Mostrar mensagens com a etiqueta Ben Sulayem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ben Sulayem. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

O que se passa com o Mundial de Endurance?


Numa altura em que já se conhece o calendário da Formula 1 para 2027, e o Mundial de ralis irá entrar numa nova era, com os carros da fase WRC27, o Mundial de Endurance, especialmente na classe Hypercar, parece que está a viver um grande tempo. Ferrari, Alpine, Genesis-Magma (Hyundai), BMW, Cadillac, Aston Martin, e a partir de 2027, McLaren, são os carros que participam numa categoria que se aproxima dos 30 carros. Os GT's também lá estão, em boas quantidades, e o facto do calendário de 2027 permitir que os pilotos de Formula 1 participem quer nas 24 Horas de Le Mans, quer em algumas das mais importantes provas de Endurance, como as 24 Horas de Spa-Francochamps ou as 24 Horas de Nurburgring, poderá causar muito "hype", especialmente quando se sabe que gente como Max Verstappen e Lando Norris sempre mostraram interesse em participar nessas provas. 

Contudo, esta benesse não poderia acontecer na pior altura. Porque, aparentemente, a Automobile Club de L'Ouest (ACO) e a FIA estão em guerra aberta. 

Segundo conta a alemã "Auto Motor und Sport", numa matéria assinada por Marco Schurig, as duas entidades estão de costas voltas - fala-se que Pierre Fillon, presidente da ACO, e Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, não se falam há meses - e o litigio pode ter a ver com duas coisas: poder e dinheiro. Segundo explica a matéria, há um contrato cujo prazo termina no final do ano, e o novo deveria estar a ser redigido, mas há condições do qual ambos os lados estão em profundo desacordo.  Ben Sulayem quer mais dinheiro vindo da ACO, afirmando que é ela, a FIA, que faz os regulamentos e o calendário. Contudo, a ACO não vai abdicar da autonomia dada por Jean Todt, o seu anterior presidente, que resultou no ressuscitamento o Mundial de Endurance, o WEC, montou o calendário que conhecemos e atraiu, como sabem, todos aqueles construtores para as 24 Horas de Le Mans. 

Para além disso, há a noticia de demissão de Richard Millie da comissão do WEC na FIA, que ajudou muito em termos a Endurance como conhecemos agora. Millie é obrigado a sair - é um homem alinhado com a ACO e não tem relação pessoal com Ben Sulayem - e isso não ajuda muito, porque a FIA está a pensar noutros promotores, com a ideia de que a FIA ganhe muito dinheiro e poder nos regulamentos, ou seja, Ben Sulayem ter todo o poder no automobilismo, e quer ganhar dinheiro com isso. 


E claro, com tudo isto, há o risco das 24 Horas de Le Mans saírem do calendário a partir de 2027. E isso é complicado para as equipas, que poderão ter de escolher que lado terão de ficar. Algumas equipas investiram muito para construir carros, para depois só participar numa corrida de 24 horas, quando algumas equipas participam quer no WEC, que são oito provas, quer na IMSA, que normalmente são dez provas - são eles que organizam as 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring.

E nem se fala dos regulamentos pós-2030 para o Mundial de Endurance, que já estão definidos por parte do ACO, e que precisa da benção da FIA. É um regulamento que faz mais convergência para a IMSA, indo de acordo com os desejos dos Construtores. Mas como ambas as partes agora estão zangadas, este é um regulamento que poderá ser deitado fora porque uma das partes não quer.  

Problema bicudo. Mas da maneira como isto está a acontecer, é uma questão de poder. E temo que as consequências que conhecemos sejam semelhantes aos que aconteceram, há mais de 30 anos, com a cisão CART/IRL, ou o que aconteceu, alguns anos antes, em 1992, com o Grupo C, quando a FIA meteu o regulamento dos motores de 3.5 litros, iguais aos da Formula 1, e destruiu o Mundial de Sport-Protótipos. 

Dois campeonatos paralelos de Endurance? Não fiquem admirados. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

WRC (II): Novo promotor promete mudanças, sem comprometer a sua essência


O novo promotor do WRC quer fazer mudanças para os ralis, mas não pretende comprometer o seu espírito original. 

Numa conferência de imprensa da FIA, onde se fez a apresentação do grupo automóvel francês Cosmobilis e o fundo de investimento Park Square, que completaram no início deste mês a aquisição do WRC Promoter e ERC Promoter, Mohamed Ben Sulayem, o presidente da FIA, realçou que este negócio com a Cosmobilis era o melhor que a FIA já fez, pois o orgão federativo manterá poder de decisão e receberá também proveitos financeiros. E fala disso em contraste com a Formula 1, onde o próprio Ben Sulayem afirmou que a FIA recebe "zero e não tem poder".

Na apresentação, Eric Boullier disse que haverá mudanças no formato das provas,  reformulação da plataforma de comunicação social com maior aposta nas redes sociais, transformar o Parque de Assistência numa arena do WRC, e a garantia de querer manter os ralis gratuitos para o público sempre que for possível.

"Há uma coisa que gostaria de salientar primeiro. Nunca, mas nunca, iremos mudar o ADN dos ralis. Essa é a nossa posição. Nunca iremos alterar aquilo que é o ADN dos ralis”, começou por afirmar na conferência de imprensa de apresentação.

E continuou ao garantir que "uma das coisas em que vamos obviamente é trabalhar com a FIA e tentar fazê-lo agora, porque os ralis são, obviamente, o desporto mais espetacular, mas já ninguém fala deles. E esse é o problema atualmente: queremos trazer de volta o WRC e o ERC para o lugar que lhes pertence.


Em relação aos construtores, Boullier já disse que estão a falar com eles em relação a questões como os custos e o calendário, e acredita que poderão ter novos construtores em breve.

"Já iniciámos algumas conversações com muitos deles. Os primeiros que obviamente tivemos em consideração foram os atuais no WRC. Não existe um mundo perfeito. Nunca conseguimos agradar a toda a gente, mas abordámos as suas preocupações. Eles querem uma plataforma estável. Temos um compromisso de 10 anos com a FIA. Eles querem que os custos sejam reduzidos.”, começou por afirmar.

"[O WRC] é uma plataforma global, tal como a Fórmula 1, por isso vamos ter 14 ou 15 ralis em todo o mundo. Vamos a África, vamos à Ásia, vamos a todo o lado, à América do Sul, e é importante manter esta dimensão global, porque, no fim de contas, somos apenas a Fórmula 1 e nós...”, concluiu.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Noticias: Ben Sulayem levantou as limitações de mandatos da FIA


O presidente da FIA, Mohamed Ben Sulayem, decidiu levantar o estatuto de limitação dos mandatos, que foi imposto pelo anterior presidente, Jean Todt. Até agora, todos os presidentes da FIA tinham um limite máximo de 12 anos, mas ele alterou, aproveitando uma alínea nos estatutos da FIA, afirmando que qualquer membro da cúpula da organização, para pedir tal alteração, deverá ter menos de 70 anos. Ben Sulayem tem neste momento 64 anos de idade.

A votação, que aconteceu hoje em Macau, foi aprovada quase por unanimidade - 90,71 por cento dos membros da FIA aprovaram esta alteração - e assim, ele poderá ficar o tempo que quiser, a menos que seja retirado por meio de votação ou atinja o limite de idade de 70 anos, ou seja, por agora, nenhum candidato com mais de 70 anos poderá se candidatar à presidência.

"As alterações propostas foram aprovadas por maioria qualificada nas Assembleias Gerais Extraordinárias. Os órgãos da FIA mantêm plena autoridade para eleger democraticamente os dirigentes que considerarem adequados", começa por falar o comunicado oficial. "Os critérios de elegibilidade para o cargo de Presidente da FIA foram reforçados e estão mais alinhados com os critérios de elegibilidade existentes para os demais candidatos da Lista Presidencial".

Sulayem, dos Emirados Árabes Unidos e ex-piloto de ralis, é presidente da FIA desde 2021, e está no inicio do seu segundo mandato.

terça-feira, 16 de junho de 2026

WRC: FIA anunciará novo promotor até Julho


A FIA anunciou esta terça-feira que o WRC terá um novo promotor até ao inicio do próximo mês, ou seja, dentro de três semanas, no máximo. Em Le Mans, onde assistiu à corrida de 24 Horas, Mohammed Ben Sulayem afirmou que está a negociar pessoalmente com esse novo promotor e que o contrato será de longa duração, mais do que sete anos.

"Nos próximos dias, vou concluir questões relacionadas com uma das áreas que mais me apaixona, nomeadamente os ralis. O futuro do WRC ficará definido dentro de três semanas. Podem escrever isso. Se não acontecer, a responsabilidade será exclusivamente minha", começou por afirmar Ben Sulayem à publicação francesa Auto Hebdo.

Em relação à duração, o presidente da FIA falou sobre isso, e porque deseja que dure mais do que os sete anos inicialmente previstos. Nos bastidores, fala-se que o favorito terá o poio da Red Bull e será liderado por Eric Bouiller, ex-diretor desportivo da Renault, Lotus GP e McLaren. E que o WRC seja uma competição acessível e económica. 

"Um novo carro custará cerca de 350 mil euros e o orçamento de uma equipa oficial com três carros deverá situar-se entre os 25 e os 30 milhões de euros por época. Já não estamos a falar de orçamentos anuais de 70 milhões de euros, o que torna o Campeonato do Mundo de Ralis mais acessível aos construtores", começou por falar. "Também custa menos organizar os ralis. A FIA está a investir dinheiro nos ralis e o formato do Campeonato do Mundo está a mudar. Estamos a trabalhar em estreita colaboração com o novo promotor para desenvolver as transmissões televisivas e as soluções de comunicação.", continuou.

"Neste momento, vários construtores já manifestaram interesse em entrar no Campeonato do Mundo, mas assim que a questão do promotor estiver resolvida, o processo deverá acelerar. Esperamos atrair pelo menos cinco marcas para o campeonato num futuro próximo", concluiu o homem que lidera os destinos da FIA.

sábado, 13 de dezembro de 2025

FIA: Ben Sulayem reeleito, novo Acordo da Concórdia divulgado


A FIA foi a Tashkent, no Uzbequistão, para a sua Gala, mas também para confirmar Mohammed Ben Sulayem como seu presidente para mais quatro anos. A eleição, do qual concorreu sem qualquer oposição significativa, como sempre quis - a concorrência simplesmente desistiu depois dos obstáculos que ele colocou ao longo deste ano nos seus estatutos - e Ben Sulayem inicia agora o seu segundo mandato de quatro anos, afirmando que durante o mandato que agora acabou, conseguiu melhorar a posição da FIA como o organismo regulador mundial do desporto motorizado e a autoridade líder em mobilidade segura, sustentável e acessível.

No seu discurso de aceitação, Ben Sulayem afirmou:

Obrigado a todos os nossos Membros da FIA por votarem em números tão notáveis e por confiarem em mim mais uma vez. Superámos muitos obstáculos mas, aqui hoje, juntos, estamos mais fortes do que nunca."

É verdadeiramente uma honra ser Presidente da FIA e estou empenhado em continuar a entregar resultados para a FIA, para o desporto motorizado, para a mobilidade e para os nossos Clubes Membros em todas as regiões do mundo.

"A eleição foi conduzida em conformidade com os estatutos da FIA, através de um processo de votação robusto e transparente, refletindo os alicerces democráticos da federação e a voz coletiva dos seus membros a nível global.", concluiu.


Sob a sua liderança, a FIA conseguiu equilibrar as suas finanças, passando de um prejuízo de 24 milhões de euros para um "superavit" de 4,7 milhões de euros em 2024, o melhor resultado financeiro da federação em quase uma década. E para além destas reformas, Ben Sulayem e a FIA conseguiram criar ao longo do mandato uma função comercial, reforçando também a sua identidade institucional global tanto no desporto motorizado como na mobilidade, expandindo a atividade de desenvolvimento regional, apoiando a participação de base e aprofundando o envolvimento com parceiros internacionais em matéria de segurança, mobilidade sustentável e o futuro dos transportes.

Enquanto a sua eleição era confirmada, FIA e Liberty Media anunciaram o novo Acordo da Concórdia, onde, depois de meses de negociação, ambas as partes chegaram a um acordo, que vigorará até ao final da temporada de 2030.

Embora muitos pormenores se tenham mantido confidenciais, tornou-se claro que o novo acordo irá aumenta a contribuição financeira da Fórmula 1 para a FIA, um ponto que Ben Sulayem vinha defendendo como essencial numa altura em que o campeonato cresce em receitas e complexidade operacional. E essa nova injeção de dinheiro servirá para, por exemplo, profissionalizar e estabilizar áreas como a direção de corrida e o corpo de comissários. 


No comunicado oficial, o reeleito Ben Sulayem afirmou:

Este acordo permite-nos continuar a modernizar as nossas capacidades regulatórias, tecnológicas e operacionais, incluindo o apoio aos nossos diretores de corrida, oficiais e aos milhares de voluntários cuja competência sustenta cada corrida”, afirmou.

E reforçou a sua ambição de fundo. “Estamos a garantir que a Fórmula 1 permanece na vanguarda da inovação tecnológica, estabelecendo novos padrões no desporto global.”, concluiu.

Do lado da Liberty Media, Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, destacou o efeito estabilizador do entendimento numa fase em que o desporto prepara uma nova era regulamentar a partir de 2026. “Este acordo garante que a Fórmula 1 está na melhor posição possível para continuar a crescer em todo o mundo”, afirmou.

Em resumo, a FIA passa a ter mais meios para fazer melhor o trabalho que, nos últimos anos, tem estado sob escrutínio constante, precisamente quando o campeonato se torna mais rentável, mais complexo e mais dependente de decisões rápidas, consistentes e tecnicamente sustentadas. Precisamente na altura em que Ben Sulayem ganha mais um mandato à frente do organismo máximo do automobilismo.

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Noticias: Formula E estende acordo com a FIA para manter exclusividade


Nas vésperas do fim de semana duplo de Londres, a FIA anunciou a extensão da sua parceria com a Formula E Holdings Limited (controlada pela Liberty Global) para a contínua promoção do Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E (Fórmula E) na categoria de monopostos totalmente elétricos. O acordo será plurianual e segundo ambas as partes, irá fornecer uma plataforma poderosa para acelerar a trajetória de crescimento do campeonato, atrair mais investimentos, ampliar seu impacto global e pavimentar o caminho para a inovação sustentável no setor automotivo, em geral. 

Numa altura em que se prevê um aumento de vendas de carros elétricos para mais de 40 por cdento do total global de veículos até 2030, e com a competição a crescer numa média de 20 por cento por temporada, para atingir cerca de 400 milhões de fãs em todo o mundo e atrair uma audiência televisiva de aproximadamente 500 milhões de pessoas, a competição tem 11 equipas de alto nível e 22 pilotos de elite, correndo em lugares como o Mónaco, São Paulo, Londres, Tóquio e Berlim, entre outros.

Na assinatura do acordo, Jeff Dodds, CEO da Fórmula E, começou por afirmar: 

"O crescimento da Fórmula E desde sua criação tem sido nada menos que extraordinário, com centenas de milhões de fãs, equipas e pilotos de classe mundial decidiram escolher as corridas elétricas altamente competitivas. Esta extensão de longo prazo da parceria nos permite continuar construindo a marca, investindo no produto e oferecendo algumas das corridas mais cativantes que nos tornaram famosos. Com a extensão de longo prazo, o impacto que a Fórmula E seguirá tendo no automobilismo global será verdadeiramente transformador", concluiu.

 Mike Fries, CEO da Liberty Global, declarou:  

"Acreditamos na Fórmula E desde o primeiro dia, e esta extensão reafirma nossa confiança no rumo que ela está tomando. Este é o esporte motorizado do futuro, um campeonato que combina a tecnologia mais recente, corridas acirradas e uma missão que realmente importa. ", começou por referir.

"Com o apoio contínuo da FIA, agora podemos dar os próximos grandes passos, expandir o esporte, aumentar sua base global de fãs e continuar a ultrapassar os limites do que as corridas elétricas podem alcançar. Com este novo acordo em vigor, a Fórmula E está agora melhor posicionada do que nunca para definir o futuro do automobilismo, mais inovador, mais inclusivo e mais sustentável, para inspirar a próxima geração de fãs, de pilotos e de parceiros em todo o mundo", concluiu.

Por fim, Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, referiu a este acordo da seguinte maneira:

"A extensão do contrato para o Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E é um resultado fantástico para o esporte e um reflexo claro da nossa estratégia contínua na FIA de fortalecer parcerias comerciais e impulsionar o valor a longo prazo em todas as facetas do automobilismo.", começou por comentar. 

"Este marco reafirma nosso compromisso com a inovação, a sustentabilidade e o progresso tecnológico, fundamentais para identidade e propósito únicos do campeonato. Ele também está alinhado com nosso objetivo mais amplo de aumentar a participação global e promover um automobilismo mais acessível para todos. Estamos muito felizes em continuar esta jornada com a Fórmula E e espero vê-la crescer ainda mais, tanto dentro quanto fora das pistas, nos próximos anos", concluiu. 

terça-feira, 22 de julho de 2025

Meyer: "Não se trata de vingança"


O americano Tim Meyer lançou a sua candidatura à presidência da FIA no inicio do mês, durante o fim de semana do GP da Grã-Bretanha, contra Mohammed Ben Sulayem, afirmando que ele promove uma cultura de medo não cumprir as promessas de transparência, boa governação e liderança não executiva.

As eleições são no final do ano, mas Meyer, de 64 anos e filho do antigo diretor da McLaren, Teddy Mayer, está em campanha para conseguir levar a sua mensagem o mais longe possível. Falando esta semana ao podcast Parc Fermé F1, Mayer afirmou:

Já não estamos a falar de democracia, mesmo que essa tenha sido a plataforma em que ele se candidatou.” Ele continuou ao ataque, afirmando que Ben Sulatyem está “focado na a consolidação do poder de uma forma sem precedentes”, referindo inclusive que os “estatutos da FIA foram alterados, alterados e alterados novamente”. Também criticou as relações tensas da atual administração com pilotos, equipas e promotores, argumentando que as partes interessadas estão a ser maltratadas. 

Questionado sobre a razão da sua candidatura, ele afirma que não é por vingança, por ter sido despedido do lugar de comissário, há pouco menos de um ano.

Não se trata de vingança”, começou por afirmar. “Trata-se de como podemos impulsionar a FIA. Trata-se do que podemos fazer melhor nesta campanha e nos próximos quatro anos. Mohammed Ben Sulayem fez promessas há três anos e meio que eram boas ideias. Transparência, governação, ele até prometeu que seria um presidente não executivo. Ele não cumpriu essas ideias. Na verdade, tem sido exatamente o contrário.”, concluiu.

sexta-feira, 23 de maio de 2025

O (possível) novo candidato à presidência da FIA


Toda a gente sabe que a presidência da FIA, ocupada por Mohamed Ben Sulayem, está de novo em jogo no final do ano, e há gente, especialmente na Grã-Bretanha, que está descontente e quer arranjar alguém que o possa desafiar. Surgiu desde há umas semanas a chance de Carlos Sainz Sr, bicampeão do mundo de ralis, mas agora poderá ter surgido outro candidato. Outro ex-piloto, europeu e vencedor de competições míticas. Neste caso, é o austríaco Alexander Wurz.

Um jornal local, o "Osterreich", que publica muitos exclusivos de Helmut Marko e Toto Wolff, ambos austríacos, afirma que o ex-piloto de 51 anos, que depois de pendurar o capacete, foi o diretor da GPDA, Grand Prix Drivers Association, está a ser incentivado a candidatar-se “por um número crescente de pessoas”, afirma o jornal. 

Que continua: “Cada vez mais pessoas dentro do meio pedem que o antigo vencedor de Le Mans, Alexander Wurz, seja o novo líder do organismo mundial do desporto motorizado.” E quem aparentemente já deu o seu apoio foi Damon Hill, que afirmou: “Ele é um verdadeiro especialista, tem conhecimento e dá enorme importância à segurança dos pilotos”, disse o britânico. “Wurz como presidente da FIA? Seria o cargo ideal para ele.

Entretanto, no Mónaco, Carlos Sainz Jr, falou sobre os rumores acerca do seu pai e afirmou que ainda não há uma decisão: “É curioso porque não foi uma ideia dele”, disse o piloto da Williams de 30 anos. “Muita gente no paddock começou, aos poucos, a sugeri-lo, a abordá-lo e a incentivá-lo. Ele está a pensar nisso agora. Ainda não tem uma equipa nem uma lista definida, mas dependendo da forma como encarar a situação, irá ou não avançar.”

Nascido a 15 de fevereiro de 1974, em Waidhofen an der Thaya, na Baixa Áustria, competiu na Formula 1 entre 1997 e 2000, e entre 2005 e 2007, por equipas como a Benetton, McLaren e Williams, conseguindo três pódios e uma volta mais rápida. Na Endurance, triunfou nas 24 Horas de Le Mans em duas ocasiões, em 1996 e 2008, a última das quais pela Peugeot. Atualmente tem três filhos, dois deles, Charlie e Oscar, a competir nas competições de formação: Charlie na Formula 3, Oscar na Formula 4.

Para além disso, é comentador televisivo no canal estatal ORF, e tem interesses empresariais, nomeadamente no desenho de pistas, como a de Qiddiya Speed Park, na Arábia Saudita, e que a partir de 2027 acolherá a Formula 1 nesse país, bem como está a desenhar uma pista no Ruanda.    

A eleição para a presidência da FIA ocorrerá no final deste ano, sem data definida.

quarta-feira, 7 de maio de 2025

A(s) image(ns) do dia






Falei na quarta-feira sobre Carlos Sainz, o bicampeão do mundo de ralis e vencedor do Rali Dakar, por causa do rumor que poderá se candidatar contra Mohammed Ben Sulayem, nas eleições para a presidência da FIA, que acontecerá este ano. Alguns sabem que o antigo piloto, originário dos Emiratos Árabes Unidos, e 15 vezes campeão do Médio Oriente, anda a prometer algumas coisas para ver se fica com mais quatro anos de mandato - o limite é 12 anos, mas nunca se sabe...

Mas ele não era um "riquinho" com dinheiro para comprar os melhores carros do marcado e competir de forma privada, um pouco como na geração seguinte fez o qatari Nasser Al Attiyah. Nascido a 12 de novembro de 1961, no Dubai, fez o seu primeiro rali no Mundial em 1988, na Grécia, a bordo de um Ford Sierra RS Cosworth. No ano a seguir, correu num Toyota Celica GT-Four. Serão essencialmente os carros que usará ao longo do tempo em que participou na competição, sempre em temporadas parciais, sempre como um privado.

O rali da Argentina era sempre uma prova dura, mas os pilotos gostavam. E poucos foram os que sobreviveram a uma prova que, naquele ano, 25 especiais, com 507,13 quilómetros de especiais de classificação. 

Juha Kankkunen acabou por ganhar, no seu Toyota Celica, batendo o Ford de Miki Biasion e o Lancia Delta de Didier Auriol, já numa altura em que estavam em decadência. Normalmente, sendo um rali duro, depois dos carros oficiais, apareceriam os locais ou carros do Grupo N ou carros invulgares como o Fiat Regatta, na Argentina. E por esses dias, o panorama dos ralis na Argentina tinha a particularidade de ter... o filho do presidente a competir (!): Carlos Menem Jr., um piloto que fez alguns resultados de interesse - e participou em algumas edições do rali de Portugal - antes de sofrer um acidente fatal de helicóptero em 1995.  

Mas como o que interessa é ver quem chegou ao fim naquele rali, pode-se afirmar que Ben Sulayem mostrou-se ao acabar no sexto posto, atrás de, por exemplo, o uruguaio Gustavo Trelles - numa altura em que os dez primeiros pontuavam. Trelles foi quarto, Menem Jr. foi o quinto, e em sétimo, o austríaco Rudi Stohl e em oitavo, o português António Coutinho, que competia pelo campeonato do mundo de Grupo N, a bordo de Toyota Celica. Curiosamente, o último lugar pontuável foi ocupado por José Checheto, num... Fiat Regatta. Outros tempos.

No final, o resultado de Ben Sulayem foi o seu melhor de sempre, e conseguiu 12 pontos no WRC ao longo da sua carreira, que acabou - pelo menos, no WRC - em 1995, quando participou em parte do campeonato, num Toyota Celica GT-Four da Marlboro Team Griffone, onde não pontuou nos cinco ralis onde participou. Podia não ter estofo de campeão, mas pisava em ramo verde.   

sexta-feira, 7 de março de 2025

O fim do apoio britânico à FIA


Mohammed Ben Sulayem recandidata-se este ano à presidência da FIA e tudo indicava que isto seria um "pró-forma", com um candidato único, ou um opositor que fizesse o papel de "corpo presente", para que alguns votassem nele, mas que não colocassem em dúvida a maioria qualificada que teria para mais um mandato tranquilo. 

Contudo, as tensões no último ano, especialmente com o código de conduta aos pilotos, aplicando uma "mordaça" para as palavras que dizem em público, deram algumas tomadas de posição por parte dos pilotos, quer de Formula 1, quer do WRC - este último, depois da multa de 10 mil euros ao Adrien Formaux, no final do rali da Suécia - fizeram com que algumas federações entrassem em rutura com Sulayem. E uma delas foi o Reino Unido, através da sua entidade representativa, a Motorsport UK. E especialmente, Dawid Richards.

Fundador e antigo presidente da Prodrive, e depois diretor da BAR, na Formula 1, era vice-presidente da FIA até entrar em rutura com Ben Sulayem, quando foi impedido de assistir, em meados do mês passado, a uma reunião do Conselho Mundial, por não querer assinar um acordo de confidencialidade ditado por Ben Sulayem. Sabia-se que iria haver uma resposta, e esta apareceu na quarta-feira, quando apresentou uma carta aberta onde aponta graves falhas a Ben Sulayem, especialmente na parte de cumprir o que tinha prometido, quando concorreu à presidência da FIA, tendo, então, sido apoiado pela Motorsport UK.


Na carta aberta, Richards afirma:

Receio que, nos últimos três anos, tenha havido uma falha distinta em cumprir estas promessas. De facto, a situação tem piorado progressivamente, com relatos dos media a confirmar que numerosos membros seniores da FIA e oficiais voluntários foram despedidos ou demitiram-se sob uma núvem opaca”, pode ler-se no documento.

Depois, continua: “Além disso, o âmbito dos Comités de Auditoria e Ética foi severamente limitado e agora carece de autonomia da autoridade do presidente, enquanto o nosso representante do Reino Unido, que contestou certos assuntos, foi sumariamente removido juntamente com o presidente do Comité de Auditoria”.

Richards aponta ainda que mesmo outros órgãos foram diminuídos, perdendo pluralidade: 

Várias técnicas também foram implementadas com o efeito de limitar a função adequada do Conselho Mundial de Desporto Motorizado, principalmente o uso de votação eletrónica, que remove a oportunidade de discussão e debate necessários sobre assuntos chave. Isso tem se tornado cada vez mais preocupante e a gota d'água para mim, há três semanas, foi ser solicitado a assinar um novo acordo de confidencialidade que considerei uma 'ordem de silêncio'”.

Estas acções da FIA estão em violação dos seus próprios Estatutos. Como resultado, informamos a FIA que, a menos que abordem as questões que levantamos, estaremos prontos a tomar mais medidas legais”, concluiu.

Com este ataque, os especialistas afirmam que Richards poderá ter acordado com alguém para que se candidate contra Ben Sulayem nas eleições que acontecerão este ano. Uma das hipóteses foi avançada pela imprensa italiana, que fala em Susie Wolff, a mulher de Toto Wolff, que no ano passado, foi alvo de uma investigação por parte da FIA para saber se existira conflitos de interesse. uma investigação que foi arquivada pouco depois, com muitos a afirmar em surdina que poderá ter sido uma maneira de intimidá-los a tentar a presidência da FIA. 


Uma coisa é certa, mesmo que Ben Sulayem possa ter os apoios das federações africanas, asiáticas e sul-americanas, ter a Motorsport UK contra ele poderá ter impacto na corrida, pois pode arrastar as federações europeias. Mas que os britânicos agora estão em guerra com ele, isso é certo.   

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

A imagem do dia



Sarna para se coçar. Parece que as atitudes de Mohamed Ben Sulayem estão crescentemente a ser de ditador. Primeiro, o regulamento penalizador contra os pilotos, pelas suas linguagens que considera "ofensivas", depois, os avisos da GPDA, a Associação de Pilotos de Formula 1, e da WORDA, a associação de pilotos de ralis, que pedem para que suavize as penalizações, sob pena de endurecerem a luta, e agora... o mais recente incidente, que aconteceu no mais recente Conselho Mundial da FIA, que aconteceu ontem.

Dois dos seus vice-presidentes, David Richards e Richard Reid, não foram admitidos na reunião presidida pelo presidente da FIA, para choque da imprensa britânica. A razão para isto pode estar relacionada à recusa de Reid e Richards, bem como de outros membros, em assinar acordos de confidencialidade como parte de um protocolo mais rigoroso nas reuniões da FIA.

O que não é muito sabido é que, desde a sua eleição, há relações tensas entre Ben Sulayem e a imprensa britânica, que em muitos aspetos, é das mais poderosas do meio. Ele avisou que a forma como ele dirige a FIA "não é da conta deles", e para piorar as coisas, Ben Sulayem está a preparar o levantamento de sanções desportivas contra a Rússia, impostas após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Por causa disso, os pilotos russos ou correm sem licença ou por outros países, como por exemplo Nikolay Gryazin, que corre no WRC sob licença búlgara. 

Em declarações prestadas à BBC no final do ano pasado, David Richards, que também é presidente da Motorsport UK, afirmou que estava "preocupado que grandes organizações mundiais se recusassem a trabalhar com a FIA se esta não reflectisse os mais altos padrões de governança corporativa, como convém ao desporto".

E por causa disso, todos no meio andam fartos de Ben Sulayem. E há eleições no final do ano, onde ele irá para a reeleição, mas poderá ter... oposição. E uma das possibilidades é Susie Wolff. 

Mais que a mulher de Toto Wolff, ela foi piloto - nome de solteira: Susie Sttodart - e no final do ano passado, Ben Sulayem decidiu lançar uma investigação contra os Wolff por alegado conflito de interesses. Afinal de contas, ela é agora a diretora de uma equipa da Formula E, mas também a diretora da F1 Academy, uma competição exclusivamente feminina associada à Formula 1. Com o pelotão a reagir fortemente contra esta investigação, por achar ser "misógina", ela caiu pouco tempo depois. Mas muitos consideraram como um aviso. 

E agora, a revista italiana Autosprint revelou a razão: para não tentar ir contra Ben Sulayem na corrida à reeleição. 

Por mais questionáveis que sejam as ações de Ben Sulayem, cada movimento que fez até agora teve um propósito”, afirmou o jornalista Stefano Tamburini, na mais recente edição da revista italiana. “Mesmo aqueles que pareceram completamente ilógicos, como a abertura e o encerramento rápido de uma investigação por conflito de interesses contra Susie Stoddart, líder da F1 Academy, e o seu marido Toto Wolff, chefe de equipa da Mercedes. Na realidade, foi uma forma de mostrar que ele estava ciente da possível candidatura de Susie às eleições presidenciais”, concluiu.

De acordo com os estatutos da FIA, Ben Sulayem pode candidatar-se à reeleição por mais dois mandatos de quatro anos, ou seja até 2033. E apesar de Stoddart ser um bom nome para as associações da Europa Ocidental, e quem sabe, nas Américas, Ben Sulayem goza neste momento de bastante popularidade na Ásia, América do Sul, África e Médio Oriente. 

Contudo, se daqui até ao final do ano, as relações se deteriorarem, as coisas se manterão da mesma maneira?

sábado, 7 de dezembro de 2024

Youtube Formula 1 Vídeo: As patetices da "dona FIA"

O final de semana do GP do Qatar foi bem interessante, de facto. Os momentos aborrecidos passaram rapidamente para os agitados e tudo, mas o que muitos afirmam é que o presidente da FIA, Mohamed ben Sulayem, parece querer controlar a instituição à força e anda a despedir gente para substituir por "yes-men". Claro, ninguém fica feliz com isto, e outros afirmam que a razão da penalização de um lugar do Max Verstappen, na pós-qualificação, tinha a ver com o comissário ter cedido às exigências do George Russell.  

Claro que as coisas parecem ir a caminho do caos, pelo menos na visão do Josh Revell, mas estamos em pleno final de semana do GP do Abu Dhabi, temos de dar alguma margem de tolerância... 

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Noticias: FIA não descarta uma 12ª equipa


O Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, manifestou esta semana o seu apoio à expansão da Formula 1 para 12 equipas num futuro a médio prazo, sublinhando que as regras permitem 12 equipas e descrevendo a adição da Cadillac, confirmado no fim de semana do GP de Las Vegas, como uma vitória para todos.

"Porque não?”, disse Ben Sulayem à Reuters no fim de semana do Grande Prémio do Qatar. “Trata-se de fazer a coisa certa. Então, porque é que temos uma opção de 12 se vamos dizer não, não, não? Para mim, é muito claro que é uma vitória para todos com a 11ª equipa”.

Estas declarações acontecem depois da entrada da GM, confirmada para 2026, com a possibilidade de ter os seus próprios motores em 2028. Há noticias de que a Toyota, que tem uma parceria com a Haas a partir de 2025, poderá começar a pensar num regresso da equipa japonesa à categoria máxima do automobilismo. Mas provavelmente, nunca antes do final da década, mesmo que comece agora o seu projeto. 

sábado, 23 de novembro de 2024

Youtube Formula 1 Vídeo: As polémicas de Ben Sulayem

Mohamed ben Sulayem está na presidência da FIA desde 2021, depois de mais de três mandatos de Jean Todt. Esperava-se que depois de uma presidência sem grandes sobressaltos do francês, antigo navegador de ralis, ditrtor técnico da Peugeot e da Ferrari, com sucessos nos ralis, Dakar, Le Mans e Formula 1, o antigo campeão do médio Oriente de ralis, dos Emirados Árabes Unidos, poderia trazer nowas ideias para o automobilismo. 

Contudo, depois de quase dois anos de mandato, parece que ele gosta de dar nas vistas... e pelas piores razões. Desde os códigos de conduta aos pilotos, para a maneira como tratou o caro da Andretti, passando pela instabilidade do cargo de diretor de corrida, a Liberty Media e os donos das equipas passaram a... não gostar dele. E com alguma razão. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

A imagem do dia


Isto não é uma imagem, é um comunicado. Mas mostra o absurdo destes dias, e se calhar, a irrelevância da FIA. A história é sabida de todos, mas conto na mesma: ontem, na conferência de imprensa pré-GP de Singapura, Max Verstappen disse asneiras, e foi advertido. Ele não ligou e continuou. Tudo bem. Hoje, soube-se que ele foi advertido pela FIA por causa da sua linguagem e foi forçado a servir pena comunitária. 

Todos sabemos que os pilotos desabafam. E quando se desabafa, as pessoas falam asneiras. E no caso do Max, As coisas não andam bem com ele e com a sua equipa. Estão a perder a vantagem do inicio da temporada e o próprio Helmut Marko já admite que o título de Construtores pode estar perdido para... sabe-se lá quem. Mas isso não conta para aqui. 

Esta semana, a FIA pediu aos pilotos para se conterem. Mas se formos ver as comunicações de rádio de cada Grande Prémio, os pilotos não se contêm quando há qualquer problema com o carro ou cometem em erro. Tem de desabafar, ponto. 

A FIA não está mais no tempo de Jean-Marie Balestre, mas há quase 45 anos, por causa de uma mesquinhice, quase causou uma cisão (sobre isso, conto quando for a altura). Max Mosley fez o seu trabalho para a tornar irrelevante aos olhos das equipas, e agora como não manda em nada em termos de regulamentos e do espetáculo da Formula 1, decidiu ser "professor de etiqueta e de boas maneiras". E as reações são exatamente isso: por um lado, queixam-se de elas serem ridículas, especialmente numa altura em que as pessoas já se habituaram ao mau palavreado. E segundo, apontam no sentido do "rei vai nu": a Formula 1 não precisa da FIA para nada, apenas para colocar um carimbo nas decisões que foram tomadas pelas equipas. O seu poder é o de uma monarquia constitucional, e Mohammed Ben Sulayem é o rei da Inglaterra. 

Anda lá, FIA, não sejam mesquinhos. Caso contrário, as pessoas começam a dizer algumas verdades sobre a sua relevância para a Formula 1...  

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Noticias: Domenicalli e FIA elogiam calendário de 2025


A divulgação do calendário da Formula 1 para 2025, num ano em que a Formula 1 fará as suas bodas de diamante, deixou felizes os responsáveis da Formula 1 e da FIA, que colaboram entre si para a acomodação do calendário, apesar deste ser o maior de sempre, com 24 corridas. 

Apesar de tudo, este calendário continua com as alterações iniciadas esta temporada, com o enfase num melhor fluxo geográfico das corridas, com o ajuntamento do máximo corridas no mesmo continente na data mais próxima, apesar de ainda existirem coisas como Miami em maio e Montreal em junho, destacados da maior parte das corridas nas Américas, que acontecem no inicio do outono, por exemplo.

No momento do anúncio do calendário, o Diretor Executivo e Presidente da Fórmula 1, Stefano Domenicali disse que: “2025 será um ano especial, pois celebramos o 75º aniversário do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 da FIA, e é esse legado e experiência que nos permite apresentar um calendário tão forte."

Mais uma vez, visitaremos 24 locais incríveis em todo o mundo, oferecendo corridas, hospitalidade e entretenimento de primeira classe, que serão apreciados por milhões de fãs em todo o mundo. Estamos gratos à FIA, aos nossos promotores, aos parceiros das cidades anfitriãs e a todas as federações nacionais relacionadas pelo seu empenho e apoio na realização deste calendário e na garantia do que promete ser mais um ano fantástico para a Fórmula 1. Gostaria também de prestar homenagem às nossas equipas e pilotos de Formula 1, os heróis do nosso desporto, e aos nossos fãs em todo o mundo por continuarem a seguir com um entusiasmo incrível.”, concluiu.

Do lado da FIA, o seu Presidente, Mohammed Ben Sulayem, acrescentou: “O calendário do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 da FIA de 2025, aprovado pelo Conselho Mundial do Desporto Automóvel, é mais uma ilustração da nossa missão colectiva de cumprir os objectivos de sustentabilidade através da regionalização dos eventos. Embora o nosso foco esteja na estabilidade geral da Fórmula 1, também temos um dever partilhado para com o ambiente e para com a saúde e o bem-estar do pessoal que viaja.

A Formula One Management, sob a direção de Stefano Domenicali, produziu um calendário que combina bem os circuitos tradicionais e os locais modernos.", continuou.

Agradecemos às federações anfitriãs, aos organizadores locais e aos muitos milhares de voluntários da FIA pelos seus esforços incansáveis para fazer da Fórmula 1 um espetáculo verdadeiramente global e de grande audiência, enquanto nos preparamos para celebrar o 75º ano do desporto.”, concluiu.

terça-feira, 5 de março de 2024

Rumor do Dia: FIA dificultou homologação do circuito de Las Vegas


Como se um rumor não vem só... surgiu hoje outro envolvendo o presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem. Depois de ontem, o primeiro rumor ter a ver com a tentativa de alterar uma penalização a Fernando Alonso no GP da Arábia Saudita de 2023, desta vez tem a ver com o circuito de Las Vegas. Segundo conta hoje Andrew Benson, jornalista da BBC, que terá tido acesso ao relatório do Compliance Officer’ da FIA – que supervisiona e controla o cumprimento das normas éticas daquela entidade federativa – apresentados ao comité de ética, e descobriu que ele, alegadamente, deu instruções aos funcionários da FIA para não homologarem o circuito de Las Vegas para a sua corrida do ano passado.

À BBC, um porta-voz da FIA negou qualquer irregularidade na certificação do circuito de Las Vegas para a sua corrida no ano passado, na sequência destas acusações contra o presidente da FIA. Esse mesmo porta-voz afirmou que a aprovação do circuito cumpriu o protocolo em termos de inspeção e certificação, apesar de na altura, ter havido um atraso devido às obras de construção em curso. 

Curiosamente, o circuito de Las Vegas foi uma aposta pessoal da Liberty Media, que pagou a conta das obras feitas para fazer o "paddock" para acolher as equipas - ao todo, mais de 500 milhões de euros - logo, quer as receitas, quer as despesas, pertencem à competição. E claro, a ideia era de promover a competição nos Estados Unidos. 

Na sua primeira corrida, existiram problemas no primeiro dia de treinos livres quando uma das tampas de esgoto saiu do seu lugar na passagem do carro de Carlos Sainz Jr, que o destruiu. s tampas foram coladas com cimento, e eles aguentaram o resto do fim de semana.  

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

WRC: Subaru pensa no regresso


A Subaru poderá estar a pensar no regresso... com o apoio da Toyota. Quem afirma isso é o próprio presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, nesta quinta-feira, na Grécia, onde está a assistir ao inicio da Rali Acrópole, ao referir o resultado de uma reunião com Akio Toyoda, o presidente do construtor nipónico.

Não é segredo que tive uma boa reunião com o Sr. Akio Toyoda e perguntei-lhe o que podemos fazer [para atrair mais construtores] e ouvi alguém que é apaixonado. E ele mencionou a Subaru”, começou a afirmar o Presidente da FIA. “Têm uma percentagem e vão apoiar uma iniciativa da Subaru. Sinto que alguém como ele, quando fala, fala com confiança”.

Caso regresse aos ralis, terminaria uma ausência que acontece desde 2008, quando era assistido pela Prodrive, de David Richards, onde desenvolveram entre 1993 e 2008 o modelo Impreza, e onde foram campeões em 1995, com Colin McRae, em 2001, com Richard Burns e em 2003, com Petter Solberg. Neste momento, apenas três construtores estão no Mundial de ralis com carros de Rally1: Toyota, Ford - com a M-Sport - a Hyundai.

terça-feira, 25 de julho de 2023

Noticias: FIA anuncia nova equipa no final do verão


A FIA anunciará em setembro, o mais tardar, quem estará na grelha de partida em 2026, o mais tardar. Numa entrevista ao site Formula.hu, Mohammed ben Sulayem afirma que o processo de seleção dos candidatos à Formula 1 está em andamento e não escolherão qualquer um. 

"[Anunciaremos] no próximo mês. São pessoas sérias e não queremos desqualificar ninguém sem rever minuciosamente as inscrições enviadas”, comentou.  “[A] declaração de intenções foi a decisão certa e o contrato estabelece que podem haver 12 equipas na Formula 1”, estando em cima da mesa propostas de “grandes nomes e muito dinheiro”.

O responsável máximo da FIA admite que “levamos o nosso tempo, a equipa da FIA trabalhou muito na carta de intenções, tivemos reuniões com as equipas onde analisamos as suas inscrições e acho que a decisão final será tomada dentro de quatro a seis semanas”.

Em relação às equipas atuais, muitas dos quais estão contra a entrada de mais, Ben Sulayem diz compreender “as preocupações”, especialmente “na parte financeira, a distribuição [dos prémios], mas não estou aqui para chatear ninguém, estou aqui para fazer o que é correto para o desporto”, concluiu.

As equipas que estão na calha para os lugares vagos são a Andretti e a Hitech. 

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Rumor do Dia: FIA dá "luz verde" a duas equipas


A FIA poderá dar em breve luz verde para a entrada de duas equipas no pelotão, e estas seriam a Andretti e a Hitech. Contudo, a Formula 1, através de Stefano Domenicalli, poderá estar contra essa ideia e isso poderá cavar ainda mais o fosso entre ambas as entidades. Não se conhece quando, em termos de temporada, mas o mais tardar, poderá ser 2025.

Segundo conta esta segunda-feira o "Auto Motor und Sport" alemã, a FIA, através do seu presidente, Mohammed ben Sulayem, irá dar luz verde às novas equipas. Contudo, Stefano Domenicalli é abertamente contra, bem como todas as equipas, exceto a McLaren, não querem porque isso diminui as receitas para o atual pelotão. E se a FIA seguir em frente, poderá fazer voltar aos tempos de Bernie Ecclestone, onde a relação entre ambas as partes era de tensão permanente. 

"Há pontos positivos e negativos", afirmou Domenicalli numa entrevista à Autosport britânica. “Sobre isso, não mudei de ideia. Não é por dinheiro, como dissemos, e não quero antecipar nada porque há um processo, tenho de respeitar o fato de a FIA tê-lo iniciado, e muito em breve chegaremos a uma conclusão”, acrescentou.

Como sempre dissemos, precisamos ter certeza de que a decisão é correta para os negócios. Acho que esse é o dever da FIA junto connosco, que deve ser assumido. Então essa é outra decisão que será tomada nos próximos meses”, completou.


Entretanto, Michael Andretti afirmou que tentou comprar uma equipa de Formula 1, mas que todas as suas propostas deram em negativo.

"Nós tentamos - ninguém está interessado, ninguém está vendedor", disse Andretti aos media reunidos no Extreme E Island X-Prix na Sardenha, na semana passada. "Você vai lá e eles nem estão interessados em conversar. Já estive lá, fiz isso - não aconteceu", acrescentou.

Apesar das dificuldades, Andretti não se sete ressentido pelo facto das equipas não querem ter novas equipas no pelotão. "Não culpo as equipas", disse Andretti, acrescentando: "Todos eles vão olhar por si mesmos, porque é isso que precisam fazer para se manterem competitivos", concluiu.