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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Rumor do Dia: Calendário de 2026 acabrá em Portimão?


O calendário de 2026 da Formula 1 poderá acabar em terras portuguesas. A FOM e as equipas estão a modificar o calendário devido aos eventos no Golfo Pérsico, o conflito entre os Estados Unidos e o Irão, e o bloqueio do Estreito de Ormuz, e consequente ataque a bases americanas e infraestruturas de transporte e petrolíferas no Bahrein, Qatar e Dubai. Se as corridas de Losail e Abu Dhabi forem canceladas - e isso é uma chance cada vez mais real - o calendário ficará reduzido a 20 corridas, menos quatro que inicialmente previsto. Logo, tem de haver dois substitutos, pelo menos.

De acordo com informações que circulam no paddock da competição, no Hungaroring, já se decidiu que a Formula 1 irá a Sepang a 4 de outubro, depois de Baku e Singapura, significando um regresso à Malásia, quase dez anos depois da última vez, e depois da corrida de Las Vegas, a Formula 1 poderá encerrar a temporada em Portimão, a 29 de novembro.

Caso aconteça, será a segunda vez na história da Formula 1 que a competição acabe em terras portuguesas. A primeira vez foi em 1984. E claro, se isso acontece, será a antecipação do regresso da Formula 1 a Portugal, que irá acolher a competição em 2027.

Existe também a chance de haver uma corrida em Imola, em principio, entre Monza e Baku, a meio de setembro. Contudo, se a logística é fácil, não se sabe se os mecânicos e os demais membros do paddock estão dispostos a ter quatro corridas em quatro fins de semana seguidas. E tem outra coisa, que é preparar uma corrida em cerca de dois meses, o que é muito apertado. 

domingo, 7 de junho de 2026

Youtube Motorsport Video: A terceira corrida da Formula 4 espanhola

Depois de ontem ter colocado por aqui os videos das duas primeiras corridas da Formula 4 espanhola, em Portimão, este domingo de manhã é a altura de colocar a terceira corrida, que aconteceu com as peripécias do costume: muitas batalhas, alguns acidentes, entradas do Safety Car e no final, algumas penalizações que até mudaram o nome do vencedor. Tudo isto em cerca de meia hora da corrida.   

Formula 4 Spain: Schormans foi o melhor na terceira corrida de Portimão


O neerlandês Kasper Schormans foi o melhor na terceira corrida da Formula 4 espanhola, que aconteceu em Portimão, batendo o espanhol Miki Blascos e o neerlandês Rocco Coronel, que manteve a liderança do campeonato. Quanto a Noah Monteiro, um incidente na volta final, quanto tinha o pódio à vista, impediu de marcar pontos, logo, causou perturbação na luta pelo campeonato. Em compensação, Max Radeck foi sétimo e conseguiu os seus primeiros pontos da temporada.

A terceira corrida do fim de semana começava com Andrej Petrovic como pole e Noah Monteiro em terceiro na grelha, na frente de Kasper Schormans. alguns minutos depois, na partida, o sérvio tentava manter-se na frente, contra o resto do pelotão, e um toque na curva 3 colocou alguns carros de fora, entre ele o britânico Nathan Tye. O Safety Car entrou em ação pouco depois, com Petrovic na frente de Nacho Tuñon e Noah Monteiro. Contudo, alguns minutos mais tarde, a organização decidiu aceder a bandeira vermelha, para ter tempo para tirar os carros envolvidos e fazer as devidas reparações.

Pouco depois, os carros voltaram à pista, atrás do Safety Car, e a 16 minutos do final, a corrida recomeçou, com Petrovic e Tuñon a afastar-se de Monteiro, que estava algo isolado, deixando o canadiano Ty Fischer no quarto lugar. As coisas andavam estáveis até que a oito minutos do final, Petrovic falha uma travagem e Tuñon aproveita, para ficar com a liderança.

Pouco depois, dois carros batem um no outro - o finlandês Alfons Miettinen e o americano Andre Rodriguez - e o Safety Car entrava de novo em ação. Os procedimentos duraram apenas uma volta, e no regresso, Tuñon conseguiu aguentar a investida de Petrovic. Mas a batalha durou pouco tempo, porque Jean-Paul Karras sofreu um despiste, acabando na gravilha do final da reta, e o Safety Car entrou em pista pela terceira vez.

Este entrou nas boxes o suficiente para uma volta final, onde Tuñon manteve a liderança, seguido por Petrovic e Kasper Schormans, que conseguiu passar Monteiro, que por sua vez, estava a ser apanhado por Jacob Micaelef e Vivek Kanthen, que queriam estar o mais á frente possivel. Mas os toques entre esses pilotos colocaram o português fora da corrida, a três curvas do fim. 

A ordem final foi Tuñon, Petrovic, Schormans, Blascos, Coronel, Micaelef e Piñera, com Max Radeck a ser nono. Mas pouco tempo depois, a organização decidiu penalizar Tuñon e Petrovic, colocando o terceiro classificado no lugar mais alto do pódio. Radek foi também beneficiado nessas penalizações, acabando em sétimo.

No campeonato, Coronel lidera, com 76 pontos, contra os 72 de Schormans, os 71 de Lyzen e os 59 de Monteiro.       

A próxima rodada tripla do campeonato acontecerá dentro de duas semanas, no Motoland Aragon, em Alcañiz.

sábado, 6 de junho de 2026

Youtube Motrorsport Video: As duas primeiras corridas da Formula 4 em Portimão

A Formula 4 espanhola está de regresso, dois meses depois do seu começo, com a jornada tripla de Portimão, a segunda do campeonato. Com uma grelha bem preenchida, com 36 carros, resta saber se ali haverá mais algum piloto que se destaque, para além de gente como Nathan Tye, Rocco Coronel ou Noah Monteiro, que ainda por cima, "joga" em casa.

Aqui coloco as duas corridas deste sábado, a primeira, de 30 minutos, e a segunda, mais curta, e ambas na versão inglesa - também há a versão espanhola - para poderem assistir a partir do canal da Formula 4 espanhola do Youtube.  

Formula 4 Spain (II): Lyzen o melhor na segunda corrida, Monteiro no pódio


O polaco Kasper Lyzen triunfou pela segunda vez neste final de semana, desta vez na segunda corrida da Formula 4 Spain que aconteceu esta tarde em Portimão. Partindo da pole-position, ele foi mais rápido que o sérvio Andrej Petrovic e o português Noah Monteiro.

Uma corrida mais curta, com cerca de 25 minutos, esta começava com Noah Monteiro a largar de segundo, atrás de Lyzen, e na largada, perdeu o comando para Monteiro. Contudo, quase a seguir, o Safety Car entrava em ação por causa de Jordan Moodley e o monegasco Sam Urus, que ficava sem a asa da frente na Curva VIP. 

No recomeço, Monteiro manteve a liderança, seguido por Lyzen e o britânico Nathan Tye, e o sérvio Andrej Petrovic, que pressionava o britânico para ficar em terceiro. Ele conseguiu passá-lo na volta seguinte, e depois Tye passou a ser assediado pelo neerlandês Kasper Schoermans, que queria ficar com o seu quarto posto. Entretanto, na frente, Lyzen assediava Monteiro paras o primeiro posto. No final da quarta volta, ele ficava com o comando da corrida.

Apesar de tudo, a luta continuava. O piloto português tentou recuperar o comando, mas o piloto polaco defendia bem, enquanto ao mesmo tempo, Petrovic aproximava-se dos dois primeiros. Contudo, a meio da volta 5, o belga Bo Lovette estava fora de pista e o Safety car entrava em ação pela segunda vez. Ele ficou até ao último minuto, quando na relargada, Petrovic foi bem sucedido e ficou com o segundo lugar, enquanto Lyzen triunfava pela segunda vez seguida no fim de semana português. Kasper Schormans lutou até ao fim por um lugar no pódio, mas teve de se contentar com um quarto lugar.

Nathan Tye foi quinto, na frente de Rocco Coronel, o espanhol Nacho Tuñon, Ty Fischer e Jacob Micaelef.

A terceira corrida do fim de semana português acontecerá neste domingo de manhã. 

Formula 4 Spain: Lyzen triunfou na corrida 1 de Portimão, Monteiro décimo


A primeira corrida da Formula 4 Spain, em Portimão, na manhã deste sábado, acabou com a vitória do polaco Borys Lyzen, numa prova marcada pelo caos - com bandeiras vermelhas pelo meio - e por um resultado frustrante para Noah Monteiro, que acabou nos pontos, mas no décimo posto, depois de ter andado entre os lugares da frente. 

Com o maltês Jacob Micaelef na pole, antes da corrida, dois pilotos, Pablo Riccobono e Alfons Meittinen não conseguiram efetuar a largada por problemas mecânicos nos respetivos monolugares e ficaram imobilizados na grelha. Lyzen, segundo na grelha, reagiu melhor e ficou com a liderança, seguido por Micaelef e Noah Monteiro, que passou a pressionar os outros para chegar à liderança. Algumas curvas depois, o piloto português era segundo e queria o comando da corrida, enquanto o britânico Nathan Tye subia para terceiro, e o neerlandês Rocco Coronel, que tinha partido de 11º, já era oitavo.

Contudo, na entrada da segunda volta, um acidente entre a espanhola Lorena Fluxá e Jordan Moodley obrigou à entrada do Safety Car, que rapidamente deu lugar a bandeiras vermelhas. A corrida esteve suspensa durante mais de dez minutos, com o recomeço a ser feito atrás do Safety Car, com Lyzen na frente de Monteiro.

No recomeço, Lyzen manteve o comando, mas Micaelef despistou-se e ficou fora dos pontos. Noutro ponto da pista, Elliot Kaczynski bateu no carro de Miki Blasco e o Safety Car entrava na pista pela segunda vez. A partir daqui, Monteiro começou a perder posições, caindo de segundo para sétimo, e passou a estar na luta com um dos seus companheiros de equipa, Daniel Kelleher. 

No minuto final, o Safety Car entrou pela terceira vez, por causa de um acidente envolvendo Louis Cochet, e a um minuto do fim, só deu para uma volta final lançada, onde o piloto português perdeu um lugar, para o décimo.

Na frente, depois de Lyzen, Nathan Tye foi segundo e Kasper Schoermans o terceiro. Daniel Kelleher foi o quarto e Rocco Coronel o quinto. 

 A segunda corrida acontecerá ainda neste sábado, em Portimão. 

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Noticias: Monteiro quer fazer um brilharete em casa


Dois meses depois da ronda tripla de Valência, a Formula 4 Espanha está de regresso, com a ronda tripla de Portimão, e para Noah Monteiro, que atualmente é o segundo classificado do campeonato, depois de três pódios na ronda anterior, correr em "casa" é especial, do qual pretende sair com vitórias e o comando do campeonato. 

Apesar de isso não ser uma tarefa fácil, por causa da enorme concorrência, o piloto de 16 anos está confiante na tarefa.  

Passaram quase dois meses desde a última prova e estou muito motivado por voltar ao carro e à competição. Tivemos um intervalo grande entre corridas, foram dois meses intensos e de muita preparação e mal posso esperar por voltar a competir. Correr em casa é sempre especial. À frente do público português, família e amigos, e numa pista onde já mostrei ser forte e capaz de entregar resultados. Vai ser um fim-de-semana de muitas emoções, mas estou confiante que estarei na luta pelas vitórias e quero sair de Portimão com a liderança do campeonato”, referiu.

As corridas acontecerão durante o fim de semana. Duas no sábado, pelas 11 horas, e pelas 13:50, ambas a acontecerem no canal do Youtube da Formula 4 espanhola, e no domingo, pelas 11 da manhã. 

domingo, 29 de março de 2026

As ambições de Portimão


Já se sabe que a Formula 1 regressará a Portugal para as edições de 2027 e 2028, mas as ambições de Portimão são o de estar no calendário por mais anos. Quem o afirmou foi Jaime Costa, o CEO do Autódromo Internacional do Algarve, que esta tarde, durante o evento do Mundial de Superbikes, falou sobre os planos futuros, e onde desejaria ter o Grande Prémio. “Espero que não [seja apenas por 2 anos]. A nossa intenção é, até ao verão, começar a tratar de conseguir estender o contrato mas não depende só de nós.”, começou por falar, em entrevista a DAZN Portugal.

Apesar de não se saber quando será a corrida, ele deu indicações que poderá ser ou no inicio, ou no final da temporada europeia - abril ou setembro.

Sabemos que não será nos meses mais altos de verão. É uma das coisas que está negociada com a Fórmula 1, porque o impacto seria muito menor na região. No fundo, será antes do verão ou logo a seguir ao pico do verão. Penso que entre um e dois meses será publicado o calendário e poderemos saber.”, comentou.

Isso poderá querer afirmar que, caso a corrida portuguesa seja "en tadem" com alguma das corridas espanholas, será ou antes, ou depois da corrida de Barcelona - caso seja em abril ou maio - ou durante o fim de semana de Madrid, ou seja, para o meio ou o final de setembro, depois de Monza, palco do GP de Itália. Se essa for a data escolhida, voltaria a tradição de ter o GP português em meados de setembro, como aconteceu entre 1986 e 1996. Caso seja a prova de abertura da temporada europeia, imitará a corrida em 1985, que aconteceu debaixo de chuva, e que resultou na vitória de Ayrton Senna.

De qualquer forma, o objetivo dos elementos do Autódromo Internacional do Algarve seria alcançado: uma corrida fora da época alta, num local turístico como o Algarve.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Youtube Motorsport Video: As corridas de Portimão da Formula 4 Winter Series

Falei por estes dias da Formula 4 espanhola, nomeadamente da Winter Seriews, que aconteceu neste fim de semana no Autódromo de Portimão, e claro, da prestação do Noah Monteiro, que conseguiu fazer uma corrida de recuperação no seu carro da Griffin Core, que de último, acabou à beira do pódio, numa corrida digna de registo. 

Assim sendo, descobri que o pessoal da Spanish Winter Championship (SWC) tem um canal do Youtube e colocaram aqui os videos dessas corridas do fim de semana que passou. E eis a corrida de recuperação do Noah do fundo para os lugares da frente. Deve ser bom para tirar uma meia hora para assistir. E se calhar, pensar que o garoto até tem talento...   

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Noticias: Formula 1 regressa a Portugal em 2027


O governo português anunciou esta terça-feira que o GP de Portugal de Formula 1 regressará em 2027 no Autódromo do Algarve, num contrato que durará, por agora duas temporadas. O anuncio foi feito pelo ministro Manuel Castro Almeida, meses depois do primeiro-ministro, Luis Montenegro, ter anunciado que o governo estaria a trabalhar para o seu regresso, depois de ter recebido pela última vez, em 2021. A corrida será o substituto direto do circuito de Zandvoort, que terminará o seu contrato depois da edição de 2026.

Na conferência de imprensa de apresentação, e perante o CEO da Formula 1, Stefano Domenicalli, o ministro anunciou: 

Portugal está de volta ao mapa da Fórmula 1. O Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 terá um impacto direto na atividade económica, gerando oportunidades ao longo de toda a cadeia de valor — do turismo ao comércio, dos serviços às PME [Pequenas e Médias Empresas] — projetando o país como um destino competitivo e fiável. A realização do Grande Prémio no Algarve reforça a nossa estratégia de desenvolvimento regional, valorizando os territórios e criando oportunidades para as economias locais. Será um evento que, para além do prestígio que traz ao país, reforçará a imagem de Portugal a nível mundial.”, começou por afirmar.

"Esta prova pode trazer a Portugal 200 mil visitantes em cada um dos anos. Entre 150 mil espectadores, mais de metade internacionais, e mais de 50 mil profissionais. Espera-se um impacto económico não inferior a 140 milhões de euros. O custo estimado para o Estado será inferior à receita estimada de impostos associada a estas corridas. Esperam-se 920 milhões de seguidores em cada um dos grandes prémios, ao longo de mais de quatro mil horas de transmissão televisiva", concluiu o ministro da Economia.


Do lado da Formula 1, o seu presidente e CEO, Stefano Domenicali, manifestou grande satisfação com o regresso de Portugal ao calendário: “Estou encantado por ver Portimão regressar à Fórmula 1 e por continuar a acender a paixão dos incríveis fãs portugueses. O circuito proporciona emoção desde a primeira curva até à bandeira de xadrez.”, começou por comentar.

"O interesse e a procura para acolher um Grande Prémio de Fórmula 1 são hoje maiores do que nunca, pelo que gostaria de agradecer ao Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, ao Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, ao Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, ao Presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, ao Presidente da Região de Turismo do Algarve, André Gomes, e ao Presidente e CEO do Autódromo Internacional do Algarve, Jaime Costa, pelo apoio em trazer a Fórmula 1 de volta a Portugal. Aguardo com expectativa voltar a trabalhar em conjunto para garantir que Portimão regresse ao calendário de forma marcante.”, concluiu.

Jaime Costa, CEO e Chairman do Autódromo Internacional do Algarve, falou num momento de orgulho para o circuito e para a região. O responsável sublinhou ainda que este regresso só foi possível graças ao apoio contínuo do Governo português e garantiu um espetáculo à altura das expectativas.

Estamos entusiasmados por receber novamente a Fórmula 1 em Portugal. O Grande Prémio irá mostrar a excelência do nosso circuito e a paixão dos nossos fãs, dando um forte impulso ao turismo, à região e à comunidade. Este feito só foi possível graças ao apoio contínuo — desde o início — do Governo Português.”, comentou.

"O traçado único em ‘montanha-russa’ de Portimão irá desafiar os melhores pilotos do mundo e criar um espetáculo que os fãs irão adorar. Estamos ansiosos por criar momentos inesquecíveis e estabelecer novos padrões de excelência dentro e fora da pista.”, concluiu.


O regresso da Formula 1 ao Algarve acontece depois de já ter sido garantida a continuidade da MotoGP para 2025 e 2026.

Será a quarta passagem da competição a Portugal, que tem uma história prestigiante, tendo acolhido Grandes Prémios em pistas como o da Boavista, no Porto, em Monsanto e Estoril, ambos em Lisboa, ao longo dos 75 anos da modalidade. A primeira edição foi em 1958, na Boavista, numa corrida ganha por Stirling Moss, e acabou em 1960, numa corrida onde Jack Brabham saiu como vencedor. A competição regressou 24 anos depois, como prova de encerramento do campeonato de 1984, onde Alain Prost saiu vencedor e Niki Lauda terminou como campeão pela a minima das margens: meio ponto. 

A competição continuou no Autódromo do Estoril de forma permanente até 1996, onde pilotos como Ayrton Senna (1985), Alain Prost (1987 e 1988) Nigel Mansell (1986 e 1990), Michael Schumacher (1993), Damon Hill (1994) e Jacques Villeneuve (1996) acabaram vencedores. 


Depois disto, apenas a Covid-19 é que fez baralhar o calendário e dar uma oportunidade da Formula 1 correr no Autódromo de Portimão, em 2020 e 2021, corridas ganhas por Lewis Hamilton, então a correr pela Mercedes. E foi nessa pista que, em 2020, bateu o recorde de vitórias que pertencia a Michael Schumacher. E não foi a primeira vez que aconteceu tal coisa: em 1987, foi no Estoril que Alain Prost bateu o recorde de vitórias que pertencia desde 1973 a Jackie Stewart

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Noticias: Domenicali reconhece contactos, mas as chances são reduzidas


Stefano Domenicalli reconhece que o governo português andou a contactar a FOM para receber a Formula 1, mas as chances podem ser reduzidas. Em Monza, o CEO da FOM  afirma que cenário não é favorável a Portugal, dada a concorrência - cerca de uma dezena de nações - e as exigências para que um país possa ter um evento de Fórmula 1.

Em 2026 Zandvoort vai organizar o seu último Grande Prémio, por isso estamos a discutir novas adições, incluindo a possibilidade de eventos alternados. Mas não serão muitas: um ou dois, não mais. Barcelona está interessada numa alternância. Há Portugal, Turquia e, recentemente, Hockenheim – que tem novos proprietários – a mostrar interesse. O mais importante é que os potenciais candidatos entendam que há pouquíssimos lugares disponíveis, por isso quem se senta à mesa precisa de força financeira”, começou por explicar o dirigente italiano. 

Hoje a situação é diferente de há alguns anos, não só pelo que é necessário para entrar na Fórmula 1, mas também pelo que tem de ser investido. Não nos podemos esquecer de que estamos a trabalhar intensamente na sustentabilidade: todos os promotores devem estar preparados para cumprir os padrões de neutralidade carbónica em 2030. Eventos que recebem 450 a 500 mil pessoas terão desafios em matéria de energia, gestão geral e tudo o que os rodeia. Estamos a trabalhar seriamente nestas questões e os promotores têm de alinhar. Quem não estiver pronto não poderá organizar o evento”, reforçou.

Neste momento, a concorrência é forte: a Arábia Saudita quer ter uma segunda corrida no calendário, ou seja, não quer que Qiddiya e Jeddah se alternem, a FOM quer ir para África, com interesse da parte de Ruanda, África do Sul e Marrocos, e na Ásia, há conversações com a Tailândia no sentido de acolher uma corrida até ao final da década. Ou seja, caso o governo leve a sério, o investimento terá de ser bem forte.., e esperar que seja um evento anual, não uma alternância, como a FOM deseja implementar a partir de 2027, quando acabar o contrato com o GP neerlandês. 

Como é sabido, a Formula 1 recebeu pela última vez a Formula 1 em 2021, no Autódromo do Portimão, aproveitando a altura da pandemia, em 2020, para receber corridas.

sábado, 16 de agosto de 2025

Noticias: Presidente da FPAK entusiasmado com a possibilidade de regresso da Formula 1 a Portugal


O presidente da FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting), Ni Amorim, está entusiasmado com a possibilidade de regresso da Formula 1 a Portugal, mais concretamente, ao Autódromo de Portimão, a partir de 2027. Numa entrevista dada esta sexta-feira à agência de notícias Lusa, Amorim afirma estar satisfeito com a vontade do XXIII Governo da República Portuguesa em voltar a receber o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 em Portugal.

"[Está] tudo pronto para se formalizar o regresso da Formula 1 ao Algarve, em 2027. Resta-me ficar satisfeito com a vontade do Governo em voltar a ter a Fórmula 1 em Portugal, que já não vem ao nosso país desde 2021", começou por afirmar. "É um canal que está aberto. Portugal é sempre um país candidato. Haverá Grande Prémio desde que o Governo assim o entenda, pois não pode ser a FPAK a decidi-lo", frisou o ex-piloto de velocidade e ralis. 

Ni Amorim admitiu ter sido contactado pelos responsáveis do Autódromo Internacional do Algarve para uma reunião "a acontecer nos próximos dias. Vamos aguardar serenamente. É um projeto para 2027. A Fórmula 1 tem vários países em lista de espera, mas poderá haver uma janela de oportunidade", disse. "Há uma quota de grandes prémios que têm de ser realizados na Europa. É esse o acordo com as equipas. É aí que está a oportunidade para Portugal entrar", sublinhou.

O presidente da FPAK recorda, no entanto, que "há muitos países em fila de espera" para acolher uma prova de Fórmula 1, pelo que esta candidatura "depende única e exclusivamente do Governo. Cá estaremos para assegurar, agentes do desporto, todas as partes operacionais, como já ficou provado em 2020 e 2021", quando Portugal acolheu duas provas do Mundial em plena pandemia de covid-19, na pista do Algarve. "Estaremos à altura das responsabilidades!", concluiu.

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Noticias: Formula 1 pode regressar a Portugal em 2027


O primeiro ministro de Portugal, Luis Montenegro, anunciou esta quinta-feira à noite que o seu governo está em conversações avançadas com a Liberty Media para receber o GP de Portugal a partir de 2027, no Autódromo de Portimão. 

No evento da Festa do Pontal, do seu partido, o Social-Democrata, que aconteceu na Quarteira, na região do Algarve, afirmou que a chegada da Formula 1, bem como a manutenção da MotoGP nas temporadas de 2025 e 2026, fazem parte de um plano para estimular a atividade económica no Algarve, mesmo no domínio turístico, o principal setor desta região de Portugal.

Há muitas coisas que dependem da ação dos operadores privados, mas nós também temos de fazer a nossa parte, para promover este território, para promover aquilo que temos para oferecer a quem nos visita. Uma das circunstâncias que mais contribui para a promoção do país e também desta região são os grandes eventos.", começou por falar.

"Asseguramos a realização do MotoGP, a prova mãe do motociclismo a nível mundial para 2025 e 2026. Estou em condições de vos dizer que temos tudo pronto para formalizar o regresso da Fórmula 1 ao Algarve no próximo ano de 2027.", continuou. "Estes eventos implicam alguns esforços financeiro por parte do governo, mas tem um retorno quer financeiro direto, quer indireto de promoção que valem sinceramente a pena”, concluiu.


Do lado do Autódromo do Algarve, Miguel Praia, o atual diretor do Autódromo de Portimão, comentando para a Autosport portuguesa, preferiu não comentar sobre o assunto, mas afirmou que a porta está sempre aberta para a Formula 1. 

Desde o tempo do nosso querido Paulo [Pinheiro, o construtor do autódromo, falecido em 2024] que mantemos a porta da Formula 1 aberta. De momento, não podemos acrescentar mais.”, declarou.


Caso aconteça o regresso do GP de Portugal a Portimão - que acolheu a Formula 1 em 2020 e 2021 -  poderá acontecer em substituição de duas corridas: o de Barcelona, que perdeu o estatuto de GP de Espanha para Madrid, a partir de 2026, e tem a sua continuidade em dúvida, e o GP dos Países Baixos, cujo contrato com o circuito de Zandvoort termina em 2026 e do qual a organização já disse que não pretende renovar com a Liberty Media.  

sábado, 25 de janeiro de 2025

Youtube Automotive Vídeo: O Adamastor Fúria em Portimão

Há umas semanas, no inicio de dezembro, creio eu, falei dos testes que a Adamastor, a firma que anda a construir o primeiro supercarro português, andou a fazer no Autódromo do Algarve com o seu modelo Fúria. 

Pois bem, esta semana, apareceu um vídeo publicitário do carro. Tem apenas um minuto, mas aparenta mostrar a imagem que querem ao mundo. E parece ser muito bom.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Os testes do Adamastor Fúria


O Adamastor Fúria, primeiro supercarro português apresentado na primavera deste ano, continuou com os seus testes de performance com vista à sua comercialização - em principio, em 2026, com um limite de 60 exemplares - e no final de novembro, esteve no Autódromo Internacional do Algarve para fazer os seus primeiros testes em pista, num ambiente controlado. 

A equipa da Adamastor, composta por cerca de 15 técnicos liderados pelo engenheiro Frederico Ribeiro, realizou um dia intenso de trabalho, ao qual afirmam ter tido resultados muito positivos na evolução do seu carro rumo à sua comercialização futura.

Foi uma evolução constante.", começou por afirmar. "Começámos de forma mais ‘soft’ e fomos incrementando o ritmo. Comecei por sentir a dinâmica do carro e logo aí deu para assimilar um pouco da performance que vai permitir atingir. É óbvio que ainda estamos muito longe dos limites da máquina. Estes são os primeiros passos, mas são já muito boas as primeiras impressões”, continuou.

Mesmo numa toada calma dá para perceber tudo: a travagem, a forma como o Fúria responde às solicitações, mostrando-se sempre equilibrado. É curioso o facto de desde o início o Fúria transmitir, de forma vincada, o ‘feeling’ de um carro de corrida, muito reativo. Basta ‘fazer sombra no acelerador’ e o motor sobe imediatamente de rotação. É impressionante! É um carro fácil de conduzir e muito divertido, mas hoje aqui ainda foi um bocadinho exigente, pelo facto de, propositadamente, não termos a direção assistida ligada. Mesmo com uma série de condicionantes, foi um dia muito positivo. Estou muito contente com que conseguimos alcançar aqui hoje”, acrescentou.

As sensações que Diogo Matos, o piloto do carro na pista algarvia, ia recolhendo em pista, eram passadas, de forma imediata, em live chat, para Frederico Ribeiro, engenheiro portuense que, a partir das boxes, viveu intensamente cada metro que o Fúria completava em pista. Foi sobre si que recaiu a responsabilidade de preparar este teste, pelo que são justos os louros que lhe são atribuídos pelo seu sucesso.


Apesar dessa responsabilidade, confessava: “Não estava muito receoso! Tinha a certeza, como se provou hoje, de que estava tudo preparado e que poderíamos realizar em pleno este ensaio."

Depois, continuou: "Nos outros testes que fizemos fomos identificando algumas coisas que estavam menos bem, corrigindo-as. Assim, chegámos aqui a saber que estava tudo pronto para fazer o ‘run plan’ que havíamos delineado e que tinha duas fases distintas: de manhã, muito focado no desenvolvimento e na calibração; de tarde, a explorar um bocadinho a performance do carro e começar a fazer alguns quilómetros, para também comprovar a validade dos componentes, nomeadamente em termos de fiabilidade. Rodar a baixo ritmo não parece ser o seu ‘habitat’".

"A verdade é que fomos aumentando o ritmo e a resposta não tardou. Outra coisa interessante é a estabilidade que se observa do lado de fora. Nada o perturba. Não há um ‘bump’, ou solavanco estranho, o que é muto agradável. Todavia, ainda temos muito trabalho pela frente. Temos que fazer mais quilómetros, avaliar a fadiga dos componentes e explorar os limites, nomeadamente do motor, da suspensão, da travagem, torção, etc…”, concluiu.


O Furia, desenvolvido pela empresa Adamastor, terá um preço de 1,6 milhões de euros antes de impostos, e estará equipado com um motor V6 biturbo de 3,5 litros da Ford Performance, capaz de entregar mais de 650 cavalos. Ele atinge uma velocidade máxima superior a 300 km/hora e vai de 0 a 100 km/hora em 3,5 segundos. Tudo pesando 1100 quilos num chassis monocoque feito em fibra de carbono. O seu design aerodinâmico avançado dispensa grandes ailerons ou asas traseiras. 

O projeto recebeu um investimento de 17 milhões de euros e será produzido em Matosinhos, Portugal. A produção começará em 2025, com capacidade de 25 unidades por ano a partir de 2026.

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Noticias: Portimão acolhe MotoGP até 2026


A MotoGP anunciou esta quarta-feira que o GP de Portugal continuará a acontecer até 2026 no Autódromo de Portimão. O anuncio foi feito depois de algumas semanas de negociações,  onde chegaram a colocar dúvidas sobre a continuidade do circuito português no calendário. Isso, aliado à assinatura de Miguel Oliveira na equipa oficial da Yamaha nas próximas duas temporadas, trará boas noticias para os amantes da competição, que poderão assistir "em casa".

Apesar de ainda não se saber o calendário completo para 2025 - em principio, poderá ser esta quinta-feira - já se sabe que a prova de abertura será a 2 de março, na pista de Buniram, na Tailândia. Segundo o presidente da Parkalgar, Jaime Costa, a corrida poderá ser uma das rondas de encerramento do campeonato.

Vamos ter MotoGP em 2025 e 2026. Amanhã [quinta-feira] será anunciada a data definitiva, mas será no final do calendário. A prova terá esse elã especial de poder decidir aqui o campeonato”, começou por afirmar, na conferência de imprensa que anunciou a continuidade da corrida no calendário.

Pela primeira vez temos um cenário de dois anos para podermos trabalhar. A primeira prova será daqui a um ano, portanto, não há desculpas para que o trabalho não seja bem feito por nós e pelas entidades ligadas ao turismo, que podem potenciar muito esta vinda do MotoGP mais uma vez a Portugal e ao Algarve”, continuou.


Jaime Costa pediu também que os agentes políticos olhem para o Autódromo como um agente económico para a região, que gera riqueza para o Algarve. 

Desde 2022, [o AIA] gerou na região 650 mil ‘room nights’ [diárias], 40 milhões de euros (ME) de compras a empresas portuguesas, especialmente localizadas no Algarve, 35 ME de exportações, 16 ME de valor acrescentado bruto para a economia, 343 ME de impacto económico total direto e indireto e por aqui passaram, em três anos, no autódromo, no kartódromo e no hotel, dois milhões de visitantes”, especificou.

Para o próximo ano, revelou Jaime Costa, o autódromo já tem “280 dias de pista, de atividades, de catering, de alojamento, vendidos”.

quarta-feira, 10 de julho de 2024

A imagem do dia


Quando falamos de circuitos, pistas feitas para que carros e motos acelerem, o nome que wem à memória é o de Hermann Tilke, que está por trás de muitas das pistas do calendário da Formula 1. Se for um pouco atrás, mais antigo, lembraria de gente como Ayrton Cornelsen, que desenhou Estoril e Jacarépaguá, ou de John Hugenholtz, que desenhou circuitos como Suzuka, Jarama ou Zolder - mas não Zandvoort, ao contrário de que muitos pensam.

Contudo, gente como Paulo Pinheiro, confesso não conhecer. A ideia de alguém ter sonhado, desenhado, construído e gerido uma pista do principio até ao fim, como é Portimão. E quem conhece a história, sabe disso.

O projeto tem quase um quarto de século. De inicio, Paulo Pinheiro, um engenheiro de formação, parecia ter um sonho com poucas pernas para andar, apesar de Portimão estar no Algarve, a área turística por excelência, acabou por arrancar, graças a um projeto bem montado, bem feito. Porque não foi só o circuito e o kartódromo: na área de Mexilhoeira Grande, havia terreno para construir hotéis, complexos residenciais, e um parque industrial. Ao todo, custou cerca de 160 milhões de euros, e o financiamento era fundamentalmente irlandês, numa altura em que era fácil emprestar aos bancos, por causa do crédito fácil, digamos assim.

Para além disso, as facilidades do governo português de então, que o colocaram com projeto prioritário, fizeram com que, aquilo que era uma utopia se tornasse possível. E claro, a ideia de um segundo autódromo de Grau 1 da FIA em solo português começava a ser realidade. A ideia era construir uma pista para acolher a Superbike, mas as outras competições poderiam ser possíveis. Formula 1, MotoGP, etc... aliás, a ideia inicial era ser o centro dos testes de pré-temporada da Formula 1, no lugar de Barcelona.

A pista ficou pronta no outono de 2008, com a Superbike e uma demonstração de Formula 1 com o Toro Rosso de Sebastien Buemi. Mas a inauguração acontecia na pior altura possível. A bolha imobiliária explodiu, o mundo mergulhou numa enorme crise, e parecia que todo aquele projeto imobiliário se tornaria num "elefante branco". O projeto entrou em insolvência, para restruturação da dívida aos credores. 

Mas o homem que sonhou e construiu a pista decidiu não desistir. Fez bem. Afinal, era o projeto da sua vida. com o passar dos anos, construiu o seu plano: conseguiu atrair as diversas marcas para fazer os seus testes, as revistas como o "Top Gear" para testar os seus supercarros - quer o Top Gear, quer o The Grand Tour fizeram muitos episódios em Portimão, e aos poucos, a máquina engrenava. O elefante branco se tornava na história de sucesso. Discreto, mas era.

E um dia, apareceu uma pandemia, que decidiu colocar tudo de pernas para o ar. Já havia a chance da MotoGP regressar ali, mas em 2020, parecia que o mundo automobilístico começou a olhar para este lugar no sul da Europa, que tinha o Grau 1 da FIA. E em julho, a noticia: a Formula 1 vinha a Portugal, 24 anos depois da última vez. Em outubro, cerca de 40 mil pessoas - não veio mais porque não deixaram - forma ver Lewis Hamilton ganhar a corrida. E alguns meses depois, regressava para mais um Grande Prémio. A moral da história é esta: com uma pandemia, e se as condições lá estão, o dinheiro é secundário. 

E nessa altura, a MotoGP também corria ali, para alguns meses depois, o mesmo acontecer com o Mundial de Endurance, a entrar numa era de ouro, no inicio dos Hypercar. E nos últimos tempos, Paulo Pinheiro, ao lado de Pedro Marreiros, ajudou a montar aquilo que é o atual campeonato de Portugal de velocidade, o CPV, depois do colapso do regulamento dos TCR, no final da década passada.   

Em suma, o Autódromo do Algarve é um projeto de sucesso. Discreto, mas sim: um sucesso. Como muitos em Portugal, mas este é dos maiores. 

Paulo Pinheiro morreu hoje, aos 52 anos. Estava doente há algum tempo, e em coma no último mês, tempos depois de ter sofrido um colapso quando assistia à corrida da ELMS em Paul Ricard. Ficamos órfãos de alguém que teve uma visão como esta, mas fica o legado: um dos maiores complexos do seu género na Europa, e acolheu todas as grandes competições possíveis, até aqueles que julgamos impossível.   

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

A imagem do dia


Soube da história na véspera de Natal, mas coloco agora. E conta-se em duas penadas:

Max Verstappen esteve na semana passada em Portimão para dar algumas voltas num carro de GT, mas aparentemente, quando decidiu alugar um carro em Faro, um Mercedes, a firma de aluguer de automóveis... negou o pedido. E o que alegou? Que tinha menos de 30 anos, afirmando que não teria capacidade de lidar com um carro com muitos cavalos.

A sério?! Sabem que ele é piloto de Formula 1, certo? Que tem de lidar com motores de mil cavalos. E ainda por cima, foi nas últimas três temporadas o campeão do mundo! 

"Quando chegou ao aeroporto ficou chocado quando lhe disseram que não podia conduzir o Mercedes que queria", disse uma fonte ao jornal britânico 'The Sun' (enfim...).

"É um piloto experiente na Fórmula 1, que está habituado a lidar com carros potentes, por isso é algo inacreditável pensar que não o deixaram conduzir esse. Mas eram essas as regras e nós acabámos por obedecer a elas."

Contactada pelo jornal britânico, a empresa Sixt esclareceu: "Os funcionários da Sixt em Portugal apenas seguiram as regras que estão criadas por questões de seguradoras.", começou por afirmar.

"De forma a ser encontrada uma solução no momento, providenciámos ao Sr. Verstappen outro veículo de topo. Contudo, há situações especiais que podem justificar um desvio às regras. Este era um desses casos. Pedimos desculpa ao Sr. Verstappen. Ele pode alugar o carro que quiser em qualquer altura. Não temos qualquer dúvida quanto à sua capacidade e experiência para conduzir carros destes." concluiu.

Um presente de Natal desagradável, sem duvida. Querem ver que o diretor da firma é o Toto Wolff?! 

sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Endurance: Peugeot andou a testar em Portimão


A Peugeot divulgou nesta quinta-feira que andou recentemente a testar o seu 9X8 no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão. A ideia foi de testar novas soluções para as próximas provas do campeonato, agora que faltam duas corridas para o final da temporada de Endurance. 

O carro foi conduzido pelos dois dos pilotos habituais, o americano Gustavo Menezes e o escocês Paul Di Resta. Para além disso, o piloto dinamarquês Malthe Jakobsen - um júnior do programa Hypercar - também esteve presente em Portugal para ajudar nos testes.

Antes do teste, Olivier Jansonnie, Diretor Técnico da Peugeot Sport, tinha dito que a marca francesa tem objetivos presente até ao final da temporada: "Do ponto de vista desportivo, ainda temos duas posições a ganhar e temos duas corridas para o conseguir, pelo que este é o nosso novo objetivo para o final da época."

Segue-se agora algumas semanas de férias, antes da realização da sexta ronda do FIA WEC, a 8 de setembro, no circuito japonês de Fuji.

domingo, 11 de junho de 2023

WEC: Portimão é reserva para 2024


Apesar de na sexta-feira, o calendário da Endurance para 2024 ter sido revelado e a pista de Portimão não estar lá presente, o seu diretor, Paulo Pinheiro, falou que o Autódromo Internacional do Algarve (AIA) é prova de reserva, caso alguma das pistas no calendário não puder se realizar, num ano em que eles terão oito corridas, um recorde desde o regresso do Mundial de Endurance, em 2014.

Paulo Pinheiro, responsável pela infraestrutura, explicou na transmissão do Eurosport, neste domingo, os motivos da não vinda do campeonato do mundo de Endurance. Interlagos, por exemplo, vai pagar quatro vezes mais do que pagou Portimão para receber a prova. Mas ele afirma que a AIA boas relações com o ACO, que sabe da existência de uma infraestrutura pronta para receber corridas de topo, caso existirem percalços. 

Contudo, algumas destas pistas anunciadas tem contratos de um ano, como Portimão teve, quando recebeu a corrida em abril. 

Porém, o próprio Paulo Pinheiro disse que "Portugal é um país pequeno, com pouca expressão no mercado automóvel e o AIA não tem apoios suficientes para poder pagar os “fees” exigidos para receber as grandes competições." Logo, nunca será um problema de circuitos e da sua qualidade.

Mas o AIA irá receber no final do ano as duas rondas finais da European Le Mans Series (ELMS), a ser escolhido como palco de substituição de Imola, que em 2024 receberá... o Mundial de Enduance.