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domingo, 16 de julho de 2023

Formula E: Dennis foi o melhor na segunda corrida de Roma


O britânico Jake Dennis foi o melhor na segunda corrida de Roma, que aconteceu neste domingo. O piloto da Andretti Autosport superou Norman Nato e Sam Bird para triunfar, recuperar o comando e se calhar, dar um passo e meio para o título, porque agora só existe mais duas corridas para o final do campeonato. Quanto a António Félix da Costa, o fim de semana continuou a ser difícil, com um despiste e problemas, que o deixaram fora dos pontos. 

Num fim de semana com muito calor - o asfalto estava a uma temperatura superior a 50ºC - os pilotos ainda sofriam com a carambola do dia anterior, onde seis pilotos ficaram de fora. Os carros tiveram de ser reconstruídos, quatro deles acabaram por ser substituídos por novos: Sam Bird, Sebastien Buemi, Edoardo Mortara e António Félix da Costa. 

Com Jake Dennis na pole, e Nick Cassidy a seu lado, a corrida começou com ele no comando, com Nato a passar Cassidy mais adiante na volta. Félix da Costa, décimo na grelha, foi passado por Buemi nos primeiros metros. Nato perdeu o segundo posto para Cassidy e o Jaguar de Mitch Evans, e eles começaram a duelar entre si para ser o piloto perseguidor da liderança.

Nas na segunda volta, na travagem para a curva 7, Evans perdeu o controlo e pulou para cima de Cassidy, acabando ambos fora de pista. Eles regressaram, mas com danos - o piloto da Jaguar foi às boxes trocar de nariz - e a direção decidiu colocar o Safety Car, por causa dos danos nos guard-rails.

A corrida recomeçou na quarta volta, com Dennis a ser atacado por Nato, com Bird logo atrás. Felix da Costa e Jean-Eric Vergne foram os primeiros ao Attack Mode, seguido por Di Grassi, Vandoorne, Fenestraz e Merhi, entre outros que estavam no fundo do pelotão. Três boltas depois, Nato tinha a sua asa danificada, vítima de um toque quando tentava ultrapassá-lo. Foi nessa altura que os Porsche foram para o Attack Mode pela segunda vez.

O português tentou atacar o carro de André Lotterer, mas na travagem para a curva 7, perdeu o controlo, seguiu em frente e regressou, perdendo sete posições.    


Na frente, Dennis defendia-se na sua liderança, agora a Bird, com Buemi a passar Dan Ticktum para ser quarto classificado, e mais tarde, Nato foi para a frente, mesmo com os danos na asa. Pouco depois, os pilotos da frente foram ao Attack Mode, sem alterações nos três primeiros. Buemi foi ao Attack Mode na volta 16, sendo passado pelos dois Maserati, numa altura em que Bird atacava Nato para ser segundo. Buemi recuperou o quarto posto na volta seguinte, quando os Maserati foram ao Attack Mode, mas quando foi a sua ocasião para ir, perdeu o quarto posto para Mortara.

No final da corrida, Nick Cassidy e André Lotterer bateram a suas curvas do fim e acabaram por não terminar. Félix da Costa perdeu o seu décimo lugar nesta última volta, caindo dois lugares e ficando fora dos pontos.

No campeonato, Dennis agora está no comando, com 195 pontos, contra os 171 de Nick Cassidy, os 151 de Mitch Evans e os 146 de Pacal Wehrlein. A Formula E regressa daqui a duas semanas para ronda final, em Londres.      

sábado, 15 de julho de 2023

Formula E: Evans foi o melhor na primeira corrida de Roma


Mitch Evans foi o grande vencedor da primeira corrida de Roma, que aconteceu na tarde deste sábado. O piloto da Jaguar foi melhor que o seu compatriota Nick Cassidy, com Max Gunther a conseguir o terceiro posto para a Maserati. Quando a António Félix da Costa, o piloto da Porsche foi um dos sete envolvidos na carambola causada pelo despiste do outro Jaguar de Sam Bird.  

Debaixo de grande calor - estavam previstos cerca de 40 graus neste final de semana, o que afeta o funcionamento das baterias, e o asfalto estava a 60ºC! - a primeira grande novidade na corrida romana foi a não-participação de Jake Hughes. O piloto da McLaren bateu nos treinos e o seu chassis ficou afetado, e sem um de reserva possível - este foi emprestado para Norman Nato, que também bateu na qualificação da manhã - e assim sendo, o piloto ficou de fora desta corrida. 

A partida aconteceu com os Jaguares a tentarem manter as posições, mas Sam Bird levou a melhor sobre Mitch Evans, ficando com a liderança. Atrás, Pascal Wehrlein sofria danos, por causa de uma colisão com um dos Maseratis e arrastava-se no fundo do pelotão. Foi às boxes para trocar de frente, e acabou em último.

Os cinco primeiros afastavam-se de Nick Cassidy, o sexto classificado, enquanto Félix da Costa estava já nos pontos, perseguindo o carro de Norman Nato. 

Contudo, na terceira volta, André Lotterer bate no muro e entra o Safety Car pela primeira vez na corrida. Duas voltas para tirar os destroços do piloto alemão da pista, e os pilotos regressaram à ação, pensando na passagem pelo Attack Mode. Bird mantinha a liderança, mas na quinta volta, Evans foi para o comando da corrida.  E na mesma volta, apareceram os primeiros, mas todos eram do final do pelotão, incluindo Wehrlein.

Na frente, Sacha Fenestraz era segundo, entre os Jaguares, enquanto na sétima volta, Evans foi ao Attack Mode para conseguir dois minutos de potência extra, perdendo o comando para o piloto da Nissan. Boa parte dos da frente foram para lá na volta seguinte, com Fenestraz a manter o comando, mesmo com o ataque do piloto da Jaguar. 


E na nona volta, Bird bateu no muro mas curvas 5 e 6 e arrastou gente como António Félix da Costa,  Sebastien Buemi e Edoardo Mortara. Resultado: bandeira vermelha. Foi a grande carambola da corrida.

Reparados os que poderiam ser, a corrida recomeçou atrás do Safety Car, uma hora depois do seu começo. Apenas 14 carros regressavam à corrida, e na partida, Fenestraz aguentou os ataques de Evans e Dennis. No fundo da grelha, Vergne, Vandoorne e Nato iam para o Attack Mode. Quase a seguir, Dan Ticktum sofreu danos com o seu carro, na sua asa e na direção, acabando por cair para o fundo do pelotão. 

Com o passar das voltas, cinco carros destacaram-se no resto do pelotão, com Jake Dennis a ficar na frente na volta 15, a 10 do final. Depois, tentou aguentar os ataques de Evans e Cassidy pela liderança e começou a afastar-se. Fenestraz caia para terceiro, agora que descobriu que estava a gastar mais energia que devia. 

Dennis foi ao segundo Attack Mode na volta 16, perdendo o comando para Evans, mas Cassidy também foi ao Attack Mode - pela primeira ocasião. Ele foi atrás do piloto da Jaguar, e na volta seguinte, Gunther foi ao Attack Mode. Os dois primeiros afastavam-se do resto do pelotão, e na bolta 20, o piloto da Jaguar ia arranjar a energia extra, perdendo o comando para Dennis. Mas... falhou! Recarregou na volta seguinte, ao mesmo tempo que Cassidy, e ambos com seis minutos.

Evans passou Dennis na volta 22, e Cassidy aproximou-se de Dennis, tentando defender-se da sua segunda posição. Mas meia volta depois, foi passado pelo outro piloto neozelandês. Com a organização a dar mais duas voltas às 25 inicialmente previstas, Dennis pagava o preço pelos excessos de antes, caindo para fora dos lugares do pódio, ultrapassado por Max Gunther. 

No final, Evans conseguiu ganhar distância para Cassidy, com Dennis, quarto, a conseguir aguentar os ataques de Vergne e Nico Muller, que conseguia a sua melhor posição na temporada. Wehrlein foi sétimo. 

Na classificação geral, Cassidy lidera com 171 pontos, contra os 166 de Jakes Dennis, e os 151 de Mitch Evans. A segunda corrida acontecerá amanhã, à mesma hora.    

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Formula E: Felix da Costa quer dar tudo na qualificação romana


A Formula E regressa este fim de semana à Europa, depois de uma passagem pelo circuito de Portland, nos Estados Unidos. E logo em dose dupla, com as corridas em Roma, na capital italiana. E com António Félix da Costa em alta, após o seu pódio na América, o piloto da Porsche segue para a capital italiana com vontade de repetir o bom resultado, sempre focado na tarefa de ajudar Pascal Wehrlein a conquistar o título.

Atualmente o sexto classificado no campeonato, a mentalidade do piloto de Cascais é de ataque aos lugares da frente, pois assim não só ajuda o seu companheiro de equipa, como também arrecada pontos para o campeonato de Construtores, que é liderada pela casa de Estugarda.

Depois do pódio que alcancei na última corrida em Portland, parto para este fim-de-semana em Roma bem motivado assim como toda a minha equipa. Estamos confiantes que podemos voltar a estar fortes aqui em Roma e do meu lado o foco é lutar por pódios em ambas as corridas, sabendo claro que tenho a tarefa de apoiar o Pascal, caso seja necessário, uma vez que ele se encontra na luta do título. Vamos dar tudo na qualificação, de forma a estarmos numa boa posição para atacar as duas corridas com agressividade, mas simultaneamente inteligência e consistência.”, afirmou, no seu comunicado oficial.

O programa do fim-de-semana romano inicia-se já na sexta-feira com uma primeira sessão de treinos livres. No sábado tem lugar nova sessão de treinos livres, seguida da qualificação. A corrida tem lugar da parte da tarde, com início marcado para as 14 horas de Lisboa, com transmissão em direto tanto no Eurosport 2, como na Eleven 1. No domingo repete-se a dose, com nova qualificação, seguida da corrida, marcada para as 14 horas, também no Eurosport 2 e na Eleven 1.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Formula E: Felix da Costa não esconde a desilusão por Roma


António Félix da Costa não teve um fim de semana fácil em Roma. Apesar do sexto posto e de algumas qualificações relativamente bem sucedidas, a corrida de domingo estragou muito as suas aspirações a uma boa temporada, ao ser penalizado com a colisão com Edoardo Mortara, do qual o atirou para fora dos pontos.

Em jeito de balanço, o piloto de Cascais disse que Roma o deixou com um gosto relativamente mau. "Já ontem foi um dia complicado, senti algumas dificuldades em imprimir o ritmo que sei que somos capazes, ainda assim conseguimos minimizar danos e trazer para casa 8 importantes pontos do sexto lugar. Mas hoje grande parte das equipas melhoraram a sua performance, ao passo que eu senti as mesmas dificuldades de ontem. Acabei em décimo, mas uma penalização atirou-me para fora dos pontos.", começou por dizer. 

"Estou desiludido, não o escondo, estamos com problemas em encontrar o melhor set up para o meu carro, mas sei que somos uma equipa forte e é nestas alturas que o temos de mostrar, com trabalho e mantendo a mesma força mental, para voltarmos à luta pelas vitórias já na próxima corrida no Mónaco!", concluiu.

12º no campeonato, com 20 pontos, a próxima corrida do calendário será o ePrix do Mónaco, prova do qual foi o vencedor no ano passado. 

domingo, 10 de abril de 2022

Formula E: Evans triunfou na segunda corrida de Roma


O neozelandês Mitch Evans foi o grande triunfador na segunda corrida em Roma, que aconteceu neste domingo. O piloto da Jaguar superou o DS Techeetah de Jean-Eric Vergne e o Envision de Robin Frijns. Quanto a António Félix da Costa, foi penalizado e ficou fora dos pontos, depois de partir de nono na grelha. 

Depois de Vergne ter feito a pole-position, durante a qualificação, a corrida, a acontecer debaixo de um sol primaveril na cidade de Roma, tinha como grande novidade a ativação do Attack Mode, que iria acontecer apenas por uma ocasião. 

A partida foi normal, com Vergne a aguentar os ataques de Jake Dennis, seguido por todo o pelotão. Felix da Costa, que partia de nono na grelha, manteve a classificação nos primeiros metros e nas primeiras voltas. No quarto minuto da corrida, Lotterer atacou Dennis e ficou com o segundo posto, indo atrás do piloto da DS Techeetah. Evans, na volta seguinte, passou o monolugar da Avalanche Andretti, e o ritmo deste faria com que Sam Bird e Robin Frijns ficassem atentos ao que acontecia.

Atrás, Félix da Costa, em luta com Edoardo Mortara, ficou a perder e caiu para o 11º lugar, depois do piloto da Venturi ter forçado a ultrapassagem empurrando o português, que quase acabou contra as proteções da pista. Mas a ultrapassagem teve consequências: danos no seu carro, e depois, a transmissão danificada, acabaram com a sua corrida, e fez perder a liderança do campeonato.

A primeira entrada do Safety Car aconteceu por causa do piloto da casa, Antonio Giovinazzi, que ficou parado na pista com o seu Dragon. Foi assim por algumas voltas, mas no recomeço, Vergne largou bem, mas Evans passou ao ataque e ficou com a liderança da prova. Félix da Costa era, nesta altura, décimo.

O Attack Mode só começou a ser usado a meio da corrida, com Frijns a ser o primeiro, seguido por Bird e Lotterer. Por esta altura, o toque entre Mortara e AFC estava a ser investigado pelos comissários, e mais tarde, decidiram que iria ser penalizado em cinco segundos. Na frente, Lotterer aproveitou o seu Attack Mode para passar Evans e assumir o segundo lugar.

A cerca de 10 minutos do final, Alex Sims ficava parado na pista e o Safety Car tinha de entrar de novo para resolver as coisas. Por esta altura, o único que não tinha ido ao Attack Mode era... Evans, que tinha de ir, porque ela iria durar oito minutos, e o tempo já apertava. 

No recomeço, Evans lá foi, caindo para quarto, e estava numa posição privilegiada, pois poderia fazer o resto da prova com mais potência e atacar o líder, que então era Vergne. E foi o que fez, com o francês a defender-se de Lotterer, Vandoorne e Frijns. Contudo, quase nas últimas boltas, noba entrada do Safety Car por causa de uma colisão entre Bird e Nick Cassidy. Este conseguiu chegar às boes pelos seus próprios meios, mas não Bird, que desistiu, e o Porsche do Safety saiu de pista para que existisse ainda uma última volta, onde Evans segurou o ataque de Vergne e triunfou. Vandoorne foi quinto, seguido por Wehrlein, Oliver Turvey (os primeiros pontos da NIO este ano), Lucas di Grassi, Sebastien Buemi e Ollie Askew.

Na geral, Vergne é agora o novo líder do campeonato, com 60 pontos, seguido por Fijns, com 58 e Vandoorne, com 56. A Formula E regressa dentro de três semanas, às ruas do Mónaco. 

Felix da Costa: "Foi uma corrida dificil"


Sexto classificado no primeiro ePrix de Roma deste sábado, António Félix da Costa reconheceu que esta foi uma prova difícil por causa da agressividade de alguns dos pilotos com quem esteve em disputa. Um bom exemplo foi com Jake Dennis, que lhe tocou e quase o atirou contra o muro, no qual acabou por ser passado por Mitch Evans, que ia a caminho da vitória nesta prova.

No final, em jeito de rescaldo, falou do que foi a sua performance.

Foi uma corrida difícil com vários toques de outros pilotos, o que me fez perder posições e passei de uma posição de liderança do grupo, para uma posição que me obrigou a jogar à defensiva no segundo grupo. Aconteceu muita coisa, com muitas ultrapassagens, por isso foi divertido, mas não acabei bem. Talvez tenha tido algum azar, mas o positivo é que temos um bom carro e podemos esperar por um resultado melhor amanhã”, referiu.

Com os 20 pontos que têm agora, Felix da Costa é agora o 12º no campeonato, mas está a 29 pontos da liderança, o que mostra que este é um campeonato bem competitivo. 

A segunda corrida do ePrix de Roma acontecerá neste domingo. 

sábado, 9 de abril de 2022

Formula E: Evans foi o melhor na primeira corrida de Roma


O neozelandês Mitch Evans foi o triunfador do ePrix de Roma deste sábado, a primeira de duas corridas deste final de semana no campeonato de carros elétricos. O piloto da Jaguar levou a melhor sobre o Envision Racing de Robin Frijns e o Mercedes de Stoffel Vandoorne. Quanto a António Félix da Costa, o piloto português da DS Techeetah terminou a prova na sexta posição.

Com Vandoorne na pole, depois de bater na final o carro do piloto neerlandês, a partida começou com Frijns a pressionar para ficar com a liderança, enquanto atrás, Félix da Costa era pressionado por Jean-Éric Vergne, seu companheiro de equipa na DS Techeetah, e Jake Dennis, no seu Andretti.

Mas pouco depois, no segundo minuto da corrida, Max Gunther, no seu Nissan, ficou parado em pista, vitima dos toques, que o levaram para o muro. Primeiro, um Full Course Yellow, antes do Safety Car. As coisas ficaram assim por alguns minutos, antes de recomeçar. Quando aconteceu, Frijns regressou ao ataque a Vandoorne, com De Vries por perto e Félix da Costa à espera de ver o que aconteceria.


E ele foi dos primeiros a ir ao Attack Mode, perdendo um lugar para Vergne. Ao mesmo tempo, na frente, Frijns conseguiu passar Vandoorne e era o líder. AFC passou logo o seu companheiro e foi atrás de De Vries, terceiro no segundo Mercedes. Quando estes foram ao Attack Mode, ele aproveitou e subiu para segundo. Frijns foi ao Attack Mode, mas como estava longe de AFC, não perdeu o comando da corrida. 

Mas atrás dele, os Mercedes estavam energizados. Cedo passaram-no, com de Vries a ser mais musculado para o passar, fazendo-o cair para quinto, atrás de Vergne, que ia atacar o terceiro posto, que na altura pertencia a De Vries, mas este resistia aos ataques do piloto francês. Atrás, AFC ra afora assediado por Janes Dennis, que quando o passou, também foi de forma musculada, quase o colocando no muro. Ele perdeu tempo, passado por Mitch Evans, piloto da Jaguar, que só agora é que se via na pista.

Frijns foi ao Attack Mode na segunda vez, e perdeu temporariamente para Vandoorne. Passou o belga, e com a passagem de outros pelo Attack Mode, quem aproveitou foi Evans, que subia para quarto. Mas o carro estava bem, e o piloto geria bem a energia, e aos poucos, subia posições. E a dez minutos do final, passou Frijns e ficou com o comando da corrida.

Na parte final, ainda tivemos Edoardo Mortara a subir posições, sendo quinto quando Evans subiu ao comando. Na frente, Vergne tentava chegar a Frijns e conseguiu. Mas depois, o neerlandês superou-o e o francês da DS começou a ser pressionado por Vandoorne, que o passou, ficando com o lugar mais baixo do pódio. Sam Bird foi o quinto, na frente de AFC, enquanto nos restantes lugarws pontuáveis ficaram Mortara, o Porsche de Pascal Wehrlein, o segundo Envision de Nick Cassidy e o segundo Porsche de André Lotterer.

Na geral, Mortara lidera, com 49 pontos, contra os 46 de Stoffel Vandoorne e os 42 de Robin Frijns. Amanhã é a segunda corrida do ePrix de Roma.

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Formula E: Felix da Costa quer regressar ao pódio em Roma


Depois de quase dois meses de ausência, a Formula E está de regresso, agora em solo europeu e nas ruas de Roma. Num traçado com 3385 metros e 19 curvas, o  circuito citadino dell’EUR é um dos maiores do calendário, com um misto de curvas rápidas, outras mais técnicas e algumas ondulações, sendo um dos mais interessantes do calendário.

Nesta jornada dupla, a segunda do campeonato, depois de Ad Diyriah, na Arábia Saudita, António Félix da Costa, piloto da DS Techeetah que teve um bom resultado no México, onde foi quarto classificado, encara esta pista com confiança, devido ao andamento competitivo do seu carro em relação à concorrência, bem como a fome de vitória que a equipa têm, depois de um mau começo no campeonato.  

“[Roma trata-se de] um circuito muito desafiante, numa cidade mítica, onde o ano passado mostrámos um forte andamento. Trabalhámos muito no simulador e acredito que vamos dar mais um passo competitivo com o nosso carro. A equipa está muito motivada e todos queremos muito ganhar. Há três ou quatro equipas muito fortes neste momento, mas a DS Techeetah também o é e vamos lutar para mostrar isso este fim-de-semana. Sendo uma jornada dupla exige máxima concentração e foco para estarmos fortes em ambas as corridas”, referiu AFC.

O programa começa com as sessões de treinos livres, e no sábado, o dia começa bem cedo, com duas sessões de treinos livres, seguidas de qualificação. A corrida, com duração de quarenta e cinco minutos + 1 volta, está marcada para as 14h00, com transmissão em direto no Eurosport. A mesma coisa acontecerá no domingo, com outra qualificação, seguida da corrida, novamente com inicio às 14h00 e com transmissão em direto no Eurosport 2.

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Youtube Motorsport Video: Formula E Unplugged, episódio três

No terceiro episódio da série, focam-se na ronda dupla de Roma, e em particular, em Oliver Rowland, piloto britânico da Nissan e.dams, cujo talento o colocam como candidato ao título mundial, em conjunto com... metade do pelotão da competição. E claro, como ele se porta neste final de semana romano. 

domingo, 11 de abril de 2021

Formula E: Nick Cassidy consegue inesperada pole


O neozelandês Nick Cassidy conseguiu uma inesperada pole-position nesta manhã em Roma. Pilotando pela Virgin, e debaixo de chuva, conseguiu ser melhor que Norman Nato, piloto da Venturi, e Pascal Wehrlein, que guia pela Porsche. Quanto a António Félix da Costa, as coisas não correram bem e não conseguiu mais do que a 15ª posição da grelha de partida.

Com a chuva a cair em Roma nesta manhã, as condições para os pilotos eram muito complicadas com níveis de aderência muito baixos naquele circuito. Os melhores foram Mitch Evans e Sam Bird, pilotos da Jaguar, seguido por Nyck de Vries, no seu Mercedes. Jean-Eric Vergne, o vencedor de ontem, conseguiu o pior tempo do Grupo 1, e claro, ia ficar no fundo da grelha.

No grupo 2 de qualificação, António Félix da Costa não teve uma volta feliz e apesar de ter feito melhor registo que a maioria do grupo 1, foi dos mais lentos do seu grupo e ficou logo de fora da Super Pole. Pascal Wehrlein, Edoardo Mortara, Oliver Rowland e Sébastien Buemi conseguiram melhores tempos, enquanto o brasileiro Sérgio Sette Câmara ficou parado em pista com problemas no seu Dragon Penske.

Por esta altura tinha parado de chover e essa melhoria das condições beneficiou quem estava nos grupos 3 e 4. Quem aproveitou isso foi Alex Sims, que baixou em 277 centésimos o tempo de Wehrlein e assumiu o topo. Vandoorne, no embalo, apareceu em terceiro. O azarado foi Di Grassi, que apenas foi décimo e não avançou para a SuoerPole. E no último grupo, André Lotterer foi o melhor no seu Porsche, com 1.56,271 e ficando provisoriamente no topo da tabela de tempos. Cassidy ainda ficou em terceiro no geral, com Günther em quarto. Mas pouco depois, Lotterer teve o tempo cancelado por uso abusivo de potência e Vandoorne herdou o posto na fase final.

Para a fase final, Vandoorne foi o primeiro na pista, conseguindo 1.54,359, melhor tempo do domingo até então. Mas Wehrlein tirou a Mercedes do topo para colocar um tempo quase dois segundos melhor que o piloto belga. Terceiro a sair para a pista, Sims não foi bem, deixando o seu Mahindra a 1,238 segundos de Vandoorne. Günther fez uma volta mais lenta que Wehrlein e o seu tempo foi o segundo pior, superando apenas Sims.

Mas foram os dois pilotos finais a mostrar as suas cores: Cassidy fez a grande volta da manhã, com 1.52,011, e fazendo a pole. Norman Nato ainda chegou a tocar levemente o muro, perdendo a sua chance da pole, mas mesmo assim, ficou com o segundo melhor tempo com o Venturi.

No final da qualificação, e questionado sobre as suas chances de vitória, o piloto da Virgin afirmou que acima de tudo, desejava uma corrida limpa e um bom resultado.

Estou muito, muito feliz”, começou por dizer Cassidy logo após a qualificação. “Acho que estamos rápidos desde ontem e fico feliz por conseguir alguns pontos para a equipa. Pensando na preparação da equipa fora das pistas, fomos ótimos e só tenho a agradecer. Para a corrida, ainda não sei. O plano é baixar a cabeça e mandar ver. Claro, eu quero manter a liderança na partida, esse é o primeiro objetivo, e aí vamos tentar uma corrida limpa. Não sei o que vai ser possível, não dou por garantido que vamos seguir na frente. O importante é que fizemos nosso dever de casa. A equipa deu-me um grande carro e não temos motivos para pensar que não dá para lutar”, concluiu.

A segunda corrida do final de semana de Roma acontece pelo meio dia, hora de Lisboa.

Formula E: Vandoorne foi o melhor na segunda corrida de Roma


O belga Stoffel Vandoorne foi o vencedor da corrida desta manhã em Roma, dando a segunda vitória do ano à Mercedes, na frente de Alexander Sims, da Mahindra, e Pascal Wehrlein, da Porsche. Quanto a António Félix da Costa, as coisas correram-lhe melhor, terminando nos pontos, na sétima posição, numa prova onde o seu companheiro de equipa, Jean-Eric Vergne, não pontuou, depois da vitória no dia anterior.   

A grande novidade desta corrida é que os pilotos teriam de ir ao Attack Mode por três vezes, em vez das habituais duas, como tinha acontecido no sábado. 

Com a corrida a começar atrás do Safety Car pela segunda vez consecutiva, a prova só teve inicio uma volta depois, com Nick Cassidy a despistar-se duas curvas depois, dando a liderança a Norman Nato. O pelotão rolou compacto nas voltas seguintes, e quando faltavam 37 minutos, houve mudança na liderança, com Pascal Wehrlein a passar Nato e ficar com a liderança. Nas curvas seguintes, o alemão afastou-se, e demorou até Stoffel Vandoorne passar Nato para ficar com o segundo posto.

A má corrida de Cassidy piorou quando ele bateu no muro após sofrer um toque na sua traseira por parte de Olier Rowland. Ele voltou à pista, mas no final do pelotão. Não houve bandeiras amarelas, mas foi nessa altura que houve a primeira passagem pelo Attack Mode. Primeiro os do meio do pelotão, depois os da frente, como Wehrlein e Sims.

A meia hora do fim, Lucas Di Grassi bateu no muro, depois de um toque por parte de Sebastien Buemi e ficou parado na berma. A direção da corrida colocou a prova em "Full Course Yellow" para limpar a pista. Seis minutos depois, a corrida recomeçou e alguns dos pilotos da frente foram logo para o Attack Mode, com uma alteração, onde Sims passou a segundo, às custas de Wehrlein.

A 17 minutos da meta, os da frente foram pela terceira vez pelo Attack Mode, mas tirando as trocas de posições momentâneas, não havia alterações na frente: Stoffel Vandoorne tinha mais de cinco segundos de vantagem no seu Mercedes. Atrás dele, porém, havia duelos: Nato voltava ao segundo lugar, passando Wehrlein, e Felix da Costa, agora nos pontos, atacava Max Gunther pelo sexto posto.

As coisas andavam assim até que a seis minutos do fim, o outro Audi de René Rast bateu forte no muro, depois de ter perdido a sua traseira. Safety Car de novo na pista, e este só saiu da pista a menos de dois minutos do fim, suficiente para uma volta. No final, foi um sprint até a meta, com Sam Bird e Nyck de Vries a baterem na curva, tentando passar um ao outro. Mas na frente ficou tudo na mesma, com Vandoorne a vencer, segundo Sims, e Norman Nato a ser terceiro, defendendo-se dos ataques de Pascal Wehrlein até à última curva. 

Contudo, a corrida só acaba quando os resultados são escrutinados e confirmados na secretaria. Nato acabou por ser desclassificado, dando o pódio a Wehrlein, no seu Porsche. Alex Lynn, por não ter usado todos os Attack Mode, bem como Nick Cassidy e Robin Frijns, foram penalizados em 30 segundos, caindo imenso na classificação.

Na geral, Sam Bird continua na frente, com 43 pontos, seguido por Mitch Evans, com 39. 


A Formula E regressa dentro de duas semanas, no circuito Ricardo Tormo, em Valencia, para mais uma jornada dupla do campeonato.     

sábado, 10 de abril de 2021

Formula E: Vergne foi o melhor na primeira corrida de Roma


Jean-Eric Vergne foi o vencedor do primeiro ePrix de Roma. O piloto da DS Techeetah aproveitou bem o mau resultado da concorrência para conseguir a sua primeira vitória do campeonato. O francês termina a corrida na frente de Sam Bird, no seu Virgin, e Mitch Evans, no Jaguar. Quanto a António Félix da Costa, a má qualificação deu para subir até à zona dos pontos, mas um furo obrigou a desistir.  

Depois de uma qualificação onde Stoffel Vandoorne levou a melhor sobre a concorrência, o pelotão da Formula E estava nas ruas de Roma para uma ronda dupla, decidida há poucas semanas, num calendário sempre alterado por causa da pandemia ainda presente. Mas com gente como Oliver Rowland, Jean-Eric Vergne e Lucas di Grassi logo atrás, ele não teria tempo para respirar nesta prova.

Contudo, nesta tarde, o tempo baralhou um pouco as coisas, pois choveu entre a qualificação e a corrida, e a aderência à pista era tal que a prova começou com Safety Car. O Mini guiado por Bruno Correia esteve cinco minutos na pista, e quando saiu, Vandoorne tentou afastar-se de Lotterer e Rowland. Mas o belga foi logo desafiado por Lotterer, que o bloqueou quando o tentou ultrapassar. O choque foi inevitável, ambos se atrasaram e Rowland beneficiou com este incidente. Contudo, o piloto da Nissan sofreu uma penalização por um "drive through", dando a liderança a Di Grassi.


Nas voltas seguintes, o pelotão andava compacto nas ruas estreitas, e as ultrapassagens só aconteciam quando os pilotos iam para o Attack Mode. O brasileiro manteve a liderança até quando faltavam 19 minutos do final da prova, quando foi pela primeira vez ao Attack Mode. Isso fez perder a liderança para Jean-Eric Vergne, que era assediado por Robin Frijns, com o brasileiro em terceiro e a tentar recuperar os lugares perdidos. Em volta e meia, passou o holandês da Virgin e atacava o francês da DS.

A 16 minutos do fim, Vergne foi para o seu segundo Attack Mode, caindo para terceiro e dando a vantagem para Di Grassi, que já era assediado por Nyck De Vries, no outro Mercedes. Dois minutos depois, o brasileiro da Audi voltou ao Attack Mode, caindo para terceiro. Ele foi ao ataque, assediando e tocando em De Vries, com Vergne a aproveitar e ficar com a liderança. 

A dez minutos do fim, Di Grassi atacava Vergne para ficar com a liderança, Mas neste momento era uma luta a quatro, porque ainda havia Nyck de Vries e Sam Bird. O britanico da Jaguar passou De Vries a oito minutos do fim, para ser terceiro. A seis minutos do fim, Di Grassi era  passado por Vergne, ao mesmo tempo que Félix da Costa, que já estava nos pontos, sofreu um furo e acabou por desistir.


A quatro minutos do fim, na parte mais veloz da pista, Di Grassi começou a andar lentamente devido a problemas na transmissão, e se tornou num obstáculo para o resto do pelotão, ao ponto de Stoffel Vandoorne se despistar e bater espetacularmente, sofrendo ainda um toque de Nyck de Vries. Ambos os Mercedes desistiram, e o brasileiro acaba na escapatória. Nesta altura, o Safety Car entra na pista e praticamente era o final da corrida.   

No final, o pódio de Vergne, Bird e Evans fizeram diversas modificações na classificação. Bird é o líder, com 43 pontos, contra os 34 de Nyck de Vries e os 31 de Robin Frijns. Felix da Costa caiu para o nono posto, com os mesmos 15 pontos 

A Formula E regressa amanhã às ruas de Roma. 

Formula E: Vandoorne na pole em Roma


O belga Stoffel Vandoorne fez a pole-position a bordo da Mercedes esta manhã no traçado de Roma. Ele conseguiu ser melhor que Andreas Lotterer e Oliver Rowland na Superpole, enquanto o português António Félix da Costa teve um contratempo e partirá apenas de 18º na grelha de partida. 

Sete semanas depois de terem corrido na Arábia Saudita, a caravana da Formula E estava em terras italianas para uma jornada dupla que não estava prevista inicialmente, mas foi acrescentada devido aos condicionalismos causados pela pandemia. A DS Techeetah ia estrear o seu novo "powertrain" no seu carro, esperando que melhorassem as suas performances. 

Mas o Grupo 1, que tinha Robin Frijns, Nyck de Vries, Sam Bird, Mitch Evans e António Félix da Costa, costuma ser sofrido para os pilotos, por serem os primeiros a pisar o asfalto e sofrerem com a falta de aderência na pista. E o pior foi o piloto português, que teve um contratempo na saída de uma curva - ele tocou no muro - e teve um tempo segundo e meio pior do que Robin Frijns, o melhor, seguido por Sam Bird, um tempo 0,3 segundos atrás. 

Para o Grupo 2, que tinha Oliver Rowland, Pascal Wehrlein, Sérgio Sette Câmara, Nico Müller, René Rast e Oliver Turvey, este último não pode participar por causa do acidente que tinha sofrido no final da primeira sessão de treinos livres. Com o carro a ser reconstruído para a corrida, não fez qualquer tempo. Outro que não fez qualquer tempo foi René Rast, mas por outras razões, pois o seu carro não colaborou nas sessões anteriores.

Rowland conseguiu ser o mais veloz não só o seu grupo, mas da tabela de tempos, com meio segundo de vantagem sobre o segundo classificado. Wehrlein foi o segundo mais veloz, pulando para o quarto posto provisório da geral. Sette Câmara ficou em sétimo e as suas chances para a Superpole tinham acabado.

No Grupo 3, que tinha André Lotterer, Stoffel Vandoorne, Lucas Di Grassi, Jean-Éric Vergne, Alexander Sims e Jake Dennis, foi aqui que eles conseguiram meter boa parte dos seus pilotos nos melhores lugares da tabela. Especialmente Vergne, que não pode participar no segundo treino livre devido ao seu acidente com Jake Dennis. Quem ficou de fora do "top ten" foram Alexander Sims e Jake Dennis. E para o Grupo 4, com  Maximilian Günther, Alex Lynn, Tom Blomqvist, Norman Nato, Edoardo Mortara e Nick Cassidy, Gunther foi o único que conseguiu um tempo suficiente para entrar na fase final da SuperPole.

Os seis escolhidos para a fase final da qualificação foram Rowland, Lotterer, Vandoorne, Di Grassi, Vergne e Günther.

O alemão da BMW Andretti foi o primeiro, mas não tinha ritmo e cedo se sabia que iria ser superado pela concorrência. Primeiro Vergne, depois Di Grassi, fizeram melhores tempos, mas ainda faltavam três pilotos e eles não estavam seguros de que ficariam na primeira linha.

E era verdade. Não no lado de Lotterer, que tocou no muro e perdeu tempo, e não conseguiu o melhor tempo - mas foi segundo - mas foi Vandoorne, que fez 1.38,484, meio segundo melhor que Di Grassi, que se tornou no "poleman". E Oliver Rowland teve um final dramático, pois ia a caminho de ficar com o melhor tempo, antes de bater no muro nos metros finais, acabando com a roda traseira direita torta, mas foi o suficiente para conseguir o terceiro melhor tempo.

Com essa grelha de partida, os Mercedes estavam mais confortáveis para a prova romana, que começará pelas 15 horas de Lisboa.

Youtube Motorspot Crash: O susto da Formula E em Roma

A primeira sessão de treinos livres neste sábado da ronda de Roma da Formula E ficou marcado por um assustador acidente envolvendo Oliver Turvey, piloto da NIO, que entrou sem abrandar numa curva onde estavam parados os carros de Jake Dennis (BMW Andretti) e Jean-Eric Vergne (DS Techeetah), que esperavam treinar arranques, como costuma ser habitual após as sessões de treinos livres. Ninguém ficou ferido, mas os três carros ficaram danificados e condicionados para o resto deste final de semana.

Não havia bandeiras, nada. O Turvey estava a rodar depressa, o que é um pouco estúpido depois da bandeira axadrezada. A velocidade a que chegou, ia sempre bater em alguém. É óbvio que se esqueceu dos arranques, a equipa não lhe disse”, afirmou Dennis à Autosport britânica. 

Foi a primeira vez na minha vida que tive um acidente sem o ver chegar. A coisa boa do meu lado é que não tive tempo para me assustar”, disse Jean Eric Vergne à mesma publicação. 

O que se não entende foi a razão pelo qual Turvey andava depressa naquele lugar, quando se sabia que a sessão tinha já terminado e o procedimento normal era aquele. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Formula E: Divulgado novo traçado do ePrix de Roma


O ePrix de Roma, que acontecerá a 10 de abril, terá um novo traçado, maior que o anterior. Terá 3385 metros, com 19 curvas, no centro da capital italiana, e será, em principio, a prova de abertura da ronda europeia. Segunda conta a organização, o novo layout servirá para que os carros recuperem melhor a energia, mas também esperam que as corridas continuem a ser desafiantes para os pilotos, para conservar a energia até ao fim da prova.

O diretor desportivo da Fórmula E, Frederic Espinos, falou sobre o traçado: “Como sempre, criamos um verdadeiro desafio e na minha opinião, um dos maiores desenhos que já fizemos. A primeira e mais importante coisa foi criar uma pista que causasse o mínimo de perturbação para a cidade, então, repensamos a área que estávamos a usar.”, começou por dizer.

Conseguimos manter o caráter de Roma neste novo layout, com suas ondulações, muitas mudanças de elevação, mudanças de superfície e a emoção na pista que sempre vimos ao visitar a cidade”, concluiu.

Lucas di Grassi, piloto da Audi Abt, elogiou o trabalho feito pela organização para renovar o circuito italiano:

Com um projeto de circuito quase completamente renovado em Roma, tanto a FIA quanto a Fórmula E mais uma vez fizeram um trabalho incrível para tornar a Fórmula E ainda mais emocionante. O novo layout é fantástico: tem retas mais longas e rápidas e oferece mais oportunidades de ultrapassagem. Tenho certeza de que os fãs vão adorar; mal posso esperar para correr lá.”, afirmou.

A competição arranca no fim de semana de 26 e 27 de fevereiro, na Arábia Saudita.

sexta-feira, 6 de março de 2020

Motores e o coronavirus: As novidades do dia 6

A primeira grande novidade do dia foi o anuncio do adiamento do ePrix de Roma, que estava previsto para o dia 4 de abril. A decisão foi tomada depois do agravamento da epidemia em terras italianas, onde até hoje tinha confirmado 3858 casos, com 149 mortes. Este adiamento surge um dia depois do governo italiano ter decidido que todos os eventos desportivos do país seriam realizados à porta fechada até dia 3 de abril de forma a conter o surto do vírus CoVid-19, o nome técnico do coronavirus.

Como consequência de emergência médica em Itália e de acordo com as previsões ministeriais do país, a Fórmula E, em concordância com as autoridades de Roma, o EUR S.p.A, a FIA e o Automobile Club d´Italia, decidiram não correr nesta data e tentar remarcar para data posterior o Roma E-Prix. Todos os portadores de bilhete serão contatados através dos canais apropriados nos próximos dias.”, diz o comunicado oficial.

Agora, com o cancelamento da ronda de Sanya, que estava inicialmente previsto para o dia 21 de março, existe um "buraco" de sete semanas até à ronda de Paris, previsto para o dia 18 de abril, mas mesmo essa corrida, bem como a ronda de Seoul, estão sob ameaça. A Coreia do Sul é o segundo pais com mais casos, depois da China - tem declarados 6593 casos, com 42 mortes confirmadas - e a França já tem neste momento 577 casos e nove mortes, sendo o segundo país com mais casos registados, bem distante da Itália.

Contudo, a organização da Formula E está a pensar em alternativas, como por exemplo a montagem de um circuito em Valencia, numa versão do Ricardo Tormo, local dos testes coletivos anuais.  

Entretanto, na Formula 1, Ross Brawn, um dos seus dirigentes, afirma que não estão a correr riscos desnecessários com a decisão de prosseguir o calendário tal qual como foi planeado, afirmado que não vai ser uma epidemia que vai riscar todos os planos previamente delineados.

"É um desafio no momento, e todos estamos enfrentando o desafio do coronavírus", disse Brawn, falando num evento de lançamento do novo parceiro de F1 188Bet.

Acho que o importante é tentar manter o automobilismo da maneira mais segura possível. Não podemos correr riscos desnecessários, mas não podemos simplesmente desligar completamente. Quero dizer, se toda a economia fechasse completamente, isso teria um impacto muito mais sério do que o coronavírus. Mas ela é uma ameaça muito séria, por isso temos que tomar as reações necessárias.”, concluiu.

Contudo, nesta sexta-feira, a organização do GP do Bahrein anunciou que iria limitar a venda de bilhetes do seu Grande Prémio, previsto para o dia 22 de março, citando razões de segurança e de saúde pública.

No seu comunicado oficial, a organização explicou:

O Circuito Internacional do Bahrein (BIC) está comprometido em realizar um Grande Prémio seguro e emocionante para fãs locais e internacionais e está trabalhando em estreita colaboração com todos os departamentos governamentais relevantes, incluindo o Ministério da Saúde e o Ministério do Interior, para atenuar a disseminação do coronavírus (COVID-19). À luz da continuação do surto global de CoVid-19, a BIC anunciou que fará uma limitação da venda de ingressos para o Grand Prix para garantir que as diretrizes de distanciamento social sejam cumpridas.", começou por afirmar.

À medida que novos fatos surgem, a BIC está em estreita comunicação com a gerência da Fórmula 1 e as autoridades de saúde do Reino para avaliar a situação em desenvolvimento e libertar novos bilhetes ou reembolsar o seu valor nominal, dependendo das circunstâncias e do aconselhamento médico atualizado.", continuou.

Esta etapa de precaução foi introduzida juntamente com várias medidas de saúde pública antes do Grande Prêmio, para garantir a segurança de todos os espectadores, equipes e equipe do circuito. Isso inclui procedimentos de triagem na entrada, instalações médicas especializadas no local, melhor saneamento no circuito, estações de lavagem de mãos adicionais, pontos de informações para ventiladores, bem como protocolos médicos específicos para gerenciar casos suspeitos de CoVid-19.

Se na China, o pior poderá já ter passado, a Europa parece que está perto do seu auge. Logo, ainda terá mais algumas semanas de inferno até que o pior passe. Até lá, a vida arrisca a paralisar-se...

terça-feira, 23 de abril de 2019

Youtube Formula E: A corrida de Roma, na íntegra

Na semana em que acontece o ePrémio de Paris, é bom recordar a corrida anterior, o ePrémio de Roma. A corrida inaugural da fase europeia do campeonato, providenciou o sétimo vencedor diferente da temporada, fazendo com que a competição esteja mais equilibrado que nunca.

Eis o video da prova, com mais de duas horas de competição. Vale a pena.

sábado, 13 de abril de 2019

Formula E: Evans venceu em Roma

O neozelandês Mitch Evans deu à Jaguar a sua primeira vitória na Formula E nas ruas de Roma. Sétimo vencedor diferente em sete corridas, ele conseguiu primeiro pressionar e passar o Techeetah de André Lotterer, e depois aguentar as pressões do piloto alemão na parte final da corrida. Stoffel Vandoorne foi terceiro no seu HWA, com António Félix da Costa a ser nono, mas perdeu a liderança para Jerome D'Ambrosio, por um ponto.

Antes do começo da corrida, soube-se de duas penalizações: Pascal Wehrlein, por causa de excesso de velocidade nas boxes, e Paffett por causa de excesso de energia na sua volta rápida. Ambos acabaram no final da grelha. A pista estava parcialmente molhada no momento do inicio da corrida, mas no momento em que as luzes se apagaram, Lotterer e Evans mantiveram os dois primeiros lugares. Mas atrás, era a confusão: Max Gunther e Alexander Sims batiam e perdiam partes dos carros, e na chicane da "Paragem do Autocarro", José Maria Lopez batia em Sam Bird e causava confusão atrás dele. Vergne acabou na traseira de Paffett, e ninguém passava por ali. A bandeira vermelha acabou por ser mostrada, pela quarta corrida seguida.

Enquanto as reparações eram feitas, metade do pelotão deu uma volta ao circuito para se alinharem atrás dos que tinham passado antes de Lopez e Bird terem batido. Paffett foi o único que não voltou à pista devido aos estragos no seu carro, e com a pista mais seca, Lotterer manteve-se na frente, mas pressionado desde logo por Evans e Vandoorne. Nas voltas seguintes, os Venturi de Mortara e de Massa acabaram por parar devido a avarias nos seus carros. O carro do brasileiro ficou parado numa posição perigosa, e foi colocado um "Full Course Yellow". Foi na altura que Vergne passou Felix da Costa, o que fez com que fosse investigado, bem como Max Gunther, que abrandou fortemente o seu carro.

Quando a corrida voltou ao verde, Evans voltou a atacar Lotterer, ao ponto de, a treze minutos do fim, o neozelandês ter conseguido passar. Vandoorne também se aproximou, mas não conseguiu apanhar o piloto alemão. Apesar de ambos terem ido aos Attack Modes, não conseguiram ultrapassá-los.

Atrás, houve penalizações e as baterias começavam a ficar vazias. No final da corrida, Max Gunther ficou sem energia e ficou para trás, mas isso não afetou os dois primeiros. Vergne acabou por ser penalizado com um "drive through", mas como a penalização aconteceu em cima da meta, foi convertido numa penalização de 30 segundos, caindo para a 14ª posição e perdendo o ponto para a volta mais rápida.

Fora do pódio, Robin Frijns foi o quarto, na frente de Sebastien Buemi. Lucas di Grassi foi sétimo, enquanto Félix da Costa foi nono, atrás de Jerome D'Ambrosio. Com isso, perdeu a liderança do campeonato por um ponto.

No final, a classificação geral deu de novo a liderança ao piloto belga da Mahindra, um ponto na frente do português da BMW Andretti: 65 contra 64 pontos. E ainda por cima, até ao nono lugar, a diferença reduziu-se para treze pontos. Uma coisa é certa: em sete provas, houve sete vencedores diferentes.  

Agora, a competição espera duas semanas até correrem nas ruas de Paris, a 27 de abril.

Formula E: Lotterer o melhor na qualificação romana

André Lotterer vai sair da pole-position no ePrémio de Roma, a qualificação para a sétima prova do campeonato, e a primeira na Europa. O alemão deu mais três pontos para a DS Techeetah, numa qualificação onde houve um pouco de chuva para baralhar as contas. Tanto que teve o "luxo" de ter um problema na travagem para o gancho devido à pista molhada. Contudo, deu para bater o Jaguar de Mitch Evans e o Dragon de José Maria Lopez.

Quanto a António Félix da Costa, o lider do campeonato largava apenas da 13ª posição da grelha, mas estava na frente de boa parte da concorrência: Lucas di Grassi foi 15º, Jean-Eric Vergne era 17º, e Jerome D'Ambrosio largava de penultimo, com o BMW de Alexander Sims a ser pior que ele. 

Com o tempo encoberto nas ruas da capital italiana, os pilotos preparavam-se para uma qualificação incerta. No primeiro grupo, constituído por Lucas di Grassi, Jean-Eric Vergne, António Félix da Costa, Sam Bird e Jerome D'Ambrosio, apesar do brasileiro ter sido bloqueado pelo andamento lento do francês da Techeetah, ele ficou na frente de Vergne. Contudo, foi terceiro, atrás de Sam Bird e António Félix da Costa, o melhor no seu BMW Andretti. 

No segundo grupo, com André Lotterer, Pascal Wehrlein, Robin Frijns, Daniel Abt e Edoardo Mortara, os pilotos começaram a aplicar-se, e os tempos eram mais velozes dos do primeiro grupo. O suíço da Venturi foi o primeiro, mas Frijns, Mortara e Lotterer começavam a andar bem melhor, com o alemão da Techeetah a cair de 1.30, com 1.29,761. Wehrlein deu uns toques, que o impediram de fazer um tempo melhor. Logo no segundo grupo, a diferença estava estabelecida: um segundo entre Lotterer e Felix da Costa.

No terceiro grupo, com os Nissan de Sebastien Buemi e Oliver Rowland, o BMW de Alexander Sims, a Jaguar de Mitch Evans, o Venturi de Felipe Massa, e o NIO de Oliver Turvey. Na volta para tomar tempos, Sims desenvolveu problemas e teve de o levar para as boxes, não fazendo marca. Mitche Evans faz o segundo melhor tempo, mesmo no momento em que eram agitadas as bandeiras vermelhas. 

Tirado o carro do britânico, os outros voltaram à pista para fazer uma volta rápida. Massa foi o primeiro a fazer um tempo, sendo sexto provisório, mas Evans melhorou, sendo segundo. Oliver Rowland teve um toque no muro durante a sua volta veloz, mas foi oitavo, na frente do piloto português.

No último grupo, veio o resto: o Jaguar de Alex Lynn, os Dragon de José Maria Lopez e Max Gunther - regressado à competição por causa de compromissos de Felipe Nasr em Long Beach - e os HWA de Gary Paffett e Stoffel Vandoorne. Com mais ameaças de chuva, os pilotos avançavam na mesma, e Vandoorne faz provisoriamente o terceiro melhor tempo, com Max Gunther a seguir, sendo quarto, batido por Lopez. 

No final, para a SuperPole foram Lotterer, Evans, Lopez, Gunther, Vandoorne e Buemi. Três pilotos do último grupo entravam na fase final da qualificação, enquanto do primeiro... não ia ninguém. Aliás, nenhum deles estava no "top ten", o que mostrava o equilíbrio deste pelotão.

Por essa altura, chovia mais na pista, e logo na primeira passagem pela pista, Sebastian Buemi falhou a travagem pelo gancho. Na volta, o tempo foi seis segundos mais lento do que na primeira fase, onde se mostrava que do gancho até à meta, a pista estava a ficar encharcada. A seguir, Max Gunther fez a mesma coisa no mesmo lugar, para testar os seus limites, e na sua volta, melhorou em seis centésimos de segundo em relação ao suíço.

Depois, veio Vandoorne, e aproveitando uma pista que secava rapidamente, tirou dois segundos à concorrência, ficando melhor e sendo o candidato numero um à pole. Mas José Maria Lopez faz 1.32,906, batendo o piloto belga e tirando as chances dele de repetir a pole-position. Depois, Mitch Evans. O neozelandês da Jaguar entrou na pista decidido a melhorar o seu tempo e conseguiu: 1.32,483, quatro décimos melhor que o piloto argentino.

E foi com a pista mais seca de André Lotterer fez a sua tentativa de volta veloz. Contudo, na travagem para o gancho, ele exagerou, e logo de imediato, a Jaguar já comemorava. Mas o alemão não desistiu e conseguiu 1.32,123, três centésimos melhor que Evans. Assim, o piloto da Techeetah conseguiu a pole-position... mesmo com aquele erro.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Formula E: Felix da Costa defende a liderança em Roma

Duas semanas depois de Jean-Eric Vergne ter vencido em Sanya e António Félix da Costa ter subido ao degrau mais baixo do pódio, o piloto a BMW Andretti pretende marcar pontos para a sétima jornada da prova, para poder manter a liderança, ou não deixar escapar a concorrência, pois tem apenas um ponto de vantagem sobre o Mahindra de Jerome D'Ambrosio.

Na antevisão da prova romana, que inaugura a ronda europeia da competição, o piloto português faz o balanço do que está a ser o campeonato, que é bem competitivo, com seis vencedores diferentes, e onde a regularidade é a chave.

"Foi uma boa primeira metade da época, com bons resultados e também onde aprendemos muito sobre o nosso carro, melhorando e tornando-o mais rápido", começou a dizer o piloto português. "No entanto já se percebeu que a regularidade é a chave deste campeonato e quero portanto continuar a marcar bons pontos, evitando erros e mantendo-me fora de confusões típicas da Fórmula E", continuou. 

"Toda a equipa está motivada mas muito focada, temos ainda muito campeonato pela frente e sabemos o que temos de fazer, agora que entramos na Europa com temperaturas totalmente diferentes do que tivemos na China. Aqui em Roma o ambiente é sempre espectacular, com muitos fãs a apoiar, portanto espero um fim-de-semana intenso onde queremos solidificar a posição de lideres do campeonato."

A corrida vai acontecer este sábado, pelas 15 horas de Lisboa, e em Portugal, vai ser transmitido em direto pela Eurosport.