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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Noticias: Boullier sai da McLaren

A McLaren está em agitação, com a noticia da demissão de Eric Boullier do seu cargo como chefe do departamento de engenharia. O francês foi-se embora depois dos resultados decepcionantes que a equipa está a ter neste temporada, depois de terem mudado de motores, da Honda para a Renault. 

A liderança agora ficou mais simplificada, com o cargo de diretor desportivo a ir para o ex-piloto Gil de Ferran, com a passagem de Simon Roberts para o departamento de produção, engenharia e logística, e com o novo diretor de performance, Andrea Stella, a ficar também responsável pela operação de todo o fim de semana dos Grandes Prémios.

Zak Brown, o CEO da McLaren, disse que estas mudanças acontecem devido à prestação da equipa este ano, alegando que isso é resultado de um sistema e de uma estrutura que necessita de mudança.

"Obviamente, nossos resultados neste ano demonstraram que temos um grande problema de desempenho", disse Brown à Autosport inglesa. "Estamos bem abaixo da nossa performace, dada a história, o talento das pessoas, os recursos e a tecnologia à nossa disposição

"Isto é a culminação de muitos anos [de desestabilização] dentro de nossa equipa. Se você olhar para nossos últimos sete ou oito anos, tivemos diferentes CEOs, diferentes acionistas. E realmente não conseguimos nos manter estáveis para poder reconstruir essa grande equipa, que é agora o que vamos fazer", continuou.

"Acho que todos nós partilhamos a dor de não ver uma McLaren sendo tão bem-sucedida quanto sabemos que pode ser. É uma situação completamente inaceitável em que nos encontramos. É muito doloroso para todos nós aqui na McLaren", concluiu.

A McLaren não vence um Grande Prémio desde 2012, no Brasil, com Jenson Button ao volante, e não vai a um pódio desde o GP da Austrália de 2014, com Kevin Magnussen e Jenson Button ao volante. Em 2018, com Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne depois de três temporadas desastrosas com os motores Honda, foram para os Renault e estão neste momento na sexta posição do campeonato de Construtores, com 44 pontos.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Boullier fala sobre a troca de motores com a Renault

Com a McLaren a trocar de motores para 2018, deixando a Honda para se juntar à Renault, Eric Boullier afirma que esta troca de motores, após o fracasso com os propulsores japoneses, os fez cada vez mais próximo de construir os seus próprios motores, provavelmente em 2021, caso os novos regulamentos simplifiquem a sua construção. 

Tornou-se inevitável. Depois de três anos difíceis, tivemos de tomar decisões antes que fosse tarde de mais. Sentimos algum alívio, mas também pena, porque tínhamos uma boa relação de trabalho com a Honda, mesmo que não existissem resultados”, começou por dizer o diretor da equipa McLaren.

Para Boullier, a troca se tornou mais fácil para a temporada de 2018, pois vão usar usar os mesmos motores que a Renault e a Red Bull, e isso provavelmente vai fazer com que Fernando Alonso continue na equipa na próxima temporada. 

Temos informações da Renault que provam que vamos ser competitivos a nível de motor. Talvez um pouco mais fraco do que o da Mercedes e da Ferrari, mas tem potencial na mesma. No próximo ano, o motor deles vai ser ainda mais competitivo que este ano, estão a trabalhar, quer na fiabilidade, quer na performance. Outra vantagem de trabalharmos com a Renault é que vamos ter uma palavra a dizer no design do motor. Em 2019, vamos ter quase uma solução de fábrica, é uma vantagem em relação às equipas de cliente”, concluiu.

Apesar de Stoffel Vandoorne ter chegado ao fim nos pontos em Singapura, no sétimo posto, a temporada da McLaren com os motores Honda é de desastre: apenas 17 pontos e uma volta mais rápida, em contraste com os 76 pontos da temporada anterior.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Noticias: Boullier e Watson acreditam na progressão da McLaren

Ex-piloto de Formula 1 entre 1973 e 1985, e antigo piloto da McLaren entre 1979 e 1985, o britânico John Watson acredita que a sua ex-equipa poderá apenas andar entre os da frente algures em 2017. Numa entrevista à Autosport britânica, "Wattie", que depois da Formula 1 foi comentador na Eurosport, afirmou que apesar do MP4-30 ter problemas de fiabilidade, progressos estão a acontecer, ao qual a experiência de Fernando Alonso e Jenson Button não são alheios.

Talvez levem até ao fim do ano para extrair todo o potencial que têm. Em 2016 pretenderão vencer corridas, e ser candidatos sérios, e em 2017, as coisas deverão estar equilibradas, e será aí que eles podem considerar se estão em posição de lutar pelos campeonatos", afirmou.

Para a corrida chinesa, Watson acha que irão haver progressos, com uma progressão bem forte em relação ao que aconteceu na Austrália e na Malásia. "Uma prestação muito mais forte do que vimos nas duas primeiras rondas”, concluiu.

No mesmo diapasão e na mesma publicação, Eric Boullier, o diretor desportivo da marca, afirma que apesar dos problemas, os progressos têm sido feitos e que em breve estarão nos pontos. "Nós não estamos nos pontos, mas estamos na frente da Force India. Contudo, não é onde queremos estar", começou por afirmar Boullier ao site Autosport.

"Ainda não estamos medindo o desempenho absoluto - que é quando você começa a lutar por uma pole-position e uma vitória - mas estamos medindo a comparação relativa com os testes de Barcelona e com a corrida na Austrália, e foi uma enorme diferença. Ambos os pilotos estavam felizes, na verdade, com o equilíbrio do carro e dirigibilidade, que é muito importante, e temos de continuar assim", concluiu.

O GP da China, que vai decorrer no circuito de Xangai, acontecerá no final da semana.

sábado, 26 de julho de 2014

A Formula 1 incomodada com as perguntas inconvenientes

Lembram-se das declarações de ontem do Christian Horner? Claro que se lembram, e se não, podem voltar a ler aqui. Pois bem, parece que há desenvolvimentos, contados esta tarde, via Twitter, pelo Luis Fernando Ramos, o Ico. Aparentemente, as perguntas incómodas dos jornalistas ao longo da conferência de imprensa onde estiveram os líderes das equipas chegaram ao ponto da irritação que Eric Boullier pediu à FIA para que retirasse uma acreditação a um jornalista, quando este perguntou se eles iriam correr à Coreia do Norte, caso Bernie Ecclestone assinasse um acordo com Kim Jong-un nesse sentido.

O caso foi comunicado à FIA, e esta indeferiu o pedido, colocando um pouco de bom senso em tudo isto. O jornalista em questão foi Ralf Bach, do jornal alemão "Sport Bild", que fez a tal pergunta. Algumas pessoas, como a compatriota Karin Sturm, confirmaram o facto, mas Will Buxton, da NBC, afirmou também no Twitter que "uma boa fonte lhe disse" que tal facto nunca partiu da parte de Boullier, que no paddock é considerado como uma das pessoas mais simpáticas.

Poderá ter sido um mau dia de Boullier, ou poderá ter partido de outra pessoa, mas o facto de certos dirigentes da Formula 1 quererem uma média mais "domesticada" e que ajam mais como "papagaios" a apoiar o desporto, custe o que custar e "façam como a avestruz" para as situações mais polémicas, é sinal de que as coisas começam a ser incomodativas. 

Há um mundo lá fora, e há certas questões que necessitam de ser respondidas.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Noticias: McLaren confirma Eric Boullier na equipa

A McLaren confirmou ontem em comunicado oficial de que Eric Boullier vai trabalhar na McLaren, como diretor desportivo, no lugar de Martin Withmarsh. O antigo diretor desportivo da Lotus-Renault começará a trabalhar na equipa de Woking a partir do próximo dia 3 de fevereiro, e irá responder a um CEO da equipa de Formula 1, do qual ainda não se conhece o seu nome. Essa pessoa, por sua vez, irá responder a Ron Dennis.

"Primeiro de tudo, considero este convite como uma honra, um privilégio e uma oportunidade maravilhosa", começou por dizer Boullier no comunicado oficial da marca. "A força de trabalho da McLaren Racing e as instalações do Centro de Tecnologia da McLaren são de classe mundial, e estou extremamente animado com a perspectiva de me unir a uma equipa tão excepcional. Estou ansioso e determinado a desempenhar um papel activo, trabalhando ao lado dos outros gerentes e diretores seniores da McLaren Racing, dentro de uma nova estrutura operacional, para trazer as mudanças que nos tornarão bem sucedidos." continuou. 

"Por último, gostaria de aproveitar esta oportunidade para garantir à equipa da McLaren Racing que estou totalmente determinado a igualar a sua paixão famoso e empenho para vencer.", concluiu. 

Já Ron Dennis deu as boas-vindas e Boullier e afirmou: "A nomeação de Eric é uma parte integrante de uma reestruturação das chefias dentro McLaren Racing. Eu já tinha transmitido pessoalmente a toda a força de trabalho do Grupo McLaren, que inclui McLaren Racing, os nossos valores, princípios e a mentalidade que eu e todos nós temos a intenção de adoptar daqui em diante. Minha intenção é que a partir de agora todos na McLaren Racing entendam quais são as suas responsabilidades e obrigações, focalizando-se nas suas áreas de especialização, de acordo com esses valores, princípios e mentalidade. No seu devido tempo, iremos anunciar a identidade do novo CEO da McLaren Racing, que vai reportar a mim, e para quem Eric irá responder.", continuou. 

"Estou firmemente crente de que, uma vez que esteja concluída a reestruturação nas posições cimeiras da McLaren Racing tem sido montado, iremos juntos começar o caminho de volta à plena competitividade, de forma rápida e profissional, aproveitando a fantástica quantidade de talento que existe dentro de nossa organização.", concluiu.

Boullier, de 40 anos (nasceu a 9 de novembro de 1973, em Laval), é licenciado em Engenharia Aeroespacial no Institut Polythecnique des Sciences Apliqués e começou a trabalhar no automobilismo em 2002, quando se tornou no chefe da equipa Racing Engeneering, na World Series by Renault. No ano seguinte, passou para a DAMS, onde, entre outros, tomou conta da equipa francesa da A1GP.


Em 2008, passou para a Gravity Sport Management, onde se tornou no seu CEO, tomando conta das carreiras de vários pilotos, entre eles, Jerôme D'Ambrosio e Adrien Tambay, filho de Patrick Tambay. Dois anos depois, em 2010, a Renault decidiu escolhê-lo para ser o seu representante na sua equipa de Formula 1, em conjunto com Gerard Lopez, o sócio de proprietário da Gravity e da Genii Capital. Apesar de não ter experiência de Formula 1, os resultados foram bons. Primeiro, com um quinto lugar no campeonato de construtores, em 2010, e depois, já com a equipa a chamar-se de Lotus, a equipa de Enstone alcançou melhores resultados, com duas vitórias em pista, através de Kimi Raikkonen.

Para além disso, Boullier é o vice-presidente da FOTA, a associação de construtores da Formula 1.  

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Noticias: Lotus apresenta inesperadamente o E22, Boullier sai da equipa

Está a ser uma sexta-feira muito agitada na Formula 1. Depois da McLaren ter apresentado o seu MP4-29 em Woking, com Jenson Button e Kevin Magnussen, a Lotus apresentou inesperadamente o E22, o seu novo bólido para a temporada de 2014, numa altura extraordináriamente agitada para os lados de Enstone. Já não bastava a sangria de engenheiros, soube-se esta sexta-feira que Eric Boullier, o chefe principal, saiu da equipa e poderá rumar para a McLaren. No seu lugar, entra Gerard Lopez, o dono da Genii.

Vamos enfrentar o que promete ser uma entusiasmante época de 2014 com um monolugar inovador, novos parceiros e uma nova estrutura de gestão. Alcançámos ótimas coisas no passado e temos que continuar assim. Agradecemos ao Eric todo o seu trabalho duro nos últimos quatro anos”. O novo chefe de equipa da Lotus mostrou-se ainda otimista em continuar como uma das principais formações, dizendo que “podemos continuar a lutar como uma das equipas de topo nas próximas épocas”.

Quanto à saída de Boullier da equipa, esta foi justificada através de um comunicado oficial: “Para seguirmos fortalecendo nossa estrutura administrativa e aumentar ainda mais o papel da Genii na equipa e reduzir a diferença entre as atividades estratégicas, comerciais e esportivas, a Lotus está feliz em anunciar que seu coproprietário, Gerard López, vai combinar sua posição no conselho com o papel de chefe de equipa com efeito imediato”, declarou.

O que se fala nos bastidores é que as dividas que a Genii tinha com as várias pessoas que faziam parte do plantel - apesar de terem sido saldadas até ao final do ano - mais o facto de Bouller ser contra a entrada de Pastor Maldonado na equipa - tinha uma preferência pessoal para Nico Hulkenberg - conduziram à sua saída. E fala-se também que devido à sangria que a equipa sofre neste momento, as coisas poderão se reduzir ao recurso à subcontratação a outras empresas da área.

Quanto ao carro, a grande novidade é o seu bico, que têm dois apoios laterais, deixando um espaço no seu centro, fazendo de forma diferente aos outros carros, como a Williams e a McLaren, que têm um nariz mais pequeno ao centro. Apesar da apresentação, é sabido que a Lotus não participará nos testes de Jerez de la Frontera, marcados para começar no dia 28 deste mês.

Mesmo assim, a marca injeta confiança, especialmente na apresentação de novos parceiros, como a russa Yotaphone: “A equipa vai anunciar a chegada de novos parceiros comerciais e patrocinadores quando apresentar o carro de 2014, o E22, no início do primeiro teste da pré-temporada no Bahrein em fevereiro”, escreveu a Lotus. “A equipa também vai confirmar sua estrutura organizacional para 2014 antes deste teste. A direção da equipa, o carro e o portfólio de parceiros vão ilustrar a vontade e o desejo de continuar sua busca para se tornar um das equipas mais fortes da Formula 1 em todos os sentidos”, completou.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A ameaça de Kimi Raikkonen

Com Sebastian Vettel a receber o troféu de campeão, as atenções vão para outras equipas... ou para as polémicas do momento. Aparentemente, o caso de Kimi Raikkonen na Índia fez despertar o mal-estar que já havia na equipa desde há algum tempo. E desde então que o finlandês decidiu colocar a boca no trombone, com atrasos e ameaças, já que a relação está inquinada. e bem inquinada...

Esta tarde, em Abu Dhabi, 24 horas depois de os jornalistas terem perguntado pelo seu paradeiro, Raikkonen apareceu e fez o seu trabalho, mas no final, fez uma revelação importante: a Lotus não lhe tinha pago qualquer tostão nesta temporada. E ameaçava que, caso não recebesse o que devia nas próxmas semanas, ele não aparecia nem em Austin, nem em Interlagos, terminando mais cedo o seu vínculo com a equipa de Enstone.

"Vim a Abu Dhabi só porque espero que cheguemos a acordo em certos problemas que temos tido. Tenho esperanças que fiquem resolvidos e possamos finalizar bem a temporada", começou por dizer o finlandês em declarações à Autosport britânica."Gosto de correr e de pilotar, mas grande parte disto é negócio", continuou. Quanto à discussão no rádio na Índia, Raikkonen assegurou que "não é de todo o problema. É tudo o resto, e as coisas acabaram por se juntar. Como disse, é fácil dizer que essa é a razão, mas não é o que se passa", concluiu.

Isso, apesar das declarações de Gerard Lopez, um dos sócios da Genii Capital, que minimiza os estragos. Numa entrevista concedida ao site da marca, afirmou: “Claro, recentemente muito foi dito sobre os comentários entre Alan Permane e Kimi durante um momento tenso na corrida, mas isso foi apenas uma discussão que durou alguns segundos em dois anos de relacionamento”, começou por afirmar.

Certamente não foram as melhores palavras, mas você tem de dar um passo atrás e aceitar que todos são apaixonados por corrida e, às vezes, essas coisas acontecem. Um dos lados maus de estar no centro das atenções é que as pessoas sempre tentam fazer com que pareça que aconteceu uma briga enorme”, concluiu.

Aparentemente, temos novela nos próximos dias. E claro, iremos ver até que ponto as coisas na Lotus se aguentarão.   

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Rumor do Dia II: Nasr e Alonso na Lotus-Renault?

O Jaime Boueri me mandou isto via Twitter: o brasileiro Felipe Nasr estaria a caminho da Lotus-Renault, correndo pela marca em 2015, depois de ser piloto-reserva na próxima temporada. Segundo ele, a fonte é o jornalista Ricardo Boechat, que no final de 2011 disse em primeira mão que Bruno Senna iria para a Williams em 2012.

A acontecer, seria uma hipótese interessante, depois de ontem Helmut Marko ter dito que o lugar da Toro Rosso em 2014 seria preenchido por um piloto da Junior Team, o que fecharia as portas ao piloto de Brasilia, e as abrindo as de António Félix da Costa, atualmente na World Series By Renault.

Quanto ao lugar que poderia estar em aberto na Lotus-Renault - caso Kimi Raikkonen decida ir para a Ferrari - as hipóteses são muitas. Esta manhã, a Autosport portuguesa falava que a Renault poderia trazer Fernando Alonso de volta à marca de Enstone, depois de ele ter lá estado entre 2003 e 2006, e de novo em 2008 e 2009. A base disso são duas noticias publicadas esta manhã pelos jornais alemães "Bild" e "Die Welt".

Questionado sobre essa situação, Eric Boullier teria dito: “Se o Fernando bater à minha porta, eu irei responder. Espero só poder pagar-lhe!”.

Como podem ver, os rumores sobre a dança de cadeiras em 2014 estão mais do que quentes. São vulcões em erupção.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Este será o Lotus E21?

Faltam alguns minutos para apresentação do Lotus E21 - cujo lançamento pode ver por aqui - mas já surgiram esta tarde algumas imagens do carro, com declarações de Eric Boullier e Romain Grosjean.

Numa das fotos vazadas, pode-se ver o degrau existente na frente do bólido - pode ser até o E20 com as novas cores, atenção - mas o que se pode ver é que o vermelho vai aparecer mais no carro, graças ao novo patrocinador, a marca de bebidas energéticas Burn, bem como um novo patrocinador na parte de cima da entrada de ar.

Veremos se estas fotos se confirmam daqui a um tempo, quando o carro for apresentado. Até lá!  

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Noticias: Lotus confirma Romain Grosjean

A Lotus confirmou esta noite que o francês Romain Grosjean será piloto da marca em 2013, decidindo repetir a dupla desta temporada. Vencedor da Race of Champions este domingo, o francês de 26 anos irá para a sua terceira temporada, segunda pela marca franco-britânica. 

É soberbo ter o apoio de todos em Enstone,” começou por dizer. "Estou ansioso para recompensar todos os que tiveram fé em mim, quando estiver em pista na Austrália. Aprendi imenso com a minha primeira temporada completa na Formula 1 e o meu objetivo é de aplicar essas lições com uma prestação mais forte e mais consistente na próxima temporada". 

Estou muito expectante em relação ao E21. Já moldei o meu assento e já falei com todo o pessoal envolvido na construção do novo carro. Mal espero estar atrás do volante e guiar", concluiu o piloto francês. 

Eric Boullier, o patrão da Lotus-Renault, explica: “Romain é um excelente talento e estamos contentes por tê-lo numa segunda temporada. Temos em Romain e em Kimi [Raikkonen] dois pilotos excepcionais e bem colocadas para fazerem de uma excelente temporada como 2012 em resultados ainda melhores na próxima temporada."

Ambos os pilotos trabalharam muito bem nesta sua primeira temporada como companheiros de equipa, e acho que existe o potencial de serem ainda melhores na próxima temporada. Visitamos regularmente os pódios em 2012 e estamos certos que a tendência irá continuar em 2013", concluiu.

Com esta decisão em relação ao segundo lugar da Lotus - do qual Bruno Senna e Kamui Kobayashi eram potenciais candidatos - faltam vagas na Force India, Caterham e Marussia. Contudo, todos estes lugares já terão dono, com Vijay Mallya a preferir Adrian Sutil, e a Marussia já ter anunciado de forma oficiosa que Max Chilton será o piloto para 2013. Resta a Caterham, um lugar que é disputado por Heiki Kovalainen, Vitaly Petrov, Luiz Razia e o holandês Gierdo Van der Garde, que em 2012 foi um os terceiros pilotos da equipa.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Grosjean, Boullier e o dinheiro que é preciso

Eis uma imagem interessante de Romain Grosjean, o talentoso - mas estouvado - piloto francês da Lotus-Renault. Apesar de ser um grande motivo de despesa, as vezes em que terminou as corridas foram em pelo menos três ocasiões, num pódio. O chato foi a parte final do campeonato, mas isso tem a ver com a sua incapacidade de se safar nos primeiros metros das corridas.

Apesar de ainda não estar confirmado, Grosjean se calhar será piloto da marca em 2013, apesar de se saber que existem três pilotos absolutamente endinheirados e que precisam de lugar para correr: Bruno Senna, Luiz Razia e Vitaly Petrov. Curiosamente, dois deles ex-Lotus-Renault... mas provavelmente, com o acordo da Coca-Cola, através da marca de energéticos Burn, isso lhe permitirá uma temporada mais desafogada.

Grosjean tem motivos para sorrir, mas... o ar de Eric Boullier poderá significar que ele esteja a fazer calculos para o orçamento de 2013. Com ou sem o francês na equação?

domingo, 2 de setembro de 2012

Última Hora: Grosjean punido com uma corrida de suspensão

A FIA foi implacável para Romain Grosjean devido a ele ter sido o causador da carambola em La Source, na primeira curva da primeira volta do GP da Belgica, esta tarde. O piloto francês foi suspenso em uma corrida, sendo impedido de participar no GP de Itália, em Monza. Para além disso, foi multado em 50 mil euros.

Outro dos pilotos penalizados nesta corrida foi... Pastor Maldonado, que os comissários afirmaram que ele queimou a largada e causou o acidente que colocou a si e a Vitaly Petrov de fora da corrida belga. Para cada um desses dois incidentes, a FIA lhe deu cinco lugares de penalização cada um, no total de dez.

Com esses resultados, a Renault não tardou em reagir. Eric Boullier, o diretor desportivo, afirmou que aceita a sanção e disse que o substituto mais provável será o belga Jerome D'Ambrosio, ao referir que as hipóteses dele de estar dentro do carro da Renault são de "80 por cento".

Sanções de uma corrida são muito raras. Apenas por quatro vezes é que isso aconteceu: primeiro em 1989, quando Nigel Mansell, já desclassificado, bateu em Ayrton Senna no GP de Portugal, no Estoril, e foi impedido de correr na prova seguinte, em Jerez.

As mais famosas aconteceram em 1994. Primeiro, no GP do Brasil, onde Eddie Irvine, então um piloto novato na Jordan, causou uma carambola que levou consigo mais três carros: o McLaren de Martin Brundle, o Benetton de Jos Verstappen e o Ligier de Eric Bernard. Irvine foi punido com três corridas de suspensão, onde o seu lugar foi ocupado pelos veteranos Aguri Suzuki e pelo italiano Andrea de Cesaris.

A meio do ano, Mika Hakkinen foi suspenso por uma corrida por ser o causador da enorme carambola no inicio do GP da Alemanha, onde onze carros foram suspensos. Ele foi substituido por Philippe Alliot na corrida seguinte, na Hungria. Por essa altura, falava-se da polémica decisão de Michael Schumacher de ter ignorado uma bandeira negra em Silverstone, onde após alguma ponderação, a FIA decidiu excluir Michael Schumacher de duas provas, em Monza e no Estoril.

Em 2002, Felipe Massa foi penalizado em dez lugares na grelha de partida, e como era uma sanção nova, a equipa resolveu substitui-lo por Heinz-Harald Frentzen na corrida seguinte, em Indianápolis. A FIA depois corrigiu a regra e passou a afirmar que o piloto tinha de o cumprir, independentemente da corrida onde alinharia.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Foto de Kubica coloca dúvidas sobre a sua recuperação

Quero ser otimista, e garanto-vos que vou ser até ao último momento, mas cada vez mais parece que Robert Kubica poderá não voltar à competição em 2012. Esta quart-feira, Kubica foi fotografado à saída da clinica onde está a ser tratado em Itália com uma enorme faixa no seu braço direito, a proteger o cotovelo, a área onde foi mais atingida no seu acidente de rali em fevereiro deste ano, no Rali Ronda di Andora.

Com o prazo para a definição para 2012 cada vez mais próximo, Eric Boullier, o seu chefe na Renault, já afirmou que o piloto polaco passará por uma bateria de testes para ver se estará em condições para guiar um Formula 1. E caso a resposta seja negativa, Boullier e a Renault já estão a delinear um plano B para a próxima temporada, sem Kubica no seu lugar.

E aqui estão vários pilotos em linha de conta, como Bruno Senna, Romain Grosjean e até se fala de Rubens Barrichello, que provavelmente será substituido por Kimi Raikonnen, que a televisão finlandesa MTV3 já afirmou que retomará à competição em 2012, a troco de um patrocnio de 30 milhões de dólares do banco nacional do Qatar, quinze deles a servirem para pagar o seu salário. Para definir essa escolha, o piloto francês participará nos treinos de sexta-feira de Abu Dhabi e Brasil.

Quanto a Kubica, continuo a acreditar piamente que ele vai voltar à competição, mas a Formula 1 em 2012 parece ser uma hipótese remota. Mas que pisará um carro desses, sim, nem que seja para "matar o bicho".

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A atual salganhada da Renault


A cada semana que se passa, surgem novos desenvolvimentos sobre a Renault, mostrando até que ponto está atolada de dívidas ao pescoço e até que ponto eles estão desesperados por dinheiro. Uma Renault que é só de nome, pois a Genii é cada vez mais dona daquilo. Só que o homem que toma conta dela, Gerard Lopez, precisa de dinheiro como água no deserto e alguns dos seus patrocinadores estão a antecipar pagamentos para assegurar o básico.


Tudo isto acontece numa altura em há quatro pilotos em destaque nessa equipa: Robert Kubica, que saiu agora de uma nova operação ao cotovelo e está quase na parte final da sua recuperação; Bruno Senna, que garantiu o seu lugar à custa de 300 mil euros por corrida, vindos - segundo uma fonte brasileira de Elke Batista, um dos homens mais ricos do Brasil - Romain Grosjean, que Eric Boullier queria que corresse no final do ano, mas o dinheiro falou mais alto; e Nick Heidfeld, que decidiu processar a Renault-Genii-Lotus, porque lhe tiraram o tapete debaixo dos seus pés sem justificação.

E é essa salganhada que explica Luis Vasconcelos na edição desta semana da Autosport portuguesa, com a possibilidade de novos proprietários no horizonte, logo, mais pilotos no baralho.

RENAULT APOSTA EM BRUNO SENNA

A Renault substiuiu Nick Heidfeld por Bruno Senna no GP da Belgica, mas o alemão colocou a equipa em tribunal e pode regressar em Singapura. Isto numa altura em que parece provavel a escuderia mudar de dono no final do campeonato.

As criticas públicas de Gerard Lopez e Eric Boullier a Nick Heidfeld não preconizavam nada de bom para o piloto alemão, que saiu na Hungria na oitava posição do Mundial de pilotos, dois pontos na frente de Petrov e Schumacher, pelo que a noticia da sua substituição por Bruno Senna não foi uma verdadeira surpresa.

Mas o brasileiro precisou de garantir 300 mil euros à equipa de Enstone para garantir o seu lugar, ajudando a Renault F1 neste momento complicado da sua existência, pois é voz corrente no paddock que a escuderia se debate com falta de fundos. Em Spa houve mesmo quem nos assegurasse que a Lotus teve de avançar com os pagamentos que estavam escalonados para mais tarde, para que algumas contas fossem pagas e a verdade é que alguns elementos da marca que é propriedade da Proton estavam muito ativos na Belgica, não se comportanto como convidados mas como verdadeiros elementos da equipa de F1.

O belissimo desempenho de Bruno Senna logo na qualificação chegou no melhor momento para Eric Boullier, que tinha de estar a defender uma posição que lhe tinha sido imposts - a sua perferência era de colocar Grosjean no lugar de Heidfeld a partir do GP de Singapura - e teve no sétimo lugar do brasileiro a melhor noticia que já recebeu este ano.

MUDANÇA DE MÃOS À VISTA

A exigência de patrocinios feita a Bruno Senna, e que acabou por fazer com que o brasileiro fosse preferido a Romain Grosjean na substituição antecipada a Nick Heidfeld, deixa à vista as dificuldades económicas que Boullier continua a desmentir, mas que fontes da equipa nos voltam a confirmar em Spa.

Segundo as mesmas fontes, o empréstimo contraído junto do Snoras Bank em 2010, para pagar a primeira das cinco prestações de 17 milhões de euros devidas à Renault, não foi pago em dinheiro mas sim em ações, o que explica a presença de Vladimir Antonov, o principal acionista do banco lituano, em diversas corridas ao longo desta temporada. Como a Genii Capital não parece estar em posição de pagar a prestação deste ano, que tem como prazo limite o primeiro dia de novembro, perfilam-se compradores no horizonte, encorajados por Bernie Ecclestone, que está determinado a afastar Lopez do 'seu' campeonato.

O holandês Marcel Boekhooern, proprietário da McGregor, parece estar na "pole-position" para adqurir a Renault, o que implicaria a entrada de [Gierdo] Van der Garde para o lugar de Petrov em 2012, mas David Richards também está a tentar convencer os seus sócios do Kuwait - proprietários da Aston Martin - a fazerem uma oferta, pois continua a sonhar com um regresso à F1.

Boekhooern vê neste negócio como uma alternativa muito interessante ao apoio à Williams (ler em separado) e tem muito capital disponivel depois de há poucos anos ter ganho 900 milhões de euros em apenas nove meses, com a compra e sucessiva venda da Telford! E também percebeu que o seu genro, Van der Garde, teria acesso na Renault F1 a material muito mais competitivo do que se assinasse com a Williams, estando a preparar uma oferta muito generosa a Lopez, que este é muito capaz de aceitar, pois parece que está a debater-se com uma muito evidente falta de meios.

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O QUE FAZER COM GROSJEAN?

O sucesso de Romain Grosjean na GP2 está a criar uma dificuldade extra a Eric Boullier, adepto confesso das qualidades do franco-suiço, mas sem poder para o impôr no seio da Renault. A sua intenção era a de o fazer correr a partir do GP de Singapura, mas o dinheiro de Senna mudou o curso dos acontecimentos e está praticamente excluída a possibilidade de Grosjean regressar à F1 este ano.

Com a equipa a necessitar de um piloto pagante para acompanhar Kubica em 2012 - pois o polaco também não tem outras alternativas e terá de reconstruir a sua carreira - Grosjean pode roubar o lugar a Jerôme D'Ambrosio na Virgin, pois os dois tam a carreira gerida pela Gravity. Mas o belga garante alguns apoios financeiros, o que deixa Grosjean em maus lençois, podendo muito bem ter de procurar outros caminhos para prosseguir a sua carreira, pois por regulamento não vai poder continuar a correr na GP2.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

5ª Coluna: Uma equipa de aluguer

Os últimos dias deste verão na Formula 1 foram concentrados no anuncio da saída de Nick Heidfeld da Renault, para que fosse substituído pelo brasileiro Bruno Senna a partir deste Grande Prémio da Belgica. Antes dos brasileiros de certa rede global começassem a bombardear os seus compatriotas com uma espécie de "regresso do rei", já Vitaly Petrov cometia um "lapsus linguae" afirmando que dava as boas vindas a Bruno, que seria o seu companheiro "para as próximas duas corridas", significando claramente que a partir de Singapura, outro cavaleiro estará no seu lugar, provavelmente Romain Grosjean.

Só esse incidente de Petrov me confirmou o que que é aquela equipa hoje em dia. É uma amálgama que tem um nome de conveniência, para receber os dinheiros das transmissões televisivas, apoiada pelos motores da Renault, mas para o resto, depende dos milhões trazidos por outros para sobreviver. Desde que cada um dos pilotos traga, vá lá, vinte milhões de euros cada um, a equipa sobrevive sem grandes luxos, mas sem cortes que impliquem perda de competitividade. Renault é o nome oficial, mas na realidade é mais uma Genii/Proton/Lotus do Bahar. Uma confusão do qual todo o dinheiro é bem vindo.

E foi isso o que vai acontecer no caso de Bruno Senna. As recentes noticias que ouvi no Brasil sobre um misterioso grupo WWI - um fundo de investimento que vai apostar no setor imobiliário de um mercado emergente - só me foram esclarecidas quando soube que Bruno iria ser apoiado pelo grupo Sabó, que tem entre outros uma das maiores empresas de auto-peças no pais. Fiquei esclarecido nesse campo, mas fiquei também com uma ideia do que vai ser aquele lugar nas últimas oito corridas do ano: um leilão.

Eis o que acho que vai acontecer: Bruno correrá em Spa e Monza, com o lugar a ser cedido para Romain Grosjean a partir de Singapura até ao final do ano, com a excepção do Brasil, onde Bruno voltará ao lugar para satisfazer os patrocinadores. A unica possivel falha desse plano será Robert Kubica, pois caso a recuperação ainda seja melhor do que se espera, ainda poderá correr em Interlagos, palco da ultima corrida do ano, como sabem.

Porquê Grosjean? Suspeito que seja um acordo entre Gerard Lopez e Eric Boullier. O franco-suiço estará no carro da Formula 1 como recompensa pela vitória na GP2, e também para mostrar que ele não é o fracasso que foi em 2009, quando substituiu à pressa Nelson Piquet Jr. e desencadeou a vingança dentro da Renault ao colocarem a boca no trombone naquilo que ficou conhecido como "Crashgate", que acontecera no GP de Singapura do ano anterior. Espera-se que aproveite essa oportunidade, mas isso vai ser a curto prazo porque o futuro desta equipa é uma enorme incógnita, por razões económicas e politicas, que passam desde a posição da casa-mãe neste aspecto, até à capacidade financeira da Genii, de Gerard Lopez, passando pelas tensões dentro da equipa e da capacidade de Robert Kubica em guiar um Formula 1 como dantes.

Em suma: uma verdadeira salganhada. E foram eles que Dany Bahar escolheu para colocar o logotipo da equipa Lotus. Vê-se mesmo o tipo de pessoas que a Formula 1 tem de lidar...

P.S: soube agora que Nick Heidfeld anda por Spa-Francochamps com as cores da entidade que o despediu, como se nada tivesse passado. E que a hipótese de processar Eric Boullier e a Renault é grande. Algo me diz que para fazer tal coisa, significa que uma das partes quebrou o contrato que tinham escrito no inicio do ano. Mas também pode significar outras coisas, como salários por pagar. Parece que essa gente gosta de fazer as coisas à sua maneira, rasgando contratos uns atrás dos outros. Isto vai acabar péssimamente...

terça-feira, 19 de julho de 2011

A Renault no centro do mercado de pilotos

Na Autosport portuguesa desta semana, o jornalista Luis Vasconcelos decidiu fazer um ensaio da situação do mercado de pilotos para a próxima temporada, e entre certezas e convicções, descobriu que o centro do grande furacão é a Renault, que atravessa uma fase algo problemática com a gestão da Genii Capital, com a recuperação de Robert Kubica e a possibilidade de a casa mãe lhe retirar os apoios que lhe faltam. E no meio de algumas especulações, surge o nome do francês Romain Grosjean, atual líder da GP2, que poderia servir de intermédio a Robert Kubica até que este recupere totalmente do seu acidente de rali em fevereiro. Eis o artigo na integra:

RENAULT NO CENTRO DO MERCADO

A recuperação de Kubica condiciona as opções da Renault que deverá substituir Heidfeld por Grosjean ainda nesta época Com Mark Webber a fazer as pazes com a Red Bull e a ficar à beira da renovação do seu contrato, Jenson Button e Nico Rosberg não vão ter outra alternativa a renovaram contrato com as suas atuais equipas. Junte-se a isso a manutenção da mesma dupla de pilotos na Ferrari e na Sauber, o fato de Maldonado ter contrato até ao final de 2012 e da force India ir excercer até ao final deste mês o dirteito de opção que tem sobre os serviços de Paul di Resta. Assim, temos metade do plantel do próximo ano definido, com cinco equipas já totalmente preenchidas. como a confirmação de Barrichello por mais um ano na Williams e de Kovalainen na Lotus vão ser meras formalidades, o leque de escolha para quem ainda está sem voltante começa a fechar-se.

Como é evidente, a Renault é a equipa que está no centro do mercado de pilotos, mas depende por completo da situação de Robert Kubica. O polaco não quer comprometer-se com ninguém até ter a certeza de que vai estar em condições de correr no próximo ano, mas só para a semana é que vai retirar a proteção que lhe imobilizou o cotovelo direito nos últimos cinco meses, ficando, então, a ter uma ideia mais precisa do que espera nos próximos meses e também do resto da sua vida.

GROSJEAN EM SINGAPURA

Enquanto pressiona Kubica para assinar por mais um ano, Eric Boullier está a preparar-se para todas as eventualidades. Tendo já decidido que não quer menter Nick Heidfeld na equipa, pois o alemão não mostrou a estabilidade e a consistência de andamento que dele esperava, o empresário francês queria colçocar Romain Grosjean no seu lugar na segunda metade da temporada, mas deverá ter de esperar até ao GP de Singapura para dar nova oportunidade ao franco-suiço. Isto, porque Grosjean não quer desperdiçar a liderança que tem na GP2 para não ficar na mesma posição que conheceu em 2009 - quando substituiu Nelson Piquet Jr. - perdeu o campeonato de GP2 e acabou por ficar sem lugar na F1 no final do ano...

Por isso, a Renault vai esperar até ao final do campeonato daquela categoria, em Monza, para apear Heidfeld, deixando Petrov e Grosjean em contronto direto até ao regresso de Kubica ou, se não acontecer este ano, até ao final da temporada. Hulkenberg também está na luta por um lugar na Renault em 2012, mas só se Kubica estiver impossibilitado de voltar a competir. Na toro Rosso a situação é mais clara, com três pilotos para dois lugares, enquanto que na Lotus tudo vai depender da motivação de Trulli em prolongar a sua carreira por mais um ano. Na Virgin espera-se que Glock aceite ficar por mais um ano, tendo um jovem como companheiro de equipa, enquanto que na HRT tem muito que resolver antes de começar a olhar sériamente para o mercado de pilotos.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

As dificuldades da Renault, contados pela Autosport portuguesa

A edição desta semana do Autosport - que curiosamente ainda não colocaram a capa online - tem alguns assuntos interessantes de serem colocados por aqui. Uma delas é, mais uma vez, escrita pelo Luis Vasconcelos, que provavelmente deve ser o unico jornalista português a andar no "paddock" da Formula 1 de forma permanente. E tem a ver com a Renault e aquilo que aparenta ser a sua lenta desagregação, apesar das declarações em contrário.

Assim sendo, achei por bem colocar aqui a reportagem na íntegra, isto numa altura em que Tony Fernandes aunnciou ontem que assinou um contrato com a General Eletric no valor de 30 milhões de dólares por temporada. Numa equipa que - sejamos honestos - ainda não conseguiu qualquer ponto. Em contraste, a Renault é quarta no campeonato de construtores, à frente da Mercedes, e não consegue arranjar patrocinios...

RENAULT EM DIFICULDADES

Divergências de opinião na forma de gestão estão a levar à saída de elementos-chave. O futuro complica-se para os lados de Enstone...

A situação da Renault F1 continua a complicar-se, apesar dos desmentidos e anuncios que continuam a chegar de Enstone. Mesmo que Eric Boullier admite que "tivemos alguns problemas de liquidez, mas esses já foram ultrapassados", e a equipa anunciou recentemente fortes investimentos em novas tecnologias, o que se vê no paddock é uma realidade diferente, com vários elementos importantes da equipa de saída e uma total ausência de novos patrocinadores nos carros.

Se no Mónaco a Renault tinha retirado os logotipos da Suncore por falta de pagamento, em Montreal a situação manteve-se, e segundos fontes próximas da equipa, a situação já está nas mãos dos advogados, pois a empresa americana continua a não pagar o que estava no contrato. Gerard Lopez voltou a passar alguns dias na Rússia, antes de voar para o Canadá, mas continua a ser impossivel aos homens da Genii encontrar novos patrocinadores naquele país, apesar dos resultados bastante razoáveis de Vitaly Petrov.

EQUIPA EM DESAGREGAÇÃO

Aliás, o relacionamento dos principais responsáveis da Genii Capital com alguns dos membros mais históricos da estrutura de Enstone é bastante mau, e no Canadá nos foi confirmado que Steve Nielsen, Diretor Desportivo da equipa há quase uma década, apresentou a sua demissão, depois do conflito com Boullier ter escalado durante o GP de Espanha, quando o francês decidiu contratar John Wickham para analisar o trabalho da equipa em pista, com vista a uma alteração na forma de atuar de escuderia.

Meses depois de Bob Bell ter trocado a Renault pela Mercedes, a saída de Nielsen não vai ajudar a estabilizar a equipa, pois o seu relacionamento com Alan Permane, o responsável técnico em pista, é excelente e em conjunto os dois homens trabalhavam extremamente bem. Também na fábrica se tem registado demissões, geralmente por diferenças de opinião com os homens da Genii. Desta forma, está a desagregar-se uma bela equipa que conseguiu excelentes resultados no passado, vendo-se chegar a Enstone caras novas sem experiência a este nivel, o que não augura um futuro brilhante para a equipa.

Acresce que, segundos fontes francesas, a Renault está muito desapontada como Gerard Lopez está a gerir a formação a que ainda dá o nome, pois alegadamente não terá recebido parte do pagamento que lhe é devido pela venda da equipa, além de estarem em dívida os valores pelo fornecimento de motores. Por isso, admite cortar o fornecimento dos seus V8 para 2012 e voltar a trabalhar com a Williams, deixando Lopez e a sua equipa condenados a uma mudança de nome que terá um forte impacto negativo a nivel financeiro e a comprar motores à Cosworth, com clara perda de competitividade.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

As credenciais de Nick Heidfeld

Devido as circunstâncias sobejamente sabidas por todos nós, os testes de Jerez ganharam uma importância enorme na Renault, pois inesperadamente, tem de escolher quem é o melhor substituto para o acidentado Robert Kubica. Nick Heidfeld tem mais uma oportunidade para testar um carro de Formula 1 e saber se tem a rapidez suficiente para que a marca francesa o possa apostar nele. E aparentemente, bastou-lhe uma meia tarde para demonstrar todas as suas potencialidades para Eric Boullier e o resto da equipa Renault.

Apesar de termos alguma cautela a analisar os resultados desta tarde de testes, pois não se sabe como é que o carro foi apresentado e calibrado, Heidfeld impressionou quem tinha dúvidas, ao marcar o melhor tempo do dia: 1.20,631 segundos, menos 132 centésimos que Fernando Alonso. A veterania de Heidfeld, com quase 34 anos de idade, e a sua capacidade de desenvolver o carro poderão ser decisivos para a escolha que a equipa fará num futuro próximo.

"Hoje pudemos dar ao Nick algum tempo de pista e levámos a cabo uma séria avaliação. As nossas conclusões iniciais são muito positivas: ele trabalhou bem com a equipa, deu boa resposta e melhorou o nosso carro ao longo do dia", afirmou Eric Boullier.

Quanto ao piloto, explicou que desde o momento que se sentou no volante do Renault, tentou encontrar meios para desenvolver o R31: "Começámos desde logo a tentar melhorar o carro, encontrar direções a seguir e descobrir os pontos fracos e os mais fortes. Obviamente que estou a tentar dar o meu melhor hoje para que possa pilotar no futuro, mas também estou a usar este teste como um ensaio normal para melhorar o carro", começou por explicar aos jornalistas presentes em Jerez. "O carro já estava muito diferente em comparação com esta manhã, estando mais adaptado ao meu estilo de pilotagem. Ainda não é o ideal mas é já uma boa base", acrescentou.

Amanhã, é a vez de Bruno Senna tomar os comandos do Lotus Renault R31.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os possiveis substitutos de Robert Kubica

Agora que o azar aconteceu a Robert Kubica, temos de pensar obviamente em quem o chefe da Renault, Eric Boullier, irá escolher para o lugar do desafortunado piloto polaco. Ao longo do dia, li na blogosfera e discuti no Twitter todo o tipo de hipóteses, umas mais viáveis e outras mais disparatadas, claro.

A minha visão das coisas sobre isto tudo é a seguinte: tudo que esteja fora daquele enxame de pilotos não pode ser considerado na equação. Por vários fatores ao qual irei tentar explicar nas linhas seguintes.

O primeiro fator é dinheiro. Pilotos como Nico Hulkenberg, por exemplo, estão agarrados a um contrato com outra equipa como a Force India. Pedir a libertação do contrato a ele significaria que Vijay Mallya iria pedir muito dinheiro em troca dessa libertação. Como está um pouco apertado de dinheiro - pois acaba de correr com Vitantonio Liuzzi da equipa - um extra nos seus cofres para deixar sair o seu valioso terceiro piloto não deve estar no alcance de uma equipa com problemas de dinheiro como a Renault-Genii-Lotus Cars-Proton.

O segundo fator é a motivação. Ontem houve muita gente que pediu e desejou o regresso de Kimi Raikonnen à Formula 1. Os que pedem isso perderam, na minha otica, toda a noção da realidade. Kimi Raikonnen saiu da Formula 1 em 2009 sem olhar sequer alguma vez para trás. Está de pedra e cal nos ralis, e estableceu a sua própria equipa, a ICE 1 Team, que vai correr com um Citroen DS3 WRC. Gastou alguns milhões de dólares para comprar um carro, contratar engenheiros e mecânicos e estableceu um programa que vai durar uma temporada inteira. Certamente só com essa brincadeira irá gastar à volta de quatro milhões de dólares, mas como a Ferrari lhe pagou 17 milhões em 2010 para não correr na Formula 1, tem dinheiro garantido para uma segfunda vida no Mundial de Ralis.

E ainda há mais uma razão: segundo o jornalista finlandês Heikki Kulta, um dos melhores do assunto, o nome de Kimi foi veiculado pela Renault como "joguete" por parte de Gerard Lopez para forçar Vitaly Petrov para procurar mais patrocinadores russos. Nunca perceberam a reacção zangada de Kimi quando soube da hipótese de um regresso à Formula 1? Se não perceberam, então ficam a saber.

A terceira razão é velocidade. Há pilotos muito experientes no mercado. Nick Heidfeld e Pedro de la Rosa são dois excelentes pilotos, muito experientes e frescos, pois competiram em 2010. Mas tem um defeito: não são rápidos, e aquela é uma máquina que não foi feita para andar no meio do pelotão. Se Peter Sauber substituiu de la Rosa por Heidfeld, foi porque achou que ele era mais confiável. Mas ambos foram copiosamente batidos por um jovem e muito veloz Kamui Kobayashi.

Vistas as coisas, o que Boullier deveria fazer então? Na minha otica, caso não existam quaisquer clausulas escritas que digam que determinado piloto deva correr em caso de um deles fique indisponivel - apesar de ter ouvido as declarações a respeito do Bruno Senna em Valencia - ele deveria dar uma chance de testar os seus dois principais pilotos de reserva: Romain Grosjean e o Bruno. Caso o seu "feedback" em relação ao carro se aproximar o bastante aos que tinha Robert Kubica, seria o escolhido. Deveriam dar uma chance ao Bruno Senna? Sim, para mal dos pecados de muita gente. O fato de ter corrido num mau carro como o Hispania F110 não o inviabiliza como piloto de Formula 1.

Claro que em jeito de conclusão, a Renault teve no Domingo um duro golpe. Via-se que a sua aposta em construir a equipa à volta de Kubica estava a resultar e todo aquele enxame de pilotos que vimos há uma semana em Valência servia para uma operação de Relações Públicas por parte do Gerard Lopez, além de mostrar ao Vitaly Petrov que tem de fazer bastante melhor em 2011. Caso contrário, nem todos os poços de petróleo russos lhe salvarão o seu lugar na marca francesa. Espera-se que não se ressintam com isso, mas só veremos isso nas próximas semanas. E qualquer resultado que a equipa tenha vai ser analisada com um grande "e se?" por parte dos apreciadores de Robert Kubica.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Lotus vs Lotus: julgamento antecipado para o dia 24 de Janeiro

A luta pelo direito a usar o nome Lotus conheceu hoje novo capitulo. A Autosport britânica, pró-Bahar, noticia que a batalha juridica nos tribunais britânicos foi antecipada para o dia 24 de Janeiro, quando se esperava que o julgamento fosse começar para o meio do ano. Segundo a publicação, os tribunais britânicos decidiram fazer isso com base num pedido da Proton, a montadora malaia, pois afirma que Tony Fernandes violou o contrato firmado entre eles, quando decidiu comprar os direitos da Team Lotus a David Hunt.

Esse novo dado pode fazer com que a situação seja resolvida antes do inicio da temporada, o que seria algo novo na equação. Mas note-se que oficialmente, a Lotus Cars é apenas uma patrocinadora da Renault, como sublinhou Eric Boullier esta semana numa entrevista. Quando é o próprio Boullier a dizer que oficialmente, a Renault continua a ser o que é e não se chama "Lotus Renault", já se está a dizer quase tudo, não é?

Entretanto, surgiu uma segunda situação. Ontem, o Joe Saward falava no seu blog que a Renault poderia ter problemas no Canadá devido à sua estrita lei anti-tabagista, em vigor desde 1997. Segundo eles, a decoração "black and gold", que faz lembrar as cores da John Player Special, a marca da companhia Imperial Tobacco - apesar desta não ser patrocinada por eles - poderia ser impedida de correr segundo essas cores.

A hipótese é plausível, mas não acredito nela. Por que razão? A lei existe desde 1997, mas desde então que as equipas passearam por Montreal sem serem incomodadas pelas autoridades locais. É uma hipótese a ser levantada, mas é apenas mais uma mera hipótese. Mas claro, isso não é impeditivo que hajam fundamentalistas a queixar-se ao Departamento de Saúde do Quebec de que haja uma violação da lei local.

Veremos a importância deste dado novo. Não acredito na sua resolução antes do inicio da temporada, mas...