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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

E se?...


Um "disclamer": o "post" que vai ler a seguir não passa de uma mistura de especulação com futurismo condicional. Proceda com uma mente aberta.

Este fim de semana, no circuito de Nurburgring, Mick Schumacher venceu todas as corridas do fim de semana da Formula 3 a bordo do seu carro de Prema Theodore. Com isso, elevou para seis as suas vitórias nesta temporada, e está a meros seis pontos do primeiro lugar do campeonato. Para o piloto de 19 anos - nasceu a 22 de março de 1999 - e claro, filho de Michael Schumacher - isto pode ser a chance que pretendia para alcançar um título e continuar adiante a sua ascenção à Formula 1. Falou-se nos últimos dias sobre a ideia de ir para a Formula 2, mas este domingo, falava com um amigo meu, que me falou sobre Schumacher Jr e como ele poderá antecipar a sua ascensão à categoria máxima do automobilismo. Dando como exemplo de Max Verstappen.

Que o automobilismo está a ficar cheio de herdeiros é um facto. Filhos de, que não cresceram com outra coisa que não os cheios de gasolina e borracha, com kartódromos e autódromos como cenário dos seus fins de semana, isso já sabemos. Alguns não se dão lá muito bem, mas outros, como Max Verstappen e Nico Rosberg, vencem corridas e campeonatos. Mick Schumacher, que começou a fazer karting com oito anos, começando como "Mick Betsch" (o apelido de solteira da mãe), chegou no ano passado à Formula 3, depois de ter sido vice-campeão da Formula 4 alemã e italiana em 2016.

Ora, caso ele seja campeão da Formula 3, ele estará no alcance dos pontos necessários para a Super-Licença. Ele falou que só da Formula 4 ele já tem 20 pontos, e com a vitória da Formula 3, teria mais 30. Os 50 pontos acumulados fariam com que tivesse o mínimo para tentar a sua sorte na Formula 1. E claro, ele já é maior de idade, logo, a "gracinha" que a Red Bull teve em 2015 quando foi buscar Max Verstappen não se repetirá. 

A ideia de antecipar a sua passagem à Formula 1 seria um golpe de génio, especialmente na Red Bull, que anda "desesperada" por encontrar um bom piloto que "pegue de estaca" na sua equipa. E como os seus talentos ainda estão muito "verdes", eles andam a ver alguns dos seus "rejects" para saber qual deles é que caberá nos lugares ainda vagos. Semana passada mostrei uma foto de Sebastien Buemi no cockpit do Toro Rosso, e fala-se no regresso de Daniil Kvyat, agora piloto de testes da Ferrari.

Ora, ter o filho de Michael Schumacher numa Toro Rosso em 2019 seria um golpe de génio, mas como sabem, a equipa - e a Red Bull - é pródiga em "queimar" talentos e ter Schumacher Jr. queimado tão cedo não seria de bom grado. Para Schumachers queimados já bastou o Ralf, claro. Mas há outras alternativas, do qual Mick provavelmente esperaria de bom grado. A primeira das quais seria a Mercedes. 

A marca de Estugarda ajudou imenso o seu pai no inicio da carreira dele, em 1988. Primeiro na Formula 3 alemã, depois na Endurance, com a Junior Team, ao lado de Karl Wendlinger e Heinz-Harald Frentzen, e claro, ao pagar o dinheiro para entrar na Formula 1, quando a oportunidade surgiu no GP da Bélgica de 1991, a bordo de um Jordan. Nesta altura, não tem uma forte Junior Team, mas tem na sua asa um piloto como Pascal Wehrlein, que andou pela Manor e Sauber antes de voltar ao DTM. Não tenho duvidas que Toto Wolff esteja a seguir Mick Schumacher e queira ter na sua asa, quando se sabe que a partir de 2020 poderão existir alterações no quando competitivo dos seus pilotos. Nessa altura, Lewis Hamilton terá 35 anos e Valtteri Bottas 31, logo, não estarão para novos, ao contrário de Wehrlein, que terá 26.

Não se sabe o que faria o inglês depois dessa data, caso seja campeão do mundo nas próximas três temporadas. Mas a chance de se ir embora da Formula 1 não está descartada. E não é como Fernando Alonso, que pretende ser o piloto mais completo de sempre, quer outras coisas como as luzes da ribalta. E Valtteri Bottas não tem estofo de campeão. O mais fácil será contratar Sebastian Vettel, por exemplo, mas faê-lo sair da Ferrari teria de ser com um camião de euros, e não creio que isso aconteça tão cedo, ou a administração queira abrir os cordões à bolsa tão grandemente. 

Ter Mick Schumacher em 2020 seria a altura ideal, depois de uma temporada na Formula 2. Quer como segundo piloto de um Hamilton a preparar a sua retirada, aprendendo alguma coisa antes de tomar conta das rédeas em 2021, caso tenha "estofo de campeão", seria melhor, mas seria o caminho mais duro. O mais fácil seria contratar Vettel ou Max Verstappen, mas essa chance já foi descartada por Toto Wolff e Niki Lauda - pelo menos até à altura em que foi internado para ter um pulmão novo. Uma dupla Schumacher-Wehrlein seria bem mais interessante. Totalmente alemã e "caseira", é certo, mas teria melhores garantias do que ter alguém vindo de outras equipas.

Enfim, tudo isto entra no campo especulativo, mas tem a sua lógica, por causa de exemplos anteriores. Pensam como eu? Ou esperam pelo tempo que aparecer, para ver se tudo isto acontece ou não?

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

As novas polémcias da nova Super-Licença

Para quem não sabe, a FIA divulgou hoje os critérios para a atribuição das Super-Licenças que entrará em vigor a partir de 2016. E já deu polémica. A razão? Têm a ver com o sistema de pontuação, que privilegia uma competição... que ainda não existe.

De acordo com a Autosport britânica, as novas regras servem para impedir que cheguem à Formula 1 pilotos demasiado novos e pouco experientes em monolugares, como Max Verstappen, que se estreará este ano na Formula 1 com 17 anos, sendo o mais novo de sempre a fazê-lo. Para além de estabelecer um limite minimo de 18 anos para que os pilotos possam mostrar-se na categoria máxima do automobilismo, a FIA colocou um sistema de pontos do qual privilegia a Formula 2, que está inativa... desde 2012.

Os detalhes ainda não são conhecidos, mas aparentemente, um piloto teria de tirar um minimo de 40 pontos nas últimas três temporadas para poder ter direito à Super-Licença. A Formula 2 irá ter a primazia em relação à GP2 (o vencedor terá 60 pontos, contra os 50 da GP2), à Formula 3 europeia e à World Series by Renault. E essa última categoria, do qual a Red Bull está a meter todos os seus pilotos da formação (em detrimento da GP2) está apenas no sétimo lugar, sendo preterida pela IndyCar e pelo Mundial de Endurance. Contudo, mesmo nessa categoria, apenas contará a LMP1, onde têm os carros de fábrica, acabando por matar à nascença a categoria LMP3, que estaria a ser feita para ajudar competições em desenvolvimento, bem como os jovens pilotos na Endurance.

É claro que caso estes critérios vão para adiante, as coisas se modificarão bastante. A WSR terá provavelmente os dias contados, pois o esvaziamento será inevitável, da mesma forma que aconteceu aos campeonatos nacionais de Formula 3, que desapareceram quando a Formula 3 europeia voltou em força, a partir de 2012. E se a britânica não se vai realizar mais, pela primeira vez em 50 anos, ainda resistem campeonatos nacionais como o alemão e campeonatos regionais, como a Formula 3 Open, de base espanhola.

Em constraste, a Formula 2, quando voltar - se voltar - estará cheia de pilotos ambiciosos e com dinheiro nos bolsos, ansiosos para alcançar a categoria máxima do automobilismo. E talvez a GP2 tenha ganho uma oportunidade para se redimir, depois de nos últimos anos ter virado uma categoria de vacas leiteiras, com pilotos cheios de dinheiro nos bolsos, mas sem talento algum, pouco (ou nada) aproveitados pela Formula 1. 

Dito isto, se os critérios fossem cumpridos já este ano, Max Verstappen não teria direito a guiar um Formula 1, pois ele foi apenas o segundo classificado no campeonato de Formula 3, logo, teria de ficar mais uma temporada noutra categoria de acesso. 

Para piorar as coisas, ainda não se sabe quando é que a Formula 2 irá regressar ou se a FIA terá algum plano para isso, já que a última temporada aconteceu em 2012, com promessas de que poderia regressar em 2014. Só que estamos em 2015, e ainda não há planos. Aliás, bem pensado, só agora é que voltei a ouvir falar da Formula 2...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Pilotos reforçam a sua oposição ao preço das Super-Licenças

Podem ser novas nuvens negras no horizonte da Formula 1. O aumento dos preços das Super-Licenças está a provocar atritos entre a GPDA (Grand Prix Drivers Association) e a FIA, e pode haver consequências. A GPDA lançou ontem um comunicado, afirmando que os pilotos não podem pagar pela manutenção da segurança dos circuitos, e que tais aumentos, para além de serem absurdamente altos, foram feitos à sua revelia.

"Os pilotos entendem que os valores das Super Licenças não deveriam ser uma fonte de lucro para a FIA", afirma a Associação, liderada pelo piloto de testes espanhol da McLaren, Pedro de la Rosa. O comunicado lembra que "em apenas um ano, e sem qualquer aviso prévio, os preços subiram 200 por cento (o preço base) e 350 por cento (o custo por cada ponto)", o que para os pilotos é "irrazoável e injusto". "Estes aumentos foram feitos sem qualquer consulta prévia aos pilotos, e estes só souberam dos aumentos quando as respectivas equipas receberam as facturas e pelos órgãos de comunicação social em Janeiro de 2008. Os aumentos propostos são injustos, quer na forma como foram introduzidos, quer no impacto que têm nos pilotos enquanto indivíduos", pode-se ler na declaração, concluindo que "a FIA deveria angariar fundos suficientes da exploração dos direitos comerciais".

Max Mosley já afirmou há algumas semanas, quando foi confrontado com os primeiros sinais de constestação aos aumentos, que estava disposto a negociar, com a condição de ver revelados publicamente os salários anuais dos pilotos de Formula 1, algo que a GPDA nega fazer, por considerar que os "ganhos dos pilotos são confidenciais, e dizem respeito apenas a si, aos seus empresários, aos seus consultores financeiros e a quaisquer autoridades fiscais, e devem ser respeitados como tal".

Contudo, a GPDA já afirmou por mais do que uma vez que não está contra os aumentos por si, mas sim a percentagem do aumento, por ser bastante superior à inflacção. Revela também que está na disposição de encontrar uma solução, ajudando a FIA a angariar os "aparentes 1,7 milhões de euros em falta necessários para gerir a Federação em 2008 e 3 milhões adicionais que serão necessários em 2009, de acordo com os números citados por Mosley em Monza".

Uma coisa é certa, em tempo de crise na economia, tenta-se arranjar dinheiro noutros sítios, mas tentar comprar uma guerra num sitio aparentemente adormecido e desunido, que são os pilotos, pode fazer com que despertealgo maior. Nâo se pode afirmar que haja uma repetição de Kyalami 1982, porque acho que ninguém acredita nisso, mas somente a ameaça de uma greve pode abalar os alicerces de Formula 1 que também sofre com a crise.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Em tempo de crise, FIA aumenta Superlicenças

É uma medida polémica, e tem potencial para virar crise. a FIA decidiu aumentar o preço das Super Licenças para a temporada de 2009, numa altura em que a grelha de partida pode ser a mais pequena em 40 anos.

De acordo com o site britânico Autosport, a Super Licença este ano passa a custar 10.400 euros por piloto, mais 2.100 euros por ponto conquistado, acrescido de 2.720 euros do seguro obrigatório. Isto significa, por exemplo, que o actual campeão do Mundo, Lewis Hamilton, teria pago em 2008, 230 mil euros para disputar esse campeonato. Pedro de la Rosa, actual piloto de testes da McLaren e presidente da GPDA, a entidade que defende os interesses dos pilotos, está revoltado com esta situação, e já pediu aos pilotos para que atrasem o pagamento em pelo menos três semanas, para que o assunto seja discutido na reunião da FOTA, marcada para essa altura.

"É um assunto muito sério. Não é justo que de um ano para outro o preço cresça tanto", afirmou o espanhol Fernando Alonso. Max Mosley, o presidente da FIA, justificou no mesmo site que o aumento das Super-Licenças se deve á inflação e aos esforços que a FIA faz para aumentar a segurança dos circuitos: "Gastamos uma fortuna em segurança e para garantir a integridade dos pilotos. Muitos que estavam tendo que lidar com essa conta perceberam que vinham gastando muito, enquanto os pilotos ganhavam bastante dinheiro. Daí veio o aumento no preço da Super Licença", explicou Mosley, em declarações captadas pelo site brasileiro Pitstop.

Contudo, Mosley disse também que estaria disposto a negociar a GPDA, desde que todos os pilotos do actual pelotão declarem publicamente quanto ganham por ano. Vamos a ver se isto vai chegar a bom porto, embora confesse que não veja a repetição de Kyalami 1982. Acreditam ver 18 egos juntos no quarto de um hotel bor uma "boa causa"? Seria o bom e o bonito...