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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Youtube Formula E Video: Formula E unplugged, episódio nove

Este é o nono episodio da série, mas faltam seis para o seu final. E hoje, ainda em Puebla, concentram-se na Porsche, com Andre Lotterer a estar no centro das atenções e a explicar sobre a paixão e as frustrações de correr naquele final de semana mexicano.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Youtube Formula E Video: Formula E Unplugged, episódio oito

No oitavo episódio do Formula E Unplugged, a verão elétrica do "Drive to Survive", do qual meto aqui um episódio todos os dias, o pelotão da Formula E está em Puebla no México - que fez a ver do Autódromo Hermonos Rodriguez, indisponivel naquela altuira - e falou com os pilotos da Mahindra, o alemão Pascal Wehrlein e Alexander Sims, e as polémicas que houve por lá, como por exemplo, a desclassificação do piloto alemão... 

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Formula E: Félix da Costa lamenta corrida para esquecer


António Félix da Costa teve um domingo para esquecer. Depois de um sábado onde marcou pontos e se aproximou bastante da liderança no campeonato, neste domingo, as coisas correram mal. Primeiro na qualificação, com um lugar na penúltima fila na grelha de partida, não foi longe na corrida, acabando longe dos pontos antes de um excesso na saída da curva 8 o levou à desistência. Contudo, mais tarde, soube-se que o piloto de Cascais tinha levado com uma faixa de publicidade, que se prendeu contra as suas rodas e levou ao aumento da temperatura dos travões, bem como uma dirigibilidade cada vez mais complicada. 

Foi um dia para esquecer, hoje nada correu bem, começando pela qualificação e acabando por este acontecimento raro da faixa de publicidade, é daquelas coisas que acontecem uma vez em mil e hoje calhou a mim. De qualquer forma, o sexto lugar da corrida de ontem dá-nos importantes pontos para as contas do campeonato, sou agora terceiro, a apenas 12 pontos do primeiro, portanto tudo em aberto para as seis corridas que faltam. Vão ser finais e vamos trabalhar ao máximo para estarmos fortes na próxima corrida em Nova Iorque e levar esta batalha pelo título até ao final”, contou, no final da corrida mexicana.

Com Edoardo Mortara na frente no seu Venturi, com 72 pontos, aproveitando bem os pódios do fim de semana, Félix da Costa está empatado no terceiro posto com o Audi de René Rast e o Jaguar de Mitch Evans, todos com 60 pontos, e está a dois de Robin Frijns, que com 62 pontos, não pontuou neste final de semana mexicano.

A Formula E continua no fim de semana de 10 e 11 de julho, nas ruas de Nova Iorque.  

domingo, 20 de junho de 2021

Formula E: Mortara vence em Puebla e é o novo líder do campeonato


Eduardo Mortara foi o melhor na segunda corrida de Puebla. O piloto da Venturi conseguiu superar Pascal Wehrlein, segundo no seu Porsche, e Oliver Rowland, na Nissan. Com isso, o suíço é o novo comandante do campeonato, com 72 pontos, mais dez que Robin Frijns, da Virgin, e doze mais que António Félix da Costa, que não terminou esta segunda corrida devido a um acidente. 

Com Oliver Rowland o melhor na qualificação desta tarde, ele era o piloto a abater pelo resto do pelotão, que estava muito junto em termos de classificação. Aliás, os cinco primeiros na geral estavam separados por meros... quatro pontos, o que significaria este acabar por ser uma corrida bem emocionante, agora que faltavam sete provas para o final do campeonato.

Ao contrário de ontem, hoje os pilotos lidavam com sol e calor na pista de Puebla, e isso poderia fazer mossa nos seus carros. 

Na partida, Rowland larga melhor que Wehrlein, sendo passado por Mortara. O piloto da Nissan começou a afastar-se dos seus perseguidores, enquanto atrás, Sergio Sette Câmara perdia parte do seu chassis quando tentava passar o carro de Stoffel Vandoorne. A 38 minutos do final, Oliver Rowland foi o primeiro dos da frente a ir para o Attack Mode, caindo para quarto na geral. Pouco depois, passou Jake Dennis e partiu ao ataque a Pascal Wehrlein. Três minutos depois, fora a vez de Mortara ir ao Attack Mode, cedendo o comando a Wehrlein, mas o piloto alemão fez a mesma coisa na volta seguinte.

A 32 minutos do fim, Nyck de Vries ia para as boxes no sentido de abandonar a prova, numa altura em que boa parte dos pilotos decidiu ir para o Attack Mode, incluindo António Félix da costa, que passaria pela segunda vez na corrida. Pouco depois, soube.se o que tinha acontecido ao piloto neerlandês: sofreram uma colisão por parte de Lucas di Grassi.

Nick Cassidy e Edoardo Mortara foram para o Attack Mode pela segunda vez, na volta 12, ou seja a 25 munutos do final, e perderam posições, mais o neozelandês, já que o suíço era o líder. Por esta altura, os da frente usavam o Attack Mode para irem o mais depressa possivel. A 23 minutos, Oliver Turvey era a segunda desistência na corrida, ao mesmo tempo que Lucas di Grassi era penalizado pela colisão com Nyck de Vries, e ia ter de passar pelas boxes.

Na frente, Mortara liderava com alguma folga, enquanto Rowland era pressionado por Wehrlein, que ainda tinha o Fanboost para poder usar em caso de ultrapassagem. Mas não teve de usar quando aproveitou um erro de Rowland para conseguir o segundo posto. A partir dali, o alemão foi atrás de Mortara para ver se conseguia chegar ao comando da prova, e a pouco menos de 15 minutos, ele já estava colado na traseira do carro da Venturi.

A oito minutos do final, o DS de Jean Eric Vergne prde a sua traseira e entra em pião, acabando por perder o quinto posto para Jake Dennis. Ele continuou, mas perdera três posições. Dois minutos mais tarde, António Félix da Costa errou na saída da curva 7 bateu no muro, acabando ali a sua corrida.


Na frente, Mortara tinha-se distanciado de Wehrlein, depois de este se ter cometido um excesso e perdido tempo. Nick Cassidy era terceiro, depois de ter passado Rowland. E foi assim que terminaram no final da corrida, com o suíço da  Venturi a comemorar, com isto, o comando do campeonato, algo inédito nos lados da equipa baseada no Mónaco.

Agora, a Formula E segue em paragens americanas, com a jornada dupla de Nova Iorque, no fim de semana de 10 e 11 de julho. 

Formula E: Rowland foi o melhor na qualificação para a segunda corrida de Puebla


O britânico Oliver Rowland foi o melhor na qualificação para a segunda corrida em Puebla. O piloto da Nissan conseguiu ser melhor na SuperPole que Pascal Wehrlein, da Porsche. Quando a António Félix da Costa, um mau tempo na sua saída fez com que partisse apenas da penúltima fila da grelha para corrida de mais logo. 

Depois de uma primeira corrida onde os Audi conseguiram uma dobradinha, favorável a Lucas de Grassi - e também a beneficiar da desqualificação de Pascal Wehrlein, por causa de irregularidades nos pneus - a qualificação para esta corrida iria mostrar se haveria alguma alteração em relação ao que acontecera ontem. Ainda por cima, com os quatro primeiros muito iguais, com diferenças mínimas na classificação geral. 


Para o Grupo 1, os pilotos que estavam nos primeiros lugares do campeonato, ou seja: Robin Frijns, António Félix da Costa, Nyck de Vries, Mitch Evans, Stoffel Vanroodrne e René Rast. Ali, juntos, começaram a fazer as suas primeiras passagens, e o melhor foi o belga da Mercedes, com 1.24,736, com Mitch Evans em segundo e Nyck de Vries no terceiro posto. António Félix da Costa era apenas quinto, e as suas chances de ir para a SuperPole tinham diminuído bastante. René Rast, esse ficou definitivamente de fora, perdendo mais de 3,3 segundos para o melhor tempo de Vandoorne.

No Grupo 2, com Alex Sims, Jake Dennis, Jean-Eric Vergne, Edoardo Mortara, Lucas di Grassi e Sam Bird, Dennis esmagou a concorrência quando fez 1.22,815 e ia para a frente da tabela de tempos. Vergne era segundo, com 388 centésimos pior que o britânico, e Mortara ficara a 419 centésimos. O segundo grupo era superior ao primeiro, e ninguém por ali agora teria chances para ir à SuperPole.

Com o Grupo 3 constituído por Max Gunther, Pascal Wehrlein, Oliver Rowland, Alex Lynn, Nick Cassidy e André Lotterer, o piloto da Nissan conseguiu ser melhor, ficando até com o segundo melhor tempo da tabela, mostrando que estes são os melhores nesta qualificação. Lynn ficou a seguir, e Wehrlein foi o terceiro no grupo, conseguindo também um tempo para ficar na SuperPole. 

Para o grupo final, com Sergio Sette Câmara, Oliver Turvey, Tom Blomqvist, Norman Nato, Sebastien Buemi e J. Eriksson, o suíço da Nissan foi o melhor, conseguindo apenas o sétimo melhor tempo, não passando para a SuperPole, seguido por Tom Blomqvist, que apenas conseguiu o melhor para ser o nono da grelha.

Na SuperPole estavam Mortara, Wehrlein, Lynn, Vergne, Rowland e Jake Dennis.


O primeiro a sair foi o suíço da Venturi, e na sua primeira tentativa, conseguiu marcar um tempo de 1,23,886, balizando-o para os que vinham a seguir. Wehrlein veio a seguir, e ele fazia tempos melhores que o piloto da Venturi. No final, conseguiu 1.23,771, melhor que Mortara. Lynn veio a seguir, mas o tempo que fez, 1.23,823, o colocou entre Wehrlein e Mortara. 

Com isto, sobravam Vergne, Rowland e Dennis. O francês da DS Techeetah não consegue melhor, com 1.23,950, e o quarto lugar na grelha. Mas foi Rowland que mudou tudo, conseguindo 1.23,579 e ficando no topo da tabela. Dennis foi o último a ir para a pista e não conseguiu também em bom tempo. Assim sendo, o piloto da Nissan levava a melhor sobre a concorrência.

A corrida acontecerá mais logo, pelas 22 horas de Lisboa.  

sábado, 19 de junho de 2021

Formula E: Wehrlein foi o melhor na qualificação de Puebla


Pascal Wehrlein foi o melhor na qualificação desta tarde no traçado de Puebla. O alemão da Porsche conseguiu ser superior ao Nissan de Oliver Rowland e o BMW Andretti de Jake Dennis. Quanto a António Félix da Costa, não conseguiu melhor que um lugar na sexta linha da grelha de partida, na 11ª posição. 

Depois de quase mês e meio de ausência, após o ePrix do Mónaco, a competição estava agora no outro lado do Atlântico para estrear na oval de Puebla, com um circuito interior onde uma das curvas foi aproveitada para colocar por lá o Attack Mode. O asfalto era abrasivo, mas isso não incomodava os pilotos, porque estavam mais preocupados com o tempo naquele lugar neste sábado. 

No Grupo 1, que tinha Robin Frijns, Nyck de Vries, Mitch Evans, António Félix da Costa, Sam Bird, Stoffel Vandoorne, todos estavam a lidar com um asfalto que ainda estava húmido por causa da chuva que tinha caído horas antes, decidiram ir para a pista... ao mesmo tempo. Ninguém se entendeu e todos se prejudicaram na tomada de tempos. Apesar de tudo, Félix da Costa acabou por ser o melhor, 53 centésimos na frente de Mitch Evans, e 453 centésimos sobre Nyck de Vries. Stoffel Vandoorne perdia 1,5 segundos e a certeza que não participaria na SupoerPole. 

Para o Grupo 2, que tinha Pascal Wehrlein, Oliver Rowland, Jean Eric Vergne, Edoardo Mortara e Rene Rast, o piloto da Porsche conseguiu ser o melhor, com 1.23,5, depois dos pilotos começaram a correr mais espaçados, para evitar se prejudicaram uns aos outros. O alemão ainda conseguiu tirar um tempo um segundo melhor que Félix da Costa.

No Grupo 3, com Alexander Sims, Alen Lynn, Maximilian Günther, Nyck Cassidy, André Lotterer, Lucas Di Grassi, ficou marcado pelas tentativas de marcar tempos, mas o único que conseguiu algo foi Max Gunther, que conseguiu entrar nos seis primeiros, à custa de René Rast. E Lucas di Grassi, que apesar de ser o oitavo, não iria lutar pela SuperPole.

E no Grupo 4, com Oliver Turvey, Sérgio Sette Câmara, Sébastien Buemi, Norman Nato, Tom Blomqvist e Joel Eriksson, Buemi acabou apenas com o 21º tempo. Muito para trás... 

Para a SuperPole entraram Mortara, Dennis, Rowland, Vergne, Gunther e Wehrlein.

Mortara foi o primeiro, mas o suíço não teve uma volta perfeita, errando numa nas curvas e perdendo segundos preciosos. Claro, o piloto que veio a seguir, o alemão Max Gunther, foi mais veloz, ficando com o melhor tempo provisoriamente, mas a sua agressividade custou-lhe também segundos preciosos, conseguindo 1.25,095, e dificilmente ficaria com a pole.

Jean-Eric Vergne foi o terceiro, e sem falhas, fez 1.24,282, ficando na frente dos tempos, mas depois fio superado por Dennis, Rowland, e por fim, Wehrlein, que conseguia a sua primeira pole do ano.

A primeira corrida do final de semana mexicano acontecerá pelas 22 horas de Lisboa. 

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Formula E: Félix da Costa quer aprender o circuito


No regresso da Formula e a paragens mexicanas, mas a estrear o Autódromo de Puebla, António Félix da Costa, piloto da DS Techeetah e recente vencedor do ePrix do Mónaco, pretende aprender o mais rapidamente possível o novo circuitos para poder aproveitar ele. Em grande momento de forma, depois de ter ganho o ePrix monegasco e na semana passada ter conseguido uma vitória na categoria LMP2 nas Oito Horas de Portimão, acredita que está em igualdade com o resto do pelotão, mas quer faer um bom resultado para poder lutar pelo título. 

Depois da vitória no Mónaco, todos na equipa estamos muito motivados para voltar ao México. Puebla trata-se de um circuito novo para todos mas fizemos muito trabalho de simulador para preparar bem as duas corridas deste fim-de-semana.", começou por dizer. 

"Tratando-se de um circuito fixo e não citadino, acreditamos que as diferenças entre os grupos na qualificação não sejam tão elevadas como costume, no entanto há que entrar em pista bem concentrado para aprender rapidamente o circuito e as referências em cada curva, para na qualificação estar confiante e atacar ao máximo. Entramos na segunda metade do campeonato e há que trazer o maior número de pontos para casa para nos mantermos na luta do título!”, concluiu.

À partida para a jornada dupla da Formula E em Puebla, o campeonato é liderado pelo neerlandês Robin Frijns, seguido pelo seu compatriota Nyck de Vries. O piloto português é quinto, a dez pontos da liderança. 

terça-feira, 9 de março de 2010

WTCC: Etapa de Puebla cancelada

A ronda mexicana do WTCC, que deveria acontecer no circuito de Puebla no próximo dia 11 de Abril, foi cancelada devido a preocupações com a segurança, anunciaram ontem os organizadores da prova. Os problemas de segurança na zona de Puebla, aliados ao mau tempo que se fez na região nas últimas semanas, e que causou alguns danos às estruturas do circuito, levaram à decisão dos organizadores em renunciar à organização da prova.

Marcello Lotti, o promotor da série, ainda não decidiu sobre a possivel substituição da prova mexicana. "Iremos pensar nisso, avaliando as oportunidades que nos surgirem e decidir antes da prova de Marrakech", afirmou. "Decidirei dentro de um mês sobre uma possivel substituição, mas também podemos decidir que o calendário terá somente onze eventos", concluiu.

Caso essa seja a solução escolhida, o WTCC só voltará a 2 de Maio, altura do fim de semana de Marrakech.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Requiem para Carlos Pardo (1975-2009)

Uma morte em competição é sempre de lamentar. Ver alguém a pagar o mais alto preço por fazer algo que gosta é triste, e ainda por cima num evento visto em directo por dezenas de milhares de pessoas no circuito, e milhões nas TV’s de todo o mundo… o impacto é enorme.


Tão enorme quando se vê o tipo de carros envolvidos, onde é que aquilo aconteceu e as circunstâncias do acidente fatal. Foi na última volta da corrida, quase igual ao acidente de Dale Earnhardt, em 2001, mas se no primeiro caso nem notou que o acidente tinha tido consequências fatais, neste caso, o impacto foi brutal. O acidente ocorreu na oval de Puebla, o mesmo que acolhe as provas do WTCC, no início da temporada.


Confesso que nunca gostei a NASCAR. Confesso que detesto aquele circuito, e não digo isto por causa dos eventos de Domingo. Simplesmente porque nunca entendi como é que carros em fibra de vidro ou plástico, reforçado com “roll-bars”, podem andar em ovais modorrentos, onde todos andam juntos e dão toques uns aos outros. Sim, o acidente fatal de Carlos Pardo foi provocado por um toque de Jorge Goeters, o segundo classificado, a meia curva do fim. Ao contrário que muitos pensam, aquele tipo de toque é normal, o chato foi ele ter mudando de trajectória, e tocar na traseira do carro, de forma a desequilibrá-lo e a bater forte no muro de betão.


O acidente em si é uma sucessão de azares: o carro bate naquela quina do muro de betão, que tinha até uma protecção de água, que serve para absorver o impacto. Se tivesse perdido o controle do carro uns dez metros depois, estaria vivo.


Já agora, uma biografia suscinta: Carlos Pardo nasceu em 1975 na Cidade do México e competia na NASCAR mexicana desde 2004, tendo sido campeão nesse primeiro ano. Era um dos pilotos com maior palmarés nessa competição, tendo ganho em onze provas. O seu irmão Ruben Pardo também competia nesta série. Ironicamente, ele foi declarado como vencedor nesta corrida…


Sobre o meu “ódio” a Puebla, quando vejo o circuito a ser corrido pelos carros do WTCC, fico arrepiado pela sua construção. O “miolo” faz lembrar o nosso intestino, e aquele asfalto ondulado meteu-me mais medo do que desprezo, para não falar da aparente estreiteza do circuito e dos muros de betão, especialmente aquele que estava naquela zona da pista. A sensação que tenho é que há certos circuitos citadinos com melhor aspecto do que esse. E então, pergunto a mim mesmo: como é que aquele circuito foi aprovado pela FIA para receber provas de categoria internacional? Mas foi. Eu sei que isto é um evento de “terceira categoria” (era o campeonato mexicano), mas estamos a falar do antigo campeão e sempre um dos favoritos à vitória. E ainda por cima, nesse evento, Pardo tinha a mulher e os filhos a assistiram, bem como o seu irmão, que era concorrente. Não só é brutal, como também é penoso ver um parente a morrer à nossa frente, sem fazer nada para o evitar…


No ano passado, escrevi um post neste blogue com este seguinte trecho: "Vocês, os mais novos, que nunca viram mortes em directo, eu desejo que continuem assim. Mas quando me recordo do impacto que tiveram os acidentes de Alex Zanardi, em 2001, no Lauritzring, e do Robert Kubica, o ano passado (2007), em Montreal, pergunto-me: 'como é que o público em geral reagiria de novo a uma morte na Formula 1?' Lembro-me como foi em 1986 e 1994..." Não foi na Formula 1, mas uma morte em pista é sempre isto: forte, feia e trágica. O Nelson Piquet disse certo dia que vamos ao circuito “para ver o circo pegar fogo”. Talvez seja, mas nenhum de nós vai ver corridas com o propósito de ver mortes em directo…


E agora, Carlos Pardo (que tinha a minha idade, imagine-se) juntou-se ontem à infindável lista daqueles que como certo dia referiu Graham Hill: “Caso o pior aconteça, é porque chamaram-no para pagar o preço da felicidade na vida”. Ars lunga, vita brevis.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ontem foi um dia negro...




Apesar de todas as seguranças do mundo, e do facto de haver acidentes espectaculares, sem qualquer ferimento para os pilotos ser o pão nosso de cada dia, não há segurança a cem por cento. E as mortes ainda estão presentes.


Enquanto estavamos a ver este fim de semana as 24 horas de Le Mans e agradeciamos o facto do Bernard Treulyer ter safo de boa de uma forte batida no seu Peugeot 908 da Pescarolo, no outro lado do Atlântico, mais concretamente na oval de Puebla, no México, havia um piloto que não teve tanta sorte. E pagou com a vida. O mexicano Carlos Pardo liderava a corrida local da NASCAR, quando na última volta o segundo classificado, Jorge Goeters, lhe deu um toque na traseira do seu carro, e foi de encontro a uma barreira de betão, com o carro a ficar completamente destruido.


Os socorros foram rápidos e fizeram o seu melhor, mas após 45 minutos de tentativas, os médicos do Centro Hospitalar do circuito declararam oficialmente a sua morte. Pardo, de 32 anos, deixa mulher e dois filhos, que estavam a assistir a corrida na pista... A organização declarou a corrida como concluida e Pardo como vencedor.

domingo, 22 de março de 2009

WTCC - Ronda 2, Puebla (Corridas)

Apesar da grande altitude da cidade mexicana (mais de dois mil metros), os Seat não tiveram muitos problemas em ganhar as suas corridas, embora tivessem de contar com a oposição dos BMW.


Depois de nos treinos, a armada espanhola ter perdido a “pole-position” a favor do brasileiro Augusto Farfus, a primeira corrida começou com o sueco Rykard Rydell a passar Farfus nos primeiros metros… e mais não saiu dali. A corrida foi um duelo entre a marca espanhola e a alemã, com Rydell a aguentar os ataques de Farfus e depois do inglês Andy Prilaux. Gabriele Tarquini e Yvan Muller também tentaram imiscuir-se na luta pela liderança, mas não foram muito felizes. O italiano foi quinto, depois de um toque e do desgaste dos pneus no final da corrida, no asfalto abrasivo da pista mexicana. O francês, que compartilhava a liderança com Tarquini, acabou na quarta posição.


Pior sorte teve Tiago Monteiro. O piloto português, sexto na grelha, depois de lutar pelos lugares da frente com Prilaux, um toque na quarta volta o fez entrar em despiste e cair para a última posição, fazendo depois uma corrida de recuperação até ao 11º lugar final, ultrapassando vários pilotos, e dois dos três Chevrolet Cruze oficiais, que sofrem por esta altura os típicos problemas de juventude do carro. Mas Nicola Larini conseguiu acabar esta primeira corrida na oitava posição, o que permitiu partir da pole-position na segunda corrida.


Nessa segunda corrida, ocorrida algumas horas depois, nova vitória Seat. Yvan Muller foi o vencedor, depois de suster durante grande parte da corrida as investidas do BMW de Andy Prilaux. A fechar o pódio ficou Rydell, que conseguiu terminar bem o seu fim de semana, depois da vitória na primeira corrida. Augusto Farfus foi quarto no seu BMW, enquanto que o melhor Chevrolet foi o de Nicola Larini, que acabou na décima posição.


Quanto a Tiago Monteiro... o azar continuou a perseguir. E desta vez, nem passou da primeira curva. Partindo do 11º posto, e na ânsia de alcançar os lugares da frente, bateu com o BMW privado de Stefano D'Aste, e ficou-se por aí. Quatro corridas... zero pontos.


O WTCC faz agora uma pausa de cinco semanas, até correr numa nova pista: Marrakesh, no sul de Marrocos, vai ser o palco da terceira jornada dupla do campeonato, e vai ser a estreia da competição por paragens africanas.

terça-feira, 8 de abril de 2008

WTCC - "Puebla foi incrível"

Um dia e meio depois da memorável vitória de Tiago Monteiro no circuito mexicano de Puebla, o piloto português falou das sensações que teve após este grande feito:


"Puebla foi incrível. Percebi desde o primeiro teste de sexta-feira que estava muito rápido. Na qualificação as coisas complicaram-se devido ao problema mecânico, mas depois em corrida pude recompor a situação. O domínio da SEAT não deixa margem para dúvidas e é o resultado do trabalho de uma grande equipa. Todos estão de parabéns e neste momento ainda estou a saborear esta vitória muito especial, até porque é a primeira desde que sou pai. Quero por isso dedicá-la à minha filha e à Diana.", referiu ao jornal Autosport.



Foi um fim de semana optimo para Monteiro. Se nos treinos, um problema no Turbo impediu-o de partir mais à frente que o actual 10º lugar, na corrida conseguiu recuperar pontos suficientes para ficar no sétimo lugar e fazer a volta mais rápida, permitindo que na segunda corrida, com a grelha invertida, ficar na primeira fila da grelha. Depois de se livrar de Alan Menu, logo na partida, Monteiro liderou até ao fim, conseguindo uma vantagem de 2,72 segundos sobre o segundo, o seu companheiro Rykard Rydell.


Após isto, fez um balanço da sua presença no WTCC, e as suas prespectivas de futuro: "Está a fazer agora um ano que cheguei ao WTCC. Este é um dos campeonatos mais competitivos do mundo e com pilotos muito experientes. Conseguir dominar numa pista que não conhecia e com um asfalto pouco abrasivo foi fantástico. 60% do traçado de Puebla é feito a curvar e aqui fica a prova de que melhorámos muito o comportamento do León TDI nestes últimos meses. Agora vamos trabalhar para fazer boa figura em Valência.", comentou ao jornal Autosport.

domingo, 6 de abril de 2008

WTCC - Ronda 2, Puebla (Corrida)

A jornada dupla do WTCC no (apertado) circuito mexicano de Puebla demonstrou a enorme superioridade da Seat, que aproveitou em alguns casos a falta de lastro dos seus pilotos (Tiago Monteiro foi um deles), e também o facto de respirar melhor nos dois mil metros no qual este circuito se situa.



Na primeira corrida, Jordi Gené aproveitou a "pole-position" para liderar uma corrida de fio a pavio, embora tenha tido a oposição do Chevrolet de Nicola Larini, e depois o seu companheiro, o sueco Rykard Rydell. No final, Gené aguentou o ataque final de Rydell e lá ganhou a sua corrida.



Quanto a Tiago Monteiro, aproveitou a corrida para recuperar posições. Partindo do décimo posto, ganhou posições à custa de Rob Huff e Augusto Farfus, e quanto Alain Menu se despistou, herdou o sétimo posto, fazendo com que largasse na segunda corrida a partir do segundo lugar da grelha.


E na segunda corrida... Tiago Monteiro fez o que devia: ganhou a prova com um enorme à vontade (e mais levezinho que boa parte do pelotão...), liderando um pódio todo Seat: o segundo foi Rydell, repetindo a mesma posição na primeira corrida, e o terceiro classificado foi o italiano Gabriele Tarquini. Aliás... os seis primeiros classificados foram todos Seat! O primeiro a não conduzir a máquina espanhola foi o suiço Alain Menu, num Chevrolet Lancetti, enquanto que o inglês Andy Prilaux foi o unico representante da BMW a pontuar em todo o fim de semana.



Na classificação geral, o sueco Rydell comanda, com 26 pontos, seguido por Gabriele Tarquini, com 24, e o francês Yvan Muller, com 22. Monteiro é sexto na geral, com 12 pontos. A próxima jornada dupla será em Valência, a 16 de Maio.

WTCC - Ronda 2, Puebla (Qualificação)

O WTCC continua este fim de semana a sua rodada pelas Américas, desta vez no circuito mexicano de Puebla, onde Seat, BMW e Chevrolet lutam entre si para saber quem é o melhor na categoria. Na qualificação desta tarde (noite aqui na Europa), o espanhol Jordi Gené conseguiu levar o seu Seat Leon TDi à "pole-position", tendo a seu lado o italiano Nicola Larini, no seu Chevrolet Lancetti.

Mais atrás, na segunda linha, o holandês Tom Coronel, no Seat Leon TDi foi terceiro, seguido pelo Chevrolet Lancetti do inglês Rob Huff, enquanto que o brasileiro Augusto Farfus foi o melhor dos BMW, na sexta posição.

Tiago Monteiro teve azar. Quando era quarto na lista de melhores tempos, problemas com o Turbo ditaram que o piloto português não pudesse melhorar o seu tempo e irá partir da 10ª posição na primeira corrida desta jornada dupla.