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terça-feira, 18 de outubro de 2022

Formula E: Techeetah não participará em 2023


A Techeetah não correrá na próxima temporada de Formula E, depois de perder o apoio da DS, que foi para a Dragon, juntamente com um dos seus pilotos, o francês Jean-Eric Vergne. Contudo, figuras-chaves da equipa têm afirmando que procuram apoios que permitam o seu regresso em 2024. 

Formada no Verão de 2016 a partir das cinzas do Team Aguri, a Techeetah é propriedade da empresa chinesa de marketing desportivo SECA. Tem estado à procura de mais investimentos para gerir a equipa desde 2019, mas até agora não conseguiu chegar a acordo sobre um acordo que lhe permitisse continuar. E o facto de quererem regressar em 2024 não é inocente: caso não consigam, a licença regressa à Formula E Holdings, que irá oferecer à melhor oferta. Apesar de em 2023, termos 11 equipas a competir, em 2024 ou 2025, regressarão as 12, com ou sem Techeetah.

A equipa de Xangai é a equipa de maior sucesso na competição elétrica, tendo levado três títulos de pilotos - dois com Vergne e um com António Félix da Costa, em 2020, e dois campeonatos de equipas entre 2018 e 2020.

domingo, 7 de novembro de 2021

Formula E: Felix da Costa continua na Techeetah


Ainda não há confirmações, mas o português António Félix da Costa já disse que continuará na Techeetah em 2022. Mesmo com os problemas internos na equipa, ele afirmou que é uma questão de tempo até ser confirmado e estará presente nos testes de pré-temporada, que acontecerão em Valencia. 

Em declarações à motorsport.com, ele revelou que tem um acordo em vigor para a próxima temporada para permanecer com a equipa com a qual conquistou o título de pilotos de 2019-2020.

"Ainda não fui anunciado pela equipa, mas acho que é um segredo muito mal guardado. Tudo está indo bem", disse o piloto luso ao portal internacional. "Estou ansioso para voltar à mesma organização e às mesmas pessoas pelo terceiro ano. Sempre disse que é uma das equipas mais fortes da Fórmula E. Estaremos em Valência dentro de algumas semanas [para os testes de pré-temporada], por isso estou ansioso por esse teste.", concluiu.

Apesar da Techeetah, falou-se que ele tinha sido apontado à Mercedes, caso Nyck de Vries, o atual campeão, fosse para a correr na Formula 1, ao serviço da Williams. Um regresso à Andretti também foi falado nos bastidores, mas no final decidiu-se que o melhor era ficar na Techeetah, provavelmente ao lado de Jean-Eric Vergne, numa temporada que começará no final de janeiro de 2022 em Ad Diyriah, na Arábia Saudita.

domingo, 9 de agosto de 2020

A imagem do dia

Conta a lenda que o apelido "Formiga" foi dado pelo pai de um dos pilotos que estavam numa corrida de kart, quando viu aquele rapaz franzino e pequeno a bordo de um potente kart, tinha ele cerca de dez anos. Isso ficou até à altura em que ele tomou os monolugares, sempre sendo dos pilotos mais velozes da sua geração. E assim ele demonstrou, quer na Formula Renault 2.0, na World Series by Renault 3.5, na Formula 3, no DTM. Sempre foi veloz e venceu corridas.

Depois de ter assinado um "pacto com o Diabo" com a Red Bull, que mostrou ter velocidade, e o "traiu" dando o lugar ao russo Daniil Kvyat, não baixou os braços e rumou a uma nova competição, a Formula E. Logo na terceira corrida, teve um triunfo caído ao colo, nas ruas de Buenos Aires, e nos anos seguintes, primeiro na Aguri e depois na Andretti, apesar de ficar no meio do pelotão, havia algo bom nele: ganhava sempre a competição com o seu companheiro de equipa. E entre eles, passaram pilotos como Robin Frijns e Alexander Sims. E ganhar ao companheiro de equipa é o primeiro passo.

Quando foi para a Techeetah, todos julgavam que iria ser "esmagado" ou "comido" por Jan-Eric Vergne, o bicampeão da competição nas últimas duas temporadas. Poucos davam o favoritismo e havia quem tivesse dito que ficar na BMW teria sido a melhor escolha. Mas sabia da história da luta interna com o companheiro de equipa, ele vencia sempre.

E depois de Santiago do Chile, após um mau fim de semana em Ad Diryah, mostrou isso mesmo: cinco pódios seguidos, três vitórias seguidas, três pole-positions seguidas, a vitória dupla em Berlim, mostrava que com uma máquina competitiva nas mãos, e se fizesse a sua parte, com calma e cabeça fria, o campeonato era dele. E mostrou isso mesmo. Mostrou o estofo de campeão, provavelmente o título mais importante da sua carreira e um dos mais importantes do automobilismo.  

Quem viu o pódio desta tarde, havia algo em comum: os três pilotos passaram pela Red Bull Driving Academy, com dois deles a acabarem na Formula 1, como pilotos da Toro Rosso, sem subir para a "divisão principal". E curiosamente, ambos são veteranos: alinharam em todas as temporadas da Formula E, embora não tenham feito todas as corridas. E naquela tarde, naquele pódio, estavam quatro dos seus títulos já atribuídos na competição. Também se mostra que, mesmo rejeitados, a Red Bull consegue tirar o melhor deles.

Parabéns ao António. Quem o acompanhava a sua carreira desde o inicio, sabíamos que tinha estofo de campeão. Hoje confirmou-o.

Formula E: Vergne vence a quarta corrida de Berlim, AFC pontua e é campeão

Jean-Eric Vergne venceu esta tarde a quarta das seis corridas que serão disputadas em Berlim, numa dobradinha da Techeetah, a primeira do ano. António Félix da Costa foi segundo, mas conseguiu os pontos suficientes para, a duas jornadas do fim, comemorar o título de campeão, a primeira do piloto português de 28 anos. E a Techeetah também alcançava aqui o Mundial de Construtores.

Depois de uma qualificação onde a Techeetah monopolizou a primeira fila da grelha de partida, com Vergne na frente de Felix da Costa, parecia que bastava ao piloto português pontuar e ficar na frente dos seus adversários para ter os pilotos suficientes para ser campeão. Dependia dele para isso, pois o segundo classificado, Max Gunther, iria ter de fazer uma prova de trás para a frente, porque teve uma qualificação desastrosa e partia em 21º, um lugar na frente de Stoffel Vandoorne, outra desilusão na qualificação. Lucas di Grassi não largava muito melhor, pois era 12º. E Frijns nem sequer largava na prova.

Na partida, Vergne manteve o primeiro posto, seguido de Felix da Costa, mas nos metros adiante, Gunther chocou na traseira de Oliver Turvey e acabava por ali. O Safety Car entrou para os comissários poderem limpar os destroços. A corrida recomeçou quando faltavam 36 minutos, com os Nissan a pressionar os Techeetah, mas não havia ataques.

René Rast foi o primeiro a passar pelo Attack Mode, passando Evans para ser oitavo, ao mesmo tempo que começavam a cair alguns pingos de chuva. Esta começou a cair mais ao longo das voltas, e aos 31 minutos, os Nissan iam ao Attack Mode ao mesmo tempo, deixando Alex Lynn no terceiro posto. Na volta seguinte, foram os Techeetah, com Vergne a manter o primeiro posto, mas Felix da Costa a cair para quarto. Mas o português passou Alex Lynn, e depois atacou Rowland para tentar ficar com o segundo lugar. Pouco depois, quando quase acabava a energia, passou Vergne e ficou com o comando do campeonato. Faltavam 26 minutos para o final.

Nesta altura, parou de pingar na pista, mas os Techeetah pareciam não se afastar dos Nissan, que estavam na sua traseira, em expectativa. 

Quando faltavam 17 minutos, Nyck de Vries e Alex Lynn passavam pelo Attack Mode pela segunda vez. Atrás, Di Grassi usava o seu Fanboost para passar Alex Lynn e ser oitavo. Rowland era terceiro, já em Attack Mode, com Buemi em quinto, perdendo um posto para Lynn. Dois minutos depois, os Techeetah iam também ao Attack Mode ao mesmo tempo, para manter os lugares da frente, com o português a comandar. Atrás, Di Grassi subia para sétimo, depois de passar Mitch Evans.

A oito minutos do fim, troca no comando: Vergne ia para a frente, com Felix da Costa a ser pressionado pelos Nissan e pelo quinto classificado, o Mercedes de Nyck de Vries, e ambos estavam afastados do sexto, Lucas di Grassi. A três minutos do fim, Buemi passou Rowland e de Vries pressionava-o fortemente.

A duas voltas do fim, Buemi tentou aproximar-se dos pilotos da Techeetah, mas sem efeito. Eles faziam a dobradinha, e claro, o português comemorava o seu primeiro título mundial na Formula E, agora com 156 pontos, contra os 80 de Vergne e 69 de Max Gunther. 

A Formula E volta na quarta e quinta-feira para a jornada dupla de encerramento do campeonato.

Formula E: Techeetah monopoliza primeira fila em Berlim

Na quarta corrida das seis provas que estão a acontecer em Berlim, para o encerramento da temporada da Formula E, Jean-Eric Vergne superou António Félix da Costa para dar à Techeetah a sua quinta pole-position consecutiva, segunda de seguida para o piloto francês, num claro domínio sobre a concorrência. Apesar do segundo posto da grelha e ter perdido no duelo interno, basta ao piloto português pontuar na frente da concorrência para se sagrar campeão nesta tarde de domingo.

Já se sabia que os Techeetah estavam num nível acima da concorrência, apesar da vitória de ontem de Max Gunther, no seu BMW, que superara Vergne. Mas com Felix da Costa bem destacado na frente, se fizesse boa qualificação, praticamente teria o título na mão neste domingo. Mas tinha de mostrar ali o seu estofo de campeão. 

No Grupo 1, com Max Günther, Lucas Di Grassi, Mitch Evans, Stoffel Vandoorne e Andre Lotterer, Felix da Costa conseguiu 1.06,708 e conseguiu liderar com folga. Em contraste, Max Gunther fez 1.07,103 e fez o pior do grupo, arriscando a ser uma catástrofe. A seguir, entrava o segundo grupo, com Sam Bird, Sebastien Buemi, Jean-Eric Vergne, Alexander Sims, Oliver Rowland e Robin Frijns. E ali, como fizera no Grupo 1, Vergne fez o melhor tempo, com 1.06,484, com os outros pilotos a fazerem tempos inferiores. Por essa altura, apens Felix da Costa e Mitch Evans eram os únicos que estavam na corrida pela SuperPole.

Para o Grupo 3, com Edoardo Mortara, Nyck De Vries, Jerome D’Ambrosio, James Calado, Daniel Abt e Felipe Massa, De Vries fez um bom tempo com o seu Mercedes, a 91 centésimos do primeiro tempo, mas Felipe Massa arranca um tempo 190 centésimos superior, quarto na geral e com capacidade de ir à SuperPole. Agora, era Felix da Costa que estava em perigo.

O grupo final que saiu à pista, com René Rast, Alex Lynn, Neel Jani, Oliver Turvey, Nico Müller e Sergio Sette Câmara, começou com um erro de Jani, que acabou com o pior tempo, mas os outros, especialmente René Rast, superou Lucas di Grassi, e esteve quase a entrar na SuperPole.

Para a fase final, entraram Vergne, Rowland, De Vries, Massa, Buemi e Felix da Costa.

Foi o português o primeiro a entrar na pista, fazendo 1.06,247, e o tempo intimidava o resto que o tentava superar. Nem Buemi, nem De Vries, que tinham dificuldade na aderência ao piso de Tempelhof, conseguiram superá-lo, com tempos 0,3 décimos piores que o português. Oliver Rowland também andou por lá, mas não conseguiu. Só faltava Jean-Eric Vergne... e ele conseguiu uma volta perfeita, 140 centésimos superior a Felix da Costa.

No final, era a quinta pole seguida da Techeetah, segunda para o piloto francês. Contudo, o segundo posto do piloto português era a melhor para ele, pois tinha toda a concorrência atrás de si, e alguns dos seus rivais na cauda do pelotão.

Logo, pelas seis da tarde, será a corrida. 

sábado, 8 de agosto de 2020

Formula E: Gunther vence em Berlim, Felix da Costa quarto

Max Gunther foi o vencedor da terceira corrida em Berlim, disputada no aeroporto de Tempelhof. O piloto alemão da BMW Andretti conseguiu a sua segunda vitória na temporada, e foi melhor que Robin Frijns, no seu Virgin, que acabou numa disputa ao sprint, com ambos separados por um carro e meio. Jean-Eric Vergne, o poleman, ficou com o lugar mais baixo do pódio, acossado por António F+elix da Costa, que com os 12 pontos, conseguiu alargar um pouco a sua liderança. André Lotterer, no seu Porsche, foi o quinto. 

Desta vez, esta jornada dupla era feita no sentido contrário das duas realizadas na quarta e quinta-feira. Com Vergne desta vez no primeiro lugar, e Félix da Costa em nono, parecia que os Techeetah continuariam a dominar, especialmente com o seu companheiro e rival no meio do pelotão - o português partiria de nono - concentrando-se na recuperação na classificação geral. Mas com Max Gunther atrás de si, parecia que as coisas poderiam ser mais complicadas, especialmente se não tivesse uma boa largada.

Antes da corrida, soube-se que Nyck de Vries iria ser penalizado em cinco lugares, beneficiando pilotos como Félix da Costa, que subiria para oitavo na grelha.

Na partida, Vergne largou melhor enquanto Gunther perdia o segundo posto para Lynn, e era pressionado pelo outro Mahindra de D'Ambrosio. Na segunda volta, o francês ia-se embora do pelotão, enquanto Gunther subia para segundo, tentando afastar-se dos carros indianos. Atrás, Felix da Costa mantinha o oitavo posto.

Nas voltas seguintes, Gunther aproximava-se de Vergne, enquanto atrás, Lynn perdia um lugar para Vandoorne e era quinto. O alemão pressionava o francês para assaltar a liderança, mas ainda não estava na capacidade para o atacar. Quando faltavam 32 minutos, Lucas di Grassi foi o primeiro do "top ten" a ir para o Attack Mode, mas foi na pior altura, porque Sergio Sette Câmara e Neel Jani chocaram um com o outro e o Safety Car entrou na pista para tirar os destroços. James Calado aproveitou para ir às boxes, trocar de componentes, porque também foi envolvido no acidente. Quem também ficou envolvido foi Rene Rast, mas não sofreu danos significativos. Atrás, Lucas di Grassi perdia tempo por causa de um toque de Felipe Massa, depois de o ter ultrapassado.

Algum tempo depois - a 22 minutos do final - a bandeira verde foi de novo agitada, com Gunther a tentar passar Vergne, sem sucesso. Logo a seguir, Gunther vai ao Attack Mode e perdeu três lugares, mas depois os da frente também foram para o Attack Mode. Vergne também estava em Attack Mode, e ambos lutavam lado a lado pela liderança, mas o francês aguentava. Atrás, Vandoorne sofria um toque e caia para o final do pelotão, enquanto Felix da Costa perdia um lugar porque era a sua vez de ir ao Attack Mode.

O português atacava Lynn, que se defendia, mas no final, não resistiu a uma manobra do português, que depois perdeu um lugar para Lotterer, no seu Porsche. Depois, foi atrás de Felipe Massa, no seu Venturi. A seguir, Vergne ia pela segunda vez ao Attack Mode, com Gunther a atacar a liderança, mas o francês aguentava-se. A 12 minutos do fim, os cinco primeiros estavam em Attack Mode pela segunda vez, mas o que se via era os dois primeiros a afastar-se de Frijns, o terceiro. Entretanto, por causa do toque com Di Grassi, Felipe Massa teria de cumprir uma penalização, passando pelas boxes.

Foi a vez de Félix da Costa ir pela segunda vez ao Attack Mode, suficiente para apanhar D'Ambrosio a ser quinto, e tentava aproximar-se de Rowland, para subir ainda mais posições. A poucos segundos de acabar a energia, ascendeu ao quarto posto. Na frente. Gunther observava Vergne para ver onde poderia atacar o Techeetah do francês. A quatro minutos do fim, tentou atacar por fora na primeira curva, mas Vergne defendeu-se. Contudo, mais adiante, o alemão tentou de novo e conseguiu passá-lo, e com isso viu Frijns e Felix da Costa aproximarem-se.

A parte final foi mais tensa. Frijns metia-se na luta pelo pódio, com Felix da Costa mais adiante, e Lotterer a seguir. Vergne era acossado pela holandês da Virgin e era passado, agora com Felix da Costa atrás dele. No final, Frijns atacou Gunther, mas o alemão acabou por vencer. Vergne ficou com o lugar mais baixo do pódio, mesmo acossado por Felix da Costa e Lotterer, atrás dele, que mantiveram as suas posições.

No campeonato, Felix da Costa tem agora 137 pontos, contra os 69 de Gunther. Amanhã haverá nova corrida e basta ao piloto português conseguir mais 23 pontos nas três corridas seguintes para ser o novo campeão. 

Formula E: Vergne é pole em Berlim, AFC sai de nono

Os Techeetah dominam em Berlim, nestas rondas finais da Formula E, mas neste sábado, Jean-Eric Vergne levou a melhor sobre Maximilian Gunther, no seu BMW Andretti, e Alex Lynn, no seu Mahindra. António Félix da Costa, líder do campeonato, não conseguiu entrar na SuperPole e sairá da quinta fila da grelha de partida, na nona posição. 

Depois de um dia de descanso, e o pelotão a digerir a dupla jornada perfeita de António Félix da Costa, que abriu uma enorme vantagem perante a concorrência, hoje, a pista era feita no sentido inverso daquele que os pilotos correram na quarta e quinta-feira. Mas no primeiro grupo, onde ele alinhava com Lucas  Di Grassi, Stoffel Vandoorne, Mitch Evans, Sam Bird e Sebastien Buemi, todos pilotos de craveira, o piloto português foi 224 centésimos mais lento que o belga da Mercedes. Di Grassi e Buemi ficaram atrás dele, é certo, bem como Evans, não ter sido o melhor do grupo poderia ser algo perigoso.

E isto porque o Grupo 2, foi melhor. Com Max Gunther, Alex Sims, André Lotterer, Oliver Rowland, Edoardo Mortara e Jean-Eric Vergne, Sims foi o melhor, mas foi logo superado por Vergne, com 1.06,597, com Gunther a seguir e Vandoorne em quarto, atrás de Sims. E todos tinham um tempo melhor que Felix da Costa, que de repente estava "na corda bamba", com o sexto tempo provisório.

No Grupo 3, com Nyck de Vries, Robin Frijns, Jerome D’Ambrosio, James Calado, Daniel Abt e Felipe Massa, o holandês da Mercedes fazia um bom tempo, mas a seguir foi superado pelo seu compatriota da Virgin e Jerome D'Ambrosio, da Mahindra, conseguindo tempo suficiente para ser terceiro e quarto na tabela provisória, colocando Felix da Costa e Rowland fora da SuperPole.

O último grupo, que tinha René Rast, Alex Lynn, Neel Jani, Oliver Turvey, Nico Müller e Setgio Sette Câmara, o único que fez um bom tempo foi Lynn, que no seu Mahindra fez o suficiente para o terceiro melhor tempo na tabela. 

Assim, para a SuperPole iam Vergne, Vandoorne, Lynn, Frijns, D’Ambrosio e Günther.

Ali, na fase decisiva, o alemão da BMW foi o primeiro a sair das boxes para fazer um tempo. Conseguiu 1.06,772, seguido por D'Ambrosio, mas foi mais lento. Pior foi Frijns, no seu Virgin, bem como Lynn e Vandoorne, que superou o britânico da Mahindra, mas não o suficiente. E o melhor ficou guardado para o fim, quando Vergne entrou na pista e fez 1.06,277, o melhor tempo daquela sessão de treinos. 

“É engraçado como você vai de zero to hero [de zero a herói] neste campeonato”, disse Vergne no rescaldo da pole-position. “Eu tenho o mesmo carro [do Felix Da Costa]. Fico satisfeito com o resultado, foi importante para não baixar a cabeça”, continuou.

“É fácil se colocar no fundo do poço, ainda mais com um companheiro fazendo um trabalho tão bom. Aqueles dois dias foram absolutamente horríveis e é importante fazer um 'reset'”, destacou.

A corrida acontece esta tarde pelas 18 horas de Lisboa e em Portugal, terá transmissão direta pela Eurosport.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Formula E: Felix da Costa novamente na pole-position

Segunda qualificação, segunda pole-position em Berlim para o piloto português da Techeetah. António Félix da Costa acrescentou mais três pontos no seu pecúlio ao ser mais veloz que o Nissan de Sebastien Buemi e o Mahindra de Alex Lynn, na qualificação desta tarde na capital alemã, antevisão da corrida que vai acontecer no final da tarde.

Com um circuito de Tempelhof que nesta manhã forneceu mais aderência e trouxe mais equilíbrio entre as equipas, máquinas e pilotos esforçaram-se por se destacar, mal refeitos das emoções de ontem. Boa parte da qualificação se decidiu no Grupo 1, que tinha Sam Bird, Stoffell Vandoorne, António Félix da Costa, Mitch Evans, Alexander Sims e Max Guenther. Ali, o primeiro a sair foi Vandoorne, o belga da Mercedes, que abriu as hostilidades com 1.07,292, mas o português da Techeetah fez 1.06,791 e de uma certa forma, resolveu as coisas no grupo. Mitch Evans, seu rival na luta pelo título, fez 1.07,516, o pior tempo desse grupo.

Foi na Q2 que apareceu os maiores rivais de Felix da Costa para a SuperPole. Ali estavam Lucas Di Grassi, Nyck De Vries, Sébastien Buemi, Jean-Éric Vergne, André Lotterer e Edoardo Mortara. De Vries foi o primeiro a sair à pista e marcar tempo, fazendo 1.06,951 e segundo segundo provisoriamente, mas a seguir saiu Sebastien Buemi e fez 1.06,771, e ficava no topo da tabela de tempos, superando Félix da Costa. Di Grassi fez 1.06,961 e era o terceiro melhor no grupo.

Do Grupo 3, que tinha Oliver Rowland, Daniel Abt, Felipe Massa, Jérôme D’Ambrosio, James Calado e Robin Frijns, o holandês fez o tempo mais relevante com 1.06,924, que lhe dava um lugar provisório na SuperPole. E no quarto grupo, com Sérgio Sette Câmara, Oliver Turvey, René Rast, Nico Mueller, Alex Lynn e Neel Jani, foi Lynn que surpreendeu a todos ao fazer 1.06,873 e arranjou lugar na SuperPole, meio segundo mais veloz que o segundo melhor tempo, que pertenceu a Oliver Turvey.

Para a fase final foram Sébastien Buemi, Alex Lynn, Lucas Di Grassi, Robin Frijns, António Félix da Costa e Nyck De Vries. E ali, o primeiro a abrir a sua volta foi o holandês da Virgin, que marcou 1.06,921, mas logo a seguir, Alex Lynn fez melhor no seu Mahindra, com 1.06,919. 

Foi aí que o piloto português entrou na pista e fez um tempo-canhão de 1.06,442, praticamente resolvendo a questão, pois tinha dado mais de meio segundo de avanço sobre os tempos feitos até então, e intimidando os restantes pilotos que ainda não tinham ido para a pista. Buemi conseguiu apenas o segundo melhor tempo, e Di Grassi ficou com o pior de eles todos.

Assim sendo, pelas 18 horas de Lisboa, a segunda corrida terá mais uma vez o piloto de Cascais no primeiro lugar da grelha, e um dos favoritos à vitória. 

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Formula E: Felix da Costa deseja alcançar o título

Nas vésperas das corridas em Berlim, que fecharão o campeonato, o líder do campeonato, o português António Félix da Costa, contou à Autosport portuguesa sobre as expectativas alemãs, onde está na liderança do campeonato, onze pontos na frente do neozelandês da Jaguar, Mitch Evans. 

Já em Berlim e depois de cumprir um período de isolamento antes das provas, o piloto português da Techeetah disse sobre o que vem aí.

"Vai ser um ano importante, estamos na luta pelo campeonato, em condições normais seriam seis corridas completamente isoladas umas das outras até ao final, mas este ano, e com a pandemia, vamos fazer seis corridas em nove dias e onde se vai decidir o campeonato." começou por dizer.

"Estamos na frente, estou confiante que poderemos continuar a nossa caminhada, a equipa está motivada, estamos a preparar muito bem, e acho que vamos chegar a Berlim bem preparados para esta guerra, e trazer este título para Portugal. Estou a fazer tudo o que está ao meu alcance, fisicamente e psicologicamente para estar o mais bem preparado possível. Vamos ter uma palavra a dizer sobre este título", concluiu.

Com o desenho contrário aos ponteiros do relógio, as duas primeiras provas vão acontecer nesta quarta e quinta-feira, pelas 18 horas de Lisboa, depois da sessão de qualificação, que acontecerá pela hora do almoço.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Formula E: DS Techeetah ansioso pelo regresso à competição

O regresso do campeonato em Berlim, que será decidido em seis dias no mês de agosto ao antigo aeroporto de Tempelhof, trará pressão acrescida ao pelotão da Formula E, mas para a DS Techeetah, que lidera o campeonato de construtores e de pilotos graças ao português António Félix da Costa, irá abordar estas corridas da presente temporada com a firme intenção de alcançar ambos os títulos com os seus dois DS E-Tense FE20. 

Ao longo destas últimas semanas, os engenheiros concentraram-se na otimização dos sistemas de bordo do monolugar e na estratégia de corrida no sentudo de alcançar os objetivos propostos, enquanto os pilotos, findo o período de contenção, multiplicaram os treinos nos simuladores de corridas.

António Félix da Costa, piloto da marca e atual líder do campeonato, depois da sua vitória em Marrakesh, a última corrida antes da interrupção do campeonato, estas seis corridas em Berlim em menos de uma semana terão de ser encarados com a mantalidade certa para alcançar novo título mundial e um inédito campeonato para o piloto de Cascais. 

“Estou muito feliz por, finalmente, poder regressar às corridas. É um momento muito estranho para todo o planeta, mas é bom estar de volta às competições. Retomamos o campeonato como líderes, mas não podemos esquecer que metade da temporada irá acontecer em apenas seis dias. Preparámos-nos para isso e vamos estar em Berlim com a mentalidade certa para vencer.”, comentou.

Para Xavier Mestelan-Pinon, o diretor de Performance da DS, o regresso pode ser estrito, mas a ambição não esmoreceu: “Regressamos à competição num ambiente particular, com um protocolo de saúde muito rigoroso, mas a nossa motivação para alcançar novos títulos permanece intacta. A equipa fez um trabalho fantástico, pelo que vamos lutar para, mais uma vez, inscrever o nome da DS na história da Fórmula E.”

Já Jean-Eric Vergne, Piloto da DS Techeetah e embaixador da DS, admite que este regresso não é normal, mas encararão na mesma, pois a ambição é de alcançar títulos: “É um final de temporada um pouco complicado, mas estou realmente ansioso por voltar às corridas. Vamos concentrar-nos em não cometer erros porque há muitos pontos por distribuir. De qualquer forma, temos tudo do nosso lado para sermos bem sucedidos e alcançarmos os títulos.”

Os seis eventos em Berlim acontecerão nos dias 5 e 6, 8 e 9, e 12 e 13 de agosto, em eventos à porta fechada.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

A imagem do dia

É raro ouvir "A Portuguesa" fora do país, em eventos desportivos. Ainda hoje pagamos as décadas de menosprezo que o Estado deu ao desporto, excepto o futebol. Sou de uma geração onde ir a um Europeu ou Mundial de Futebol era um feito, quanto mais vencê-lo. Aos meus amigos estrangeiros: se vos disser que o hino nacional de Portugal só foi tocado por quatro vezes nus Jogos Olímpicos, acreditam? Sim, é verdade o que vos digo.

Logo, no automobilismo, e tirando o facto de termos recebido a Formula 1 e sermos palco de um dos clássicos do Mundial de Ralis, só por uma vez é que um dos nossos subiu ao lugar mais alto do pódio numa prova destas. E foi em casa, num dos mais infames ralis da história do WRC, a edição de 1986, onde os pilotos de fábrica boicotaram a prova após o acidente da Lagoa Azul, deixando o caminho livre para que Joaquim Moutinho chegasse à meta como vencedor. 

Estão a ver o Tiago Monteiro, naquele dia, em Indianápolis? Para nós, isso não nos é "virgem".

Assim sendo, ver António Félix da Costa vencer com categoria uma prova de Formula E e sair de Marrakesh com a liderança do campeonato, com concorrência a sério e sem ser por "default" é algo muito, mas muito raro. Quase único, até. E isso deve ser saboreado. Por muitas razões.

A primeira é que este é um mundial essencialmente com equipas de fábrica, logo, eles querem talento e não dinheiro, como é agora a Formula 1, onde as equipas privadas, para sobreviver, "vendem" lugares à melhor oferta. É uma verdade insofismável.

A segunda é que, tendo ele um carro à sua altura, e numa competição igual, consegue superar o seu companheiro de equipa. E toda a gente sabe que o primeiro oponente é o seu companheiro de equipa. Ainda por cima, quando esse companheiro se chama Jean-Eric Vergne e é o atual bicampeão da competição, e o piloto que ajudou a colocar a Techeetah no lugar onde está, contra o seu maior rival que é a BMW Andretti e a Jaguar. Ironicamente, a BMW Andretti está onde está no campeonato deste ano graças a... António Félix da Costa, que ajudou a desenvolver o carro nas últimas duas épocas, e na temporada passada conseguiu quatro pódios e uma vitória na ronda saudita.

E a terceira porque repõe uma injustiça. Ele deveria ter ganho a corrida de 2019 se não tivesse cometido um erro que desperdiçou 25 pontos para o campeonato, numa altura em que ele liderava depois da vitória na Arábia Saudita. Uma segunda vitória ou um segundo pódio seguido poderia ter dado melhores armas para encarar esse campeonato. Hoje, essa injustiça foi resposta, irónicamente, contra um carro da BMW.

É ótimo chegar às cinco corridas do campeonato e vê-lo na liderança. Mas ainda nem chegamos a meio. Cinco vencedores diferentes em cinco corridas mostra todo este equilíbrio - chamem-o artificial, chamem o que quiser - e a última ronda é como a primeira: uma jornada dupla, são 50 pontos em jogo. E um mau fim de semana é o suficiente para dar um tombo no campeonato. Logo, a consistência é a chave. Tem carro, inteligência e sobretudo, sangue-frio. Não é ele o pressionado, agora ele é o pressionador. E se fizer tudo bem, conseguirá algo raro e merecedor na sua carreira: ser campeão. 

E se conseguir, poderá escrever uma página de ouro no automobilismo português. E esta tarde, ouvir "A Portuguesa" fez-me arrancar um sorriso e pensar que fazemos parte da civilização.

Felix da Costa: "Que grande vitória!"

António Félix da Costa era uma pessoa feliz no final do ePrix de Marrakesh, quinta prova do campeonato da Formula E. O piloto da Techeetah conseguiu superar Max Gunther, numa corrida onde foi essencialmente um duelo a dois até à segunda metade da corrida. A partir dali, o alemão da BMW ficou par trás e passou a ser atacado por Jean-Eric Vergne, que tentou e tudo para o passar e dar uma dobradinha para a equipa sino-francesa, mas a defesa do alemão causou, paradoxalmente, o afastamento do piloto português rumo à vitória - terminou com 11,4 segundos de avanço sobre Gunther - a sua primeira nesta temporada e tornando-se no quinto vencedor diferente em 2019-20. 

A caminho do pódio, com todas as emoções ainda à flor da pele, comentou:

"Que grande dia, grande vitória num dia que mostrámos toda a nossa raça, tanto em rapidez como em gestão de energia e estratégia de corrida. Senti-me sempre muito confortável e quando cai para 2º sabia que podia vencer, pois com isso ganhei energia ao Max [Gunther] e depois quando o passei, consegui ir embora e vencer. Um dia muito bom para toda a equipa, que está de parabéns, todos têm trabalhado intensamente na fábrica em Paris e esta vitória é o resultado disso.", começou por dizer.

"Que grande vitória, passei para a liderança do campeonato e estamos no caminho certo, vamos continuar a trabalhar na máxima força para as próximas corridas!", concluiu.

No campeonato, não só Félix da Costa lidera com 67, contra os 56 de Mitch Evans, como a Techeetah sai de Marrakesh com a liderança no campeonato de Construtores, com 98 pontos, mais oito que a BMW.

O campeonato prossegue a 4 de abril, nas ruas de Roma, a primeira prova em solo europeu.

Formula E: Félix da Costa triunfa em Marrakesh e sai como líder do campeonato

Quinta prova, quinto vencedor diferente, e neste sábado, as cores portuguesas estiveram no lugar mais alto do pódio. Depois de ter feito a pole-position, António Félix da Costa terminou a corrida como vencedor, depois de ter andado boa parte da prova em duelo com Maxmilian Gunther. Mas ao contrário do que aconteceu em Santiago do Chile, onde teve de ceder ao alemão da BMW Andretti, desta vez foi o piloto de Cascais que levou a melhor, com Gunther na segunda posição e pressionado por Jean-Eric Vergne, que ficou com o lugar mais baixo do pódio, na frente de Sebastien Beumi, da Nissan. Mitch Evans, da Jaguar, protagonizou a recuperação mais sensacional da corrida, vindo de último na grelha para acabar na sexta posição!  

Com o céu azul e a temperatura amena, o ambiente na pista estava expectante para saber se a competição iria sair de paragens marroquinas com novo líder, agora que António Félix da Costa estava a meros cinco pontos da primeira posição. Ainda por cima quando Mitch Evans, o lider, partia do último lugar, e o segundo classificado, Stoffel Vandoorne, era meramente 17º, tudp parecia estar a favor do piloto de Cascais.

Na partida, sem incidentes de maior, com o piloto português a tentar distanciar-se de Gunther. Ambos abriam uma margem para o terceiro colocado, o Mercedes de Nyck de Vries. Atrás, Vergne subia posições e no inicio da terceira volta, era oitavo, passando o Jaguar de James Calado. Pouco depois, o Attack Mode estava ativado.

Com o passar das voltas, os pilotos consolidavam as suas posições, aguardando pelo momento de passar pela primeira vez no Attack Mode. Com a passagem do primeiro carro por essa zona, o Mahindra de Jerome D'Ambrosio, a organização anunciou que De Vries tinha de passar pelas boxes para cumprir um "drive thrgough" devido à... excessiva regeneração do seu sistema. Vergne era agora séxto, depois de passar o Nissan de Oliver Rowland.

Aos 15 minutos de corrida, e na volta dez, os dois primeiros foram para o Attack Mode, e também Vergne, que aproveitou para passar Buemi e ser quinto. Mortara também foi, mas uma volta depois. Os Techeetah eram os melhores, batendo cada um dos seus pilotos a volta mais rápida. E isso compensou para o francês, que passou o Porsche de Lotterer - que tinha ido ao Attack Mode - para ser terceiro. Quando a energia extra acabou, o alemão ainda estava debaixo de energia a mais e recuperou o terceiro posto. 

Entretanto, Gunther atacou Felix da Costa e conseguiu passá-lo, ficando com a liderança. Mas o piloto português não o largava, tentando gerir a energia atrás do piloto da BMW. Lotterer era terceiro, pressionado por Vergne, e ambos aproximavam-se dos dos primeiros.

A 17 minutos do fim, Félix da Costa foi ao Fanboost e passou o alemão da BMW, com Lotterer e Vergne em cima deles. O português tentou afastar-se antes que Gunther fosse ao Attack Mode e evitar que ele fosse embora. Ao mesmo tempo, Vergne passava Lotterer e era terceiro. Na frente, o português estava com alguma distância sobre o alemão, e Vergne já tinha quase quatro segundos de atraso. Mas foi nessa altura que foi ao Attack Mode, com Mortara atrás dele, a ameaçar o terceiro posto, depois do suíço ter passado Lotterer. Vergne afastou-se, enquanto o suíço da Venturi era de novo passado pelo alemão da Porsche.

A oito minutos do fim, Vergne consegue alcançar Gunther e passar para segundo, depois de passar a volta mais rápida da corrida até então. O alemão da BMW foi ao contra-ataque, mas o francês da Techeetah defendia-se. E no meio disto tudo, o piloto português já tinha cinco segundos de avanço.

No final, Gunther pressionou imenso o francês e o passou, mas na frente, Félix da Costa venceu pela primeira vez este ano e conseguindo a sua terceira vitória da carreira. Buemi é quarto e Mictch Evans, de último, terminou em sexto!

No campeonato, após a ronda marroquina, Félix da costa têm agora 67 pontos, seguido por Evans, com 56 e Sims, com 46. A próxima prova acontecerá dentro de cinco semanas, a 4 de abril, em Roma.

Formula E: Félix da Costa é pole em Marrakesh

António Félix da Costa mostrou esta manhã em Marrakesh que tem um carro vencedor nas mãos, ao fazer a pole-position diante do BMW Andretti de Max Gunther e o Porsche de André Lotterer, numa qualificação marcada pelos maus resultados dos seus mais diretos rivais. Se Jean-Eric Vergne não conseguiu mais do que um 11º posto, já Mitch Evans fez pior, ao não marcar tempo e partir de último na grelha.

Com os treinos livres a darem boas indicações para a Techeetah e sobretudo, para Félix da Costa, a qualificação deixava expectativas no ar, apesar de ele estar no Grupo 1 com alguns dos seus rivais: Mitch Evans, Alexander Sims, Stoffel Vandoorne, Lucas Di Grassi e Sam Bird. Sims foi o primeiro a marcar tempo, 1.17,830, mas o piloto de Cascais fez 1.17,640 e ficou com a dianteira. Todos os outros fizeram pior, mas o cúmulo aconteceu com Evans, quando... ficou sem tempo para marcar qualquer volta. Todos ficaram espantados: o líder da competição iria largar... de último!

No Grupo 2, que tinha incluídos Oliver Rowland, Maximilian Günther, Edoardo Mortara, André Lotterer, Nyck de Vries e Jean-Éric Vergne, começou com Gunther a ser o primeiro a ir à pista, marcando 1.17,562, ficando no topo da tabela de tempos. André Lotterer andou com um tempo semelhante, mas mais lento, enquanto Edoardo Mortara fez um pouco mais abaixo, com 1.17,6, ficando com os três melhores tempos. De Vries tocou no muro e o seu tempo ressentiu-se, e Vergne não conseguiu melhor.

Para o Grupo 3, que tinha Sébastien Buemi, Pascal Wehrlein, Robin Frijns, James Calado, Daniel Abt e Jérôme D'Ambrosio, Calado era o primeiro a sair para a pista para tentar marcar um tempo. Contudo, foi modesto, e iria ficar fora do "top 6", conseguindo apenas o décimo tempo provisório. Wehrlein e Frijns faziam pior, com o holandês a tocar no muro e a comprometer o seu tempo. Spenas Buemi conseguiu um tempo suficiente para passar.

Para o fim ficaram Felipe Massa, Brendon Hartley, Oliver Turvey, Nico Müller, Neel Jani e Ma Qing Hua. Contudo, esses pilotos não foram competitivos e não houve alterações.

Assim sendo, entraram na SuperPole Mortara, Buemi, Félix da Costa, Lotterer, Gunther e De Vries.

O piloto suíço foi o primeiro a entrar na pista, mas o tempo que fez, 1.17,811, não era suficiente para fazer alguma coisa em relação aos lugares da frente. Seguiu-se De Vries, que melhorou o resultado, passando provisóriamente para a frente, mas foi Félix da Costa que marcou o ritmo, quando fez a sua volta lançada em 1.17,158. Mortara fez o seu melhor, e não chegou, bem como Lotterer, tentando repetir a pole no México, mas foi Gunther que assustou o português da Techeetah, quando fez 1.17,227, e a meio dessa volta, parecia que iria tirá-lo do primeiro lugar, mas uma travagem mais forte retirou-lhe ímpeto e centésimos preciosos.

Assim sendo, pela primeira nesta temporada, António Félix da Costa partia da pole-position e estava numa posição ideal para vencer e quem sabe, atacar a liderança do campeonato.

A corrida acontece pelas 14 horas de Lisboa e será transmitida pela Eurosport.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Formula E: Felix da Costa quer novo pódio em Marrakesh

Depois de ter ido a Austin e garantir um pódio para a sua equipa na classe LMP2 nas Seis Horas, António Félix da Costa está de volta à Formula E, juntando-se à Techeetah e voltando a almejar o pódio, e quem sabe, atacar a liderança do campeonato, caso a ocasião permitir. Numa pista com 2970 metros de extensão, o piloto português, que tem memórias agridoces dela, espera continuar o bom momento.  

“Desejoso de iniciar o fim-de-semana aqui em Marrocos, uma pista onde sempre me bem dei bem e gosto particularmente, aliás aqui no ano passado perdi a vitória devido a um toque já perto do final. Penso que vamos voltar a ter um bom carro em termos de ritmo de corrida e gestão de energia, agora em qualificação temos trabalhado para darmos um salto. Por ser agora terceiro no campeonato estou integrado no grupo 1 da qualificação, onde normalmente a pista se encontra mais lenta, de qualquer forma encaro o fim-de-semana com otimismo e muita vontade de lutar por um pódio e sobretudo trazer para casa bons pontos para o campeonato”, referiu.

Em Marrocos, o programa vai se dividir em dois dias, com a sexta-feira dedicada à primeira sessão de treinos livres. O sábado começará com a segunda sessão de treinos livres, seguida da qualificação às dez da manhã. A partir das 14 horas de Lisboa - com transmissão na Eurosport - terá então lugar a corrida com quarenta e cinco minutos acrescida de uma volta.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Youtube Motorsport Rivalry: A rivalidade na DS Techeetah

Na semana onde a Formula E vai a paragens marroquinas, o pessoal do canal oficial da competição decidiu fazer um video sobre a rivalidade interna dentro da DS Techeetah, entre o campeão, Jean-Eric Vergne, e o seu companheiro de equipa, António Félix da Costa.

Aparentemente, o piloto francês - atual campeão da competição - começa a ter o seu assento aquecido com as performances do seu companheiro de equipa, especialmente nas últimas duas corridas, onde o piloto português subiu ao pódio. Não é Ayrton Senna versus Alain Prost, mas parece ser um video interessante sobre isso. E claro, em Marrakesh, veremos se haverá mais algum episódio de uma rivalidade que parece estar a despertar.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Formula E: Albuquerque será piloto de desenvolvimento da Techeetah

Vai haver um segundo piloto português na Formula E. Filipe Albuquerque estará em Marrakesh para o teste coletivo da marca, a bordo de um dos carros da Techeetah, depois da corrida, a 1 de março. O trabalho como piloto de testes na Techeetah é acumulado com as corridas no FIA WEC, o Campeonato do Mundo de Resistência, o ELMS, o European Le Mans Series, e a Taça Morte-Americana de Resistência.

"Estou muito contente pelo convite da DS Techeetah para testar e ajudar os seus pilotos, nomeadamente o António. Mal posso esperar por guiar!", disse o piloto de Coimbra na sua página do Facebook.

Mais tarde, em declarações à Autosport portuguesa, Albuquerque afirmou: “Fiquei muito satisfeito pelo convite que me foi dirigido. O reconhecimento profissional é sempre muito bom. Estamos a falar de uma realidade que desconheço por completo, mas para a qual estou muito empenhado e focado”, começou por referir.

“Poder ajudar o António Félix da Costa, a quem devo agradecer parte deste convite, e o Jean-Éric Vergne a ganhar corridas será uma missão que poderá contar com toda a minha dedicação”, concluiu.

O campeonato de Formula E continua no próximo dia 29 de fevereiro com o ePrix de Marrakesh, em Marrocos.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Formula E: Félix da Costa feliz com a sua corrida mexicana

António Félix da Costa saiu do México feliz da vida. Com o segundo posto a dar-lhe o seu segundo pédio nesta temporada, também consecutivo, o piloto da DS Techeetah teve uma prova onde subiu paulatinamente na classificação geral, aproveitando também os azares dos seus concorrentes e também ter superado o seu companheiro de equipa, Jean-Eric Vergne. Com mais este pódio, o piloto de Cascais subiu ao terceiro posto da geral, a oito pontos da liderança.

No final da corrida, o piloto da DS Techeetah apontou o "excelente trabalho de toda a equipa, temos trabalhado muito e vejo toda uma estrutura com muita vontade de vencer. Hoje mostrámos rapidez e sobretudo uma excelente gestão de energia, desde a primeira à última volta, acredito que estamos no caminho certo. Na corrida ataquei ao máximo nos momentos certos e este segundo lugar é um grande prémio para toda a equipa. Vamos continuar a trabalhar com o mesmo foco, o campeonato é longo mas sei bem onde quero estar posicionado em Julho no final das contas", referiu. 

Felix da Costa referiu mais uma vez a votação do fanboost, do qual foi mais uma e um dos escolhidos, feito que considerou "um grande orgulho ter tanto apoio dos Portugueses. Esta energia extra do fanboost hoje fez a diferença, pois consumei uma ultrapassagem quando o acionei. O apoio de tantas pessoas mostra que não estou sozinho nesta caminhada e isso é muito bom. Juntos vamos lutar por este campeonato!", concluiu.

A competição continua dentro de duas semanas em terras marroquinas, na quinta prova do campeonato.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Formula E: Porsche na pole-position no México

Na sua quarta corrida na sua história na Formula E, André Lotterer coloca um Porsche na pole-position. Na Cidade do México, o piloto alemão bateu o Jaguar de Mitch Evans, a 0.063 segundos, e o Mahindra de Pascal Wehrlein, a 278 centésimos. O português António Félix da Costa, no seu Techeetah, é o décimo, um lugar abaixo de Jean-Eric Vergne, o seu companheiro de equipa.

Numa qualificação onde a igualdade entre equipas está garantida, ou seja, todos tem uma chance, o fim de semana mexicano começou com a tareia que Daniel Abt levou no primeiro treino livre, que acabou no hospital e o impediu de participar nesta qualificação, tudo o resto teria chances para brilhar na altitude desta nova versão do Autódromo Hermanos Rodriguez.

No primeiro grupo estavam os líderes do campeonato: Stoffel Vandoorne, Alexander Sims, Sam Bird, Maximilian Günther, Lucas Di Grassi e Oliver Rowland. Bird e Vandrrone partiram ao ataque e o britânico foi o primeiro a marcar um tempo razoável, com 1.08,394, com o belga da Mercedes logo atrás, a 292 centésimos.

No segundo grupo - que tinha António Félix da Costa, Mitch Evans, André Lotterer, Edoardo Mortara, Nyck de Vries e Pascal Wehrlein - Lotterer primeiro levou a melhor, usando a mesma tática de Bird e Vandoorne, que dispensava a volta de aquecimento para partir ao ataque, mas depois o neozelandês da Jaguar marcou 1.08,174 para ser o melhor. Félix da Costa ficou atrás de Werhrlein e era o sexto, provisoriamente.

No Grupo 3, sem Abt, mas com Robin Frijns, James Calado, Jean-Éric Vergne, Felipe Massa e Jérôme D'Ambrosio, com estratégias mistas, o único a chegar à zona da SuperPole foi o holandês, sexto com 1.08,435. E no Grupo 4, com Brendon Hartley, Oliver Turvey, Sébastien Buemi, Nico Müller, Neel Jani e Ma Qing Hua, foi o suíço da Nissan que aproveitou melhor, ao conseguir o quinto melhor tempo provisório e ir à SuperPole, onde fez companhia a Lotterer, Evans, Wehrlein, Bird e Nick de Vries.

Ali, o primeiro a sair foi Sam Bird, mas a sua volta desiludiu, com 1.08,444. A seguir saiu Sebastien Buemi onde melhorou em cerca de 80 centésimos. Contudo, chegou a vez de Lotterer, que sem erros, fez 1.07,922, caindo pela primeira abaixo do 1.08 e instalando-se confortávelmente no primeiro posto. Nick de Vries tentou, mas não conseguiu, e Mich Evans, que ficou para o fim, conseguiu baixar do 1.08, mas insuficinte para desalojar o piloto alemão da Porsche.

A corrida acontecerá pelas 22 horas, horário de Lisboa. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Formula E: António Félix da Costa deseja novo pódio

António Félix da Costa quer continuar com os bons resultados na Formula E. Depois do segundo lugar em Santiago do Chile, agora pretende alcançar novo pódio numa prova onde se deu muito bem no ano passado, onde também concluiu no pódio na corrida mexicana, disputada no Autódromo Hermanos Rodriguez. Nesse campo, está confiante de que o carro fará bem o seu trabalho, apesar da altitude. 

"Depois do fim-de-semana de Santiago, reunimos com os engenheiros, como sempre fazemos, e analisámos as áreas que estivemos fortes mas também os pontos a melhorar. A palavra de ordem é trabalho e queremos manter-nos fortes em performance, mas sabemos que temos de melhorar na gestão de energia e sobretudo das temperaturas das baterias, algo que tem um papel fundamental na Fórmula E.", começou por dizer no seu site oficial. 

"O nível da Fórmula E está muito alto, com muitas equipas a evoluírem os seus carros e cada vez mais competitivas, mas encaro este fim-de-semana com otimismo, queremos trazer bons pontos para casa e se possível estar na luta pelos lugares do pódio", concluiu o piloto.

A Formula E volta a um circuito que sofrerá alterações para esta edição, depois de eliminadas as chicanes na Curva Peraltada. Quanto à prova em si, a qualificação acontecerá pelas 17:35, hora de Lisboa, com a corrida a suceder mais tarde, a partir das 22 horas de Lisboa, com 45 minutos de duração, mais uma volta.