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sábado, 19 de fevereiro de 2022

Noticias: Vai aparecer a Extreme H


No fim de semana em que começa a segunda temporada da Extreme E, a competição elétrica de todo o terreno, Alejandro Agag, o seu diretor, anunciou em Neom, na Arábia Saudita, que em 2024, aparecerá uma competição semelhante... mas a hidrogénio. Com um carro que manterá o mesmo powertrain e chassis Spark usado no Extreme E, a principal diferença no Extreme H será a presença de uma célula de combustível de hidrogénio que substituirá a bateria como principal fonte de energia.

O Extreme E foi projetado para ser um teste de inovação e soluções para mobilidade. Tornou-se cada vez mais claro para nós que criar uma série de corridas de hidrogénio é uma evolução natural de nossa missão de mostrar as possibilidades de novas tecnologias na corrida para combater os problemas climáticos”, disse o fundador da série, Alejandro Agag.

Juntamente com as atuais equipas Extreme E, decidiremos nos próximos meses a melhor maneira de integrar os carros movidos a hidrogénio no fim de semana de corridas. Duas categorias separadas, transição completa para o hidrogénio ou corrida conjunta são todas as opções na mesa", continuou, embora sem explicar como é que ambas as séries se encaixarão.

A Extreme E é uma Série Internacional da FIA e a nossa intenção é trabalhar novamente em estreita colaboração com a FIA e o Automobile Club de Monaco no desenvolvimento do Extreme H”, concluiu.

A organização do campeonato espera ter o protótipo para ser lançado no início de 2023, para fazer os testes necessários para que tudo fique pronto em 2024. 

domingo, 20 de junho de 2021

Formula E: Porsche vai apelar da desclassificação em Puebla


A Porsche vai apelar da desclassificação de ontem, em Puebla, depois dos comissários terem feito isso a Pascal Wehrlein e a Andre Lotterer devido a uma irregularidade em relação à inscrição do jogo de pneus usado na corrida. O piloto alemão tinha triunfado quando os comissários aplicaram a sanção, dando à Audi os dois primeiros lugares graças a Lucas do Grassi e René Rast.

Uma das razões para este apelo têm a ver com o facto de não terem sido avisados antecipadamente o que se passava, que essencialmente foi um erro da equipa, ao selecionar o mesmo jogo de pneus da qualificação quando declararam qual era o jogo de pneus que estavam a usar. A marca achou que a penalização era "draconiana" e foi por isso que decidiram apelar.  

Já Wehrlein, na sua pagina de Instagram, afirmava que ele “entenderia uma penalidade se algo fosse ilegal ou se obtivéssemos uma vantagem por fazer algo incorreto, mas não por uma formalidade”.

Todas estas polémicas levaram a que o presidente da competição, Alejandro Agag, tenha pedido desculpa aos fãs, afirmando que o resultado foi confuso porque "[estava] muito animado e porque adoro uma corrida de verdade.

Ele depois acrescentou: “Eu vi um show fantástico de Porsche e Pascal e não fiquei feliz quando eles não ganharam. Na verdade, precisamos nos desculpar aos fãs porque eles não souberam o que aconteceu. 

"Assistia [a prova] meus filhos, eles estavam assistindo a corrida e perguntaram 'por que ele não ganhou a corrida?' Eu disse,‘ bem, porque eles não registraram os pneus’, e eles ficaram,‘o quê? Este é simples. Vamos verificar antes de irmos correr se todo mundo tem os pneus corretos, só isso.”, concluiu.

Segundo conta o site the-race.com, apesar disto, existe um precedente, quando em 2017, no ePrix de Hong Kong, Daniel Abt, então piloto da Audi, foi desqualificado em um incidente semelhante quando um problema administrativo relacionado ao código de barras de seu inversor em um passaporte técnico o fez perder a vitória nesse ePrix.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Noticias: Agag anuncia que apanhou o coronavirus

O fundador e diretor da Formula E, Alejandro Agag, anunciou esta quarta-feira que tem o CoVid-19, e por causa disso, esteve ausente das primeiras corridas em Berlim. 

Na sua conta do Instagram, o espanhol de 50 anos deu conta da sua tristeza em não poder assistir a corrida, pois está confinado no seu hotel na capital alemã e seguir os procedimentos para se recuperar da doença. Por agora, afirma estar assintomático.

É tão triste perder a minha primeira corrida de Fórmula E, que tive que assistir do meu quarto em Berlim. Eu testei positivo para covid na chegada e estou seguindo todos os excelentes protocolos que temos para manter todos em segurança”, informou.

A Formula E voltou esta quarta-feira à competição, cinco meses depois da última vez, em Marrocos, e a primeira corrida foi dominada pelo DS Techeetah de António Félix da Costa

domingo, 3 de maio de 2020

Noticias: Agag afirma que a Formula E pode voltar ainda este ano

A Formula E está parada, como todas as outras competições, mas Alejandro Agag espera retomar a competição num futuro próximo. Com as provas de Londres e Nova Iorque canceladas, as últimas do calendário inicial, Agag acha que novas corridas poderão entrar, em algumas pistas europeias, sem espectadores.

Vamos tentar fazer pelo menos mais duas ou três corridas com portões fechados. Eu acho que isso deverá ser possível no mês de agosto. Mas, ninguém sabe ao certo”, começou por dizer numa entrevista à Reuters.

Agag também disse que são grandes as chances de manter todo o restante do calendário apenas com corridas realizadas na Europa, mas uma decisão neste sentido ainda não foi tomada.

Acho que noventa por cento delas estarão na Europa. Ainda temos uma opção fora da Europa que estamos vendo, mas decidiremos mais tarde.

Fala-se que poderá haver uma ronda dupla em Valencia, palco dos testes de pré-temporada, bem como outra ronda dupla em Portimão, e ambas as provas poderiam acontecer à porta fechada, para cumprir as regras sanitárias de distanciamento. A temporada de formula E de 2019-20 está interrompida desde o dia 29 de fevereiro, com a ronda de Marrakesh, a quinta do campeonato, e com o português António Félix da Costa a liderar, com 67 pontos, mais onze que o neozelandês Mitch Evans, que tem 56.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Extreme E: Conhecido o calendário para a nova competição

A nova Extreme E, a competição eletrica idealizada por Alejandro Agag, irá ter o seu inicio dentro de um ano e já divulgou o seu calendário e alguns dos pilotos que paticiparão na competição. Alguns deles são ex-pilotos da Formula E, outros andam no WRX e até teremos Sebastien Ogier, cinco vezes campeão do mundo de ralis.

Um bom campeonato precisa de pilotos talentosos para ter sucesso. Esta lista de pilotos, representando os melhores homens e mulheres das diversas modalidades de alto nível, ilustra a seriedade do Extreme E. É mais um passo importante, enquanto continuamos a desenvolver a categoria.”, disse Alejandro Agag.

Por agora, serão cinco os lugares onde se disputarão a Extreme E. Começa no Lago Rosa, no Senegal - lugar onde a caravana do Dakar costumava chegar - e passa pela Arábia Saudita, Nepal, Gronelândia e acaba em Santarém, no Pará brasileiro. E lá estarão todos os cenários: deserto, gelo, montanha.

Eis o calendário:

22-24 janeiro: Lago Rosa (Senegal)
4-6 março: Al-Sharraan (Arábia Saudita)
6-8 maio: Kali Gandaki Valley (Nepal)
27-29 agosto: Kangerlussuaq (Gronelândia)
29-31 outubro: Santarém do Pará (Brasil)

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Noticias: Formula E ganha estatuto de campeonato do mundo

Depois de seis anos, a Formula E ganha estatuto de campeonato mundial. O acordo foi hoje anunciado em Paris da parte da FIA, que já sancionava o campeonato desde a sua primeira edição. A partir de 2020-21, todos os que alcançarem títulos, quer de pilotos, quer de Construtores, serão considerados como campeões do mundo.

Para Alejandro Agag, fundador e presidente da Fórmula E, é um desejo tornado realidade: “Sempre foi nossa ambição ser um dia um campeonato do mundo da FIA. Tudo o que fizemos até agora tinha como objetivo este momento específico. Conseguir o feito e receber o estatuto de campeonato do mundo da FIA dá mais credibilidade ao que já é uma fórmula completa e um produto desportivo espetacular.

Este acordo e anúncio colocam a Fórmula E no topo das corridas internacionais de monolugares. Foi um esforço tremendo de muitas pessoas envolvidas e nada disso seria possível sem o apoio do presidente da FIA, Jean Todt e da federação, além da dedicação e compromisso demonstrados pelas nossas equipas e parceiros.

Agora podemos dizer que conseguimos. Mas é apenas o começo de um novo capítulo sob a bandeira do Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB FIA.”, concluiu.

Jean Todt declarou as razões porque decidiu avançar com um reconhecimento que se devia há muito, especialmente depois das chegadas, esta temporada, de mais construtores como a Mercedes e a Porsche.

A criação e desenvolvimento da Fórmula E tem sido uma grande aventura”, começou por dizer Todt. “Estou orgulhoso por hoje confirmarmos o estatuto de campeonato do mundo da FIA. Desde que começamos esta caminhada, a Fórmula E, sem dúvida, foi crescendo cada vez mais. Num curto espaço de tempo, a série mostrou-se relevante para a indústria automóvel, com mais dois grandes fabricantes a entrar no campeonato no início da temporada atual, elevando o número total para dez", continuou.

"O compromisso e o profissionalismo dos fabricantes e das respectivas equipas refletem-se na qualidade da lista de pilotos, que melhora a cada temporada. Desde a primeira corrida em Pequim 2014 e com todos os E-Prix depois disso, a Fórmula E provou que o conceito de corrida elétrica funciona. Saúdo sinceramente a Fórmula E como o mais recente campeonato mundial da FIA”, concluiu.

A próxima ronda da competição acontecerá a 10 de janeiro, em Santiago do Chile.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Extreme E: Agag fala de "muita gente interessada"

Poucos dias depois da sua apresentação, o Extreme E parece ser uma competição bem concorrida. Pelo menos, a fazer fé às declarações de Alejandro Agag. O líder da Formula E afirmou estar em "conversações sólidas com 25 equipas e cinco ou seis declarações de interesse", numa conversa no passado fim de semana em Goodwood, durante a apresentação do carro que vai fazer a competição, que arrancará em 2021.

Está tudo a ir na direção certa. Mas você sempre constrói um campeonato a partir das fundações - o carro - e depois constrói as regras. Agora vamos nos concentrar em locais e equipas.”, disse Agag. E de facto, as coisas estão a ir no bom caminho, com a confirmação da Abt nesta quarta-feira. E eles foram os segundos a confirmarem a sua participação, depois da Venturi.

"Acho que algumas [equipas] se comprometerão na primeira temporada, mas mesmo que não aconteça, não importa, porque o campeonato começará de qualquer maneira", disse Agag.

Talvez seja como a Fórmula E: as marcas não vieram na primeira temporada, mas agora tem mais construtores do que qualquer outra série no mundo. Eu acho que acontecer um processo similar com o Extreme E, mas eu não ficaria surpreso se alguns construtores chegarem no início

"Temos muito interesse de equipes privadas e de preencher a grelha com equipas particulares não é problema algum. Então, temos construtores querendo vir para a segunda [temporada], mas alguns deles estão realmente querendo vir já o começo.”, concluiu.

Agora com a construção do carro, o objetivo seguinte é encontrar lugares para a competição.

sábado, 18 de maio de 2019

Youtube Motorsport Documentary: "And We Go Green", o documentário sobre a Formula E

Cinco temporadas depois do inicio da Formula E, e já com carros da segunda geração a circular numa das temporadas mais disputadas da história, surgiu um documentário produzido por Leonardo de Caprio sobre a temporada de 2017-18, com entrevistas ao criador da competição, Alejandro Agag e alguns dos pilotos que faziam parte na altura, como Nelson Piquet Jr, Lucas di Grassi ou Jean-Eric Vergne, que acabou por vencer a competição.

O documentário vai-se estrear na próxima semana no Festival de Cinema de Cannes, e é realizado por Fisher Stevens e Malcom Venville. E aqui deixo o trailer. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Conheça o Extreme E, a competição off-road elétrica

Já se falava desde há um tempo na expansão das competições elétricas, e hoje, o último dia do mês de janeiro, foi apresentado em Londres o Extreme E (XE), a competição de jipes elétricos que se realizará em paisagens como a Amazónia, o Artico, ilhas do Oceano Índico, entre outros. A competição, idealizada por Alejandro Agag e Gil de Ferran, vai ter silhuetas de modelos de todo o terreno, com motores elétricos. A ideia é ter as marcas a participar, com as suas silhuetas, pois os sistemas de potência serão iguais, semelhantes aos que existem agora na Formula E.

Os organizadores da XE pretendem mostrar ao mundo os danos que as mudanças climáticas estão a causar nos ecossistemas onde competirão, além de promover a tecnologia de SUV's elétricos.

O Extreme E oferece um conceito único de desporto, aventura e entretenimento que nunca foi visto ou feito antes”, começou por dizer o presidente do conselho da XE, Gil de Ferran. "Eu acredito fortemente que a Extreme E pode ajudar a tornar mais rapidamente o mundo mais sustentável, e nós temos uma equipa dos sonhos para tornar essa ambição uma realidade", disse Agag, CEO da FE.

Os eventos não serão transmitidos ao vivo em um formato tradicional, mas sim num estilo 'docu-sport', com cada evento transmitido como um único episódio, e depois pretende vender os direitos da série para uma empresa de streaming digital, ao estilo Netflix ou Amazon Prime.

"Os telespectadores podem esperar uma maneira completamente nova de consumir automobilismo, com cada episódio contando não apenas a história de uma corrida, mas na prespectiva mais ampla de consciência e a necessidade de proteger esses ambientes remotos e desafiadores sendo explorados pela Extreme E", concluiu de Ferran.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Formula E: Futuro da corrida de Hong Kong em díúvida

Se as corridas da Formula E na Ásia até estão a ser populares, com a noticia de uma prova em Seul a partir do ano que vêm, noutros locais, a presença dessa competição poderá estar em dúvida. A organização está a negociar com os promotores do ePrémio de Hong Kong o prolongamento do contrato que acaba nesta temporada, mas estas negociações parecem não estar a correr como previsto, devido à viabilidade do negócio.

"Nosso promotor local na China, que é Enova, agora propriedade da Yungfeng, decide onde as corridas acontecem dentro de certos parâmetros no território chinês", começou por dizer o presidente da Fórmula E, Alejandro Agag, ao e-racing365.

"Temos Sanya nesta temporada e também estamos procurando outra corrida no continente. Eles [Enova] gostam de Hong Kong e nós também gostamos, mas é muito caro estar lá. Então, há outras opções e também chances de ficar em Hong Kong. Estamos no meio das discussões, então é muito cedo para dizer.", concluiu o promotor.

A Enova recebeu um investimento significativo da Yungfeng Capital em dezembro de 2017 e continua a ser o promotor regional e parceiro da Fórmula E na Ásia. Quanto à prova em si, este ano terá menos uma bancada, cortando em seis mil os lugares disponíveis. Contudo, a organização espera que estes estejam cheios no fim de semana da corrida. 

O ePrémio de Hong Kong, que é realizado desde 2016, vai acontecer a 10 de março, duas semanas antes da caravana da Formula E viajar para a estância balnear de Sanya, a 23 de março, estrando-se nas ruas da urbe chinesa.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Formula E: Agag quer as construtoras sul-coreanas na competição

Alejandro Agag pretende um maior envolvimento dos construtores coreanos na Formula E. Com o anuncio da entrada de uma corrida na Coreia do Sul, em 2020, o diretor da competição elétrica pretende um maior envolvimento das marcas ali representadas, não só para uma maior representatividade, mas para justificar a ida a aquele canto do mundo.

Com a Hyundai - Soul e Kauai (Kona noutros mercados) - e a Kia, com o Niro, no mercado com carros elétricos, e a ficar com uma fatia significativa de mercado, Agag acha que este é o momento ideal.

"Nós realmente gostaríamos de ter um fabricante coreano, mas no momento [eles] não tomaram a decisão de intervir", começou por dizer Agag à e-racing365. "Eu acho que ter uma corrida na Coréia será um grande incentivo e devemos ter pelo menos uma a chegar [dentro em breve]", continuou.

Agag disse também que adoraria ver um fabricante americano a competir, para o quadro ficar completo. Nesta altura, das onze equipas participantes, nove tem forte base de apoio de um construtor, ou são entradas diretas de construtores, como por exemplo, Jaguar, Nio e Audi, e no final de 2019, a Porsche também fará a sua estreia, elevando para doze as equipas presentes.

Minha grande ambição é conseguir um fabricante coreano e também americano. Então temos que ver se esta prova ajuda. Ainda temos que encontrar um local, mas tenho certeza que teremos uma corrida lá na sexta temporada", concluiu.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Formula E: Agag acredita que a Formula 1 vai ser pressionada

Alejandro Agag acredita que dentro de dez anos, a Formula 1 será pressionada a seguir tecnologia elétrica, se quiser continuar a ser relevante. A caminho da quinta temporada, com a estreia dos carros de segunda geração e com cada vez mais construtores presentes, o espanhol acredita que a Formula 1 vai começar a sentir a pressão da industria e dos fãs para acompanharem os novos tempos.

Durante a sua entrevista a Nico Rosberg, no podcast 'Beyond Victory', o director-executivo da Fórmula E comentou: “Julgo que dentro de cinco anos [a Formula 1] vai começar a sentir a pressão. Dentro de dez anos vai ser muito difícil que eles não tenham mudado para serem eléctricos. Julgo que quando a indústria se tornar eléctrica, a Fórmula E será o principal desporto motorizado do mundo.

Contudo, a existência de um acordo com a FIA, que dá os direitos exclusivos por 25 anos, irá impedir que a Formula 1 se torne totalmente elétrica. Contudo, o diretor-executivo da Formula E diz que a categoria máxima do automobilismo estará em breve num dilema. 

"Eles não podem, mas irão sentir verdadeiramente a pressão para mudarem para a energia eléctrica. [...]. Dentro de dez anos os carros eléctricos serão tão rápidos como os de motor de combustão. Portanto, quando tens estes carros a serem tão rápidos, qual é o motivo de permanecer com uma tecnologia antiga? Deves passar para uma nova tecnologia”, concluiu.

A nova temporada acontecerá em dezembro, nas ruas de Riyadh, na Arábia Saudita, com os novos carros da Gen2.

domingo, 30 de setembro de 2018

As revelações de Alejandro Agag

O patrão da Formula E disse que a competição esteve à beira do colapso no inicio de 2015, e que foi salvo graças a uma injeção de capital do Grupo Liberty, irmã da Liberty Media. Numa entrevista ao podcast do Nico Rosberg, "Beyond Victory",  Alejandro Agag revelou que a certa altura do final de 2014, devia cerca de 25 milhões de dólares a fornecedores e tinha apenas cem mil dólares no banco. E que um acordo com a Liberty para se tornar no acionista maioritário foi alcançado em abril de 2015, antes da ronda de Miami da competição.

"Precisávamos de ser grandes", começou por dizer. "Se começássemos com algo muito pequeno, pensámos que isto iria morrer. Dissemos, 'vamos fazer isto em larga escala' com grandes cidades, uma grande montra, transmissões adequadas – portanto precisámos de investir muito dinheiro e tivemos de o encontrar. Encontrámos algum capital no início, mas não foi suficiente. Portanto, estivemos muito perto de nos afundar.", continuou. 

"Obtivemos [algum] dinheiro, depois ficámos sem dinheiro, mas fizemos o primeiro monolugar e após [isso] angariámos mais dinheiro. Esse capital foi suficiente para fazer três corridas. Mas depois ficámos sem dinheiro. Não era suposto estarmos tanto no limite, mas as coisas más acontecem. Ninguém soube, só dois ou três funcionários".

"Estávamos a angariar dinheiro e foi quando a Liberty e a Discovery entraram. Estivemos mesmo no limite. Tive de pagar do meu próprio bolso o transporte por avião dos monolugares para ir à corrida de Miami. Depois, concluímos o acordo com a Liberty e a Discovery, o dinheiro entrou e a partir daí tem sido uma história de grande sucesso financeiramente", concluiu.

Agag revelou depois que tentou voltar a ter o controlo maioritário das ações da Formula E no inicio do ano, mas não aconteceu porque quer a Liberty, quer a Discovery, decidiram manter as suas participações.

"Isso não vai acontecer porque a Liberty e a Discovery não querem vender", começou por explicar.

"Estamos, é claro, em bons termos - eu fiz a oferta, mas eles claramente levaram isso muito a sério e basicamente voltaram para mim com a mensagem de que são investidores de longo prazo na Fórmula E. Eles acreditam no futuro do campeonato e querem que continuemos a trabalhar juntos [logo] eles não querem vender. Então está tudo bem. [Será] o mesmo arranjo que era antes.", concluiu.

A Formula E arrancará em dezembro, nas ruas de Riade, a capital saudita, para a quinta temporada da competição. E vai também estrear a Gen2, o novo monolugar elétrico.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Formula E: Mónaco pode não usar o traçado da Formula 1

A Formula E corre no Mónaco a cada dois anos, uma combinação entre a tradição do circuito monegasco e o compromisso do goerno local para com o ambiente e os avanços tecnológicos, mas nesta temporada que aí vêm, Alejandro Agag queria usar o mesmo traçado da Formula 1, e parecia ter isso assegurado. Contudo, esta quarta-feira, a FIA disse que era contra isso, obrigando-os a usar o traçado parcial onde correram das outras vezes.

"Nós vamos correr na pista curta", Agag disse à Autosport britânica. "A FIA não queria que usássemos a mesma pista que a Formula 1 e fazer modificações na pista [mais longa] é muito cara. É uma decisão de custo ligada ao desejo de todas as equipas. As equipes disseram que gostam da pista curta. Eu queria fazer o mesmo layout que a Formula 1, mas a FIA não me deixa", continuou.

Agag disse que a razão por querer correr na mesma pista da Formula 1 nunca foi para comparar com os outros carros, uma medida que tinha o apoio de pilotos como Lucas di Grassi. "Eu não acho que as pessoas não percebam isso ou pensem nisso. Mas essa opinião não é partilhada por todos."

Susie Wolff, uma das donas da Venturi, baseada no Mónaco, justificou o uso do circuito mais pequeno devido ao espectáculo. "Sou muito vocal na defesa da pista curta, porque fundamentalmente para mim, tudo se resume ao espetáculo", começou por dizer. "Com esses carros no longo circuito, teríamos feito 20 voltas, não haveria muitas oportunidades de ultrapassagem e não precisamos fazer algo só porque a Formula 1 faz isso", concluiu.

Em principio, o ePrix do Mónaco acontecerá a 11 de maio de 2019.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Youtube Racing Video: A (curta) história da Formula E

A Formula E, como sabem, vai ter um novo carro, e por esta altura, já teve quatro temporadas de competição. Mas as pessoas pouco sabem que isto teve as suas raízes no inicio da década, com o protótipo que apareceu ainda antes do carro da primeira geração. 

E logo de inicio, Lucas di Grassi diz uma frase: "Primeiro, riam-se de nós, depois criticaram-nos. Agora, juntaram-se à banda. Para verem o disruptivo que foi esta tecnologia".

Neste video oficial da Formula E, apresentado por Lucas di Grassi, veremos a história da competição e as expectativas da nova temporada, a primeira com o chassis da Gen2, que vai se estrear no final do ano.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

A ideia de um Mundial de TT elétricos

Em 2018 serão vendidos pelo menos três milhões de carros elétricos: um milhão na China, outro milhão na Europa e outro milhão nos Estados Unidos. Mais coisa, menos coisa. Pode parecer muito pouco, mas a cada ano que passa, dobram o número de carros elétricos vendidos, alargando a sua quota de mercado. E claro, competição não falta. E não falo só da Formula E, que existe desde 2014 e com sucesso crescente, devido à entrada das várias marcas.

Só que poderá haver mais competições na calha. Segundo conta o jornalista Sam Smith, do site e-racing365.com, a FIA tem em cima da mesa um "Extreme E Electric World Challenge", uma competição Todo-o-Terreno pensada para SUV's em estilo de silhueta, com motores eléctricos, e que irão competir em locais icónicos em todo o mundo, como os Himalaias, o Círculo Polar Ártico, a Floresta Amazónica e uma ilha remota no Oceano Índico (Seychelles? Kerugelen?)

Esse campeonato seria lançado em dezembro de 2020 e os seus mentores são - nada mais, nada menos que - Alejandro Agag e Gil de Ferran. E o conceito se concentre em torno de um SUV que usará motores de Fórmula E existentes, potencialmente fornecidos pela McLaren Applied Technologies. O carro estaria pronto para ser apresentado em abril de 2019, para depois andar num período intenso de testes no próximo ano e meio.

Tudo custaria sete milhões de euros: três milhões por vaga mais quatro milhões por temporada. É provável que algumas coisas sejam iguais - os motores, por exemplo - enquanto outros componentes sejam construídas pelas marcas para poderem desenvolver por eles mesmos, já que a ideia é semelhante ao da Formula E.

Resta saber até que ponto a FIA está disposta a aceder, mas uma coisa é certa: nos primeiros tempos, não veremos estes carros num Dakar ou num Rota da Seda, devido à capacidade das baterias. Mas é provável que de futuro, eles poderão tentar a sua sorte nessas competições. Resta saber até que ponto vai esse projeto.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Noticias: Agag diz que a Formula 1 precisa da sua autorização para ir elétrico

Num altura em que a Formula 1 está a rever os regulamentos no sentido de apresentar um novo tipo na temporada de 2021, Ross Brawn lançou no ar a ideia de que poderá pensar na electrificação da competição num prazo mínimo de dez anos, caso a electrificação nas estradas ser algo imparável.Apesar de não ver a Fórmula E como uma rival direta, diz que estaria aberta à ideia de um carro de Formula 1 totalmente elétrico, caso se proporcionasse corridas de boa qualidade e um espetáculo digno do auge do automobilismo.

"Acho que temos que respeitar o que a Fórmula E está fazendo e o que está alcançando", disse ele em uma entrevista no podcast F1 Fan Voice, apanhado pelo site ESPN. "Mas se você olhar para a magnitude dos dois, eles não são realmente comparáveis; a quantidade de fãs que temos e o apelo da Fórmula 1, a Fórmula E ainda é muito pequena a esse respeito."

"Eu acho que a Fórmula 1 irá evoluir na direção que tem o equilíbrio certo entre esporte, relevância e engajamento com os torcedores. Se dentro de cinco anos ou dez anos houver uma necessidade, desejo ou desejo de ter um tipo diferente de unidade de potência na Fórmula Um, então vamos fazê-lo Não há nada que nos impeça de ter carros elétricos de Fórmula 1 no futuro."

Como é sabido, a única série totalmente elétrica no momento aprovada pela FIA é a Fórmula E, que vai entrar na sua quinta temporada com um carro de Gen2. O nível de desempenho desde novo carro ainda será inferior em relação a um Fórmula 1, mas os novos carros darão um passo significativo nessa direção, pois terão o dobro da capacidade de armazenamento de energia do carro Gen1, que usado nas últimas quatro temporadas e que tinha uma potência de 250kW.

Apesar das aberturas nesse sentido, Alejandro Agag, o  CEO e fundador da Formula E, já veio a público dizer que tal ideia não seria possível no prazo dado por Brawn devido ao acordo existente entre o seu campeonato e a FIA, onde ele detêm o exclusivo da competição por 25 anos, até 2039.

"Ross [Brawn] disse que a Fórmula 1 poderia ser elétrica em 10 anos - e basicamente, eles não podem", começou por dizer Agag à Autosport britânica. "A Fórmula E tem uma licença exclusiva com a FIA por 25 temporadas, e nós fizemos apenas quatro. Então a Fórmula 1 só poderia ser elétrica em 2039, caso não renovarmos nosso acordo com a FIA, mas não vejo razão para não renovarmos por mais tempo.", continuou.

"Temos exclusividade até pelo menos [o ano de] 2039 - então não há Formula 1 elétrica até lá pelo menos. Se eles querem falar comigo, é claro que é uma questão diferente - estou sempre aberto para conversar com as pessoas. Mas sem falar comigo não há como eles fazerem qualquer coisa totalmente elétrica", concluiu.

Quando perguntado se ele interpretou os comentários de Brawn como Formula 1 sendo ameaçado por Formula E, Agag respondeu: 

"Eu não acho que eles deveriam ser [ameaçados]. Eu não sei se eles fazem, eles podem fazer, mas isso provavelmente está errado. Eu acho que somos muito diferentes e somos totalmente compatíveis. Não há competição alguma, eles são [dois] séries completamente compatíveis. Eu tenho uma grande admiração por Ross Brawn, mas neste caso ele simplesmente errou as contas", concluiu.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Vende-se: Formula E de primeira geração

Com a Formula E com novos bólidos a partir do final do ano, o Gen2, os velhos carros da primeira geração estão disponíveis a quem quiser. E eles estão todos à venda, pelo melhor preço.

Todos os carros são propriedade da organização do campeonato, que investiu 16 milhões de euros nos monolugares - o que dá 400 mil euros cada um -  alugando-os depois às equipas que participaram no campeonato. Chegou-se a pensar em usar os chassis para uma série na China, mas os planos acabaram por ir abaixo.

Todos os chassis foram construídos pela Spark e as baterias vieram da Williams Advanced Engineering idênticas. O valor dos carros, que depende do historial que traçaram ao longo das temporadas, rondará entre os 175 mil a 250 mil euros. Algumas equipas já mostraram interesse em comprar as unidades que utilizaram, podendo estas servir para exposição e actividades de promoção.

Algumas das equipas já demonstraram interesse. A Jaguar, por exemplo, usou um dos seus carros na semana passada para participar na 113ª edição da Shelsley Walsh Hill Climb em Worcestershire, no Reino Unido. Alejandro Agag também já demonstrou interesse em ficar com um dos carros, mas apenas a do vencedor da primeira corrida de sempre, em Pequim, vencida por Lucas di Grassi.

No final, esses chassis poderão ter como destino os museus, quer das marcas usadas, quer de coleccionadores privados. Até os museus pessoais de alguns dos pilotos que participaram na competição.

terça-feira, 3 de julho de 2018

As novidades da Formula E para a próxima temporada

A Formula E decidiu descartar o elemento de sorteio nos grupos da qualificação para as suas provas. Agora, o critério será o da classificação no campeonato, segundo conta hoje a organização. 

A organização decidiu revelar hoje alguns dos pormenores do regulamento técnico para a quinta temporada da Formula E, que começará em dezembro na Arábia Saudita. A competição terá um novo carro, o Gen2, que será mais veloz e mais potente - terá dois sistemas MGU de recuperação de energia, a potência aumentada para 200 kw com mais 25 kw extra para o "attack mode", e os carros durarão um pouco mais de tempo: 45 minutos.

Uma das revelações desse novo livro de regulamentos técnicos da Formula E, irá haver também zonas de ativação de energia, que trabalharão de modo semelhante aos DRS na Formula 1, e o seu comprimento variará conforme o tamanho da pista. 

"Após a quarta temporada [isto vai] ser uma melhoria definitiva em relação ao procedimento [de partida] este é um passo positivo", começou por dizer o alemão Maro Engel ao site e-racing365.

Isso provavelmente dará aos campeões uma desvantagem em média ao longo da temporada. Sim, em algumas pistas a diferença no pelotão será pequena, mas em outras pode ser bastante significativa. Se você chegar à Super Pole do primeiro grupo, então você terá uma vantagem para conseguir a pole, já que os pneus estão mais frio, mas com novos pneus para a próxima temporada  e a borracha vai mudar, então teremos de ver [como vai ser] neste", concluiu.

Para além disso, o numero de vagas da Superpole terá mais um lugar, pois o pelotão terá mais dois lugares devido à chegada da HWA, a equipa satélite da Mercedes. E em termos de calendário, confirmaram que a segunda prova na China será na cidade de Sanya, na ilha de Hainan, no sul do país. Será a 23 de março.

Sanya é um cenário idílico para uma corrida de Fórmula E – não apenas com vistas deslumbrantes nas margens do Mar da China Meridional, mas também pelos esforços contínuos de Hainan no campo da mobilidade elétrica, o que levou Sanya a ostentar a melhor qualidade de ar de qualquer cidade na China”, explicou Alejandro Agag.

A Formula E espera ter um regulamento mais clarificado antes do final do verão, depois de ter conversações com a FIA nesse campo.

domingo, 10 de junho de 2018

Formula E: Agag deseja Alonso

Alejandro Agag está a tentar atrair Fernando Alonso à Formula E. Com o piloto espanhol - que faz hoje o seu 300º GP de Formula 1 - a experimentar as 24 Horas de Le Mans, depois de no ano passado ter feito as 500 Milhas de Indianápolis, e com ele a ter olhos para mais competições, o dono da Formula E gostaria de o ver na sua competição, que está a atrair cada vez mais ex-pilotos de Formula 1.

À margem do ePrix de Zurique, o director-executivo do campeonato de monolugares eléctricos admitiu à Autosport britanica que veria com bons olhos a chegada de Alonso e acredita que o espanhol tem abertura para isso. 

"Adoraria tê-lo. Ele quer ganhar tudo – quer ganhar em Le Mans e nas 500 Milhas de Indianápolis, depois faltar-lhe-á a Fórmula E, então ele terá que vir para aqui", começou por dizer.

"O Alberto Longo [vice-director-executivo da Fórmula E] conhece muito bem o Fernando há vários anos e eu também. Na verdade costumávamos sentar-nos na motorhome da Renault com o seu pai e com o seu empresário a ver as corridas de Formula 1. Ele é obviamente muito talentoso e seria um privilégio tê-lo aqui. Ele quer ganhar outras coisas primeiro, esperemos que faça [a mudança] rapidamente", concluiu.

A Formula E está a atrair cada vez mais antigos pilotos de Formula 1. Jean-Eric Vergne, Nelson Piquet Jr, Sébastien Buemi, Lucas di Grassi, entre outros, pilotam nessa série, e na próxima temporada terá Felipe Massa, ao serviço da Venturi. Para além disso, Nico Rosberg está na competição como investidor.