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terça-feira, 30 de junho de 2026

Formula E: Calendário de 2027 está a dar dores de cabeça aos pilotos


O calendário de 2026-27 da Formula E poderá ter causado embaraços em alguns dos pilotos da competição elétrica. isto porque, agora que se sabe das datas das corridas, existem colisões em termos de competições, já que, em pelo menos duas datas, coincidirão com corridas do Mundial de Endurance. 

A primeira coincidência ocorrerá no fim de semana de 15 e 16 de maio de 2027, quando a Fórmula E tem agendada a sua jornada dupla no Mónaco em simultâneo com a prova do WEC em Spa-Francorchamps, na Bélgica. O segundo conflito dá-se no fim de semana de 10 e 11 de julho, com a jornada dupla de Xangai da Fórmula E a coincidir com a ronda do WEC em São Paulo, no Brasil.

Entre os afetados estão três pilotos, o suíço Sebastien Buemi, o português António Félix da Costa e o neerlandês Nyck de Vries. Ambos são pilotos da Toyota no WEC, e eles sabem que a equipa japonesa tem prioridade nestas situações. A Envision também quer que o veterano se dedique exclusivamente à competição, logo, terá de descalçar bem esta bota e arranjar um piloto que faça, pelo menos, estas quatro corridas. No caso de De Vries, que na competição elétrica corre pela Mahindra, poderá haver uma maior flexibilização, mas com Felix da Costa, piloto da Jaguar, poderá ver as suas opções reduzirem drasticamente se quiser manter-se no WEC, embora a Alpine ainda não tenha definido totalmente o que fará em 2027.


O CEO da Fórmula E, Jeff Dodds, afirmou existir comunicação regular com a liderança do WEC, mas que os conflitos de calendário são inevitáveis para ambas as partes.

A nossa prioridade é analisar quais os conflitos que têm menor impacto na presença de adeptos, na audiência televisiva, no crescimento da nossa base de fãs. Infelizmente, a nossa principal prioridade não é tentar garantir que os pilotos possam correr em múltiplas séries ao mesmo tempo. É positivo se conseguirem fazê-lo, mas não é a nossa prioridade máxima. Reunimo-nos com o WEC, falamos com a liderança do WEC. Conhecemos os calendários um do outro. Infelizmente, não há forma de evitar conflitos de ambos os lados.

A temporada 2026-27 foi divulgada no final da semana passada, e será a mais longa de sempre, com 21 corridas distribuídas por 13 cidades, que receberão a estreia do carro Gen4. Três novos circuitos integram o calendário pela primeira vez: o Circuit of The Americas (COTA), em Austin, Brands Hatch, no Kent britânico e a pista neerlandesa de Zandvoort.

sexta-feira, 7 de abril de 2023

Endurance: Buemi acredita que Portimão será complicado


As Seis Horas de Portimão acontecerão dento de uma semana, e a Toyota está na frente de um campeonato que tem agora muito interesse na classe principal, a Hypercar. Apesar da vitória na corrida americana, ainda por cima com dobradinha, o suíço Sebastien Buemi, um dos seus pilotos, afirma que a corrida portuguesa dará um retrato real de como estarão em relação à concorrência, apesar de serem os favoritos à vitória.    

Tenho boas memórias de Portimão da nossa vitória há dois anos, por isso, é bom voltar lá novamente. Teremos um grande desafio dos outros fabricantes Hypercar, tenho a certeza. Sebring é uma pista especial, por isso não tenho a certeza se ainda temos uma imagem clara de onde todos estão em termos de desempenho; Portimão vai dar-nos uma indicação muito mais clara. O nosso carro parece forte e vimos em Sebring que a equipa está no topo da sua forma, por isso estou confiante. Não vai ser fácil, mas vamos tentar manter-nos na frente", começou por comentar em declarações ao site sportscar365.com.

Espero que as equipas como a Peugeot e a Ferrari sejam potencialmente mais fortes”, disse ele quando questionado sobre como os rivais da Toyota podem responder na posta portuguesa. “Só porque eles têm testado bastante em Portimão. Também é verdade que a Ferrari testou em Sebring. É uma pista muito suave, então de alguma forma eu espero que [a Peugeot] seja, em comparação, muito melhor porque eles sofreram com os solavancos [em Sebring]. Para a Cadillac e uma equipa como a Porsche… a Porsche testou [na Europa], mas a Cadillac não.", continuou.

Farei o meu melhor para tentar vencer a corrida e recuperar alguns pontos com o carro nº 7. O mais importante é a confiabilidade e garantir que o carro seja forte do começo ao fim.

Para esta pista, o BoP (Balance of Performance), a Toyota tem uma redução de peso de 19 quilos, enquanto a Ferrari estará 17 quilos mais leve.

Tivemos aquele BoP especial para Sebring e um fixo para Portimão, Spa e Le Mans. Acho que pode ser um pouco diferente [de Sebring], então teremos que esperar. Se conseguirmos sair de Portimão fortes, estarei bastante confiante de que também seremos fortes em Spa e Le Mans. Talvez com esse ajuste, as coisas sejam um pouco diferentes. Eu não sei, veremos.”, concluiu.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Formula E: Buemi é o "poleman" em Diyriah


O suíço Sebastian Buemi foi o melhor na qualificação para a primeira corrida da Formula E em Ad Diyriah. Buemi, que corre este ano pela Envision Racing, conseguiu um tempo 60 centésimos mais veloz que Jake Hughes, da McLaren, na final da sessão de qualificação.

Quanto a António Félix da Costa, ficou-se pela primeira fase da qualificação, prejudicado por causa de um acidente no grupo onde entrou, o A, que o impediu de marcar um tempo para poder prosseguir adiante.

Nesse grupo, o caso foi quando o Maserati de Max Gunther se acidentou e a sessão foi suspensa por alguns minutos. Por essa altura, Sascha Fenestraz era o melhor, e Felix da Costa tinha tempo e lugar para seguir em frente. E para piorar as coisas, em muitos sentidos, no regresso dos tempos, o outro piloto da Maserati, Edoardo Mortara, também tocou no muro, mas conseguiu ir para as boxes pelos seus próprios meios. 

No final do Grupo A, Jake Hughes foi o melhor, a companhia Oliver Rowland, Dan Ticktum e Lucas di Grassi, que conseguiu o quarto tempo "in extremis", tirando-o das mãos de Nick Cassidy.

No Grupo B, as coisas correram melhor, uma sessão sem história. Contudo, Pascal Wehrlein e Sergio Sette Câmara apanharam um susto quando o primeiro apanhou o segundo na pista a andar muito devagar e quase colidiram. O brasileiro acabou por ser investigado no final da sessão para uma possível penalização, e nenhum dos dois passou à segunda fase. Aí, os únicos foram Sam Bird (Jaguar), Sebastien Buemi (Envision Racing), Mitch Evans (Jaguar TCS Racing) e René Rast (Neom McLaren Formula E Team).

Nas eliminatórias, o mais relevante aconteceu nas meias finais, quando Dan Ticktum, que duelava com Jake Hughes, perdeu o controlo do seu carro e a vantagem que tinha para o piloto da McLaren. Contudo, nos instantes finais, Hughes perdeu a traseira do seu McLaren, quase batendo no muro, mas agarrando-se à vantagem o suficiente para um lugar na final, fazendo companhia a Buemi. Ali, o duelo foi renhido, mas a veterania do suíço levou a melhor. 

A primeira corrida do fim de semana saudita acontece a partir das 17 horas, e pode ser vista na Eurosport e na Eleven Sports 2. 

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Formula E: Buemi é piloto da Envision Racing


O suíço Sebastien Buemi, um dos pilotos originais da Formula E, será piloto da Envision Racing a partir de 2022-23. A apresentação foi feita hoje e o piloto de 34 anos terá como companheiro de equipa o britânico Nick Cassidy.

"É uma altura interessante para fazer parte da Fórmula E e mal posso esperar para começar a pilotar para a Envision Racing na próxima temporada. Sempre tive um enorme respeito pela equipa, e acredito que fizeram um grande trabalho na maximização dos resultados ao longo dos anos”, começou por dizer Buemi. “A nova era Gen3 é extremamente importante para a disciplina e apresenta um novo desafio, com um carro mais rápido, mais leve e mais potente. O meu objetivo é lutar na frente do pelotão, por isso estou ansioso por começar a testar e a preparar-me antes da primeira corrida na Cidade do México”, concluiu.

O Director Executivo da equipa, Sylvain Filippi, afirmou que: “Como equipa, o nosso objetivo é sermos sempre tão competitivos quanto possível. Com Sébastien estamos confiantes de que temos um dos pilotos mais rápidos, experientes e ambiciosos da grelha, o que nos dá grande confiança para entrarmos na nova temporada. Acreditamos que, juntamente com Nick Cassidy, temos dois pilotos que nos podem ajudar a competir na frente da grelha e a desafiar tanto os títulos por equipas como de pilotos na próxima época”.

Buemi é um dos pilotos mais consagrados na história da competição elétrica. Campeão em 2015, Buemi é um dos pilotos de maior sucesso na grelha da Fórmula E com 13 vitórias em E-Prix, 29 pódios e 14 pole positions. Para além das suas conquistas ao volante de um carro de Fórmula E, Buemi tem 55 corridas de Formula 1 entre 2009 e 2011, pela Toro Rosso, e alcançou quatro vitórias nas 24 Horas de Le Mans, todas ao serviço da Toyota, a última das quais em 2022.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Youtube Motorsport Video: Formula E Unplugged, episódio quatro

No quarto episódio do "Formula E Unplugged", continuamos em Roma e na Nissan, mas desta vez, os holofotes estão focados em Sebastien Buemi, o veterano suíço. Veloz e bem sucedido, o seu temperamento mercurial já o deixou a perder em algumas ocasiões, como em Montreal, em 2017, onde deitou tudo a perder numa competição acirrada pelo título. 

Como será que as coisas correram na capital italiana? 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Youtube Motorsport Racing: O pódio do ePrix do México

Mitch Evans, António Félix da Costa e Sebastien Buemi foram ao pódio do ePrix do México e falaram sobre o que foi esta corrida, na conferência de imprensa pós-prova. 

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Formula E: Evans foi o melhor no México, AFC segundo

Mitch Evans foi melhor que André Lotterer na partida do ePrix do México, no Autódromo Hermanos Rodriguez, e não olhou para trás até à bandeira de xadrez, dando a vitória à Jaguar. O neozelandês ficou na frente de António Félix da Costa, no seu DS Techeetah, e Sebastien Buemi, no seu Nissan. Jean Eric Vergne foi o quarto, na frente de Alexander Sims, que agora partilha o comando do campeonato com Evans, e o português não anda longe.

Depois de André Lotterer ter sido o poleman, a corrida teria de ser algo diferente para marcar presença. E foi o que aconteceu: na partida, Mitch Evans largou melhor e pressionou Lotterer para que este cometesse um erro e caísse para quarto. De Vries era segundo, antes de ser passado por Buemi, que mais tarde perderia mais dois lugares, passado por Lotterer e Bird. Nesta altura, Félix da Costa era nono. Contudo, na terceira volta, Nico Muller batia forte na Curva 1 e fazia com que o Safety Car entrasse na pista. Entretanto, no fundo do pelotão, os Mahindra cumpriam penalizações por infrações técnicas.

No regresso da corrida, Bird atacou Lotterer no Estádio para ser terceiro, que depois perdeu mais uma posição para De Vries. Pouco depois, Felipe Massa abandonava com um toque no muro. 

Evans afastava-se volta após volta, com Buemi a ser pressionado por Bird, Pouco depois, o alemão da Porsche tinha danos e perdia posições até ao fundo do pelotão. Ao mesmo tempo, Sam Bird foi para o Attack Mode e passou para segundo, indo atrás de Evans. Vergne e Félix da Costa eram sexto e sétimo, respectivamente. Pouco depois, o português passou o seu companheiro de equipa.

Pouco depois, começaram as segundas passagens pelo Attack Mode, e os Techeetahs aproveitaram para ir ao mesmo tempo. O português foi à busca do holandês da Mercedes, que era quinto, e quando se defendeu do piloto português, queimou a travagem e acabou na escapatória, levando consigo Robin Frijns, que foi prejudicado. 

Pouco depois, o piloto português estava colado na traseira do Nissan de Buemi. O suíço foi para o Attack Mode, tal como Vergne, mas o suíço não conseguiu afastá-lo dele. Contudo, a equipa dá-lhe ordens para que o francês o passasse, o que obedece. Com isso, Buemi ia-se embora. 

A dez minutos do fim, Ma Qinghua bateu no muro mas não incomodou a corrida, enquanto na DS Techeetah, os pilotos voltaram a trocar de posições, com o português a voltar a ficar em quarto. Mas ele apanhou, e depois passou, o suíço da Nissan, ficando com o terceiro posto. E pouco depois, Bird falha a travagem e o português era segundo!

No final, Evans estava na frente e a controlar as coisas, com Félix da Costa também a observar tudo. Foi assim que cruzaram a meta, mesmo no limite de energia dos bólidos. Para o neozelandês, era a sua segunda vitória na sua carreira, e a primeira nesta temporada, e para o português, o segundo pódio seguido. Sebastien Buemi ficava com o lugar mais baixo do pódio, na frente de Jean-Eric Vergne e de Alexander Sims, da BMW.

No campeonato, Mitch Evans está na frente com 47, pontos, seguido por Sims, com 46 pontos e António Félix da Costa em terceiro, com 39, um ponto na frente de Stoffel Vandoorne, com 38. A próxima corrida é dentro de duas semanas, em terras marroquinas.  

sábado, 13 de julho de 2019

Formula E: Buemi triunfa em Nova Iorque

Sebastien Buemi resistiu a todos os ataques e venceu a primeira corrida em Nova Iorque. O piloto suíço resistiu aos ataques de Mitch Evans e António Félix da Costa, que o acompanharam no pódio, numa corrida em muitos aspectos... de loucos, com vários toques. Lucas di Grassi foi 

Com Buemi na pole-position, tendo Pascal Wehrlein a seu lado, e Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato, apenas a largar de décimo, e o seu maior rival, Lucas di Grassi, quatro lugares atrás, a primeira corrida  começou com Buemi na frente, com Lynn a ser segundo, passando Wehrlein. Vergne e Di Grassi perdiam posições. Sims subia para o terceiro posto na volta seguinte, e metros depois, Lotterer emvolvia-se num acidente, com o seu companheiro de equipa a acabar nas boxes, para trocar o seu nariz danificado.

Com o passar das voltas, Buemi começou a ser pressionado por Lynn, que tinha passado pelo Attack Mode. O suíço fez isso na volta seguinte, mas não houve alterações. Atrás, Sims era pressionado por Abt para o passar, mas o britânico resistia. Pouco depois dos 15 minutos, Lynn tentava pela segunda e o Attack Mode, para passar Buemi, mas o piloto resistia até ser ele a passar por lá, na volta seguinte. Atrás, Sam Bird, que era sétimo, era penalizado por 10 segundos por ter causado uma colisão no inicio da corrida. Após 14 voltas, e a 26 minutos do fim, os quatro primeiros estavam separados por menos de segundo e meio.

Pouco depois, Lynn começava com problemas de potência e desistiu, reduzindo os candidatos a três. Sims era agora o piloto que pressionava Buemi na liderança, com Abt à espreita, enquanto Wehrlein perdia dois lugares para Bird e Félix da Costa. E bem a tempo: na volta 20, com 19 minutos para o fim, o Safety Car entrava na pista para que os comissários tirassem o carro de Alex Lynn.

A corrida voltou duas voltas depois, com Buemi a aguentar Sims, enquanto Bird perdia dois lugares para Félix da Costa e Evans. Abt tentou ganhar algo, mas perdeu várias posições. E no meio isto tudo, Di Grassi era oitavo.

No meio de lutar pelo meio do pelotão, alguma tinha de acabar mal. Foi o que aconteceu a Oliver Rowland e Edoardo Mortara, que acabaram com os carros a largar peças... e ao mesmo tempo, Félix da Costa subia a terceiro, trocando com Sims.

Na parte final da corrida, Buemi estava mais descansado, enquanto Evans defendia-se dos ataques dos pilotos da BMW, com o português a comandar. Atrás, Di Grassi pressionava Sims e Vergne conseguia chegar aos pontos, sendo décimo. Mas na última volta, uma carambola com Felipe Massa deixava o francês fora dos pontos.

domingo, 16 de junho de 2019

As imagens do dia


E chegou ao fim mais uma edição das 24 Horas de Le Mans. Já se sabia quem iria ganhar, mas o mais interessante seria saber se os triunfadores de 2018 seriam os mesmos de 2019. Afinal, acabaram por ser, logo, será interessante falar dos três que acabaram por repetir o lugar mais alto do pódio e serem campeões do mundo da Endurance.

A vitória de Fernando Alonso seria esperada, especialmente depois do fracasso que foi a sua participação nas 500 Milhas de Indianápolis, no mês anterior, mas vê-lo a acabar como campeão do mundo de Endurance, doze anos e meio depois de ter sido campeão na Formula 1, até foi bom para o seu rico palmarés no automobilismo. Depois de ter conseguido esse feito, vai abandonar a equipa da Endurance para fazer outras coisas na vida, mas ele já disse que pretende regressar, para competir na nova classe dos Hipercarros, categoria do qual a Toyota já disse que participará.

Quanto a Kazuki Nakajima, é ótimo voltar a ver num nome tão famoso no Japão no lugar mais alto do pódio e ser campeão, algo que nem o seu pai, nem o seu irmão Daisuke conseguiram, mas Kazuki mostrou que é muito mais que um mero funcionário exemplar da marca, saber ser veloz sem atrapalhar, como também é o seu compatriota, Kamui Kobayashi.

Sebastien Buemi, continua a enriquecer a tradição automobilística suíça, e de uma certa forma, compensa a temporada modesta que está a fazer este ano na Formula E ao serviço da Nissan... rival da Toyota, mas não competem juntos na Endurance. Claro, não saberemos bem como será no futuro, com a tal classe de Hipercarros, mas com a tradição japonesa de competir na Endurance, nunca se sabe.

De resto, foi fantástico ver os carros da classe GTE Pro. Todos aqueles carros, em carreiro, na reta das Hunaudriéres, a rolar a mais de 350 km/hora, juntos a competir por uma posição, ao fim de horas e horas de corrida, é um feito. Os desenvolvimentos técnicos, a resistência dos materiais e os erros feitos pilotos que são logo corrigidos por causa das escapatórias de asfalto, fazem com que esta corrida de resistência seja cada vez mais longas corridas de "sprint", durando oito, dez, doze, catorze e mais horas. Na hora final da corrida, havia quatro ou seis carros na mesma volta do vencedor, demonstrando que as coisas evoluíram muito.

De resto, gloria aos vencedores - com três brasileiros a vencer, cada um na sua categoria! - e parabéns aos que chegaram ao fim. Muitas das vezes, chegar à banderia de xadrez é a maior das vitórias. E ano que vêm, haverá mais.

sábado, 25 de maio de 2019

Formula E: Di Grassi vence em Berlim, Felix da Costa quarto

O brasileiro Lucas di Grassi foi o vencedor do ePrix de Berlim, batendo Sebastien Buemi numa corrida relativamente calma. O piloto da Audi superou o da Nissan na pista desenhada no antigo aeroporto de Tempelhof, enquanto Jean-Eric Vergne conseguiu o lugar mais baixo do pódio, na frente de António Félix da Costa, no seu BMW Andretti. E depois do francês da Techeetah, o brasileiro da Audi foi o segundo piloto a repetir a vitória nesta temporada.

Num céu nublado de primavera, em Berlim, e com a corrida a acontecer num horário mais cedo para não colidir com o final da Taça da Alemanha e com eleições europeias no dia seguinte, a partida foi calma, bem mais calma do que costuma ser nas outras provas. Buemi estava na frente de Vandoorne, Di Grassi e Paffett. No último lugar, André Lotterer começou a fazer uma corrida de recuperação.

Pouco depois, o piloto brasileiro começou a atacar o belga da HWA e conseguiu passar, para ser segundo, e logo a seguir, foi atrás de Buemi, o líder. Paffett começou a ser assediado por Lynn, e quando se defendeu dos ataques dele, deixou espaço para que Daniel Abt os passasse. Pouco depois, Paffett caia para sétimo, passado também por Félix da Costa.

Na frente, Di Grassi atacava Buemi e quando faltava meia hora para o final da corrida, o brasileiro atacava o suíço para ficar com a liderança, enquanto Vandoorne ainda era terceiro, aguentando Alex Lynn, que pouco depois, era passado por Daniel Abt. 

Nesta mesma altura, Di Grassi afastava-se de Buemi para ter uma diferença próxima dos dois segundos, enquanto Félix da Costa passou pelo Attack Mode e aproveitou para pular três posições, passando Abt, Lynn e Vandoorne, para ser terceiro. E bem no limite de tempo, atacou Buemi para ser segundo, aproveitado muito bem o tempo concedido. E com isso, a volta mais rápida era dele, provisoriamente.

Atrás, havia confusão: Oliver Rowland, piloto da Nissan, espremeu Pascal Wehrlein no muro na tentativa de ficar com o nono posto. Quem aproveitou foi Alexander Sims que passou ambos e colocou Sims em posição para atacar Paffett. E conseguiu, com uma ultrapassagem dupla a Sam Bird.

Vergne aproveitou a ocasião para ir ao Attack Mode e fez a mesma coisa que Félix da Costa: partiu ao ataque, passou Paffett, Lynn a Abt, e estaa na traseira do piloto português para ver se ficava com o terceiro posto. Tentou e alcançou, mas o piloto da BMW reagiu, mantendo o lugar. Mais tarde, tentou de novo. Tocaram-se, mas o francês levou a melhor. Por esta altura, faltavam oito minutos para o final da corrida, mas a partir daqui, os quatro primeiros já estavam definidos.

E nesta altura, se era vitória para Vergne, para o seu companheiro era decepção: ele já estava na zona dos pontos quando teve problemas e acabou por abandonar. 

No final, tudo definido: Di Grassi vencia pela segunda vez no campeonato - a primeira tinha sido na Cidade do México - com Buemi e Vergne nos lugares seguintes. Félix da Costa foi o quarto, seguido por Vandoorne e Abt, o segundo BMW de Alexander Sims, o segundo Nissan de Oliver Rowland, o Virgin de Sam Bird e o Mahindra de Pascal Wehrlein.

Na geral, Vergne tem agora 102 pontos, contra os 96 de Di Grassi, os 86 de Lotterer, os 82 de Félix da Costa e os 81 de Frijns. A Formula E volta à acção dentro de quatro semanas em Berna, na Suíça.

Formula E: Buemi foi o poleman em Berlim

O suíço Sebastien Buemi deu à Nissan a pole-position no ePrix de Berlim, a décima prova do campeonato de Formula E. Buemi foi melhor que o belga Stoffel Vandoorne, no carro da HWA, e o Audi de Lucas di Grassi. Quanto a António Félix da Costa, o piloto da BMW foi o sétimo na grelha, falhando por pouco a sua passagem para a SuperPole. Mas ficou na frente de Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato.

Debaixo de um céu nublado, mas sem chuva, a qualificação começou muito cedo pela manhã com os do costume, no Grupo 1. Com Jean-Éric Vergne, André Lotterer, Robin Frijns, António Félix da Costa e Lucas Di Grassi, o primeiro a marcar tempo foi Vergne, o líder do campeonato, mas o melhor foi o brasileiro da Audi, fazendo 1.07,9, seguido por Vergne e Félix da Costa, este último com 1.08,013. 

Robin Frijns fez uma volta um segundo mais lento, mas pior ficou André Lotterer, o atual segundo classificado na classificação, quando errou na sua volta de qualificação. Por causa disso, largará de último.

No Grupo 2, que tinha Mitch Evans, Jérome D'Ambrosio, Oliver Rowland, Daniel Abt e Sam Bird, o primeiro tempo, o de Rowland, não foi suficiente para superar os do primeiro grupo, com 1.08,119. Mitch Evans foi pior, com 1.08,3, e Sam Bird só conseguiu 1.08,182, logo, nenhum deles conseguiu incomodar o grupo anterior. D'Ambrosio e Abt não conseguiram fazer voltas melhores.

Para o terceiro grupo estavam Edoardo Mortara, Pascal Wehrlein, Sébastien Buemi, Stoffel Vandoorne, Alexander Sims e Felipe Massa. Aqui houve os primeiros tempos relevantes: primeiro Sims, que fez 1.07,728, e depois o belga da HWA fez melhor, fazendo 1.07,619 e liderava provisóriamente a classificação. Buemi conseguiu fazer o segundo melhor tempo, atrás de Vandoorne. Em contraste, os Venturi fizeram... dos piores tempos. Quer Mortara, quer Massa, não conseguiram mais que o 12º e 14º tempos provisórios, com o brasileiro a bater duas vezes no muro, mas prosseguiu. E Wehrlein fez um pouco melhor, mas não entrava na SuperPole.

Normalmente, poucos ligam ao último grupo, que tinha Max Günther, Gary Paffett, Oliver Turvey, Alex Lynn, José María López e Tom Dillmann. Mas em Berlim, as coisas foram diferentes. Paffett conseguiu o quarto melhor tempo e estava provisóriamente na SuperPole, com Alex Lynn a ficar logo atrás, também a entrar na última fase. Mas foram os únicos, pois de resto, nenhum deles lá se aproximou, todos na segunda metade da grelha.

Para a SuperPole, foram Vandoorne, Buemi, Sims, Paffett, Lynn e Di Grassi.

Na última fase, Di Grassi foi o primeiro a sair à pista e andou bem, fazendo 1.07,719, um bom tempo e candidato à pole. Alex Lynn foi a seguir, mas o seu tempo foi 13 centésimos mais lento que o brasileiro da Audi. Paffett foi o terceiro a sair e conseguiu meter um tempo entre Di Grassi e Lynn. Quando Sims entrou na pista para fazer o seu tempo, acabou por ser o pior, fazendo 1.08,017. 

Buemi foi o penúltimo a ir à pista, e faz 1.07,295, o suficiente para fazer a pole-position com alguma margem. E Vandoorne, mesmo tentando, não conseguiu mais que o segundo melhor tempo. Assim sendo, o suíço iria largar do primeiro lugar na corrida berlinense.

A proa irá acontecer pelo meio-dia, hora de Lisboa. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

A imagem do dia

Sebastien Buemi senta num chassis da Toro Rosso para moldar o seu assento, esta tarde, em Faenza. Quando o Twitter oficial da equipa anunciou a sua presença, o pessoal agitou-se, especulando-se que ele poderia em breve regressar à Formula 1. Ele que é piloto de testes da marca, enquanto corre na Toyota, pelo WEC, e na Nissan pela Formula E.

Para acrescentar um pouco mais à agitação, Helmut Marko disse que tem uma lista de nome que chega a uma dezena. Será que ele volta a considerar pegar no capacete e guiar um Formula 1?

Brincadeiras à parte, a Toro Rosso anda aflita em arranjar bons pilotos para a sua "cantera", e com certos pilotos demasiadamente novos para poder se sentar no seu carro - e nao podemos esquecer que agora não pode fazer mais a mesma coisa que fez em 2015 para Max Verstappen, na altura com 17 anos - vai ter de preencher... buracos. Brendon Hartley tem o seu lugar em risco e Pierre Gasly vai para a Red Bull porque Daniel Ricciardo vai sair de lá. E não poderemos deixar de pensar que pilotos como Jean-Eric Vergne poderão estar a ser considerados para o lugar. E lembro-vos que no ano passado, Helmut Marko falou com António Félix da Costa sobre a possibilidade de correr num Formula 1, a troco de dinheiro, num lugar que acabou por ficar nas mãos de Hartley.

O que quer que se passe, os próximos tempos serão agitados. Vamos a ver se em Singapura teremos novidades.

domingo, 15 de julho de 2018

Formula E: Vergne foi o melhor na segunda corrida de Nova Iorque

Jean-Eric Vergne foi o vencedor da segunda e-corrida de Nova Iorque prova de encerramento do campeonato. O piloto da Techeetah foi melhor que Lucas di Grassi, segundo classificado, enquanto Daniel Abt ficava com o lugar mais baixo do pódio, numa corrida em que os primeiros andaram juntos, mas não conseguiram ultrapassar-se. Apesar deste segundo e terceiro lugar da Audi, a marca alemã conseguiu o título de Construtores, com dois pontos de diferença sobre a Techeetah. 

A e-corrida de Nova Iorque viveu sob a sombra da dúvida entre a qualificação e a corrida devido ao meu tempo. Um aviso de tempestade fez evacuar o paddock como medida de precaução, mas menos de uma hora depois, este foi levantado e a prova aconteceu na hora prevista. 

Na partida, Vergne passa Buemi e ficou com a liderança, com Lotterer a ser terceiro, na frente de Di Grassi, Piquet e Abt. O alemão tentou passar no suíço, ainda no final da primeira volta, mas não teve sucesso. Contudo, pouco depois, a organização avisou que os carros da Techeetah estavam sob investigação por causa de uma alegada falsa partida. Entretanto, na volta cinco, Lotterer passava Buemi e era segundo.

Na volta sete, José Maria Lopez tornava-se na primeira vitima da corrida, ao sofrer um toque no muro e ficar muito danificado. A seguir, Jerome D'Ambrosio e Luca Fillipi bateram forte e acabou com "full course yellow". Com isso, a Dragon acabava prematuramente a sua temporada. E foi durante esse "full course yellow" que Lotterer recebeu uma penalização de dez segundos pela falsa partida.

A corrida retomou na volta onze, com Lotterer a aproveitar para ter de cumprir o seu "stop and go", e Di Grassi a passar Buemi na volta seguinte para ser segundo. Na volta 18, Abt passou Buemi e ficou com o terceiro posto, reforçando a liderança da Audi no campeonato de Construtores.

Atrás, Félix da Costa estava a fazer uma recuperação desde o final da grelha, mas a organização decidiu penalizá-lo em dez segundos pelo seu envolvimento no acidente entre Fillipi e D'Ambrosio. Ele cumpriu antes da troca de carros. 

Os carros pararam nas boxes na volta 23, para trocar de chassis, com Vergne e Di Grassi em cima um do outro. Não houve alterações nos da frente, apesar de todos andarem perto uns dos outros. O brasileiro pressionou o campeão francês, mas este resistia. 

Na parte final, Di Grassi atacou Vergne, ao mesmo tempo que Lotterer entrava nos pontos, primeiro passando Sarrazin e depois Bird, para ser nono. Mas no final, não houve mudanças na classificação geral, e a Audi ficou com o título de Construtores. 

sábado, 14 de julho de 2018

Formula E: Di Grassi o melhor, Vergne já é campeão

Jean-Eric Vergne tornou-se esta noite no novo campeão do mundo ao terminar a primeira corrida de Nova Iorque no quinto posto, numa prova vencida por Lucas di Grassi. No dia nacional de França, o piloto da Techeetah aproveitou bem o facto de largar no fundo da grelha para fazer uma prova de recuperação, conseguindo passar o seu maior rival, Sam Bird, que foi apenas nono classificado. 

Já António Félix da Costa ficou à beira dos pontos, tendo acabado na 11ª posição. Contudo, esta corrida ficou marcada pelo acidente de Alex Lynn, que causou a entrada do Safety Car, encurtando a corrida em duas voltas.

A partida começou com Buemi a largar bem, mas Evans, que estava a seu lado, não avançou mais que alguns metros para depois parar de vez. Atrás, Jerome D'Ambrosio sofreu um toque com José Maria Lopez, o seu companheiro de equipa, e quebrou a sua asa dianteira. Atrás, Lotterer e Bird passavam alguns pilotos para subir na classificação, enquanto Buemi mantinha a liderança com Abt e Piquet atrás. E Vergne mantinha-se no último posto.

Com o passar das voltas, os Audi eram os carros mais eficientes, passando alguns carros. No final da sexta volta, Di Grassi era sexto, e não estava longe de Prost. E quase ao mesmo tempo, Daniel Abt conseguiu passar Buemi para ficar com a liderança da corrida. Na volta seguinte, Tom Dillman passou Nelson Piquet Jr para ser terceiro e na volta dez, André Lotterer chegava aos pontos, depois de passar os Virgin de Bird e Lynn.

Nessa altura, Lotterer começou a fazer a sua parte, de bloquear os Virgin para permitir a aproximação de Vergne, que era já 12º - depois de passar Rosenqvist e Félix da Costa - mas queria ficar mais perto da concorrência para os poder ultrapassar.

Por esta altura, Di Grassi aproximava-se do Venturi de Tom Dillmann para ver se conseguia chegar ao pódio, e já na volta 14, Vergne passava Bird, apesar de ambos ainda não estarem a pontuar. Duas voltas depois, o brasileiro ficou com o terceiro posto, ao mesmo tempo que Bird passava Vergne e o deixava de fora dos pontos. Di Grassi foi atrás de Buemi para ver se ficava com o segundo posto, mas já havia alguma vantagem.

Perto da troca de carros, Buemi já tinha sido passado por Di Grassi, Vergne já estava na frente de Bird e nos pontos, no sétimo posto, e Lotterer era já sexto. Nesta altura, Vergne já tinha os pontos suficientes para comemorar já o campeonato. Bird só chegou aos pontos na volta 22.

Na volta 23, todos entraram nas boxes para trocar de carros. Os três primeiros mantiveram as posições, com o Mahindra de Rosenqvist e o Jaguar de Piquet parados durante algum tempo na saída das boxes. O piloto brasileiro andou alguns metros até parar de vez. Os Techeetah aproveitaram bem para voltarem à pista no quinto e sexto posto, enquanto Bird era nono. Uma volta depois, Di Grassi passou Abt e era o novo líder da corrida, consolidando os dois primeiros lugares aos carros da Audi. 

Na volta 30, Vergne passou Lotterer e era quinto. Com Bird ainda a ser nono e longe de apanhar concorrência, isto fazia com que o piloto francês era cada vez mais campeão. Tudo andava normalmente até à volta 35, quando Alex Lynn perdeu o controlo do seu carro e bateu de traseira, acabando por destruir o carro. O Safety Car acabou por ser inevitável e todos os pilotos se juntaram.

Contudo, com a quantidade de destroços a serem limpos, e com o tempo a chegar ao seu limite, a corrida voltou a três minutos do tempo limite. Ali, Di Grassi foi-se embora e apesar das tentativas de ultrapassagem de muitos pilotos, não houve grandes mudanças na geral. 

No campeonato, Vergne já era campeão e Bird tem agora uma vantagem de 15 pontos sobre Lucas di Grassi, logo, o segundo lugar também está em jogo para o piloto inglês da Virgin. Amanhã é a última corrida da temporada da Formula E.

Formula E: Buemi faz a pole em Nova Iorque

Sebastien Buemi foi o melhor na qualificação para a primeira das duas corridas que vai acontecer este fim de semana em Nova Iorque e que vai servir de encerramento para a temporada 2017-18 da competição. A qualificação desta tarde ficou também marcada pela desqualificação dos Techeetah de Jean Eric Vergne e André Lotterer, que tinham-se qualificado para a SuperPole, mas acabariam por partir da última fila da grelha, com vantagem para Sam Bird, que partiria de 14º na grelha.  

Com calor, asfalto aquecido - mais de 42 graus no asfalto - e pista suja - as condições estavam prontas para a sessão de qualificação em Nova Iorque. Os pilotos tinham queixas sobre as condições de pista, mas iriam fazer o melhor para conseguir um bom tempo e não serem tão prejudicados.

No primeiro grupo, com Jean-Eric Vergne, Lucas di Grassi, Sebastien Buemi, Sam Bird e Felix Rosenqvist, o francês da Techeetah conseguiu ser o melhor, mas não tinha a certeza se o seu tempo seria suficiente para a SuperPole. Contudo, conseguia ficar na frente de Sam Bird - que fazia um tempo muito modesto - e do resto da concorrência no seu grupo, o que lhe dava uma vantagem na luta pelo título mundial. Mas pouco depois, o seu tempo estava a ser investigado por causa de suspeitas sobre o uso de energia no seu carro durante essa volta rápida.

No segundo grupo, constituído por Mitch Evans, Nelson Piquet Jr, Daniel Abt, André Lotterer e Oliver Turvey, Lotterer, companheiro de equipa do piloto francês, conseguiu um bom tempo, mas ficou a 37 centésimos de Vergne, o que ajudava a abrir mais espaço entre ele e Bird.

Pouco tempo depois, foi a vez do Grupo 3, com o Venturi de Maro Engel, o Andretti de António Félix da Costa, o Dragon de Jerome D'Ambrosio, Alex Lynn, no seu NIO e o Mahindra de Nick Heidfeld. D'Ambrosio fez o quarto tempo provisório, e os outros não conseguiram desalojar. Ainda por cima, António Félix da Costa chegou a tocar no muro para ser apenas o 11º na grelha provisória.

No último grupo estavam o Dragon de José Maria Lopez, o Andretti de Stephane Sarrazin, Tom Dillmann - que substitui de novo Edoardo Mortara e Nicolas Prost. Sarrazin chega a tocar no muro por duas vezes, mas consegue sair do lugar onde tinha batido sem prejudicar ninguém. Mas logo a seguir Nicolas Prost coloca o seu carro no quinto posto, sendo candidato à SuperPole. Por esta altura, a organização decidiu desqualificar os Techeetah, por acharem que a equipa usou demasiada energia nos seus carros.

Assim sendo, Daniel Abt, Nicolas Prost, Sam Bird, Mitch Evans e Jerome D'Ambrosio iriam fazer a SuperPole. Esta começou com Prost na pista, fazendo 1.14,921, mais marcando um tempo que outra coisa. Sebastien Buemi foi para a pista logo a seguir e tirou mais de um segundo no tempo de Prost, fazendo 1.13,911 e tornando-se favorito para a pole. Felix Rosenqvist fez o seu tempo, mas o melhor que conseguiu foi ficar entre os pilotos da Renault. Mitch Evans foi a seguir, indo aos limites mas conseguindo um tempo meio segundo mais lento que Buemi. E depois de Daniel Abt fazer a sua volta, o suíço comemorou a sua primeira pole no fim de semana novaiorquino.

A primeira corrida do fim de semana noaiorquino acontece pelas 20 horas de Lisboa.

domingo, 17 de junho de 2018

A imagem do dia






Na sexta-feira a noite, disseram que Cristiano Ronaldo tinha tentado marcar por 44 vezes pela seleção nacional através de um pontapé de livre. E tinha falhado todos. A poucos minutos do final do jogo com a Espanha, e com os hispânicos a vencer por 3-2, ele teve uma oportunidade soberana para empatar o jogo. E dessa vez, não desperdiçou. 

Falo disto porque a Toyota chegou hoje, por fim, ao lugar mais alto do pódio nas 24 Horas de Le Mans, com Kazuki Nakajima ao volante, ao lado do suíço Sebastien Buemi e do espanhol Fernando Alonso. A marca japonesa alcançou a vitória... à 33ª tentativa. A lição, em ambos os casos, é que se persistir e não desistir, haverá uma ocasião em que acertarás.

É verdade que na história da Toyota em Le Mans houve ocasiões dramáticas. Em 1999, Ukyo Katayama estava na frente da corrida quando a uma hora do final, sofreu um furo a alta velocidade nas Hunaudriéres. O japonês controlou o carro naquela situação limite, mas abdicou da vitória, acabando no segundo posto. E escusamos de falar por aqui do drama de 2016, quando o carro "pifou" na pior altura possível. Também em plena Hunaudriéres, também na última volta.

Este ano, a Toyota tinha uma constelação de pilotos: Alonso, Buemi, o argentino José Maria Lopez, Kamui Kobayashi e Mike Conway, todos com excelentes palmarés nas suas carreiras. É certo que tinham tudo a ganhar, pois a concorrência tinha ido embora, mas não desistiram. Queriam ganhar, chegar ao fim e comemorar. E foi o que aconteceu, não sem antes um susto no meio, quando o carro numero 8 foi penalizado em um minuto por ter acelerado numa "slow zone".

Isso foi no inicio da noite. Quando o carro passou para as mãos de Alonso, contra "Pechito" Lopez ao volante, o piloto espanhol aproveitou todo o seu "stint" - à volta da uma/duas da manhã - para diminuir em mais de um minuto a sua diferença para o o outro Toyota. E foi um feito que demonstra a capacidade do piloto asturiano, quando têm uma máquina à altura.

É verdade: Alonso entra na história, sendo o quinto campeão do mundo de Formula 1 a vencer em La Sarthe, e na primeira tentativa. E faz parte de um clube restrito que tinha antes Phil Hill, Graham Hill, Jochen Rindt e Mike Hawthorn. E fê-lo 46 anos depois da entrada do último membro. E mostra algo do qual respeito nos pilotos: a sua versatilidade, a capacidade de guiar máquinas diferentes, semana após semana. E Alonso vai ter uma temporada cheia, com Formula 1 a alternar a Endurance, sem tempo para descansar. E faz porque quier.

No final, parabéns a todos. Mereceram. Demorou, mas mereceu. Mas que digam que a concorrência era fraca, não interessa: os livros de História vão registar na mesma. 

quinta-feira, 14 de junho de 2018

A imagem do dia

Fernando Alonso vai a Le Mans pela primeira vez e já tem uma pole-position. Não foi ele que a faz - na realidade, foi o Kazuki Nakajima - mas ele, o filho de Satoru Nakajima mais o Sebastien Buemi, serão os primeiros a largar na grelha de partida para as 24 Horas de Le Mans de 2018.

De uma certa forma, era inevitável. É a única equipa de fábrica na LMP1, não ten concorrência, e os únicos que lhe farão sombra serão os privados não-híbridos de chassis feitos pela Dallara ou Ginetta. Esses, vão andar mais devagar, e vão tentar fazer o mesmo: chegar ao fim. Está tudo feito para que a Toyota vença, mas uma coisa é ter tudo a seu favor, outra é chegar à meta. E é MESMO chegar à meta. Não vale estar a uma volta do fim a liderar, como aconteceu em 2016.

Mesmo com "falta de concorrêmncia", vai valer a pena ver estas 24 Horas de Le Mans. Afinal de contas, falamos de uma das melhores provas de automóveis do mundo. E vai ser um fim de semana que vai valer a pena.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Formula E: Jean-Eric Vergne foi o vencedor em Santiago do Chile

A Formula E viu esta tarde a sua primeira dobradinha da história, quando os Techeetah de Jean-Eric Vergne e André Lotterer ficaram com os dois primeiros lugares da corrida desta tarde em Santiago do Chile. O piloto francês e o seu companheiro de equipa alemão foram superiores a Sebastien Buemi, o terceiro classificado, e Felix Rosenqvist, da Mahindra, que foi apenas quarto e perdeu a liderança do campeonato. 

Quanto a António Félix da Costa, voltou a pontuar, com um nono posto no final desta prova com o Andretti.

2470 metros, 37 voltas: era aquilo que os pilotos tinham pela frente na pista de Santiago, totalmente nova para todos os pilotos. E aqui, começou com uma volta de formação, a primeira este ano, e pela primeira vez, sem tempo mínimo nas boxes. Luca Fillipi iria partir das boxes.

Na partida, Vergne manteve a liderança, mas Piquet subiu para o segundo posto, enquanto que o Dragon de José Maria Lopez acabou na parede, que fez chamar à pista o Safety Car. Enquanto que o BMW estava na pista, Nick Heidfeld e Maro Engel (Venturi) também paravam para acabar de vez a sua participação na corrida.

Os pilotos só voltaram a correr na volta quatro, com os pilotos a lutarem contra a sujeira do asfalto - as folhas espalhadas no asfalto dificultavam a aderência - enquanto que Piquet tentou atacar Vergne para a liderança, sem sucesso. Nas voltas seguintes, não houve grandes novidades, com Abt a ir para as boxes na oitava volta, depois de um toque com Rosenqvist. Na volta 12, Mortara saiu de pista na saída de uma curva e caiu para o fundo do pelotão.

Antes de para nas boxes, Di Grassi subiu aos poucos no pelotão, acabando no sétimo posto, depois de passar Nicolas Prost, numa altura em que os pilotos da frente passavam ao ataque, com tempos na ordem de 1.21, quando se esperavam que fizessem à volta de 1.22,5. E na volta 19, Lotterer passou ao ataque e passou Piquet para ser segundo.

Foi nessa volta em que pararam os primeiros pilotos nas boxes. Prost teve problemas na troca, e perdeu tempo. Vergne, Lotterer e Piquet pararam na volta seguinte, com Evans a para nas boxes, enquanto que os últimos a parar foram Sam Bird e António Félix da Costa. 

Na frente, os Techeetah estavam a liderar, com Rosenqvist a ser o quinto, subindo meio pelotão. Ao mesmo tempo, Di Grassi a ter problemas com o seu carro na volta 23, acabando por abandonar mais uma vez. Nesta altura, os pilotos já rodavam na ordem dos 1.20, bem mais velozes do que anteriormente, e António Félix da Costa estava à beira dos pontos.

Na volta 27, Alex Lynn parou na saída das boxes, ao mesmo tempo em que Lotterer atacava Vergne para ficar com a liderança. Com isso, Buemi e Piquet aproximavam-se dos Techeetah e pressionavam-os no sentido de cometerem erros. Erro esse que Piquet cometeu na volta 31, caindo para sexto.

Neste ponto, os cinco primeiros andaram colados, ao ponto de os Techeetah na volta 33 quase se autoeliminarem, quando Lotterer ficou na traseira de Vergne, mas continuaram. As últimas voltas foram de cortar a respiração, especialmente no último lugar do pódio, entre Buemi, Rosenqvist e Bird. Mas não houve alterações na classificação e Vergne consegue a sua segunda vitória na carreira, com Lotterer e Buemi a acompanhá-lo no pódio.

No campeonato, Vergne é agora o novo comandante, com 71 pontos, contra os 66 de Rosenqvist e 61 de Bird. A próxima prova da competição será na Cidade do México, a 3 de março.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Formula E: Buemi é pole em Marrocos

O suíço Sebastien Buemi fez a pole-position no circuito de Marrakesh, em Marrocos, conseguindo bater Sam Bird e Lucas di Grassi na SuperPole para o ePrix de Marrocos, a terceira corrida da temporada. O piloto suíço fez 1.20,355, e fez a nona pole da sua carreira, melhorando o seu recorde.

A qualificação ficou marcada pelos problemas de Edoardo Mortara e as batidas de Nick Heidfeld e António Félix da Costa, que por causa disso, acabaram por largar no fundo da grelha.

O sábado em terras marroquinas começou com frio e névoa, que condicionaram um pouco as voltas dos pilotos no circuito de Marrakech devido à dificuldade de aquecer os pneus dos seus carros, aliado ao vento, que trazia as areias do Sahara para a pista. Mas por alturas da qualificação, a neblina tinha já levantado e os pilotos estavam prontos para fazer as voltas quer iriam definir a grelha de partida.

No grupo 1, com Andre Lotterer, José Maria Lopez, Lucas Di Grassi, Jérôme D'Ambrosio e Tom Blomqvist. o piloto alemão da Techeetah tentou mostrar-se, mas foi o argentino da Dragon que foi o melhor de todos, marcando um tempo que o catapultou entre os melhores da qualificação.

Contudo, na parte final, Lucas di Grassi marcou 1.20,314 e liderou o grupo, maranco um tempo suficiente para tentar a sua sorte na SuperPole.

Poucos minutos depois, no Grupo 2, com Sébastien Buemi, Alex Lynn, Luca Filippi, Maro Engel e Nicolas Prost, foram os pilotos da Renault e.dams a marcar o ritmo, com Buemi a conseguir o (até então) terceiro melhor tempo, deixando para trás boa parte da concorrência.

No Grupo 3, Felix Rosenqvist foi veloz, fazendo 1.20,115 e acabou por ser o melhor até então. Jean-Eric Verrgne tentou, mas foi apenas nono, não conseguindo ir à SuperPole, antes de Mortara ter ficado parado na pista devido a problemas de potência. E quando voltou a qualificação à normalidade, esta foi por pouco tempo: Nick Heidfeld deu um forte toque no muro, danificando o seu Mahindra e terminando a sua qualificação por ali.

No grupo 4, com o Jaguar de Piquet, o NIO de Turvey, o Andretti de Félix da Costa e o Audi de Abt, o brasileiro começou a marcar tempos, sendo sétimo, até que mostraram bandeiras vermelhas da pista, por causa do forte embate do piloto português na curva 7, depois de falhar a travagem. Quando a sessão recomeçou, Abt e Turvey tentaram marcara tempos, mas ficaram atrás de Piquet, não conseguindo entrar no "top five" da SuperPole. 

Assim sendo, o Renault de Buemi, o Dragon de Lopez, o Virgin de Bird, o Mahindra de Rosenqvist e o Audi de Di Grassi.

Na Superpole, Sam Bird foi o primeiro a sair da pista e marcou um tempo de 1.20,615, mais alto do que tinha feito anteriormente. Depois, Sebastien Buemi tentou a sua sorte e melhorou bastante, marcando 1.20,355 e desafiando também a concorrência. José Maria Lopez tentou a sua sorte, mas conseguiu um tempo 1,1 segundos mais lento, e quando foi a vez de Lucas di Grassi, não conseguiu bater o seu rival, contentando-se com o quarto tempo desta sessão de qualificação.

Com isto, Buemi tornou-se no favorito nesta terceira corrida do campeonato. Mais logo, a corrida. 

Formula E: Rosenqvist foi o vencedor em Marrakesh

Felix Rosenqvist foi o vencedor da terceira prova da temporada da Formula E. O piloto sueco da Mahindra foi o melhor corrida marroquina, batendo Sebastien Buemi depois de o passar a seis voltas do fim da corrida. Sam Bird ficou com o lugar mais baixo do pódio.

Quando a António Félix da Costa, depois de ter partido no fundo do pelotão, devido ao seu acidente na qualificação, esteve ao ataque, chegando aos pontos, mas depois foi prejudicado na sua paragem nas boxes - aconteceu durante um "full course yellow" - e ficou na 14ª posição, apesar de ser um dos mais velozes na pista. Para piorar as coisas, ainda teve uma penalização de cinco segundos, acrescentado ao tempo final.

Na partida, Buemi ficou na frente de Bird e Lopez, sem grandes incidentes no pelotão nas primeiras curvas da corrida. O inglês da Virgin estava em cima dele, mas atrás, o seu companheiro Alex Lynn levou um toque de Daniel Abt e fez um pião na curva 1, caindo para o final do pelotão. Di Grassi conseguiu passar Lopez no final da segunda volta para ser quarto. O argentino respondeu, mas um excesso fez com que caísse para o sétimo posto. Atrás, outro toque estragou a corrida de Nicolas Prost, fazendo-o cair para o fundo do pelotão.

Na frente, Di Grassi pressionava Rosenqvist para ser terceiro classificado, enquanto que Buemi andava relativamente longe de Sam Bird. Atrás, António Félix da Costa apanhava Nick Heidfeld para fazer a volta mais rápida, por enquanto.

Na oitava volta, Di Grassi pára no meio da pista, com problemas para fazer arrancar o carro. Ele acabou por chegar às boxes, mas o final do pelotão era inevitável. Atrás, Felix da Costa andaram ao ataque, chegando na volta 15 aos pontos.

Na volta 17, começaram as paragens nas boxes, numa altura em que a corrida tinha entrado em "full course yellow" (FCY), devido ao carro de André Lotterer parado na escapatória. Os primeiros a parar foram Félix da Costa, Evans e Abt, que ficaram prejudicados com este FCY, apesar de terem parado uma volta antes do resto do pelotão.

Na frente, Buemi agora tinha de aguentar os ataques de Felix Rosenqvist, que tinha passado Sam Bird imediatamente antes da sua paragem nas boxes. Piquet era quarto, seguido por Vergne e Lopez. O sueco andou a pressionar Buemi para ver se ele cometia um erro, mas o piloto suíço aguentava bem. Já Sam Bird também aguentava os ataques de Piquet Jr.

Na volta 29, Rosenqvist foi ao ataque e conseguiu passar Buemi para liderar a corrida. O suíço tentou retaliar, mas não conseguiu. Depois disso, o sueco da Mahindra foi-se embora, conseguindo uma vantagem decisiva. 

A dias voltas do fim, Mortara e Heidfeld sofreram um toque, que ainda por cima prejudicou a corrida de ambos. O alemão ficou sem uma parte do carro e Mortara foi para as boxes de vez.

Contudo, tudo isto não prejudicou Rosenqvist, que conseguiu a sua segunda vitória do ano, com Buemi e Bird a acompanhá-lo no pódio. Nelson Piquet Jr foi o quarto e ainda fez a volta mais rápida, na frente de Jean-Eric Vergne e José Maria Lopez.

No campeonato, Blomqvist é o líder, com 54 pontos, contra os 50 Bird. A Formula E vai agora para a América do Sul, para correr a 3 de fevereiro nas ruas de Santiago do Chile.