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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

A imagem do dia



No meio das marés das triplas de pilotos, havia algumas excepções. Aliás, duas excepções. Duas triplas de mulheres, a primeira um Ferrari 488 GTE Evo da Iron Lynx, na classe GTE Pro, com a italiana Manuela Gostner, a suíça Rahel Frey e a dinamarquesa Michelle Gattling. E a segunda, a mais importante, era o carro da Richard Mille Racing Team, um Oreca 07 Gibson, que tinha como tripla a colombiana Tatiana Calderon, a holandesa Beitske Visser e a alemã Sophia Florsch. E é sobre elas que pretendo falar hoje.

Depois de anos de obscurantismo, o automobilismo está a despertar para a ideia de formar e incentivar as mulheres a correr. Uma classe de mulheres está a aparecer, todas muito jovens - Florsch tem 20 anos, Visser 25 e Calderon 28 - e apesar de não chegarem á Formula 1 porque ela se tornou numa classe muito fechada, estão a chegar a outras categorias, onde se podem mostrar contra os rapazes. Como a Endurance,  e o Mundial.

Para além disso, consciente de que precisam mais incentivos, existe desde 2019 a W Series, uma competição que pega nas raparigas que estão no karting e as coloca numa "feeder series".

Mas neste ano, com as três que estão ali, as expectativas eram altas. É a classe mais populada, são provavelmente as pilotas mais velozes do pelotão atual e claro, são jovens. E nunca tinham corrido juntas. De uma certa forma, todos esperavam o melhor delas. E de uma certa forma, cumpriram. Chegaram ao fim, foram nonas na classe e 13ª na geral, a 23 voltas do vencedor, seis do campeão da classe, o carro da United Autosports guiado pela tripla Filipe Albuquerque, Paul di Resta e Phil Hanson.

No final, mais do que terem cumprido a sua missão de levar o carro até ao fim, numa corrida que começa a parecer mais um "sprint" que dura um fim de semana, foi também de monstrar que estão ali para andar a par dos homens, e claro vieram para ficar. Elas são vencedoras, estão na história e colocaram a fasquia alta no sentido do futuro, para que apareçam outras e façam melhor. Parabéns!

domingo, 11 de agosto de 2019

W Series: Powell vence, Chadwick é campeã

Em Brands Hatch, na Grã-Bretanha, as honras foram para as britânicas. Alice Powell foi a vencedora da última corrida da competição totalmente feminina, enquanto Jamie Chadwick, que cortou a meta na quarta posição, acabou por ficar com o título, depois de ver a sua rival, a holandesa Beitske Visser, ser terceira classificada. No final, ambas ficaram separadas por dez pontos de diferença.

Partindo da pole-position, Chadwick tinha um desafio pela frente, pois as suas rivais queriam alcançá-la. Mas na partida, houve problemas quando a sua compatriota Esmee Hawkey ficou parada na grelha de partida, fazendo com que esta fosse repetida e a piloto partisse das boxes.

Na largada, Chadwick foi para a frente, mas a finlandesa Emma Kimilainen e Alice Powell não a deixaram em paz, seguindo-a e assediando-a. A meio da corrida, no Paddock Hill Bend, Powell passou-a e rumou à vitória.

Um pouco mais tarde, o Safety Car teve de entrar na pista para tirar o carro de Miki Koyama, que tinha ficado parado na pista em posição perigosa, Por esta altura, Kimilainen tinha passado Chadwick e já era assediada por Visser.

Quando o Safety Car reentrou, Powell aguentou os ataques da finlandesa, enquanto Visser passava Chadwick, mas não era suficiente para ser campeã, a não ser que algo acontecesse a ela. E até ao final, tudo ficou dessa maneira, com Chadwick a entrar na história por ser a primeira campeã da competição e receber o prémio de 500 mil libras. Alice Powell, triunfadora em Brands, acaba na terceira posição do campeonato, com 76 pontos, mais dez que Marta Garcia, que hoje foi apenas oitava. Fabienne Wolfhend, do Lichtenstein, foi quinta na corrida e quinta no campeonato, com 51 pontos.

Agora resta esperar por novo campeonato, em 2020.  

sábado, 8 de junho de 2019

W Series: Chadwick foi a vencedora em Misano

A britanica Jamie Chadwick foi a vencedora na terceira prova da W Series, que aconteceu este sábado no circuito de Misano. A piloto britânica conseguiu superiorizar-se à holandesa Beitske Visser e Fabienne Wohlwend, do Lichtenstein, que ficou com o lugar mais baixo do pódio. 

Com Wohlwend na pole, a partida foi atribulada. Primeiro, a piloto do Lichtenstein perdeu o primeiro posto para Chadwick, e depois sofreu um toque de Alice Powell, que acabou na gravilha, com danos na suspensão, acabando a corrida por ali. O Safety Car acabou por sair para a pista, no sentido de tirar o carro da britânica da posição perigosa em que estava.

Duas voltas depois, a corrida voltou à ação, com os três primeiros a manterem-se nas posições que tinham na primeira curva, com a italiana Vicky Piria a ser pressionada pela japonesa Miki Koyama, que tinha passado Marta Garcia na partida.

No meio da corrida, Koyama atacou e ficou com o quarto posto de Piria, e a partir daqui, a corrida ficou remetida por um duelo a três entre Chadwick, Visser e Wohlwend. As três pilotos tinham uma diferença de quase seis segundos sobe a japonesa Miki Koyama, que tinha atrás de si a local Vicky Piria. Até ao final da corrida, a holandesa esteve sempre a pressionar a britânica, mas as chances de vitória sempre estiveram ao lado de Chadwick, que aguentou os ataques de Visser, sob a observação de Wohlwend. No final, tudo ficou na mesma, com Koyama em quarto, Piria em quinto e a espanhola Marta Garcia em sexto.

No campeonato, Chadwick tem agora 68 pontos, contra os 55 de Visser e os 36 da espanhola Marta Garcia.

A próxima prova da W Series acontece dentro de quatro semanas, a 6 de julho, em Norisring, na Alemanha.

sábado, 18 de maio de 2019

W Series: Visser vence em Zolder

Segunda corrida, segunda vencedora diferente. A holandesa Beitske Visser venceu esta tarde a prova da W Series que aconteceu no circuito belga de Zolder, batendo as britânicas Jamie Chadwick e Alce Powell. Apesar do resultado, Chadwick manteve a liderança do campeonato, graças à vitória em Hockenheim.

Partindo da pole-position, Chadwick foi superada por Visser logo na partida, mas atrás, o carro da belga Sarah Bovy deitava fumo e ficou parada na grelha de partida, suficiente para fazer entrar o Safety Car a meio da primeira volta.

Volta e meia depois, o Safety Car voltou às boxes e a corrida recomeçou com Visser na frente, mas pouco depois, nova entrada do carro de segurança depois de uma colisão entre a húngara Vivien Keszthelyi e a britânica Esmee Hawkey. Ele ficou até perto dos 17 minutos para o final da corrida, quando esta recomeçou, com a holandesa na liderança.

No final, ela aguentou os ataques das britânicas, especialmente Chadwick, para vencer na categoria. A espanhola Marta Garcia foi quarta, à frente da britãnica Sarah Moore e da sul-africana Tasmin Pepper

Na geral, Chadwick ainda lidera, com 43 pontos, contra os 37 de Visser. A próxima prova será em Misano, a 8 de junho.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Noticias: Sete mulheres vão testar um Formula E

Sete mulheres vão testar um Formula E numa sessão de testes após a ronda inaugural da competição, em Riyadh, na Arábia Saudita. E entre elas quase todas as mulheres-piloto que existem no automobilismo de monolugares. As mulheres escolhidas foram as britânicas Jamie Chadwick e Katherine Legge, a árabe Amina Al Qubaisi, a espanhola Carmen Jordá, a holandesa Beitske Visser, a colombiana Tatiana Calderon e a suíça Simona de Silvestro

Como já foi dito na véspera, Calderon correrá pela Techeetah, enquanto Jordá fará pela Nissan e.dams. Já a holandesa Visser andará no BMW Andretti, com Qubaisi a fazer pela Virgin. Já Chadwick andará pela NIO, Silvestro pela Venturi - ela é piloto oficial de testes e simulador - e Legge, que também já fez algumas corridas, fará pela Mahindra.

O teste vai ser feito nos dias a seguir à corrida saudita, que vai acontecer no dia 15 de dezembro nas ruas de Riyadh.

terça-feira, 10 de março de 2015

A foto do dia

Beitske Visser faz hoje vinte anos de idade. E provavelmente esta piloto holandesa é a melhor chance de vermos uma mulher na Formula 1 num futuro próximo. Começa agora a sua quarta temporada nos monolugares, correndo na World Series by Renault ao serviço da espanhola AV Formula, depois de duas temporadas na Formula ADAC Masters, onde venceu três corridas e deu nas vistas o suficiente para que a Red Bull a incluísse no seu Junior Team. Ficou apenas um ano, mas mostrou-se.

Se olharmos para a cara dela, ainda parece uma adolescente. Mas desde os tempos do karting que ela mostrou ter talento para se ombrear entre os rapazes, e foi por isso que ela conseguiu lugar nos monolugares. Só falta é ter uma boa temporada numa competição onde possa impressionar o suficiente para alavancar a sua carreira.

Mas apesar de ter resultados, ao contrário de outras, Beitske não é bonita. Não é a Carmen Jordá ou a Milka Duno, não é uma modelito, ou se preferirem, "não é fotogénica". É por causa disso que não lhe dão uma chance para ser "piloto de desenvolvimento" numa equipa de Formula 1, nem com todo o "photoshop" possível e imaginável. Portanto, vê-la a bordo de uma máquina de 850 cavalos, nem que seja para testes, parece ser uma quase impossibilidade, a não ser que demonstre muito talento.

Mesmo assim, creio que ela tem todo o potencial para ser muito bem sucedida neste desporto, no meio dos rapazes. Francamente, precisamos de exemplos como a dela, para inspirar mais garotas neste desporto elitista e algo machista. Tentar ver garotas e mulheres noutros lugares que não nas grelhas a segurar cartazes e a sorrirem para as cameras seria ótimo, e as que entrassem, fossem vistas pelo seu talento e não se têm um peito grande ou se o rabo cabe ou não cabe dentro do "cockpit".

Se no Dia da Mulher, todos são pela igualdade, nos outros dias do ano, essa igualdade têm de ser dada através de exemplos, de gestos. E para mim, o melhor exemplo para o mundo é ela. 

Parabéns Beitske, e que tenhas uma grande temporada em 2015! 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Um velho problema numa nova perspectiva

Adoraria passar os dias a não escrever sobre a Carmen Jordá, mas quando uma amiga minha, a Bethânia Pereira, me manda o artigo da Autoweek sobre a piloto catalã, escrito por Mike Larsson, acho que vale a pena explanar mais um bocado sobre este assunto, e porque não, sobre as mulheres-piloto em geral. E porque é que não falamos dela em termos sexistas.

Eis algumas frases que são relevantes nesse artigo, e a primeira é logo arrasadora: "Carmen Jordá não devia estar perto de um Formula 1".

A seguir:

"Então, por que é que ela está tendo a chance de se juntar a Lotus como motorista de desenvolvimento? Como pode um motorista ser uma backmarker na GP3, ignorar completamente GP2 e entrar em um local com uma equipe de F1?

Simples: dinheiro.

Embora não tenha sido anunciado oficialmente, é uma crença generalizada de que Jorda está trazendo uma soma de dinheiro bem robusta para Lotus."

Toda a gente já topou que as criticas a ela não tem a ver o facto de ter peito, mas sim pelos seus resultados desportivos. Em três temporadas na GP3, teve zero pontos e foi sempre a última classificada nas grelhas de partida e nos resultados finais. Vocês leram ontem as reações dos pilotos que correram com ela e eles não têm nada a ver com a sua condição, mas som com os seus resultados desportivos. Dali, não há nada sexista, apenas um desabafo de que eles se sentem injustiçados por não terem uma chance como ela teve de andar num carro de Formula 1, o sonho de toda esta gente.

Aliás, posso dizer que na curta história da GP3, já houve quatro mulheres a passar por ali: Jordá, a italiana Victoria (Vicky) Piria, a holandesa Beitske Visser (na foto) e a britânica Alice Powell. Das quatro presentes, uma já conseguiu pontos: foi Powell, com um oitavo lugar na última corrida de 2012. Todas as outras ainda não conseguiram, embora Visser, que só andou duas corridas na categoria, já conseguiu pontos na World Series by Renault, e até foi um resultado melhor do que Powell, um quinto lugar. E em termos de palmarés, conseguiu vitórias na Formula ADAC Masters, na Alemanha.

Contudo, nem Visser, nem Powell são bonitas e não têm muito dinheiro. E esse é o problema. É que se forem ver os sítios de Jordá e Piria, parecem mais sítios de modelos que por acaso, têm jeito para a condução. Até me admira ainda não terem posado para a Playboy ou algo parecido. Mas já houve outros exemplos noutros lados, como a piloto ucraniana de ralis, Inessa Tuschkanova.

Mas existe sexismo nestas criticas todas, e o jornalista aponta isso pelos exemplos das mais consagradas como a Danica Patrick, que neste momento namora com outro piloto da NASCAR.

"Quando o negócio da Jordá com a Lotus foi anunciada na quarta-feira, a piloto foi publicamente ridicularizada por seus colegas e muitos fãs.

Há um viés perceptível para as mulheres no automobilismo. Os poucos que fizeram isso a um nível de notoriedade são fortemente escrutinados em cada turno.

Danica Patrick não pode ficar de mãos dadas com o seu namorado (o piloto da NASCAR Ricky Stenhouse Jr.) sem quaisquer comentários sobre como isso afetará a série. 

Patrick foi uma vez citada pelo chefe da Formula 1, Bernie Ecclestone: 'As mulheres devem estar vestidos de branco, como todos os outros aparelhos domésticos.' Acham que ele diria algo igualmente degradante para Marcus Ericsson?

Honestamente, se Jorda fosse um homem, a maioria dos fãs de Formula 1 iriam olhar para o negócio da Lotus com uma leve irritação. 'Outro piloto com dinheiro num lugar que não merece.' Mas quando é uma mulher bonita que recebe o trabalho, as pessoas perdem a cabeça.

Tem que ser frustrante para pilotos como Alexander Rossi, Connor Daly e uma série de outros pilotos competitivos. Esses caras estão perdendo lugares, porque eles não têm o dinheiro e vêm esses lugares irem para os pilotos menos talentosos, mas com bolsos mais profundos.

Mas isso faz parte da Fórmula 1, e sempre foi."

Francamente, não gosto da famosa frase de Bernie Ecclestone, quando compara as mulheres a acessórios domésticos, mas pelas atitudes delas, parece que o anão têm razão. É certo que tem de se atrair atenção para conseguir mais publicidade possível para prosseguir as suas carreiras, mas creio que elas precisam de ser respeitadas pelos seus resultados do que ver se têm um bom par de marmelos ou se o rabo delas consegue entrar nos apertados "cockpits" de um Formula 1. 

Adoraria ver uma piloto talentosa como a Simona de Silvestro a ter uma chance como piloto numa equipa de Formula 1 mediana, mas depois de ver que não conseguiu atrair dinheiro para ajudar a Sauber, e os seus testes eram bancados pelo patrocinador, não creio que tao cedo não verei uma piloto a andar de igual para igual com os rapazes. E esqueçam a Susie Wolff, que está onde está porque é ela a guardiã da parte que o seu marido comprou quando andava por ali, antes de ir para a Mercedes. Poderemos ver numa sexta de manhã, mas não é muito mais do que isso.

Mas se querem ver mulheres a competirem de igual para igual, temos de ir à IndyCar ou à Formula E, onde estão a britânica Katherine Legge e a italiana Michela Cerruti, que tentam um ar da sua graça contra boa parte dos pilotos que têm experiência de Formula 1. E até agora pagam esse preço, pois nenhuma delas pontuou ou conseguiu uma posição relevante quer na grelha de partida, quer na corrida.

Mas voltando ao artigo, os desabafos pelo "enorme feito" de Jordá colocaram a nu, mais uma vez, o que é a Formula 1 atual: uma categoria sobrevalorizada e com gastos excessivos e cujos dirigentes e equipas vivem há demasiado tempo acima das suas possibilidades. É certo que pilotos pagantes houve sempre ao longo da história, mas eram sempre uma minoria e que iam sempre para as equipas mais necessitadas de dinheiro, e normalmente faziam o papel de "chicanes ambulantes". 

Claro que há excepções: Thierry Boutsen colocou 750 mil dólares na Arrows para começar a sua carreira, em 1983, e conseguiu uma carreira digna de onze temporadas, na Benetton, Williams, Ligier e Jordan, para não falar dos empréstimos que Niki Lauda fez para pagar o seu lugar na March e na BRM, em 1972 e 1973, antes de chegar à Ferrari.

Contudo, nos tempos que correm, quando vemos uma equipa média como a Lotus pedir os serviços de uma garota que sabe guiar, já achamos que começa a ser demais. E nem é tento pelo sexismo: é por um velho problema visto noutra perspectiva. 

E quanto à chance de ver uma mulher a competir, com os poucos lugares existentes, isto pode ter criado o paradoxo de que nunca a oportunidade esteve tão distante como agora. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Outra vitima do Sr. Marko

Quem não andava atento à estrutura da Red Bull Junior Team, poderá não saber que eles tinham uma mulher a correr nos escalões de formação: a holandesa Beitske Visser. Com 18 anos de idade - nasceu a 10 de março de 1995 - Visser corria na Formula ADAC Masters alemã, onde nesta temporada venceu uma corrida e acabou na oitava posição do campeonato. Contudo, Visser estava ali pelo segundo ano e no anterior, tinha alcançado duas vitórias, embora tenha acabado também na oitava posição do campeonato. E como "estagnou", nas "sábias" palavras de Helmut Marko, acabou por ser dispensada.

Ela fez o anuncio na sua página oficial do Facebook: "É com tristeza que anuncio que não faço mais parte da Red Bull Junior Team. Foi uma temporada complicada onde os resultados não correram como o esperado. Agradeço à Red Bull e ao Dr. Marko pelo apoio que me deram. Trabalharei no duro para voltar mais forte. E não tenciono desistir."

Mais do que ter uma má temporada - ninguém escapa a isso - é um pouco a face cruel deste programa. É por isso que alguns pilotos já começam a fugir da Red Bull e de Helmut Marko: a exigência e a pressão é feroz e destroi os pilotos. Pode-se compreender isso em pilotos medianos, mas estamos a falar de pilotos com potencial para serem vencedores. Pelos vistos, a Red Bull não procura isso: procura extraterrestres. Já têm um na figura de Sebastian Vettel, agora andam desesperadamente à procura de outro.

E enquanto houver pilotos que estejam dispostos a fazer um "pacto com o Diabo", as coisas continuarão assim. E espero que a Beitske Visser continue com a carreira, porque acho que é provavelmente a mulher com maior potencial para fazer uma carreira nos monolugares. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Conheçam Beitske Visser, a mais nova piloto da Red Bull

Que o pessoal deseja uma mulher para chegar à Formula 1, isso é um facto. E o que não faltam são candidatas, que aos poucos aparecem por aí e do qual refiro algumas. Mas desde há algum tempo que sabia desta rapariga que vou falar agora: a holandesa Beitske Visser. Tem 18 anos e uma carreira bem sólida no karting e no ano passado correu na Formula ADAC Masters alemã, onde fez uma pole-position e venceu duas corridas, pela Lotus, terminando no oitavo lugar do campeonato.

Pois bem, parecia que iria subir de escalão esta temporada, para a Formula 3 alemã, mas ela teve de voltar atrás, para correr uma nova temporada na ADAC Masters. Porquê? Por causa do seu novo patrocinador. E não é um qualquer: é a Red Bull. É verdade, a equipa rubro-taurina anunciou hoje que a contratou para a Junior Team, ao lado do saul-africano Callum O'Keefe. Ambos se juntam ao resto da banda, constituida por pilotos como o português António Félix da Costa, o sueco-britânico Tom Blomqvist, o espanhol Carlos Sainz Jr., entre outros.

Visser vai fazer a segunda temporada numa competição que vai ter mais duas mulheres correndo: Stephane Cox, outra holandesa, e a alemã Tina Arbinger. Ambas são estreantes em monolugares.

Já agora... coincidência das coincidências, eu ontem encontrei por acaso a sua morada no Twitter e aderi. É normal fazer isso quando vejo pilotos das camadas de formação. O que não esperava era que me respondesse, agradecendo pelo facto de a ter decidido segui-la. Quis responder, mas não consegui, logo, só lhe posso desejar boa sorte para a sua próxima temporada.

Já agora, para a seguir, eis o seu endereço de Twitter: @beitskevisser