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sexta-feira, 15 de setembro de 2023

A imagem do dia


Conhecem a história - aliás, já contei por aqui. Em meados dos anos 60, quando a Formula 1 ia à África do Sul, os pilotos muitas vezes corriam com os locais, que tinham o seu próprio campeonato. Dali apareceu gente como Dave Charlton, John Love, Sam Tingle (estes dois últimos da então Rodésia), Eddie Keizan, entre outros, em carros um ano mais velhos que os de fábrica. E muitas vezes, conseguiam preencher a lista de inscritos, já que ir da Europa para a África do Sul era um empreendimento muito caro.

E foi o que aconteceu em 1969, em Kyalami, a primeira corrida do ano. A Ferrari queria mandar inicialmente dois carros para lá, e no final, acabaram por inscrever só um, para Chris Amon. Dos 18 carros inscritos, quatro eram locais: Peter de Klerk e Basil van Rooyen, e os (então) rodesianos Love e Tingle. De Klerk e Tingle corriam num Brabham-Repco, Love num Lotus 49 da Team Gunston, e van Rooyen num M7A de 1968. E foi este último que conseguiu o melhor tempo entre os locais, sendo nono na grelha, um lugar abaixo do McLaren de fábrica guiado por Bruce McLaren!

Na corrida, Jackie Stewart liderou do principio até ao fim, triunfando naquela que viria a ser a primeira de seis corridas que lhe deu o seu primeiro título mundial, enquanto a corrida de van Rooyen acabou na volta 12, vitima de um problema nos travões. Mas foi o suficiente para, alegadamente, Ken Tyrrell ter perguntado se não queria guiar para a sua equipa para o resto da temporada, ser o segundo piloto de Stewart. 

Nascido a 19 de abril de 1939 em Joanesburgo, van Rooyen começou a correr em motos em 1957, um Puch de 250cc, passou para os automóveis em 1962, com um Ford Anglia modificado, no qual deu os primeiros títulos e um "upgrade" para um Ford Cortina, passando a ser dos melhores pilotos na categoria, acabando por ganhar três títulos seguidos nos Turismos sul-africanos, entre 1965 e 67. 

Isso chamou a atenção de John Love, que o convidou para correr no campeonato local, e também quando a Formula 1 ia a Kyalami para o seu Grande Prémio. A sua primeira participação foi com um Cooper-Climax, onde foi o 20º da grelha e a sua corrida acabou na volta 22, com o motor partido. No ano seguinte, foi melhor, com um M7A da Team Lawson, onde se deu bem nos treinos, mas a corrida acabou mais cedo. Contudo, mais tarde, sofreu ainda pior, quando teve um acidente e ficou hospitalizado por muito tempo, acabando parcialmente a sua temporada, e a sua chance na Europa foi-se.

Continuou a correr ao longo dos anos 70, quer em carros da Formula 5000, quer depois na Formula Atlantic local, que em 1975 substituiu a Formula 1 sul-africana, correndo contra gente como Ian Scheckter, o irmão mais velho de Jody Scheckter, e até foi à Austrália, participar na Bathurst 1000, em 1977, num Holden Torana, acabando por desistir. Mais tarde, quando acabou a carreira, radicou-se no país.

Senhor de uma carreira longa e recheada, em três continentes, van Rooyen morreu ontem aos 84 anos na Austrália, depois de se debater durante algum tempo com mesothelioma, causada pela exposição prolongada ao amianto.     

sexta-feira, 3 de março de 2023

A(s) image(ns) do dia (II)





Neste dia, há precisamente meio século, acontecia o GP da África do Sul, em Kyalami, terceira corrida do campeonato. Poderia falar de diversas coisas que aconteceram nesse final de semana, como a estreia da Shadow, com o DN1, desenhado pelo Tony Southgate. Ou então do McLaren M23, o carro que marcou toda uma era para a equipa de Bruce McLaren, e que ali deu a única pole-position para Dennis Hulme, ou então, no final, por mais uma vitória de Jackie Stewart, que o colocava perto dos recordes de vitórias de Jim Clark e Juan Manuel Fangio

Mas não, falarei de algo que hoje em dia parece estar um pouco esquecido. Falo de um salvamento. Nessa corrida, o britânico Mike Hailwood, conhecido pelos seus feitos no motociclismo, salvou das chamas o suíço Clay Regazzoni, da BRM. 

Tudo aconteceu na segunda volta quando o Lotus do local Dave Charlton tentava ganhar posições depois de uma grande largada. Quando se chegou ao BRM do suíço, ambos colidiram, e o depósito de gasolina do carro rompeu-se, acabando em chamas. Regazzoni tentou sair, mas ficou preso, enquanto o carro era pasto das chamas. Não conseguia abrir o cinto de segurança. 

E em questão de segundos, Hailwood apareceu. Primeiro, pegou num extintor, de um comissário de pista, mas sem conseguir apagar as chamas, e com o tempo a passar, entrou dentro do BRM para abrir os cintos de segurança e libertá-lo. Conseguiu, apesar do seu próprio fato de competição ter começado a pegar fogo! Rolou no chão, para tentar apagar as chamas, e de uma certa maneira, conseguiu o que queria. Ambos foram salvos, mesmo com a corrida a decorrer - eram outros tempos - apenas com a amostragem de bandeiras amarelas, para que os carros abrandassem.

No final, Stewart ganhou a sua primeira corrida do ano, com Emerson Fittipaldi em terceiro. Entre eles, o McLaren de Peter Revson, ainda com o chassis antigo. Mas naquele dia, o centro das atenções era Hailwood, o piloto motociclista que como o seu patrão, John Surtees, tinha a sua aventura nas quatro rodas. 

Foi uma personagem interessante. Nascido a 2 de abril de 1940, Hailwood chegou aos 17 anos ao Mundial de Motociclismo, correndo sobretudo no Man TT, a corrida mais desafiante da competição. Acabaria por ganhar por 14 vezes, a última das quais em 1978, aos 38 anos. Correu em simultâneo em corridas de 125, 250, 350 e 500cc - eram outros tempos... - e acabou campeão na classe 250cc em 1961, nas 500cc por quatro ocasiões seguidas entre 1962 a 1965, campeão das 250 e 350cc em 1966 e 1967, sendo vice-campeão nas 500cc nessas duas temporadas. Ele correu sobretudo com Hondas e Agustas. 

Em pleno auge nas duas rodas, aos 27 anos, trocou para as quatro. A Honda abandonou a competição no final dessa temporada e queria novos desafios. Foi para a Endurance, mas cedo iria para a Formula 1, a convite de Surtees. Tinha tido uma chance em 1963 e 64, em carros privados, conseguindo apenas um ponto no GP do Mónaco de 1964, num Lotus 25 da Reg Parnell Racing. Chegado à Formula 1 no final de 1971, conseguiu logo um quarto lugar no GP de Itália, naquela mítica corrida onde os cinco primeiros ficaram separados por meio segundo. Sim, também poderia ter ganho...

Mo ano seguinte, conseguiu o seu primeiro pódio, também em Monza, na corrida ganha por Emerson Fittipaldi e que lhe deu o seu primeiro título mundial. Ao todo, foram 16 pontos ao serviço da Surtees. Mas 1973 foi um ano frustrante, tanto que acabou a temporada sem qualquer ponto! Mas pelo meio, foi campeão europeu de Formula 2 num Surtees, o único piloto de duas rodas que alcançou isso na história.

Em 1974, aproveitou a chance de correr pela McLaren, ficando com o terceiro carro, e patrocinado pela Yardley. Tinha sido uma solução de compromisso que a equipa arranjou, para evitar ser processada pela patrocinadora, que tinha mais uma temporada de contrato, mas pelo meio, arranjaram a Marlboro, que pagou bem para ficar com eles, num acordo que durou - para quem não sabe - 22 anos.

Hailwood teve uma excelente temporada. Conseguiu um terceiro lugar em Kyalami, um ano depois do seu salvamento corajoso, que lhe deu a George Medal, a maior honra por coragem dada a um civil. Outra excelente corrida foi a que teve no GP dos Países Baixos, onde foi quarto, depois de ter andado em segundo por algum tempo. Mas em Nurburgring, no GP da Alemanha, perdeu o controlo do seu McLaren e bateu contra os guard-rails, destruindo o carro e fraturando os tornozelos. Seria o final da sua carreira na Formula 1. Não sem antes amealhar 29 pontos, três pódios e uma volta mais rápida, em 50 corridas. 

Apesar da sua vida aventurosa, o seu final foi trágico. A 21 de março de 1981, foi buscar comida com os seus filhos David e Michelle, quando colidiram com um camião que fazia uma inversão de marcha ilegal. A filha morreu de imediato, o pai resistiu dois dias antes de morrer, aos 40 anos. 

Conta-se que ele já sabia do seu fim, porque contava esta estória. Certo dia, em Durban, na África do Sul, um swami indiano decidiu ler a palma das mãos de alguns pilotos que estavam a jantar num restaurante, Hailwood incluído. Aparentemente, o swami lhes disse que todos estariam mortos antes dos 40 anos, mas ele seria o último. Se for uma estória, é uma enorme coincidência. E Hailwood, acredite-se ou não, teve uma vida muito preenchida.      

sábado, 25 de fevereiro de 2023

Formula E: Félix da Costa foi o melhor na Cidade do Cabo


O português António Félix da Costa conseguiu a sua primeira vitória do ano, neste sábado à tarde no veloz circuito da Cidade do Cabo, na África do Sul, batendo o francês Jean-Eric Vergne numa ultrapassagem de antologia na penúltima volta da corrida sul-africana. 

A partida começou com o poleman, o francês Sacha Fenestraz, a aguentar os ataques de Mitch Evans, enquanto atrás, os pilotos tentavam ser os mais rápidos em relação à concorrência. Mas no final da primeira volta, Wehrlein tentou travar mas bateu na traseira de Buemi e acabou na escapatória, vítima dos travões. Noutro lugar da pista, Edoardo Mortara também acabava prematuramente a sua corrida. A organização decidiu colocar o Safety Car na pista para retirar os carros acidentados. 

A corrida retomou na sétima volta, com Gunther na frente de Fenestraz. Mas depois perdeu a liderança para Nick Cassidy, com Gunther caia para terceiro. Havia um pelotão entre os da frente, com Félix da Costa a subir no pelotão, especialmente quando começaram os pilotos a passar pelo modo de ataque. O piloto português, quando fez a sua primeira passagem, meteu três minutos, suficiente para passar a quarto, ultrapassando René Rast e Jean-Eric Vergne.

Entretanto, Jake Dennis foi penalizado por causa... da pressão dos pneus, que não ficaram como o planeado, e tinha de passar pelas boxes. 

Na volta 20, Max Gunther falhou a travagem e bateu no muro, oferecendo de bandeja o terceiro posto ao português da Porsche. Segundo Full Course Yellow, no momento em que Fenestraz foi para o Attack Mode, perdendo o segundo posto para Félix da Costa, e o terceiro para Jean-Eric Vergne.

Quatro voltas depois, Cassidy queria regenerar ao máximo e Felix da Costa aprobeitou para ficar com a liderança, e ele ainda tinha um minuto de Attack Mode. Ele afastou-se do pelotão, com Vergne no segundo posto, passando o piloto da Envision. Contudo, quando o português foi para o Attack Mode, perdeu a liderança para o francês. 


Na volta 30, a organização acrescentou duas voltas por causa do Safety Car, e havia um duelo final pela liderança entre Félix da Costa e Vergne, Porsche contra DS Penske. Atrás, Fenestraz era terceiro, passando Cassidy, mas o argentino perdeu o posto para o neozelandês.  

Na penúltima volta, o português conseguiu uma ultrapassagem no braço a Vergne e aguentou o ataque final do francês, acabando por ficar com liderança, conseguindo a segunda vitória da temporada para a Porsche.


No campeonato, Wehrlein continua na liderança, com 80 pontos, contra os 62 de Jake Dennis, os 50 de Jean-Eric Vergne e os 46 de António Félix da Costa. A Formula E continua dentro de um mês, a 25 de março, em São Paulo, no Brasil. 

Formula E: Fenestraz é o poleman numa qualificação complicada


O francês Sacha Fenestraz foi o poleman na qualificação desta manhã na Cidade do Cabo. Numa  qualificação cheia de surpresas, o piloto da Nassan e.dams conseguiu uma excelente pole position, batendo o Maserati de Max Gunther, com Nick Cassidy a ser terceiro.  António Félix da Costa não conseguiu o melhor do que o 13º posto, sete lugares atrás do seu companheiro de equipa, Pascal Wehrlein.

A qualificação ficou marcada, de forma negativa, pela Mahindra. Problemas na suspensão traseira colocam em causa a segurança dos monolugares, e assim, a marca indiana resolveu retirar os quatro carros (Mahindra e ABT Cupra) da corrida de hoje por motivos de segurança. Assim sendo, apenas 18 carros iriam participar na corrida sul-africana.

Os primeiros carros em pista foram os do grupo 1, onde tínhamos Pascal Wehrlein (TAG Heuer Porsche Formula E Team), Jean-Éric Vergne (DS Penske), Nick Cassidy (Envision Racing), Jake Hughes (Neom McLaren Formula E Team), António Félix da Costa (TAG Heuer Porsche Formula E Team), Andre Lotterer (Avalanche Andretti Formula E), Sérgio Sette Câmara (NIO 333 Racing), Norman Nato (Nissan Formula E Team), Sasha Fenestraz (Nissan Formula E Team) e Dan Ticktum (NIO 333 Racing).

Os pilotos da Porsche depressa fizeram os melhores tempos, mas cedo foram apanhados por Fenestraz, Cassidy, Vergne e Lotterer. Félix da Costa e Wehrlein voltaram ao top da tabela numa sessão dinâmica, mas Fenestraz, Cassidy, Wehrlein e Vergne melhoraram também os seus tempos e passaram à fase a eliminar, deixando Félix da Costa para trás.

No Grupo 2 de qualificação estavam Jake Dennis (Avalanche Andretti Formula E), Sebastian Buemi (Envision Racing), Sam Bird (Jaguar TCS Racing), René Rast (Neom McLaren Formula E Team), Mitch Evans (Jaguar TCS Racing), Stoffel Vandoorne (DS Penske), Edoardo Mortara (Maserati MSG Racing) e Max Gunther (Maserati MSG Racing).

Evans, Dennis, Gunther e Mortara começaram a instalar-se no top 4, mas Buemi e Bird juntaram-se à lista de candidatos à fase seguinte, que seria decidido nos últimos instantes. E acabou... com bandeiras vermelhas! O incidente começou quando Mortara não conseguiu travar e bateu contra as proteções da pista, para logo de seguida Bird perder o controlo do carro e bater contra o Maserati do suíço. O piloto da Jaguar perdeu o carro na entrada da mesma curva e bateu contra o outro carro, já parado.

Retirados os carros acidentados, passou-se para a segunda fase, a eliminar.

O primeiro duelo foi entre o Porsche de Wehrlein e o carro de Nick Cassidy, com este último a conseguir ser o melhor, passando às meias-finais. A seguir, Fenestraz enfrentou Vergne e o piloto da Nissan passou à meia-final com um fim de volta impressionante... e no limite, batendo o piloto da DS Penske! O terceiro duelo foi entre Buemi e Evans, com o suíço a exagerar na entrada de uma curva e bateu contra a proteção, facilitando a tarefa ao neozelandês, que passou à próxima fase por "default".

O duelo final foi entre Gunther e Rast, e entre alemães, Gunther foi o mais rápido e passou à próxima fase.

As meias-finais tinham Fenestaz contra Cassidy e Gunther contra Evans. No primeiro duelo, o francês levou a melhor, enquanto Gunther superou o neozelandês no duelo número dois.

A final acabou por ser entre Fenestaz e Gunther. Ali, uma prestação sem mácula do piloto francês da Nissan deu a sua primeira pole-position da sua carreira, logo na sua primeira temporada completa na competição elétrica. 

A corrida começará pelas 14 horas, hora portuguesa, e será transmitido na Eleven e na Eurosport 2.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

A imagem do dia


Logo no dia de Ano Novo de 1968, quem observasse as boxes do GP da África do Sul, em Kyalami, repararia num Brabham pintado de cores muito estranhas. O carro, pilotado pelo rodesiano John Love, estava pintado de laranja e castanho, uma cor nada habitual e mais parecido com uma das marcas de tabaco mais conhecidas na região, a Gunston. 

E não era um equívoco: era mesmo um patrocinador, que não uma marca de pneus, de automóvel ou gasolineira. É que desde aquele dia, os carros deixavam de ser pintados com as cores nacionais, podendo pintar no que quiserem, abrindo caminho a carros patrocinados. Até ali, os carros tinham as cores nacionais: vermelho para os italianos, azuis para os franceses, brancos - ou cinzas - para os alemães, laranja para os neerlandeses, verde para os britânicos. Alguns colocavam faixas nos carros - a Lotus tinha uma faixa amarela, a Brabham uma dourada - e pouco mais. 

Mas a queda desse regulamento mudou tudo, e o primeiro a utilizar foi uma marca de tabaco. E de um lugar pouco comum.

Nos anos 60, existiam campeonatos locais de Formula 1, e a mais conhecida era o sul-africano, a par da Tasman Series, onde os pilotos aproveitavam o verão no hemisfério sul, para correr em pistas australianas e neozelandesas. Mas se gente como Jim Clark, Jack Brabham, Bruce McLaren ou Chris Amon iam correr para lugares como Longford, Ardmore, Calder Park ou Pukehoke, nas paragens sul-africanas apareciam os locais como Basil van Rooyen, Dave Charlton ou Jackie Pretorious, acompanhados pelos rodesianos John Love e Sam Tingle. Poucos além dos locais corriam por lá, mesmo por uma ou duas corridas. Mas o panorama era ativo, e bem patrocinado. A Team Guston era a melhor.

Naquela corrida de 1968, Love e Tingle alinharam na corrida com chassis diferentes: o primeiro com um Brabham BT20, de 1966 e usado quer por Brabham, quer por Dennis Hulme, o segundo com um LDS, um chassis local. Partindo de 17º na grelha, Love acabou cinco voltas atrás do vencedor, no nono posto. Tingle, 22º e último, acabou na volta 35 com sobreaquecimento no seu motor Repco.

Esta primeira vez é tão discreta, tão localizada e tão pouco conhecida que muitos estão convencidos que o primeiro carro com patrocínios são os Lotus, com a Gold Leaf. Mas o acordo foi só assinado algumas semanas depois, com os carros a serem pintados na Austrália, quando competiam na Tasman Series. E um acordo bem generoso, para os padrões na altura. Mas isso fica para outra ocasião. 

Contudo, independentemente de quem foi o primeiro, naquela ocasião, a Formula 1 tinha mudado para sempre.