segunda-feira, 31 de agosto de 2026

WRC (II): Novo promotor promete mudanças, sem comprometer a sua essência


O novo promotor do WRC quer fazer mudanças para os ralis, mas não pretende comprometer o seu espírito original. 

Numa conferência de imprensa da FIA, onde se fez a apresentação do grupo automóvel francês Cosmobilis e o fundo de investimento Park Square, que completaram no início deste mês a aquisição do WRC Promoter e ERC Promoter, Mohamed Ben Sulayem, o presidente da FIA, realçou que este negócio com a Cosmobilis era o melhor que a FIA já fez, pois o orgão federativo manterá poder de decisão e receberá também proveitos financeiros. E fala disso em contraste com a Formula 1, onde o próprio Ben Sulayem afirmou que a FIA recebe "zero e não tem poder".

Na apresentação, Eric Boullier disse que haverá mudanças no formato das provas,  reformulação da plataforma de comunicação social com maior aposta nas redes sociais, transformar o Parque de Assistência numa arena do WRC, e a garantia de querer manter os ralis gratuitos para o público sempre que for possível.

"Há uma coisa que gostaria de salientar primeiro. Nunca, mas nunca, iremos mudar o ADN dos ralis. Essa é a nossa posição. Nunca iremos alterar aquilo que é o ADN dos ralis”, começou por afirmar na conferência de imprensa de apresentação.

E continuou ao garantir que "uma das coisas em que vamos obviamente é trabalhar com a FIA e tentar fazê-lo agora, porque os ralis são, obviamente, o desporto mais espetacular, mas já ninguém fala deles. E esse é o problema atualmente: queremos trazer de volta o WRC e o ERC para o lugar que lhes pertence.


Em relação aos construtores, Boullier já disse que estão a falar com eles em relação a questões como os custos e o calendário, e acredita que poderão ter novos construtores em breve.

"Já iniciámos algumas conversações com muitos deles. Os primeiros que obviamente tivemos em consideração foram os atuais no WRC. Não existe um mundo perfeito. Nunca conseguimos agradar a toda a gente, mas abordámos as suas preocupações. Eles querem uma plataforma estável. Temos um compromisso de 10 anos com a FIA. Eles querem que os custos sejam reduzidos.”, começou por afirmar.

"[O WRC] é uma plataforma global, tal como a Fórmula 1, por isso vamos ter 14 ou 15 ralis em todo o mundo. Vamos a África, vamos à Ásia, vamos a todo o lado, à América do Sul, e é importante manter esta dimensão global, porque, no fim de contas, somos apenas a Fórmula 1 e nós...”, concluiu.

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