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domingo, 14 de agosto de 2022

Formula E: Mortara triunfou em Seul, Vandoorne campeão


O suíço Edoardo Mortara, no seu Venturi, foi o vencedor da última corrida do ano, em Seul, na frente do Mercedes de Stoffel Vandoorne, que com este resultado se tornou campeão do mundo, na última temporada dos carros da Gen2. Jake Dennis foi o terceiro, ficando com o lugar mais baixo do pódio na segunda corrida coreana.

Quanto a António Félix da Costa, depois da pole-position, ia a caminho de um lugar no pódio quando foi empurrado para fora. Mesmo assim, o décimo lugar foi um consolo mínimo, mas para piorar as coisas, o fez cair na classificação geral, acabando a temporada no oitavo lugar.

Numa corrida bem mais seca do que tinha acontecido ontem, a Formula E comemorava um marco históricos, com a realização da sua centésmia corrida na sua história, desde que começou, em 2014. 

Esta começou com Felix da Costa a manter a liderança, mas logo de imediato a ser pressionado por Mortara, com Vandoorne a ser terceiro, esperando tranquilamente por algum desenvolvimento, porque o seu objetivo era o de chegar ao fim e assim comemorar o campeonato, mas observando o seu potencial rival, Mitch Evans, o piloto da Jaguar, que tentava recuperar de um 13º posto na grelha. Na terceira volta, Mortara ficou com a liderança, e afastou-se até cruzar a meta no primeiro posto. Mas o belga da Mercedes continuou tranquilamente no seu ritmo, enquanto era pressionado no seu lugar por Jean-Eric Vergne.

Atrás, Lucas di Grassi sofria um furo e tee de ir às boxes, perdendo qualquer chance de chegar aos pontos, tendo parado depois da primeira desistência da corrida, o carro de Dan Ticktum, que parou na terceira volta. Pouco depois, Vandoorne passou Felix da Costa, e este começou a ter de se defender dos ataques de Jake Dennis, mo seu Andretti. Ele passou-o, mas quando ele tentou inverter a manobra, ambos colidiram e o piloto português caiu na geral. Dennis foi penalizado em cinco segundos, mas para ele, o seu lugar no pódio estava assegurado. 

Mais atrás, a mesma coisa acontecera com Pascal Wehrlein e Nyck de Vries, com o piloto alemão a acabar a corrida por ali. 

No final, Mortara deu à Venturi a sua quinta vitória da temporada, e Vandoorne comemorava o seu primeiro título na categoria, com 213 pontos, contra os 180 de Mitch Evans - que foi sétimo nesta corrida - e 169 de Edoardo Mortara.

A nova temporada da Formula E começa em janeiro do ano que vêm na Cidade do México com os novos Gen3. 

sábado, 13 de agosto de 2022

Formula E: Evans foi o melhor na primeira corrida de Seoul


O neozelandês Mitch Evans foi o melhor na primeira corrida da Formula E em Seoul, marcada por um incidente na primeira volta, onde diversos carros foram atirados para o muro. Por causa disso, apenas 13 carros chegaram ao final, e o piloto da Jaguar levou a melhor, seguido por Oliver Rowland, da Mahindra, e Lucas di Grassi, da Venturi. Stoffel Vandoorne foi quinto, enquanto António Félix da Costa foi outro dos sobreviventes, terminando a corrida no nono lugar. 

Com o britânico da Mahindra a largar da pole-position na capital coreana, e com o belga da Mercedes a controlar a concorrência para ver se comemorava esta tarde o seu título na competição, a prova começou com Evans a partir melhor que Rowland e ficar com o comando da corrida, enquanto atrás, por causa da chuva e das partes molhadas que havia na pista, o caos instalava-se, com quase uma dezena de carros a ir contra o muro de proteção, causando a amostragem de bandeiras vermelhas, para se poder retirar os carros da posição perigosa em que estavam.  

Quando a pista ficou livre dos destroços, a prova reiniciou-se com Evans a controlar a corrida à medida que a pista secava. Afastando-se dos carros, apesar das passagens pelo Attack Mode, o piloto da Jaguar não se viu ameaçado pela concorrência, acabando por triunfar pela quarta vez na temporada, desempatando com Edoardo Mortara em termos de piloto com mais vitorias. 

No final de uma prova dificil, o neozelandês estava feliz:

Este era o plano [manter as chances do campeonato vivas]”, começou por admitir. “Temos trabalhado muito desde Londres para garantir que poderíamos alcançar esse resultado. Foi complicado hoje de manhã, não tínhamos o ritmo necessário. Mas a chuva apareceu no momento certo, eu consegui um lugar na frente e tive uma boa largada”, celebrou.

No campeonato, Vandoorne tem um avanço de 21 pontos sobre Evans - 195 contra 174 - e serão eles a disputar o título mundial amanhã de manhã na segunda corrida coreana, que começa amanhã pelas 7:50 da manhã, hora de Lisboa.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Formula E: Felix da Costa quer acabar bem a temporada


Pela primeira vez, a Formula E termina em agosto e em paragens coreanas. Na pista citadina de Seoul, que passará parcialmente por dentro do estádio olímpico, a competição decidirá quem será o campeão deste ano: se será Stoffel Vandoorne, com 185 pontos, que já tem mão e meio na taça, contra os 149 de Mitch Evans, que tem ainda hipóteses matemáticas de título, como Edoardo Mortara, terceiro, com 144 pontos. António Felix da Costa, quinto com 116 pontos, já não chega lá, apesar de ter a motivação em alta, já que venceu já este ano a prova de Nova Iorque.

Em jeito de antevisão para o fim-de-semana que se avizinha, Félix da Costa mostra-se "empolgado de correr aqui em Seoul. Um circuito novo é sempre mais desafiante para todos os pilotos e eu pessoalmente gosto de desafios, portanto o objetivo passa por entrar ao ataque e ir à luta por pódios para fechar a época com um bom resultado. Não tenho nada a perder, infelizmente devido ao início menos bom que tivemos, não estamos na luta do título, mas por outro lado isso permite-me ter uma abordagem mais agressiva e decidida nestas duas corridas finais. O circuito parece muito interessante, com pontos de ultrapassagem, num cenário espetacular em torno do estádio olímpico.", disse, através da assessoria de imprensa.

Qunto classificado e já fora da luta pelo título, o piloto de Cascais ainda poderá subir na classificação geral, até em troca com o seu companheiro de equipa, Jean-Eric Vergne, mas sobretudo, poderá ajudar a DS Techeetah na luta pelo título mundial de Construtores, no qual está na luta com a Mercedes.

As corridas de Seul começarão pelas 7:45 da manhã, horário de Lisboa, e em Potugal, terão sempre transmissão em direto no Eurosport e Eleven 3.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Noticias: Revelado o circuito de Seul

O circuito de Seul, que irá acolher em maio de 2020 a sua primeira corrida de Formula E, foi hoje revelado. Será uma pista feita ao torno do Parque Olímpico, com uma passagem por dentro do Estádio Olímpico, palco dos Jogos de 1988.

"Estou muito animado por vir para a Coreia e às ruas de Seul pela primeira vez com o campeonato de Fórmula E na próxima temporada", disse o fundador e presidente da Fórmula E, Alejandro Agag.

Seul é uma cidade vibrante e versátil, com herança esportiva e experiência em sediar eventos internacionais. A Fórmula E mostrará velocidade e desempenho no antigo local olímpico, usando uma pista única com uma seção de estádio espetacular",continuou.

Não vai ser a primeira vez que a Coreia do Sul irá albergar corridas de automobilismo, pois já recebeu a Formula 1 entre 2010 e 2013, no oeste do país, com resultados modestos. A proa ai acontecer a 3 de maio, e irá em principio partir em dois a secção europeia da competição, um pouco como faz a Formula 1 quando vai ao Canadá, no inicio de junho.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Formula E: Agag quer as construtoras sul-coreanas na competição

Alejandro Agag pretende um maior envolvimento dos construtores coreanos na Formula E. Com o anuncio da entrada de uma corrida na Coreia do Sul, em 2020, o diretor da competição elétrica pretende um maior envolvimento das marcas ali representadas, não só para uma maior representatividade, mas para justificar a ida a aquele canto do mundo.

Com a Hyundai - Soul e Kauai (Kona noutros mercados) - e a Kia, com o Niro, no mercado com carros elétricos, e a ficar com uma fatia significativa de mercado, Agag acha que este é o momento ideal.

"Nós realmente gostaríamos de ter um fabricante coreano, mas no momento [eles] não tomaram a decisão de intervir", começou por dizer Agag à e-racing365. "Eu acho que ter uma corrida na Coréia será um grande incentivo e devemos ter pelo menos uma a chegar [dentro em breve]", continuou.

Agag disse também que adoraria ver um fabricante americano a competir, para o quadro ficar completo. Nesta altura, das onze equipas participantes, nove tem forte base de apoio de um construtor, ou são entradas diretas de construtores, como por exemplo, Jaguar, Nio e Audi, e no final de 2019, a Porsche também fará a sua estreia, elevando para doze as equipas presentes.

Minha grande ambição é conseguir um fabricante coreano e também americano. Então temos que ver se esta prova ajuda. Ainda temos que encontrar um local, mas tenho certeza que teremos uma corrida lá na sexta temporada", concluiu.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Formula E: Seul vai receber uma prova a partir de 2020

A Formula E vai para Seul em 2020. Segundo conta o site e-racing365.com, o acordo foi assinado e durará cinco temporadas, depois de reuniões que começaram em setembro entre a organização e o promotor local.

"Estou empolgado com a perspectiva de levar a Fórmula E a Seul e esta notícia é o primeiro grande passo na direção certa", disse o fundador e CEO da Fórmula E, Alejandro Agag.

Coréia e Seul, em particular, é um local ideal para sediar um e-Prix e mostrar o melhor que as corridas elétricas tem para oferecer. A Coréia está na vanguarda dos desenvolvimentos voltados para o futuro, liderando o caminho com inovações e reconhecida como um criador de tendências globais no setor automóvel e da tecnologia - sinergias compartilhadas com a visão abrangente e o conceito do campeonato da Fórmula E.", concluiu.

Do lado da organização, eles esperam que mais uma data asiática no calendário posse atrair mais turistas da China e do Japão para poderem assistir a esta corrida, bem como este local possa servir de montra para as inovações tecnológicas que as marcas locais estão a fazer no automobilismo elétrico.

"Este evento mostrará o desenvolvimento contínuo da tecnologia de veículos elétricos, usando a plataforma do automobilismo [de uma forma] empolgante e competitiva", disse Moon Jae Sik, o CEO da JSM Holdings, organizadora do e-Prix de Seul.

"Também contribuirá para atrair turistas da China e do Japão, onde o interesse pelo crescimento do transporte limpo e do automobilismo é alto."

O e-prix de Seul acontece sete anos depois da Coreia do Sul ter recebido pela última vez a Formula 1 no circuito de Yeongam. Ela também será a terceira data asiática que será incluída no calendário, depois de Hong Kong e Sanya, na China. Resta saber onde é que se incluirá, se no inicio do outono, como prova de abertura, ou no inicio da primavera, ainda antes de embarcarem para a ronda europeia.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Este mês, no Nobres do Grid...

(...) Todos estes circuitos [Istambul, na Turquia; Yeongam, na Coreia do Sul e Buddh, na India] foram o resultado das ambições destes países em ascensão no panorama mundial em receber a Formula 1. Várias corporações e os estados em questão queriam ter, quer por razões comerciais, quer por razões politicas, a categoria máxima do automobilismo, e dali ganhar centenas de milhões de euros vindas dos fãs, dos patrocinadores e outras entidades. Só que passados mais de dez anos, estes três circuitos estão fora do calendário da Formula 1, e tirando eventos locais, não receberam mais eventos significativos dos mundiais da FIA, como por exemplo, a Endurance, os GT’s ou outros. Em suma, são elefantes brancos, edifícios inúteis que correm o risco de serem abandonados à sua sorte.

As razões pra isso são diversas. As más localizações, no caso coreano, ou os problemas políticos, no caso turco, e os referentes ao financiamento e aos impostos, no caso indiano, explicam porque é que Bernie Ecclestone quis sair fora dali o mais depressa possível, pois as autoridades locais não quiseram ir ao ritmo dele. E passados três ou quatro anos, os contratos são rasgados, os prejuízos são elevados e ninguém quer pagar isso. Um bom exemplo foi no final da semana passada, quando a FOM mandou uma carta aos organizadores do GP coreano, exigindo cerca de 86 milhões de dólares de compensações pelos prejuízos causados pelo cancelamento do GP coreano de 2015, quando na realidade, a sua colocação no calendário é das coisas mais inexplicáveis até ao momento, pois toda a gente sabia que tal aventura era impraticável.

No passado dia 16, o sitio Motorsport.com falou que o equivalente coreano ao Tribunal de Contas está a investigar se houve má apropriação de dinheiros públicos na construção do circuito, inaugurado em 2010. Ativistas locais querem saber porque é que o projeto foi construído tão longe dos centros urbanos do país (o circuito situa-se perto de uma vila piscatória na província de South Jeolla, com escassas unidades hoteleiras e a maior parte delas são… motéis) e se não houve uma tentativa de desvio de fundos, através de superfaturações por parte das construtoras. O inquérito vai já a meio, mas ativistas locais não querem deixar morrer o caso.

No caso indiano, desde o inicio que a empreitada foi um pesadelo. Construido no sul da capital, Nova Delhi, o empreendimento, construído pelo Jaypee Group, custou à volta de 150 milhões de dólares e desde o inicio que se enredou nas burocracias indianas, conhecidas por serem mesquinhas e corruptas. Primeiro, as autoridades queriam colocar o Grande Prémio como entretenimento, e como tal, obrigada a pagar os impostos referentes. No caso em particular, eles teriam de pagar 1/20 anos dos lucros totais… de toda a temporada de Formula 1, e não do Grande Prémio em si. Para piorar as coisas, a burocracia dos vistos, entre outras coisas, é lendariamente lenta e sujeita a corrupção. Em muitos aspectos, fala-se que foi por causa disso que Ecclestone, a FOM e todo o pelotão da Formula 1 rapidamente se desinteressou pelo subcontinente indiano. (...)

O assunto dos circuitos deixados ao abandono, como um dos legados desta Formula 1 atual, é um assunto recorrente, dadas as dificuldades que vivem as equipas neste momento, e as polémicas subjacentes às suspeitas sobre desvio de fundos, e o facto de terem usado as táticas erradas na busca por novos mercados e novos públicos na Ásia, do qual as autoridades locais estão a pagar bem caro.

Falei sobre este assunto no passado dia 10, por aqui, mas a cada dia que passa, surgem novos desenvolvimentos sobre estes casos, que, aliados aos problemas de má distribuição dos dinheiros entre as equipas, coloca a formula 1 numa situação periclitante, do qual está mouca aos constantes avisos de que "o rei vai nu" e do qual arricamos a ver dezasseis carros à partida da corrida de Melbourne.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O regresso do GP coreano pode ser... uma fantasia

A noticia do regresso do GP da Coreia do Sul, a 3 de maio, poderá não passar de uma invenção de última hora para evitar que aconteça uma mudança nos regulamentos. Pelo menos é o que pensa o jornalista da BBC Andrew Benson na matéria que escreve esta noite. Ali, ele explica que e, 2015 irá haver uma alteração importante dos regulamentos, onde o numero de motores que será usado na temporada se reduzirá de cinco para quatro, e a colocação desse 21º Grande Prémio será uma maneira de contornar esse regulamento, dado que, segundo eles, "desde que o numero de corridas não seja superior a 20".

Ao introduzir esse 21º grande prémio, que obriga a colocar os cinco motores por temporada, irá adiar por um ano esse novo regulamento, mesmo se mais tarde, essa corrida saia fora por algum motivo importante, seja financeiro, seja outro. O facto de usar uma corrida como "peão" para evitar a introdução de certos regulamentos até poderá ser algo genial, mas é uma medida que funcionará uma vez.

Mas há fatores que indicam que o regresso da corrida coreana ser "fantasma". Ao deixar em aberto onde é que a corrida se realizará, se em Mopko, se em Incheon, perto de Seoul, e o facto da corrida ser exatamente uma semana antes do GP de Espanha, em Barcelona, faz com que a logistica seja algo complicada, embora se diga que a Formula 1 já conseguiu logisticas mais apertadas no passado, como quando ia da China para o Bahrein, ou então este ano, quando foi do Japão para a Rússia, ambas em apenas uma semana.

Apesar de tudo, têm de se esperar tudo da mente de Bernie Ecclestone. É certo que os organizadores do GP corano visitaram-no em setembro, por alturas da corrida de Singapura, e falaram de um eventual regresso, num sitio totalmente novo e mais perto de Seoul, que traria mais gente para ver o Grande Prémio, em vez de ser em Mopko, que é "no meio de nenhures" e onde os pilotos passavam o fim de semana em motéis...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Noticias: Coreia regressa no calendrio mais extenso de sempre

A FIA decidiu esta tarde, em Doha, no Qatar, que a Formula 1 terá 21 corridas na próxima temporada, com as grandes novidades a serem os regressos do México e da Coreia do Sul. Se a corrida mexicana já era esperada, a corrida coreana não o era, pois não existiam rumores ou noticias nesse sentido. A corrida acontecerá no dia 3 de maio, apenas uma semana antes do GP de Espanha, a 10 de maio, no circuito de Montemeló. Também se desconhece onde é que será a corrida, se será em Yeongam, longe da capital, ou será num circuito citadino nos arredores da cidade.

O segundo regresso será a do México, com a corrida a acontecer no Autódromo Hermanos Rodriguez, que está a ser renovado por estes dias. A corrida será a antepenultima do campeonato, a 1 de novembro, uma semana depois da corrida de Austin, e 15 dias antes da corrida de Interlagos. 

O mundial de Formula 1 começa a 15 de março, em Melbourne, e termina a 29 de novembro, em Abu Dhabi. 

Eis o calendário completo para 2015: 

15 de março - GP da Australia (Melbourne) 
29 de março - GP da Malasia (Sepang) 
12 de Abril - GP da China (Xangai) 
19 de abril - GP do Bahrain (Shakir) 
3 de Maio - GP da Coreia do Sul (Seoul ou Mopko) 
10 de maio - GP de Espanha (Barcelona) 
24 de maio - GP do Mônaco 
7 de junho - GP do Canadá (Montreal) 
21 de junho - GP da Austria (Red Bull Ring) 
5 de julho - GP da Grã-Bretanha (Silverstone) 
19 de julho - GP da Alemanha (Nurburgring) 
26 de julho - GP da Hungria (Hungaroring) 
23 de agosto - GP da Bélgica (Spa-Francochamps) 
6 de setembro - GP de Itália (Monza) 
20 de setembro - GP de Singapura 
27 de setembro - GP do Japão (Suzuka) 
11 de outubro - GP da Rússia (Sochi) 
25 de outubro - GP dos Estados Unidos (Austin) 
1 de novembro - GP do México (Hermanos Rodriguez) 
15 de novembro - GP do Brasil (Interlagos) 
29 de novembro - GP de Abu Dhabi (Yas Marina)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Formula 1 em Cartoons - Coreia do Sul (Riko Cartoon)

Segundo o italiano "Riko" (Frederico Ricciardi), a FIA decidiu experimentar um "Safety Car" personalizado, cujo critério é a performance. E claro, para ele, o Sebastian Vettel fica com o Mercedes, enquanto que o resto do pelotão fica com o famoso carro dos bombeiros... ou outro tipo.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Formula 1 em Cartoons - Coreia do Sul (Bruce Thomson)

A corrida da Coreia do Sul ficou marcada pela estranha aparição de um jipe, colocado no meio da pista para ir socorrer o Red Bull de Mark Webber, que estava a arder por causa do seu KERS. E o "cartoonista" canadiano Bruce Thomson imaginou a situação em que Sebastian Vettel viu tamanha aparição na pista...

"Sebastian não tinha a certeza o que era mais estranho: o facto de estar ATRÁS de outro carro, como o facto desse carro ser DIFERENTE do habitual..."

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Formula 1 em Cartoons - Coreia do Sul (Pilotoons)

O Bruno Mantovani fez o cartoon deste GP coreano, com a figura do dia a ser o alemão Nico Hulkenberg, um "Incrivel Hulk" bem convincente que consegue parar Lewis Hamilton, numa corrida onde Kimi Raikkonen está a ver a nova capa do seu telemóvel e claro, Sebastian Vettel descansa sobre um mais do que provável quarto titulo mundial.

domingo, 6 de outubro de 2013

Formula 1 2013 - Ronda 14, Coreia do Sul (Corrida)

Havia muita expectativa em relação à corrida da Coreia do Sul. Não tanto em relação aos carros ou ao campeonato em si, mas em relação ao tempo. Depois do aviso de tufão, havia a expectativa de que a corrida iria ser debaixo de chuva, pois o tufão não iria passar muito longe dali - embora mais longe do que o inicialmente previsto. Contudo, no dia da corrida... essas expectativas saíram goradas. O céu estava nublado, mas as chances de chuva eram mínimas, pois o tufão estava mais longe e tinha-se dissolvido mais depressa do que o esperado.

A desilusão era de facto grande, mas isso não impedia de esperar que as coisas saissem bem no circuito de Yeongam. O público apareceu em magotes neste domingo - vale o facto de haver uma ligação direta em comboio de alta velocidade - mas havia bancadas vazias naquele circuito construído no meio de nenhures, onde o motel é o meio de dormida de eleição. Sebastian Vettel estava na frente, ladeado por Lewis Hamilton e o Lotus de Romain Grosjean.

A partida começou com Vettel a ir embora em relação à concorrência, seguido por Rosberg e Grosjean. Atras, o pelotão juntava-se e na curva 3, houve toques, com Felipe Massa a ser o pior, sendo tocado por Fernando Alonso e despistado, caindo para o fundo do pelotão. Enquanto alguns caiam, outros subiam imenso, como Pastor Maldonado, que saltou de 18º para nono.

Nas voltas seguintes, as coisas andavam calmas, com Webber a subir alguns lugares enquanto que Button teve de trocar de nariz por causa dos toques na primeira volta. Mas com o passar das voltas, os pilotos começaram a parar nas boxes devido ao desgaste dos pneus. Grosjean pára na volta 11, ao mesmo tempo que Rosberg e Ricciardo. Na volta seguinte, foi a vez de Vettel, e na volta 13, foi de Webber.

Após as paragens, Hamilton tentou superar Grosjean, mas não conseguiu. E a seguir, a corrida chegou a um adormecimento, pelo menos nas posições da frente. Mas depois, as atenções centraram-se em Hulkenberg, que sofria com o asédio de Alonso, Kimi Raikkonen e Mark Webber. Ele aguentava todas as tentativas de ultrapassagem, mesmo que os pneus não dissessem o mesmo.

Depois vieram os problemas dos Mercedes. Primeiro, foi Hamilton a queixar-se dos pneus, e isso fazia com que Rosberg aproximasse ao ritmo de dois segundos por volta. E na volta 29 - uma depois de Paul di Resta ser a primeira desistência da corrida - Nico Rosberg apanha-o, no preciso momento em que a asa cai na pista! Claro, as faiscas fizeram lembrar o passado, mas o alemão tinha de parar, fazendo com que Hamilton tivesse de esperar até que resolvessem o problema.

Mas na volta 31, foi pior: o pneu de "Checo" Perez delamina-se e os destroços ficam no meio da pista, obrigando a entrada do Safety Car para poderem retirar esse pedaço. E isso foi o pretexto ideal para irem às boxes, como Vettel, Webber (que estava atrás de Perez e sofreu um furo) e Grosjean. A corrida foi neutralizada até à volta 37, mas foi sol de pouca dura. Apesar de Hulkenberg ter passado Nico Rosberg, Adrian Sutil despistou-se e bateu em Mark Webber. Imediatamente depois, o Red Bull do australiano pegou fogo. E a seguir, os bombeiros tiveram de entrar e o SC também esteve na pista.

A bandeira verde é agitada na volta 41, e a partir dali, Hamilton começou a pressionar Hulkenberg pelo quarto posto, mas apenas na volta 48 e que o passou... mas o alemão voltou ao lugar na curva seguinte. Hamilton não deixou de tentar, mas o Sauber do alemão conseguia resistir aos ataques. 

E conseguiu resistir até ao fim, enquanto que na frente, Sebastian Vettel vencia pela 34ª vez na sua carreira, na frente dos Lotus de Kimi Raikkonen - excelente corrida, vindo de décimo para segundo - e de Romain Grosjean. Hulkenberg foi o herói da corrida, conseguindo levar o carro ao quarto posto, a sua melhor classificação de sempre e a melhor da Sauber nesta temporada, na frente de Hamilton e Alonso, que recolhendo apenas oito pontos, fez com que a diferença subisse para 77. Assim sendo, Vettel arrisca-se a ser campeão... em Suzuka!

Mas agora, despedimo-nos de Yeongam. Apesar de não haver tufões, a corrida foi tão agitada como se esperava, graças aos Safety Cars e os bombeiros "à la anos 70". Espera-se que esta despedida seja definitiva, e que o promotor seja inflexível com Bernie Ecclestone, ou que Kim Jong-un mande um míssil para aquela zona, pois confirma-se a cada ano que a Formula 1 vai para um circuito situado numa zona de nenhures, onde nada é construido por ali e os motéis continuam a ser o meio de dormida de eleição. 

sábado, 5 de outubro de 2013

Formula 1 2013 - Ronda 14, Coreia do Sul (Qualificação)

A Coreia do Sul é um país desenvolvido, e nos tempos que correm, um país com um nivel de vida invejável, apesar das ameaças e dos barafustamentos do seu irmão desavindo do Norte, naquela que é a última divisão da Guerra Fria. No país que nos deu Hyundais, Kias, Samsungs, LG's e outros, seria ótimo que a Formula 1 fosse para lá. Mas neste campo em particular, desde 2010 que se vê que a localização da pista e o seu acolhimento são mais motivos de chacota do que de elogio. Todos querem estar lá o minimo de tempo possível, porque não desejam ser "chulados" em motéis onde, como se sabem, se paga à hora.

Mas para além deste precalço do qual se demora a resolver - se é que alguma vez se resolverá - este ano havia uma nova ameaça, e ela se chamava... "Fitow". Um tufão que se desenvolveu no norte da ilha de Taiwan e que se dirige para norte. Primeiro, temia-se que passasse a pelo litoral coreano, mesmo na zona do circuito, mas nos últimos dias, verificou-se que iria para a China, mais concretamente para o nordeste de Xangai, bem dentro do interior da China continental. Mas não estaria longe da Coreia, com previsões de que o olho do tufão iria passar entre 200 a 320 quilómetros de Yeongam. E isso poderia querer dizer "tempestade" pela certa.

Mas o sábado de manhã acordou com céu limpo em paragens coreanas. E sendo assim, o resultado final foi mais do mesmo: Sebastian Vettel acabou na pole-position, mas teve luta por parte de Lewis Hamilton e Romain Grosjean. E digo isto porque Mark Webber ficou com o terceiro lugar, só que como tinha a penalização de Singapura para cumprir, caiu dez lugares. No seu lugar entrará o Lotus de Romain Grosjean, na frente do segundo Mercedes de Nico Rosberg e dos Ferrari de Fernando Alonso e Felipe Massa. O alemão da Red Bull conseguiu assim a sua 42ª pole-position da sua carreira. Em apenas... 115 Grandes Prémios.

Ao longo dos treimos, vimos que houve a previsibilidade da Q1, com os Caterham e os Marussia a ficarem por lá - milagres, só na chuva - e os Williams-Renault de Valtteri Bottas e Pastor Maldonado. Definitivamente, esta gente já está a pensar em 2014 e os novos motores Mercedes.

É sempre a Q2 que nos mostram as coisas mais interessantes, especialmente para sabermos quais são os pilotos do meio do pelotão passam para a elite, e quem da elite cai para o meio da "burguesia". No final - e pela primeira vez esta temporada - os Sauber-Ferrari de Nico Hulkenberg e Esteban Gutierrez entraram na Q3, com um desempenho que têm vindo a subir desde Monza. Kimi Raikkonen, mesmo com as costas magoadas e o acidente na sexta-feira, conseguiu levar o seu carro "in extremis" para a Q3, mas ficou-se pelo décimo posto na grelha - nono, com a penalização de Mark Webber.

Em claro contraste, os McLaren de Jenson Button e Sergio Perez não entraram por lá, e dá-nos pena e motivo de preocupação, pois se nos treinos conseguem ser mais lentos do que os Sauber, é porque algo de mal se passa... ou então é como a Williams: já mandaram esta temporada dar uma volta e preparam-se para 2014.

Em suma, os dados estão lançados. Amanhã, e caso a chuva não faça a sua aparição, já saberemos como é que isto vai acabar.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Noticias: GP da Coreia do Sul sob ameaça de tufão

O fim de semana coreano pode ser muito molhado. Isto porque há um alerta de tufão previsto para o final desta semana na peninsula coreana que promete trazer muita chuva para a zona de Yeongam. O "Fitow", nome dado ao bicho, formou-se ao largo de Taiwan e está no rumo norte, a caminho da Coreia e do Japão. Caso passe pelo estreito da Coreia, que separa ambos os paises, poderá largar muita chuva na região, dado que a pista está na zona sul, e poderia ser a repetição dos acontecimentos de 2010.

Contudo, existe uma segunda hipótese, que o Fitow poderá passar um pouco mais a sul e atingir o Japão, e isso implicaria que a Coreia do Sul não seria afetada e que a corrida aconteceria em piso seco. Em suma, os próximos dias servirão para monitorizar a situação de forma atenta.

Li isso no GP Series, do Marcos Antôinio.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Formula 1 e os perigos da geopolitica asiática

Apesar de ter escrito no Primeiro de Abril, este não é um assunto do qual possamos brincar por estes dias.  Sou grande fã de automobilismo, mas também adoro seguir a geopolitica internacional. E quem acompanha as noticias por estes dias, sabe que se vivem momentos de tensão em certas partes do continente asiático, especialmente quando temos uma imprevisibilidade chamada Kim Jong-un, o jovem líder da Coreia do Norte.

É certo que a Formula 1, e Bernie Ecclestone em particular não lhe interessa nada disso. O dinheiro que ele pede para que esses países possam acolher o Mundial é o único fator determinante, logo, temos a competição a rolar por países como o Bahrein, por exemplo. Que como sabem, desde 2011 vive uma agitação social entre a maioria xiita e a minoria sunita, do qual faz parte a família real. Tem havido centenas de prisões, alguma repressão, mas as coisas andaram calmas nos últimos tempos. Ou se preferirem, as manifestações não tem acontecido com tanta frequência.

Contudo, faltam agora 21 dias para o Grande Prémio e os ativistas decidiram aumentar a intensidade das manifestações, com um único alvo em em mente: o Grande Prémio. Toda a gente sabe que essa é a única manifestação que coloca a pequena ilha do Golfo Pérsico nas bocas do mundo, e como se vê desde 2011, o problema não foi resolvido. Os receios de que isto poderá ficar ainda mais violento são grandes, mas nem a Formula 1 - que ganha cerca de 45 milhões de dólares por ir lá - nem as autoridades desejam que isto seja perturbado, apesar de todos no meio (mecânicos, engenheiros e patrocinadores) estarem no mínimo  assustados. Afinal de contas, estão a lidar com uma pessoa que nos anos 70 e 80, levava a Formula 1 a uma Africa do Sul em pleno "apartheid", onde havia um forte boicote desportivo. Até o rugby, o desporto nacional daquele país, já não jogava mais em terras sul-africanas graças às pressões internacionais para o boicote. Acabou por ser em 1985 que a Formula 1 cedeu, depois de uma corrida atribulada.

Claro, muito provavelmente a Formula 1 acabará por correr no Bahrein. Eventualmente, o exército mobilizará a sua tropa e o local do circuito será isolado do resto do país, provavelmente, para garantir a segurança de toda a gente e evitar perturbações durante o fim de semana da corrida. As autoridades podem - e têm poder - para fazer com que a corrida aconteça "à porta fechada". Mas mesmo que a Formula 1 diga que não é politica e não quer saber da politica, mesmo que haja pessoas que protestem pelo facto da politica externa se interfira na Formula 1, não se consegue fugir dela. E claro, a cada ano que passa em que o pelotão da Formula 1 vai ao Bahrein, lentamente a sua reputação sofrerá uma erosão. A sua capacidade de atrair novos patrocinadores será mais complicada, pois passará a ideia de que a Formula 1 irá a qualquer lugar, desde que paguem o que está combinado, e provavelmente, poderá danar a reputação do automobilismo e afugentar mais patrocinadores.

Mas para além disso, pode haver outros problemas no horizonte. As tensões nas últimas semanas na península coreana têm sido mais altas do que o costume, devido ao facto de o novo lider da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ter anunciado que tinha rompido o armistício com a Coreia do Sul, ativo desde 1953 e declarado o estado de guerra entre ambas as Coreias, algo que já tem a acumular desde o final do ano passado, com o lançamento do foguetão balistico e a realização de mais um ensaio nuclear, o terceiro.  

Muitos dizem que isto não vai resultar em nada. A esses, dou os parabéns. É que das três, uma: ou são otimistas, ou conseguem ler o futuro ou então falaram por estes dias com o filho do Querido Líder. Mas permitam-se que faça o papel de pessimista: caso o pior acontecer, pode não ser só uma guerra entre as duas Coreias. Países como o Japão e a China poderão envolver-se no assunto, não porque queiram, mas porque o regime de Pyongyang pode decidir de tal forma. Um bom exemplo disso são as bases americanas existentes no Japão, que não fica muito longe da península coreana. Basta apenas que caia um míssil em solo japonês para alargar o conflito, por exemplo.

Em suma: num cenário de pesadelo, poderíamos a capital, Seoul, arrasada diariamente por peças de artilharia vindas do outro lado da fronteira - a Zona Desmilitarizada está a apenas 35 quilómetros - enquanto que um ou vários misseis, lançados pelos norte-coreanos, caíssem ou em solo japonês, fosse em Honshu (a maior ilha do arquipélago japonês) ou em Okinawa. Uma guerra de curta duração seria inevitável, mas não se saberia quando - e como iria acabar.

O problema seria se isso calhasse quando a Formula 1 andaria de novo em paragens asiáticas, a partir de setembro. O GP da Coreia do Sul seria a 6 de outubro, uma semana antes do GP do Japão, no circuito de Suzuka. Apesar do circuito coreano ficar bem longe de Seoul e da fronteira, para chegar lá, toda a gente tem de passar por Seoul ou Incheon, que são cidades bastante perto do paralelo 38, ou seja, a fronteira.

Em jeito de conclusão, os problemas estão aí. E varrê-los debaixo do tapete não é a melhor politica, porque aparecerão sempre. E a Formula 1 não pode estar eternamente a fazer de avestruz.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Youtube Rally: os primeiros quilómetros do Hyundai i20 WRC


A Hyundai já anunciou que iria entrar em eventos selectivos em 2013 no sentido de participar a tempo inteiro em 2014. A marca diz que a sua base de operações vai ser na Alemanha e irá investir entre 60 a 70 milhões de euros por temporada, por exemplo, mas ainda não se sabe quem serão os pilotos que andarão a bordo do carro para ver se levam a marca e o carro aos lugares pontuáveis e a discutir posições com a Ford, Citroen, Mini (Prodrive) e Volkswagen.

A marca fala no video que irão anunciar nos próximos dias quem será o seu diretor desportivo. A unica coisa que referem neste momento é que será "alguém vindo da Escandinávia". e que o "primeiro ano será de experiência, antes de lutarmos pelas vitórias no ano seguinte".

Contudo, o carro já está pronto e no passado dia 5 de dezembro já fez os primeiros quilómetros na Coreia do Sul. Eis o video com as imagens.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Noticias: Coreia do Sul deu prejuízo em 2012

Mesmo com o "rapper" Psy nas bancadas, e mesmo com os pilotos a fazerem o Gagnam Style, a musica do momento na Net, o GP da Coreia do Sul em 2012 deu prejuízo. Segundo o site GPUpdate.com, os organizadores tiveram um prejuízo de 22,8 milhões de libras, ou pouco mais de 22 milhões de euros num evento que vão receber até 2016, com possível prolongamento até 2021, caso este evento seja bem sucedido. 

É complicado afirmar que tipo de impacto estas perdas terão na edição do próximo ano." afirmou um responsável do circuito à agência Reuters. “Apesar da existência destas perdas pelo terceiro ano consecutivo, acreditamos que o seu impacto é apenas a curto prazo. No longo prazo, a Formula 1 irá trazer mais benefícios ao nosso país, pois poderá abrir caminho para a industria automóvel coreana, e poderá também ajudar a desenvolver novas industrias nesta área", concluíram.

A Formula 1 está na Coreia do Sul desde 2010, no circuito de Yeongam, situado no oeste do país, numa área classificada como "o meio de nenhures", e onde muitos dos que acompanham o circo da Formula 1 costumam estar em motéis de duvidosa qualidade... isto, porque o projeto imobiliário que deveria acompanhar o circuito de Yeongam, ainda está a ser construido. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Youtube Road Obstacle: Isso é que é ter calma!


Da Coreia do Sul não vem só Daewoos, Kias, Samsungs e o "Gangnam Style". Hoje veio este video em particular, onde podemos ver o sangue-frio desta pessoa, ao deparar com este reboque ao qual falharam-lhe os travões numa rua ingreme. Com calma, perícia e alguma sorte - não havia ninguém atrás dele - recuou o tempo e a velocidade suficiente para ver passar o reboque desgovernado à sua frente, depois de ter colocado o seu carro numa rua lateral, sem ele ter sofrido qualquer arranhão.

Tiremos o chapéu à perícia do condutor para esta situação. Pode ser que a Hyundai o contrate para a sua equipa de ralis...

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

5ª Coluna: Vettel, o subestimado

A semana que passou foi marcada pelo GP da Coreia do Sul, onde no meio dos "Gangnam Style", Sebastian Vettel venceu pela terceira vez consecutiva na temporada, e assim passou para o comando do campeonato do mundo, com sete pontos de diferença para o Ferrari de Fernando Alonso. Com quatro corridas até ao final do campeonato, parece que os candidatos ao títulos ficaram reduzidos a dois, o alemão da Red Bull e o espanhol da Ferrari.

Ambos, curiosamente, lutam por um terceiro título mundial, e caso seja o espanhol vencedor deste campeonato, dará a Alonso um titulo que lhe escapa desde 2006. Contudo, caso o piloto vitoriosos seja o simpático alemão de Heppenheim, será o terceiro piloto da história da Formula 1 que alcança três títulos consecutivos, depois de Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher. E isso nos faz pensar - e discutir - sobre quem é o melhor piloto da atualidade.

Que toda a gente diz que Fernando Alonso é o melhor piloto do pelotão, sou tentado a concordar. Conseguiu nesta temporada de 2012 fazer milagres com um mau carro, especialmente no seu inicio, fazendo boas posições e uma vitória em Sepang, debaixo de chuva, quando a equipa mais necessitava de um bom resultado, face a um carro que era muito provavelmente o quarto melhor do pelotão, atrás de McLaren, Red Bull e Sauber, e a par da Lotus. E depois, quando o chassis melhorou, a meio do ano, Alonso passou a somar consecutivamente vitórias, podios e bons resultados, contra os McLaren e os Red Bull.

Mas fico com a sensação de que as pessoas subestimam Sebastian Vettel, e isso é perigoso. Vettel pode ser mais discreto do que Alonso, por vezes quando o carro não domina o pelotão, mas nos momentos decisivos, não falha. Não digo só por ser alemão e estes tem aquela fama de eficácia, mas também porque ele é tão bom piloto que Alonso.

Eu gosto de Sebastian Vettel. É cerebral e ambicioso, como Jackie Stewart, é duro, mas leal, como Gilles Villeneuve. Adora a competição pela sua essência, diverte-se e detesta a sua politica. Só está ali para vencer corridas e divertir-se enquanto o faz. Não quer ganhar a qualquer preço, como Michael Schumacher, que como sabem, fez tudo para ganhar, incluindo abalroar os adversários. Todas as polémicas em que Vettel esteve envolvido nesta temporada tem mais a ver com o que faz na pista - a penalização por ter ultrapassado com as quatro rodas fora da pista em Hockenheim, ou "quando apertou mais para além do tolerado pela Ferrari" em Monza - do que por exemplo, o que se passa fora dela.

Provavelmente o problema de Vettel é esse: a sua discrição. Não tem uma namorada mediática, como Lewis Hamilton ou Jenson Button. Não tem ares de "Principe das Asturias" e têm a equipa à sua volta, como Fernando Alonso. Não tem endereço no Twitter, não tem conta no Facebook, não empresta a sua voz numa série de desenhos animados, não se vê em festas, nada fora do quadro da Red Bull. Caramba, não tem uma tatuagem enorme nas costas, como Alonso e Button... aliás, nem sabemos direito quem é a sua namorada! Só sabemos que é divertido, adora ouvir Beatles e ver Monty Python.

Como disse atrás, Vettel detesta o confronto, a politiquice. Daí eu não acreditar nos rumores que andaram a puluar durante a semana, afirmando que o alemão e o espanhol estariam juntos na Scuderia em 2014. Eu sei que isso é o sonho de muita gente, que acha que ter dois génios numa equipa é uma coisa boa. Sou dos que voto contra porque a história quase sempre demonstrou que na maior parte dos casos, são relações que acabam mal. E nada garante que a Ferrari em 2014 esteja a caminho de ter um carro de sonho nesse ano em que tudo muda em termos de regulamentos de chassis, e com um motor de 1.6 litros Turbo. 

Passar de cavalo para burro, ainda mais quando não há sinais de que Adrian Newey esteja disposto a sair da Red Bull, não creio que seja apanágio de Vettel. Pode ser que saia da Red Bull um dia, claro, mas a melhor data para isso será em 2015, depois de andar uma temporada a experimentar o novo carro, o novo motor e a nova regulamentação. É para aí onde estou apontado, e não em 2013, como muitos parecem querer acreditar.

Não sei como esta temporada vai acabar, mas se depois de Monza acreditava que Alonso tinha vantagem, agora acho que Vettel vai mais a caminho do "tri". Estes tilkódromos favorecem o seu carro e o seu estilo de pilotagem faz o resto. E se o conseguir, merece-o perfeitamente.