Mostrar mensagens com a etiqueta Chevrolet. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Chevrolet. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

O recorde de autonomia elétrica (II)


Depois de ontem ter falado sobre o Polestar 3 e o seu recorde de autonomia com quase mil quilómetros, conseguido há umas semanas no Reino Unido, a Chevrolet também andou a fazer a sua tentativa de recorde com um pickup, o Silverado. É uma das lendas da marca, e claro, tem a sua verão elétrica. Mas para alcançar o seu recorde, tiveram de ser extremos. 

Primeiro de tudo, o que alcançaram: 1704 quilómetros com uma só carga (1059 milhas), num carro que é mais pesado que o Polestar 3. Superou plenamente, por exemplo, o "record" anterior de 1205 quilómetros (749 milhas), que havia sido estabelecido recentemente pelo sedan elétrico Lucid Air. Contudo, o teste não foi convencional. Em quase todos os aspectos.

Primeiro, foi realizado durante sete dias, por 40 engenheiros da General Motors (GM) em vias públicas próximas ao campo de provas de Milford, em Michigan, e também na região de Belle Isle, o percurso foi feito com velocidade constante de apenas 20 a 25 km/hora, sob clima ameno, e com diversos ajustes pensados para reduzir ao máximo o consumo energético. Ou seja, um verdadeiro teste num carro pesadamente modificado para otimizar o objetivo. 


Ainda por cima, a versão utilizada neste teste foi a EV Work Truck 2025, que é a mais basica da linha. Voltada ao trabalho pesado, ela entrega autonomia estimada de 792 km segundo a EPA, sem recorrer a truques tecnológicos. O segredo está na bateria colossal de 205 kWh, a mesma usada em modelos bem mais caros e sofisticados da GM, como o Hummer EV e o Cadillac Escalade IQ. Ainda por cima, ela dispensa telas enormes, acabamento refinado e rodas chamativas. E é essa simplicidade que ajuda a reduzir o peso e aumentar a eficiência, permitindo que ela vá ainda mais longe.

E neste teste, com a condução extrema, eles conseguiram fazer com que rodasse um percurso que foi mais do dobro da autonomia homologada, atingindo 214 por cento além do esperado. 

O que a GM quis provar? Com o avanço da tecnologia, rodar mais de mil quilómetros com um elétrico pode, em breve, deixar de ser apenas um feito de laboratório para passar a ser algo do dia-a-dia.

sexta-feira, 16 de maio de 2025

A(s) image(ns) do dia







Como parece que gostaram da minha história sobre Peter DePaolo, há uns tempos, e o centenário da sua vitória nas 500 Milhas de Indianápolis - e também o primeiro carro a fazer uma média de 100 milhas por hora, ou 160 km/hora - pelo caminho, lembrei-me de outra estória de há mais de um século, e envolvendo outra marca de automóveis famosa. E envolve três irmãos, um deles campeão em Indianápolis. O apelido conhecem: Chevrolet. 

Os irmãos Chevrolet são três. O primeiro deles é Louis-Joseph, o mais velho, nasceu no dia de Natal de 1878 em La Chaux de Fonds, na Suíça - se querem saber a cruz estilizada no seu logotipo, tem a ver com a bandeira da Suíça, o seu país de nascimento - era filho de um relojoeiro, Joseph-Félicien Chevrolet, e de Marie-Anne Angéline Mahon. Mudou-se para a França aos 11 anos, em 1887, começou a ser mecânico e inventor, primeiro de bicicletas, para em 1903, se mexer para os automóveis. Mas antes, em 1900, emigrou para Montreal, no Canadá, para no ano seguinte, se mover para Nova Iorque, para trabalhar com um compatriota seu na Dion-Bouton.

Um dos pioneiros do automobilismo na América, começou a ganhar corridas a partir de 1905, e com o dinheiro ganho, pediu aos seus irmãos, Arthur Chevrolet (nascido a 25 de abril de 1884) e Gaston Chevrolet (nascido a 4 de outubro de 1892), para virem trabalhar para ele no outro lado do Atlântico. Eles acederam. 

Sendo eles mecânicos e pilotos, com o tempo, começaram a se especializar nos componentes automotivos, e a inventar melhores peças para o desempenho dos seus carros. Com o tempo iriam entrar na competição, ao mesmo tempo que Louis conhecia William C. Durant, que trabalhava na Buick, e fundara a General Motors. Ambos tinham uma ideia em comum: construir um carro com tração à frente, bem mais eficaz que os carros de então, todos com tração traseira.

Em maio de 1911, Arthur participou na primeira edição das 500 Milhas de Indianápolis, como piloto, num Buick, mas não chegou ao fim. Entretanto, a aliança entre Durant e Chevrolet começara a tremer, por causa das ideias que tinham: Durant queria um enorme conglomerado, onde pudesse ter a maior quantidade de arcas possível - chegou a considerar comprar a Ford, mas os acionistas não deixaram, porque temiam que os levasse à falência, por causa do dinheiro gasto para comprar todas as marcas que queria. 

Em 1915, Louis vende a sua parte e decide fazer outras coisas. Uma delas foi continuar correr, participando nas 500 Milhas desse ano, desistindo na volta 76, com um problema na válvula. Pouco depois, aliou-se a Joseph Boyer Jr. para fazer a Frontenac Motor Comporation, construindo peças para a Ford, antes de montar os seus carros de corrida. E ali, os irmãos foram novamente chamados. E quem tinha mais talento era o mais novo, Gaston.

Arthur e Louis participaram na edição desse ano, nos seus Frontenacs, mas não chegaram ao fim. A partir dali, foi o mais velho a correr, e a gerir a equipa (ou a marca) até à edição de 1920. Nessa temporada, os três irmãos participavam na edição desse ano, todos em Frontenacs, claro. Na qualificação, Arthur bate forte no muro e tem ferimentos sérios, e ele, que tinha regressado depois de quatro anos de ausência, decide pendurar o capacete de vez.

No final da qualificação, Louis Chevrolet conseguiu um lugar na primeira fila, sendo o terceiro, com Ralph DePalma a ser o "poleman", enquanto Gaston foi o quinto, noutro Frontenac. A corrida foi um duelo entre DePalma e Joe Boyer, com intervalos dedicados a dois pilotos franceses: Jean Chassagne e René Thomas. Mas na volta 184, Gaston Chevrolet apanhou-o e passou-o, ficando com o comando até ao final, tornando-se no vencedor. O primeiro dos Chevrolet a ganhar uma corrida... mas não na marca que fundaram. Foi na outra. E tinha uns detalhes: nos 800 quilómetros de percurso, tinha corrido com o mesmo jogo de pneus, e ele, nascido em França, mas naturalizado americano (como seria Mário Andretti, mais de 40 anos depois) tinha batido Thomas... outro francês!

Gaston estava, como diríamos nos dias de hoje, "on fire". Ganhou corridas de 100 milhas (160 quilómetros) contra Tommy Milton, que guiava um Chevrolet de corrida (!) e acumulou pontos suficientes para, no final do ano, ser campeão da AAA, a American Automobile Association. 

A última corrida do ano era no dia de Ação de Graças, 25 de novembro de 1920, nos arredores de Los Angeles. Mais concretamente em Beverly Hills, que nessa altura, não passavam de terrenos agrícolas. Ali, foi construído uma owal cujo piso era de madeira, e deram o nome de "Motordromes". Chevrolet já era campeão, mas foi o suficiente para ter cerca de 75 mil espectadores para assistir. 

Contudo, na volta 146, as coisas correram mal. Chevrolet estava a competir com Eddie O'Donnell quando ambos colidiram e foram pista abaixo, destruídos. Chevrolet teve morte imediata, O'Donnell no dia seguinte, com uma fratura no crânio. Tinha 28 anos, e foi o primeiro campeão póstumo, e o primeiro a não poder defender o seu título nas 500 Milhas. Mas no ano seguinte, a Frontenac ganhou de novo, com Tommy Milton.

Contudo, a Frontenac durou pouco. Tentou uma aliança com a Stutz, para construir carros de estrada, mas o acordo foi água abaixo e em 1923, estava falida. Depois, Louis Chevrolet tentou a sua sorte com a Chewrolair, na aviação, mas veio a Grande Depressão, e faliu em 1930. Arruinado, tinha ido pedir emprego à Chevrolet como mecânico e lá ficou até morrer, a 6 de junho de 1941, aos 62 anos, de ataque cardíaco. O irmão do meio morria cinco anos depois, a 16 de abril de 1946, em Slidell, no Louisiana, aos 61 anos.

O nome de Louis Chevrolet está hoje em dia inscrito na Automotive Hall of Fame, National Spint Car Hall of Fame, Internatonal Motorsports Hall of Fame e no Motorspots Hall of Fame of America. E na entrada da oval de Indianápolis está um conjunto escultório, construído em 1975, com um busto dele em bronze, usando um gorro protetor e óculos de corrida.   

Quase toda a família está enterrada junta no Holy Cross and Saint Joseph Cemetery, em Indianápolis, no Indiana. Digo "quase" porque a pedra tumular de Arthur foi arrancada em Louisiana e nada se sabe realmente onde estará realmente enterrado. 

Ao lado, uma placa explica a suas contribuições para o automobilismo americano:

"Os irmãos imergiram no mundo da tecnologia automóvel como designers, mecânicos e pilotos. Todos os três correram na famosa Indianápolis 500, com Gaston a triunfar na clássica de 1920. Capitalizando a sua enorme popularidade, Louis fundou a Chevrolet Motor Company em 1911. E, apesar de ter abandonado a companhia em 1916, a companhia manteve o seu nome."   

No mausoléu, não é raro ter carrinhos da marca que Louis ajudou a fundar, embora a sua contribuição foi pouco mais de dar o nome, pois, como viram, os maiores feitos foi com a Frontenac. Mas a sua contribuição na história do automobilismo americano, independente da marca, está lá, e não será apagada. 

segunda-feira, 8 de abril de 2019

A(s) image(ns) do dia





E foi revelado o carro no qual Fernando Alonso irá tentar pela segunda vez vencer as 500 Milhas de Indianápolis. A concorrência será forte, ele sabe disso, especialmente num pelotão que está cada vez mais internacional e com melhor qualidade. 

Esta é a ponta de lança da McLaren na IndyCar, sendo que terá a ajuda da Carlin, que terá motores Chevrolet. Em 2020, entrarão a tempo inteiro, e não se conhece se o piloto espanhol também embarcará na aventura. Curiosamente, é elegível para ser "Rookie do Ano"...

Mas a grande curiosidade está lançada. Alonso atrai multidões. No mesmo dia do GP do Mónaco, milhões irão mudar de canal logo após a banderia de xadre ser mostrada no Principado e olharão para o "Brickyard" mais para saber como é que se comportará do que saber se Alexander Rossi, Will Power, Scott Dixon ou outro qualquer "habituée" irão se portar bem na prova mais importante de monolugares da temporada em terras do "Tio Sam".

Muitos também querem ver a vitória de Alonso para poderem dizer que é o melhor piloto do Mundo. É piloto da Toyota na Endurance, logo, em junho, poderá vencer pela segunda vez consecutiva as 24 Horas de Le Mans... e ele já está bem lançado. Afinal de contas, ele é o vencedor das 24 horas de Daytona, logo à primeira, e numa corrida à chuva. 

Portanto, em jeito de conclusão, a curiosidade está lançada. E muitos milhões torcerão por ele. E aquele domingo de final de maio vai ser muito interessante de se ver.

IndyCar: Apresentado o McLaren para as 500 Milhas de Indianápolis

A McLaren apresentou esta segunda-feira em Woking o bólido com o qual irá competir pela primeira vez em 40 anos as 500 Milhas de Indianápolis, com Fernando Alonso ao volante. Com motor Chevrolet, o carro da McLaren Racing vai fazer um "one-off" nesta temporada, na prova mais importante dos monolugares americanos antes de participar a tempo inteiro em 2020.

Alonso vai pela segunda vez ap "Brickyard" depois de uma primeira participação em 2017, onde andou bem ao longo de todo o fim de semana antes que o motor Honda quebrasse a pouco mais de vinte voltas do fim, quando estava nas primeiras posições. Isso não o impediu de ser votado como "Rookie do Ano" na prova. Agora vai tentar ver se tem carro para vencer ou chegar nas primeiras posições.

Quanto ao número, não é por acaso: foi com ele que a marca alcançou a sua primeira vitória, em 1972, com Mark Donohue ao volante. 

"Estou animado por finalmente podermos revelar ao mundo o carro 66, que correrei com a McLaren na Indy 500 [no próximo mês] de maio", começou por dizer o piloto espanhol. "A equipa da fábrica da McLaren trabalhou arduamente para construir este carro pronto para o nosso retorno ao icônico Brickyard e acho que ficou fantástico nas cores do McLaren Racing 2019", continuou.

"Minhas esperanças para a corrida continuam as mesmas, para [competir] e conquistar a Tripla Coroa, e estou ansioso para conhecer os fantásticos fãs americanos que me fizeram sentir bem-vindo da primeira vez.", concluiu o piloto espanhol.

Já o presidente da McLaren Racing, Zak Brown, acrescentou: "A revelação do carro e da carroçaria numero 66 é um momento importante para a jornada da McLaren Racing para as 500 milhas de Indianápolis. Representa o início da próxima fase do nosso programa e reflete uma tremenda quantidade de trabalho duro da nossa equipe especializada da Indy 500 no McLaren Technology Center. Estamos todos ansiosos para ver o 66 na pista pela primeira vez [no próximo dia] 24 de abril.", concluiu.

domingo, 9 de abril de 2017

WTCC 2017 - Marrakesh (Corridas)

O Mundial de Turismos começou este domingo em Marrakesh, em Marrocos, e as vitorias foram repartidas entre um argentino e um português. Esteban Guerrieri foi o melhor, no Chevrolet da Campos Racing, enquanto que Tiago Monteiro aproveitou bem a pole.position para ficar com o primeiro lugar na segunda corrida, e assim liderar o campeonato.

Com apenas 15 carros inscritos para esta prova, e algumas novidades, com a inclusão de dois jovens franceses, Yann Erlacher - sobrinho de Yvan Muller e filho de Cathy Muller - e Aurelién Panis, filho de Olivier Panis, a corrida começou atribulada, com Coronel a liderar e algumas confusões atrás, mas os pilotos mantiveram as posições, Contudo, atrás, Nelson Girolami larga mal e John Fillipi ficou parado no meio da pista, vitima de um toque de Erlacher. Com ambos os carros parados no meio da pista, o Safety Car teve de ser chamado.

Ainda com o Safety Car na pista, Robert Huff teve de abandonar por causa de problemas na sua direção assistida, e na terceira volta, a corrida regressou, com Coronel a aguentar os ataques do argentino Esteban Guerrieri. Contudo, nas voltas seguintes, não houve ultrapassagens, apesar de todos andarem uns ao pé dos outros. Mas numa pista travada, os travões não iriam aguentar, e na volta 12, Coronel falhou a travagem, deixando a liderança para o argentino.

Agora, ele aguentava os ataques do Volvo de Thed Bjork, com Mehdi Bennani a ser terceiro, e Tiago Monteiro a ser sexto, atrás de Norbert Mischelisz. Contudo, até à meta, e tirando o toque de Daniel Nagy, que acabou por desistir, não houve nada de especial até cortarem a meta, dando à Campos e a Guerrieri as suas primeiras vitórias na temporada.

Na segunda corrida, Monteiro, o poleman, arrancou bem, com Mischelisz a ser segundo, e Nestor Girolami a ser o terceiro e melhor dos Volvo. Nas voltas seguintes, os quatro primeiros começaram a afastar-se do resto do pelotão, com Mehdi Bennani a acompanhar os três primeiros, depois de passar Nick Catsburg de forma mais... musculada.

As coisas andaram bem até à volta oito, quando o Honda de Aurelien Panis saiu em frente, devido à direção quebrada. Como o carro ficou numa posição relativamente perigosa, o Safety Car teve de entrar, para que pudessem tirar o carro em segurança. Contudo, a partir daí, não houve nada de especial, com Norbert Mischelisz a seguir Monteiro como se fosse a sua sombra, para no final acabar por ser uma dobradinha da Honda, com Nestor Girolami a fechar o pódio.

No campeonato, o piloto português agora é o líder, com 43 pontos. A próxima prova acontecerá em Monza, a 30 de abril.   

domingo, 8 de maio de 2016

WTCC: Coronel e Huff foram os melhores em Marrakech

O holandês Tom Coronel e o britânico Robert Huff foram os melhores este domingo na jornada dupla do WTCC, que se disputou no circuito marroquino de Marrakech. Coronel deu o seu melhor ao volante de um Chevrolet da ROAL, conseguindo a sua primeira vitória desde 2013 e aguentar os Citroen de Yvan Muller e José Maria Lopez, que subiram com ele ao pódio. Já Tiago Monteiro foi o melhor dos Honda, no quarto posto.

Já na segunda corrida, Huff levou a melhor sobre Norbert Mischelisz e Tiago Monteiro, numa tripla da Honda. O português levou a melhor sobre os Citroen de José Maria Lopez e Yvan Muller, e os Lada de Gabriele Tarquini e Hugo Valente.  

A primeira corrida resumiu-se às pressões dos Citroen sobre Coronel, depois de Nicky Catsburg ter dado toques em James Thompson (o poleman) e depois em Thed Bjork. Por causa disso, ele foi obrigado a fazer um "drive-through" e os comissários decidiram depois que o holandês começasse a segunda corrida das boxes.

Depois disso, Coronel aguentou os ataques do Citroen do argentino, enquanto que Muller também segurava o português da Honda, e isso foi assim até à meta. Rob Huff foi o sexto, depois de passar Gabriele Tarquini - o melhor dos Lada - numa manobra "musculada". Tom Chilton e Mehdi Bannani ficaram a seguir, com Fredeik Ekblom a ser o melhor dos Volvo, no décimo posto.

Antes da segunda corrida, o tempo trocou as voltas e começou a chover - o irónico é que Marrakesh ser no deserto! - e alguns pilotos decidiram arriscar e trocar de pneus para chuva. Na partida, Huff largou bem, seguido por Norbert Mischelisz e José Maria Lopez, com Tiago Monteiro a perder um lugar para o argentino e a ser pressionado por Yvan Muller. E em pouco tempo, os cinco primeiros começaram a abrir para Hugo Valente, o sexto.

No passar das voltas, Huff afastou-se de Mischelisz, mas na quinta volta, o argentino sofre um despiste e perde o terceiro posto para o piloto português. Depois, ele aproximou-se do piloto húngaro, pressionando-o para que cometesse um erro. Atrás, havia uma luta pelo nono posto, entre Tom Coronel, James Thompson e Tom Chilton, e pela metade da corrida, o holandês cometeu um erro e perdeu dois lugares para os seus perseguidores.

Na volta 13, os quatro primeiros rolavam juntos, enquanto que Muller já estava afastado e começou a ser pressionado pelo Lada de Tarquini. Huff sentia a pressão dos seus companheiros de equipa, mas aguentou até à meta, dando a tripla à Honda. Já Tiago Monteiro ficou com o lugar mais baixo do pódio, ganhando pontos a José Maria Lopez, com Yvan Muller a ser quinto, na frente de Gabriele Tarquini, o melhor dos Lada.

Na geral, o argentino da Citroen lidera o campeonato com 138 pontos, contra os 124 do piloto português. Robert Huff subiu agora ao terceiro lugar, com 98 pontos.

O WTCC volta à Europa a 28 de maio, no Nurburgring Norschleife.

sábado, 15 de agosto de 2015

A imagem do dia

Na segunda parte da série de artigos que homenageiam Mark Donohue, que faz 40 anos da sua morte no próximo dia 19, falo sobre a sua eclética carreira no automobilismo americano, e não só.

Em 1966, ao mesmo tempo em que Donohue andava em Le Mans com os GT40, tinha surgido em terras do "Tio Sam" a Trans-Am, uma competição onde corriam carros de turismo modificados. A principio, apareceram carros como os Alfa Romeo (a primeira corrida foi ganha por... Jochen Rindt), mas cedo apareceram os "muscle cars" como os Ford, Dodge, Chevrolet, Pontiac, entre outros. Mas de inicio, os carros da marca da oval eram... Cortinas, preparados pela britânica Alan Mann Racing.

Em 1968, a Penske investia pesado na categoria, com Chevrolet Camaros. Donohue já participava na competição desde o ano anterior, vencendo algumas corridas. Mas nesse ano, o piloto começou a vencer a sério, ao ponto de conseguir o campeonato para a Roger Penske. E repetiu o feito no ano seguinte, apesar de nesses tempos, não haver um titulo oficial de pilotos (apenas em 1975 é que tal aconteceu).

Contudo, no final de 1968 aconteceu um episódio controverso, e mais um exemplo do "unfair advantage". Donohue e Penske descobriram que caso mergulhassem o carro num banho ácido, o carro ficaria mais leve, sem contudo comprometer a integridade do chassis. Com isso em mente, apetrecharam os Camaros e venceram o campeonato sem problemas. Mas no final da época, os comissários descobriram que os carros estavam abaixo do peso regulamentar e queriam desclassificá-los. Penske interviu e avisou os organizadores que caso fizessem, a Chevrolet iria retirar o apoio à Trans-Am, onde todas as marcas já estavam presentes e investiam fundo. Com essa hipótese presente, a organização decidiu manter como estava, mas modificou os regulamentos no sentido de fazer pesar os carros antes das corridas.

Mas isso não os impediu de continuar a sujeitar os carros aos banhos de ácido. Fazendo isso em sitios estratégicos fez reduzir o peso dos carros, e cedo todos começavam a fazer a mesma táctica. Donohue venceria mais um campeonato em 1971, com o AMC Javelin, vencendo as sete últimas corridas da temporada, monopolizando o pódio na última prova do campeonato.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Youtube Motorsport Presentation: Sabine Schmitz no WTCC


Os rumores já vinham desde a semana passada, mas hoje confirmou-se que a piloto alemã Sabine Schmitz irá correr com um Chevrolet Cruze da Munnich na etapa do Nurburgring Nordschleife do WTCC, que acontecerá a 16 de maio.

A "Rainha do Nurburgring", como ela se autointitula, (e com razão: já venceu as 24 Horas de Nurburgring em 1996 e 1997 pela BMW) vai ser a primeira mulher de sempre a correr no Mundial de Turismos desde a sua reintrodução, em 2005, e é uma das pilotos que melhor conhece o Inferno Verde, e já é conhecida desde que apareceu num episódio do Top Gear, há cerca de dez anos, onde tentou fazer abaixo dos dez minutos num Ford Transit equipado especialmente para o efeito. 

Mas ela já não corre para nova: tem 45 anos de idade, mas isso não é nada, para uma competição que têm nas fileiras cinquentenários como Gabriele Tarquini ou Franz Englester... 

E parece que neste video está a avisar aos seus concorrentes para terem cuidado com ela. Veremos. Só espero que chova nesse fim de semana!

domingo, 3 de agosto de 2014

WTCC 2014 - Argentina (Corridas)

Mais de um mês depois da última corrida, o WTCC regressou à ativa em terras argentinas, mais concretamente no circuito de Termas de Rio Hondo. Com os Citroen a dominar, esperava-se se os Honda e os Chevrolet iriam dar mais luta depois das modificações que tiveram de fazer para aliviar os seus carros e os dar mais potência. E claro, em Termas de Rio Hondo, teria de se saber se "Pechito" Lopez iria ganhar para conseguir alargar a sua liderança e ser o primeiro argentino a vencer um campeonato FIA desde os tempos de Juan Manuel Fangio. 

A primeira corrida confirmou isso: começou com o Citroen de José Maria "Pechito" Lopez na frente, seguido pelos Honda de Norbert Mischelisz e Tiago Monteiro, que conseguiram passar os carros de Sebastien Löeb e Yvan Muller. Mas os Citroen responderam e passaram o piloto português nas curvas seguintes. No final da primeira volta, Monteiro caíra para o quinto posto e era pressionado pelo Chevrolet de Tom Chilton. 

A partir dali, "Pechito" foi-se embora e o interesse caiu para a luta pelo quinto posto, entre Monteiro e Chilton. O britânico aproximava-se do Honda do português, mas não fazia ataques para tentar apoderar do quinto posto. Atrás, o Lada de James Thompson e o Chevrolet de Gianni Morbidelli conseguiam passar o Chevrolet do sérvio Dusan Borkovic, no sentido de ficar com o último lugar pontuável.

A seguir, as atenções viraram-se para a luta pelo sétimo posto, entre o Lada de Rob Huff e o Honda de Gabriele Tarquini, mas na frente, as coisas estavam ótimas para "Pechito" Lopez, com os outros Citroen a tentar apanhar o Honda do piloto húngaro, sem grande sucesso.

No final, a unica novidade foi que James Thompson conseguiu roubar ao Chevrolet Tom Coronel o último lugar pontuável na última curva da última volta, depois de "Pechito" Lopez ter vencido "em casa", para delírio do público local, seguido por Mischelisz e Muller. Löeb e Monteiro ficaram logo a seguir.

A segunda corrida começou com o Lada de Robert Huff na pole-position, que manteve na primeira curva, e os Honda logo atrás, com Mehdi Bennani na frente dos caros oficiais de Gabriele Tarquini e Tiago Monteiro. Os Citroen estavam no meio do pelotão, tentando subir na classificação geral, mas só Lopez conseguiu ser mais feliz, acabando no sétimo posto no final da primeira volta, já que os outros carros franceses eram dificultados pelo Honda de Mischelisz.

Aos poucos e poucos, Hugo Valente (que era o segundo a partir) perdia lugares atrás de lugares para a concorrência, enquanto que os Honda tentavam apanhar o Lada de Huff. Atrás, Chilton e Lopez lutavam pelo sexto posto, com o britânico a resistir aos ataques do piloto argentino. A seguir, na quarta volta, Mehdi Bennani perde cinco posições devido ao ataque dos Hondas e dos Citroen, bem como o Chevrolet de Chilton. E a seguir, os Honda se preocupavam em aguentar os avanços de Lopez, mas era quase impossível, devido à velocidade de ponta do Citroen. No final da quinta volta, o argentino era segundo, dpeois de passar o carro de Tarquini.

Mas quando tudo isso acontecia, Rob Huff afastava-se da concorrência e parecia que o Lada iria ter distância suficiente para aguentar a chegada de Lopez. Mas ele ganhava segundos atrás de segundos para o piloto britânico, fazendo melhor as curvas do que ele e na nona volta, passou-o e ficou com a liderança, para delírio do público local.

Atrás, Yvan Muller conseguia passar Tiago Monteiro e ficava com o quarto posto, e na 12ª volta, conseguiu alcançar o pódio, ao passar Tarquini. A seguir, o italiano aguentou Monteiro, que tinha atrás de si o terceiro Citroen de Löeb e o Honda de Mischelisz, mas na frente, "Pechito" Lopez conseguia tudo: a segunda vitória no fim de semana argentino, na frente de Rob Huff, que dava à Lada o seu primeiro pódio, na frente de Yvan Muller.

No final, Pechito Lopez destaca-se ainda mais na liderança, agora com 310 pontos, seguido por Yvan Muller. Agora, o WTCC pára por mais dois meses, até ao dia 5 de outubro, altura em que vai correr na China, no GoldenPort, nos arredores de Pequim. 

domingo, 22 de junho de 2014

WTCC - Spa-Francochamps (Corridas)

A Citroen continua a sua cavalgada vencedora no Mundial de Turismos, desta vez com uma vitória dupla no circuito belga de Spa-Francochamps, Yvan Muller e José Maria "Pechito" Lopez foram os vencedores das duas corridas desta tarde, superando os seus companheiros de equipa. Em relação aos Honda, Tiago Monteiro até esteve bem, conseguindo acabar as duas corridas nos pontos.

A primeira corrida foi uma procissão para os Citroen, mas houve luta pela liderança entre Yvan Muller e Sebastien Löeb. As coisas só ficaram resolvidas a poucas curvas do fim, em Les Combes, quando o francês passou o piloto nove vezes campeão do mundo de ralis. "Pechito" Lopez passou-o logo a seguir, mas Löeb ficou com o lugar mais baixo do pódio.

Atrás deles, a luta pelo quarto posto foi tão intensa como pela liderança. Tiago Monteiro saltou de sexto para quarto, mas pouco depois, foi superado pelo Chevrolet de Gianni Morbidelli. O piloto da Honda teve depois de segurar Hugo Valente e Tom Coronel, mas na chicane da Paragem do Autocarro, ele exagerou na trajetória e acabou por perder esse lugar para o piloto holandês, por 32 centésimos. Apesar das contrariedades, o piloto português foi o melhor dos Honda, na frente de Norbert Mischelisz e de Gabriele Tarquini.

Já na segunda corrida, as coisas começaram com alguma confusão, e com Tom Coronel na frente, lutando com o outro Chevrolet de Gianni Morbidelli. Contudo, os carros da Citroen começaram a recuperar posições atrás de posições, primeiro superando o piloto italiano, depois o Honda de Tiago Monteiro. "Pechito" Lopez ficou com o comando da corrida, e logo a seguir, Yvan Muller conseguiu ficar com o segundo lugar. Sebastien Löeb tentou a sua sorte, mas esbarrou com o carro do piloto português e teve de se contentar com o quinto posto final, enquanto que Coronel subia ao pódio.

Na classificação geral, José Maria Lopez é o lider, com 255 pontos, seguido de Yvan Muller, com 216. Sebastien Löeb têm 190 pontos, com Tiago Monteiro a ser quarto, com 125, mais vinte do que Gabriele Tarquini. A próxima etapa do WTCC será em Termas de Rio Hondo, a 3 de agosto.

terça-feira, 27 de maio de 2014

WTCC - Salzburgring (Corridas)

As duas corridas do WTCC na pista austríaca de Salzburg poderão ter passado despercebidas no meio da mediatização causada pelo GP do Mónaco e pelas 500 Milhas de Indianápolis, mas não deixam de ser referidas por aqui, nomeadamente porque, apesar do dominio dos Citroen nesta sua temporada de estreia, houve equilibrio, com Tiago Monteiro a acabar por subir ao pódio na segunda corrida.

A primeira corrida tinha um monopólio da Citroen na primeira linha, com Sebastien Löeb e Yvan Muller, seguido pelo Chevrolet de Tom Coronel. Na partida, o holandês da Chevrolet conseguiu empurrar o Citroen do ex-piloto de ralis e ficar com o segundo lugar na primeira chicane, enquanto que Muller se afastava do pelotão. Löeb tinha caido para o quarto posto, mesmo à frente de Tiago Monteiro.

Contudo, nas voltas seguintes, as coisas não sofreram alterações, com Muller a conseguir distanciar-se do piloto holandês, cruzando a meta com quase quatro segundos de vantagem sobre Coronel. José Maria Lopez subiu ao lugar mais baixo do pódio, na frente de Löeb e do Honda de Tiago Monteiro. Tom Chilton, noutro Chevrolet, foi o sexto.

A segunda corrida começou com os quarto Honda nos quatro primeiros lugares, com Tarquini na frente na grelha, seguido por Mischelisz, Bennani e Tiago Monteiro. A corrida começou com confusão nos metros iniciais, quando pelo meio do pelotão houve uma carambola envolvendo os Lada de James Thompson e Rob Huff, bem como o Citroen de Yvan Muller, que regressava à pista após uma incursão pela relva. O Safety Car foi primeiro acionado pela organização, mas no inicio da segunda volta, decidiram mostrar a bandeira vermelha, interrompendo a corrida, quando o Chevrolet de tom Chilton quebrou a sua suspensão, ficando parado no meio da pista.

Após alguns minutos de reparações, especialmente nas barreiras, a corrida recomeçou atrás do Safety Car, onde no inicio da quarta volta, as bandeiras verdes foram mostradas, com Tarquini na frente de Monteiro e os quatro Honda na frente do Citroen de José Maria Lopez. Nas voltas seguintes, o piloto argentino passou os Honda, um a um, com o português a ser passado na oitava volta, e estava prestes a apanhar Tarquini na 11ª volta quando o Safety Car voltou a entrar em pista, para que os comissários pudessem limpar a pista na primeira chicane, devido à gravilha que estava espalhada.

As bandeiras verdes foram mostradas de novo na volta 14, e Lopez aproveitou para passar Tarquini e partir rumo à vitória, deixando os Honda nos lugares seguintes: Tarquini em segundo, Monteiro em terceiro, dando mais um pódio ao piloto português. Mischelisz foi o quarto, na frente dos Chevrolet de Tom Coronel e de Gianni Morbidelli, e do segundo Citroen de Sebastien Löeb.

No final, José Maria Lopez era um piloto satisfeito pela vitória e pela liderança no campeonato: "Escolhi uma afinação aerodinâmica mais agressiva na corrida 2 e o Tom Chilton teve uma partida ainda pior do que a minha, e pude ultrapassá-lo. Na primeira chicana, travei muito tarde para ultrapassar mais dois carros, e depois do reinicio, consegui ultrapassar os meus adversários um a um", explicou.

Já Tiago Monteiro preferiria sublinhar o bom resultado alcançado no fim de semana: "Passei de quarto para segundo. Depois a prova foi interrompida e quando arrancámos novamente, mantive a posição mas sabia que seria uma questão de tempo até o Citroen nos apanhar. Ainda tentei impedir a ultrapassagem, mas na recta não havia muito que pudesse fazer e não valia a pena correr riscos. Depois até ao final, estive atrás do Tarquini. Mantive-me por perto para o caso de ele cometer algum erro, que não aconteceu", comentou.

No campeonato, Lopez vai na frente com 179 pontos, seguido por Yvan Muller, com 138, e Sebastien Löeb, com 134. Tiago Monteiro é quarto, com 96 pontos, seguido por Gabriele Tarquini, com 74. A próxima jornada dupla do WTCC é em Moscovo, a 7 e 8 de junho.

domingo, 13 de abril de 2014

Youtube Racing Crash: a atribulada largada de Marrakesh

Para quem viu as corridas da jornada inaugural do WTCC, nas ruas de Marrakesh, sabe que a segunda prova desta jornada dupla foi tudo, menos chata. A largada foi atribulada, com uma carambola entre Tom Coronel e o local Mehdi Bennani. E neste video, podem ver como é que foi.

Detalhe: este video vêm no canal oficial do Tom Coronel. Vale a pena!

WTCC 2014 - Marrocos (Corridas)

A prova de abertura do Mundial de Turismos, que decorreu no circuito urbano de Marrakesh, mostrava não só mais uma nova temporada, como também e chegada de um novo construtor. A Citroen decidiu apostar todas as suas fichas no Mundial - quatro vezes mais barato do que a sua equipa no Mundial de Ralis - e compensou: mais de um ano de testes e milhares de quilómetros percorridos resultaram em que os três carros dominaram os treinos das duas corridas da ronda inicial do Mundial, no circuito urbano de Marrakesh, com o argentino José Maria Lopez a ser o "poleman" da primeira corrida.

Essa primeira corrida começou com os Citroen na frente e Tiago Monteiro a salta para o quinto posto. Logo no final da primeira volta, o argentino Jose Maria Lopez a conseguir um avanço de meio segundo sobre Sebastien Löeb. Mas todos eles já davam um segundo de avanço por volta ao resto do pelotão. Na sexta volta, tinham um avanço de sete (!) segundos sobre Tom Chilton. 

Com o passar das voltas, as atenções voltavam-se para a luta foi no quinto posto entre o sérvio Dusan Borkovic e o piloto português. Mas na quinta volta, numa travagem, o sérvio da Chevrolet tocou no Honda do português e saltou um elemento da traseira, que o fez atrasar e perder um lugar. Contudo, continuava a ser o melhor dos Honda, pois estava na frente - e com algum avanço - sobre os carros de Norbert Mischelisz e de Mehdi Bennani. A duas voltas do fim, o marroquino conseguiu passar o húngaro e ficou com o setimo posto final.

Na frente, os Citroen lutavam entre si, com Löeb a pressionar Lopez pela liderança, com Muller na expectativa. Mas todos tinham trajetórias diferentes, no sentido de arrefecer os travões e os motores. E foi nessa formação que cruzavam na meta, monopolizando o pódio. Tom Chilton foi o melhor do resto, a mais de oito segundos dos Citroen, seguido por Dusan Borkovic e pelo Honda de Tiago Monteiro.

E tudo isto em meras... 14 voltas.

Quinze minutos depois do final da primeira corrida, e feitas as reparações possíveis, partiu-se para a segunda prova da tarde desportiva, desta vez com menos um Lada - James Thompson estava no hospital, depois de ter cheirado vapores de gasolina - e menos um Honda, com Norbert Mischelisz a ter problemas e não alinhar nessa corrida. Mas esta segunda prova começou com alguns minutos de atraso, devido à má colocação de um dos carros na grelha de partida. Tom Coronel largava do primeiro lugar da grelha, desta vez com o Honda de Mehdi Bennani ao seu lado, e atrás, o Chevrolet de Tom Coronel, na frente do segundo Honda de Tiago Monteiro.

Na largada, Coronel aperta Bennani e sofre um toque do marroquino, com a maior vitima a ser o Citroen de Yvan Muller, e Tiago Monteiro safa-se miraculosamente do choque desses dois. Resultado final: bandeira vermelha e corrida suspensa.

A corrida recomeça quase meia hora depois, com apenas 13 carros na pista e com os dois Hondas na frente do Citroen de Sebastien Löeb. Depois de duas voltas atrás do Safety Car, a partida recomeça com Löeb a passar Monteiro... pela velocidade máxima, para metros depois fazer o mesmo a Mehdi Bennani, para ser o lider da corrida. Contudo, imediatamente, o marroquino cumpre uma penalização e o piloto português fica com o segundo posto. Mas logo a seguir, o piloto da Honda era pressionado por Hugo Valente e José Maria Lopez. Volta e meia depois, era superado pelo argentino, pois era definitivamente menos veloz (7 km/hora!) do que os Citroen.

Na oitava volta, o Chevrolet de Borkovic para na reta da meta e o Safety Car voltou a entrar para que os comissários pudessem tirar o carro do piloto sérvio. No recomeço, os Citroen ficavam na frente, afastando-se do resto do pelotão, com Hugo Valente no terceiro posto e Tiago Monteiro a defender-se de Tom Chilton. Mas do fundo da grelha vinha Bennani, que conseguiu aos poucos passar toda a gente até chegar ao quinto posto, atrás de Monteiro. Mas o carro do português estava a desfazer-se e a duas voltas do fim, ele "rebentou", caindo na classificação.

No final, Sebastien Löeb vencia no WTCC pela primeira vez na sua careira - e na sua segunda corrida nos Turismos - com José Maria Lopez. Hugo Valente completa o pódio, com Tom Chilton a passar Mehdi Bennani no "photofinish": 26 milésimos de segundos.

O fim de semana marroquino mostrou que a Citroen veio, viu... e vencer«u, mostrando que os milhares de quilómetros de testes - a Citroen gaba-se que fez o equivalente a dezasseis temporadas do WTCC - compensou. E provavelmente este campeonato já têm dono...

Semana que vêm, o WTCC voltará à acção, em Paul Ricard.

sábado, 12 de abril de 2014

"Vini, vedi, vinci" no WTCC

A expressão acima existente é devida a Julio César, quando chegou à Gália, atual França, há mais de dois mil anos, e passou para a posteridade quando se quer falar de alguem ou alguma coisa do qual vence à primeira. E no automobilismo, este ano, poderemos aplicar isso no Mundial de Turismo, o WTCC. No fim de semana marroquino, parece que já encontramos o vencedor do campeonato: a recém-chegada Citroen. Digo isto porque logo na sua primeira corrida, um carro da marca fez a pole-position, ficou com os três primeiros lugares e deixou a concorrência a milhas de distância.

Mas o poleman não foi nem Sebastien Löeb, nem Yvan Muller: foi o argentino José Maria Lopez. O piloto, que teve aspirações à Formula 1, mas acabou rendido aos Turismos - um dos melhores no seu pais, onde o automobilismo é uma religião - conseguiu ser o melhor numa qualificação, deixando a concorrência a cerca de... um segundo sobre o melhor Chevrolet. É o que dá quando temos uma equipa oficial no Mundial de Turismos. Vai ser igual como nos tempos da Chevrolet oficial...

A concorrência vai estar algo diminuída em Marrocos: Gabriele Tarquini bateu forte com o seu Honda Civic e os estragos foram demasiado fortes para que pudesse correr em Marrakesh. Assim sendo, o português Tiago Monteiro vai ser o unico defender a honra japonesa, apesar das presenças de Mehdi Bennani e do húngaro Norbert Mischelisz. Resultado final, vai ser o sétimo a largar da grelha e o melhor dos Honda. Mas o tempo que fez o deixou a quase dois segundos (!) dos Citroen.

Veremos como vai ser amanhã, mas parece que o mais provável será o monopólio da marca do "double chevron". Resta saber se Sebastien Löeb também vencerá corridas e títulos como no tempo dos ralis... 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

WTCC: Calendário completo de 2014 foi divulgado

Outro dos calendários que a FIA divulgou esta quarta-feira foi o do Mundial de Turismos, o WTCC. E com a entrada de mais um construtor, a francesa Citroen, houve alterações no calendário. Já se sabia desde há alguma tempo que Portugal iria perder a sua data no calendário em favor de Paul Ricard - a entrada da Citroen contribuiu para isso - mas outra novidade neste calendário é a entrada de Spa-Francochamps, na Belgica. Paul Ricard será a primeira corrida em solo europeu, a 20 de abril, e a pista belga aparecerá a 22 de junho.

Para além disso, a temporada começará em Marraquexe, a 6 de abril, e o seu encerramento será a 16 de novembro, no Circuito da Guia, integrado no fim de semana do Grande Prémio de Macau.

Eis o calendário completo do WTCC:

06 de abril - Marraquexe (Marrocos) 
20 de abril - Paul Ricard (França) 
04 de maio - Hungaroring (Hungria) 
11 de maio - Slovakia Ring (Eslováquia) 
25 de maio - Salzburgring (Áustria) 
08 de junho - Moscow Raceway (Rússia) 
22 de junho - Spa-Francorchamps (Bélgica) 
03 de agosto - Termas de Río Hondo (Argentina) 
14 de setembro - Sonoma (EUA) 
12 de outubro - Xangai (China) 
26 de outubro - Suzuka (Japão) 
16 de novembro - GP Macau

domingo, 17 de novembro de 2013

WTCC 2013 - Macau (Corridas)

A ronda final do Mundial de Turismos, em Macau, contou com a habitual confusão, mas com vencedores diferentes nas duas corridas do fim de semana. Yvan Muller, atual campeão do mundo, venceu pela última vez ao serviço da Chevrolet - antes de se transferir para a Citroen - enquanto que Rob Huff levou a melhor sobre Tom Coronel na segunda corrida, marcada por um aparatoso acidente na partida.

A primeira corrida começou com Muller a partir melhor do que o Honda oficial de Tiago Monteiro, e manteve-se no comando até à bandeira de xadrez. O piloto português ficou com o segundo posto, aguentando os ataques do inglês Rob Huff ao longo da corrida e conseguindo subir ao pódio, já que Gabriele Tarquini teve problemas de motor e acabou por não largar para esta prova.

No final da corrida, o piloto português estava feliz com o pódio: "Apesar do esforço não foi possível. Ataquei o mais que pude mas o Chevrolet estava mais rápido. Mantive o segundo lugar e defendi a minha posição até ao final. Conseguimos mais um pódio e esta foi sem dúvida a melhor forma de terminar a época. Esta recta final foi extremamente positiva para mim pessoalmente, mas também para a Honda que mostrou todo o seu potencial", comentou.

Se a primeira corrida foi tranquila - para os padrões macaenses - a segunda prova foi marcada pelo caos. Na largada, o húngaro Norbert Mischelisz perdeu o controlo do seu Honda e bateu na parede, ricocheteando para o meio da pista e causando o caos, com oito carros a terminar com danos. Com isso, a organização não teve outra hipótese senão mostrar a bandeira vermelha.

Desses acidentados, cinco acabaram por não voltar à corrida. Quando recomeçou, Huff foi para a frente enquanto que a meio, Tiago Monteiro e Yvan Muller colidiram na curva San Francisco e o português acabou por abandonar. Mas mais adiante, nova carambola com mais alguns carros acidentados acabou com que a organização decidisse terminar a corrida de forma antecipada.

"O arranque foi excepcional e após a primeira volta já estava na quarta posição mas infelizmente a corrida foi interrompida e tivemos novo arranque. E aí as coisas não correram tão bem. Estava a lutar por ganhar posições e o Muller deu-me um toque danificando a roda traseira esquerda. Fui obrigado a desistir. Não era esta a forma que gostava de terminar o ano, mas em Macau é mesmo assim. São corridas de gladiadores. A primeira correu-me bem a segunda não. Aperar de tudo foi um fim-de-semana excelente.", concluiu.

Assim sendo, o melhor foi Rob Huff, na frente do espanhol Pepe Oriola e do holandês Tom Coronel. Muller chegou ao fim no sexto posto, enquanto que Tarquini foi o oitavo, conseguindo o vice-campeonato.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

WTCC 2013 - Xangai (Corridas)

As duas corridas do programa do WTCC em Xangai deram dois vencedores diferentes do habitual. Se na primeira corrida, Tom Chilton mostou o seu melhor com o Chevrolet Cruze, na segunda foi a vez de Tiago Monteiro se estrear no campo dos vencedores com o seu Honda Civic oficial, numa corrida sem erros por parte do piloto português.

A primeira corrida aconteceu debaixo de um asfalto molhado, mas com tendência para secar. Os Chevrolet da RML, de Chilton e de Yvan Muller, o campeão do mundo, andaram na frente, mas o primeiro destaque foi Pepe Oriola, que por ter pneus de chuva, andou bem. Mas nas voltas finais foi absorvido pelo resto do pelotão e perdeu um pódio certo na última volta, ao ser batido por James Nash e Alex McDowall. Aliás, os cinco primeiros classificados desta corrida eram todos... Chevrolet Cruze.

Já Tiago Monteiro não teve uma corrida por ali além. Partindo do décimo posto, Monteiro tentou fazer uma corrida calma devido à sua posição na segunda corrida - iria partir da pole-position. Na corrida, conseguiu chegar ao nono posto, mas na parte final, perdeu lugares para James Thompson, Tom Boardman e Norbert Mischelisz, acabando fora dos pontos, no 11º posto.

A segunda corrida, se as coisas foram antes um passeio dos Chevrolet, desta vez foi a vez da Honda, com os três carros a conseguirem os três primeiros postos, com Tiago Monteiro a levar a melhor sobre Gabriele Tarquini e Norbert Mischelisz. Partindo da pole-position, Monteiro manteve o comando na primeira curva e não o largou, apesar das ameaças de Gabriele Tarquini.

Atrás, Mischelisz sofreu com a pressão de Rob Huff, no seu Seat Leon, mas aguentou bem nas voltas finais e ficou com o lugar mais baixo do pódio, na frente do piloto britânico e de Yvan Muller, o campeão do mundo.

Com isto, Yvan Muller têm agora 393 pontos, contra os 235 de Gabriele Tarquini e os 213 de Tom Chilton. Tiago Monteiro está no décimo lugar, mas têm agora 142 pontos. A ronda final do WTCC acontecerá dentro de 15 dias, em Macau. 

domingo, 22 de setembro de 2013

WTCC: Muller campeão em Suzuka

Como seria de esperar, o francês Yvan Muller tornou-se esta manhã campeão do mundo do WTCC pela quarta vez na sua carreira esta manhã na prova da categoria que aconteceu no circuito de Suzuka, no Japão. Ao piloto francês, que em 2014 será piloto da Citroen no WTCC ao lado de Sebastien Löeb, bastou-lhe o terceiro lugar numa corrida ganha pelo Honda de Norbert Mischelisz, numa corrida onde Tiago Monteiro acabou por desistir, vitima de uma colisão com o espanhol Pepe Oriola.

A corrida foi essencialmente um passeio solitário de Mischelisz, que acabou por vencer com um avanço de quase cinco segundos sobre o Chevrolet de Alex McDowall. Este segurou o segundo lugar dos ataques de Yvan Muller e Tom Chilton. James Nash foi o quinto.

A corrida de Tiago Monteiro foi tudo menos proveitosa. Partindo do sexto posto, o piloto português cometeu um erro na primeira volta ao tentar completar uma ultrapassagem por fora e caiu para o oitavo lugar. A meio da corrida, começou a atacar o carro de Pepe Oriola, mas numa tentativa de ultrapassagem, o espanhol colidiu de lado com o Honda do português, danificando-o seriamente e acabando inevitavelmente por abandonar. Pepe Oriola fê-lo voluntariamente, quando foi chamado para cumprir um "drive through".

A segunda corrida foi essencialmente um duelo de BMW, com uma grande confusão à partida, quando Yvan Muller sofreu uma colisão com o Honda do húngaro Norbert Mischelisz. Mehdi Bennani, o "poleman", andou em duelo com o holandês Tom Coronel, com os Honda de Gabriele Tarquini e Tiago Monteiro logo atrás, também em duelo pelo lugar mais baixo do pódio.  A meio da corrida, houve troca de posições entre os quatro primeiros, com Coronel a tomar a liderança, com o português a ficar no o terceiro posto.

Nos metros finais, Monteiro teve problemas mecânicos, mas segurou o terceiro posto por poucos centésimos sobre Tarquini e o resto do pelotão. James Nash e Tom Chilton completaram os seis primeiros.

No campeonato, Yvan Muller têm agora 360 pontos, contra os 211 do segundo classificado, o italiano Gabriele Tarquini. Tom Chilton têm agora 183 pontos e está no terceiro posto, mais dois pontos do que Tom Nash, o quarto classificado.

O WTCC continua em Shangai, a 3 de novembro.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

WTCC 2013 - Sonoma (Corridas)

Depois de mais de um mês de ausência, o WTCC regressou à ativa no circuito americano de Sonoma, na California, onde se esperava que Yvan Muller abrisse mais espaço suficiente para começar a comemorar o seu tricampeonato. Contudo, apesar da vitória de um Chevrolet Cruze, acabou por não ser o piloto francês a subir ao lugar mais alto do pódio, apesar de ter conseguido um terceiro e um quarto posto em ambas as corridas. Mas isso não o impediu de conseguir abrir mais distância para o segundo classificado, agora o italiano Gabriele Tarquini, que venceu a segunda corrida do dia.

A primeira corrida da tarde começou com Tom Chilton a liderar de ponta a ponta. Partindo da pole-position, teve a oposição do português Tiago Monteiro, que partindo do terceiro posto, conseguiu superar Yvan Muller para ficar com o segundo lugar. Nas voltas seguintes, o português da Honda pressionou o irmão de Max Chilton, mas apesar de ambos terem ficado próximos - e de Tiago Monteiro ter feito a volta mais rápida - ele não foi capaz de o apanhar.

Atrás, Yvan Muller não foi capaz de acompanhar os dois primeiros e decidiu juntar pontos para o campeonato, subindo ao lugar mais baixo do pódio. O britânico Alex McDowall foi o quarto, na frente de James Nash e de Gabriele Tarquini, no outro Honda.

A segunda corrida de Sonoma começou com Mehdi Bennani a perder a pole-position a favor do Honda de Gabriele Tarquini. Atrás, Tiago Monteiro, que partia do oitavo posto, saltou para o sexto lugar na partida, mas voltou a perder uma posição para Yvan Muller.

Na frente da corrida, enquanto que Tarquini se afastava, Bennani era atacado pelo hungaro Norbert Mischlisz, que no seu Honda privado, fazia de tudo para chegar ao segundo posto. Contudo, ele não conseguiu ultrapassá-lo e nas voltas finais começou a ser pressionado por Muller, que queria o seu terceiro posto, mas conseguiu aguentar o veterano francês e subir ao lugar mais baixo do pódio.

Quanto a Monteiro, aproveitou um furo por parte de Robert Huff para subir ao quinto posto, que foi o seu lugar final, na frente do BMW de Tom Coronel.

No campeonato, agora que faltam apenas as três rondas asiáticas, Yvan Muller lidera destacado com 343 pontos, com Gabriele Tarquini a ser segundo, com 199, mais 19 do que o dinamarquês Michael Nyaker. Tiago Monteiro é o décimo, com 102 pontos. A próxima jornada dupla será em Suzuka, a 22 de setembro. 

domingo, 4 de agosto de 2013

WTCC - Argentina (Corridas)

Após mais de um mês de pausa, o WTCC começou este fim de semana a segunda parte do campeonato, com as paragens fora da Europa. Em estreia neste fim de semana estava o circuito de Termas de Rio Hondo, na Argentina, um circuito que tinha sido renovado para receber não só esta prova como também receberá, a partir do ano que vêm, o Moto GP.

A primeira corrida foi dominada por Yvan Muller.O piloto francês dominou a corrida a seu bel-prazer e venceu com quase cinco segundos de vantagem sobre Pepe Oriola, que lutou por essa posição com Tom Chilton, ambos em Chevrolet. Ambos tiveram primeiro de se livrar do Honda de Norbert Mischelisz, que era o segundo nas primeiras voltas e fazia de "comboio" para o resto do pelotão, enquanto deixava que Muller se distanciasse enormemente dos seus adversários.

Pouco depois, James Nash tentou passar o piloto húngaro, mas acabou por dar um toque, caindo para o sétimo posto. Quem beneficiou de tudo isto foi José Maria "Pechito" Lopez, o convidado local, que no seu BMW, subiu vários lugares para a quinta posição final, na frente de Michel Nyaker.

Para Tiago Monteiro, o fim de semana foi de luta. No sábado, teve bons desempenhos, do qual o quarto lugar na grelha para a segunda corrida foi o facto relevante. Mas depois, uma troca de motor do seu Honda o fez relegar para o último lugar na primeira corrida, o que fez com que efetuasse uma corrida de recuperação. Depois de arrancar de último, Monteiro recuperou lugares com alguma facilidade e entrou no décimo lugar a quatro voltas do fim, depois de passar Marc Basseng, e ficou a pressionar Rob Huff e James Nash até ao final, mas conseguir os passar, ficando com um ponto para a classificação geral, mas atingindo os objetivos e esperando por melhor na segunda corrida.

Aí, tudo indicava que o piloto português ele iria chegar ao pódio. Lutando com "Pechito" Lopez e Yvan Muller nas primeiras voltas, sofreu um toque de Muller na volta quatro numa travagem, quando se defendia dos ataques do piloto da Chevrolet. Monteiro regressou no meio do pelotão e recuperou até ao sexto posto, atrás de Norbert Mischelisz, enquanto que Muller foi penalizado e caiu até ao fim do pelotão.

Com isso, "Pechito" Lopez ficou cada vez mais tranquilo na frente, enquanto que Tarquini ficou com o segundo posto, seguido pelo Chevrolet de "Pepe" Oriola. E com isso, o piloto argentino venceu em casa, numa vitória tão inesperada no WTCC, mas não tão inesperada assim, já que ele é um dos melhores pilotos do campeonato local, o TC 2000.

Na classificação geral, apesar da penalização, Muller é cada vez mais líder e poderá ser coroado campeão nos Estados Unidos, pois têm 312 pontos, mais do dobro do que Michael Nyaeker. Gabriel Tarquini é o terceiro. O WTCC regressa ao ativo no circuito americano de Sonoma, a 8 de setembro.