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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Meteo: Spa-Francochamps poderá ser agitado


O fim de semana do GP da Bélgica, em Spa-Francochamps, poderá ter chuva. Pelo menos na sexta-feira, embora não se pode descartar chuva nos restantes dias.

As temperaturas para estes três dias irão andar entre os 16 e os 18 graus, vento fraco, mas é na precipitação que os olhos se concentrarão, porque desde o inicio destes novos regulamentos, este ano, ainda não houve uma corrida à chuva.

Na sexta-feira, haverá chuva fraca, e as chances andam a rondar os 35 por cento ao longo do dia, enquanto no sábado, o céu estará muito nublado, mas as chances diminuirão para 15 a 20 por cento, com vento fraco, na ordem dos 20 km/hora. E para domingo, haverá mais chances de uma corrida seca, com as chances de chuva a baixar para 10 por cento, aumentando para 15 na hora da corrida.  

sábado, 14 de dezembro de 2024

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Houve grandes pilotos britânicos antes da II Guerra Mundial, que se mostraram perante o mundo, batendo recordes do mundo. Gente como Malcom Campbell, John Cobb e Henry Seagrave foram alguns desses pilotos cujas carreiras foram seguidas atentamente nos jornais e revistas, cujos perfis foram filmados nos cine-jornais da época. 

Contudo, houve um piloto que, para chegar ao topo, até colocou a sua lealdade em jogo. Querendo pertencer à elite do Grande Prémio, foi para a Alemanha e conseguiu triunfar, perante o mundo. Contudo, numa altura em que o mundo estava à beira de uma catástrofe, e as suas lealdades estavam em jogo, um acidente mortal não só cortou abruptamente a sua carreira que a marca onde correu, em tributo, decidiu limpar sempre a sua sepultura. 

Hoje em dia, todos esqueceram que, antes de Stirling Moss, existiu Richard Seaman. 

Nascido a 4 de fevereiro de 1913 em Chichester, no sul britânico, cresceu em berço de ouro, a ponto de ir estudar no Trinity College, em Cambridge. Os pais queriam que fosse ou advogado ou deputado do Partido Conservador, mas em 1931, aos 18 anos, foi ver uma corrida e ficou logo apaixonado pelo automobilismo. Três anos depois, comprou um MG e foi para a Europa continental para ganhar experiência. Pouco depois, arranjou um ERA e competiu na classe das Pequenas Viaturas, onde começou a triunfar, e claro, a dar nas vistas, quer nas pistas, quer nas subidas de montanha, nomeadamente no Mont Ventoux, em França - agora mais conhecida pelas chegadas da Volta à França em Bicicleta. 

Em 1936, arranjou um Delage, e altamente modificado, começou a andar em todas as grandes competições de então, quer com um ERA, quer com um Delage, e as suas performances foram suficientemente interessantes para no final desse verão, Alfred Neubauer, o diretor de corrida da Mercedes, o convidou a fazer um teste com um dos seus carros. A ideia? Ter um estrangeiro na sua equipa, ao lado de Rudolf Caracciola e Hans Stuck.

No final, houve um convite oficial, no qual ele aceitou... contra os desejos da mãe, que não o queria correr "numa equipa nazi". Seaman não queria saber da politica, queria triunfar no melhor carro, e os melhores em 1937 eram os alemães. Contudo, na primeira grande corrida pela marca, o GP da Alemanha, evolveu-se com o seu companheiro de equipa, Ernst von Delius, que acabou por morrer. Ficou magoado no acidente, mas recuperou a tempo da última corrida do ano, o GP de Itália, onde foi quarto. 

Em 1938, sem Stuck, que foi para a Auto Union por causa do acidente mortal de Bernd Rosemeyer, Seaman lidava com outro piloto em ascensão, Hermann Lang. Mas em agosto, no GP da Alemanha, conseguiu o fantástico: triunfou perante os alemães! O primeiro não-alemão a ganhar um GP numa máquina alemã - nem Nuvolari o conseguiria! No final, tocou-se o "God Save The King", com ele a fazer a saudação, perante o embaraço dos seus compatriotas, numa das piores alturas em termos políticos: a Alemanha já tinha anexado a Áustria e já tinha olho na região dos Sudetas, na Checoslováquia, e as tensões estavam de tal ponto altas que o GP da Grã-Bretanha, em Donington Park, foi inicialmente cancelado, antes de acontecer a 30 de outubro. 

Para piorar as coisas, Seaman encantou-se e casou-se com Erica Popp, então com 17 anos, e filha de um dos donos da BMW. Como presente, ganharam uma casa nos Alpes alemães. E tudo com o som dos tanques a artilharia a serem ouvidos na Europa Central... 

A temporada de 1939 começava com o GP da Bélgica, em Spa-Francochamps, que se realizaria em fins de junho. No fim de semana da corrida, esta iria decorrer debaixo de muita chuva. Na partida, Seaman foi para a liderança, e começou a afastar-se da concorrência, querendo aproveitar o asfalto molhado. Seaman basicamente corria sem freio até chegar ao pé da região de Bruneville, onde à 22ª volta, uma poça de água o faz perder o controlo do seu Mercedes, onde se despistou e bateu contra uma árvore. O carro atingiu o depósito de combustível e explodiu, derramando para o seu corpo. Foi socorrido e levados para o hospital, com graves queimaduras. Acabaria por morrer poucas horas mais tarde, não sem afirmar à Mercedes que tinha sido o responsável pelo acidente, por causa da sua condução no limite. Tinha 26 anos.

Seaman foi enterrado no Putnam Valley Cemetery, nos arredores de Londres. A Mercedes colocou uma fotografia dele em todos os seus concessionários, e Hitler, sempre um entusiasta do automobilismo, enviou uma coroa de flores, para (mais um...) embaraço da família. A sua campa é periodicamente cuidada até nos dias de hoje.

Quanto a Popp, emigrou para a América, casou-se mais duas vezes até morrer em 1990, aos 69 anos.   

O legado é algo dúbio. O facto de, três meses depois da sua morte, começou a II Guerra Mundial, fez esquecer rapidamente Seaman, e muitos sempre pensaram que ele, por causa de ele correr para eles, e por causa do seu casamento com Popp, iria ficar do lado alemão da coisa. Na realidade, ele queria correr com os melhores carros, a sua lealdade era secundária.  

Há um excelente livro sobre ele, de seu nome "A Race With Love and Death", do Richard Williams, que é o mesmo que escreveu uma biografia sobre o Ayrton Senna.  

terça-feira, 27 de agosto de 2024

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Há 30 anos, a Formula 1 ia à Bélgica, e ali, Spa-Fracochamps passava pelas mesmas modificações para aplacar as almas por causa dos eventos de Imola e Mónaco, em maio. E para aplacar essas almas, tinha-se de modificar Eau Rouge. Uma chicana mais lenta não era aquilo que muitos tinham em mente, mas era a solução possível em tempos como aqueles.

Mas naquele final de semana, todos estavam mais preocupados com outro assunto: a chuva. Choveu imenso na sexta-feira e todos andavam a olhar para o céu no sentido de encontrar uma abertura, um momento onde poderiam aproveitar e fazer a diferença. Foi o que aconteceu com Eddie Jordan, quando pediu aos seus pilotos que fossem para a pista com os pneus slicks quando tinha parado de chover e a pista ainda estava húmida. Eddie Irvine e sobretudo, Rubens Barrichello, apanharam todos desprevenidos quando foram para a pista e conseguiram os melhores tempos de sexta-feira. Contudo, todos pensaram que no dia seguinte, as coisas seriam diferentes. 

Afinal... não. Choveu ainda mais que no dia anterior, e aqueles que tiveram problemas em marcar um tempo foram a correr para a pista para tentar melhorar as coisas. E isso incluiu Michael Schumacher e Damon Hill. Eles bem tentaram, mas no final, ninguém bateu o tempo de Rubens Barrichello, que aos 22 anos de idade, batia o recorde de Andrea de Cesaris, então com 12 anos de existência, e era o poleman mais novo de sempre na Formula 1.

E quem viu o que Rubinho tinha feito no ano e meio que tinha desde que chegara à Formula 1, na primavera de 1993, não era nenhuma surpresa. Apenas os holofotes estavam apontados noutros lados. Lembram-se da primeira volta do GP da Europa de 1993? Ora, ele partiu muito atrás para ser apanhado pelas câmaras. Um pouco mais à frente, e tinha dado melhor espetáculo, por exemplo. E claro, o seu pódio em Aida, no Japão, só mostrava que tinha um bom carro e o chassis tinha nascido bem. E em Spa, foi a sorte, a habilidade e o talento que tinha dado aquele resultado. 

Agora, Rubinho e a Jordan só queria mais um dia de chuva para domingo. Será que conseguiria isso?  

domingo, 28 de julho de 2024

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Se alguém quiser saber porque é que o George Russell foi desclassificado do GP da Bélgica de 2024, uma explicação plausível é esta: o GP da Bélgica, em Spa-Francochamps, é o único onde não há uma volta de descompressão. Os carros entram nas boxes logo em La Source, porque a pista é enorme e a organização quer logo meter os pilotos no pódio. Se fizessem a tal volta de descompressão, poderia acumular os grãos de borracha nos pneus e ser pesado com eles porque... é legal!

Mas hoje queria recuar 30 anos para outra desclassificação belga. Uma de Michael Schumacher, ou como foi vitima das novas regras implementadas depois de Imola.

Num ano absolutamente anormal, a organização decidiu implementar as melhores medidas de segurança possíveis na altura, e uma delas foi apertar a chicane em Eau Rouge, fazendo com que os pilotos fossem mais lentos que o normal. E na pista, sempre que podiam, mensagens dos fãs lembrando de Senna, incluindo na própria Eau Rouge. Com os treinos marcados pela chuva, Eddie Jordan e Gary Anderson, patrão e diretor desportivo da equipa Jordan, decidiram aproveitar uma aberta para arriscar slicks. Resultou: Rubens Barrichello ficou com o melhor tempo, Eddie Irvine foi o quarto. No final de sábado, o piloto brasileiro tinha dado a primeira pole-position à Jordan e ele, com 22 anos, tornava-se no mais jovem "poleman" até então.

Schumacher não durou muito para chegar à liderança, e lá ficou até ao final, exceto quando foi às boxes para reabastecer, entregando a liderança para David Coulthard. Mas na volta 19, ele se despistou depois de ter passado por uma poça molhada com os seus pneus slicks. Voltou à pista e conseguiu controlar o carro. Contudo, esse despiste fez raspar o patim de madeira instalado por debaixo do seu carro. 

No final, Schumacher triunfou na frente de Damon Hill e Mika Hakkinen, mas depois, os comissários foram verificar os carros e descobriram que a tábua do Benetton  tinha 7,5 milímetros de espessura, bem abaixo dos 9 mm permitidos em desgaste, já que essa tábua tem 10 mm de espessura, quando montado nos carros. 

Resultado? “Após as verificações técnicas e uma consulta ao representante da equipa Benetton, os comissários de pista decidiram remover o carro numero cinco do evento”. Em suma, Schumacher era desclassificado. E pela segunda vez na época, depois dos eventos na Grã-Bretanha. Eram os regulamentos a funcionar, é verdade, mas numa temporada onde tudo era anormal...

Formula 1 2024 - Ronda 14, Spa-Francochamps (Corrida)


Depois da chuvada de sábado, o domingo prometia algo diferente. As nuvens foram-se embora - não sem antes oferecerem um espetáculo como este - e apareceu o sol e um belo dia de verão, como as Ardenas merecem ter. Não iria chover - nada estava previsto - mas as nuvens poderiam colocar alguém em alerta, e alguns, tenho a certeza, trouxeram as suas capas. Afinal de contas, o seguro morreu de velho. 

Em termos de pneus, todos iriam começar de médios, com duas exceções: Daniel Ricciardo com moles, Guanyou Zhou com duros.


Na partida, Charles Leclerc, o poleman, foi logo atacado por Sérgio Pérez, Lewis Hamilton e os McLarens, com o piloto da Red Bull e da Mercedes lutaram pelo segundo posto, com o britânico a levar a melhor. Mas Leclerc manteve a liderança, sem ser incomodado. Atrás, Max passou duas posições, primeiro a Alex Albon e depois, a Fernando Alonso, e era agora oitavo.

Na frente, Hamilton estava na traseira do Ferrari e na terceira volta, na travagem para Les Combes, o piloto da Mercedes ficava com o comando. As coisas correm calmamente até na volta oito, quando começaram as primeiras paragens nas boxes, com o Racing Bulls de Daniel Ricciardo. Pierre Gasly veio a seguir, na volta 10, Max e George Russell na 11, ambos a colocarem duros. Hamilton, Pérez e Oscar Piastri foram trocar de pneus na volta 12, e no regresso, o australiano conseguiu passar o Mercedes do britânico na travagem para Les Combes.


Leclerc parou para trocar pneus na volta 12 e uma volta depois, apesar os três primeiros não tinham ido às boxes para trocar pneus. Eles só se mexeram na volta 15, com Norris a trocar para duros, e quase ao mesmo tempo, o então líder, Carlos Sainz Jr, despistou-se na região de Pouhon, evitando por muito pouco ficar com o carro preso na gravilha.
  
Quase no meio da corrida, Sainz Jr foi às boxes para colocar médios, entregando o comando a Hamilton. Na mesma altura, Russell passou Pérez para ser quarto, quando Max estava na traseira do seu companheiro de equipa, que, para não perder tempo, o chamaram para ir às boxes. Ele trocou para duros, vendo se ele iria até ao final da corrida. 

Na volta 23, Norris já estava na traseira do Red Bull do neerlandês, tentando aproximá-lo para que focasse no alcance da asa móvel. Contudo, quando Leclerc foi às boxes uma segunda vez, na volta 26, a ultrapassagem ainda não tinha acontecido. Na frente, Hamilton já tinha quase cinco segundos sobre Piastri quando na volta 26, ele foi às boxes uma segunda vez. Agora, Piastri era o novo líder, enquanto Norris é terceiro, antes de ir às boxes na volta 29. Ele regressou em sétimo, entre Max e Sainz Jr.

Piastri, o líder, parou na volta 31, mas a troca não foi perfeita e saiu quase em cima de Max, para ser quarto. Ao mesmo tempo, Norris apanhava Pérez e era sexto, atrás de Max. Quase ao mesmo tempo, Russell, o novo líder, decidiu ficar com os duros e ficar até ao final da corrida. E a 10 voltas do final, Hamilton estava a 6,1 segundos do seu companheiro de equipa.


Nesta parte final, havia três carros ao ataque: Hamilton e os McLaren. O britânico do Flecha de Prata queria o apanhar e tentar mais uma vitória, mas sabia que não era fácil. Atrás, Piastri queria apanhar Leclerc para estar no pódio, enquanto Lando Norris queria apanhar Max para estar mais à frente na classificação, e se calhar, tentar apanhar Piastri. No inicio da volta 35, em Les Combes, Piastri chegou à traseira de Leclerc, sem o apanhar. Ele tentou na volta seguinte no mesmo lugar, com sucesso.

Hamilton lá se aproximava de Russell, mas eles monitorizavam o avanço de Piastri, que estava a sete segundos da liderança e também se aproximava. Atrás, em Les Combes, Sainz Jr. ia buscar Pérez e ser sétimo. Na volta 42, Hamilton já estava na traseira de Russell, com Piastri logo atrás. Contudo, em Les Combes, Hamilton travou forte demais e deixou que Russell respirasse mais um pouco - e se calhar, decidiu-se a corrida. E com isto, Piastri aproximava-se. 

No final, os três estavam juntos, mas a ordem manteve-se até à bandeira de xadrez. Russell era o vencedor, graças a uma estratégia de génio, e os seus pneus aguentaram bem depois de dois terços de corrida - calçou-os na 10ª volta, recorde-se. Atrás, não muito longe, estava Leclerc, que aguentou Max e Norris para conseguir um crucial quarto posto, enquanto Pérez foi às boxes calçar moles e fazer a volta mais rápida.


E foi assim a última corrida antes das férias de agosto. Bem mais competitiva que se esperava, onde os pilotos andaram bem perto uns dos outros, e no qual a inteligência e a estratégia foi decisiva.

PS: Cerca de uma hora depois da cerimónia do pódio, o carro de Russell falhou nas verificações técnicas, descobrindo que tinha um peso quilo e meio abaixo do mínimo permitido. Por causa disso, o piloto britânico foi desclassificado, dando a vitória ao seu companheiro de equipa, Lewis Hamilton.             

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Meteo: Fim de semana chuvoso em Spa


O tempo em Spa-Francochamps nunca desilude. E este final de semana não será exceção. É que terá chuva na sexta e no sábado, apesar dessa chances diminua no domingo. 

Na sexta-feira, o tempo será de aguaceiros, com 60 por cento de possibilidade de chuva, a temperaturas na ordem dos 19ºC, e no sábado, a temperatura diminuirá para 17ºC, com as chances de chuva aumentarem para 80 por cento ao longo do dia, ou seja, não haverá muitas chances de bom tempo. Ou seja, a qualificação poderá ser muito molhada.

Para domingo, as chances serão melhores. A temperatura aumentará para 20ºC, as chances de aguaceiro diminuem para cerca de 20 por cento, e o céu terá muitas chances de ficar sem nuvens. E é isso que se prevê nas vésperas do GP belga.   

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Noticias: GP da Bélgica fica até 2025


O GP da Bélgica continuará por mais duas temporadas, anunciou hoje a Formula 1. O contrato foi recentemente assinado e a pista de Spa-Francochamps irá manter-se por mais algum tempo no calendário, apesar das condições meteorológicas serem quase sempre desafiantes, na húmida floresta das Ardenas.

Steano Domenicalli, CEO da Formula 1, afirmou que Spa faz parte da tradição automobilística e esta renovação é sinal de confiança nos promotores, que nos últimas anos, tem construído infraestruturas para atualizar a pista, especialmente na região entre La Source, Eau Rouge e Radillon. 

“Spa é sinónimo de Fórmula 1, tendo sido um dos circuitos da nossa primeira temporada de sempre e é muito apreciado pelos fãs e pelos pilotos, pelo que estou muito satisfeito por prolongar a nossa relação com eles até 2025”, começou por afirmar Domenicalli..

“O promotor deu grandes passos nos últimos anos para melhorar a experiência dos fãs e as infra-estruturas, e o trabalho está em curso entre todas as partes interessadas com um claro foco na realização de corridas seguras e emocionantes. Gostaria de agradecer ao promotor e ao Governo da Valónia pelo seu apoio contínuo.”, concluiu.

Com este anuncio, acabaram-se as especulações acerca da sua substituição pelo circuito de Kyalami, para a realização do GP da África do Sul. O contrato atual ia até 2024, logo, o prolongamento por mais um ano é interessante, mas não é firme, porque apenas ganhou mais uma corrida. Para piorar as coisas, os argumentos económicos de alguns países e a segurança do circuito, que viu nos últimos quatro anos dois acidentes mortais - Anthoine Hubert em 2019 (Formula 2) e Dilano van‘t Hoff em julho deste ano (Formula 3 Regional) - não ajuda nada na reputação da pista. 

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Youtube Automotive Video: As comunicações rádio de Spa-Francochamps

Foi um fim de semana chuvoso, logo, aconteceu muita ação. E eis uma amostra das comunicações por rádio quer nas sessões de treinos livres, nas qualificações, na corrida sprint e na corrida propriamente dita. 

domingo, 30 de julho de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 12, Spa-Francochamps (Corrida)


Desde que se soube do tempo no fim de semana de Spa-Francochamps, este era o dia mais suscetível de não chover. E de uma certa maneira, apesar das nuvens terem andado a pairar nos céus belgas ao longo do dia, a chuva não tinha aparecido à hora da corrida. Ou seja, poderíamos ter uma corrida dita "normal". E claro, mais uma vitória da Red Bull a caminho, muito provavelmente. Agora, se era para Max Verstappen ou Sérgio Perez (Checo), essa era a parte mais complicada, porque o neerlandês era o sexto na grelha por causa da penalização, e - mesmo que muitos temessem isso - ele não iria ficar com a liderança no final da reta Kemmel, na primeira volta...

Com duas paragens previstas na corrida, boa parte dos pilotos partiam com médios, mas a primeira fila calçava moles, com Charles Leclrec e Checo Perez, se calhar para ver se escapavam das confusões. Quem sabe... 


Na partida, Leclerc aguentou as investidas de Perez, pelo menos até La Source, enquanto atrás, Carlos Sainz Jr fazia a mesma curva comprimindo o McLaren de Oscar Piastri para o muro, quebrando a suspensão, com o australiano a acabar por desistir. O mexicano esperou para que chegasse à reta Kemmel para passar o monegasco e ficar com a liderança, enquanto Max começava a ganhar posições, rumo ao lugar que mais queria, o primeiro.

Nas voltas seguintes, Alonso, o único com médios, passou o seu compatriota para ficar com o quinto posto, enquanto Max já estava na traseira de Lewis Hamilton para tentar ficar com o terceiro lugar. O tempo aguentava-se e via-se uma boa luta no pelotão, com os energéticos numa classe à parte. Mas não tardavam as primeiras paragens nas boxes, enquanto Sainz Jr também sentia os efeitos da colisão com Piastri, começando a ser engolido pelo pelotão, primeiro por Yuki Tsunoda, seguido por Alexander Albon, George Russell, Lance Stroll e todo o resto. Mais à frente, Max era segundo, depois de passar Leclerc na nona volta, quando ambos os carros chegaram a Les Combes.

Por alturas da décima volta, começaram as primeiras paragens na corrida, pelo menos para os que colocaram moles. Norris foi o primeiro, seguido pelos Red Bull e por Leclerc, mas apenas na volta 12, colocando médios. Gasly e Albon - este, depois de ser passado por Yuki Tsunoda - também foram às boxes para colocaram médios, e claro, regressando no fundo do pelotão, ao mesmo tempo que Tsunoda e Norris sobem lugares atrás de lugares, chegando aos pontos.


E no meio disto tudo, os Red Bull juntam-se. Na volta 17, Max está na traseira de Checo e no final da reta Kemmel, ponto de ultrapassagem por referência, ele fica com o comando, para não mais o largar. Duas voltas depois, começa a chover, e todos ficam atentos para saber se a pista fica ou não molhada o suficiente para trocar de compósito. Passado o momento em que a respiração fica presa, descobre-se que não é o suficiente para afetar o desempenho e trocar do tipo de pneus. Ainda por cima, não é em toda a pista.  

Misto, Sainz Jr está no fundo do pelotão, a arrastar-te, antes de encostar às boxes e acabar a sua corrida. Estamos na volta 23. A chuva cai, mas não em toda a pista. Os moles fazem o seu trabalho. E pouco depois, o aguaceiro passa e as nuvens dispersaram-se. Não foram precisos intermédios.

Com o passar das voltas, e de mais uma troca de pneus, onde os pilotos com moles deram muitas lutar pos posição, a hierarquia se manteve: os Red Bull na frente, sem serem incomodados, Hamilton e Leclerc lutando pelo terceiro posto, com o monegasco a manter-se no lugar mais baixo do pódio, e um pelotão intermédio onde as diferenças são muito curtas entre eles.  


Até ao final, não houve história: Max ganhou, quase sem dificuldade, e agora numa dobradinha com Checo, enquanto Leclerc ficava com o lugar mais baixo do pódio. Todos felizes nas boxes dos energéticos - afinal, é o seu tempo de domínio - e o resto, agora, está a ver este mês de férias com alivio. Mas muito provavelmente, com os cálculos a serem feitos, parece que o tri do Max está mais para Suzuka que para Losail...

sábado, 29 de julho de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 12, Spa-Francochamps (Corrida Sprint)


Dia de sábado costuma ser dia de qualificação, mas pela pela primeira vez, a Formula 1 fará uma corrida Sprint em Spa-Francochamps, ainda por cima, num fim de semana onde a chuva fará a sua aparição constante.  Aliás, sábado era mesmo o dia de corrida Sprint, com um Shootout de manhã, com resultados previsíveis... mas não muito. Max Verstappen foi o melhor, mas a seu lado estava o McLaren de Oscar Piastri, mostrando que a evolução do McLaren, nesta altura da temporada, tinha sido bem nascida e dando excelentes resultados, quer em qualificação, quer em corrida.

Parecia ser sorte das sortes: nesta tarde, a pista começou seca, apesar das nuvens intimidantes no céu. Os pilotos saiam com médios, mas mesmo numa corrida pequena, com 15 voltas, os intermédios estavam presentes, prontos para qualquer imprevisto. E os pilotos, sabendo do que estão a encarar, estavam ainda mais nervosos. 

Contudo, quinze minutos antes da corrida, começou a chover na pista e as equipas começaram a colocar intermédios nos carros, torcendo que não chovesse mais. E por causa disso, a corrida começou um pouco mais tarde, primeiro doze minutos depois da hora, e depois, sem altura para regressar, devido à intensidade da chuva. 


E falem de "intenso": Em Eau Rouge, a água jorrava dos ralos de drenagem.

Quando a chuva parou, até o arco-iris apareceu para dar as boas-vindas a toda a gente no circuito belga.  


E claro, a Formula 1, sempre cautelosa, decidiu que todos largariam atrás do Safety Car, com todos calçados com pneus para chuva intensa. A pista já estava a secar, mas previa-se que mais chances de chuva iriam acontecer dali em breve. George Russell avisou que a pista convidava para intermédios, e o radar mostrava que não haveria chuva para os 20 minutos seguintes. Mas o Safety Car continuava.

Contudo, pouco depois, a organização recolheu o carro e a corrida arrancou com Verstappen a ficar na pista com os pneus de chuva, enquanto o pelotão atrás de si ia para as boxes, colocar intermédios. O neerlandês ficou na pista por uma volta, antes de trocar para os intermédios, deixando o comando para Oscar Piastri. 

Max foi atrás dele, mas a perseguição ficou interrompida quando o aniversariante do dia, Fernando Alonso, seguiu em frente em Pouhon e a direção de prova mandou entrar novamente o Safety Car. Alguns pilotos aproveitaram para fazer nova passagem pelas boxes, com novo jogo de intermédios. As coisas ficaram assim por umas quatro voltas, até que o Aston Martin recolheu às boxes e a corrida contiuou, com Max a passar Piastri no Radillon, algumas centenas de metros depois. 

A partir dali, Max foi em embora do pelotão, enquanto atrás, o seu companheiro de equipa começava a ser engolido pelo pelotão, especialmente quando Lewis Hamilton o tocou em Staevelot, causando a penalização ao britânico da Mercedes. Contudo, para piorar as coisas, o mexicano despistou-se e caiu para o fundo do pelotão, acabando por ser a segunda desistência da corrida. 


Na parte final, os Ferrari tentaram apanhar o Alpine de Pierre Gasly, mas ele conseguiu resistir graças a Hamilton, que era quarto na pista, mas tinha a penalização em cima dele e era um obstáculo para os objetivos da Scuderia. Mas na frente, tudo resolvido: Max em mais uma vitória, acompanhado por Oscar Piastri, no seu primeiro pódio de sempre - embora numa corrida Sprint - e Gasly a conseguir o lugar mais baixo do pódio, no seu carro.

Amanhã há mais corrida... e está prevista mais chuva. 

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 12, Spa-Francochamps (Qualificação)


Normalmente, a corrida belga é no final de agosto. Mas este ano, a Formula 1 foi a Spa-Francochamps um mês antes, se calhar para tentar escapar do mau tempo nas Ardenas. Contudo, o tempo é algo do qual não controlamos, e por excelentes intenções que os organizadores e a FIA tinham ao colocar esta corrida no final de julho, não se pode escapar do tempo. Até parece que a chuva é permanente por ali... não é, isso sabemos, mas ficamos com essa impressão.  

E o tempo será isso mesmo durante o fim de semana: húmido, com chuva quase constante. Só se espera que não interfira muito com a corrida. 

Entretanto, nesta sexta-feira se soube que Max Verstappen iria ter componentes trocados na sua caixa de velocidades, e como atingiram o quinto, isso significaria que teria penalização de cinco lugares na grelha de partida. E claro, o lugar de pole-position, mesmo que fizesse - afinal, ele é o favorito, não? - não seria dele.   


Perto da hora, a chuva tinha parado e parecia aparecer algum azul entre as nuvens. E - não sei se foi por isso ou por outra coisa - que a qualificação começava com um atraso de 10 minutos. E quando se deu a luz verde, o céu abriu-se e um sol de verão iluminou a pista belga, ainda molhada. Logo, os pilotos entraram nela com os intermédios.

Com o passar dos minutos, alguns já marcaram tempos, mas todos na casa dos dois minutos. O melhor tinha sido Carlos Sainz Jr com 2.00,536, com Max logo a seguir, a 19 milésimos. O tempo ajudava a secar a pista, mas não o suficiente para largarem os intermédios. E pelo meio, gente como Lando Norris caía nas armadilhas, exagerando e indo pela gravilha, mas regressando à pista sem danos de maior.

No final da Q1, Lewis Hamilton acabou por ficar com o primeiro posto, já abaixo dos dois minutos (1.58,841) 91 milésimos na frente de Max, 214 de Oscar Piastri e 783 centésimos de George Russell. No outro lado da moeda, os eliminados acabaram por ser Nico Hulkenberg - que teve um problema nas boxes, ao querer sair delas, e isso estragou-lhe a chance que queria aproveitar - Daniel Ricciardo - cuja melhor volta foi apagada por ter excedido os limites - o Alfa Romeo de Guanyou Zhou e os Williams de Logan Sargent e Alexander Albon.

Pouco depois, começou a Q2, com avisos de que o bom tempo iria continuar. E claro, os tempos começam a baixar, com Kevin Magnussen a conseguir 1.57,413, antes de Sérgio Perez detonar e obter 1.55,982. Verstappen melhora, com 1.55,535, mas claro, a pista seca cada vez mais e se calhar, os slicks começam a ser tentadores...


E foi isso que fez Lando Norris, ao colocar moles, algo que o resto do pelotão começou a fazer quase a seguir, quando faltava cerca de cinco minutos para acabar a Q2. Mas as condições ainda não eram totalmente seguras, porque Esteban Ocon bateu na curva 9, e danificou a sua asa da frente, acabando por levar o seu carro até às boxes. 

No final, os tempos baixaram bastante, com Oscar Piastri a ser o mais veloz, e essa velocidade foi tal, ao ponto de Max ter quase saído fora da Q3, conseguindo um 10º posto, três lugares abaixo de Sergio Perez, e pior: perdia quase 1.2 segundos por causa do facto dos pilotos terem conseguido ser mais velozes. Ele queixou-se, mas das boes lhe disseram o porquê: não tinha carga na bateria. 

Entre os que ficaram de fora estavam o Alpha Tauri de Yuki Tsunoda, os Alpine de Pierre Gasly e Esteban Ocon, o Haas de Kevin Magnussen e o Alfa Romeo de Valtteri Bottas. 

O Q3 começou pouco depois, com o tempo a manter-se seco, com uma linha já definida no asfalto e os pilotos a colocarem os seus jogos de pneus para irem fazer os seus melhores tempos. E entre os primeiros a marcar um tempo foram os Ferrari, até com Charles Leclerc a ser o melhor, com Sainz Jr a ser o terceiro. 

A parte final foi a confusão do costume, tentando ter a pista limpa antes da sua última volta rápida. E no final, Leclerc acabou com 1.46,988, com o seu companheiro logo a seguir. Mas Max conseguiu aniquilar a concorrência, arrancando um tempo de 1.46,198, com Perez a ser terceiro. Hamilton é quarto, na frente de Sainz Jr e Piastri. mas na realidade, a primeira fila é Leclerc-Perez, com Max em sexto, ou seja, será um baralhar e voltar a dar, apesar do neerlandês ter mostrado que para além de ter o melhor carro, consegue sacar uma volta bem potente.


Amanhã é a corrida de sprint, mas fica o aviso: as chuvas farão a sua presença ao longo do fim de semana belga. Tudo está em cima da mesa.  

quarta-feira, 26 de julho de 2023

O que vêm aí para Spa-Francochamps


O Circuito de Spa-Francochamps é, como todos sabem, dos melhores e mais desafiantes da Europa e do mundo. Mas quem também a conhece, sabe que a pista, situada no coração das Ardenas, perto de Malmedy e da fronteira alemã, situa-se numa zona húmida e as possibilidades de chuva são frequentes. 

E este fim de semana não fugirá à regra: segundo o boletim meteorológico, sexta, sábado e domingo está prevista chuva, com trovoada no sábado, e no domingo, as chances de pluviosidade são mais baixas, mas presentes.  

Spa-Francochamps não foi desenhado por Hermann Tilke: aliás, é um dos circuitos mais antigos do mundo, corre-se há quase um século e na primeira versão, tinha 14 quilómetros, desenhados entre estradas nacionais. Apenas em meados dos anos 70 que se construiu uma versão que encurtou em metade da extensão, com uma parte construída de raiz, entre Les Combes e Staevlot, e que inclui as curvas de Pouhon. Ou seja, ficaram sítios como La Source, Eau Rouge e Radillon. 


Ora, neste final de semana, teremos uma Sprint Race no sábado à tarde, o tal dia onde se prevê trovoadas. Com pilotos que não tem qualquer intenção de levantar o pé, mesmo que chova a cântaros, lembro de duas situações recentes: a corrida de 2021 e o acidente deste ano, onde numa corrida da Formula Regional Europeia, o neerlandês Dilano van't Hoff sofreu um acidente mortal na reta Kemmel, pouco depois do Radillon. 

A Formula 1 vive num dilema - e também nós, bem visto. Sabemos que, desde há algumas semanas para cá, alguns pilotos já pediram que a organização redesenhe a Eau Rouge para ser mais apertada, abrandar a velocidade dos carros e assim evitar acidentes graves porque ali, naquele ambiente florestal, as gotículas permanecem no ar depois da passagem dos carros, dificultando ainda mais uma situação já dificil.

Mudar o desenho da pista é complicado, pelo menos para já. Mudar "em cima do joelho" como fizeram em 1994, no rescaldo dos acidentes de Imola e Mónaco, não cai muito bem nos fãs, mas foi a medida possível no curto tempo que tiveram. Mas também, uma prova como a de 2021, ainda fresca na memória dos fãs, não é algo aconselhável. Então, que pensar, que fazer?

É que, parecendo que não, escrevo isto com a memória de outra corrida: Suzuka 2014. A corrida que não deveria ter acontecido à hora que aconteceu, por muito que digam que foram os organizadores que obrigaram a isso. Quem não se lembra, digo numa frase: foi a corrida que tinha um tufão em cima deles e que acabou com o acidente mortal de Jules Bianchi. 


A FIA, a Formula 1 e a organização andarão com pinças neste fim de semana. Muito provavelmente farão de tudo para que a segurança seja uma prioridade. E se andarem 43 voltas atrás do Safety Car, andarão. Claro, os fãs dirão que será uma farsa. Afinal de contas, há quem ache que essa corrida deveria ter sido anulada. Mas... e se tivermos um Antoine Hubert ou um van't Hoff no fim de semana, mesmo num acidente numa das corridas de suporte, como a Formula 2 ou a Formula 3, seria uma tragédia evitável?

Já entenderam que não há um meio-termo, pois não? É verdade. Se calhar, a única solução possível é aquela que o Jean-Marie Balestre disse, certo dia: "a melhor decisão é a minha decisão". Se querem farsa, é isso que teremos e eles suportam melhor as criticas dos fãs e da imprensa. E se calhar seria a melhor, porque do outro lado, as coisas seriam menos suportáveis. E as alterações na pista ainda seriam mais dolorosas para os fãs, porque achariam que a "pureza" e o "desafio" do automobilismo seriam mutiladas. 

Sobre essa última parte, eu direi apenas: isso já aconteceu, no dia em que cortaram Spa para metade. E nos adaptamos bem com isso. 

Para finalizar: desejo o melhor para todos. Que seja um fim de semana sem problemas de maior. 

domingo, 23 de julho de 2023

Spa-Francochamops será chuvoso!


Sim, ainda falta uma semana para o GP da Bélgica, mas sete dias antes de acontecer, o boletim meteorológico não está a ser favorável para o bom tempo. Segundo as últimas informações, durante todo o próximo fim de semana, se prevêm aguaceiros e trovoadas no leste da Bélgica. 

Na sexta-feira, com temperatura de 21 graus, as possibilidades de chuva estão estabilizadas nos 80 por cento, acompanhadas de trovoada, enquanto no sábado, as previsões são de aguaceiros, com a chuva a estar a 65 por cento de possibilidades. No domingo, a temperatura prevista é de 19 graus, com aguaceiros e previsões de 47 por cento de chuva ao longo da hora da corrida.

Claro, como disse acima, falta uma semana para a corrida. Mas com o traçado veloz, não se pode esperar que o fim de semana possa ser calmo e sem história. Será, provavelmente, o contrário...  

sexta-feira, 9 de junho de 2023

A(s) image(ns) do dia



Jack Brabham, Dan Gurney e Bruce McLaren tem algumas coisas em comum. Se afirmarem que acabaram por ser construtores, acertaram. Se afirmaram que ganharem corridas quer como pilotos das suas próprias máquinas, também acertaram. Mas existe mais uma coisa que têm em comum: ganharam ambos o GP de Bélgica, em anos diferentes. Mas "Black Jack" ganhou apenas uma ocasião, em 1960, a bordo do Cooper no qual alcançou o bicampeonato, e numa corrida marcada pelas mortes de Chris Bristow e Alan Stacey, e os sérios acidentes na qualificação de Mike Taylor e Stirling Moss. 

Contudo, há 55 anos, em 1968, os três competiam nos seus próprios carros e em Spa-Francochamps, o temeroso circuito de 14 quilómetros que tinha coisas como o Masta Kink, um conjunto de curvas a alta velocidade, por exemplo, onde todos estavam, ainda por cima, impotentes perante os elementos que lhes davam poder de vida ou de morte sobre eles. 

Nesse palco do GP da Bélgica, tiveram sortes diferentes. Gurney, o americano que tinha triunfado no ano anterior, não estava presente, por causa dos problemas com o seu Eagle, Brabham nem marcou tempo e partia do 18º e último lugar, e McLaren, que nos dois últimos anos, lutava para colocar a sua equipa de pé, agora parecia ter uma equipa capaz de chegar ao topo, com a contratação de Denny Hulme, seu compatriota e o campeão do mundo em título. E parecia indicar isso, graças ao seu segundo lugar em Espanha, o primeiro pódio oficial da marca.

Mas muita dessa reputação recém-adquirida apareceu graças ao chassis M7A. Desenhado por Robin Herd e Gordon Coppuck, tinha-se estreado em Brands Hatch, na Race of Champions, onde ganhou. Depois, novo triunfo a International Trophy, em Silverstone, parecia ser, por fim, o carro que McLaren procurava para regressar aos lugares da frente. E ter o motor Cosworth no carro também ajudava. 

Mas aquela temporada de 1968, o que as pessoas tinham em mente eram os acidentes. E quando estavam a caminho da pista belga, souberam de outro acidente sério: na Alemanha, o italiano Ludovico Scarfiotti tinha-se despistado numa proba de montanha, a bordo do seu Porsche, e tinha morrido. Ele era o terceiro piloto a morrer em dois meses, e ele nem iria participar na corrida belga, embora tenha pegado num Cooper nas três primeiras corridas do ano, conseguindo dois quartos lugares em Jarama e no Mónaco. 

Apesar dos receios, foi uma corrida emocionante. Existiu uma luta pela liderança entre Jackie Stewart, Bruce McLaren e John Surtees, mas o poleman foi o Ferrari de Chris Amon, que naquela corrida, tinha uma asa traseira em cima do seu motor. Liderou na primeira volta, para perder a favor do Honda de Surtees. 

Na sétima passagem pela meta, contudo, a periculosidade da Formula 1 e o dia omnioso pairou quando Cooper de Brian Redman teve uma falha na suspensão, despistou-se e pegou fogo, com o piloto a ser retirado do carro com um braço fraturado e algumas queimaduras, mas nada grave. 

Stewart ficou com o comando na volta 16, e parecia que ia a caminho da meta para conseguir a sua primeira vitória da temporada. Mas para ser o primeiro, primeiro tem de cortar a meta nesse lugar. E numa pista de 14 quilómetros, ficar sem gasolina... não é bom.

E inesperadamente, mas merecidamente, Bruce McLaren ficou com o comando da corrida e a vitória, na frente de Pedro Rodriguez, no seu BRM, e Jacky Ickx, no seu Ferrari. Mas de uma certa forma, foi o auge de um carro que sabiam ter sido bem nascido, e era o final de uma luta que tinha começado no final de 1963, quando ele fundou a sua própria equipa, e passou pelo GP do Mónaco de 1966, quando ele alinhou a bordo do seu próprio carro. 

E era apenas o começo. 

quarta-feira, 24 de maio de 2023

A imagem do dia


No passado dia 21, passaram-se 45 anos sobre o dia em que o campeonato de 1978 tinha acabado. A favor da Lotus, graças aos seu modelo 79, praticamente, o triunfo do efeito-solo, um conceito que Colin Chapman tinha imaginado três anos antes, quando passava férias em Ibiza. Não era nada de totalmente novo - Tony Rudd tinha imaginado em 1969, quando estava na BRM, e chegou a projetar um carro, só que o seu piloto principal na altura, John Surtees, não aprovou a ideia. 

Mas o que pouca gente sabe é que foi ali, na pista de Zolder, que Gilles Villeneuve deu nas vistas. Quatro anos antes de ele ter o seu triste final, a pista belga foi ótima para ele porque foi ali que conseguiu os seus primeiros pontos. E conseguiu logo a tempo, porque o canadiano estava sob brasas porque ele era rápido, mas inconstante.

Gilles fora uma aposta pessoal de Enzo Ferrari. Depois da sua estreia pela McLaren, em Silverstone, onde impressionou muita gente, dado o seu "background" quase desconhecido - Formula Atlantic canadiana, e antes disso... snowmobilles - o Commendatore deu um teste em Maranello para ele. No final de 1977, quando Niki Lauda decidiu abandonar a equipa, rumando à Brabham a troco de - alegadamente - um milhão de dólares, o canadiano foi o seu sucessor natural. Mas logo na sua segunda corrida pela Ferrari, em Fuji, falhou a travagem e bateu na traseira do Tyrrell de Ronnie Peterson e voou para um grupo de espetadores, matando dois. 

No inicio de 1978, o canadiano marcou a volta mais rápida na Argentina, mas apenas acabou na oitava posição. E nas corridas seguintes, as coisas não correram bem. Em Jacarepaguá, por exemplo, bateu de novo em Peterson, agora na Lotus, quando discutiam uma posição nos pontos e o sueco chegou a afirmar que ele era um perigo na pista.

Mas o pior aconteceu em Long Beach. A Ferrari monopolizou a primeira fila, e na partida, o canadiano foi mais rápido que todos e ficou com a liderança. E à medida que as voltas passavam, ele se distanciava da concorrência, e parecia que guiava como se fosse um veterano. Contudo, na volta 38, quando dobrava o Shadow de Clay Regazzoni... sofreu um choque, que acabou com a sua corrida, e a paciência de alguns tiffosi também. Alguns até queriam que Ferrari colocasse um rapaz de 19 anos, de seu nome Elio de Angelis, que tinha testado com um carro, com resultados satisfatórios.

Mas o "vecchio" decidiu confiar no canadiano, porque sabia que o azar não dura para sempre. E na corrida belga, Gilles qualificou-se na quarta posição, e na partida, passou para segundo porque Reutemann partiu mal e conseguiu passar Ronnie Peterson, que ainda andava no 78. Andou na segunda posição, tentando perseguir quase inutilmente o carro de Mário Andretti, porque o carro era bem superior, graças ao feito-solo que aquele carro tinha conseguido dominar. Contudo, na volta 40, ele sofreu um furo e teve de ir às boxes, caindo para a quinta posição.  

Gilles tentou apanhá-los, mas na altura, Peterson, que também tinha ido às boxes para trocar de pneus, foi bem mais rápido que o canadiano, e na frente Reutemann lutou com o Ligier de Jacques Laffite para o segundo posto, que se resolveu a duas voltas do fim quando o francês sofreu um acidente. Apesar de tudo, acabou na quinta posição, atrás de Gilles, que conseguia assim os seus primeiros pontos na Formula 1. Iria conseguir mais, mas iria ser um processo de aprendizagem duro. Mas acabaria por ser recompensador, com a aposta do Commendatore a ser bem sucedida.  

domingo, 28 de agosto de 2022

Formula 1 2022 - Ronda 14, Bélgica (Corrida)


Agosto acaba e a Formula 1 regressa num circuito clássico do calendário. Uma pista que foi renovada desde o último ano, e com os desafios de ficar no calendário no ano que vêm - que ficará em 2023 e fala-se que se calhar, ainda a teremos até 2026 - a grande dúvida sobre o tempo foi dissipada ao longo dos dias, quando se descobriu que o tempo acabou por ficar mais para o nublado do que para a chuva intensa. Pelo menos, ao contrário de 2021, iriamos ter corrida.  

A coisa interessante sobre a prova belga era a grelha. Carlos Sainz Jr. poderia ser o poleman, mas na realidade, quem foi o mais veloz fora Max Verstappen. Mas porque tinha mudado de motor e caixa de velocidades, ele era apenas 14º. E gente como Fernando Alonso era apenas... terceiro. 

E deve ser que, por causa disso, os pilotos da Alpha Tauri, Pierre Gasly e Yuki Tsunoda, largariam das boxes neste domingo de corrida.


Na partida, Sainz fica na frente, mas Pérez, que queria bater o piloto da Ferrari, não fez bem em La Source, e Alonso aproveitou para ser segundo. Mas em Les Combes, Hamilton tentou a sua sorte e Alonso não deixou. Acabou voando para o ar, o e o britânico não foi muito longe. Acabou por abandonar a proba.

E no meio disto tudo, Max era oitavo, no final da primeira volta. 

Na segunda bolta, mais uma colisão, quando Bottas e Latifi colidiram e os comissários disseram que "era o suficiente" e colocaram o Safety Car na pista. Na rádio, Alonso chama o heptacampeão de "idiota" por causa da sua tentativa ousada de o passar no final da reta Kemmel. "Este tipo só sabe largar e andar em primeiro", acrescentou. 

Nas três voltas seguintes, o Mercedes vermelho andou na frente do pelotão, disciplinando os carros e deixando que os comissários fizessem o seu trabalho. Quanto regressou, na quinta volta, Sainz Jr. continuou na frente, com Pérez na segunda posição. Max subia posições, e no final da décima volta, ele já era terceiro. Por esta altura, Leclerc já tinha ido às boxes, porque parecia ter algum problema no seu carro.


Sainz foi às boxes na volta 11, e Max queixava-se de Pérez porque queria ir para a frente. Lá conseguiu, na volta 12, e iria ficar o mais possível até for a sua altura de ir às boxes. O que fez na volta 16. Mas não ficou muito tempo atrás, porque apanhou Sainz na volta 18, para ficar de novo no comando da corrida. E três voltas depois, foi a altura de Pérez fazer o mesmo ao espanhol. Os Red Bull eram os melhores, "game over".  

A partir da volta 24, os carros paravam nas boxes pela segunda vez. Primeiro Alonso, depois os Ferrari, com Sainz e regressar em quinto e Leclerc em sétimo. Na volta 28, foi a vez de Perez ir às boxes, regressando em terceiro, depois de colocar pneus duros, e duas voltas depois, a mesma coisa fez Russell, ficando na quarta posição. Na volta 31, por fim, Max foi às boxes, trocou também para duros e continuou na liderança. 

Na parte final, e aparte a fabulosa ultrapassagem de Esteban Ocon a Pierre Gasly e Sebastian Vettel, imitando os eventos do ano 2000 no mesmo local - um Hakkinen, se preferirem - as coisas na frente estavam calmas. Sainz na frente de Russell, com Leclerc logo atrás, e os Alpine em sexto e sétimo, com Alonso na frente de Ocon. Stroll chegava-se a Albon para ver se ficava com o último lugar pontuável.

Mas a Ferrari ainda tinha uma última jogada na cartola: parou Leclerc antes da última volta e regressou atrás de Fernando Alonso. Queria ver se alcançavam a volta mais rápida... e não conseguiram! Mas o monegasco voltou ao quinto posto. Seria menos mal... até depois da bandeira de xadrez, quando os comissários penalizaram Leclerc por causa do excesso de velocidade nas boxes, devolvendo o quinto posto a Alonso.  


E claro, na frente, o melhor era Max, numa dobradinha para a Red Bull. Parece que a entrada dos energéticos neste regresso os coloca num patamar inalcançável para a concorrência. E parece que as sensações de 2013 poderão estar de regresso. Afinal de contas, com uma dobradinha dos energéticos neste domingo, não só Perez é agora o segundo classificado, como a concorrência está tão longe e perde tantos pontos que, se calhar, estamos a seis ou sete corridas de assistirmos ao bicampeonato de Max.

Daqui a uma semana, a Formula 1 está em Zandvoort. Aquilo irá encher ainda hoje, se decidissem abrir as portas agora.

sábado, 27 de agosto de 2022

Formula 1 2022 - Ronda 14, Bélgica (Qualificação)


Depois de três semanas de férias bem passadas, a Formula 1 regressa ao ativo para uma segunda parte que irá ser compacta, porque o campeonato tem de acabar antes do começo do Mundial de futebol, algures nas Arábias. A partir de agora, serão rondas triplas, ou seja, corridas em três fins de semana consecutivas, e logo no início de setembro, estaremos fora da Europa. 

E por falar em corridas, já houve alguns anúncios interessantes. Aparentemente, a Bélgica poderá ganhar um prolongamento, porque a Formula 1 não se acordou com o governo sul-africano para que haja corridas em Kyalami em 2023, mas claro, isso não é oficial - a saída do GP de França do calendário é - e isso, de uma certa forma, ficou num plano secundário face à chegada da Audi à Formula 1... em 2026. 

Mas mesmo antes disso, soube-se que por causa da mudança de componentes, Charles Leclerc, Max Verstappen, Mick Schumacher e Valtteri Bottas partirão do fundo da grelha, ou seja, as quatro últimas posições da grelha já têm dono. E claro, a chuva, que no início da semana era uma possível ameaça, agora não seria mais. 

Claro, com isso tudo, será que agora seria a altura da Mercedes brilhar?


Enquanto se pensava nisso, a qualificação belga começava com 25 minutos de atraso em relação ao horário inicial por causa de um acidente numa das provas de complemento, o Porsche Supercup, que danificou as barreiras entre Pouhon e Staevlot.

Os Williams foram os primeiros a sair à pista, simbolizando o início da qualificação, e pouco depois, apareceu o resto do pelotão. Primeiro, Mick Schumacher marcou 1.47,929, mas logo a seguir, foi superado por Max, com 1.44,581. No entanto, o seu companheiro de equipa conseguiu melhor: 1.44,377. Os Red Bull estavam a ser os melhores.

Até ao final da qualificação, não houve grandes novidades, e apesar de Lewis Hamilton ter andado perto de ser eliminado da Q1, e de George Russell ter avisado de "pingos de chuva" na pista, quem acabou por ficar no lado pior foram o Aston Martin de Vettel, o Alfa Romeo de Bottas, o Williams de Latifi, o Haas de Magnussen e o Alpha Tauri de Tsunoda.


Pouco minutos, depois, começou a Q2 sem grandes alterações. Boa parte do pelotão saiu logo no primeiro minuto, com Ricciardo e Gasly a saírem mais tarde. Max começou a marcar tempos, seguido por Pérez. O neerlandês fez 1.44,723, contra o 1.44,794 do mexicano. 

Entretanto, a Ferrari, Charles Leclerc queixava-se do comportamento do carro: "O carro está pulando como um louco no apex das curvas lentas. Está muito estranho."

Para a parte final, os Red Bull ficaram calmos nas boxes, provavelmente para poupar jogos de pneus, enquanto os outros fizeram isso. Especialmente Ocon e Russell, que estavam a puxar pelos seus companheiros de equipa ficando na sua frente o espaço necessário para terem vácuo. Ricciardo conseguiu apenas o oitavo melhor tempo, mas depois cai fora da Q3 graças a Alex Albon, no seu Williams. E o australiano fará companhia a Mick Schumacher, Lance Stroll, Guanyou Zhou e Pierre Gasly. E na frente, Charles Leclerc marcava 1.44,551 e ficava na frente da tabela de tempos.  

Mas por causa das penalizações, dos dez, apenas seis iriam disputar verdadeiramente a pole-position: Perez, Sainz, Hamilton, Russell, Alonso e Albon. O resto já está penalizado.

E foi com essas contas que fomos para a Q3. Esta começou com Leclerc a queixar-se... dos pneus. Parece que alguém não aproveitou estas férias como deve ser... claro, Max aproveitou e fez 1.43,665, contra os 1.44,297 de Carlos Sainz Jr. Claro, com Leclrc algo comprometido, decidiu rebocar o seu companheiro de equipa para ver se ele conseguia tirar a pole da Red Bull. Mas... não deu muito certo, pela menos na primeira parte da volta.


Mas no final, isso não contou muito. Verdade, Max conseguiu o melhor tempo, mas com a penalização, iria largar do meio do pelotão. Quem beneficiaria disto tudo era... Sainz Jr, que era pole, com Pérez em segundo e Alonso em terceiro. Um pódio que "habla español. Muy bien!" e o filho do Carlos Sainz consegue a sua segunda pole da sua carreira. 

Claro, isto foi a qualificação deste sábado. Resta saber o que esperar de amanhã, numa grelha que, no mínimo, está baralhada. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Noticias: Spa pode não ter chuva no fim de semana


Não choverá no final de semana do GP da Bélgica. As previsões de chuva do início da semana, afinal, foram substituídas por céu parcialmente nublado e hipóteses de chuva muito reduzidas. O dia mais chuvoso será, afinal, o de sexta-feira. 

Nesta sexta-feira, o tempo será de aguaceiros, onde choverá mais ao início da tarde, com temperaturas a rondar os 19 graus. Porém, no sábado, com temperaturas a rondar os 21 graus, as chances de chuva são de 15 por cento, caindo para zero no domingo, com céu pouco nublado ou limpo, e vento fraco.

Assim sendo, as condições para uma corrida estão todas presentes. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Formula 1: Nova dose de tempestade em Spa?


Poderá chover em Spa-Francochamps no sábado e domingo. É o que a meteorologia prevê neste momento, a menos de uma semana do regresso da Formula 1 ao circuito belga. Se na sexta-feira será nublado, com cerca de 24 graus e vento fraco, já no sábado, a pluviosidade aumentará e na hora da qualificação, as chances serão baixas, mas haverá nebulosidade constante, o que poderá incomodar a qualificação. 

A pluviosidade aumentará no final de sábado, e no domingo, apesar de haver aguaceiros, e uma chance baixa - cerca de 25 por cento - de chuva, e o vento rodar os 10 km/hora, a humidade será de 66 por cento e a temperatura andará pelos 22ºC. Apesar de haver mais chances de uma corrida a seco, as hipóteses permanecem no ar. 

Como é sabido, o GP da Bélgica do ano passado aconteceu debaixo de constante chuva, onde os carros andaram algumas voltas debaixo de Safety Car, acabando na terceira volta, sendo o mais curto de sempre.