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sexta-feira, 30 de junho de 2023

Youtube Jeeping Vídeo: Mecânico x Elétrico, qual é o melhor Hummer?

Analógico ou Digital, qual é o melhor jipe?

A Hummer regressou, depois de mais de uma década adormecida, após a crise de 2008, e desta vez, decidiram que ele seria uma marca totalmente elétrica, o que é absolutamente contrastante com a sua fama de "gas guzzler" (enorme bebedor de gasolina) que tinha. E contra um H1, o primeiro deles todos, o Jason e o Jeremiah, da Donut Media, decidiram fazer um comparativo que passou por... uma tração à corda (ou cabo de guerra) para saber qual dois é o mais potente!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Youtube Dakar Rally II: O capotamento de Robby Gordon

Robby Gordon, uma vez mais, igual a si mesmo: capaz do melhor e do pior. Depois do segundo lugar na etapa de ontem, o americano, sempre excessivo, capotou na etapa de hoje, entre Nazca e Arequipa, deixando o seu Hummer virado com as rodas no ar e a precisar de assistência.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Dakar já começou para Robby Gordon

Que tenhamos uma estranha atração pelos "feios, porcos e maus", isso é verdade. E que Robby Gordon, uma pessoa absolutamente versátil em termos de automobilismo - correu na CART, fez NASCAR e adora os Todo-o-Terreno desde tenra idade, por alturas dos Baja - também é verdade. E o Dakar tornou-se na sua obsessão, tentando ser o primeiro americano a vencer com uma máquina americana. E que máquina, não é? Um Hummer, símbolo de tudo que um jipe não deve ser...

Mas na antevéspera do Dakar, que este ano partirá de Lima, a capital do Peru, Robbie decidiu abrir a boca e dizer o "soundbyte" do dia: “Só vi os carros em fotos, mas da mesma forma que acho que Mini são para senhoras, os buggies são feios. Nota-se que foi o Nasser que desenhou o carro.”, disse.

Para o "tio Robby" dizer isso, recorde-se que os Mini são os favoritos à vitoria, contra o Hummer de Gordon, que ano após ano, tenta vencer com os seus carros reputadamente velozes... mas muito frágeis. Nasser Al-Attiyah foi com o Hummer de Gordon em 2011 e ficou pelo caminho, fazendo fortes criticas à fiabilidade do carro, algo que o americano, ferido no seu orgulho próprio, não gostou.

Para Robby Gordon, o "soundbyte" significa que o Dakar para ele começou há muito tempo... 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - o último dia

A etapa de hoje não era mais do que a consagração dos sobreviventes deste Dakar, pois apenas tinha 29 quilómetros cronometrados entre Pisco e Lima, a capital. E aí confirmou-se a superioridade dos Mini e mais uma vitória de Stephane Peterhsansel, que aos 45 anos tornou-se num dos pilotos mais bem sucedidos na história deste "rally-raid". Depois de seis vitórias nas motos (1991 a 93, 1995, 1997 e 1998), Peterhansel tem agora quatro nos automóveis, depois de 2004 e 2005, 2007 e agora, 2012. 

Foi um Dakar onde Robby Gordon deu nas vistas, pelo melhor e pior, ainda por cima com uma desclassificação pendente de apelo. As vitórias na etapa constrastaram com os seus atrasos e acidentes, para acabar este rali na quinta posição da geral. Nani roma foi o segundo, no seu Mini, enquanto que Giniel de Villiers, no seu Toyota Overdrive, completou o pódio. 

Na etapa de hoje, Robby Gordon foi o melhor, no seu Hummer, seguido pelo Mini de Ricardo Leal dos Santos, que com isto, consolidou o seu oitavo lugar da geral e coroou a sua recuperação no rali. "Estamos a andar muito bem. A nossa adaptação ao Mini All4 Racing foi-se consolidando durante o rali e hoje, que partimos mais aliviados de peso, conseguimos, finalmente, ter uma palavra a dizer, em termos de classificação. Este foi até à data o nosso melhor resultado de sempre numa etapa. Fomos os melhores da armada Mini e só o Hummer que, de acordo com os comissários técnicos não está regulamentar, ficou à nossa frente", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Lima. 

Já Carlos Sousa chega ao final do Rali Dakar no sétimo lugar do rali, um lugar à frente de Leal dos Santos, mas com o sentimento de dever cumprido, dado que deu à Great Wall a sua melhor classificação de sempre. "Face à juventude deste projeto e às várias condicionantes que envolviam esta participação - como estar parado desde abril e ter testado o carro apenas três dias, em Marrocos -, é evidente que só posso estar muito satisfeito com este resultado. Cumpri a promessa de concluir a prova no top-10 e sei que dei todos os dias o meu melhor ao longo destas duas semanas. Nem sempre foi fácil, porque também tivemos alguns percalços, especialmente nas duas primeiras etapas no Peru, onde acumulámos uma série de problemas e um atraso superior a duas horas. Costumo dizer que no Dakar é habitual ter-se um dia mau... Só que desta vez tivemos dois consecutivos! Com um pouco mais de sorte, acho que poderíamos estar hoje um lugar acima na geral. Mas o Dakar é mesmo assim e o importante é que a equipa está muitíssimo satisfeita com o resultado, que realmente excedeu as melhores expectativas de todos os seus responsáveis", resumiu Carlos Sousa após a consagração na capital peruana. 

"Independentemente do que possa reservar o futuro, sinto que já contribuí para que o desporto mundial ganhasse mais um construtor interessado em investir no automobilismo e em se promover internacionalmente através do Dakar", concluiu o piloto português, que amanhã comemora 46 anos de idade.

Nas motos, Cyril Després venceu o Dakar pela quarta vez na sua carreira, depois das vitórias em 2005, 2007 e 2010. Assim, conseguiu desempatar com Marc Coma, que venceu em 2006, 2009 e 2011. E Helder Rodrigues, pela segunda vez consecutiva, fica com o lugar mais baixo do pódio, igualando o seu melhor lugar de sempre.

E assim foi o Dakar de 2012. Em 2013, há mais. 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - o penúltimo dia

Esta é a penultima etapa do Dakar de 2012, entre Nazca e Pisco, em terras peruanas. Marcadas pelas dunas, foi a etapa onde Stephane Peterhansel confirmou a sua superioridade, ao vencer a etapa, deixando o segundo melhor, o sul-africano Giniel de Villiers, a oito minutos e 29 segundos, conseguindo também com isso garantir quase de forma decisiva o primeiro lugar da classificação geral. Isto se se tiver em conta que Nani Roma, principal adversário de Peterhansel, foi um dos que perdeu tempo na transposição das dunas e está agora a 42 minutos e 57 segundos do comandante.
Leonid Novitskiy, a doze minutos e 55 segundos, foi o terceiro da geral, enquanto que Carlos Sousa esteve hoje em muito boa forma ao ficar a treze minutos e 39 segundos do melhor tempo e à frente do Toyota de Ezequiel Alvarez e do Mini de Ricardo Leal dos Santos. O piloto português voltou a fazer uma boa prestação num dia que se previa difícil e no qual teve de prestar auxilio a Nani Roma quando este 'atascou' nas dunas. Ele gastou mais quinze minutos e quatro segundos do que Peterhansel e conseguiu ficar à frente de Roma, que perdeu hoje 22 minutos e 57 segundos.

"Foi uma etapa que nos correu muito bem. Conseguimos evitar os grandes 'atascanços' e as nossas paragens foram sempre rápidas. Onde perdemos mais tempo foi na ajuda ao Nani Roma, que estava com o seu MINI numa situação delicada. Tenho pena de não termos conseguido terminar na segunda posição, que seria o nosso melhor resultado de sempre mas, nesta ocasião, a ajuda ao Nani, que estava a lutar pelo segundo lugar à geral, era mais importante", referiu na chegada a Pisco.

Igualmente com um dia para esquecer depois do brilharete de ontem, Robby Gordon perdeu 36 minutos depois de mais uma etapa problemática com alguns 'atascanços', uma 'cambalhota' e um furo à mistura.

Nas motos, este foi o grande dia de Hélder Rodrigues, que a bordo do seu Yamaha, venceu a penúltima etapa do Dakar. O motard português voltou a mostrar a sua boa forma no dia de hoje, vencendo a tirada com 47 segundos de vantagem sobre o francês Cyril Despres, que hoje pode ter dado uma machadada nas aspirações de Marc Coma, pois o motard espanhol teve dificuldades devido a problemas na sua caixa de velocidades e um erro de navegação, fazendo perder o comando para Després, agora com onze minutos e três segundos de vantagem para o seu rival.

"Estou muito contente com esta vitória e com o lugar de pódio na classificação geral. Tenho andado rápido, mas todos os dias acontecem pequenas coisas que me têm impedido de lutar pela vitória nas etapas. Hoje tudo correu bem, andei muito depressa, naveguei bem e sem problemas. No reabastecimento percebi que podia ganhar e lutei para que isso acontecesse", referiu o motard da Yamaha ao chegar a Pisco.

Outro catalão, Jordi Viladoms, foi terceiro hoje, a três minutos do português, enquanto Joan Barreda Port foi o quarto melhor. Paulo Gonçalves ficou com o quinto melhor tempo do dia, perdendo apenas cinco minutos e 46 segundos para o seu compatriota e mostrando uma vez mais a sua competitividade, encontrando-se agora no 24º posto da geral. Já Ruben Faria, companheiro de equipa de Despres, foi nono melhor do dia e encontra-se na 12ª posição da Geral. 

Amanhã é a última etapa do Dakar, a da consagração, entre Pisco e Lima, no total de 29 quilómetros.

Youtube Dakar Classic: O desabafo de Robby Gordon

Robby Gordon é definitivamente um homem para o qual vale a pena ver o Dakar. O seu Hummer é enorme, e é capaz do melhor e do pior, tal como o piloto de 43 anos, que tem uma extensa carreira no automobilismo, e que já guiou todo o tipo de carros, desde a CART até á NASCAR, passando, claro, pelo "rally-raid". E desde há anos que quer ganhar o Dakar, para demonstrar a resistência do "tanque" perante as máquinas europeias e japonesas.

Só que este ano tem uma polémica atrás das suas costas. Na quarta-feira, a organização decidiu desclassificá-lo devido a alegadas irregularidades no seu motor, depois de queixas provenientes da Mini X-Raid, que vieram ao Dakar dispostas a "mamar tudo", ou seja, monopolizar o pódio e dar a vitória ao seu líder, o francês Stephane Peterhansel. Só que Gordon apelou da decisão e enquanto nada se decide, deixaram-no correr. E no final da etapa de hoje, que ganhou com folga, Gordon saiu feliz do carro e disse das boas de Peterhansel e Nani Roma, "american style": "You can kiss my ass!" 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 10

A 11ª etapa do Rali Dakar, que colocou máquinas e pilotos no Peru, na etapa que ligou Arica, a localidade mais a norte do Chile, a Arequipa, já em terras peruanas. 

E esta foi uma etapa onde Stéphane Peterhansel demonstrou que está cada vez mais perto de vencer o Dakar 2012, já que hoje venceu a 11ª etapa, três minutos e 44 segundos na frente de seu companheiro de equipa, Nani Roma, segundo na tirada e na geral, agora a 22 minutos e 49 segundos do piloto francês Aliás, esta foi um 1-2-3 da Mini, já que Ricardo Leal dos Santos foi o terceiro classificado, a oito minutos e 56 segundos de Peterhansel. 

No final da etapa, o piloto francês explicou como foi o seu dia: "Não andámos nos nossos limites mas também não tivemos quaisquer problemas técnicos ou de navegação. Foi uma boa especial mas não muito divertida por causa do'fesh-fesh'. Não tínhamos muita visibilidade devido ao vento que trazia muito lixo. Neste momento tenho cerca de 20 minutos de vantagem para o Nani, mas temos duas etapas longas e difíceis pela frente. Vamos ver o que acontece. De todas as vezes que venci o Dakar nos carros sempre tive um companheiro de equipa a pressionar-me", referiu. 

Nani Roma deu o seu melhor numa etapa que considerou bastante dura: "Foi uma especial muito exigente mas que acabou por correr bem com um ou outro pequeno percalço. Estou na segunda posição e vou dar o meu melhor nas etapas que restam. Tudo pode acontecer numa prova deste género", declarou. 

Ricardo Leal dos Santos, como já foi dito, foi terceiro na frente do Toyota de Giniel de Villiers, que poderá ascender ao lugar mais baixo do pódio provisório. Este resultado tinha-o deixado bastante feliz, pois assim colocava-o do "top ten" :"Foi das etapas mais difíceis que fiz em Dakars mas também das mais espectaculares. Passámos por um sem número de peripécias mas no final correu tudo bem. Estou muito contente pelo resultado mas sobretudo por já estar no "top ten". Vamos ver se conseguimos subir ainda mais posições nas etapas que faltam", concluiu o piloto português. 

Quem também não teve um dia bom é Carlos Sousa, que perdeu mais de hora e meia devido a uma aterragem mais violenta à saída de uma duna, que danificou a frente do seu Great Wall Haval. Por causa disso, teve de esperar pelo seu companheiro de equipa para que ele prestasse a devida assistência. No final da etapa, tinha baixado para o sétimo posto da geral, embora esteja a meros onze minutos do sexto lugar. 

"Tínhamos percorrido já cerca de uma centena de quilómetros na primeira parte especial quando fomos surpreendidos por uma daquelas dunas cortadas tão típicas do deserto do Sahara. Como vínhamos depressa, já não conseguimos parar a tempo e aterrámos de forma algo violenta com a frente do carro. Encravados entre duas dunas e sem podermos recorrer aos macacos hidráulicos que terão ficados danificados com a força do embate, restou-nos esperar pelo carro do Zhou (Yong) que nos ajudou a retirar o carro daquele local... Perdemos muito tempo, mas pelo menos conseguimos continuar em prova e limitar prejuízos maiores em termos de classificação geral", explicou à chegada a Arequipa. 

Nas motos, depois de ontem a diferença entre os dois primeiros ter caído para meros 21 segundos, Cyril Despres esteve hoje ligeiramente superior e venceu a tirada com um minuto e 39 segundos de vantagem sobre Gérard Farres Guell, também em KTM, ao passo que Marc Coma foi o terceiro, a dois minutos e um segundo. 

Na geral, Despres conseguiu assim voltar a esticar a sua vantagem, dispondo de dois minutos e 22 segundos de avanço sobre Marc Coma. Johnny Aubert foi o quarto mais veloz do dia, logo na frente de Joan Barreda. 

Quanto aos motards lusos, Hélder Rodrigues teve hoje um dia menos positivo ao fazer o nono tempo, a sete minutos e 44 sergundos de Despres, embora tenha mantido o terceiro lugar na geral tanto mais que Jordi Villadoms, que é quarto na geral, apenas lhe ganhou cerca de dois minutos. Na geral, e se dúvidas existissem em relação à luta pelo triunfo, o português está agora a uma hora, oito minutos e 40 segundos. No final da especial o piloto português salientou que "perdi algum tempo na passagem pelo primeiro dos dois rios que havia para atravessar nesta etapa. Depois fiz uma gestão cautelosa do meu andamento, porque esta noite não vamos ter assistência e era importante poupar a moto e os pneus para o dia de manhã". 

Quanto a Paulo Gonçalves, depois da sua penalização de seis horas - por ter recebido assistência exterior -, efetuou o 14º tempo, tendo necessitado de mais dezoito minutos e 35 segundos para cumprir a etapa de hoje. 

A 12ª etapa ligará amanhã Arequipa a Nasca, em terras peruanas, e terá uma extensão de 686 quilómetros, 246 contra o cronómetro.

O desabafo de Nasser Al-Attiyah

O Campeão do Dakar em 2011 já terminou a sua participação na edição de 2012, e não tem muitos elogios a fazer a Robby Gordon e à sua equipa da Hummer. Uma participação atribulada, em que alternou os bons desempenhos com os maus e que terminou esta terça-feira com a correia de distribuição quebrada. E no final,  Nasser Al-Attiyah teve um desabafo: "Nunca mais voltarei a competir pela Hummer nem na equipa de Gordon!", segundo diz o qatari numa frase divulgada pela revista argentina Corsa. 

Robby Gordon, mentor do projeto, já se defendeu e considerou que a culpa não é do Hummer H3 mas sim do piloto, "por pisar em demasia o acelerador". E por ocasião do seu triunfo na nona especial, admitiu que "com esta vitória, demonstrei que o carro pode estar nos lugares de topo. Se ele queria abandonar, não sei o que fazia aqui nestes dias. Fim da história."

A história do seu abandono é contada por um dos concorrentes que o tentou ajudar, o chileno Fernando Leon, que no jornal local La Tercera explicaram porque é que o qatari optou por recusar a ajuda deles e abandonar a competição, ao invés de chegar ao final com o último tempo. "Estávamos na segunda parte [da etapa] e vimo-lo sobre uma duna. Fez-nos sinais e fomos lá ter. Ele é bastante simpático. Assumimos que nos chamou ao levantar a mão, ainda que teríamos lá ido de qualquer forma para saber se podíamos ajudar. Ele disse 'Hello my friend' (olá meu amigo) ao meu pai e o seu navegador, o espanhol Lucas Cruz, também me conhece", começou por dizer. 

"Ele mostrou-nos que estava com a correia de distribuição partida e estavam a repará-la com tiras de plástico. Nós oferecemos a nossa correia de substituição que tínhamos, a não era exatamente igual, mas era muito semelhante com algo como dois centímetros de diferença. Oferecemo-nos para mudá-la, já que os tensores cedem e poderia servir, mas não quis. Disse que vinha o camião mais atrás, mas creio que estava há muito tempo ali parado, pelo que reparar, seguir e chegar em último lugar não era o seu objetivo", acrescentou.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 9

O Dakar de hoje pode ter chegado a um momento decisivo em termos de vitória, pois no último dia em que motos, carros e camiões competem em solo chileno, não só Nani Roma venceu a etapa, como o seu companheiro da Mini, Stephane Peterhansel consolidou a sua liderança. Para melhorar as coisas, os organizadores decidiram desclassificar o Hummer de Robby Gordon devido a irregularidades técnicas detetadas no seu motor. Contudo, o piloto americano apresentou recurso e até que saia o resultado, Gordon continua em prova, mas hoje teve uma paragem e desceu à terceira posição da geral.

Numa dura etapa típica de Dakar, o português Carlos Sousa subiu hoje à sexta posição da geral, embora tenha hoje perdido 43 minutos para Nani Roma, 15 dos quais devido a um erro de navegação. Mas esta foi uma etapa marcada pela paragem do polaco Krysztof Holowzcic, que a meio da etapa já tinha caído para a sétima posição não surgindo sequer na classificação até este momento. "É um resultado fantástico e que tudo faremos para segurar até final. Mas faltam ainda cinco dias e nesta altura da prova as mecânicas já se começam a ressentir e qualquer pequeno problema pode resultar num grande atraso", avisou.

Ricardo Leal dos Santos, o outro português nos lugares da frente, foi hoje o melhor português em prova, ao obter o sexto tempo na etapa subindo ao 11º lugar (provisório) da geral. "Correu tudo bem até á zona das dunas. Aí, para evitar um motard, o nosso Mini ficou preso na areia. Quando utilizávamos o macaco hidráulico para sair dessa situação, ele rebentou e com isso os circuitos de óleo ficaram danificados. Conseguimos subir o macaco, mas tivemos de fazer 130 km sem direcção assistida, o que foi complicado nalgumas zonas", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Arica.

Nas motos, a luta entre Cyril Després e Marc Coma está verdadeiramente ao rubro neste Dakar, com o piloto espanhol a ganhar hoje mais dois minutos e 17 segundos ao seu rival e a reduzir a vantagem do francês para escassos... 21 segundos! Após dez etapas num rally-raid tão duro como o Dakar, é obra! 

O dia de hoje fica marcado pela primeira vitória do jovem espanhol Joan Barreda Bort, que confirmou o seu potencial aos comandos da Husqvarna oficial, tendo deixado Coma a um minuto e 32 segudos, e Despres a três minutos e 39 segundos. Quanto a Hélder Rodrigues, esteve novamente em bom plano, terminando com o quarto registo do dia, a quatro minutos e 41 segundos de Barreda. No final da especial o piloto português salientou que "fiz a etapa quase sempre sozinho. De início o Paulo apanhou-me e veio atrás de mim mas depois atrasou-se. Ontem mudámos o motor mas tudo correu bem e estamos firmes no terceiro lugar. Amanhã vai ser um dia complicado já que será a primeira parte duma etapa maratona, o que nos vai impedir de ter assistência. Serei por isso eu a fazer a revisão à moto no final da etapa". 

Contudo, é provável que Hélder Rodrigues também opte por mudar o motor da sua Yamaha, o que poderá acrescentar 15 minutos ao seu tempo no final do dia (e foi por causa dessas penalizações que venceu a etapa de ontem). Isto não trará grandes alterações à prova do piloto português, que manterá o terceiro lugar da geral com uma vantagem confortável sobre o quarto, o espanhol Jordi Viladoms. 

Quem se atrasou bastante foi Paulo Gonçalves, que hoje perdeu mais de 19 minutos para o vencedor, sendo provável que mantenha o sétimo lugar da geral para o qual se viu relegado após ter ontem trocado o motor. 

Amanhã, a 11ª etapa do Dakar sai do Chile e entra no Peru, levando os concorrentes de Arica até Arequipa, num percurso total de 598 quilómetros, que inclui uma especial cronometrada de 478 quilómetros em pistas inéditas neste rali.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 8

A nona etapa do Dakar, que se realizou esta tarde entre as localidades de Antofagasta e Iquique, no norte do Chile, no total de 565 quilómetros, 556 dos quais em pisos cronometrados, teve os Hummer como destaque... no pior e no melhor. Robby gordon ganhou, Nasser al-Attiyah desistiu. A vitória de Robby Gordon conseguiu retirar um minuto e 38 segundos de vantagem a Stéphane Peterhansel, fazendo-o aproximar do comando da classificação. O piloto norte-americano tem conseguido recuperar tempo ao veterano francês e a diferença entre ambos cifra-se agora em quase seis minutos - ou seja, quase nada numa corrida de Endurance - e agora, tudo está em aberto na luta pela vitória.

Já o terceiro classificado, o polaco Krzysztof Holowczyc, poderá ter ficado fora da discussão na tirada entre Antofagasta e Iquique, pois perdeu mais de dez minutos para Robby Gordon e está agora a dezasseis minutos e 49 segundos de Peterhansel. O Mini de Nani Roma foi o terceiro mais rápido na etapa, a oito minutos e 37 segundos do Hummer vencedor, num dia em que perdeu Nasser Al-Attiyah, que devido a problemas no alternador deu por concluida a sua participação no Dakar 2012.


Ricardo Leal dos Santos foi o melhor português nesta nona etapa, ficando a 15 minutos e 23 segundos de Gordon, e subiu três lugares na geral, passando de 15ª para 12º. No final da etapa, afirmou: "A etapa de hoje é uma clássica desta versão sul-americana do Dakar com a sua descida final espectacular para a chegada em Iquique. Correu-nos muito bem, apesar de um furo, um pouco depois de termos passado pelo Carlos Sousa, que voltámos a ultrapassar já depois da neutralização. O Top 10 está cada vez mais próximo mas o importante continua a ser rodar junto dos meus companheiros da frente, para os apoiar em caso de necessidade", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada a Iquique. 

Já Carlos Sousa ficou um pouco mais atrás, a 22 minutos e 36 segundos do vencedor, mas deverá subir ao sétimo lugar da geral com a desistência de Al-Attiyah e ainda terminou à frente do Mini do russo Leonid Novistki. Na chegada a Iquique, afirmou: "Foi um dia longo e desgastante, é certo, mas que conseguimos ultrapassar sem grandes problemas, apesar de algumas passagens perigosas fora de pista e algum trabalho de navegação. O único verdadeiro desconsolo é mesmo não conseguir acompanhar o andamento dos Mini... Chega a ser frustrante vê-los passar por mim e não poder reagir. Enfim, é uma luta desigual mas que teremos de levar até ao fim, continuando a apostar na nossa regularidade e na grande fiabilidade que o Great Wall tem vindo a demonstrar até aqui", afirmou.

Nas motos, Cyril Despres retomou a liderança que havia perdido ontem, sendo claramente o mais rápido nesta nona etapa, colocando-se na frente logo após os primeiros quilómetros e terminando com três minutos e 54 segundos de avanço sobre o seu rival, Marc Coma. Desta forma, Despres lidera agora com dois minutos e 28 segundos de vantagem sobre o seu rival catalão, fazendo os dois homens da KTM uma corrida cada vez mais à parte neste Dakar, pois o terceiro classificado, o português Helder Rodrigues, está a quase uma hora dos dois pilotos.

O piloto da Yamaha foi o quarto mais rápido na tirada de hoje, atrás do espanhol da Husqvarna, Joan Barreda Bort, que se tem mostrado cada vez mais forte. O outro piloto da marca sueca, Paulo Gonçalves, foi quinto na especial de hoje e deverá recuperar o quarto posto a David Casteau, o que faz dos dois portugueses os melhores dos 'outros' neste Dakar, face à supremacia de Despres e Coma.

Amanhã, motos, carros e camiões farão a etapa entre Iquique e Arica, no total de 694 quilómetros, 377 dos quais em troço cronometrado.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 7

A oitava etapa do Rali Dakar, que se realizou hoje entre as localidades chilenas de Copiapó e Antofagasta,
Nani Roma, no seu Mini, venceu a oitava etapa do Dakar, num dia em que se acentuou o equilíbrio na prova, já que os três pilotos classificados na geral atrás do líder, Stéphane Peterhansel, noutro Mini, lhe ganharam tempo. Assim, com o segundo lugar na etapa, Robby Gordon, em Hummer, recuperou cinco minutos e meio ao piloto francês da X-Raid, aproximando-se, e está agora apenas a sete minutos e 36 segundos na classificação geral.

O polaco Krzysztof Holowczyc, também no seu Mini, foi terceiro na etapa e dista agora meros sete minutos e 48 segundos de Peterhansel, o mesmo sucedendo com o vencedor da etapa, Nani Roma, também em Mini, que recuperou cinco minutos e 38 segundos a Peterhansel, o grande "derrotado" do dia, ainda que mantenha uma boa margem na liderança duma prova em que já se percebeu que as grandes diferenças entre os homens da frente é "coisa" do passado. A seis dias da caravana chegar à meta em Lima, a capital do Peru, neste momento existem quatro pilotos a lutar pela vitória, e todos "cabem" em apenas... doze minutos e meio. Nem parece uma prova de Endurance...

O qatari Nasser Al-Attiyah foi quinto nesta etapa, um bom desempenho se tivermos em conta os seus problemas que teve no início da tirada, onde teve de parar para prender um pneu sobressalente que se soltou. Na geral, o piloto do Qatar é sexto classificado, menos de oito minutos atrás do quinto, o sul-africano Giniel de Villiers, que por sua vez está a 37 minutos e 45 segundos do líder Peterhansel.

Entre as cores portuguesas, foi mais um dia positivo para Carlos Sousa, que foi sétimo na etapa, ganhando tempo ao Mini do russo Leonid Novitskiy, enquanto que Ricardo Leal dos Santos foi nono na etapa, apesar de ter furado por duas vezes. "A etapa era pouco interessante, com zonas de mais de vinte quilómetros sempre a fundo. Fomos infelizes já que furámos por duas vezes. Na parte final da etapa havia uma zona com muita pedra e baixámos um pouco o andamento, para não correr o risco de voltar a furar. As ultrapassagens às motos também não foram fáceis", referiu Ricardo Leal dos Santos. Contudo, apesar dos furos, ganhou um lugar na geral, sendo agora o 15º classificado.

Quanto a Carlos Sousa, no final do dia, começou por afirmar o seguinte: "Iniciámos o troço com algumas cautelas, procurando perceber se estava tudo bem com o carro após a revisão geral que a equipa realizou ontem, durante o dia de descanso. Embora continue a sentir algumas dificuldades, já que a traseira continua muito instável, fui aumentando sempre o ritmo, forçando um pouco o andamento nas partes mais rápidas e defendo-me um pouco nas zonas de pior piso, onde era muito fácil furar", explicou o melhor português da geral à chegada a Antofagasta.

A seis dias da meta, o piloto da Great Wall revela que "é difícil prever o que ainda nos poderá reservar este Dakar em termos de classificação final, até porque há alguma apreensão em relação às duas primeiras etapas no Peru. Em condições normais, será difícil subir mais na geral, mas o resultado de hoje foi particularmente motivador, dando-nos alguma esperança em poder ainda colocar o Novitskiy sob alguma pressão", concluiu.

Nas motos, o dia não correu nada bem a Cyril Després, já que o francês perdeu mais de 14 minutos ao quilómetro onze ao ficar preso num lamaçal, cedendo depois mais alguns minutos durante a tirada, ganha pelo seu maior rival, Marc Coma. Helder Rodrigues foi terceiro na etapa e manteve a mesma posição na classificação geral, ainda que se mantenha a mais de cinquenta minutos do líder, que agora pertence a Coma. Rúben Faria foi um dos heróis do dia, ao ser segundo na etapa, o que lhe permitiu ascender da 15ª à 13ª posição da geral, enquanto que no polo oposto esteve Paulo Gonçalves, que foi apenas 16º, pois csaiu no mesmo atasco que Després e o norueguês Ullevalseter, caindo dessa forma para o quinto posto da classificação geral.

O Dakar prossegue amanha entre Antofagasta e Iquique, ainda no Chile, com 556 dos 565 quil]ometros da etapa a ser corrida em especial.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 6

Depois de um dia de neutralização devido às más condições do tempo nos Andes, na fronteira entre a Argentina e o Chile, o Dakar prosseguiu hoje com uma classificativa que começava e acabava na cidade de Copiapó, famosa nas bocas do mundo por ter sido o local onde em 2009, 33 mineiros chilenos foram resgatados com vida depois de estarem enterrados durante 69 dias.

A classificativa foi particularmente dura para os automóveis, dos quais poucos chegaram ao fim no tempo limite imposto pela organização. E os Hummer, que são capazes do melhor e do pior, levaram desta vez a melhor, com o qatari Nasser Al-Attiyah a ser o mais veloz, batendo o seu companheiro de equipa, Robby Gordon, por sete minutos e meio. Stephane Peterhansel foi o terceiro classificado, a sete minutos e 53 segundos de Al-Attiyah, mas conseguiu ampliar a sua vantagem em sete minutos sobre o polaco Kryzstof Holowczyk, que o foi o quarto classificado nesta tirada.

Nani Roma foi o quinto no seu Mini, seguido do Toyota de Giniel de Villiers e de Ricardo Leal dos Santos, fazendo uma boa etapa e recuperando mais algumas posições na geral. Carlos Sousa, no seu Great Wall, ficou em nono na etapa a quase 40 minutos do vencedor e perdeu o sétimo posto a favor de Al-Attiyah, mas conseguiu manter o andamento, apesar dos problemas de refrigeração do motor so seu carro, que o obrigaram a parar por duas vezes na etapa.

"A primeira parte da etapa era bastante rápida e tentámos dar o máximo para não descolar dos pilotos da frente. Na ligação/neutralização tivemos de dar os nossos pneus ao [Krzysztof] Holowczyc, que tinha furado e a partir daí viemos com cuidados redobrados. Nas dunas, onde nos sentimos bastante à vontade, conseguimos ganhar alguma vantagem para os nossos adversários diretos e ultrapassámos mesmo o MINI do Novitskiy", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada ao final do setor seletivo.

Já no lado de Carlos Sousa, o semblante é de resignação face aos problemas de refrigeração que o carro já começa a mostrar. "Face às características desta etapa e à incrível velocidade de ponta dos Hummer, já sabia que ia ser muito difícil segurar hoje o Nasser. De qualquer forma, também não tive um dia isento de percalços, já que além de um furo lento na primeira parte da especial, voltamos a ter que diminuir drasticamente o ritmo nos 70 quilómetros finais, porque o carro voltou a aquecer demasiado, chegando mesmo a ultrapassar os 117 graus", lamentou o piloto do carro chinês à chegada a Copiapó.

Nas motos, Marc Coma voltou a mostrar a sua grande competitividade ao vencer a tirada de hoje em redor de Copiapo, numa etapa renhida em termos de tempo, com as diferenças entre os primeiros a cifrarem-se, muitas vezes, em margens abaixo dos cinco minutos. Assim, Coma bateu o KTM de Cyril Despres por dois minutos e três segundos, embora o piloto francês ainda tenha uma vantagem de sete minutos e 48 segundos sobre Coma na classificação geral.

Um dos motards que andou bastante bem hoje foi o português Paulo Gonçalves, que levou a sua Husqvarna ao terceiro tempo do dia, ficando a apenas dois minutos e 49 segundos do piloto espanhol. Mais importante para o motard da Husqvarna será o facto de ter conseguido subir à quarta posição da geral, logo atrás de Helder Rodrigues. Isto porque o piloto da casa, Francisco "Chaleco" Lopez perdeu mais de meia hora na tirada de hoje e viu não só Hélder Rodrigues ficar mais isolado na terceira posição como Paulo Gonçalves passar para a sua frente, no quarto lugar.

No final, explicou o que foi o seu dia: "Foi uma etapa muito difícil com areia e grandes dunas! O meu resultado é bastante importante para fechar a primeira parte do rali. O objetivo é atacar a segunda metade do rali com a mesma determinação e prudência".

Em relação a Hélder Rodrigues, que também esteve em boa forma com a sua Yamaha, o piloto luso terminou a etapa no quarto lugar, a três minutos e 46 segundos. Com isso, está agora a 49 minutos e 39 segundos de Despres, no terceiro posto. Ruben Faria, companheiro de equipa de Cyril Despres, terminou com o oitavo tempo, a oito minutos e 48 segundos do vencedor, e ocupando agora o 15º posto da geral.

Amanhã, máquinas e  pilotos gozarão um dia de descanso na localidade de Copiapó.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 5

A quinta etapa do Rali Dakar, que ligou as localidades argentinas de Chilecito e Fiambalá, no total de 246 quilómetros, 177 dos quais em etapa especial, foi disputada debaixo de chuva forte, que fez estragos no percurso, ao pontos de encurtar a etapa em cerca de 80 quilómetros. Mas por outro lado, fez baixar as temperaturas, que andavam muito altas nos últimos dias. 

Esta foi uma etapa onde os Mini foram os melhores e onde, primando pela regularidade, o polaco Kryzstof Holowczyk conseguiu arrebatar o primeiro tempo na especial de hoje, ficando na frente do Hummer de Robby Gordon por pouco mais de um minuto. Este voltou a mostrar que o Hummer consegue ser bastante competitivo quando tudo corre bem, mas por outro lado, o qatari Nasser Al-Attiyah, vencedor do Dakar de 2011, não terá muitas razões de satisfação com a fiabilidade do seu automóvel na especial de hoje.

Attyah, que estava a circular entre os mais rápidos, acabou por ver um dos tubos do sistema de refrigeração romper-se, perdendo mais de 23 minutos no processo de reparação e a cair na classificação geral. Na terceira posição do troço ficou Stéphane Peterhansel, com o francês da Mini a ficar a três minutos e 52 segundos do vencedor, logo na frente dos Mini de Nani Roma, Leonid Novitskiy e Ricardo Leal dos Santos, perfazendo assim o total de cinco Mini entre os seis primeiros. 

"Viemos ao ataque, mas um ataque moderado. A etapa correu bem, mas o facto de o nosso carro transportar mais 150 quilos que os outros, repercutiu-se nalgumas zonas, particularmente nas subidas. Podia ter feito melhor, mas agora a minha meta aponta para terminar a prova no Top 10. Vai demorar alguns dias, mas estou certo de que lá vamos chegar", referiu Ricardo Leal dos Santos à chegada ao final do setor seletivo. 

Carlos Sousa voltou a rubricar uma boa prestação com o seu Great Wall e terminou a etapa em sétimo, atrás de Leal dos Santos. "Já tinha feito esta etapa em 2010 e na altura foi tudo muito mais complicado. Felizmente, não apanhámos tanto calor hoje como nos últimos dias e mesmo a passagem pelas dunas acabou por revelar-se tranquila, mesmo se também decidi rodar com algumas cautelas - às vezes até demais -, para não deixar aquecer muito o carro, até em face dos problemas já experimentados pelo Zhou Young nos primeiros dias", revelou o piloto português à chegada a Fiambalá. 

Na classificação geral, Peterhansel mantém o comando, com quatro minutos e 18 segundos de vantagem sobre Holowczyk e dez minutos e 39 segundos sobre Nani Roma, que é terceiro. Robby Gordon é quarto no seu Hummer, a 13 minutos e 32 segundos, logo à frente do Toyota de Giniel de Villiers e o Mini de Leonid Novistkiy. Com o azar de Al-Attiyah, Carlos Sousa subiu agora para o sétimo posto, a 40 minutos e 55 segundos da liderança. Já Ricardo Leal dos Santos, no seu Mini com mais uma boa prestação nesta etapa, deu mais um salto na geral e agora está na 20ª posição. 

Nas motos, a etapa de hoje ficou marcada por nova vitória de Cyril Després sobre Marc Coma, e dessa forma o piloto francês aumentou a sua liderança do Dakar em mais um minuto e 41 segndos, passando a deter agora uma margem de nove minutos e 51 segundos sobre o "motard" espanhol. Esta foi uma etapa onde o francês beneficiou do facto de partir atrás de Marc Coma o que contribuiu para que o voltasse a vencer. Esta luta entre Després e Coma está a cavar um enorme fosso para todos os outros concorrentes, com os pilotos mais perto em termos de classificação geral a terem um dia abaixo das suas possibilidades. 

Hélder Rodrigues, por exemplo, mantém o terceiro lugar da geral, mas foi apenas 14º na tirada de hoje, perdendo 21 minutos e oito segundos para Després. Na geral, está agora a 47 minutos e seis segundos de Després. No quarto posto permanece Francisco "Chaleco" Lopez, que recuperou sensivelmente dois minutos ao piloto luso. Paulo Gonçalves foi décimo na etapa e subiu ao quinto posto da geral. O melhor motard luso foi hoje Rúben Faria, que acabou na sétima posição, depois de ter andado toda a etapa a lutar pelo terceiro posto. Nada mau para quem tem uma entorse no polegar da mão direita... com isto, subiu quase uma dezena de posições na classificação geral. 

Amanhã, máquinas e pilotos sairão da Argentina e entrarão em terras chilenas, numa etapa que ligará Fiambalá e Copiapó, num total de 394 quilómetros, 153 dos quais em classificativa especial cronometrada.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - Dia 4

O dia 4 do Rali Dakar de 2012 levou máquinas e pilotos de San Juan a Chilecito, ainda em paragens argentinas, numa especial de 426 quilómetros, 326 dos quais em especial cronometrada. E nos automóveis, o melhor do dia foi Stephane Peterhansel, que a bordo do seu Mini, conseguiu bater o argentino Orlando Terranova por cinco minutos e 19 segundos, e assim aproveitou para voltar a assumir a liderança. 

Contudo, à chegada a Chilecito, Peterhansel parecia desejar o contrário: "Procurámos não correr riscos para não sermos surpreendidos e mantivemos um andamento constante do início ao fim. O MINI All4 Racing teve um excelente desempenho. Esta estratégia deu os seus frutos, no entanto em termos táticos preferia não ter vencido pois isso obriga-me a sair na frente amanhã, mas pelos vistos os meus adversários cometeram demasiados erros. Apesar de tudo estamos satisfeitos por regressar ao comando da prova, pese embora tenhamos consciência que há muito Dakar pela frente", afirmou. 

De facto, a etapa foi marcada pelas cautelas e atrasos de alguns concorrentes, como os Hummer de Nasser Al-Attiyah, que ficou atascado a 40 quilómetros da final da especial, e de Robby Gordon, que o foi assistir. Giniel de Villiers foi terceiro, no seu Toyota Overdrive, seguido dos Minis de Nani Roma e Krzysztof Holowczyc, com este a chegar a dez minutos e 51 segundos do vencedor, perdendo assim a liderança.

Em grande destaque esteve Carlos Sousa, que conseguiu levar o seu Great Wall Haval ao sexto posto da etapa, e subiu ao oitavo posto da classificação geral, a mais de meia hora de Peterhansel... e a um segundo de Nasser Al-Attiyah, que está à sua frente. "Foi uma etapa bastante exigente e particularmente dura na sua fase inicial, onde preferi jogar pelo seguro para evitar furar, algo que tem sido recorrente nos dois últimos dias. Após alcançarmos um topo a quase 3.500m de altitude, fomos aumentando gradualmente o ritmo e acabámos por fazer aquela que é, para já, a nossa melhor etapa neste Dakar, após os pequenos contratempos sofridos nos últimos dias", resumiu o piloto português. 

Já nas motos, Marc Coma foi o melhor ao longo do dia de hoje, batendo Cyril Despres por dois minutos e dois segundos e conseguiu aproximar-se mais um pouco da primeira posição da geral, ocupada pelo piloto francês da KTM. Quanto aos motards portugueses, Hélder Rodrigues, no seu Yamaha, terminou esta classificativa na quarta posição, a nove minutos e um segundo do líder, e atrás do holandês Frans Verhoeven, na sua Sherco, embora não muito longe deste. 

Em muito bom plano também esteve Paulo Gonçalves, que na sua Husqvarna adotou um ritmo forte na segunda metade da especial e terminou na quinta posição, a onze minutos e 18 segundos de Coma, e à frente do chilemno Francisco 'Chaleco' Lopez. Ruben Faria, ainda com dores resultantes da sua queda no dia de ontem, não cortou a linha de meta até ao momento, tendo passado no CP6 a perder mais de 23 minutos, esperando-se ainda a chegada de Pedro Bianchi Prata. 

Na geral, Despres mantém o comando, com oito munutos e dez segundos de avanço sobre Coma, ao passo que Heldér Rodrigues já ascendeu ao terceiro lugar da prova, a 26 minutos e 48 segundos, tendo tirado partido das dificuldades sentidas hoje por David Casteu e, também, por Francisco 'Chaleco' Lopez, com o chileno a perder mais algum tempo e a cair para o quarto lugar na geral, a 29 minutos e 50 segundos, enquanto que Casteu está a 30 minutos e 37 segundos do líder. Paulo Gonçalves surge na sexta posição, a 35 miniutos e 16 segundos, logo na frente do holandês Frans Verhoeven. 

Entretanto, em Córdoba, os médicos afirmam que Sebastien Coué, o motard que foi socorrido na segunda feira devido a hipertermia, já saiu do coma e começa a falar com os médicos e a imprensa sobre o que aconteceu, do qual não tem qualquer memoria. "Não me lembro de nada", disse aos médicos, quando acordou do coma. "Não sabemos quanto tempo esteve ao sol, mas sabemos que na zona de Nihuil a temperatura deve ter atingido um máximo de 50 graus e é certo que o piloto esteve muito tempo ao sol, pois foram as altíssimas temperaturas que o colocaram no estado em que ficou. Está a recuperar, e ficou preocupado com a sua mãe.", revelou o médico que o assiste neste momento. 

Amanhã, o Dakar continua, na última etapa em terras argentinas, de Chilecito a Fiambala, no total de 246 quilómetros, 177 dos quais em secção especial cronometrada.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Youtube Dakar: Hummer só pode ser ajudado por... outro Hummer


A etapa de ontem do Rali Dakar ficou marcado pelo atraso que o vencedor da última edição deste rali, Nasser Al -Attiyah, teve em relação ao resto do pelotão devido aos problemas que teve no seu monstruoso Hummer H3. E para sair do atasco em que estava, nada como chamar... o seu companheiro de equipa, Robby Gordon, pois só um Hummer pode rebocar outro Hummer!

Como já sabem agora, hoje o piloto qatari recupreou bastante desse atraso, vencendo a etapa e está agora na terceira posição da geral, não muito longe do Mini All4 de Stephane Peterhansel. Vamos a ver ao longo deste rali se este reboque foi uma excepção ou outra coisa mais...

Dakar 2012 - Dia 2

A segunda etapa do Rali Dakar, que levou os pilotos a irem de Santa Rosa de la Pampa a San Rafael, no total de 487 quilómetros, 295 dos quais em especial, ficou marcado pela recuperação de Nasser Al-Attiyah, que venceu a etapa no seu Hummer, e pela consolidação da liderança por parte de Stephane Peterhansel, que está com dois minutos e 28 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Robby Gordon, no seu Hummer. 

Partindo do 12º posto esta manhã, o piloto qatari, que corre este ano de Hummer, tirou partido dessa situação, e numa etapa muito rápida impôs o seu carro, recuperando assim preciosos minutos de modo a não perder tão cedo o comboio da frente. Robby Gordon foi terceiro, a dois minutos e 42 segundos do seu companheiro de equipa, sobrepondo-se aos Mini All4 Racing do polaco Krzysztof Holowczyc e do espanhol Nani Roma. O sul-africano Giniel de Villiers, no seu Toyota Overdrive foi sexto na etapa, enquanto Ricardo Leal dos Santos, no terceiro Mini All4, foi nono classificado. Carlos Sousa teve desta feita mais dificuldades, e levou o seu Great Wall à 11ª posição nesta etapa, estando agora na mesma posição na geral. 

Assim sendo, com Stéphane Peterhansel a ser o novo líder do Dakar nos autos, com dois minutos e 28 segundos de vantagem para o Hummer de Robby Gordon. O polaco Krzysztof Holowczyc caiu para terceiro, na frente do Toyota de Giniel de Villiers, a 3 minutos e 49 segundos do novo líder. Nani Roma é quinto, na frente de Nasser al Attiyah. O vencedor da etapa de ontem, o russo Leonid Novitskiy, no seu Mini, caiu para o oitavo posto, pois como foi o primeiro na estrada não tinha qualquer referência a seguir e perdeu muito tempo. Ricardo Leal dos Santos é agora o melhor nacional, já que é nono classificado, a 14 minutos e 14 segundos do seu colega de equipa, enquanto Carlos Sousa caiu para a 11ª posição da geral, a 17 minutos e sete segundos de Peterhansel. 

Já nas motos, o grande vencedor de hoje foi o espanhol Marc Coma, que conseguiu bater o seu grande adversário, o francês Cyril Després por um minuto e 18 segundos. O terceiro lugar ficou para o espanhol Joan Barreda, num Husqvarna, já a uns distantes dois minutos e 33 segundos do seu compatriota. O anterior líder da prova, o chileno "Chaleco" Lopez, acabou hoje na quarta posição, onze segundos atrás. 

Quanto aos portugueses, este foi uma etapa modesta. Hélder Rodrigues foi hoje o melhor português nas motos, ao obter a 12ª posição, imediatamente na frente do Husqvarna de Paulo Gonçalves. O piloto da Yamaha perdeu 11 minutos e um segundo para o vencedor da tirada, enquanto o homem da Husqvarna cedeu 12 minutos e meio. Já Ruben Faria esteve parado logo na fase inicial da etapa - suspeitou-se que para esperar por Cyril Després, embora esta seja uma informação que só o piloto poderá confirmar posteriormente - e perdeu 13 minutos e 36 segundos para Coma. 

Desta forma, após a etapa de hoje, Marc Coma é o novo líder da prova, agora com dois minutos e meio de avanço para "Chaleco" Lopez. Cyril Després passou agora para o terceiro lugar da geral, a dois minutos e 52 segundos do espanhol, com os portugueses fora do "top 10", já a mais de uma dúzia de minutos do líder. Quem teve problemas foi Pedro Bianchi Prata, que acabou na 57ª posição na tirada de hoje.

Máquinas e pilotos agora preparam-se agora para a terceira etapa do Dakar, que liga San Rafael a San Juan, em paragens argentinas, num total de 499 quilómetros, 209 dos quais em paragens cronometradas.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Dakar 2012 - dia 1

E depois do Ano Novo, começou em Mar del Plata a edição do Rali Dakar de 2012. Que desta vez percorrerá o Chile e o Peru, terminando na capital, Lima, daqui a duas semanas. Hoje, neste dia de Ano Novo, motards e pilotos iam de Mar del Plata até Santa Rosa de la Pampa, no total de 763 quilómetros, 57 dos quais em percurso especial, uma espécie de introdução aos desafios deste longo "rally-raid".

Nos carros, os Mini da X-Raid dominaram a etapa, com o russo Leonid Novitsky a levar a melhor sobre o polaco Krzysztof Holowczyc por uns meros cinco segundos. No terceiro lugar ficou Stephane Peterhansel, visto por muitos como o favorito à vitória nesta prova, que ficou a nove segundos do tempo vencedor. Atrás dos Mini ficou o Toyota de Giniel de Villiers, a 15 segundos de Novitsky, enquanto que Robbie Gordon, depois de ter feito a sua habitual partida na rampa de Mar del Plata, acabou esta etapa no quinto posto, a bordo do seu Hummer laranja e a 49 segundos do melhor tempo.

O português Carlos Sousa, no seu Great Wall Haval - e com a sua equipa a ser vista com uma grande curiosidade no pelotão do Dakar - acabou a etapa na sexta posição, a 52 segundos do líder. Outro português, Ricardo Leal dos Santos, e a bordo de outro Mini da X-Raid, acabou a etapa na décima posição, a dois minutos e 13 segundos. O espanhol Nani Roma teve uma etapa agitada, acabando apenas com o 13º tempo, a dois minutos e 20 segundos, enquanto que Nasser Al-Attiyah perdeu ainda mais tempo, quase dez minutos, com o seu Hummer H3, terminando a etapa num modesto 38º lugar. Um dos pilotos que já desistiu neste Dakar é o sul-africano Alfie Cox, cujo seu carro, o Volvo XC60, foi vítima de um incêndio, do qual ambos sairam ilesos, mas o seu carro ficou totalmente destruido.

Antes dos carros, apareceram as motos, com o chileno Francisco "Chaleco" Lopez, na sua moto Aprilia, a ser o melhor, 14 segundos na frente de Marc Coma. O terceiro classificado foi o argentino Javier Pizzolito, que ficou a 27 segundos de Chaleco Lopez. Quanto aos portugueses, Ruben Faria foi o melhor, no oitavo posto, perdendo um minuto e 18 segundos para o piloto chileno. Na 16ª posição ficou Helder Rodrigues, a um minuto e 57 segundos, e que sofreu um pouco na partida: 

"A moto não pegou no parque fechado e tive de a trazer à mão até à partida. Depois desligámos a parte elétrica do road book. Agora só quando chegar ao final da etapa é que vamos tentar perceber o que é que está mal. Tentei concentrar-me e perder o menos tempo possível."

Uma posição mais atrás ficou outro português, Paulo Gonçalves, que este ano tripula uma moto Husqvarna. 

Entretanto, o Rali Dakar já ficou marcado por um acidente mortal. O "motard" argentino Jorge Martinez Boero sofreu um gave acidente do qual resultou graves ferimentos no seu torax. Transportado para o hospital de Mar del Plata, acabou por morrer, apesar dos esforços dos médicos. Tinha 38 anos.

O Rali Dakar continua amanhã, com os pilotos a irem de Santa Rosa de la Pampa a San Rafael, no total de 487 quilómetros, 295 dos quais em especial. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Noticias: Nasser Al-Attyah vai defender título do Dakar

É uma noticia com alguns dias, mas vale a pena falar na mesma. O qatari Nasser Al-Attiyah vai conseguir defender a sua vitória de 2011 ao serviço de um... Hummer. O piloto tinha ficado sem carro após a retirada de competição da Volkswagen e havia dúvidas sobre a sua participação devido a assuntos no seu país, dado que Al-Attiyah tem ligações próxmimas com a familia real.

O piloto árabe defenderá a coroa com um modelo H3 preparado pelo Team Robby Gordon, e irá ter como co-piloto o espanhol Lucas Cruz, ex-navegador de Carlos Sainz nas participações do espanhol no Dakar. O apoio do Qatar terá sido decisivo para a conclusão do acordo.

Como sempre, haverá outro Hummer H3 tripulado por Robby Gordon. Estes carros, conhecidos pela sua dimensão e pela sua potência, tem tido bons resultados ao longo dos últimos anos, tendo vencido algumas etapas individuais e conseguindo como melhor resultado um terceiro lugar na edição de 2009, com o norte-americano ao volante.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O mau dia de Robby Gordon



O dia de hoje no Dakar 2011 foi marcado pelo abandono de Robby Gordon, no seu Hummer. O motor do monstro americano explodiu na especial de ligação no inicio da etapa, e teve de ser empurrado para a estrada com a ajuda dos habitantes locais... e de um Fiat 147. Laranja, para ser mais exacto.

Apesar de se lamentar a desistência de tal objecto, e dos estragos que faria nas dunas chilenas, confesso que o Gordon ao volante de tal carro, mais pequeno e muito menos potente, me fez sorrir...

P.S: O Pedro Soares Lourenço, que tem o blog Dakar Portugal, avisou-me que afinal, o Robby Gordon continua no Dakar, mas foi fortemente penalizado pela organização. Resta saber se continua só para dar espectáculo ou arruma as malas e vê o resto dos bastidores.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Dakar 2011 - O primeiro dia

Apesar dos concorrentes terem desfilado em Buenos Aires no Sábado, a etapa a doer foi hoje, entre as cidades de Victória e Córdoba, numa etapa onde a chuva fez das suas, alagando o percurso em algumas partes e dificultando a vida dos concorrentes, especialmente nos carros. Mas para os portugueses, este foi um dia especial, porque por algumas horas, o KTM de Ruben Faria foi o melhor nas motos, mas depois foi penalizado em um minuto, perdendo a vitória para o seu chefe de fila, o francês Cyril Després. Faria tinha terminado a etapa com 29 segundos de avanço para o seu chefe-de-fila na KTM Red Bull, Cyril Dèspres, mas depois a organização comunicou que tinha passado em excesso de velocidade numa zona controlada pela organização e penalizou-o em um minuto.

Contudo, Faria partirá amanhã do segundo posto da geral e terá que controlar o avanço dos outros pilotos, nomeadamente o espanhol Marc Coma, que é o terceiro da geral.

Quanto aos outros portugueses nesta etapa, também estiveram em posições de destaque. Paulo Gonçalves terminou em quinto, e Helder Rodrigues foi o 11º, queixando-se do desgaste dos pneus devido ao atraso da sua equipa de assistência em chegar ao local. "Tive que arrancar para a etapa com pneus já demasiado gastos e por isso moderei bastante o andamento, nunca passei dos 155 quilómetros por hora. Consegui gerir a situação da melhor forma poupando o material e por isso estou satisfeito com o 11º lugar que alcancei. É verdade que perdi cinco minutos, mas mantenho a moral em alta porque o Dakar só está ainda a começar e posso recuperar o atraso nas etapas mais longas que aí vêm", afirmou.

Já nos automóveis, os Volkswagen marcaram a sua posição, ao vencer a etapa graças a Carlos Sainz, que conseguiu bater o BMW de Stephane Peterhansel. Outro dos Volkswagens, o de Nasser Al Attyah, foi o terceiro, com um atraso de 2 minutos de 16 segundos sobfe o espanhol. Já outros concorrentes como o Hummer do americano Robby Gordon, esteve aflito devido á sua tracção a duas rodas, péssimo para as classificativas lamacentas de hoje. Já Guerlan Chicherit, que este ano trouxe um Mini para o Dakar, teve problemas nos travões e perdeu mais de uma hora em relação ao lider.

Em relação aos portugueses, o melhor foi Ricardo Leal dos Santos, que acabou a etapa na 21ª posição, perdendo mais de uma hora para Sainz devido a problemas no seu motor logo no quilómetro cinco dos 222 de setor seletivo da 1ª etapa. "Não estamos com sorte mas pensei que o resultado fosse muito pior. Tive de conduzir com muito cuidado. Não podia passar das 1000/1500 rpm pois quando chegava às 2000 rpm o motor entrava em sobreaquecimento. Não fazemos ideia do que possa ter acontecido, mas também não adiantaria nada parar." salientou o piloto de Coimbra no final da especial.

Amanhã a caravana do Dakar encaminha-se para Norte, numa tirada de mais de 700 quilómetros que fará a ligação entre Córdoba e San Miguel de Tucuman, na Argentina.