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domingo, 23 de novembro de 2025

A(s) image(ns) do dia





Com a noticia da morte de Allan Moffat, este sábado, aos 86 anos, depois de sete anos de luta contra a Doença (ou o Mal) de Alzheimer, encerra uma era no automobilismo australiano, os anos 70 do século passado, onde as lutas com Peter Brock se tornaram lendárias no campeonato australiano de Turismos, especialmente numa luta entre marcas cujos carros eram fabricados na Austrália. Moffat, canadiano de origem, defendia a Ford, muitas das vezes de forma oficial, contra Brock, piloto da Holden, a fabricante australiana que pertencia à General Motors americana. 

E era especialmente em pistas como Mount Panorama, com a Bathurst 1000 - uma corrida de seis horas, feita num circuito nas montanhas de Nova Gales do Sul, normalmente realizado no inicio da primavera austral - ou seja, no inicio de outubro - que se moldavam os campeões e claro, as lendas. 

Como em 1977, quando Moffat ganhou ali pela quarta vez. E o estilo foi tal que quase iria cometer o mesmo erro que a ford fizera onze anos antes, em 1966, em Le Mans. 

Nesse ano, o Australiano de Turismos, o ATCC, estava na sua habitual luta Ford-Holden. Peter Brock corria no seu Torana, tentando ganhar um título que tinha caído no colo de Moffat no ano anterior. Este guiava um Ford Falcon GT Hardtop, oficialmente pela Allan Moffat Dealers, mas a Ford, oficiosamente, dava-lhe assistência nos seus carros. A seu lado tinha Colin Bond, que tinha chegado à Ford nesse ano, depois de oito temporadas a correr pela Holden, e a equipa tinha-se tornado imbatível, com ele a ganhar sete provas, começando o ano com cinco triunfos consecutivos, e dando uma liderança confortável, não dando armas à concorrência.

Em Bathurst, a equipa alinhou com os seus dois carros, mas cada um arranjou um co-piloto para trocar de carro ao longo da prova. E não foram uns quaisquer: no caso de Moffat, foi o belga Jacky Ickx, antigo piloto de Formula 1 e tinha ganho as 24 horas de Le Mans desse ano com um Porsche 935. Bond ficou com Alan Hamilton, e ambos se preparavam para a tremenda corrida no Mount Panorama, contra os Holden, que prometiam dar luta. 

O resultado foi o contrário: Moffat e Bond destruíram a concorrência, e a certa altura, eles tinham dado um avanço de... duas voltas sobre o terceiro classificado, algo que nunca tinha acontecido nem antes, nem depois. Moffat parecia ir tranquilo para cruzar a meta e recolher calmamente o seu troféu, mas o seu co-piloto tinha deixado uma desagradável surpresa. É que Ickx, desconhecedor do circuito, tinha levado os travões ao limite, e quando foi a vez de Moffat pegar no carro, descobriu que eles estavam perto de deixar de funcionar. As suas habilidades fizeram com que o carro prolongasse e a sua liderança estivesse protegida, mas deixou que Bond se aproximasse. 

Este decidiu ir atrás dele, aproximando-se, mas sem o atacar, num verdadeiro espírito de equipa, digamos assim. E essa "escolta", que foram as duas voltas finais da Bathurst 1000, filmada em direto pelas câmaras espalhadas pelo circuito, entrou na memória dos australianos como um dos grandes momentos do automobilismo local, uma espécie de consagração. Mas na realidade... Moffat quase perdeu a vitória, se Bond tivesse outras intenções. 

No final, os carros cruzaram a meta com meio carro de distância um do outro, num daqueles momentos para a fotografia - do género "win on Sunday, sell on Monday", e Moffat estava feliz com o troféu nas mãos. Poucos sabendo que tinha ganho... no limite.  

sábado, 22 de novembro de 2025

The End: Allan Moffat (1939-2025)


Allan Moffat, lenda do automobilismo australiano, morreu este sábado aos 86 anos de idade. De origem canadiana, é um dos maiores vencedores nas provas de Turismos, com quatro campeonatos australianos, quatro vitórias em Bathurst - duas na edição das 500 milhas, duas na edição dos 1000 quilómetros, um dos dois que conseguiram esse feito, ao lado de Peter Brock - também ganhou as 12 Horas de Sebring, em 1975, num BMW, ao lado de Brian Redman, do alemão Hans Joachim Stuck e do americano Sam Posey.

De acordo com a família, Moffat morreu numa unidade de cuidados continuados em Melbourne, onde estava há algum tempo. Ele sofria de Alzheimer desde 2019, altura em que entrou no Australian Motorsport Hall of Fame. 

Nascido a 10 de novembro de 1939 em Saskatoon, no Canadá, foi para a Austrália aos 17 anos com a sua família, quando o seu pai, que trabalhava para a firma de tratores Massey Ferguson, foi transferido para esse país. Começou a correr com um Triumph TR3, e em 1964, começou a correr num Ford Cortina Lotus. Dois anos depois, em 1966, foi para os estados Unidos para correr na Trans-Am, ganhando uma corrida, também com um Ford Lotus Cortina. Nos anos seguintes, até 1969, dividiu o seu tempo entre os Estados Unidos e a Austrália, correndo com Ford Mustang, pela Shelby, e com um Mercury Cougar, pela Bud Moore Engeneering.


Em 1969, Moffat foi de forma definitiva para a Austrália, e com um Ford Falcon, foi quarto na sua primeira participação em Bathrurst, ainda sendo uma prova de 500 quilómetros. No ano seguinte, ganha a sua primeira Bathurst, repetindo em 1971, e apenas ele ao volante. Nesse ano, é segundo no campeonato, com vitórias de Lakeside, Surfers Paradise e Symmonds Plains Raceway.

Em 1973, Moffat corria pela Ford Austrália, e com essa preparação, ganhou quatro das oito corridas nessa temporada e acabou como campeão australiano. E em Bathurst, a primeira edição dos mil quilómetros - a Austrália trocou a medição imperial pela métrica nesse ano - ao lado de Ian Geoghegean, acabaram por ganhar. A temporada ainda ficou marcada pelo... roubo do seu carro, nas vésperas da corrida de Adelaide, quando dois jovens levaram o carro "para dar uma volta". O carro foi encontrado, abandonado, e sem gasolina, nos arredores da cidade.

Isso não impediu de correr com um Ford emprestado e acabado a corrida na segunda posição.   

No final de 1973, a Ford sai de cena em termos oficiais e Moffat, continuando com máquinas dessa marca, montou a sua equipa para 1974, ganhando duas provas e acabando em terceiro no campeonato. Andando um pouco fora do país, Moffat ganha as 12 Horas de Sebring, num BMW, e participou em mais algumas provas fora da Austrália, sem o mesmo sucesso de Sebring. Retomou em 1976, para ser novamente campeão pela Ford, mesmo com um problema sério, quando o transportador onde levava o seu carro, pagou fogo e acabou em perda total. 


No ano seguinte, repete o título, e ganha Bathurst pela quarta vez, com uma companhia de peso: o belga de Jacky Ickx, que naquele ano tinha ganho as 24 Horas de Le Mans, com a Porsche. Com o quarto título no Mount Panorama, tornou-se num dos mais vencedores na competição, sempre com máquinas da Ford. Foi uma dobradinha, com Colin Bond e Alan Hamilton a serem segundos e a chegada "en tandem" um dos momentos mais memoráveis da história do automobilismo australiano.

Depois disto, até ao final da década, Moffat, que tinha sido condecorado com um OBE pelos seus serviços ao automobilismo - curiosamente, como canadiano, porque só se tornou australiano... em 2004! - mas seu resultados de relevo. A sua participação nas 24 Horas de Le Mans de 1980, num Porsche 935 da Dick Barbour Racing, ao lado dos americanos Bobby Rahal e de Bob Garretson, ficou-se pelo caminho, quando eram quartos na corrida.

Em 1981, Moffat choca os fás quando sai da Ford e vai correr pela Mazda. Com um RX-7, ganha os campeonatos de Endurance de 1982 e 84, foi segundo no Bathurst 1000 em 1983, um ano depois de ter regressado a Le Mans, ao lado dos japoneses Yojiro Terada e Takashi Yorino, onde foram sextos na classe GTX. Em 1983, também, ganhou o campeonato australiano de Turismos pela quarta vez e dois anos depois, o campeonato australiano de Endurance. 

Depois de ter saído da Mazda e feito um ano sabático em 1985, foi para a Holden em 1986, correndo ao lado de Peter Brock - apesar da rivalidade, eram bons amigos - mas com quase 50 anos, e com o Holden Commodore, os resultados não foram muito memoráveis. Em 1987, foi para o Mundial de Turismos, ganhando em Monza e sendo quarto nas 24 Horas de Spa-Francochamps. 


Contudo, a meio da temporada, trocou o Commodore pela Ford, que tinha o Sierra RS500, e queria ser competitivo em Bathurst. Não acabou nesse ano, nem em 1988, mas pelo meio, ganhou a Sandown 500 em 88, com Greg Hansford. Acabou por ser a sua sexta e última vitória nessa pista, e aos 50 anos de idade. Acabaria por largar o volante em 1989, quando acabou em 11º no campeonato australiano de Turismos, com o Sierra 500.

A partir de então, começa a cuidar da sua Alan Moffat Enterprises, com uma associação com a Ford, continuando com os RS500 até 1992, para depois trocar por um Falcon. A equipa continuou até 1996, enquanto Moffat se tornava comentador para a Channel 9 e Channel 7, enquanto um dos seus filhos, James Moffat, foi segundo em Bathurst em 2014 e 2021, a primeira com um Nissan, a segunda com um Ford Mustang da Tickford Racing.

Nos seus últimos tempos de vida, desde o seu diagnóstico, em 2019, enquanto batalhava contra a doença e ser o patrono da Dementia Australia, amigos como Larry Perkins e Fred Gibson encarregaram dos seus compromissos enquanto dentro da família, havia uma batalha legal pelas suas disposições testamentárias entre ele e a sua ex-companheira.   

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Youtube Formula 1 Vídeo: A pista onde seria demasiado perigoso os Formula 1 correrem

O GP da Austrália é em Melbourne, e a pista é popular para pilotos, equipas e sobretudo, espectadores. Mas esta não é a melhor pista pra os carros correrem na Austrália: isso pertence a Mount Panorama, uma pista situada na cidade de Bathurst, não muito longe de Sydney, a maior cidade do país, mas não a capital.

Uma pista de seis quilómetros, desafiadora e popular entre os espectadores, a Indianápolis dos Supercars australianos, com a sua corrida de 1000 quilómetros. E no fim de semana de mais um Barthurst 1000, o Josh Revell explica porque é que esta pista é demasiado perigosa para que os carros de Formula 1 possam correr.  

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Youtube Motorsport Video: O pódio mais hostil o automobilismo...

... ou a Austrália no seu "melhor". Especialmente na sua prova mais importante, o Bahturst 1000.

Em 1992, o regulamento dos Supercars derivava dos Grupo A, com carros como o Nissan Skyline, algo do qual era odiado pelos locais, que queriam a luta entre Holden e Ford, e assobiavam o carro dominador, guiado por Mark Skaife e o neozelandês Jim Richards, porque não era nem um, nem outro. E para piorar as coisas, a corrida foi uma desgraça, com uma carga de água que causou muitas carambolas... e quando o Skyline bateu, a direção de corrida decidiu colocar uma bandeira vermelha e acabar a prova! 

Com o pódio a atirar latas de cerveja aos pilotos, Richards passou-se dos carretos e disse uma verdades. Mas tinha uma razão muito forte para aquele desabafo... 

Curiosamente, 10 anos depois, voltou a ganhar e disse a mesma frase, mas de forma mais meiguinha. Contudo, aquele momento ficou na história do automobilismo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Youtube Motorsport Vídeo: A história de Bathurst 2014, uma das melhores corridas de sempre

Uma das razões pelo qual adoro ver os vídeos do Josh Revell é a maneira como ele coloca emoção neles. E claro, sendo neozelandês, isso também ajuda um bom bocado. Amante de automobilismo, como 90 por cento da gente que visualiza os seus vídeos, nota que estas competições com quatro rodas e um volante vão muito para além da Formula 1. Há a Endurance, os ralis, as 500 Milhas de Indianápolis, mas existe algo do qual muitos já ouviram, mas poucos vêm, provavelmente por causa do fuso horário: Bathurst 1000, a corrida de endurance mais famosa da Austrália.

É uma corrida emocionante, com seis (!) horas de duração. Quem já viu na Europa - tive essa experiência em 2012, porque coincidiu com o GP do Japão - começas a assistir à meia-noite e acaba às oito da manhã, por causa das constantes paragens para o Safety Car, porque muitos batem contra o muro, capotam contra o mar de gravilha no final da Conrod Straight ou então atropelam os "Skippys" - cangurus, para quem não sabe - que fazem daquele lugar o seu parque de diversões.

Então para o Josh, ele decidiu fazer um vídeo sobre a edição de 2014, que teve 161 voltas, durou quase sete horas, teve acidentes e reparações na pista, porque esta se degradava, mas no final, decidiu-se... na última volta. É uma bela recordação, para ser honesto. 

terça-feira, 7 de junho de 2022

Vettel prefere Bathurst a Las Vegas


As preferências clássicas de Sebastian Vettel já não surpreendem muita gente. Instado a falar por estes dias sobre o regresso da Formula 1 a Las Vegas, o piloto alemão, campeão do mundo por quatro ocasiões, ele referiu que existem melhores lugares onde competir do que em mais uma corrida na América. 

Já lá estive, e não gostei muito. Acho que está demasiado cheio e as pessoas portam-se mal”, começou por dizer acerca da capital do jogo americana. “Não há nada contra o mau comportamento, desde que não se exagere. Las Vegas parece ser um ponto quente para as pessoas que vão longe demais quando já não é divertido”, continuou.

Quanto ao circuito, afirma que preferiria que a Formula 1 fosse a Bathurst, na Austrália, palco de uma das provas mais importantes do automobilismo local, os 1000 km. 

Eu preferia ir a Bathurst. Poderia levar o dinheiro investido para Las Vegas a outros grandes circuitos que já existem. Seria um verdadeiro desafio. Também porque penso que essa pista é monstruosa. Nunca lá estive, mas um dia espero poder experimentá-la”.

De facto, não era uma má ideia. A Formula 1 não tebe impacto quando foi à "Sin City" no inicio dos anos 80 do século passado, mas agora com o "Drive to Survive" e o facto da Formula 1 pertencer à Liberty Media, uma empresa americana que quer ter uma data de pistas nos Estados Unidos, pesou na decisão. E também, provavelmente, a chegada da Formula 1 de uma pista como aquela iria desvirtuar um excelente circuito, desenhado no Mount Panorama. Para piorar as coisas, o facto de termos cangurus a aparecerem no meio da pista, muitas das vezes, interrompendo corridas, também não seria uma excelente publicidade ao local...

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Youtube Motorsport Video: Uma antevisão de Bathurst 2020

O Josh Revell é um tipo que gosto muito de ver, especialmente os seus vídeos. E como neozelandês que ele é, tem sempre tempo para falar sobre a maios importante prova naquele canto do mundo: o Bathurst 1000. A história, os pilotos e o que vale a pena.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Youtube Video Trailer: Brock: Over The Top

Peter Brock é uma lenda no automobilismo australiano, principalmente em Bathurst. Vencedor por nove vezes da clássica Bathurst 1000, nove vezes da Sandown 500, outra corrida famosa na Austrália, três vezes campeão nacional, Brock foi aclamado pelos fãs como o "Rei da Montanha".

Quando morreu em 2006, num acidente de carro quando participava no Targa West, a bordo de um Daytona Sportscar, um carro baseado no Shelby Daytona, a sua morte foi sentida por milhões no seu país, e foi-lhe dado um funeral de estado na sua Victoria natal. Hoje, 14 anos depois do seu acidente fatal, ainda é um nome reverenciado.

Contudo, a sua competitividade acarretava um lado negro: depressões e uma vida social agitada - casou por duas vezes, mas teve uma companheira por 28 anos - colocou pressão sobre a sua visa que por vezes era exacerbada na pista. E agora, surge um documentário sobre a sua vida e carreira de seu nome "Brock: Over the Top", que estreará no mês que vêm, e cujo trailer coloco aqui.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Youtube Racing: As 12 Horas de Bathurst, ao vivo

Caso queiram ver, ao vivo e a corres, e no Youtube, as 12 Horas de Bathurst, podem ver por aqui.

domingo, 13 de outubro de 2019

Youtube Motorsport Video: A apresentação da Bathurst 1000 2019

Este é um fim de semana bem carregadinho, e a noite deste domingo começa com o Bathurst 1000, a priva de turismos mais importante da Austrália. Correndo no Mount Panorama, é provavelmente, das provas mais míticas que o automobilismo criou, a menos conhecida.

E desde há uns anos a esta parte, a Fox Sports Australia, que transmite a prova, faz estes videos, que ajudam um pouco a carregar o mito de Bathurst. E este ano não é diferente. Ora vejam. 

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Youtube Motorsport Lap: Uma volta em Bathurst com o Brabham BT62

O Brabham BT62 é o regresso da marca australiana à produção, depois de 25 anos de ausência. O supercarro tem intenções de andar nas corridas de GT e Endurance nos tempos mais próximos, e até lá, vai fazer algumas demonstrações. Como esta em Bathurst, o mítico circuito australiano, no fim de semana das 12 Hotas, uma das mais importantes do automobilismo. 

Com Luke Youlden ao volante, ele conseguiu bater o recorde da volta mais rápida à pista com 1.58,69, abaixo dos dois minutos que normalmente se dá uma passagem completa pela pista. E eis o video.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Youtube Motorsport Demonstration: Project Sandman

Vêm aí um fim de semana cheio de automobilismo, e a madrugada de domingo vai ser ainda mais rica. Por volta da meia noite, começará mais uma edição da Bathurst 1000, a clássica do automobilismo australiano disputada no Mount Panorama, que poderão seguir até que comece o GP do Japão. E por lá vai aparecer este inusitado carro, intergrado em algo chamado "Project Sandman".

Basicamente, esse carro é um Holdan VF Commodore, uma Ute (uma pickup australiana) com cobertura, quase ficando a parecer uma station wagon. A ideia é demonstrar a potência do novo motor V6 Twin Turbo, que vai ser estreado em 2018, em substituição dos V8 que eram usados até 2016, e que estão em 2017 numa fase de transição.

Eis a voltinha, com Greg Murphy, quatro vezes vencedor, ao volante.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Montoya deseja experimentar Bathurst

Que Juan Pablo Montoya é um piloto eclético como poucos, lá isso é verdade. Já andou na NASCAR, está na IndyCar, é vencedor das 500 Milhas de Indianápolis por duas vezes, venceu sete Grandes Prémios de Formula 1, incluindo uma edição do GP do Mónaco, mas ele quer mais. Não só deseja competir - e ganhar - em Le Mans, como também quer competir em Bathursh, a "meca" do automobilismo australiano. O colombiano de 40 anos expressou esse desejo esta semana, e revelou que isso esteve perto de acontecer em 2015, pela Penske, mas que acabou por inscrever um carro para Scott Pye e Marcus Ambrose.

"Se fizer alguma coisa com um tejadilho há uma maior hipótese de concretizá-la na Austrália do que nos EUA, para fazer Bathurst”, afirmou. Seria algo muito divertido, concluiu.

No ano passado, Montoya testou a bordo de um Porsche no Bahrein, após o final do Mundial do WEC, mas o projeto não foi para adiante porque a FIA decidiu abolir este ano o terceiro carro para a clássica da Endurance.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

A imagem do dia

A partir de hoje, Portugal está na lista de vencedores em Bathurst. Não na prova mais importante do ano, a 1000, que se comemora na primeira semana de outubro, com os potentes V8 australianos, mas nas 12 Horas, a mais importante corrida de resistência na Austrália e num das mais importantes do mundo. A vitória de Álvaro Parente - mais um do piloto de 31 anos - vai enriquecer um vasto currículo com passagens pelos GT's, ao serviço da McLaren, e que o fez andar ao lado de pilotos como Sebastien Löeb (sim, o dos ralis). 

Desta vez, Parente andou ao lado do neozelandês Shane Van Gisbergen (que apropriado, num carro de origem neozelandesa!) e Jonathan Webb para levar de vencida outros GT's como os Bentley, Ferrari, Aston Martin, Lamborghini, Porsche, entre outros. E a vitória de "Varinho" começou bem antes, quando conseguiram a pole-position num tempo da casa dos dois minutos e um segundo, o único a alcançar tal coisa. E por muito pouco, as coisas poderiam ter acabado mal, se Parente não tivesse tido os reflexos suficientes para se desviar de um pedaço de um carro em plena Conrod Straight, a mais de 280 km/hora...

É mais uma grande vitória para ele, e mais um motivo de orgulho no automobilismo nacional. Parabéns!

GT: Parente e Van Gisbergen vencem em Bathurst

Álvaro Parente foi um dos vencedores das Doze Horas de Bathurst, esta manhã. Ao lado do neozelandês Shane Van Gisbergen e do britânico Jonathon Webb, deram à McLaren a sua primeira vitória internacional em vinte anos, a bordo do modelo 650S GT3 da Tekno Autosports. Foi uma vitória convincente, pois não só conseguiram o triunfo, como conseguiram a volta mais rápida, depois de ontem Van Gisbergen obter a pole-position.

Apesar da longa duração da corrida, foi apenas nas últimas voltas que esta foi decidida. Após uma penalização por causa de excesso de velocidade nas boxes, o McLaren 650S ficou na vista do Nissan GT-R "Godzilla" então pilotado por Katsumasa Chiyo, que puxou para os alcançar, mas não conseguiu, com ambos separados por pouco mais de 1,2 segundos. Isto após doze horas de prova! E pelo caminho, Van Gisbergen conseguiu fazer a volta mais rápida do circuito, e foi o único a fazê-lo na casa do 2.01 minutos.

No final, apesar do entusiasmo, Parente apontou as dificuldades que passaram até chegar aqui: “Tivemos que suplantar algumas contrariedades típicas deste tipo de corridas, mas estivemos muito unidos e concentrados e isso foi determinante para que pudéssemos chegar ao fim no primeiro lugar. O meu segundo turno foi complicado, dado que nunca tive a oportunidade de rodar sem ninguém à minha frente e isso condicionava o meu ritmo, mas no final estávamos na posição que desejávamos”, começou por afirmar.

Foi uma corrida difícil e com adversários muito fortes, mas isso só tornou este sucesso ainda mais saboroso. Todos na equipa, a McLaren GT, nós os pilotos e o carro estivemos num nível elevado, o que é de importância capital para que tudo corra bem numa corrida tão dura e exigente como esta. Penso que merecemos este triunfo e é uma excelente forma de principiar a época”, concluiu.

Depois disto, Alvaro Parente vai alinhar no Pirelli World Challenge, que começa no fim de semana de 5 e 6 de março no Circuit of the Americas.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Youtube Racing Streaming: As Doze Horas de Bathurst ao vivo

Daqui a pouco começam as 12 Horas de Bathurst, uma das melhores provas de GT no mundo, e se quiserem seguir a corrida ao vivo e a cores, podem ver através deste streaming da NISMO TV.

Ainda por cima, a corrida tem uma atração extra: é que o poleman é um McLaren 650s guiado por, entre outros, Shane Van Ghinsbergen e o português Alvaro Parente.

domingo, 11 de outubro de 2015

Youtube Bathurst Crash: O acidente da dupla feminina

Sabia-se desde há algum tempo que havia uma dupla feminina em Bathurst, a primeira desde 1998, com a local Renee Gracie e a suiça Simona de Silvestro. Uma dupla em "wild card", não ficaram em último na grelha, nas a sua corrida teve contrariedades na volta 17, quando Gracie bateu no muro na zona de Forest Elbow, levando o carro até às boxes.

Mas a sua corrida não acabou por ali. Perderam 36 voltas a fazer a reparação das áreas danificadas e eles voltaram à pista com De Silvestro ao volante e sob o aplauso das restantes equipas, pela sua perseverança. E espera-se que ambas voltem no ano que vêm.  

sábado, 10 de outubro de 2015

Youtube Motorsport Presentation: A única dupla feminina de Bathurst


A Bathurst 1000, que vai ter a sua corrida este domingo de madrugada, vai ter uma dupla cem por cento feminina, constituída pela australiana Renee Gracie e pela suíça Simona de Silvestro, que entre a IndyCar e a Formula E, vai fazer uma "perninha" pela clássica australiana. 

E neste video, ambas falam sobre as suas expectativas para a corrida, pois ambas são convidadas e não tem muita experiência em Turismos, principalmente os V8...

Youtube Motorsport Crash: o acidente mortal de Don Watson, 1994


O ano de 1994 foi péssimo para o automobilismo, mas neste fim de semana de Bathurst 1000, recordo que ao longo dos mais de 50 anos desta lendária corrida na Austrália, já houve seis acidentes mortais no circuito de Mount Panorama, o último dos quais há 21 anos, quando o local Don Watson perdeu o controlo do seu carro quando um dos discos do seu travão rebentou e foi sem controlo para uma barreira de pneus na The Chase destruindo completamente o seu Holden. Transportado para o hospital em estado grave, acabaria por morrer pouco depois. Tinha 46 anos de idade.

O acidente aconteceu num local que, irónicamente, tinha sido erguido para abrandar os carros na Conrod Straight, que alcançavam os 290 km/hora na altura em que travavam por ali. Um acidente mortal em 1986, quando Mike Burgmann embateu fortemente contra a ponte que ali existia, fez com que os organizadores construíssem aquela chicane para que os carros abrandassem. Ironicamente, em 1990, os carros já faziam a Conrod Straight a 300 km/hora...

O acidente mortal de Watson foi até agora o último neste circuito.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A imagem do dia

Enquanto que nós aproveitamos o verão em todo o seu esplendor, no hemisfério sul, é inverno. E se é raro nevar na Austrália, acontece. Esta sexta-feira, a zona da Barthurst acordou com uma paisagem branca à volta do circuito de Mount Panorama, graças a uma frente gelada de grandes proporções, que afetou o estado de Nova Gales do Sul e partes de Queensland.

Alguns carros foram apanhados na tempestade, pois iria haver um evento corporativo para aquele dia. E tudo isto acontece a dois meses do Bathurst 1000, a prova que é o ponto alto do automobilismo australiano.

Uma paisagem diferente, sem dúvida.