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segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Noticias: Liuzzi elogia Horner e Marko pela evolução da Red Bull


Para o ex-piloto Vitantonio Liuzzi, o sucesso da Red Bull deve-se a Helmut Marko e Christian Horner. O italiano, que guiou pela Red Bull em 2005 e pela Toro Rosso em 2006 e 2007, explicou que ambos trabalham bem em conjunto há já bastantes anos e isso é o suficiente para que a equipa tenha o sucesso que já teve desde que chegaram à Formula 1, em 2005. 

Eles são completamente diferentes um do outro. Estou realmente feliz que o Horner, já li algumas vezes em entrevistas, tenha dito que foi graças a mim que começou na Red Bull. Em 2004, lembro-me, de quando trabalhei com a Arden, Christian Horner era um fantástico chefe de equipa. Via-se que tinha [um] ótimo ponto de vista em todas as situações e era uma máquina como diretor de equipa. Quando estava a falar com o Dr. Marko, estava sempre a falar muito bem do Christian. Marko tem uma experiência espantosa como piloto. Foi há muito tempo, mas ele sabe, à austríaca, a melhor forma como uma equipa tem de ser gerida. Penso que eles puxam um pelo outro e fizeram coisas espantosas pela equipa”.

O antigo piloto italiano lembrou os primeiros tempos na estrutura, após terem comprado a Jaguar Racing em 2004, os processos entre os membros da equipa não estavam tão bem afinados, até Helmut Marko receber mais responsabilidades de gestão.

Devo dizer, na minha opinião, os primeiros dois a três anos, internamente, não foram fáceis. Não entre eles, mas entre muitas pessoas envolvidas na gestão da Red Bull. Havia dificuldades em lidar uns com os outros porque todos queriam estar certos em comparação com o próximo. Mas de repente, em 2009 [Dietrich] Mateschitz decidiu pôr tudo nas mãos de Marko. Penso que Marko juntamente com Christian foram o jogo perfeito para unir a equipa [unida] para ganhar o campeonato”, concluiu.

Liuzzi, agora com 41 anos, ainda correu na Formula 1 entre 2009 e 2010 pela Force India, antes de uma ultima temporada pela HRT, antes de sair de cena e ir correr para a endurance e a International Superstars Series.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Formula E: Trulli já estão em Putrajaya

Depois de não terem conseguido correr em Pequim, a Trulli GP estava um pouco preocupada que os sistemas de motorização e de transmissão da Motomatica não estivessem a tempo da segunda corrida do ano, em Putrajaya, na Malásia. Pois bem, a equipa disse na sua conta pessoal do Twitter que está tudo resolvido e irá correr este sábado a segunda corrida do calendário da Formula E.

"Para aqueles que estavam preocupados, os nossos Motomatica JT-01 chegaram sem problemas a Putrajaya. Vêmo-nos na pista!", escreveram na rede social.

Para que chegassem sem problemas à Malásia, a Trulli acertou com a DHL, responsável pelos fretes da Formula E, para fazer as entregas. Esta chegada a Putrajaya significou que tudo isto conseguiu passar pela alfândega em Kuala Lumpur, a capital malaia.

Assim sendo, neste fim de semana, a categoria terá 20 carros e Vitantonio Liuzzi e Salvador Duran poderão fazer por fim a sua estreia na categoria.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Liuzzi substitui Cerruti na Trulli

E a pouco mais de 24 horas da corrida de Miami, houve mais uma mudança no pelotão da Formula E. Soube-se nesta quinta-feira à noite que a Trulli GP iria substituir Michela Cerutti por Vitantonio Liuzzi, deixando o pelotão da Formula E sem mulheres, e tendo mais um ex-piloto de Formula 1 por lá. Liuzzi, de 34 anos, teve entre 2005 e 2011 passagens pela Red Bull, Toro Rosso, Force India e HRT, e no ano passado corria no Japão, pelos Super GT.

A mexida, do qual eu falo ali no Motordrome, apanhou Liuzzi tão desprevenido que nem trouxe o seu fato de competição: "A primeira grande tarefa será a de encontrar um fato de corrida! Não se surpreenda se você me ver num dos capacetes de Jarno!", comentou.

Com isto, mantêm-se o número de italianos correndo na competição, mas aumenta o numero de pilotos que tiveram passagem pela Formula 1. Agora são catorze, em vinte pilotos presentes.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Noticias: Formula E confirma oito pilotos no seu alinhamento

Oito pilotos, alguns deles com experiência de Formula 1, foram confirmados pela organização da Formula E para guiarem os seus monolugares na temporada inaugural da competição, a ter lugar em setembro do ano que vêm. Para além do brasileiro Lucas di Grassi e o japonês Takuma Sato, que já experimentaram e testaram o monolugar, outros seis piloto fizeram a mesma coisa, a saber: o suiço Sebastien Buemi, o francês Adrien Tambay (filho de Patrick Tambay), o americano Marco Andretti (filho de Michael Andretti e neto de Mário Andretti), o chinês Ma Qinghua, o indiano Karun Chandhok e o italiano Vitantonio Liuzzi.


Até agora não se sabe para onde vão todos estes pilotos, mas Alejandro Agag, o patrão da Formula E, está confiante nas escolhas: “Desde o início, nós nos preparamos para dar aos fãs grandes corridas ao redor do mundo e, para isso, você precisa de pilotos de alto calibre. Agora que anunciamos as dez marcas, todos querem saber quem serão os pilotos. Claro, não podemos confirmar os pilotos ainda, pois serão as equipas que escolherão seus pilotos. Contudo, esperamos oferecê-los um ‘pool’ de pilotos internacionais para escolherem”, começou por afirmar.

Também esperamos que isso mostre para os fãs, televisões e potenciais patrocinadores os nomes respeitados que a Formula E está a atrair, bem como o nível de pilotos que podem esperar”, completou.

Quanto aos pilotos, o suiço Sebastien Buemi, atualmente um dos terceiros pilotos da Red Bull e também piloto da Toyota, afirmou a importância que esta competição têm para ajudar o desenvolvimento dos carros de estrada: “O automobilismo deve ser visto como líder no desenvolvimento de novas tecnologias, então será ótimo ver como isso vai influenciar não somente o desporto, mas também o futuro dos carros de rua e o meio-ambiente”, comentou.

A Formula E vai ter a sua primeira corrida de sempre a 13 de setembro, num circuito urbano em Pequim. 

domingo, 18 de agosto de 2013

A história das escolhas da Red Bull

A possivel escolha de Daniel Ricciardo para ser o substituto de Mark Webber poderá ser estranha para alguns, dado que ter Kimi Raikkonen ou até Fernando Alonso seria melhor do que o piloto australiano de 24 anos de idade. Mas para mim, a escolha de Ricciardo não me surpreende, porque a equipa de Milton Keynes está a seguir uma tendência na sua (ainda) curta história: a de formar os seus pilotos, através do seu programa da Junior Team. E se muitos criticam o programa pelo facto de "queimar" muitas carreiras, em termos de vantagem, permitiu ter-lhes um dos melhores pilotos da atualidade, o alemão Sebastian Vettel.

A Red Bull está na Formula 1 desde 1995, primeiro como patrocinadora da Sauber e partir de 2004 com equipa prória, quando Dietrich Mateschitz adquiriu a equipa de Formula 1 da Jaguar. Esta tinha como dupla o australiano Mark Webber e o austríaco Christian Klien. Klien era um dos pilotos que a marca tinha ajudado na carreira, depois de ter feito a outros pilotos como Enrique Bernoldi, Patrick Freisacher, Vitantoino Liuzzi e Scott Speed. Em 2005, Webber foi para a Williams (só ingressaria na Red Bull em 2007) e a equipa, com motores Cosworth na altura, decidiu manter Klien e dar uma chance em algumas corridas ao italiano Vitantoino Liuzzi.

O piloto austriaco ficou na Red Bull por mais uma temporada, mas foi embora antes do final da temporada, substituido por outro piloto da "cantera", o holandês Robert Doornbos, que fez as três últimas corridas dessa temporada, sem dar nas vistas.

O regresso de Webber em 2007 (apesar do novo nome, a estrutura era a mesma) fez com que a Red Bull não pensasse mais em ir buscar pilotos da sua fileira, agora que tinha adquirido a Minardi, que a rebatizou de Toro Rosso. E foi ali que a meio desse ano a equipa despediu Scott Speed (depois de um famoso desaguisado com Franz Tost, em Nurburgring) para dar uma chance a um alemão que tinham apoiado nas categorias de acesso - Formula 3, World Series by Renault - e que naquele ano tinha feito uma corrida pela BMW Sauber: Sebastian Vettel.

Ao longo de ano e meio ao serviço da equipa de Faenza, Vettel aprendeu a guiar e a adaptar-se no pelotão da Formula 1 e o seu talento começou a ver-se, especialmente em 2008, quando obteve 35 pontos e um memorável fim de semana em Monza, quando fez a pole-position e venceu categoricamente, debaixo de chuva, na pista italiana. Até hoje, o piloto alemão é o mais bem sucedido de sempre na Toro Rosso e contribuiu decisivamente na reforma de Coulthard, no final dessa temporada. E com a chegada de Vettel à equipa principal, em 2009, coincidindo com a estadia de Adrian Newey como o projetista da marca (na realidade, ele já estava na equipa desde 2006), a marca começou a vencer corridas e campeonatos.

A dupla Vettel-Webber é uma das mais estáveis da Formula 1, tendo até agora estado juntos por cinco temporadas. Nestas 84 corridas que levam juntos, a equipa conseguiu 38 vitórias, 49 pole-positions e 35 voltas mais rápidas, bem como três Mundiais de Construtores e claro, três Mundiais de Pilotos. É certo que a equipa tornou-se agora numa das mais bem sucedidas da atualidade e arrisca-se a construir uma era na Formula 1, pois caminha quase inexoravelmente para um quarto título mundial em ambas as categorias, mas a marca austriaca não deixou de se desviar do seu guião em termos de pilotos, preferindo encontrar talentos para ganhar do que contratar os melhores. 

A escolha de Daniel Ricciardo não é mais do que a continuidade de um projeto, do qual faz parte a Toro Rosso. A equipa secundária serve exatamente para esse propósito, e a colocação de um dos seus pilotos na equipa principal a cada duas temporadas é o seu objetivo. Isto, se demonstrar que tem talento suficiente para tal, pois caso contrário, ou é dispensado sem cerimónias, como Scott Speed ou Jaime Alguersuari, ou acaba como terceiro piloto, como acontece agora com Sebastien Buemi. É que Ricciardo é apenas o segundo piloto que vem da Toro Rosso, depois de Vettel. E isso pode servir de aviso para Jean-Eric Vergne ou quem aí vêm, como por exemplo, António Félix da Costa. Mas claro, os frutos do talento só valerão a pena quando (e se) vazar um lugar na equipa principal. E tão cedo essa politica não será mudada... 

terça-feira, 22 de março de 2011

Mais problemas à vista na Hispania?

Lembram-se de dizer que acreditaria que a Hispania conseguiria arrancar a temporada, mas duvidava que iria acabar? Pois bem, o sitio holandês F1 Today publicou ontem um artigo dando conta da existência de salários em atraso na equipa e na saída de alguns engenheiros devido a isso. E que a equipa atravessa graves dificuldades financeiras.

Com o F111 a não rodar nos testes de Barcelona devido a alegadamente não ter recebido os amortecedores a tempo, o carro só será realmente testado neste fim de semana australiano, tal como acontecera no ano passado com o F110. Colin Kolles disse na altura que tinham ficado retidos na alfândega, o que é treta, porque a sede é na Alemanha e não há fronteiras dentro da União Europeia.

A fonte anónima diz o seguinte: "Não testar devido a não ter amortecedores retidos na alfândega é um absurdo pois tudo é transportado por camião da Alemanha. A verdade é que não era só a suspensão que não existia, pois faltavam imensas peças. É fácil perceber o que está a suceder, e os engenheiros estão sem receber há dois meses. Cinco já se foram embora.", assegurou.

Para piorar as coisas, este ano regressou a regra dos 107 por cento, o que muito provavelmente poderá fazer com que os carros de Narain Karthikeyan e de Vitantonio Liuzzi tenham imensas dificuldades para fazer entrar os seus carros dentro dessa regra, dada a falta de rodagem do chassis, pelo menos nestes primeiros tempos.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Para complementar o post mais abaixo...

... eis uma charge feita pelo Marcos "Williams" Antônio, da GP Series.

E já agora, aproveitando o embalo, podem ler o conto que o Ron Groo publicou no seu sitio. Vale sempre a pena ler.

A Hispania vai correr. Mas acabará a temporada?

Não sei se importa falar sobre isto, mas digo na mesma. Bem sei que é "chover no molhado" e que toda a gente já falou sobre as sérias dúvidas sobre a capacidade de correr uma segunda temporada, que é um "cadáver adiado", etc, etc, mas acho que agora que os testes chegaram ao seu final, dar a minha opinião sobre a Hispania não faz mal algum, mesmo que não fuja à regra.

Na passada sexta-feira, no dia da apresentação do novo chassis, disse algures que se o calendário tivesse desenrolado como o previsto, já teria acontecido o campeonato do Mundo, ou seja, estariam nas mesmas condições do que em 2010 em termos de apresentação do novo carro: sem "shakedown" e os pilotos tinham pouco ou nenhum conhecimento do F111. No dia a seguir à apresentação do carro, teria sido o dia da rodagem do novo carro, mas afinal, houve um problema burocrático com algumas peças da suspensão. Não direi que é de bradar os céus, mas ficas a pensar que de onde é que vieram as peças. Suiça? China? Russia? India? Brasil? É que da Alemanha à Espanha, existe uma coisa chamada "espaço Shengen" onde não existem quaisquer barreiras á circulação de pessoas e mercadorias...

Também quero acreditar que na Hispania se tenham aprendido as lições de 2010, especialmente no capítulo de "como não fabricar um carro". Quero acreditar que com os testes que fizeram no inicio da época, tenham experimentado novos componentes no F110 e que estes se encaixem no "novo" carro - deve ser mais um F110 com traseira modificada para caber a caixa de velocidades da Williams - e que comecem a empreender a tarefa quase impossível de superar a Virgin e sair do findo do pelotão.

Sempre acreditei que iriam começar a temporada de 2011, e ali eles vão, a caminho da Austrália, com o indiano Narain Kartikeyan e o italiano Vitantonio Liuzzi como pilotos. Um regressa depois de seis temporadas de ausência, o outro foi despedido da Force India e provavelmente usou o dinheiro da indemnização para continuar a correr. Devem adorar imenso a Formula 1 ou são autênticos viciados em adrenalina para estarem dispostos a correr em verdadeiras "cadeiras elétricas", e ainda por cima trazem dinheiro consigo - pelo menos o indiano - para injetar alguma vivacidade e esperança de não terminar todos os Grandes Prémios nos últimos lugares.

O chato é que o novo chassis vai para a Austrália sem ser testado propriamente, nem para um misero "shakedown". Tal como em 2010, acho que as declarações de Colin Kolles soam a pretenciosismo. Coisas que eu li como esta, dita na sexta-feira passada, são motivo de risota geral: "Penso que o nosso carro é mais rápido do que o do ano passado. De forma significativa. Temos a secção traseira da Williams, um motor Cosworth, um conjunto que nos consegue levar aos dez primeiros e terminar em sexto no campeonato. Não há nada de errado com isso. Temos aerodinâmica renovada, pelo que tudo parece mais promissor. Temos pilotos com maior experiência e tudo deverá ser melhor. No papel, parece melhor, penso".

Diz bem o Kolles: pensa. A realidade costuma ser mais dura.

Acho que toda a gente na equipa torce para que uma construtora seja louca a suficiente para comprar o seu lugar. Se é esse o caso, espero que o preço seja o suficiente para sair dali com o investimento recuperado, no mínimo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Apresentações: o Hispania F111 (agora é real)

Alguns brincaram com o dia de hoje, afirmando algo como "por fim, irei ver o carro em 3D". Mas algum dia teria de acontecer, e aqui está, o tal Hispania F111, com as novas decorações e com a nova dupla para o inicio da temporada: o italiano Vitantonio Liuzzi e o indiano Narain Karthikeyan.

Acho também engraçada a data que escolheram para a apresentação do carro, porque aconteceria no mesmo dia em que, se não tivessem ocorrido os eventos no Médio Oriente, estariamos agora a falar sobre os treinos do "GP do Bahrein", aquela que seria a primeira corrida do ano. Ou seja: tal como em 2010, o carro teria sido Justificar completamenteapresentado em cima da hora. Nesse aspeto, a equipa de José Ramon Carabante e Colin Kolles só tem de agradecer pelo adiamento ou cancelamento da corrida barenita.

Uma evolução do F110, fabricado inicialmente pela Dallara, o carro foi projetado por Geoff Willis, que tentou fazerr um carro melhor, para poder adaptar a nova caixa de velocidades, vinda da Williams. Apesar dessas adaptações e do pouco tempo que eles têm para rodar com o carro até Melbourne, Colin Kolles, o chefe de equipa, acredita piamente que irão bater as outras novatas...

"Penso que o nosso carro é mais rápido do que o do ano passado. De forma significativa. Temos a secção traseira da Williams, um motor Cosworth, um conjunto que nos consegue levar aos dez primeiros e terminar em sexto no campeonato. Não há nada de errado com isso. Temos aerodinâmica renovada, pelo que tudo parece mais promissor. Temos pilotos com maior experiência e tudo deverá ser melhor. No papel, parece melhor, penso", afirmou ao autosport.com.

Contudo, Kolles afirma também que a competitividade do novo monolugar poderá não chegar para marcar uma impressão, logo, outras soluções terão de ser usadas para alcançar os seus objetivos, como por exemplo, passar dos 107 por cento e manter a evolução do carro ao longo da temporada.

"Sabemos que não temos o carro mais rápido, isso é óbvio. Podemos discutir como correr alguns riscos e ganhar mais um décimo de segundo ou qualquer coisa assim, mas essa não é a nossa estratégia. A nossa estratégia é ser fiável e terminar corridas, ter pilotos experientes para tirar partido de algumas situações", concluiu.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Noticias: Vitantonio Liuzzi confirmado na Hispania

Por fim, a última vaga existente na Formula 1 já tem dono: a Hispania Racing confirmou esta tarde em Barcelona que o italiano Vitantonio Liuzzi será o seu piloto, ao lado do regressado indiano Narain Karthikeyan. Era algo que já se adivinhava desde há algumas semanas, mas o anuncio estava atrasado devido aos compromissos que Liuzzi ainda tinha com a Force India, que o tinha dispensado no final do ano a favor do escocês Paul di Resta.

Hoje, numa entrevista à italiana Autosprint, Liuzzi já afirmava estar livre das ligações que ainda tinha com a equipa anterior: "Ainda não existe um contrato, mas eles precisam de alguém experiente enquanto eu estou livre depois de ter deixado a Force India, por isso todos os elementos estão lá. Penso que eles fizeram os seus cálculos e perceberam que precisam de alguém capaz de desenvolver o carro", começou por afirmar.

No penúltimo teste de Barcelona, Liuzzi teve o seu primeiro contato com o F110 e garantiu ter sentido desde logo as fraquezas e as forças do chassis e como fazer para o melhorar. "Mal me sentei no carro senti que o equilíbrio era mau. No entanto, ao longo do resto do dia, fizemos algumas modificações e pela tarde tivemos um carro bem equilibrado. A traseira era muito boa, podia-se pilotar bem", garantiu.

Contudo... "apenas andar com o carro às voltas na pista é inútil. A experiência é boa para a imagem da equipa e para o seu potencial no futuro. Quando os resultados aparecerem, então poderão pensar em dinheiros da TV e nas verbas dos patrocínios", acrescentou.

Liuzzi disse que da sua parte, não iria arranjar dinheiro para correr na equipa, contudo, o piloto italiano de 29 anos admitiu que estão a ser feitas concessões de ambas as partes, "um esforço recíproco", como lhe chama. E provavelmente agora, com o anuncio da sua chegada à Hispania, eventualmente se deve ter chegado a um equilibrio satisfatório.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O desejado e a alternativa

Viantonio Liuzzi quer que a Force India lhe pague o que deve. Mas quer que eles o façam o mais cedo possivel, para poder ir alegremente para a unica vaga ainda em aberto, na Hispania. Só que há dois problemas: a Force India anda a arrastar o processo de rescisão e a Hispania não vai ficar à espera para todo o sempre, pois tem Christian Klien como alternativa. E Liuzzi, claro, já disse que não vai trazer dinheiro para a equipa.

Lendo as linhas acima, pergunta-se porque é que Colin Kolles não o descartou de imediato. A razão é simples: ele tem talento o suficiente para desenvolver aquele carro, e Kolles precisa de alguém desse género para evitar que o carro seja um "dead last" como foi em 2010. Liuzzi quer, mas ainda está hesitante, como explicou à Autosport portuguesa: "Ainda tenho de pensar bem no que vou fazer, porque existem algumas opções e, claro, os problemas que conheces ainda por resolver."

Entretanto, parece que a Hispania pode estar perto de conseguir o impossível: um patrocinador. Rumores apontam que Kolles negoceia um acordo com uma empresa russa, que permita andar um pouco mais à vontade com as finanças e não se preocupar em arranjar outro piloto pagante. Aí poderia propor o lugar a Liuzzi, mas caso este diga que fica de fora, a alternativa seria o austriaco Christian Klien, que tem algum dinheiro extra e já trabalhou com Kolles. Veremos como é que esta história irá acabar.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os possiveis substitutos de Robert Kubica

Agora que o azar aconteceu a Robert Kubica, temos de pensar obviamente em quem o chefe da Renault, Eric Boullier, irá escolher para o lugar do desafortunado piloto polaco. Ao longo do dia, li na blogosfera e discuti no Twitter todo o tipo de hipóteses, umas mais viáveis e outras mais disparatadas, claro.

A minha visão das coisas sobre isto tudo é a seguinte: tudo que esteja fora daquele enxame de pilotos não pode ser considerado na equação. Por vários fatores ao qual irei tentar explicar nas linhas seguintes.

O primeiro fator é dinheiro. Pilotos como Nico Hulkenberg, por exemplo, estão agarrados a um contrato com outra equipa como a Force India. Pedir a libertação do contrato a ele significaria que Vijay Mallya iria pedir muito dinheiro em troca dessa libertação. Como está um pouco apertado de dinheiro - pois acaba de correr com Vitantonio Liuzzi da equipa - um extra nos seus cofres para deixar sair o seu valioso terceiro piloto não deve estar no alcance de uma equipa com problemas de dinheiro como a Renault-Genii-Lotus Cars-Proton.

O segundo fator é a motivação. Ontem houve muita gente que pediu e desejou o regresso de Kimi Raikonnen à Formula 1. Os que pedem isso perderam, na minha otica, toda a noção da realidade. Kimi Raikonnen saiu da Formula 1 em 2009 sem olhar sequer alguma vez para trás. Está de pedra e cal nos ralis, e estableceu a sua própria equipa, a ICE 1 Team, que vai correr com um Citroen DS3 WRC. Gastou alguns milhões de dólares para comprar um carro, contratar engenheiros e mecânicos e estableceu um programa que vai durar uma temporada inteira. Certamente só com essa brincadeira irá gastar à volta de quatro milhões de dólares, mas como a Ferrari lhe pagou 17 milhões em 2010 para não correr na Formula 1, tem dinheiro garantido para uma segfunda vida no Mundial de Ralis.

E ainda há mais uma razão: segundo o jornalista finlandês Heikki Kulta, um dos melhores do assunto, o nome de Kimi foi veiculado pela Renault como "joguete" por parte de Gerard Lopez para forçar Vitaly Petrov para procurar mais patrocinadores russos. Nunca perceberam a reacção zangada de Kimi quando soube da hipótese de um regresso à Formula 1? Se não perceberam, então ficam a saber.

A terceira razão é velocidade. Há pilotos muito experientes no mercado. Nick Heidfeld e Pedro de la Rosa são dois excelentes pilotos, muito experientes e frescos, pois competiram em 2010. Mas tem um defeito: não são rápidos, e aquela é uma máquina que não foi feita para andar no meio do pelotão. Se Peter Sauber substituiu de la Rosa por Heidfeld, foi porque achou que ele era mais confiável. Mas ambos foram copiosamente batidos por um jovem e muito veloz Kamui Kobayashi.

Vistas as coisas, o que Boullier deveria fazer então? Na minha otica, caso não existam quaisquer clausulas escritas que digam que determinado piloto deva correr em caso de um deles fique indisponivel - apesar de ter ouvido as declarações a respeito do Bruno Senna em Valencia - ele deveria dar uma chance de testar os seus dois principais pilotos de reserva: Romain Grosjean e o Bruno. Caso o seu "feedback" em relação ao carro se aproximar o bastante aos que tinha Robert Kubica, seria o escolhido. Deveriam dar uma chance ao Bruno Senna? Sim, para mal dos pecados de muita gente. O fato de ter corrido num mau carro como o Hispania F110 não o inviabiliza como piloto de Formula 1.

Claro que em jeito de conclusão, a Renault teve no Domingo um duro golpe. Via-se que a sua aposta em construir a equipa à volta de Kubica estava a resultar e todo aquele enxame de pilotos que vimos há uma semana em Valência servia para uma operação de Relações Públicas por parte do Gerard Lopez, além de mostrar ao Vitaly Petrov que tem de fazer bastante melhor em 2011. Caso contrário, nem todos os poços de petróleo russos lhe salvarão o seu lugar na marca francesa. Espera-se que não se ressintam com isso, mas só veremos isso nas próximas semanas. E qualquer resultado que a equipa tenha vai ser analisada com um grande "e se?" por parte dos apreciadores de Robert Kubica.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Rumor do dia: Di Resta e Hulkenberg na Force India

Este é um pequeno foco de rumores nos últimos dias de 2010: qual será a dupla de pilotos da Force India para 2011. Já se sabia que Adrian Sutil era um piloto mais ou menos consolidado, mas o segundo piloto era foco de especulações, já que o lugar de Vitantonio Liuzzi estava mais do que periclitante. E pelos vistos, poderá ter perdido de vez. O jornal suiço "Blick" afirmou na sua edição de ontem que Liuzzi saiu da Force India, e que o lugar de segundo piloto foi ocupado pelo escocês Paul di Resta, com Nico Hulkenberg no lugar de terceiro piloto, depois de uma tentativa falhada de ser terceiro piloto na McLaren, como explica o seu manager, Willi Weber:

"Na verdade, eu queria que Nico fosse o terceiro piloto da McLaren. Mas Martin Whitmarsh estava preocupado que isso seria visto como uma ameaça a Button, então ele não queria quebrar a harmonia na equipe na luta pelo título", explicou o empresário.

O jovem piloto alemão de 23 anos, que perdeu o seu lugar na Williams para o endinheirado venezuelano Pastor Maldonado, vencedor da GP2 Series em 2010, será o terceiro piloto da equipa, e também uma excelente forma de pressão para os dois pilotos efetivos, pois ao terem um homem como o alemão a espreitar os seus lugares fará, certamente, que nunca descurem o seu trabalho.

De acordo com a publicação helvética, o anúncio oficial deverá ser realizado nos próximos dias.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Noticias do dia: Force India confirma Liuzzi e Sutil

O proprietério da force India, Vijay Mallya, confirmou esta manhã que os pilotos que alinharam no final da temporada de 2009, o italiano Vitantonio Liuzzi e o alemão Adrian Sutil, irão continuar na equipa na temporada de 2010.


"Estamos muito contentes por manter os préstimos do Adrian e do Tonio para mais uma temporada. Sempre defendemos que a consistência é elemento-chave nesta etapa de desenvolvimento da equipa e pela primeira vez em muitos anos, daremos continuidade não só aos mesmos pilotos, mas também ao mesmo motor e à mesma gestão", começou por afirmar Mallya, acreditando que esta estabilidade no alinhamento dos pilotos poderá levar a equipa para mais altos vôos.


"Estou certo de que temos uma das duplas mais dinâmicas da grelha e espero que isto se revele importante para nos manter em boa posição naquilo que todos nós esperamos que seja um ano de transição para a equipa", acrescentou.


Em relação aos pilotos, a safisfação era palavra de ordem nas declarações de Sutil e Liuzzi: "Sinto-me bem aqui, sinto-me em família e quando nos sentimos à vontade podemos dedicar cem por cento da nossa energia na pista. Na próxima época, quero estar nos pontos de forma regular, mesmo até lutar pelo pódio, e a equipa tem os mesmos objectivos", referiu o piloto alemão.


Liuzzi seguia o mesmo diapasão: "Sempre foi meu objectivo manter-me na F1 em 2010 e finalmente consegui. Sinto que as cinco corridas que fiz em 2009 foram um aquecimento; voltar à competição, conhecer o carro e voltar às boas sensações. Agora que já o consegui, sinto-me preparado para dar o máximo na próxima época. Fomos muito fortes na fase final da época de 2009, por isso se continuarmos a partir do ponto onde parámos, penso que poderá ser um bom ano", afirmou.


Aos poucos e poucos, a grelha de 2010 vai sendo formada.

sábado, 12 de setembro de 2009

Formula 1 - Ronda 13, Monza (Qualificação)

Foi uma sessão que estava prestes a ser surpreendente de novo. Digo isto não por causa do facto de Lewis Hamilton ter conseguido pela terceira vez este ano a pole-position, mas sim o homem que teve de bater para conseguir alcançar este feito: o Force India de Adrian Sutil. Um carro com KERS, como normalmente é o McLaren, teve de usar toda a sua potência para conseguir bater um carro sem ela, que era o do Sutil, que por muito pouco não repetia a gracinha de Spa-Francochamps, com Giancarlo Fisichella. E quando vês o lugar em que ficou o piloto italiano no seu novo bólido (14º na grelha), pergunta-se: será que fez bem em mudar-se? Eu digo que sim, porque fez melhor que poderia ter feito Luca Badoer, e adaptar-se em poucos dias, com as restrições existentes, a um carro com KERS, é um feito apenas ao alcance de muito poucos.

Contudo, o seu substituto, Vitantonio Liuzzi, que esteve ano e meio fora de um carro de Formula 1, foi sétimo, a primeira vez que dois Force India passaram à Q3...



Um coisa interessante ficou nesta qualificação: dos sete primeiros da grelha, seis eram todos Mercedes. A unica excepção foi Kimi Raikonnen que, no seu Ferrari, conseguiu ser o terceiro na grelha de partida. Heikki Kovalainen foi quarto, no seu McLaren, enquanto que Rubens Barrichello e Jenson Button monopolizaram a terceira fila da grelha de partida, com o brasileiro, mais uma vez, a levar a melhor que o britânico, actual lider do campeonato. Os três últimos do "top ten" tinham todos motores Renault: Fernando Alonso e os Red Bull de Sebastien Vettel e Mark Webber.


O resto não era nada que estaria à espera, embora diga que as posições alcançadas pelos BMW Sauber foram mais devidas aos problemas que Nick Heidfeld e Robert Kubica sofreram com os seus bólidos, que lhes impediram de lutar por, por exemplo, de chegar mais adiante na Q3. No final, numa pista onde a velocidade é rei, os mais potentes tiveram o seu dia. E amanhã, caso nada de anormal aconteça, o dia pode ser alemão, na casa da Ferrari. Veremos!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Noticias: Liuzzi confirmado na Force India

A Force India confirmou hoje que o seu terceiro piloto, o italiano Vitantonio Liuzzi, irá pilotar para a equipa no GP de Itália, substituindo o seu compatriota Giancarlo Fisichella, que foi para a Ferrari. Segundo o comunicado da equipa, Liuzzi permanecerá a bordo do carro nas últimas cinco corridas da temporada de 2008.

"Mal posso esperar para regressar às pistas, especialmente no meu local, o GP de Monza. Aprecio imenso e agradeço a oportunidade que Mallya me deu, ainda mais agora que temos um bom carro. Estou confiante que continuarei a melhorar nas prestações do nosso carro. Para além disso, estou motivado, em boa forma física e ansioso por marcar pontos", completou.

Quanto a Vijay Mallya, o dono da equipa indiana, afirmava: "Estou muito feliz por ter dado a Liuzzi a oportunidade de voltar a pilotar, porque sei que era isso que queria nos últimos anos. A Force India está agora numa posição muito competitiva e precisamos de um piloto que possa continuar com este momento. Esta será para Liuzzi a oportunidade de demonstrar que tem velocidade, profissionalismo e está comprometido com os objectivos da nossa equipa", concluiu o dirigente.

Nascido em Locrotondo a 6 de Agosto de 1981, começou a correr no karting aos nove anos, onde venceu o campeonato nacional na sua categoria aos 12, em 1993. Em 2001 tornou-se campeão do Mundo, onde chegou a bater Michael Schumacher na sua própria pista, em Kerpen, na Alemanha. Passando para os monolugares em 2001, foi segundo classificado na Formula Renault 2000 alemã, para em 2002 passar para a Formula 3 alemã, onde foi oitavo classificado. Em 2003 chegou à Formula 3000, pela Red Bull Junior Team, onde terminou na quarta posição. Em 2004 dominou categoricamente a Formula 3000, pnde ao serviço da Arden, venceu todos, menos três corridas, sendo o último campeão da categoria, antes desta ser rebaptizada de GP2.

Em 2005, Liuzzi passou para a Formula 1, fazendo parte da Junior Team da Red Bull, alinhando em quatro corridas pela Red Bull, trocando o lugar com o austriaco Christian Klien. Na sua primeira corrida, em Imola, terminou na oitava posição, sendo dos poucos pilotos a conseguir pontuar na sua estreia. Nas duas temporadas seguintes, alinhou pela Toro Rosso, onde na última foi completamente batido pelço seu companheiro de equipa, Sebastien Vettel. A sua melhor posição é um sexto lugar no GP da China desse ano.

Em 2008, assinou um contrato de terceiro piloto na Force India, onde seria também o piloto de testes. Durante esse tempo, alinhou na (agora defunta) Speedcar Series, vencendo três provas e terminando na terceira posição do campeonato. Em 2009, ainda correu em quatro provas da A1GP, ao serviço da equipa italiana, tendo como melhor resultado uma pole-position em Portimão.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Noticias: Ferrari anuncia Fisichella para o segundo carro

Está confirnado: a Ferrari anunciou esta tarde que o veterano Giancarlo Fisichella irá substituir Luca Badoer no volante do segundo Ferrari até ao final do campeonato de 2009, enquanto que o seu lugar na Force India será preenchido pelo seu compatriota Vitantonio Liuzzi.

"O Giancarlo e a sua assessoria vieram conversar comigo, e eu compreendo que para um italiano, um lugar na Ferrari é muito apetecível, e o Giancarlo não é excepção. Para além disso, este acordo assegura o futuro do Giancarlo com a Ferrari, e seria incorrecto da nossa parte não ceder, especialmente depois do fantástico contributo que ele nos deu este ano.", referiu Vijay Mallya, dono da Force India.


Fisichella irá substituir o seu compatriota Badoer, que nas duas últimas corridas demonstrou, no minimo, que o seu afastamento tinha sido demasiado prejudicial ao seu ritmo competitivo, e que manchava o prestigio da marca do Cavalino Rampante. Mas o veterano italiano de 35 anos, que surpreendeu meio mundo no passado fim de semana ao fazer a "pole-position" do GP da Belgica com o Force India-Mercedes, vai substituir acima de tudo o brasileiro Felipe Massa, acidentado na qualificação do GP da Hungria, e que só regressará à competição em 2010.


Para além disso, outro factor a ter em conta para este desfecho é que a Force India deve cerca de 4 milhões de euros à Ferrari pela quebra unilateral do acordo de fornecimento de motores, no final do ano passado. Liuzzi vai ser, em principio, o piloto que substituirá Fisichella em Monza, mas como a equipa necessita de dinheiro, pode ser que até ao final do ano eles pretendam um piloto vindo da GP2, de perferência com uma mala cheia de dinheiro. Vitaly Petrov ou Pastor Maldonado seriam bons exemplos...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Os possiveis substitutos de Felipe Massa

Com Felipe Massa no hospital, eventualmente por mais uma semana, e afastado do "cockpit" até ao final do ano, começam a surgir as especulações sobre o seu substituto na Ferrari. Os jornais espanhois estão a usar a "tática Cristiano Ronaldo", afirmando insistentemente que o piloto asturiano iria alinhar no carro da Scuderia já em Valencia, aproveitando a suspensão da Renault pela FIA durante uma corrida. Apesar de ser tentador, carece de fundamento.


Fala-se dos pilotos de testes, Luca Badoer e Marc Gené, poderem ir para o cockpit fazer corridas. Mas ambos os pilotos não têm rodagem de competição. Badoer não corre desde 1999, e Gené desde 2005, apesar deste último ser piloto da Peugeot na Le Mans Series. Mas o catalão não tem muita competitivdade, logo, é outra hipótese em principio descartada.


Outra hipótese referida nestes dias é Michael Schumacher. Retirado desde 2006, o piloto de 40 anos, heptacampeão mundial e que escreveu com a Ferrari algumas das páginas mais douradas da sua história, pode considerar essa hipótese. A sua acessora de imprensa, Sabine Kehm, revelou à BBC que caso a Ferrari o chame, ele pode considerar o regresso:


"Caso a Ferrari pense no Michael, então ele irá certamente considerar a hipótese, mas não há razões para que ele se envolva na discussão. Noutras circunstâncias, eu diria que ele não está interessado, mas agora a situação é diferente. Para além disso devo recordar que em Fevereiro passado o Michael teve um acidente de moto, e neste momento não vos consigo dizer se ele poderá estar em condições físicas para guiar um Fórmula 1. Se a Ferrari lhe perguntar se ele consideraria voltar a guiar, ele iria certamente ponderar, mas recordo que ele agora é um 'velhote' de 40 anos.", referiu Kehm à BBC.


Contudo, há um problema: para além do piloto alemão não correr desde o final de 2006, não pega num carro de formula 1 desde Abril de 2008. Logo, essa hipótese é pequena.


Outra hipótese é avançada hoje pela Autosport portuguesa: o veterano Giancarlo Fisichella poderá ir correr no cockpit do Cavalino Rampante. Com experiência longa e imediata, seria a solução ideal até ao final do ano, e até seria um encerramento em grande, dado que o piloto já tem 36 anos e vai na sua 14ª temporada. Quanto às obrigações contratuais, essa seria até a parte mais fácil, dado que a Force India ainda deve dinheiro à Ferrari pelo fornecimento dos seus motores. E caso Fisichella aceite, o seu substituto seria eventualmente outro italiano: Vitantonio Liuzzi.


Uma coisa é certa: ainda faltam três semanas e meio para Valencia, e só hoje é que Luca di Montezemolo e Stefano Domenicalli é que se reunirão em Maranello para discutir esse assunto. E tempo não faltará para resolver o assunto.

domingo, 12 de abril de 2009

A1GP - Ronda 6, Portimão (Corridas)

Por fim, chegou o dia das corridas em Portimão. Neste Domingo de Páscoa na ponta ocidental do Algarve (mais conhecido localmente por Barlavento), máquinas e pilotos de 22 países estiveram no novo Autódromo de Portimão para correr na jornada dupla da A1GP, três anos depois da sua passagem pelo Autódromo do Estoril.



Depois de um desempenho algo modesto nos treinos (5º na Sprint race e 7º na Feature Race), cabia a Filipe Albuquerque tentar recuperar alguma dessa desvantagem e conseguir ultrapassar os seus adversários mais directos: a Irlanda, com Adam Carrol ao volante, e a Suiça, de Neel Jani. Mas também tinha que estar atento à Holanda, com Robert Doornbos, e à Itália, agora reforçada com a presença de Vitantonio Liuzzi. E ver o desempenho de alguns pilotos, como Nicolas Prost, pela França, e Felipe Guimarães, pelo Brasil.

A Sprint Race começa com Doornbos na frente, e Albuquerque a saltar para o quarto lugar, passando o libanês Daniel Morad. A ordem das coisas não se alterou muito até à paragem obrigatória nas boxes, com Albuquerque a seguir de perto o trio da frente: Doornbos, Liuzzi e Carrol. Entretanto, mais atrás, Earl Bamber, da Nova Zelândia, perdia o controlo do seu carro, e terminava permaturamente a sua corrida.

Quando chegou a vez da obrigatória paragem nas boxes, o carro italiano foi mais lento do que os seus directos adversários, e foi ultrapassado por Carrol e Albuquerque. O piloto português, agora terceiro, foi em perseguição dos dois primeiros, mas estes estavam tão rápidos como ele, e a ordem não se alterou. Quanto a Liuzzi, teve de se defender de Clivio Piccione, do Mónaco, para conseguir garantir a quarta posição, o melhor resultado do ano para as cores transalpinas.

Contudo, a corrida terminaria antecipadamente na 11ª volta devido a um toque entre Felipe Guimarães e o carro sul-africano, guiado por Adrian Zaugg. Ambos os carros ficaram atravessados na pista, e as bandeiras vermelhas foram mostradas. Apesar de tudo, Guimarães ficou com o sétimo posto final, um claro sinal de progresso do piloto brasileiro.

Quase três horas mais tarde, veio a corrida mais longa, a Feature Race. Na partida, há menos um carro, o do Brasil, pois não conseguiram recupera-lo a tempo da corrida. Albuquerque larga mal e é superado pelo americano Marco Andretti. Mas mais atrás, outro dos candidatos ao título, Robert Doornbos, desistia, vítima de um problema de motor. Mas pouco depois, os comissários de pista descobrem que Adam Carrol saiu antes de tempo, logo, era peanlizado por um "drive through", ou seja uma passagem pela boxe. Entretanto, Albuquerque passava Andretti e estava atrás de Adrian Zaugg, no quarto lugar. Na primeira paragem nas boxes, Albuquerque não conseguiu ultrapassar o sul-africano, e foi até ultrapassado pelo neto de Mario Andretti.

Após o primeiro ciclo de paragens, e depois de passar Andretti, Albuquerque era quarto, estando atrás de Africa do Sul e Nova Zelândia (Adrian Zaugg e Earl Bamber, respectivamente), com Neel Jani a aproveitar a penalização de Carrol para garantir a liderança. E pouco depois, a luta acabava mal, na Curva 3: um excesso de Bamber na travagem, batendo na traseira do carro sul-africano, e dando de bandeja a segunda posição ao piloto de Coimbra.

O acidente teve consequências: O Safety Car entrava em pista a 26 voltas do fim, e tudo ficava na primeira forma. Jani tinha agora Albuquerque às suas costas, com Liuzzi e Andretti logo a seguir. E com isso, havia possibilidades reais: para Jani, o de recuperar a liderança, para Albuquerque, era o de chegar à liderança e conseguir uma vitória inédita em casa.

E no recomeço, Albuquerque arrisca passar Jani... e consegue. Mas é de pouca dura. Logo atrás, Andretti passa Liuzzi, mas o piloto americano exagera e ambos tocam-se, e Liuzzi ainda bate no carro de Clivio Piccione, fazendo com que o Safety Car entre de novo. Com isso tudo, Adam Carrol era oitavo, ou seja, uma situação negativa ao inicio estava a transformar-se numa situação positiva...



Na segunda passagem pela boxe, Albuquerque demorou demasiado tempo, e Jani regressou à liderança, e tinha o seu outro rival, Adam Carrol, mesmo atrás. O piloto irlandês pressionou o português até que... os comissários de pista dizerem que Carrol tinha feito uma ultrapassagem com o Safety Car em pista, logo... novo "drive through". Mas Albuquerque ainda tinha outras preocupações, com Narain Kahtikayean, da India, e Fairuz Fauzy, da Malásia, colados a ele. E Neel Jani era o lider confortável.

Contudo, o final é controverso. A Irlanda decidiu ignorar a penalização e ir até ao fim, acabando na segunda posição, atrás de Jani. Albuquerque acabava de novo no terceiro posto, o que era um bom resultado para o fim de semana. Karthikayean despista-se e Fauzy herda o quarto posto para a Malásia. Mas esta corrida iria ainda ter um prolongamento na secretaria... A próxima jornada dupla do campeonato aconterá a 3 de Maio no circuito inglês de Brands Hatch.

sábado, 11 de abril de 2009

A1GP - Ronda 6, Portimão (Qualificação)

A qualificação desta tarde para as corridas de amanhã da A1GP, em Portimão, deu a Robert Doornbos e Vittantonio Liuzzi as pole-postitions das corridas Sprint e Feature, respectivamente. Quanto a Filipe Albuquerque, vai partir amanhã da quinta e sétima posição, respectivamente, e atrás dos seus maiores adversários: Adam Carrol, da Irlanda, e Neel Jani, da Suiça.


Na primeira sessão, para a Sprint Race, Liuzzi conseguiu usar o botão "push to pass" para conseguir algo inédito na curta história do A1GP: ser o primeiro piloto a conquistar a "pole-position" na sua corrida de estreia. Para além disso, e a estreia da Itália nestas lides. Ao lado de Liuzzi ficou o holandês Robert Doornbos, a 0.471 segundos do italiano. A segunda fila ficou a cargo de Mónaco (Clivio Piccione) e de Líbano (Daniel Morad), e só logo a seguir aparece Filipe Albuquerque, que ficou a 0.902 segundos de Liuzzi. O piloto de Coimbra vai ter vantagem em relação a outro adversário na luta pelo título, a Suiça, já que Neel Jani não marcou tempo e vai partir da última posição da grelha. Felipe Guimarães, do Brasil, vai partir da 14ª posição.


Na Feature Race, Doornbos vingou-se de Liuzzi e conseguiu a "pole-position", ficando à frente de Adam Carrol, da Irlanda, e de Neel Jani, da Suiça, todos adversários de Albuquerque no campeonato. O piloto português foi sétimo, depois de ter sido terceiro durante boa parte da qualificação. Felipe Guimarães cometeu a proeza de conseguir a quinta posição na grelha, igualando o resultado de Kyalami.