o Ford de Ott Tanak, a 3.34,5, e o Citroen de Yohan Rossell, a 3.46,3. 

O rali da Acrópole continua amanhã com a realização de mais seis especiais.

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

A imagem do dia


O clima está baralhado. No verão está calor (muito calor), mas quando chove, é imenso.  E por estes dias, a Grécia está a passar por uma tempestade, de seu nome Daniel. E... por manifesta falta de sorte, acontece na semana do rali da Acrópole. Esta quarta-feira, os organizadores decidiram anular o "shakedown" e o resto do rali está em dúvida.  

Hoje, o troço de Pavliani, que acolherá as especiais 7 e 10, teve os seus reconhecimentos interrompidos por falta de visibilidade, e para além disso, as limitações à circulação automóvel nos arredores de Lamia estão a dificultar as coisas para as equipas. Muitas equipas ficaram com os carros atolados na lama, e para além disso, o nevoeiro também tem dificultado os reconhecimentos por causa da falta de visibilidade.

 Por causa disso, a diretora da prova, Anita Passalis, emitiu uma comunicação sobre os meios de socorro e a forma como o sistema de segurança da prova está montado, deixando bem claro que "nenhum troço deverá começar se existir qualquer preocupação ou duvida sobre segurança".

O rali da Acrópole começa na sexta-feira, mas não se sabe até que ponto é que os troços estarão prontos para os carros que lá passarão. 

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Noticias: Ogier regressa ao Rali da Grécia


Sebastien Ogier irá correr num dos Toyotas Rally1 no Rali da Acrópole, que acontecerá no próximo mês na Grécia. Irá ser o seu quinto rali na temporada, e muito provavelmente será um dos favoritos à vitória porque até agora conseguiu triunfos em Monte Carlo, México e Safari.

Numa publicação nas redes sociais, deu os parabéns à Toyota e a Elfyn Evans pelo triunfo no Rali da Finlândia e confirmou a sua participação no rali grego: “Estou muito orgulhoso da minha equipa! Muito bem-feito e um resultado fantástico! Parabéns especialmente ao Elfyn Evans e [o navegador] Scott Martin e também muito feliz pelo Takamoto Katsuta e Aaron Johnston [seu navegador, ndr] pelo pódio. Vemo-nos em breve, na Grécia.

Aos 39 anos - fará 40 a 17 de dezembro - Ogier corre a tempo parcial desde 2022, depois de oito títulos mundiais, o que não impediu de conseguir mais quatro vitórias, para além das 54 que já tinha conseguido antes, desde a sua primeira, no Rali de Portugal de 2010. 

Atualmente é o quinto classificado, com 98 pontos, num campeonato liderado por Kalle Rovanpera, seu companheiro na Toyota.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

WRC 2022 - Rali da Acrópole (Final)


O belga Thierry Neuville foi o grande vencedor do Rali da Acrópole, a sua primeira do ano, ficando 13,7 segundos na frente do estónio Ott Tanak, também num Hyundai. Dani Sordo, a 1.49,8, foi o terceiro classificado, num pódio monopolizado pela Hyundai, e contrariando um pouco aquilo que está a ser a temporada, onde a Toyota parecia andar a dominar os ralis a seu bel-prazer. 

Pierre-Louis Loubet, no seu Ford Puma Rally1, foi o melhor dos não-Hyundai, sendo quarto, mas a 3.42,2, do piloto triunfador, bem distante e demonstrativo da dureza dos percursos.  

Com apenas três especiais para completar a prova, duas passagens por Eleftherochori - uma delas, a Power Stage - e uma por Elatia-Rengini, o dia começou uma vitória de Tanak, 2,9 segundos na frente de Neuville e 17,2 sobre Craig Breen. Em Elatia-Rengini, foi um triunfo de Neuville, 4,3 segundos na frente de Tanak, com um surpreendente Andreas Mikkelsen em terceiro, a 11,6. E no final, na Power Stage, Tanak foi o melhor, três segundos à frente de Kalle Rovanpera e 6,4 segundos sobre Craig Breen. Gus Greensmith foi quarto, a 11,4. 

No final, Neuville era um piloto feliz com o resultado:

"Tem sido uma temporada difícil até agora e conseguir a vitória depois de um fim de semana muito difícil na Bélgica é um alívio. O mais importante é que temos um 1-2-3 para a equipa - depois de todos esses anos, finalmente conseguimos e é um momento histórico para a marca. Todos trabalharam duro para isso e é uma bela recompensa."

Ott Tanak complementou o resultado com as suas declarações, ainda relativas à decisão da equipa de recusar deixá-lo ir para a frente do rali, por causa do campeonato:

"Se você quer lutar por um campeonato, a decisão de não ter ordens de equipe foi errada. Se você quer ter [uma boa ação de] Relações-Públicas, é uma boa decisão. Depende de como você olha para isso. É uma pena - toda sexta-feira estávamos com problemas no sistema híbrido.", declarou.

Depois dos quatro primeiros, Craig Breen foi o quinto, a 4.09,0, noutro Ford, bem distante de Katsuta Takamoto, o melhor dos Toyota, sexto, a 6.21,1. Emil Lindholm foi sétimo e o melhor dos Rally2, no seu Skoda Fabia Rally2, a 7.46,6, na frente de Nikolay Gryazin, noutro Skoda Fabia Rally2, a 8.22,7. O cipriota Alexandros Tsouflas foi nono, num Polo GTi R5, a 10.53,8, passando no final o carro do norueguês Eyvind Brynildsen, a 10.56,7.

O mundial continua no final do mês, com o Rali da Nova Zelândia. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

WRC 2022 - Rali da Acrópole (Dia 1)


O francês Sebastien Loeb lidera o Rali da Acrópole, na Grécia, depois de ter lutado pela liderança com o seu compatriota Pierre-Louis Loubet, também noutro Ford Puma Rally1. Ambos estão com uma diferença de 1,7 segundos, enquanto o terceiro classificado é o Toyota de Esapekka Lappi, que está a 8,7 segundos dos dois primeiros. Thierry Neuville é o melhor dos Hyundai e é quarto, a 16,7 da liderança.

Com a realização das primeiras sete especiais de classificação, começando ontem à noite com uma especial desenhada dentro do Estádio Olímpico de Atenas, onde Thierry Neuville foi o melhor, 0,1 segundos na frente de Teemu Suninen, no seu Hyundai i20 Rally2.

O dia de hoje tinha seis classificativas demolidoras, passagens duplas por Loutraki e Harvati, bem como uma passagem única por Dafni, Livadia e Bauxites. 

A partir daqui, foi um duelo entre Fords. Sebastien Loeb foi o melhor na primeira passagem por Loutraki, 0,8 segundos na frente de Pierre-Louis Loubet e 1,3 sobre Ott Tanak, no seu Hyundai. 

"Foi uma boa especial, mas realmente não é fácil com o sol e a poeira, e é muito escorregadio em alguns lugares. Fiquei um pouco alerta com os travões - talvez eles estejam superaquecendo um pouco - mas não há problema algum.", disse o veterano piloto, no final da etapa.

Loeb triunfou na primeira passagem por Harvati, desta vez com um segundo de vantagem sobre Thierry Neubille e 2,6 sobre Loubet, e continuou nos triunfos na segunda passagem por Loutraki, empatado com Esapekka Lappi. Craig Breen perdeu dois minutos e dois segundos por ter trocado um pneu e perdeu 15 lugares, caindo de quinto para 20º. 

Contudo, em Dafni, Pierre-Louis Loubet mostrou-se. Ganhou a especial, com 3,3 segundos de vantagem sobre Esapekka Lappi e 4,3 sobre Craig Breen. Sebastien Loeb perdeu 9,9 segundos, foi apenas oitavo e perdia a liderança para o seu compatriota mais novo. 

"A sério?! Isso é bom. Já esteve perto tantas vezes nesta temporada e merecemos esta [vitória na especial]. Tive boas notas de ritmo e foi uma boa condução, mas estou um pouco surpreendido.", disse o filho de Yves Loubet, o campeão europeu de ralis.


Loubet ganhou de novo em Livadia, desta vez ganhando 3,6 segundos sobre Esapekka Lappi e sobretudo, 6,4 sobre Loeb, mas na última especial do dia, em Bauxites, Loeb triunfa enquanto Loubet perdia 10 segundos e a liderança.

Mas o piloto francês não estava triste:

"Podemos estar felizes com o que fizemos. Tivemos um problema com os travões no início da etapa e algo com a direção hidráulica no final. Não queria correr nenhum risco e apenas trouxe o carro para a meta. É incrível - é como um sonho lutar com Loeb."

"Decidi me esforçar muito nesta [especial] porque estava perdendo muito tempo na anterior e não me sentia muito confiante. Então disse 'ok, preciso terminar num bom ritmo'. no momento que toquei de lado e levantei o carro. Não há problema.", respondeu o veterano francês.

Depois dos quatro primeiros, Dani Sordo é o quinto, a 22,2 segundos, com Ott Tanak não muito longe, a 31,1, no seu Hyundai. Gus Greensmith vêm logo a seguir, a 33,9, com Elfyn Evans em oitavo, a 34,5. Kalle Rovanpera - muito discreto neste rali - é o nono, a 1.07,8 e a fechar o "top ten", o outro Toyota de Katsuta Takamoto, a 1.38,9.

O rali da Acrópole prossegue amanhã com a realização de mais seis especiais.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

WRC 2021 - Rali da Acropole (Final)


Kalle Rovanpera mostrou neste domingo não só tem estofo para vencer, como tem tudo para ser um futuro campeão do mundo. Prestes a completar 21 anos - fará a 1 de outubro - o piloto finlandês conseguiu a sua segunda vitória na temporada e na sua carreira, ao triunfar no complicado Rali da Acropole, quase dois meses depois de se estrear no lugar mais alto do pódio na Estónia.

Rovanpera terminou a prova com uma vantagem de 42,1 segundos sobre Ott Tanak e 1.11,3 sobre Sebastien Ogier, que conseguiu uma vantagem de quase dois minutos sobre o quarto classificado, Dani Sordo, que ficou a 3.01,0.

Não me senti confortável ao vir para cá, mas apenas mostrou que agora tudo está a correr bem para nós e que podemos realmente dar o nosso melhor. Muito obrigado à equipa, todos fizeram um excelente trabalho. Tínhamos um carro perfeito e também um desempenho difícil. O rally correu sem problemas o tempo todo. Espero pelo menos a mesma velocidade na Finlândia, mas vamos ver.", disse Rovanpera no final da Power Stage.

O último dia tinha apenas três especiais para serem feitas, a passagem dupla por Tarzan e a classificativa de Pyrigos. Com Rovanpera a controlar tudo, começou o dia a triunfar na primeira passagem por Tarzan - a segunda seria a Power Stage - mas triunfou com 14,1 segundos de vantagem sobre Tanak, algo incrível até aquele momento. A especial ficou marcada pela desistência de Pierre Loubet, vitima de avaria. 

Tanak reagiu na classificativa mais longa do rali, com 33,20 quilómetros, vencendo-a mas conseguindo apenas recuperar 9,9 segundos para o finlandês da Toyota, que foi quarto na especial, atrás dos franceses Adrian Formaux e Sebastien Ogier. Nas depois, Rovanpera venceu na Power Stage e garantiu a vitória, na frente de Evans e Ogier, numa tripla da Toyota.  

Quando ele é capaz de conduzir na neve, terra e asfalto, sim, é um piloto completo. O Kalle tem bom desempenho em todas as superfícies…”, começou por dizer Jari-Matti Latvala, agora diretor desportivo da Toyota Gazoo Racing no final do rali, em entrevista à Autosport portuguesa. “Ganhar o seu segundo evento nesta temporada, que é verdadeiramente a sua primeira temporada completa no WRC – ano passado não conta – é porque deve ter elementos para se tornar um campeão. Mas como o Seb sabe, ganhar o campeonato é difícil, é também preciso um pouco de sorte. Precisa que tudo se junte, mas com certeza o Kalle alcançou um marco na sua carreira. Acho que veremos dele grandes vitórias, mas vamos passo a passo, sem colocar demasiada pressão…”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, ficou o Ford de Gus Greensmith, a uns distantes 5.45,0, na frente de Elfyn Evans, que ficando a 6.42,7, parece que as suas chances de título também ficaram bem longe. Adrien Formaux foi o sétimo, a 6.54,4, loge de Thierry Neuville, oitavo num rali bem complicado para ele, a 8.41,1. E a fechar o "top ten" ficaram os Rally2 de Andreas Mikeslen, a 9.02,5 e o de Marco Bulcacia, a 9.19,2.

O WRC prossegue no inicio de outubro, na Finlândia.  

domingo, 12 de setembro de 2021

WRC 2021 - Rali da Acropole (Dia 2)


Kalle Rovanpera está cada vez mais sozinho na liderança, alargando para 30,8 segundos a diferença para o segundo classificado, o estónio Ott Tanak, e 40,2 segundos para Sebastien Ogier, o terceiro classificado, realizadas que estão 12 das 15 classificativas previstas. 

Com passagens duplas por Pavliani e Eleftherohori, entrlaçados entre as classificativas únicas de Gravia e Bauxites, o dia começava com Kalle Rovanpera a triunfar nas quatro classificatias da manhã, aumentando a sua distância de 3,7 segundos, no inicio do dia, para 39.7 no final da décima especial sobre Tanak, apesar de haver lama nos troços de hoje. Atrás, gente como Thierry Neuville e Elfyn Evans, tentavam recuperar parte do tempo perdido, menorizando os prejuízos.

Estou me a sentir bem. Foi uma boa escolha de pneus, então, graças ao meu engenheiro também porque ele estava me apoiando. Foram duas especiais muito difíceis - como agora, quando eu tinha duros na frente, na lama foi complicado, mas eu estava pressionando para tentar ganhar tudo o que pudesse nos outros lugares.", disse Rovanpera no final da oitava especial, Gravia.

"Sinto-me bem. Principalmente quando essa foi a etapa mais difícil para mim. No começo eu não tinha ritmo, então foi difícil. Mas depois disso consegui achar um pouco o ritmo e eu tentei salvar o carro um pouco porque está difícil lá fora. Acho que este vai ser difícil na segunda passagem. O primeiro da volta vai ficar bem, mas vai ser difícil.", disse o finlandês dias especiais depois.

Ogier mostrou-se na segunda passagem por Pavliani, ganhando 6,2 segundos sobre Kalle Rovanpera, enquanto na segunda passagem por Eleftherohori, foi a vez de Tanak levar a melhor, com Rovanpera em segundo, a 3,8. Isso fez dominuir a diferença, mas parece que o jovem finlandês ter tudo controloado.

Depois dos três primeiros, Dani Sordo é quarto, mas a 2.09,4 segundos, muito longe dos três primeiros para os apanhar sem ser que eles tenham problemas. Adrien Formaux é o quinto, a 3.19,2, e Gus Greensmith não anda longe, a 3.35,0. Elfyn Evans é o sétimo, a 5.51,9m na frente de Marcio Bulcacia, a 7.09,0, que tinha acabado de passar Andreas Mikkelsen, a 7.09,8, enquanto Thierry Neuille fecha o "top ten", a 7.47,6.

O rali da Acropole termina amanhã, depois de realizar as três derradeiras especiais. 

sábado, 11 de setembro de 2021

WRC 2021 - Rali da Acrópole (Dia 1)


Kalle Rovanpera esta na frente do Rali da Acropole, completas que estão as seis primeiras classificativas do dia no rali grego. O piloto finlandês da Toyota está em duelo aberto com Sebastien Ogier, seu companheiro de equipa, e Ott Tanak, no seu Hyundai. A diferença para com o piloto estónio está em 3,7 segundos, 0,2 adiante de Ogier. 

No regresso à categoria principal, do qual esteve presente pela última vez em 2014, o Rali grego estava presente e também os seus duros pisos, dos quais poucos são os carros que chegam ao fim em bom estado. Depois da classificativa inicial, em Atenas, onde Sebastien Ogier levou a melhor sobre Elfyn Evans por 0,6 segundos e 0,8 sobre Kalle Rovanpera, o dia começou com duas passagens sobre Aghii Teodori, e sobre Loutraki, Thiva e Elatia.

Na segunda especial, Tanak atacou a triunfou sobre Ogier por 0,2 segundos, com o galês em terceiro a 1,3. Ogier era o líder, a 0,8 segundos de Tanak. Chegados a Loutraki, para a terceira especial, Kallr Roanpera levava a melhor sobre Dani Sordo, com 2.1 segundos de diferença entre ambos. Tanak era terceiro, a 5,3, Ogier o quarto, a 7,4, enquanto Evans atrasava-se quatro minutos devido a problemas na sua caixa de velocidades. 

Rovanpera triunfava de novo na segunda passagem por Agii Theodori, 0,8 segundos mais rápido que Ott Tanak, enquanto Thierry Neuville tinha problemas com a direção assistida, atrasando-se também em quatro minutos. "É uma grande confusão. Temos muitos problemas técnicos a resolver esta manhã, e agora a direção assistida também. Um dia para esquecer. Continuamos a lutar - temos mais duas etapas pela frente hoje e não vamos desistir.", comentou o belga no final da especial. 

Ogier ganhou em Thiva, 2,3 segundos na frente de Neuville, 4,5 sobre Sordo e 4,7 sobre Rovanpera. Isso fez com que o francês subisse para segundo, a 2,8 do finlandês. Mas no final, foi Neuville que venceu em Elatia, 1,3 segundos sobre Tanak, numa especial marcada pela saída de estrada de Pierre Loubet.

"Tivemos um dia péssimo. Nada estava funcionar - muitos problemas [por resolver]. Estou muito orgulhoso do trabalho que fiz para consertar o carro e colocá-lo de novo em funcionamento. Acho que recebi uma bandeira vermelha do delegado antes que Loubet fosse embora fora. Foi difícil ver com muitos espectadores ao redor. Paramos para verificar se eles estavam bem e devem estar a chegar em breve.", disse Neuville.

Depois dos três primeiros, Dani Sordo era o quarto, a 23,9 segundos, na frente de Adrien Formaux, a 54,2, e de Gus Greensmith, sexto a 1.23,3. O boliviano Marcio Bulcacia Wilkinson é o sétimo e o melhor dos WRC2, a 2.40,9, não muito longe de Andreas Mikkelsen, a 2.46,2. Chris Ingram é o nono, a 2.52,7, na frente de Kajean Kajetanowicz, a 3.03,1

Este sábado cumpre-se a segunda etapa, mais seis classificativas nas difíceis estradas gregas. 

sexta-feira, 26 de março de 2021

WRC: Grécia substitui Chile no calendário


O Rali do Chile será substituído pela prova da Grécia, que regressa ao WRC após oito anos de ausência. O anuncio foi hoje feito quer pelo promotor, quer pelo governo grego, e será por vários anos. O evento irá ser a décima prova da temporada, de 9 a 12 de setembro, substituindo o Rally do Chile que foi cancelado devido às contínuas restrições governamentais devido à pandemia.

A Acrópole tem um capítulo ilustre na história da WRC e apreciamos o enorme empenho do governo grego em restaurá-lo nos ralis mundiais. Bem-vindo de volta!” disse Jona Siebel, Diretor do Promotor do WRC: “O Chile provou ser uma adição popular ao WRC em 2019. Infelizmente, o país sofre muito com a pandemia e a situação continua a ser difícil. Estamos extremamente desapontados por perder o evento deste ano, mas o Chile continua a fazer parte da família da WRC”, concluiu.


Conhecido pelos seus pisos muito duros em terra, o Rali da Grécia é um dos clássicos do Mundial, que se tinha realizado pela última vez em 2013, com a vitória de Jari-Matti Latvala., então num Volkswagen Polo WRC. Desde então, fazia parte do ERC, o Europeu de Ralis, no qual Bruno Magalhães triunfou em 2018. 

Apesar destas alterações, o calendário continua na mesma, com o próximo rali a ser o da Croácia, entre os dias 23 e 25 de abril.