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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Noticias: Simona de Silvestro vai correr nas 500 Milhas de Indianápolis


A piloto suíça Simona de Silvestro vai fazer o seu regresso aos monolugares e à IndyCar ao alinhar nas 500 Milhas de Indianápolis pela Paretta Autosport, que fará uma parceria com a Team Penske. A equipa é chefiada por Beth Paretta, que em 2016 tentou entrar na competição com a Grace Autosport, uma equipa cem por cento feminina na competição.

Roger e eu conhecemos Beth desde 2007, quando ela trabalhava na Aston Martin, e depois, quando ela estava encarregada do programa SRT Motorsports na Dodge, quando ganhamos nosso primeiro campeonato da NASCAR Cup em 2012”, começou por dizer o presidente da Penske Corporation, Bud Denker, à Racer americana. 

“[Quanto] corremos a Indy 500 em 2020, não tínhamos uma mulher na corrida. Falamos sobre o desejo de garantir que, com base em nosso compromisso com a igualdade - e seja por género, por etnia ou qualquer outra coisa -, tomemos as coisas em nossas próprias mãos na NTT IndyCar Series e Penske Entertainment, e tenhamos uma mulher a se classificar para a 105ª edição em maio próximo. Então fizemos isso nos alinhando com Beth e fechamos o negócio muito rapidamente. Levamos alguns meses para colocar tudo junto, incluindo alguns contratos.”, concluiu.

Paretta acha que Simona é a piloto ideal para uma corrida como esta, onde ela já participou em cinco ocasiões, tendo conseguido como melhor resultado um 14º lugar na edição de 2010. 

Ela não fica abalada, e o fato de ser piloto de fábrica da Porsche diz muito”, disse. “Há muitas pessoas que gostariam de ter esse emprego, e não são muitas as que o têm, e ela tem. E para ser justo, ela será a primeira a dizer que é uma piloto. Ela passa a ser uma mulher. Uma das coisas que gosto de dizer para muitas das mulheres com quem trabalhei é, tivemos nossos empregos, apesar do fato de sermos mulheres, não por causa disso [que deixamos de competir]. E eu acho que com a Simona, todos no paddock concordariam que seu talento, sua abordagem, sua ética de trabalho, seu compromisso com o preparação física, são paralelos a qualquer um dos pilotos da frente."

Estou animado para ver o que ela pode fazer neste carro, se podemos fazer mais corridas juntas. E se isso se transformar em algo de longo prazo... como sabemos, é difícil entrar num carro apenas para uma corrida. Eu acho que ela vai se encaixar bem porque ela está dirigindo em tempo integral entre a Fórmula E, os GT's e os Supercars australianos. Então ela não ficou sem volante, mas dito isso, acho que será fantástico tê-la em uma temporada completa quando pudermos, porque então podemos crescer como equipa. E então é quando obteremos o melhor de cada membro da equipa e, com sorte, estaremos lutando pelos dez primeiros, cinco primeiros e pelo pódio.”, concluiu.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

A corredora australiana que virou modelo erótico

Eu já tenho umas ideias sobre o que vai acontecer no final desta história. Mas conto na mesma, porque aqui há pesquisa e tenho de mostrar resultados. E como defendo que as pessoas a partir de uma certa idade são adultas e são donas do seu juízo, vale a pena contar o que vêm a seguir.

Renee Gracie é australiana, atualmente com 25 anos, e em 2015 fez história ao ser a primeira mulher em 14 anos a correr na Super 2 Series, a segunda categoria dos V8 Supercars. Nesse mesmo ano, fez parelha com Simona de Silvestro e ambas correram na Bathurst 1000, a primeira dobradinha feminina na mítica corrida australiana, localizada no Mount Panorama, desde 1998. Acabaram na 21ª posição, depois de um acidente na volta 15, e repetiram a façanha no ano seguinte, com a piloto suíça, onde acabou num digno 14º posto.

Contudo, 2017 foi o seu último ano competitivo, e desde então, desapareceu do radar. Os seus resultados nunca foram muito bons, e tirando as suas participações em Bathurst, nunca conseguiu correr na categoria principal, ao lado de nomes como Craig Lowndes, Jamie Whincup ou Shane McLoughin.

Até que recentemente, o jornal australiano Daily Telegraph descobriu que ela era modelo erótico no site onlyfans.com. Ao preço de 12.95 dólares por video e foto, tinha cerca de sete mil fãs na semana passada, altura em que foi descoberta. E o jornal calculava que, a manter esse ritmo, poderá ganhar um milhão de dólares por ano. E antes que perguntem: na Austrália, a prostituição é legal e há bordéis (mas não é disso que se trata aqui).

"Foi a melhor coisa que fiz em toda a minha vida", disse Gracie à News Corp Australia. “Isso me colocou em uma posição financeira que eu nunca poderia ter sonhado. Estou ganhando um bom dinheiro e me sinto confortável onde estou.

"Eu não entrei nessa [de forma] cega", continuou. “Quero dizer, eu não fazia ideia do que seria hoje, mas fiz muita pesquisa antes. Eu entendi o que estava envolvido. Eu sabia que as coisas vazariam, eu sabia que seria controverso, eu sabia de tudo isso. Eu fiz toda a pesquisa e tomei essa decisão.

"Nos meus primeiros seis dias, ganhei 24.000 dólares e foi quando percebi que realmente podia fazer algo com isso.", concluiu.

Questionada sobre o assunto, a Super 2 afirmou que estava a par do assunto e não pretendia comentar. E desde que ela foi descoberta, o número de assinantes no site aumentou para 12 mil, o que ao mesmo preço, terá um mínimo de 155.400 dólares este mês.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Formula E: Porsche apresenta seus pilotos de desenvolvimento

A marca alemã apresentou esta segunda-feira dois pilotos de testes e desenvolvimento para a sua equipa de Formula E. A suíça Simona de Silvestro e o alemão Thomas Preining trabalharão no desenvolvimento dos carros, ao lado dos pilotos titulares, o suíço Neel Jani e o alemão Andreas Lotterer.

Para Silvestro, de 31 anos, que foi piloto da Andretti entre 2014 e 2016, conseguindo quatro pontos, esta colaboração é vista como uma grande honra em trabalhar com uma marca importante como a Porsche. "É uma grande honra trabalhar para esta marca de prestígio", começou por dizer a piloto suíça à e-racing365.com, que atualmente corre nos Supercars australianos.

Estou realmente ansioso pelo meu novo papel como piloto de teste e desenvolvimento da equipa de Fórmula E da Porsche. Nos últimos anos, adquiri muita experiência com meus envolvimentos anteriores na Fórmula E. Farei o meu melhor para ajudar a Porsche no caminho do sucesso.", continuou.

Para Preining, de 21 anos, e que corre na Endurance desde 2016, a participação no projeto da Porsche é algo do qual o faz sentir honrado por trabalhar para uma grande marca.

"Eu acompanho a Fórmula E de perto desde o seu inicio", começou por comentar Preining. “Estou muito animado para ver como é dirigir o Porsche 99X Electric na pista. É ótimo poder apoiar a Porsche em sua temporada de estreia na Fórmula E e fazer parte desse projeto voltado para o futuro.”, concluiu.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Formula E: Silvestro elogia carro da Gen2

A suíça Simona de Silvestro voltou a correr num carro da Formula E, e elogiou bastante a sua performance. A piloto suíça, que correu pela Andretti em 2015-16, e agora é piloto de desenvolvimento da Venturi, afirou que o carro da Gen2 "é um verdadeiro carro de corrida", depois de o experimentar nos testes da competição em Al Dihyrah, na Arábia Saudita, depois da primeira corrida da nova temporada da competição.

"A diferença é realmente muito grande", começou por dizer de Silvestro ao site e-racing365.

Eu pilotei na segunda temporada, que foi há três anos e para ver o quanto ela se desenvolveu neste tempo todo, é incrível. O carro parece muito semelhante a um carro de corrida real, enquanto que antes era muito difícil tentar entender como guiá-lo."

De Silvestro identificou as características de travagem, nomeadamente o "brake by wire" como as principais mudanças no novo hardware.

Acho que as maiores mudanças são nas travagens”, explicou. “Como o sistema é este ano é muito bom. É um bom passo na direção certa. Só ter mais poder ajuda, isso só deixa você mais entusiasmado quando você está por aí. Além disso, quando você faz uma boa volta e coisas assim é um pouco mais suave, parece um pouco mais normal”, concluiu.

A Formula E volta à ação na segunda semana de janeiro em Marrakesh.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Noticias: Sete mulheres vão testar um Formula E

Sete mulheres vão testar um Formula E numa sessão de testes após a ronda inaugural da competição, em Riyadh, na Arábia Saudita. E entre elas quase todas as mulheres-piloto que existem no automobilismo de monolugares. As mulheres escolhidas foram as britânicas Jamie Chadwick e Katherine Legge, a árabe Amina Al Qubaisi, a espanhola Carmen Jordá, a holandesa Beitske Visser, a colombiana Tatiana Calderon e a suíça Simona de Silvestro

Como já foi dito na véspera, Calderon correrá pela Techeetah, enquanto Jordá fará pela Nissan e.dams. Já a holandesa Visser andará no BMW Andretti, com Qubaisi a fazer pela Virgin. Já Chadwick andará pela NIO, Silvestro pela Venturi - ela é piloto oficial de testes e simulador - e Legge, que também já fez algumas corridas, fará pela Mahindra.

O teste vai ser feito nos dias a seguir à corrida saudita, que vai acontecer no dia 15 de dezembro nas ruas de Riyadh.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Formula E: Simona de Silvestro piloto de testes da Venturi

Dois anos depois de ter passado pela Formula E, a suíça Simona de Silvestro está de volta à categoria, mas como piloto de testes da Venturi. A piloto suíça de 30 anos, que neste ano está na Supercar australiana, já andou a testar por várias vezes no simulador da marca, no Mónaco.

Apesar deste trabalho, a piloto descarta por agora o regresso à competição.

Eu sou muito grata a Susie [Wolff] e Gildo [Pastor, presidente da Venturi] por esta oportunidade de ser piloto de testes e é muito bom fazer parte da Fórmula E de novo. Estarei envolvida o máximo possível no trabalho de simulador e ajudando a equipa ao longo do ano, mas [neste monento] estou comprometida com a Supercar australiana”, comentou ao e365-recing.com

De Silvestro, com pssagens pela IndyCar, esteve na Formula E em duas temporadas pela Andretti Autosport. A sua melhor classificação foram dois nonos lugares em Long Beach e Berlim, em 2015-16.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Noticias: Simona de Silvestro prefere programa de jovens talentos

Simona de Silvestro disse que seria melhor um programa para jovens mulheres piloto do que uma série própria. A piloto suíça de 30 anos, atualmente nos Supercars australianos, afirmou que a W Series, a competição para mulheres mostrada para a temporada de 2019, não é a solução, e o melhor seria algo semelhante a aquilo que a Red Bull anda a fazer para os seus jovens pilotos, e que deu pilotos como Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo, Sebastien Buemi, Jean-Eric Vergne e Max Verstappen, entre outros.

Eu não acho que seja a melhor forma de resolver esta situação”, começou por dizer de Silvestro ao site Motorsport.com. “Se realmente há tanto dinheiro para esse campeonato, há algumas pilotos que foram muito competitivas na série de iniciação. Parece-me que todas estão a ter dificuldades em ter uma oportunidade", continuou, apontando depois para o seu exemplo pessoal. 

"Se eu olhar para a minha carreira na IndyCar ou mesmo antes disso, eu nunca consegui uma hipótese com uma equipa de topo. Acho que é isso que falta. Se olharmos para os programas da Red Bull ou Mercedes, esses jovens conseguem sempre entrar nas melhores equipas e ganham. Acho que, pessoalmente, teria sido melhor fazer algo como um programa da Red Bull e ter a certeza de que algumas miúdas tenham uma oportunidade numa equipa realmente boa. Eu acho que isso teria mudado muitos pontos de vista”, declarou.

Sobre aquilo que vai fazer nas 24h de Daytona do ano que vêm, onde vai correr num Acura da Michael Shank Racing, ao lado da britânica Katherine Legge e da brasileira Bia Figueiredo, considerou um exemplo perfeito de como estruturar um programa voltado para pilotos do sexo feminino.

Conheço Katherine e Ana [Ana Beatriz, a versão americana de Bia Figueiredo] muito bem e são vencedoras nas categorias onde participaram. Quando este acordo surgiu, foi muito fácil aceitar porque eu sei que vamos estar num bom carro. Talvez isso mostre às pessoas que têm a coragem de dar às mulheres uma oportunidade apropriada, que esta é a melhor forma de o fazer”, concluiu.

domingo, 11 de outubro de 2015

Youtube Bathurst Crash: O acidente da dupla feminina

Sabia-se desde há algum tempo que havia uma dupla feminina em Bathurst, a primeira desde 1998, com a local Renee Gracie e a suiça Simona de Silvestro. Uma dupla em "wild card", não ficaram em último na grelha, nas a sua corrida teve contrariedades na volta 17, quando Gracie bateu no muro na zona de Forest Elbow, levando o carro até às boxes.

Mas a sua corrida não acabou por ali. Perderam 36 voltas a fazer a reparação das áreas danificadas e eles voltaram à pista com De Silvestro ao volante e sob o aplauso das restantes equipas, pela sua perseverança. E espera-se que ambas voltem no ano que vêm.  

sábado, 10 de outubro de 2015

Youtube Motorsport Presentation: A única dupla feminina de Bathurst


A Bathurst 1000, que vai ter a sua corrida este domingo de madrugada, vai ter uma dupla cem por cento feminina, constituída pela australiana Renee Gracie e pela suíça Simona de Silvestro, que entre a IndyCar e a Formula E, vai fazer uma "perninha" pela clássica australiana. 

E neste video, ambas falam sobre as suas expectativas para a corrida, pois ambas são convidadas e não tem muita experiência em Turismos, principalmente os V8...

terça-feira, 11 de agosto de 2015

As imagens do dia






Mais algumas imagens de hoje em Donington Park, palco do teste de pré-época da Formula E para 2015-16. Com algum público e os pilotos a posarem para os fãs.

sábado, 8 de agosto de 2015

A apresentação da Andretti

Na passada quinta-feira, a Andretti Autosport anunciou os seus planos para a segunda temporada da Formula E, e ali houve grandes novidades. É que para além de dar à suíça Simona de Silvestro um lugar a tempo inteiro, a equipa americana apresentou o patrocínio da Amilin, que no ano passado estava na equipa Aguri.

"Eu não poderia estar mais animado com os planos da Andretti para a segunda temporada da Formula E", disse o seu proprietário, Michael Andretti. "A Amlin tem feito um grande trabalho de construção da sua marca em várias plataformas, e tem mostrado uma grande paixão por automobilismo. Estamos ansiosos para que o novo relacionamento pode trazer", concluiu.

Sobre o acordo, o CEO da Amlin, Charles Phillips, comentou: "A Amlin e Andretti conseguiram detectar rapidamente o potencial da Fórmula E. Ambas as organizações são orientados e focados para a tecnologia, o que significa que há muito a olhar em frente ao longo das próximas temporadas. A força global da Amlin está na análise de dados e nossa visão de longo prazo deste negócio encaixa bem com esta série, e combinado com o excelente pedigree automobilistico da Andretti, significa que nós estamos olhando para alguns anos fantásticos."

A Andretti vai participar nos testes colectivos para a segunda temporada, em Donington Park, durante a semana que vem, onde alguns dos candidatos ao segundo lugar irão ser testados.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Formula E: Andretti confirma Vergne e De Silvestro

A Andretti Autosport confirmou esta terça-feira que o francês Jean-Eric Vergne e a suiça Simona de Silvestro serão os pilotos da sua equipa para a segunda temporada da Formula E, que arrancará em outubro. Segundo conta o sitio Motorsport.com, o facto de o piloto francês ter assinado pela Andretti não o impede de tentar a sua sorte na Haas F1, e caso seja ele o escolhido, estará liberto de compromissos após a terceira corrida do ano, em Punta del Este.

Quanto à De Silvestro, a piloto suiça de 26 anos vai ter uma temporada completa ao seu serviço, depois de ter experimentado o carro para a ronda dupla de Londres, a última jornada do campeonato passado.

A equipa espera dar mais algumas novidades durante a semana, antes de começar a testar para a próxima temporada, em Donington Park.

A Andretti teve uma temporada agitada, batendo o recorde de pilotos presentes, com Vergne a fazer a maior parte das corridas - só não participou nas duas primeiras - mas ao todo teve oito pilotos: para além de Vergne e De Silvestro, teve também o australiano Matthew Brabham, os americanos Scott Speed e Marco Andretti, os francês Franck Montagny e Charles Pic, e o inglês Justin Wilson. Ao todo, teve quatro pódios, três pole-positions e uma volta mais rápida, mas não ganhou corridas e acabou no sexto lugar do Mundial de Construtores, com 119 pontos.  

domingo, 14 de junho de 2015

Formula E: Simona de Silverstro corre em Londres pela Andretti

A Andretti pode ter os seus lugares sempre disponíveis para vários pilotos, sem uma dupla definida - apesar de Jean-Eric Vergne ter corrido permanentemente desde a etapa de Punta del Este, no Uruguai. Contudo, na etapa dupla de Londres, a acontecer no final do mês, vai colocar uma mulher a correr: será a suíça Simona de Silvestro, que já esteve na equipa nas duas primeiras etapas da IndyCar deste ano e nas 500 Milhas de Indianápolis. A piloto de 26 anos vai competir na categoria elétrica do automobilismo, depois de no inicio do ano ter feito uma demonstração nas ruas de Genebra, a mais importante cidade suíça.

Simona vai correr no lugar de Justin Wilson, que participou na etapa anterior, em Moscovo, onde conseguiu chegar ao fim na décima posição. E ela vai ser a terceira mulher a correr na categoria, depois da britânica Katherine Legge ter participado nas duas primeiras provas do ano, pela Amlin Aguri, e da italiana Michela Cerruti, que correu em quatro corridas pela Trulli, ambas sem conseguirem pontuar.

Contudo, esta não vai ser a unica substituição no pelotão da Formula E. O português António Félix da Costa e o italiano Vitantonio Liuzzi não participarão nas duas corridas londrinas devido a compromissos dos pilotos noutras competições. No caso do piloto português, correrá no mesmo fim de semana em Norisring, na etapa do DTM.

sábado, 4 de abril de 2015

Noticias: De Silvestro volta à Andretti em Indianápolis

Depois de Simona de Silvestro ter corrido na prova de abertura pela Andretti Autosport, a piloto suíça vai voltar a correr no fim de semana das 500 Milhas de Indianápolis, depois da equipa ter garantido mais dois carros para além dos três que vão correr ao longo da temporada. Para além de Marco Andretti, Ryan Hunter-Reay e o colombiano Carlos Muñoz, no "Brickyard" vão estar Simona e o britânico Justin Wilson. A piloto suiça vai correr com o carro numero 29, apoiado pela TE Technologies, uma firma de industria digital.

Apesar da primeira corrida não ter corrido muito bem - depois de se envolver numa colisão com James Jakes, acabou na 18ª posição - Simona também vai voltar a correr em Nova Orleães, já com novo patrocinador no seu carro.

A piloto suiça de 26 anos faz o seu regresso à IndyCar depois de ter tentado a sua sorte, na Formula 1, como terceiro piloto da Sauber. Contudo, o fracasso em arranjar verba suficiente para obter um lugar fez com que no final desse ano regressasse à IndyCar para reconstruir a sua carreira, numa das equipas mais importantes do pelotão.  

quarta-feira, 11 de março de 2015

IndyCar: Simona de Silvestro assina acordo com a Andretti

Depois de um ano a ser piloto de testes da Sauber, Simona de Silvestro regressa à IndyCar ao serviço da Andretti Autosport, pelo menos na etapa de St. Petersburg, que vai acontecer no final do mês, mas ruas daquela cidade da Florida. A piloto de 26 anos faz assim o seu regresso numa das equipas mais cotadas da categoria, a par da Chip Ganassi e da Penske. E terá como companheiros de equipa os americanos Ryan Hunter-Reay e Marco Andretti, bem como o colombiano Carlos Muñoz.

"Estou muito animada em integrar a equipa Andretti e fazer parte desta história de sucesso", começou a afirmar a piloto. "É uma sensação muito especial ter conseguido essa oportunidade com eles. Quero agradecer imensamente ao Michael por acreditar em mim e não vejo a hora de começar a trabalhar com toda a gente na equipa. Além disso, estou ansiosa para voltar ao volante da Indy", concuiu. 

A piloto suíça estará na semana que vêm em Barber, no Alabama, nos testes coletivos da IndyCar, até à sua estreia no final do mês. Por agora, é só na primeira corrida do ano, mas ela espera que arranje verba suficiente para fazer o resto da temporada.

"Estamos realmente felizes com a vinda dela para St. Pete. Ela será uma grande força para a equipa e espero que possamos construir um programa, para fazê-la correr em algumas provas ou talvez até na temporada toda", afirmou Michael Andretti, o diretor de equipa.

De Silvestro está na Indy desde 2010, começando a correr pela HVM, passando para a KV em 2012, onde foi companheira de equipa de Tony Kanaan. Na prova de Houston, em 2013, conseguiu o seu melhor resultado, um segundo lugar.

terça-feira, 3 de março de 2015

Simona e o regresso do automobilismo à Suiça

Esta semana, soube de algo muito interessante, mas no meio da história e das "estórias" sobre o estado de saúde de Fernando Alonso, passou despercebido: a Suiça vai levantar a proibição das corridas de automóveis no seu país, uma lei com 60 anos. Contudo, tem um "catch": é apenas aos carros elétricos.

Tudo isto acontece numa altura em que Simona de Silvestro fez por estes dias uma demonstração com o carro da Formula E nas ruas de Genebra (e do qual falo disso no Motordrome Brasil) apoiado por dois dos patrocinadores da competição - por sinal, também suíços - e na semana em que abre portas o Salão Automóvel de Genebra.

A lei foi proposta por um deputado federal, Fathi Derder, e implica o levantamento apenas aos automóveis elétricos, o que poderá dizer que dentro em breve, poderá haver corridas nas ruas de Genebra, Berna ou Zurique, dado que os automóveis elétricos pouco ou (quase nenhum) barulho fazem. A lei foi aprovada para apreciação no Conselho Federal suiço e caso seja aprovada, abrirá caminho a algo que não existe desde 1954. Mas apenas aos carros elétricos...

Interessante também foi ver De Silvestro a bordo daquele carro. Não só para promover a competição, mas também poderá ser um sinal de que a Formula E poderá querer os seus serviços. É que as próximas duas corridas são nos Estados Unidos, lugar onde competiu nas últimas temporadas, ao serviço da IndyCar, e depois da sua tentativa falhada de ser terceira piloto da Sauber, a piloto de 26 anos tenta novo regresso à competição. E acho que dar um volante a ela nas duas corridas americanas seria uma oportunidade bem interessante, pois ela é mais veloz do que as outras duas mulheres, a britânica Katherine Legge e a italiana Michela Cerutti.

Veremos como é que isto acabará. Mas parece que a Formula E está a marcar pontos até em sitios inesperados...

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Um velho problema numa nova perspectiva

Adoraria passar os dias a não escrever sobre a Carmen Jordá, mas quando uma amiga minha, a Bethânia Pereira, me manda o artigo da Autoweek sobre a piloto catalã, escrito por Mike Larsson, acho que vale a pena explanar mais um bocado sobre este assunto, e porque não, sobre as mulheres-piloto em geral. E porque é que não falamos dela em termos sexistas.

Eis algumas frases que são relevantes nesse artigo, e a primeira é logo arrasadora: "Carmen Jordá não devia estar perto de um Formula 1".

A seguir:

"Então, por que é que ela está tendo a chance de se juntar a Lotus como motorista de desenvolvimento? Como pode um motorista ser uma backmarker na GP3, ignorar completamente GP2 e entrar em um local com uma equipe de F1?

Simples: dinheiro.

Embora não tenha sido anunciado oficialmente, é uma crença generalizada de que Jorda está trazendo uma soma de dinheiro bem robusta para Lotus."

Toda a gente já topou que as criticas a ela não tem a ver o facto de ter peito, mas sim pelos seus resultados desportivos. Em três temporadas na GP3, teve zero pontos e foi sempre a última classificada nas grelhas de partida e nos resultados finais. Vocês leram ontem as reações dos pilotos que correram com ela e eles não têm nada a ver com a sua condição, mas som com os seus resultados desportivos. Dali, não há nada sexista, apenas um desabafo de que eles se sentem injustiçados por não terem uma chance como ela teve de andar num carro de Formula 1, o sonho de toda esta gente.

Aliás, posso dizer que na curta história da GP3, já houve quatro mulheres a passar por ali: Jordá, a italiana Victoria (Vicky) Piria, a holandesa Beitske Visser (na foto) e a britânica Alice Powell. Das quatro presentes, uma já conseguiu pontos: foi Powell, com um oitavo lugar na última corrida de 2012. Todas as outras ainda não conseguiram, embora Visser, que só andou duas corridas na categoria, já conseguiu pontos na World Series by Renault, e até foi um resultado melhor do que Powell, um quinto lugar. E em termos de palmarés, conseguiu vitórias na Formula ADAC Masters, na Alemanha.

Contudo, nem Visser, nem Powell são bonitas e não têm muito dinheiro. E esse é o problema. É que se forem ver os sítios de Jordá e Piria, parecem mais sítios de modelos que por acaso, têm jeito para a condução. Até me admira ainda não terem posado para a Playboy ou algo parecido. Mas já houve outros exemplos noutros lados, como a piloto ucraniana de ralis, Inessa Tuschkanova.

Mas existe sexismo nestas criticas todas, e o jornalista aponta isso pelos exemplos das mais consagradas como a Danica Patrick, que neste momento namora com outro piloto da NASCAR.

"Quando o negócio da Jordá com a Lotus foi anunciada na quarta-feira, a piloto foi publicamente ridicularizada por seus colegas e muitos fãs.

Há um viés perceptível para as mulheres no automobilismo. Os poucos que fizeram isso a um nível de notoriedade são fortemente escrutinados em cada turno.

Danica Patrick não pode ficar de mãos dadas com o seu namorado (o piloto da NASCAR Ricky Stenhouse Jr.) sem quaisquer comentários sobre como isso afetará a série. 

Patrick foi uma vez citada pelo chefe da Formula 1, Bernie Ecclestone: 'As mulheres devem estar vestidos de branco, como todos os outros aparelhos domésticos.' Acham que ele diria algo igualmente degradante para Marcus Ericsson?

Honestamente, se Jorda fosse um homem, a maioria dos fãs de Formula 1 iriam olhar para o negócio da Lotus com uma leve irritação. 'Outro piloto com dinheiro num lugar que não merece.' Mas quando é uma mulher bonita que recebe o trabalho, as pessoas perdem a cabeça.

Tem que ser frustrante para pilotos como Alexander Rossi, Connor Daly e uma série de outros pilotos competitivos. Esses caras estão perdendo lugares, porque eles não têm o dinheiro e vêm esses lugares irem para os pilotos menos talentosos, mas com bolsos mais profundos.

Mas isso faz parte da Fórmula 1, e sempre foi."

Francamente, não gosto da famosa frase de Bernie Ecclestone, quando compara as mulheres a acessórios domésticos, mas pelas atitudes delas, parece que o anão têm razão. É certo que tem de se atrair atenção para conseguir mais publicidade possível para prosseguir as suas carreiras, mas creio que elas precisam de ser respeitadas pelos seus resultados do que ver se têm um bom par de marmelos ou se o rabo delas consegue entrar nos apertados "cockpits" de um Formula 1. 

Adoraria ver uma piloto talentosa como a Simona de Silvestro a ter uma chance como piloto numa equipa de Formula 1 mediana, mas depois de ver que não conseguiu atrair dinheiro para ajudar a Sauber, e os seus testes eram bancados pelo patrocinador, não creio que tao cedo não verei uma piloto a andar de igual para igual com os rapazes. E esqueçam a Susie Wolff, que está onde está porque é ela a guardiã da parte que o seu marido comprou quando andava por ali, antes de ir para a Mercedes. Poderemos ver numa sexta de manhã, mas não é muito mais do que isso.

Mas se querem ver mulheres a competirem de igual para igual, temos de ir à IndyCar ou à Formula E, onde estão a britânica Katherine Legge e a italiana Michela Cerruti, que tentam um ar da sua graça contra boa parte dos pilotos que têm experiência de Formula 1. E até agora pagam esse preço, pois nenhuma delas pontuou ou conseguiu uma posição relevante quer na grelha de partida, quer na corrida.

Mas voltando ao artigo, os desabafos pelo "enorme feito" de Jordá colocaram a nu, mais uma vez, o que é a Formula 1 atual: uma categoria sobrevalorizada e com gastos excessivos e cujos dirigentes e equipas vivem há demasiado tempo acima das suas possibilidades. É certo que pilotos pagantes houve sempre ao longo da história, mas eram sempre uma minoria e que iam sempre para as equipas mais necessitadas de dinheiro, e normalmente faziam o papel de "chicanes ambulantes". 

Claro que há excepções: Thierry Boutsen colocou 750 mil dólares na Arrows para começar a sua carreira, em 1983, e conseguiu uma carreira digna de onze temporadas, na Benetton, Williams, Ligier e Jordan, para não falar dos empréstimos que Niki Lauda fez para pagar o seu lugar na March e na BRM, em 1972 e 1973, antes de chegar à Ferrari.

Contudo, nos tempos que correm, quando vemos uma equipa média como a Lotus pedir os serviços de uma garota que sabe guiar, já achamos que começa a ser demais. E nem é tento pelo sexismo: é por um velho problema visto noutra perspectiva. 

E quanto à chance de ver uma mulher a competir, com os poucos lugares existentes, isto pode ter criado o paradoxo de que nunca a oportunidade esteve tão distante como agora. 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Noticias: Simona de Silvestro afastada da Sauber

A hipótese de vermos uma mulher-piloto na Formula 1 foi hoje afastada com a noticia do final do acordo entre a Sauber e a suiça Simona de Silvestro. Segundo o site alemão Speedweek, a razão pelo qual ela foi afastada teve a ver com questões financeiras.

"O programa de Simona não irá continuar por motivos financeiros. Todos que trabalharam com ela nos últimos seis meses estão muito desapontados, porque gostavam de trabalhar com ela. De momento estamos a equacionar outras possibilidades para que Simona possa continuar a trabalhar com a equipa, mas isso vai levar tempo”, afirmou um porta-voz da Sauber, num comunicado oficial.

A piloto suiça de 26 anos, que tinha feito dois testes a meio do ano com um chassis mais antigo, em Fiorano e em Valencia, era para ter participado nos treinos livres do GP dos Estados Unidos, em Austin. Antes disto, tinha estado durante três temporadas na IndyCar, onde conseguiu um pódio e o 13º posto na classificação final, na temporada passada.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Noticias: Simona de Silvestro quer a Formula 1 em 2015

No dia em que temos os treinos livres do GP de Espanha, a suiça Simona de Silvestro, provavelmente a melhor chance da Formula 1 voltar a ter uma mulher na elite do automobilismo, falou à cadeia de televisão americana ESPN que deseja ser piloto titular na próxima temporada.

Correr no próximo ano é o objetivo. Há ainda um longo caminho pela frente, mas se fizer tudo corretamente e mostrar bom ritmo no monolugar, não vejo por que não. Os patrocínios que tenho no C31, tenho-os desse 2008 com a campanha de energia mais limpa”, começou por dizer.

Simona de Silvestro revelou ainda que deverá testar novamente o Sauber de 2012 em Valência entre 25 e 27 de junho, esperando poder ser ainda mais veloz do que no teste em Fiorano. Concluindo, a helvética de 25 anos garantiu que “para mim a Formula 1 teve que ser a oportunidade certa porque tenho uma boa carreira nos EUA, e é o que a Sauber me deu agora. De momento está tudo nas minhas mãos, só tenho que provar que posso ser rápida”, concluiu.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Os apoios de Simona de Silvestro

Parece que a ideia de uma mulher na Formula 1 já não será mais uma questão de "se", mas sim de "quando". É que noticias vindas por estes dias indicam que, depois do teste que Simona De Silvestro fez neste fim de semana em Fiorano, com um Sauber C31, que os seus patrocinadores estão dispostos a colocar até 25 milhões de euros para colocar a piloto de 25 anos na categoria máxima do automobilismo em 2015, superando os titulares Esteban Gutierrez e Adrian Sutil, e até o piloto de testes, o holandês Giedo Van der Garde.

A Clean Air Energy, empresa dirigida por Imran Safulla, é a grande apoiante da carreira de Simona de Silvestro, quer na IndyCar, quer agora na Formula 1. E segundo o jornal suiço "Blick", ele adquiriu o uso do Sauber C31 por pelo menos, dez dias de testes, para conseguir a Super-Licença (daí o carro estar pintado com as cores da sua empresa) bem como os recursos necessários para manter o programa adiante. O custo? Três milhões de dólares.

Em entrevista ao mesmo jornal, Safiulla garantiu que “é um programa em colaboração com a Sauber pelo que estamos a pagar. Por isso a decoração do monolugar está desenhada consoante os meus desejos”. O responsável explicou ainda que “queremos mostrar as vantagens da energia limpa e mostrar como esta pode ser associada à mobilidade. O futuro do automobilismo é híbrido, que é exatamente o que a Formula 1 está a fazer agora”.

Para além da Clean Air Energy, outros dois patrocinadores estão envolvidos: a Entergy, empresa de energia elétrica, e a Areva, empresa francesa de energia nuclear.

A acontecer, parece que o regresso de uma mulher piloto à categoria máxima do automobilismo poderá estar mais próxima do que julgamos... e se for na Sauber, poderá ser o primeiro suíço (neste caso, uma suíça) a correr numa equipa suíça.