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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

As imagens do dia





A Formula E, pelo seu estilo igualitário em termos de carros - todos andam com o mesmo chassis, o "powertrain" é diferente - não parece que seja propício a duelos e a claros favoritos. No campeonato que acabou na semana passada, ganha pelo Porsche do alemão Pascal Wehrlein, ninguém conseguiu mais do que três vitórias - ele mesmo - em 17 provas: seis jornadas duplas, cinco individuais.

E até que ponto os vitoriosos estão tão bem espalhados, Lucas di Grassi, um dos "originais" - ou seja, participou na primeira corrida da categoria, em Pequim, em 2014 - e que decidiu pendurar o capacete no final desta temporada, ganhou uma corrida pela Lola e acabou... em 17º lugar, com 32 pontos. E dos 20 pilotos participantes, 17 subiram ao pódio, pelo menos uma vez. 

Ou seja, o equilíbrio é a norma. É mesmo norma - os regulamentos são feitos nesse sentido, e todos os "truques" que os mais tradicionalistas rejeitam, como o Attack Mode, servem para o espetáculo - e o facto dos pilotos e os carros andem lado a lado em boa parte da corrida fazem com que os espectadores andem sempre empolgados, esperando, talvez, pela próxima batida contra o muro, porque boa parte das corridas são circuitos urbanos, e bater no muro é um risco inerente.

Contudo, quando a competição elétrica se prepara para uma grande alteração em termos de carros e de circuitos - vêm aí o Gen4, o elétrico mais potente de sempre, e o calendário terá mais três circuitos permanentes, Zandvoort, Brands Hatch e Austin - o falatório do momento foi como é que acabou este  campeonato e como poderá ter surgido a primeira relação tóxica na história do automobilismo elétrico. E é entre dois ex-companheiros de equipa na Porsche.

Pascal Wehrlein e António Felix da Costa são talentosos e já ganharam campeonatos. Antes de 2026, Wehrlein triunfou em 2024, enquanto Felix da Costa foi campeão antes, em 2020. Apesar de ter 34 anos, mais três que Wehrlein, o piloto português é um dos "originais", pois correu na temporada inicial da Formula E, em 2014. E ambos foram companheiros de equipa na Porsche, entre 2023 e 2025. A relação, que a principio foi cordial, degradou-se com o tempo, porque é o mantra de todo e qualquer piloto: são extremamente competitivos, e batidas em corrida, no calor do momento, são o pão nosso de cada dia. É por isso que no final da corrida, eles falam uns com os outros explicando, pedindo desculpas por qualquer incidente, esperando que não levem desaforo para casa. 

Só que ali, as coisas azedaram rapidamente por dois motivos: Wehrlein nunca teve bom feitio e Felix da Costa teve o azar de estar numa equipa alemã. Para piorar as coisas, no final de 2023, a Porsche pediu aos seus pilotos que abdicassem dos seus compromissos na Endurance, onde estava também Felix da Costa, ao serviço da Jota. 

O português transferiu-se para a Jaguar, ir tendo com Mitch Evans, e deu-se bem. Duas vitórias seguidas nesta temporada e mais cinco pódios o colocaram a lutar pelo título.

Contudo, o fim de semana duplo de Londres, as provas finais do campeonato, viu-se algo que não se tinha visto antes. Jogando com a estreiteza da pista urbana do ExCel de Londres, a Porsche decidiu colocar os seus pilotos em táticas para bloquear os pilotos da Jaguar. Especialmente, com Nico Muller fora do título, ele foi usado para ser "tampão" de Wehrlein para que prejudicasse os pilotos da Jaguar. E deu certo: Wehrlein ganhou a primeira corrida, enquanto Felix da Costa era terceiro, deixando ele de fora para a última corrida do ano. 

E o que fez? Decidiu ser piloto de equipa, e ajudar Evans para o título. E a tática era simples: marcação cerrada em Wehrlein, como Muller tinha feito a eles, na corrida de sábado. 

Na corrida de domingo, foi uma carraça em relação a Wehrlein, fazendo marcação cerrada, e tentando ficar sempre na frente dele. E quase deu certo... em relação a Jake Dennis, piloto da Andretti. A certa altura, Dennis estava na frente do campeonato, e na volta 31, Wehrlein estava no meio de uma data de pilotos, lutando por lugar com Dennis quando tocou no envision de Joel Erksson, que fez pião na frente deles e os levou para o muro. Dennis ficou com o nariz partido, Wehrlein ficou preso em Eriksson e regressou, mas no fim do pelotão, fora dos pontos. 

Mas isso não importou: ele era o bicampeão. A Jaguar ficou com os louros, ao ser o campeão de Construtores, e o diretor da Jaguar, Ian James, deixou um elogio ao piloto português pelo que fez na corrida - ele também não pontuou, porque gastou energia a mais por defender e atacar Wehrlein:

O António, desde o minuto em que entrou para a equipa, tem sido incrivelmente colaborativo.”, começou por afirmar, sublinhando: “O que vimos dele hoje foi, uma vez mais, uma estratégia que foi executada na perfeição, uma condução muito, muito boa, uma condução dura, mas justa, e isso também ajudou a conquistar o campeonato.”, continuou.

Mas o que não conta aqui foi que as duas equipas estavam em marcação cerrada ao longo do fim de semana londrino e ambos se queixaram disso. Principalmente os muitos "break tests" por parte da Porsche, algo que o próprio Evans achou desnecessário, e mais chocante ainda, sem qualquer tipo de penalização por parte dos comissários, como afirmou no final da corrida de domingo: 

Acho que o tom foi definido ontem, a partir da volta dois da corrida de ontem. Obviamente, não vi bem o que o Antonio fez, vi uma pequena parte quando o consegui passar, mas basicamente fiz duas corridas inteiras assim. Para mim houve muito movimento na travagem, alguns ‘brake checks’, com os quais não estou de acordo. O facto de não ter havido um aviso ou uma penalização de cinco segundos foi chocante. Mas se foi assim que os comissários viram a situação, essa é a opinião deles. Eu só consigo ver pelo meu lado. Mas foi uma pena não ter conseguido passá-lo [Mueller] mais cedo na corrida. Mas ele fez tudo o que podia para me manter atrás, isso é certo.”

E claro, Wehrlein não ficou calado, nem o piloto português:

Não sei se devo falar sobre isto, mas acho que as abordagens foram completamente diferentes. Provavelmente ontem a abordagem foi manter o Mitch atrás e ficar à frente dele. Hoje a abordagem foi destruir a minha corrida, tirar-me dos pontos, mesmo quando o Mitch já estava bem destacado na frente, mas continuaram a bloquear-me e a empurrar-me fora da pista. Sim, abordagens muito diferentes, mas nem vale a pena falar sobre isso, nem dar-lhes esse tempo.”, referiu o alemão.

Cá se faz e cá se pagam. Obviamente temos muita história, um passado muito vincado com aquela marca, com aquele piloto. Mas mesmo ignorando isso tudo, os jogos que eles jogaram ontem, não gostei de ver. Quando vi começaram a fazer o mesmo na primeira volta da corrida de hoje, decidimos entrar no jogo deles, só que mais e melhor. O objetivo era claro, ser campeões do mundo por equipas, tínhamos que acabar à frente dos Porsche. Consegui posicionar-me da melhor maneira e não tenho nenhum arrependimento. Fizemos isso da melhor forma possível e conseguimos ser campeões do mundo por equipas. Não fizemos nada de mal, apenas o que nos fizeram, mas mais e melhor.”, respondeu o português, que mesmo assim afirmou que o título do alemão é merecido, e o elogia por ser um ótimo piloto.

Agora que se passaram alguns dias sobre esta corrida e o desfecho deste campeonato, e com pouco tempo até a nova geração de carros, não creio que ambos sejam os novos Alain Prost e Ayrton Senna, embora um incidente semelhante ao que aconteceu no GP do Japão de 1989 poderá acontecer a qualquer momento. Pensar que numa competição elétrica como esta, que ainda tem alguns dos pilotos de primeira geração ainda a correr - Felix da Costa é um deles - pensar que isto poderá consequências no futuro é uma hipótese a considerar. 

E nisto, não estou sozinho.  

domingo, 16 de agosto de 2026

Formula E: Barnard triunfa na segunda corrida de Londres, Wehrlein é campeão


O britânico Taylor Barnard, da DS Penske, foi o vencedor da segunda corrida em Londres da Formula E, e apesar dos três primeiros não terem pontuado, o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, acabou por ser campeão desta temporada da competição elétrica. Nyck de Vries e Edoardo Mortara, ambos da Mahindra, ficaram com os restantes lugares do pódio, enquanto Mitch Evans foi o melhor dos da frente, ao ser quarto, e assim garantiu o título de Construtores à Jaguar.

Com De Vries a ser o poleman nesta corrida final do campeonato - e também dos carros da Gen3 Evo - esta começou com ele na frente, seguido de Mortara e os carros da Porsche, que tentavam bloquear Evans para terem uma chance de alcançarem o título de construtores, pois estavam em luta com a Jaguar.

Pouco depois, Muller deixava passar Wehrlein para ficar com o terceiro posto, enquanto Felix da Costa, que tinha largado de oitavo, era o primeiro a ir para o Attack Mode, logo na quarta volta, e começou a subir para quinto, e ficando na traseira de Nico Muller, no outro Porsche. Quando o passou, numa manobra que o fez encostar à parede, foi atrás de Wehrlein, que a partir dali... decidiu infernizar a sua corrida. Felix da Costa passou para a frente, e aguentou o que pode numa altura em que o alemão, que tinha energia extra por ter passado pelo Attack Mode, o pressionava. Acabou por passar, mas no último instante da sua energia extra. Tudo isto numa altura em que Jake Dennis, outro dos candidatos ao título, estava na cauda do pelotão, na 17ª posição.

Nesta altura, na volta 14, Nico Muller aguentava Mitch Evans para o sexto posto, e se na luta pelo campeonato de pilotos, as coisas estavam bem para a Porsche, para o de Construtores... nem por isso. Evans acabou por passar Muller na volta 17, numa ultrapassagem mais musculada.  

Na volta 20, as táticas das duas equipas iam-se fazendo sentir, com Félix da Costa a levantar o pé e a defender o ataque de Wehrlein, ajudando Evans a chegar-se ao piloto da Porsche. A Jaguar jogou bem e AFC defendia-se magistralmente do alemão da Porsche, que era quarto. Sete voltas depois, Evans, com Attack Mode ligado, tentava ir-se embora e passava Wehrlein, que era bloqueado por Félix da Costa. Na volta seguinte, Buemi passou ambos os pilotos, e com o português concentrado no alemão, perderam ambos muitos lugares, ambos ficando fora dos pontos. Nesse campo, Felix da Costa estava a fazer o seu trabalho até bem demais!

Evans era agora quarto e tentava apanhar Taylor Barnard, enquanto Jake Dennis estava agora nos pontos, no nono posto, e estava perigosamente perto do primeiro lugar da geral. E na volta 30, era sétimo... e virtual campeão.

Nesta altura, Wehrlein tinha ido ao Attack Mode... bem como Felix da Costa, e ambos tinham a sua corrida pessoal. O alemão regressava aos pontos, no décimo lugar, e indo para a frente do campeonato... por um ponto, e ambos estavam atrás de Jake Dennis, que ia para o Attack Mode para tentar afastar-se de ambos. Felix da Costa, também com o Attack Mode, assediava o alemão, querendo passá-lo e complicar-lhe a vida.

Mas na volta 31, o momento decisivo: Joel Eriksson, da Envision, estava na frente deles quando Wehrlein e Dennis estavam lado a lado, lutando por um lugar. Ele foi tocado pelo alemão e entrou em pião, levando ambos para o muro, para tentarem escapar dele. Felix da Costa, que estava atrás deles, teve sorte e passou do outro lado. Dennis ficou sem nariz, e Wehrlein, sem danos, regressou na cauda do pelotão, mas com o seu principal rival eliminado, era o campeão, pois Mitch Evans era quarto e não apanhava os três primeiros. 

No meio disto tudo, Barnard usou o seu segundo Attack mode e passou ambos os Mahindras para ficar com a liderança, e assim, ir a caminho da sua primeira vitória da temporada. E foi o que aconteceu no final: o britânico foi o vencedor, Evans foi quarto, mas não foi suficiente, Wehrlein ficou de fora dos pontos, mas o bicampeonato era dele, porque Evans também não pontuou. 


Foi um final realmente emocionante, digno de registo de mais uma temporada encerrada, agora que a Formula E entrará numa nova era, com o Gen4. E isso tudo começará em dezembro, em principio, na jornada dupla de Jeddah, na Arábia Saudita. 

sábado, 21 de março de 2026

Formula E: Felix da Costa triunfa em Jarama


O piloto português António Félix da Costa foi o vencedor da corrida de Jarama da Formula E, que aconteceu esta tarde no circuito dos arredores de Madrid. Ao fazê-lo, tornou-se no primeiro piloto da competição a ganhar mais de uma corrida, após ele ter sido o vencedor na segunda corrida de Jeddah. O piloto de Cascais aguentou o assédio do seu companheiro de equipa, Mitch Evans, e o do Porsche de Pascal Wehrlein, que com ele lutaram pela vitória, depois do piloto português da Jaguar ter largado de terceiro da grelha.

No final, ele comemorava não só o seu 14º triunfo da carreira, como também o seu 150º ePrix na competição, ouvindo o hino nacional no lugar mais alto do pódio da competição elétrica. E naturalmente, estava muito feliz, depois de um inicio difícil, onde não pontuou nas duas primeiras corridas do ano:  

Eu sabia que era possível. A ideia desta mudança de equipa, para a Jaguar, e de tudo isto é para alcançar dias e resultados como este. É um campeonato tão competitivo que ganhar uma corrida não é fácil e ganhar duas de seguida é um feito. Eu nunca dou resultados destes por garantidos, fico emocionado, estou muito contente”, afirmou o piloto português no final da corrida.

Vamos continuar a trabalhar e posso quase garantir que vamos ter dias maus, ainda, até ao final do ano, dias em que vamos duvidar de tudo, mas isto são as corridas, isto é o desporto, e são nos dias maus onde o crescimento acontece”, concluiu.

Partindo de terceiro na grelha, com Nick Cassidy como o "poleman" pela Citroen, o inicio da corrida foi o ideal para ele: controlou o ritmo e foi marcando o tom nas primeiras voltas, com o Porsche de Pascal Wehrlein e o Cupra de Dan Ticktum a ameaçarem por perto. António Félix da Costa manteve-se inicialmente em terceiro, solidamente integrado no grupo da frente, enquanto Felipe Drugovich, no seu Andretti, começou a ganhar posições de forma agressiva, para chegar o mais possível aos lugares da frente.   

Contudo, o piloto português não conseguiu fazer uma paragem estratégica na altura do Pit Boost, caido para fora do "top ten", mas como os pilotos andavam perto um do outro, começou a aproveitar o "Attack Mode" para subir na classificação, enquanto uma quantidade de pilotos ficava com o comando, como Drugovich, Cassidy, o Penske de Max Gunther e o carro de Josep Marti.


Mas à medida que se aproximavam as voltas finais, os Jaguar estavam em melhores condições de energia para chegar ao comando. Felix da Costa passou Gunther, resistiu ao contra-ataque de Wehrlein, enquanto Evans, que tinha começado a corrida de um longínquo 16º lugar na grelha, apareceu como um míssil nas voltas finais e chegou à frente, com os dois carros da Jaguar em posição de dobradinha.

Na última volta, Felix da Costa era assediado pelo pelotão, especialmente Wehrlein e Evans, mas o piloto neozelandês conseguiu defender-se na última chicane, em plena reta da meta, e o piloto português conseguiu resistir e afastar o suficiente para ficar com o comando e Evans garantiu a dobradinha da Jaguar, com Wehrlein em terceiro e Ticktum em quarto. 


No campeonato, Wehrlein continua a liderar o campeonato, agora com 83 pontos, contra os 72 de Mortara, os 65 de Mitch Evans e os 64 de Felix da Costa. O campeonato continua no fim de semana de 2 e 3 de maio, em Berlim. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Formula E: Porsche confirma Wehrlein e Nico Muller


A Porsche confirmou esta segunda-feira que Pascal Wehrlein e Nico Muller serão a nova dupla para a temporada 2025-26 da competição elétrica. Muller, que substituirá António Félix da Costa, que irá para a Jaguar, transfere-se da equipa cliente Andretti para integrar a formação oficial da marca de Estugarda.

Na apresentação do projeto, Thomas Laudenbach, vice-presidente da Porsche Motorsport na área da competição, mantêm como objetivo a conquista de títulos para a próxima temporada, eles que ganharam o título de Construtores. 

Continuamos a ter uma das duplas mais fortes da grelha”, afirmou Laudenbach. “O Pascal é um valor seguro e o Nico já conhece bem o Porsche 99X Electric, o que o deixa bem preparado. O objetivo mantém-se: lutar pelos três títulos na final de Londres no próximo ano.

Já o diretor de competição, Florian Modlinger, destacou a escolha de Müller como “sucessor lógico” de Félix da Costa: “Precisávamos de um piloto experiente que se integrasse de imediato. O Nico conhece o carro e já trabalhou no simulador em Weissach. Queremos lutar por todos os títulos e, para isso, precisamos de dois pilotos consistentes.”


Quanto aos pilotos, Wehrlein deu as boas-vindas ao novo colega, sublinhando a importância do trabalho conjunto: “Nada no desporto motorizado é fácil. O Nico e eu partilhamos essa mentalidade de esforço constante, e isso será essencial num ano em que competimos e, ao mesmo tempo, preparamos o futuro.”, afirmou. 

Do outro lado, Muller afirmou sentir-se “orgulhoso e motivado” com esta oportunidade: “A última época foi difícil, mas muito instrutiva. Quero retribuir a confiança da Porsche em pista e ajudar a equipa a continuar a vencer. Estou certo de que o Pascal e eu formaremos uma dupla forte.

Ambos já estão envolvidos no desenvolvimento do novo carro Gen4, que fará a sua estreia na época seguinte com mais de 600 kW de potência. Os primeiros testes estão agendados para o final do ano, no centro de I&D da Porsche em Weissach. Antes disso, participarão nos testes coletivos de pré-temporada em Valência, para estarem prontos para o inicio da temporada, que acontecerá a 6 de dezembro em São Paulo, no Brasil. 

domingo, 13 de julho de 2025

A imagem do dia




Normalmente nesta secção não aterra nada da Formula E, demasiado novo e demasiado pequeno para caber intrigas deste género, mas o assunto é demasiado interessante para deixar de lado. Neste fim de semana, aconteceu a ronda de Berlim da competição elétrica, e na Porsche, uma das equipas que luta pelo titulo, a par da Nissan e da McLaren, se à superfície, todos colaboram para chegar ao título de construtores - o de pilotos já tem dono: Oliver Rowland - dentro, o ambiente é de cortar a faca. 

A equipa, para ser mais exato, é constituída pelo alemão Pascal Wehrlein e pelo português António Félix da Costa, e estão juntos no campeonato, com o alemão em segundo e o português em quarto, bem posicionados no campeonato de Construtores. Mas neste fim de semana, um incidente invulgar colocou a nu as tensões dentro da equipa. E, em aparência, como o favoritismo para um prejudica o outro, que se calhar é o melhor piloto da equipa. 

No primeiro treino livre de sexta-feira, Wehrlein, ainda o campeonato do mundo da categoria, encostou Felix da Costa contra o muro, numa ação que não passou despercebida pela organização, penalizando Wehrlein em três lugares na grelha de partida. Claro, isso não prejudicou muito a ele - acabou em segundo na primeira corrida - mas o incidente mostrou à superfície o mau ambiente dentro da equipa.   

A Autosport portuguesa fala neste sábado do que se passa: os pilotos da Porsche estão em rota de colisão desde o arranque da temporada, não mantendo mesmo qualquer tipo de relação. Para piorar as coisas, o piloto português está "preso" pelo seu contrato - a Porsche, se quiser, poderá prolongar o seu contrato por mais uma temporada. E isso poderá prejudicar o seu futuro próximo já que o site fala que ele está a caminho da Jaguar, no lugar de Nick Cassidy

Para mim não é novidade nenhuma. Já ouvia há algum tempo da péssima relação entre os dois, fala-se no paddock que Wehrlein nunca foi uma figura simpática - talvez se explique porque é que não triunfou na Formula 1, apesar de ter sido piloto de reserva da Mercedes - mas as decisões da marca de Estugarda em relação à Endurance, quando primeiro, os obrigou a concentrar-se na competição elétrica em 2024, que fez com que Félix da costa abdicasse do seu lugar na Jota, na classe Hypercar, e depois em 2025, nas 24 Horas de Le Mans, colocou Wehrlein num carro Hypercar e atirou Félix da Costa para um LMP2. 

Agora - nada confirmado, mas fala-se - o piloto português poderá ser substituído por outro alemão, Max Gunther, o que de certa maneira poderá ter as coisas da forma como, se calhar, desejariam. 

Em suma, tenho pena que ele passe por isso. Tem talento, é consistente, colaborou com imensos pontos para a equipa nesta temporada, só não ganhou, ao contrário de Wehrlein, que teve duas vitórias. Em contraste, Rowland, o triunfador de 2025, foi muito mais consistente nas vitórias e nos pódios, com quatro vitórias, mais três segundos lugares, conseguindo uma vantagem quase inalcançável do qual agora está a gerir. E a duas corridas do final, conseguiu o que sempre quis. 

E espero que noutro lugar, Félix da Costa tenha... não tanto vantagem, mas não coloquem pesos nos tornozelos só porque querem um piloto que fale a mesma lingua que a do patrão. E não tente bater de propósito contra ti. 

terça-feira, 25 de março de 2025

Endurance: Wehrlein e Felix da Costa competirão em Le Mans


Depois de uma temporada onde os pilotos da Porsche na Formula E não puderam competir em Le Mans porque a direção da marca lhes pediu para se concentrarem na competição elétrica, este ano, eles regressarão a La Sarthe para a maior competição de Endurance. Se Pascal Wehrlein, o atual Campeão do Mundo de Fórmula E, completa a formação de pilotos da Porsche Penske Motorsport, ao lado do brasileiro Felipe Nasr e do britânico Nick Tandy, já António Félix da Costa, que já tem seis participações nesta competição, correrá num Oerca-Gibson na classe LMP2, numa equipa ainda por definir.

"A formação de pilotos da Porsche é absolutamente de topo e extremamente talentosa. Faz todo o sentido aproveitar os nossos elementos mais fortes da equipa oficial de Fórmula E para a terceira entrada da Porsche Penske Motorsport em Le Mans", começou por explicar Thomas Laudenbach, Vice-Presidente da Porsche Motorsport. 

"O desempenho de Pascal Wehrlein nos testes e na sua participação nas 24 Horas de Daytona convenceu-nos plenamente. Sendo o atual Campeão do Mundo de Fórmula E, conquistou com mérito a sua estreia em Le Mans ao volante do Porsche 963. António Félix da Costa, que fará a sua sétima participação em França, estará certamente entre os pilotos mais rápidos da classe LMP2 novamente.", concluiu.

Competir pela Porsche Penske Motorsport em Le Mans é um sonho tornado realidade para mim”, insiste Wehrlein. “Estou ansioso por este grande desafio porque, ao contrário da Fórmula E, tenho de partilhar tudo no Porsche 963 que normalmente adaptaria especificamente a mim: posição de assento, afinação, estratégia e muito mais. O meu principal objetivo é fazer um bom trabalho para a equipa e aprender o máximo possível.”, concluiu.

Quando a Félix da Costa, está contente pelo regresso, depois de um ano de ausência, e espera repetir o resultado de 2022:

Na minha última participação em LMP2, ganhei a classe. É esse o meu objetivo este ano. Mal posso esperar para atacar ao lado dos meus colegas de equipa em junho", afirmou.

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Formula E: Wehrlein apto para correr no México


Com a corrida da Cidade do México a acontecer no final desta semana, Pascal Wehrlein revelou que teve algumas lesões depois do seu acidente durante a corrida da São Paulo, há um mês, onde foi tocado por Nick Cassidy e capotou, colidindo contra a parede, e obrigando à interrupção da corrida.

O piloto da Porsche, e companheiro de António Félix da Costa, confirmou que sofreu uma concussão e contusões no peito e nos pulmões após o dramático acidente na abertura da temporada da Fórmula E em São Paulo. Wehrlein foi levado para o hospital para exames de precaução, mas teve alta rapidamente. No entanto, por recomendação médica, decidiu não comparecer à cerimónia de entrega dos prémios da FIA, em Kigali, onde iria receber o troféu de campeão da Formula E. 

Hoje, numa conferência de antecipação para o ePrix da Cidade do México, Wehrlein expressou a sua gratidão à equipa de resgate e à sua equipa pela preparação do seu carro para a próxima corrida.

Estou satisfeito por poder voltar a pilotar no México, porque o acidente em São Paulo foi grave e saí dele com algumas lesões”, confirmou o piloto alemão. “A época festiva ajudou-me a recuperar, permitindo-me voltar ao ataque.", continuou. 

"Tirando o acidente, as coisas correram bem no Brasil e, apesar de não ter feito as melhores voltas na qualificação, consegui conquistar a pole. Isso dá-nos confiança, especialmente porque no passado temos sido muito fortes no México. Gostaria de agradecer à equipa de resgate em São Paulo – e à nossa própria equipa que está a preparar o meu Porsche para o México.”, concluiu.

O ePrix da Cidade do México é a segunda corrida da temporada 2024-25, que terminará em julho com a ronda dupla de Londres. 

domingo, 21 de julho de 2024

Formula E: Rowland triunfa em Londres, Wehrlein é campeão


O britânico Oliver Rowland, no seu Nissan, triunfou na segunda corrida de Londres neste domingo. O piloto da Nissan foi melhor que Pascal Wehrlein, no seu Porsche, que com isto, acabou como campeão do mundo. António Félix da Costa acabou em quinto, atrás de Sebastien Buemi.   

Na partida, Cassidy manteve-se na frente, seguido por Evans, que o protegeu de Wehrlein, que era quarto, atrás de Max Gunther. Félix da Costa perdia uma posição, caindo para décimo. Contudo, na segunda volta, a primeira entrada do Safety Car, quando Edoardo Mortara e Jake Dennis acabaram ambos no muro.

Três voltas depois, tempo suficiente para tirar os carros do lugar, a corrida regressou com os Jaguares na frente, com Evans a tentar passar Cassidy para a liderança. Atrás, as primeiras passagens pelo Modo de Ataque, com Wergne e Frijns, quatro e quinto. Pouco depois, Wehrlein subiu para terceiro, passando Gunther. Mas na sétima volta, mais dois carros no muro, com Dan Ticktum e Norman Nato, suficiente para nova entrada do Safety Car. Esses dois puderam continuar, mas não Sam Bird. Quem também sofreu com um choque foi Jehan Daruvala, que tinha peças no seu carro. 

A corrida regressou ao verde na nona volta, com Cassidy a ir para o Moto de Ataque e continuar na liderança, apesar do ataque de Wehrlein, bloqueado por Evans. Nas voltas seguintes, a estretégia foi que Cassidy entrou pela segunda vez no Modo de Ataque, caindo para terceiro e sendo passado por Wehrlein. Contudo, Cassidy não conseguiu passar Wehrlein nos seus quatro minutos de potência máxima, e teve de esperar pacientemente que os outros dois fossem para o Modo de Ataque para ter alguma chance de liderança.

Entretanto, Félix da Costa subia posições atrás de posições, até que na volta 24, era quinto, e ainda com um segundo Modo de Ataque. Ainda tinha Oliwer Rowland na sua frente, mas Cassidy defendia-se. Com todos muito juntos, e numa pista destas, o piloto português perdia posições para Gunther e Vergne. Na frente Ewans aguentava Wehrlein e nenhum dos dois ia para o Modo de Ataque.

E de repente, na volta 29, Cassidy é tocado e entra nas boxes para reparações. Ele queixa-se de Félix da Costa, mas foi Max Gunther que lhe tocou, depois de ter perdido a sua traseira. Safety Car na pista, com Rowland na liderança, e nem Wehrlein, nem Evans, tinham ido para o Modo de Ataque. 

A corrida retomou na volta 30, com três dos quatro primeiros ainda a irem ao Modo de Ataque. Evans e Wehrlein foram para o Modo de Ataque, com o piloto da Jaguar na liderança. Entretanto, a corrida teve mais três voltas por causa dos Safety Car, e Evans era o primeiro, quer na corrida, quer no campeonato. Os Porsche foram ao Modo de Ataque na volta 33, e Evans... falhou. só conseguiu o acionamento na volta seguinte, com Wehrlein no segundo posto, caindo Evans para terceiro. Félix da Costa era quinto, passado por Sebastien Buemi.

Na parte final, Rowland e Wehrlein foram embora, enquanto Evans tinha de aguentar a energia, mas acabou em terceiro, na frente de Buemi e Félix da Costa. E o piloto alemão se tornou no primeiro alemão a ser campeão na competição elétrica.

Agora, a Formula E vai de férias e se preparará para a nova temporada, que acontecerá no final do ano.

sábado, 27 de abril de 2024

Formula E: Jaguares triunfam no Mónaco


O neozelandês Mitch Evans triunfou neste sábado no ePrix do Mónaco, numa dobradinha da Jaguar nas ruas do Principado. A corrida, apesar de ser compactada, com a Jaguar lutar contra DS Penske, Porsche e Nissan pela vitória, foi essencialmente uma prova dominada pelos pilotos neozelandeses. 

Quanto a António Félix da Costa, o piloto português terminou na sétima posição, o lugar de onde largou na grelha, mas depois de um incidente no gancho do Hotel, onde acabou no fundo do pelotão e depois, efetuou uma forte recuperação. 

O fim de semana monegasco ficou marcado nos treinos pelo acidente de Sam Bird. Batendo contra o muro, lesionou-se numa mão e acabou por ser substituído pelo estreante de 19 anos, Taylor Barnard, atualmente na Formula 2, como piloto da AIX Racing. Assim sendo, ele largou da última posição.

Na partida, Wehrlein largou bem e manteve a liderança, na rente de Vandoorne e os Jaguar de Evans e Cassidy. Atrás, Buemi passava Felix da Costa em Ste. Devote e era sétimo. Os carros iam compactados numa pista apertada, e os toques eram constantes. Tanto que na quarta volta, no gancho do Hotel Loews, Buemi não conseguiu fazer a volta, ficando parado à frente do guard-rail, prejudicando Félix da Costa, que ficou parado e preso no pelotão, regressando à pista na penultima posição e com a ingrata tarefa de recuperar posições. 

E foi o que aconteceu: começando na sexta volta, quando uma batida forte na Piscina da parte do Mahindra de Edorado Mortara, que não travou e bateu forte no muro, causou a entrada do Safety Car. O piloto suíço saiu do carro sem lesões, mas assustado com o facto de ter ficado sem travões na parte mais rápida do circuito. Jake Hughes ficou sem asa e foi às boxes trocá-la, acabando no fundo do pelotão.


A corrida retomou na nona volta, com Vandoorne na liderança, seguido dos Jaguares de Evans e Cassidy, que ainda não tinham ido ao Atack Mode. Cassidy depois passou o belga, para ir depois ao Attack Mode, perdendo a liderança para Evans. Este foi para a frente, enquanto Jake Dennis ficava sem asa dianteira, mais uma das vítimas da fragilidade dessa parte do carro. Evans foi ao Attack Mode na volta 11, mas como tinha alguma vantagem, manteve a liderança.

Com o neozelandês na frente, Cassidy fazia de tampão para o pelotão. Tinha quase quatro segundos no final da volta 12, e pouco depois, fez a sua segunda passagem pelo Attack Mode, mantendo a liderança. Atrás, os DS eram terceiro e quarto, com Vergne a ceder o terceiro posto para o belga por causa da passagem do francês pelo Attack Mode. Por esta altura, os pilotos da Jaguar trocaram de posições, num jogo de equipa, depois de passarem pelo Attack Mode.

Entretanto, Félix da Costa subia posições atrás de posições, e com um Attack Mode de cinco minutos, chegara aos pontos na volta 18, sendo oitavo na volta seguinte, atrás de Max Gunther. Na volta 21 já era sexto, passando Rowland no gancho do Hotel, e estava atrás de Pascal Wehrlein. O alemão foi para o Attack Mode - ainda tinha seis minutos - na volta seguinte, e foi atrás dos quatro primeiros.

Neste momento, os oito primeiros eram parelhas: Jaguar, DS, Porsche e Nissan.

Na volta 25, Nico Muller bateu nos rails em La Rascasse e fazia com que o Safety Car entrasse pela segunda ocasião, dando algumas voltas extra nos carros, para além dos 29 previstos inicialmente. Acabou por ser alargado até às 31, e no recomeço, na volta 27, não houve alterações na frente, excepto Rowland, que passou Félix da Costa, para ser sétimo.


Na parte final, os Jaguar foram para a frente, afastando-se do pelotão, com Evans na frente da Cassidy, e foram assim até à meta. Vandoorne acabou em terceiro, na frente de Vergne. 

No campeonato, Wehrlein lidera com 102 pontos, seguido por Cassidy, com 95 e Jake Dennis, com 89. A competição segue para Berlim, onde correrá no fim de semana de 11 e 12 de maio.       

domingo, 14 de abril de 2024

Formula E: Wehrlein triunfa na segunda corrida de Misano


Pascal Wehrlein triunfou na segunda corrida de Misano, que aconteceu neste domingo. O piloto alemão triunfou pela segunda ocasião nesta temporada, e saiu da pista italiana com a liderança do campeonato, empatado com Jake Dennis. Quanto a António Félix da Costa, depois da desclassificação de ontem, tentou conseguir um melhor resultado, mas um toque no carro de um concorrente causou danos na asa dianteira, caindo para a 17ª posição final.

Com Jake Hughes na pole, e Jean-Eric Vergne a seu lado, a partida foi calma, com Wehrlein a ser segundo na primeira curva e a tentar ficar com o comando da corrida. O pelotão rolou compacto, com constantes passagens pela liderança, e depois também, a passar pelo Attack Mode, apenas na sétima volta é que vimos o primeiro grande momento, quando Robin Frijns se despistou, depois de ter sido ensanduichado por Félix da Costa e o McLaren de Sam Bird, e acabou na gravilha, terminando por ali a sua corrida.

Na volta 11, o português, que seguia na nona posição, sofreu um toque na traseira de Sam Bird, quebrando a asa e arrastando-se para as boxes. Apesar da troca, a sua corrida tinha acabado.

Duas voltas depois, novo incidente com Norman Nato, que também sofreu um toque e destruiu a sua asa dianteira, acabando também a sua corrida.

Na frente, quatro carros destacavam-se: o Porsche de Wehrlein, o Nissan de Rowland, o Andretti de Dennis e o carro de Nico Muiller, um Abt. Os quatro carros andaram juntos até à entrada da última volta, com o piloto da Nissan na liderança. Contudo, algumas curvas depois, Rowland ficou sem energia, acabando a arrastar o carro até à meta, no fundo do pelotão. Wehrlein ficou com a liderança, agora pressionado por Dennis, enquanto Nick Cassidy, da Jaguar, pressionava Nico Muller para ser terceiro. 

No final, Cassidy ganhou o último posto do pódio na linha de meta, relegando Muller para quarto.        


No campeonato, Wehrlein e Dennis partilham a liderança com 89 pontos, mas o alemão tem mais vitórias. Oliver Rowland é o terceiro, com 80 e Nick Cassidy o quarto, com 76. A Formula E regressa dentro de duas semanas, nas ruas de Monte Carlo. 

sábado, 16 de março de 2024

Formula E: Wehrlein foi o melhor na qualificação paulista


O Porsche de Pascal Wehrlein foi o melhor na qualificação para o ePrix de São Paulo, terceira corrida do campeonato, que aconteceu esta manhã, na capital paulista. O piloto alemão bateu o DS do belga Stoffel Vandoorne por... dois milésimos de segundo! Quanto a António Félix da Costa, desta vez, acabou por ter uma boa qualificação, partindo de oitavo da grelha. 

Com os treinos de qualificação a começarem logo depois dos treinos livres, debaixo de tempo encoberto e quente, o primeiro grupo começou com os dois DS, de Vandoorne e o Jean-Eric Vergne, a serem os melhores perante o Jaguar de Mitch Evans e o Abt Cupra de Nico Muller. Um dos que ficaram de fora foi o segundo Jaguar de Nick Cassidy.

No segundo grupo, o melhor foi o Maserati de Max Gunther, ficando na frente de Wehrlein, do Mahindra de Edoardo Mortara e no McLaren de Sam Bird. Contudo, o piloto da Maserati acabou por ser penalizado por causa de uma troca de caixa de velocidades, caindo para o fundo da grelha, e para piorar as coisas, terá de cumprir um Stop & Go durante a corrida!

No primeiro duelo dos quartos de final, Evans ira correr contra Vandoorne, o belga conseguiu levar a melhor por 156 centésimos, indo para a meia-final, onde iria se bater com Jean-Eric Vergne. No terceiro duelo, Wehrlein conseguiu superar Mortara por 522 centésimos, fazendo o tempo de 1.12,846. No último duelo dos quartos de final, Gunther levava a melhor sobre o McLaren de Bird.   

Na meia final, o duelo fratricida no DS resultou que o belga conseguiu triunfar, com quase 721 centésimos sobre o francês, enquanto no segundo duelo, entre alemães, Werhlein foi melhor que Gunther, com uma diferença de 247 centésimos.

A final, entre Wehrlein e Wandoorne, foi mesmo apertada, com os dois milésimos da final a se tornarem na segunda margem mais curta da história da Fórmula E.

A corrida acontecerá pelas 17 horas deste sábado, com transmissão em Portugal pela Eurosport. 

sábado, 13 de janeiro de 2024

Formula E: Werhrein foi triunfou na corrida inaugural


O alemão Pascal Wehrlein deu à Porsche a vitória na corrida inaugural da Formula E, neste sábado no Autódromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México. Ele conseguiu ser o melhor perante o carro de Sebastien Buemi e o de Nick Cassidy, que superou o Maserati de Max Gunther. Para António Félix da Costa, o outro piloto da Porsche teve uma corrida mexicana foi para esquecer, ficando de fora logo no inicio da corrida. 

Depois da qualificação, onde Wehrlein conseguiu a pole-position, na frente de Buemi, parecia que eram esses os favoritos para a vitória na corrida. Contudo, antes dela, a primeira baixa aconteceu com Sérgio Sette Câmara, quando o seu ERT ficou parado nas boxes, acabando por assistir ao resto da corrida fora do carro. Antes disso, também a organização decidiu que o modo ataque seria de oito minutos, por duas vezes. 

Na partida, Wehrlein manteve o primeiro posto perante Buemi e começou a afastar-se, enquanto o piloto da Envision era atacado por Gunther, da Maserati. Alguns duelos aconteciam logo depois da partida, mas rapidamente apareceu uma bandeira amarela, por causa de Lucas di Grassi que perdeu o controle do seu carro, caindo para a última posição.

Na terceira volta, Nico Muller e António Félix da Costa tocaram-se, com o piloto português da Porsche a ser o mais prejudicado, acabando por desistir. Nessa altura, os primeiros pilotos começaram a usar o Attack Mode, e na volta oito, Wehrlein foi recarregar, entregando a liderança para Buemi. Pouco depois, Robin Frijns perdeu o controlo do seu carro na curva Foro Sol, bloqueando o seu carro na pista. Primeiro um Full Course Yellow, o Safety Car acabou por entrar na pista para tirar o carro do piloto neerlandês. 

A corrida retomou o seu ritmo na 12ª volta, com Wehrlein a conseguir passar Buemi e a ficar com o comando, para não mais largar. O piloto alemão começou a afastar-se, conseguindo 1,8 segundos de vantagem nas voltas seguintes, e nas voltas seguintes, tirando os Attack Mode que faltava até ao final, a corrida foi aborrecida, com os lugares estabilizados, mesmo com mais duas voltas que os inicialmente planeados.  

Como seria de esperar, Wehrlein acaba por sair da Cidade do México com 28 pontos, mais dez que Sebastien Buemi, enquanto Cassidy é terceiro, com 15 pontos.

A competição elétrica regressa dentro de duas semanas, com a jornada dupla em Ad Diyriah, na Arábia Saudita.

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Noticias: Porsche explicou o exclusivo da sua equipa de Formula E


Dias depois de a Porsche ter anunciado que a sua equipa de Formula E se iria dedicar exclusivamente à competição elétrica, prejudicando especialmente António Félix da Costa, que tinha uma colaboração com a Jota no Mundial de Endurance, a marca de Estugarda explicou as razões pelas quais tomou tal decisão.

Numa declaração ao portal português Sportmotores, um representante da marca afirmou:

"O António Félix da Costa e o Pascal Wehrlein vão concentrar-se nas suas funções na Fórmula E com a equipa TAG Heuer Porsche Formula E em 2024. Esta decisão foi tomada pela Porsche Motorsport após uma análise profunda da época de 2023.", começou por afirmar.

Contudo, esse mesmo representante disse que tal decisão poderá ser revista no final da temporada de 2024. 

"Juntamente com a nossa equipa de trabalho, ambos os pilotos estarão totalmente concentrados em atingir o nosso objetivo na Fórmula E. Assim que a próxima temporada de Fórmula E chegar ao fim, a Porsche Motorsport avaliará a situação e as possíveis oportunidades para o António e para o Pascal noutras competições."

Uma das razões pelo qual tomaram esta decisão baseou-se no facto de não terem conseguido segurar o ímpeto inicial, depois das vitórias de Pascal Wehrlein na Arábia Saudita, que o fizeram perder o campeonato de 2023. Para além disso, a colisão de algumas corridas da Formula E com os da Endurance também levaram a tal decisão. 

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Formula E: Porsche confirmou os seus pilotos por mais uma temporada


A Porsche confirmou esta terça-feira que confirmou os seus pilotos por mais uma temporada na Formula E. O alemão Pascal Wehrlein e o português António Félix da Costa continuarão a correr por eles na temporada de 2024 da competição elétrica, depois de uma boa temporada onde venceram por quatro ocasiões, no caso do piloto português, o triunfo foi na pista da Cidade do Cabo, na África do Sul. 

"Estou ansioso por Valência [palco dos testes oficias, no final do mês]. O teste é sempre bom porque estão lá todas as equipas e todos os pilotos. Isto dá-nos a oportunidade de mostrar a nossa posição em relação à concorrência, de ver onde já somos fortes e onde podemos precisar de fazer algumas melhorias. A preparação para a época 10 está a correr muito melhor para mim do que a da época passada. No ano passado, eu era novo na equipa e estava a habituar-me ao carro. Desta vez, tudo é mais fácil. Aproveitei a pausa da Fórmula E para disputar corridas de resistência com o Porsche 963, passar tempo com a minha família e amigos e preparar-me mental e fisicamente para a nova época.", afirmou o piloto de Cascais.


O Porsche 99X Electric, desenvolvido pela casa de Weissach, estará presente nos testes oficiais de Valência, entre os dias 24 a 27 de outubro, e depois será a contagem decrescente até à próxima temporada, que começará na segunda semana de janeiro na Cidade do México.

domingo, 4 de junho de 2023

Formula E: Gunther foi o melhor na segunda corrida de Jakarta


O alemão Max Gunther, da Maserati, foi o vencedor da segunda corrida de Jakarta da Formula E, que aconteceu na manhã deste domingo, na frente do Andretti de Jake Dennis e de Mitch Evans, da Jaguar. Pascal Wehrlein foi sexto e recuperou a liderança do campeonato para a Porsche, depois de Nick Cassidy ficar fora dos pontos, um lugar à frente de António Félix da Costa, que pontuou de novo na jornada indonésia da Formula E.  

A grande novidade desta corrida é que os pilotos tinham agora oito minutos de aceleração externa no Attack Mode, o dobro do tempo que tinham ontem, e agora, com Max Gunther a dar a primeira pole da temporada à Maserati, os pilotos esperavam hoje mais uma corrida cheia de humidade e calor. 

Ainda antes da corrida, Sergio Sette Câmara e Sam Bird eram obrigados a partir das boxes por causa de problemas nos seus carros devido ao calor. Gunther manteve a primeira posição na partida, com alguns pilotos a ganharem posições na grelha, com Felix da Costa a chegar logo aos pontos, sendo nono na primeira curva da pista. Pouco depois, Jake Dennis ficou com o comando, ameaçado por Mitch Evans, com os Maserati logo a seguir. 

Felix da Costa era agora oitavo, depois de passar Jean-Eric Bergne, que pouco depois, sofreu um toque, que o relegou para o final do pelotão. Na volta 15, Vandoorne, Fenestraz e Wehrlein iam para o Attack Mode, com o português a ser temporariamente sétimo, antes de ser passado pelo seu companheiro de equipa. Na volta seguinte, Gunther e Dennis iam ao Attack Mode e era passado por Evans para a liderança. Eles tentavam passar o piloto da Jaguar, que não tinha tempo de Attack Mode, mas este defendia-se muito bem. 

Mas na volta 19, Nick Cassidy batia na traseira do Porsche de Pascal Wehrlein e ia para as boxes para saber da extensão dos estragos, caindo para o fundo do pelotão. Por esta altura, Gunther e Dennis já tinham um bom avanço para os outos pilotos. Algumas voltas depois, na 25, Felix da Costa e Mortara ia para o Attack Mode pela segunda ocasião, criando uma situação onde os Porsche e a Nissan lutam por posição. 

A partir dali, Gunther e Dennis foram até à meta nas posições, longe do pelotão, onde atrás, Evans segurava os Nissan e os Porsche, que lutavam entre si para chegar o mais à frente possível. Felix da costa era sétimo e aguentava o Maserati de Mortara. E foi assim até à bandeira de xadrez, com os dois primeiros a terem uma jornada tranquila. 

No campeonato, Wehrlein recuperava a liderança com 134 pontos, mais um que Jake Dennis, e mais seis que Nick Cassidy. Felix da Costa é sexto, com 78 pontos, mais oito que Max Gunther.

A competição continua a 24 de junho, em terras americanas, mais concretamente em Portland, no Oregon.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Formula E: Porsche apresentou a sua nova máquina


A Porsche apresentou esta semana sua nova máquina para a época 2023. Na quarta época da marca na competição cem por cento eletrica, ela espera que a mudança de paradigma traga também mais sucesso. Desenvolvido no Centro de Desenvolvimento da Porsche em Weissach, na Alemanha, foi mostrado ao mundo no Centro de Experiência Porsche em Franciacorta, Itália, com Pascal Wehrlein e o português António Félix da Costa aos comandos dos dois monolugares para a temporada que aí vêm.

As expectativas são altas, dado o "pedigree" da marca. Apesar dos carros da Gen 3 trazerem uma lufada de ar fresco a uma competição que precisava de se reinventar, com a saída de cena de grandes marcas como a Mercedes, a própria Porsche tem também de mostrar que é capaz de triunfar e dominar, como fez na Endurance, o seu lugar de eleição por mais de 40 anos. 

Temos o prazer de poder apresentar ao mundo o novo Porsche 99X Electric Gen3. A nossa equipa de desenvolvimento em Weissach tem investido muito trabalho, experiência, alma e coração neste carro. Todos eles podem estar verdadeiramente orgulhosos do resultado. Tal como a nova geração da Fórmula E, o Porsche 99X Electric Gen3 representa um marco tecnológico nas corridas totalmente elétricas. Para a Fórmula E e também para a Porsche, colocar em pista estes novos carros da temporada 9 do Campeonato Mundial de Fórmula E da FIA é um passo significativo para o futuro do desporto automóvel. Estamos ansiosos pelo início da temporada e por uma nova era”, afirmou Thomas Laudenbach, o Vice-Presidente da Porsche Motorsport. 

Florian Modlinger, Diretor do programa da Fórmula E não escondeu o seu entusiasmo pelo novo bólido: “Há uma sensação de antecipação entusiasmada ao entrarmos na nova temporada do Campeonato Mundial de Fórmula E da FIA. A nossa equipa e os nossos pilotos António Félix da Costa e Pascal Wehrlein ainda têm muito trabalho a fazer antes da primeira corrida com o nosso novo Porsche 99X Electric Gen3 no México, a 14 de janeiro. No entanto, estamos confiantes que faremos mais progressos antes do início da temporada e que estaremos numa boa posição quando as cartas forem reordenadas entre as equipas com a chegada dos novos carros. Os novos veículos Gen3, incluindo o nosso Porsche 99X Electric Gen3, irão, assim o esperamos, tornar as corridas ainda mais espetaculares para os adeptos e dar um impulso ainda maior à popularidade da Fórmula E a nível mundial”.


Já os pilotos afirmam que a marca é sinónimo de vitórias, e esperam que este novo projeto os coloque como candidatos ao título.

"O nosso novo carro é um grande passo em frente. É mais leve e mais potente do que o seu antecessor - isso por si só traz um sorriso ao rosto de um piloto de corrida", disse António Félix da Costa, o novo recruta da marca, vindo da DS Techeetah. 

"Como recém-chegado à equipe Porsche, usei as últimas semanas para conhecer os engenheiros e mecânicos e encontrar meu lugar na equipa. Eles facilitaram muito para mim. Senti-me confortável desde o início, também me dei bem com meu novo companheiro de equipe Pascal, com quem corri em várias categorias. Temos um objetivo comum, ou seja, levar a Porsche ao topo.", continuou.

"A Porsche é uma marca sinônimo de vitórias. Queremos entregar isso o mais rápido possível com o novo Porsche 99X Electric Gen3.", concluiu.

Agora é altura dos testes, para que tudo fique pronto a 14 de janeiro, com a prova de abertura, na Cidade do México. 

sábado, 30 de abril de 2022

Formula E: Evans consegua a pole mo Mónaco, Felix da Costa é décimo


O neozelandês Mitch Evans consegui a pole-positon para o ePrix do Mónaco, demonstrando a boa forma quer de si, quer do seu Jaguar, ele que triunfou na jornada dupla em Roma. Evans bateu no confronto final o Porsche de Pascal Wehrlein, deixando Stofel Vandoorne e o DS Techeetah de Jean-Eric Vergne na segunda fila. António Félix da Costa, que triunfou na edição anterior, irá largar da décima posição da grelha de partida.

Debaixo de tempo primaveril, a Formula E começou a qulificação monegasca com um grupo que tinha Max Gunther, Edorado Mortara, Stoffel Vandoorne, Sérgio Sette Câmara, Sebastian Buemi, Sam Bird, Dan Ticktum, assim como Jean- Eric Vergne, que tratou de fazer a volta mais rápidas nas primeiras tentativas. Lucas di Grassi foi o segundo, no seu Venturi, seguido por Nick Cassidy e Pascal Wehrlein.

Na segunda parte, Vergne começou mal a última volta e queimou a travagem para Ste. Devote, o que podia comprometer as suas aspirações. A seguir, Nick Cassidy bateu na escapatória da curva 1, acabando com as suas esperanças de passar à fase a eliminar. No final, foi Vandoorne o melhor, seguido de Wehrlein, Vergne e Di Grassi. Sam Bird, Edoardo Mortara e Sebastien Buemi foram alguns dos que ficaram de fora.

No Grupo 2, estavam os seguintes pilotos: Oliver Turvey, Robin Frijns, Mitch Evans, Félix da Costa, Nyck de Vries, Jake Dennis, Oliver Askew, Alex Sims, Oliver Rowland, André Lotterer e Antonio Giovinazzi. 

Aqui, as primeiras voltas rápidas deram Frijns na frente, seguido por Lotterer, Dennis e Félix da Costa. O veterano alemão da Porsche tentou aproveitar a parte final, mas o melhor foi Mitch Evans, com Nyck de Vries a ser segundo. Lotterer conseguiu o terceiro melhor tempo e o último lugar vago foi para Robin Frijns, à custa de Oliver Rowland e António Félix da Costa. 

A partir daqui, seguiram-se os duelos. Vandoorne eliminou Frijns, com Wehrlein a superar o seu companheiro de equipa, Lotterer. Vergne superou De Vries, mas nas meias finais, foi superado pelo neozelandês da Jaguar. Do outro lado, era Wehrlein o melhor, depois de passar Vandoorne. 

Na final, Evans começou, abrindo uma volta de 1.29,839, algo do qual o alemão da Porsche nunca conseguiu apanhá-lo, resolvendo a questão da pole-position a favor da Jaguar. 

O ePrix do Mónaco acontece pelas 14 horas de Lisboa, e será transmitida pela Eurosport 2.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Formula E: Wehrlein foi o melhor no México


Pascal Wehrlein
e Andre Lotterer conseguiram dar uma dobradinha à Porsche, a primeira nesta temporada. No e-Prix do México, no Hermanos Rodriguez , estes ficaram na frente do DS de Jean-Eric Vergne e António Félix da Costa, que acabaram em terceiro e quarto.  

Com Wehrlein a ser o melhor na qualificação, os Porsche pareciam ser ter tudo para serem os melhores na corrida, porque André Lotterer era o quarto, não muito longe do seu compatriota. A partida foi calma, sem incidentes de maior, com Wehrlein na frente de Mortara, Lotterer, Vergne e AFC. Três minutos depois, o Mahindra de Alexander Sims tornou-se na primeira desistência da corrida, parando o carro na parte do estádio.

Nas passagens seguintes, as coisas ficam normais, sem ninguém a atacar uns aos outros, até que André Lotterer conseguir ir ao Attack Mode, aos sete minutos da corrida, sem perder lugares. Mortara foi a seguir, também sem perder lugares, e Wehrlein, na passagem seguinte, também foi, mas se manteve de inicio o primeiro lugar, perdeu a seguir o comando para Mortara.

Nos 32 minutos para o final, o francês da DS passou para o Attack Mode e atacou André Lotterer, que cedeu para o francês. Mas AFC, que estava logo atrás, aproveitou também e ficou com o quarto posto, não perdendo o ritmo do francês. A seguir, Bergne passou Wehrlein e ficou em segundo, com Mortara na frente. Quando Wehrlein foi ao Attack Mode pela segunda ocasião, tocou em Félix da Costa e este caiu para sexto por causa do toque, porque o fez perder tempo. 

Na frente, Vergne tentava apanhar Mortara, com Wehrlein atrás, enquanto AFC passou Frijns e era quinto. As coisas ficaram assim de modo calmo até que o neerlandês da Enisiom ficou com o segundo Attack Mode e passou o português para ficar em quinto. Atrás, Vandoorne conseguia ficar com o lugar de di Grassi e ser sétimo. 

A 14 minutos do final, os Porsche atacaram Vergne e ficaram com o segundo e terceiro, com Frijns a reagir e também ficar com o quarto posto. Em poucos metros, o francês da DS caía três posições, porque tinha de conservar a energia. E na volta seguinte, os Porsche fizeram o mesmo ao carro de Edorado Mortara, que perdeu para terceiro, pois eram os Porsche que ficavam com os dois primeiros lugares.  

Na parte final, Nick Cassidy foi ao Attack Mode para apanhar os Mercedes, chegando ao DS de AFC, e passando-o. Mas a energia que gastou foi tal que teve de ceder o sexto posto para o piloto português. na frente, Frijns passava Mortara e era terceiro. Mas os DS encostavam-se a Mortara e passavam-mo, enquanto o neerlandês tinha dificuldades em gerir a energia. Logo, perdeu para os carros da DS, com Vergne a ser terceiro, seguido por AFC.


A parte final, o pelotão fez uma volta extra, deixando todos no limite, mas quer os Porsche, quer os DS conseguiram controlar a energia até ao fim enquanto atrás, era a confusão, com Edoardo Mortara a ser quinto.

No campeonato, Mortara lidera com 43 pontos, seguido por De Vries, com 38. A competição segue no fim de semana de 9 e 10 de abril, nas ruas de Roma.

Formula E: Wehrlein o melhor no México, AFC quinto


O alemão Pascal Wehrlein foi o melhor no seu Porsche, na qualificação desta tarde na pista da Cidade do México, conseguindo bater no "shoot-out" o carro de Edoardo Mortara, da venturi. António Félix da Costa foi quinto no "shoot-out" depois de ter sido batido... pelo seu companheiro de equipa, Jean-Eric Vergne.

Duas semanas após a jornada dupla da Arábia Saudita, a Formula E chegou à Cidade do México, a prova mais alta do campeonato, a 2245 metros, a competição elétrica voltou à carga para mais uma prova, com o pelotão a dividir-se em dois grupos, como já tinha sido definido desde o inicio da temporada. Sérgio Sette Câmara foi o primeiro a ir para a pista no Grupo A, mas o seu tempo serviu mais para marcar do que se colocar entre os melhores.  Depois de duas tentativas, no final, os quatro contemplados foram o carro de Mortara, o Mercedes de Vandoorne - apesar de um deslize na volta mais rápida - o DS Techeetah de Jean-Eric Vergne e o Porsche de André Lotterer, o melhor com 1.07,675.

Para o Grupo B, o primeiro a entrar na pista foi Nick Cassidy, seguido por Antonio Giovinazzi, mas não foi nenhum destes pilotos a chegar aos da frente. Acabou por ser Pascal Wehrlein o melhor, com 1.07,780, 21 centésimos melhor que António Félix da Costa. Frijns e de Vries foram os outros dois pilotos que conseguiram vaga na fase de duelos. 

Passada à fase dos duelos, habia dois Porsche contra Mercedes, e em ambas, Wehrlein e Lotterer levaram a melhor, deixando os Flechas de Prata para trás. No duelo fratricida entre os carros da DS Techeetah, foi o piloto francês que levou a melhor sobre o português. enquanto o neerlandês Robin Frijns, no seu Enision, levou a melhor sobre o Venturi de Edoardo Mortara.  

Na meia final, Lotterer encarava Mortara, e este levou a melhor. O piloto suíço ter começado muito bem, ficando com o melhor tempo. Mas o alemão da Porsche foi recuperando terreno, resultando na reação de Mortara, que conseguiu um lugar na final. No segundo duelo da semi-final, entre Wehrlein e Vergne, Wehrlein começou melhor, mas biu o francês recuperar terreno, antes de no final, o alemão ter conseguido um lugar no duelo decisivo.

No duelo final tínhamos então Wehrlein contra Mortara, com o líder do campeonato a lutar contra o piloto da Porsche, equipa muito competitiva nesta pista. Wehrlein, estava fortíssimo, aproveitou e conquistou com facilidade a pole. 

A proba acontecerá pelas 22 horas de Lisboa, e dará na Eurosport 2.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Youtube Formula E Video: Formula E Unplugged, episódio oito

No oitavo episódio do Formula E Unplugged, a verão elétrica do "Drive to Survive", do qual meto aqui um episódio todos os dias, o pelotão da Formula E está em Puebla no México - que fez a ver do Autódromo Hermonos Rodriguez, indisponivel naquela altuira - e falou com os pilotos da Mahindra, o alemão Pascal Wehrlein e Alexander Sims, e as polémicas que houve por lá, como por exemplo, a desclassificação do piloto alemão...