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domingo, 12 de abril de 2015

Youtube Rally Highlights: O melhor do Rali Cidade de Guimarães

Num fim de semana preenchido com automobilismo - em todos os sentidos - eis um belo video feito pela Rallymania.pt sobre o Rali Cidade Guimarães. Aproveitem.

sábado, 11 de abril de 2015

CNR: José Pedro Fontes venceu o Rali Cidade de Guimarães

José Pedro Fontes foi o grande vencedor do Rali Cidade de Guimarães, segunda prova do campeonato nacional de ralis. O piloto do Citroen DS3 R5 conseguiu uma vantagem de  segundos sobre o segundo classificado, João Barros, no seu Ford Fiesta R5. Ricardo Moura, o campeão nacional e vencedor no rali de abertura da temporada, o Serras de Fafe, ficou com o lugar mais baixo do pódio desta vez.

Depois de João Barros ter garantido a vitória na especial de abertura do rali, disputado no centro da cidade, máquinas e pilotos tinham pela frente um dia inteiro de classificativas à volta da região, todas em asfalto. E o primeiro a abrir as hostilidades foi José Pedro Fontes, que com o seu Citroen DS3 R5, partiu ao ataque e venceu as duas primeiras especiais da manhã, conseguindo abrir uma vantagem de 7,7 segundos para João Barros, que era o segundo classificado. Ricardo Moura conseguia acompanhar os dois com alguma dificuldade, pois tinha já um atraso de 15,5 segundos para o piloto da Citroen, fazendo com que isto começasse a ser um duelo a dois, pois o quarto classificado, Pedro Meireles, já tinha um atraso de 24 segundos, ao volante do seu Skoda Fabia S2000.

Por esta altura, já havia a primeira desistência de relevo, com o abandono de um dos Porsches, o de Carlos Vieira, que nem chegou a sair de Guimarães a contas com problemas na sua caixa de velocidades. 

No final da manhã, a diferença de Fontes para Barros já era de 19,9 segundos, mas a distância para a restante concorrência era arrasadora: Ricardo Moura perdia 43 segundos para ele, e Pedro Meireles já tinha um atraso de quase um minuto. 59 segundos, para ser mais exato. Carlos Martins, o sexto, tinha um atraso de um minuto e 30 segundos, a bordo de outro Skoda Fabia S2000, ambos a acusarem o desgaste das suas máquinas.

Com um avanço demolidor - tinha ganho todos os troços até então - José Pedro Fontes decidiu descontrair e controlar o avanço para João Barros. E foi altura do piloto do Fiesta brilhar, com vitórias na nona e décima especial, numa altura em que a vantagem tinha sido alargada para quase 30 segundos. Mas Fontes controlava as coisas e nunca permitiu que ele se aproximasse muito. Atrás, Ricardo Moura mantinha a terceira posição, com uma desvantagem a superar em mais de um minuto, mas também a uma boa distância de Pedro Meireles, que se tentava aproximar do lugar mais baixo do pódio.

Mas no final da 12ª e última classificativa, Fontes era o vencedor, com uma diferença de 23,7 segundos sobre Barros, dando à Citroen a sua primeira vitória em mais de dez anos, desde que Armindo Araujo venceu com o seu Citroen Saxo Kit Car. Ricardo Moura ficou no lugar mais baixo do pódio, com uma desvantagem de um minuto e 17 segundos, enquanto que Pedro Meireles (que correu em "casa"), ficou a dois minutos e 15 segundos com o seu Skoda Fabia S2000. Carlos Martins foi o quinto, com dois minutos e 51 segundos de desvantagem, enquanto que Adruzilo Lopes foi o sexto, e o melhor da categoria de Produção.

“Na fase em que estamos, sem um conhecimento pleno do carro, aquilo que fazemos é tentar andar o melhor possível! Estamos ainda em período de aprendizagem, mas conscientes de que o trabalho que desenvolvemos na preparação deste rali tinha sido positivo. Findos os testes, era para nós certo que tínhamos condições para vir a Guimarães discutir a vitória no rali,” começou por afirmar o piloto da Citroen.

“Na segunda fase da prova, na tarde de hoje, com a vantagem que tínhamos conseguido, percebemos que, mesmo querendo vencer troços e, assim, somar mais pontos para o Campeonato, podíamos assumir uma postura de expetativa em relação aos nossos rivais, e, desta forma, correr menos riscos. Este foi um resultado excelente! Para nós, vencer o segundo rali que disputámos com o DS 3 é algo de absolutamente notável. Por outro lado, também me agrada a forma consistente como alcançámos os nossos objetivos, que estão, naturalmente, renovados para o rali que temos pela frente já dentro de duas semanas, em Castelo Branco”, concluiu o vencedor.

O Campeonato nacional de ralis não para, pois vai acontecer o Rali de Castelo Branco, no fim de semana de 24 e 25 de abril.

CNR: João Barros é o primeiro líder do Rali Cidade de Guimarães

O rali de Guimarães arrancou na noite desta sexta-feira e João Barros aproveitou bem os 1900 metros da classificativa especial que existia no centro da cidade para fazer o melhor tempo, ao volante de um Ford Fiesta R5. O seu tempo foi 1,2 segundos mais veloz do que o segundo classificado, o outro Ford Fiesta R5 de Ricardo Moura.

José Pedro Fontes, no seu Citroen DS3 R5, foi o terceiro mais veloz, perdendo apenas 1,8 segundos para o líder, e ganhando 0,5 segundos a Pedro Meireles que terminou o primeiro dia no quarto posto, no seu Skoda Fabia S2000. Carlos Martins, noutro Skoda Fabia S2000, andava logo atrás, no quinto posto, a 4,7 segundos.

No final da especial, e depois dos carros recolherem ao parque fechado dentro do Pavilhão Cidade de Guimarães, João Barros comentou: “Não arrisquei, apenas tentei ser o mais eficaz possível e acho que consegui. Toda a gente sabe que na Superespecial se tem mais a perder do que a ganhar. Claro que tentei fazer o meu melhor, mas sempre a pensar em não correr demasiados riscos para não hipotecar as hipóteses de vencer amanhã, que é quando todo o rali se decidirá”.

Já Ricardo Moura reagiu: “Se calhar entrámos um bocadinho mais cautelosos do que é normal para não correr riscos. Mesmo assim, fizemos um segundo tempo, o que é bom. Contudo, acho que não serve de grande barómetro para amanhã, se bem que os 1,2s pode ser pouco mas também pode ser muito, como o ano passado se verificou. O objetivo é manter-me fiel às metas traçadas que é manter-me na luta pelo campeonato”.

Quanto a José Pedro Fontes, declarou: “As Superespeciais não são algo de que goste muito e não fazia isto há muito tempo neste tipo de carros e com estes pneus. Fui a tentar não cometer nenhum erro e acho que correu tudo dentro da normalidade, tendo a noção que fui cauteloso. Ficou a primeira indicação de quem são aqueles que poderão lutar pela vitória, mas amanhã vamos tentar entrar fortes”.

Em termos de produção, o melhor era Adruzilo Lopes, que era o sétimo no seu Subaru Impreza Sti, perdendo apenas seis segundos para a liderança, enquanto que Gil Freitas e Carlos Vieira ficaram logo atrás, nos seus Porsche 997. Gil Antunes fechava o "top ten" com o seu Clio R3.

Amanhã, o Rali Cidade de Guimarães continuará nas estradas à volta desta cidade nortenha.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

As forças em presença no Rali Cidade de Guimarães

Nas vésperas da segunda prova do Nacional de Ralis, com o Rali Cidade de Guimarães, a primeira coisa que se tem de dizer é que a lista de inscritos é bem gorda. É que falamos de 77 pilotos inscritos, em várias categorias. E isso, numa prova a contar para o campeonato português de ralis, é um feito.

É certo que falamos de muitas categorias presentes: para além dos pilotos que lutam pelo campeonato nacional, com as inscrições de Ricardo Moura (que por estes dias anunciou que tem verbas para toda uma temporada, com um Fiesta R5 mais evoluido, ex-Kajetan Kajetanovicz), João Barros e Diogo Salvi, também num Fiesta R5, o Citroen DS3 R5 de José Pedro Fontes e os Skodas Fabia S2000 de Pedro Meireles - o piloto da casa e um favorito à vitória - e Carlos Martins. A grande ausência será Miguel Campos, no seu Peugeot 208 Ti16 R5, e que andou bem em Fafe.

Mas para além destes pilotos, outras máquinas aparecerão neste rali feito essencialmente em asfalto. Uma delas será os Porsche 997 de Gil Freitas e Carlos Vieira. No primeiro caso, trata-se da incursão do piloto madeirense ao continente, enquanto que no segundo caso, trata-se de um regresso, onde irá aproveitar o carro que José Pedro Fontes guiou no ano passado.

“A minha prioridade é terminar, para acumular ritmo e experiência. Depois, creio não ser muito irrealista classificar-me no top 10, mas se conseguisse chegar ao top 5 já seria excelente”, começou por dizer Carlos Vieira à Autosport portuguesa.

“Depois de ter disputado um Rali Sprint, fiquei com uma enorme vontade de explorar a disciplina e prontamente acertei tudo com a Sports & You”, conta o piloto de Braga, que vai ter Luis Ramalho como navegador. 

“As notas são claramente a questão mais delicada deste desafio. O entrosamento com o navegador, um sistema eficaz para ambos e a concentração para as ouvir, algo a que nunca estive sujeito anteriormente”, concluiu.

Além dos dois Porsches que andarão por ali, também haverão carros do campeonato FPAK de Ralis do Norte, na sua maioria Mitsubishi Lancer EVO IX, bem como pilotos do Campeonato Nacional de Iniciados, na sua maioria Citroen DS3 R1, com algumas excepções, como o Renault Twingo R2 de Pedro Lago Vieira e David Brites, num Peugeot 206.

Para concluir, haverá também seis carros para disputar a Ladies Trophy, um troféu destinado a duplas femininas, com Isabel Ramos a alinhar num Clio R3, sendo eventualmente a favorita à vitória.

O Rali Cidade de Guimarães, organizado pelo Targa Clube, começa nesta sexta-feira à noite com uma Super-Especial de 1900 metros na cidade de Guimarães, com a segunda etapa a decorrer em doze classificativas, com o final a ser na Nossa Senhora da Penha, em Guimarães, no final da tarde de sábado.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

WRC: Rali de Portugal 2015 começa em Guimarães

A Câmara Municipal de Guimarães anunciou esta tarde que o Rali de Portugal de 2015 irá começar na sua cidade, depois de assinar um acordo de parceria no sentido de acolher o rali, que a partir do ao que vêm, terá o seu centro nevrálgico no norte do pais.

"A edição 2015 do Rally de Portugal vai principiar no Campo de São Mamede, tendo como pano de fundo o Castelo de Guimarães, na tarde do dia 21 de maio, data em que está previsto começar uma das principais provas do Campeonato Mundial de Ralis, com organização do Automóvel Clube de Portugal", começa por dizer o comunicado oficial.

"O Município de Guimarães assinou um acordo de parceria que visa estabelecer os termos necessários à realização do Rally de Portugal 2015 na Região Norte, bem como as respetivas responsabilidades financeiras com vista à apresentação de uma candidatura junto da CCDR-N, no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte 2007/2013 ON.2 (Eixo Prioritário I – Competitividade, Inovação e Conhecimento – PCI – I/2/2014 – EP), ao abrigo do “Overbooking”, ou seja, verbas que restam do antigo quadro comunitário e que ainda não foram afetadas", continuou.

"Este protocolo visa encontrar uma solução para a ausência de financiamento do Turismo de Portugal, que recentemente anunciou a sua indisponibilidade em apoiar esta competição que, em 2015, será realizada no Norte do país. Os doze Municípios envolvidos uniram esforços para garantir a realização da prova na região nortenha, tendo formalizado, nesse sentido, um Acordo de Parceria, durante uma reunião efetuada na sede do Turismo Porto e Norte de Portugal, entidade que outorga o protocolo com os Municípios", concluiu.

No momento da assinatura do protocolo, o vice-presidente da câmara municipal, Amadeu Portilha, falou sobre as razões pelo qual este protocolo foi assinado: "A realização no Norte de Portugal do Rally de Portugal 2015 é estratégica para a região e para a sua afirmação. A verba que o Turismo de Portugal sempre concedeu a esta prova foi retirada e as Câmaras envolvidas foram chamadas a mais um esforço financeiro suplementar, tendo em conta a grande visibilidade internacional que está associada a este evento. Será mais uma excelente jornada de promoção de Guimarães como cidade capaz de acolher os maiores eventos mundiais", declarou.

Recorde-se que o Rali de Portugal realizará entre os dias 21 e 24 de maio de 2015, e representará o regresso do rali ao norte, 14 anos após a última vez.

domingo, 7 de setembro de 2014

Atualização sobre o acidente do Rali Sprint de Guimarães

Os orgãos de comunicação social fizeram agora uma atualização sobre o acidente que aconteceu esta tarde no Rali Sprint de Guimarães, do qual resultou a morte de três pessoas e ferimentos graves em outras duas, com mais três feridos ligeiros. O acidente ocorreu cerca das 15:20, no final de um troço que acabava na zona da Igreja da Lapinha, em Guimarães, quando um Renault Clio perdeu o controlo e atropelou um grupo de pessoas que estavam encostados a um muro.

Dos três mortos, dois deles eram crianças, um com oito anos, outro com treze. Dos dois feridos graves, um senhor de 40 anos e uma mulher de 18, sabe-se que foram levados para Braga, onde o estado do senhor é considerado como "critico".

O rali estava no seu inicio, pois por altura do acidente, pois segundo as informações do canal TVI24, apenas quatro carros tinham passado pelo troço. O rali está suspenso neste momento, não havendo noticias sobre um eventual cancelamento. 

Ultima Hora: Acidente em Guimarães mata três espectadores

Um acidente esta tarde no Rali Sprint de Guimarães causou a morte de três pessoas, vitimas de atropelamento. Segundo conta a RTP e o site SportMotores, o acidente ocorreu pelas 15:30, perto da igreja da Lapinha, nos arredores da cidade, quando um Renault Clio perdeu o controle e bateu contra um grupo de espectadores que estavam numa zona de tomada de tempo. Do acidente resultou três mortes, dois feridos graves e três ligeiros.

No local do acidente estão treze veículos, entre Bombeiros, INEM e GNR. A SIC Noticias fala que dois dos mortos são crianças, com oito e treze anos, respectivamente.

Este é o terceiro acidente grave a acontecer este ano em Rali Sprints no norte do país. Em junho, um acidente no Rali Montelongo causou ferimentos graves no condutor e navegador, enquanto que no inicio de agosto, outro acidente no Rali de Cabeceiras de Basto causou a morte do piloto Nuno Silva e ferimentos graves no seu navegador, José Machado.

A organização do rali Sprint de Guimarães decidiu cancelar de imediato o rali. 

Mais noticias assim que houver novidades. 

domingo, 9 de março de 2014

CNR - Rali Cidade de Guimarães: o relato

Quatro lideres, muita luta e a diferença mais curta na história do Campeonato Nacional de Ralis. Três décimos de segundo separaram o "local" Pedro Meireles do tricampeão açoriano Ricardo Moura, ambos em Skoda Fabia S2000, num Rali Cidade de Guimarães que valeu pelos pergaminhos deste campeonato que promete ser muito competitivo.

Duas semanas depois do Rali Serras de Fafe, a jornada inaugural do Campeonato Nacional de Ralis, máquinas e pilotos correram um pouco mais ao lado, em pisos de asfalto, no Rali Cidade de Guimarães. Com algumas novidades: José Pedro Fontes decidiu trazer um Porsche de GT, para compensar a ausência do outro Porsche de Carlos Oliveira, que teve problemas com a sua caixa de velocidades, enquanto que Rui Madeira decidiu que só iria regressar às lides no Rali de Portugal, no mês que vêm, com o seu Ford Fiesta R5.

Outra grande novidade neste Rali Cidade de Guimarães eram as presenças dos Suzuki Swift S1600 do campeonato espanhol, que faziam aqui uma presença e enriqueciam a lista de inscritos deste rali.

As coisas começaram na sexta-feira à noite, com uma Super-Especial noturna no centro da cidade de Guimarães, com Ricardo Moura a ser o melhor no seu Skoda Fabia S2000, que conseguiu bater o Ford Fiesta R5 de Diogo Salvi por 3,5 segundos, com o Mitsubishi Evo IX de Ricardo Teodósio no terceiro posto, perdendo apenas mais meio segundo. Perdendo mais 0,6 segundos ficavam Adruzilo Lopes, no seu Subaru Impreza STI, enquanto que José Pedro Fontes era o sexto, com o seu Porsche GT.

No inicio do dia seguinte, Moura manteve-se na frente, mas não resistiu aos ataques de José Pedro Fontes, no seu Porsche. Na segunda especial, a da Rota das Cutelarias, o piloto portuense fez valer a maior rapidez e velocidade de ponta do Porsche em traçados pouco sinuosos e ganhou, de uma vez... mais de sete segundos a todos os seus adversários! Atrás, Moura tinha com que se preocupar com Pedro Meireles e o Ford Fiesta R5 de João Barros, que era o terceiro.

Nos troços seguintes, José Pedro Fontes aumentou a diferença, chegando a ter 25 segundos sobre o segundo classificado, e parecendo que os troços de asfalto o iriam fazer com que fosse o vencedor deste rali. Contudo, na quarta especial... a catástrofe. O piloto perdeu o controlo do seu Porsche num "gancho", indo de frente... contra um galinheiro. A caixa de velocidades ficou encravada em ponto morto e ele foi obrigado a desistir. 

A seguir, o piloto explicou o acidente: "Infelizmente desistimos. Um erro meu num cruzamento com muita areia fez-nos ter uma pequena saída de estrada, nada de mal se tivéssemos conseguido engrenar a marcha-atrás. Mas infelizmente a caixa encravou em ponto morto e não conseguimos retirar o carro para chegar ao fim do troço. No entanto, fica a satisfação de liderarmos o rali na estreia do Porsche. Gostava de agradecer a todos aqueles que nos apoiaram na estrada, pois este projeto foi pensado também para todos os que têm paixão por ralis."

Com isto, o Ford Fiesta de João Barros passava para a frente, mas já era acossado pelos Skodas de Moura e Meireles. Cedo um, e depois o outro Skoda, passaram João Barros, para aquilo que viria a ser um duelo a dois pela vitória. E no final da nona - e penultima classificativa - a diferença entre os dois era de 3,1 segundos, com João Barros no terceiro posto, a 10,1 segundos, mas com uma vantagem significativa sobre Adruzilo Lopes, que estava a um minuto e dez segundos.

Chegada a última classificativa, o duelo foi intenso, mas os "santos da casa" ajudaram. Meireles por apenas três décimos de segundo. Um final para a história. "Foi um forcing final. É fantástico ganhar em casa”, disse um emocionado Meireles.

João Barros completou o pódio, a 26,4 segundos dos dois primeiros, demonstrando uma crescente adaptação ao Ford Fiesta R5, enquanto que Adruzilo Lopes foi o melhor na Produção, a mais de um minuto do vencedor. Joan Vinyes, um dos espanhois do Suzuki Swift S1600, terminou no quinto posto.

sábado, 8 de março de 2014

Youtube Rally Crash: o acidente de José Pedro Fontes no Cidade de Guimarães

O grande atrativo do Rali Cidade de Guimarães, a segunda prova do Campeonato Nacional de Ralis (CNR), era de facto o Porsche 911 GT do piloto José Pedro Fontes. Ele chegou a liderar o rali até que a meio da manhã, na quarta especial,  quando já tinha 25 segundos de vantagem e negociava um "gancho", não conseguiu seguir em frente e bateu... num galinheiro!

Ele depois explicou o que se passou: "Infelizmente desistimos. Um erro meu num cruzamento com muita areia fez-nos ter uma pequena saída de estrada, nada de mal se tivéssemos conseguido engrenar a marcha-atrás. Mas infelizmente a caixa encravou em ponto morto e não conseguimos retirar o carro para chegar ao fim do troço. No entanto, fica a satisfação de liderarmos o rali na estreia do Porsche. Gostava de agradecer a todos aqueles que nos apoiaram na estrada, pois este projeto foi pensado também para todos os que têm paixão por ralis. Mais uma vez a Sports&You fez um grande trabalho de preparação pondo-me á disposição um carro soberbo. Um abraço muito especial a Sergio e Diego Vallego por toda a ajuda! Vemos-nos no rali Vidreiro".

sábado, 18 de maio de 2013

CPR: Bernardo Sousa foi o melhor no Rali de Guimarães

Depois do Rali de Portugal e o Rali dos Açores, o Campeonato Português de Ralis (CPR) regressou para um rali de asfalto, feito num só dia, à volta de Guimarães. Entre Fafe e Guimarães, pode ser uma distância curta em termos geográficos, mas em termos de tempo e calendário  foi um mundo inteiro de diferença pois passaram quase três meses, desde o Rali Serras de Fafe.

E passado esse tempo, houve muitas mudanças em termos de carro. Em Fafe, apenas Pedro Meireles tinha um Skoda Fabia S2000, contra o Peugeot 207 S2000 de Bernardo Sousa. O piloto da Madeira continua com o carro, mas pelo meio foi buscar um Ford Fiesta RRC para o Rali dos Açores e pretendia continuar assim para o resto da temporada. Mas quando disseram que os RRC não iriam pontuar para o campeonato,  Sousa manteve o Fiesta, mas na versão S2000. 

Pelo meio, o campeão nacional, Ricardo Moura, decidiu mudar do Mitsubishi Lancer Evo IX para um Skoda Fabia S2000... e compensou. Depois de ter sido terceiro classificado - e melhor português - "em casa", decidira continuar com o carro para o resto da temporada, tentando o bicampeonato, fazendo com que, por agora, existissem três S2000 neste campeonato, com a possibilidade de pilotos como Bruno Magalhães e Miguel Campos de conseguir mais carros desse género.

Atrás, havia alguns veteranos que apareciam por aqui para tentar uma surpresa. Adruzilio Lopes, que deu nas vistas nos (já distantes) anos 90, com o mítico Peugeot 306 Maxi, vinha correr com o Subaru Impreza R4, enquanto que outro veterano, José Pedro Fontes, iria correr noutro Subaru Impreza WRX. 

Mais interessante seria ver José Janela, que iria aparecer no Rali Cidade de Guimarães com um... Porsche 911, para a classe GT, algo inédito até agora.

Num fim de semana de maio anormalmente marcado pelo frio e chuva, máquinas e pilotos esperavam um dia muito complicado, a prova começa com Bernardo Sousa a ser o mais veloz, 2,7 segundos mais velozes do que Miguel Campos e cinco segundos mais velozes do que Ricardo Moura. Adruzilio Lopes, mais experimentado nestas coisas, era o quarto classificado.

Com o avançar da manhã, Sousa parecia gerir a liderança... até chegar a terceira especial. Ali, Ricardo Moura terminava as suas hipóteses ao levar um toque e arrancar a roda traseira esquerda. Bernardo Sousa podia ter menos concorrência, mas na quarta especial, ele também tinha problemas, tocando também com o carro e perdendo tempo, caindo para o quarto posto da geral, que assim caia ao colo de Pedro Meireles.

Mas na especial seguinte, a quinta, este teve problemas, não conseguindo trocar os pneus a tempo e tendo uma penalização de 55 segundos. Com isso, a liderança ia para Adruzilio Lopes, que usando a sua veterania para alcançar uma liderança que à partida seria complicada.

As coisas complicaram-se ainda mais para Pedro Meireles na sexta especial, quando sofreu um acidente e o seu carro bloqueou a estrada o suficiente para que esta fosse neutralizada. Isso foi aproveitado por Bernardo Sousa para apanhar Adruzilio Lopes e o passar na especial seguinte, de modo tão surpreendente que provavelmente, o resultado poderia dar brado. Nas duas especiais seguintes  Lopes foi o melhor, mas Sousa ficou logo atrás, para gerir a vantagem, que se situava agora nos 25,5 segundos.

A partir daqui, a grande tarefa de Bernardo Sousa era de levar o carro até ao fim, mesmo sabendo nas condições do carro, especialmente a sua roda traseira direita. Reforçada com uma cinta, a cada troço, Sousa venceu depois as duas últimas classificativas dia. E no final da Power Stage, Sousa foi o melhor, conseguindo assim a sua segunda vitória neste campeonato, e a conseguir o máximo de pontos possíveis  conseguindo consolidar a sua liderança e rumar ao bicampeonato.

Adruzilio Lopes foi o segundo, e a fechar o pódio ficou o Renault Clio S1600 de João Barros, que aproveitando as desistências, averbou um ótimo terceiro lugar, bem como a vitória na CPR2. Diogo Gago, no Citroen C2, foi o quarto, na frente de Miguel João Barbosa, no Mitsubishi Lancer Evo IX.

domingo, 12 de abril de 2009

A1GP - Ronda 6, Portimão (Corridas)

Por fim, chegou o dia das corridas em Portimão. Neste Domingo de Páscoa na ponta ocidental do Algarve (mais conhecido localmente por Barlavento), máquinas e pilotos de 22 países estiveram no novo Autódromo de Portimão para correr na jornada dupla da A1GP, três anos depois da sua passagem pelo Autódromo do Estoril.



Depois de um desempenho algo modesto nos treinos (5º na Sprint race e 7º na Feature Race), cabia a Filipe Albuquerque tentar recuperar alguma dessa desvantagem e conseguir ultrapassar os seus adversários mais directos: a Irlanda, com Adam Carrol ao volante, e a Suiça, de Neel Jani. Mas também tinha que estar atento à Holanda, com Robert Doornbos, e à Itália, agora reforçada com a presença de Vitantonio Liuzzi. E ver o desempenho de alguns pilotos, como Nicolas Prost, pela França, e Felipe Guimarães, pelo Brasil.

A Sprint Race começa com Doornbos na frente, e Albuquerque a saltar para o quarto lugar, passando o libanês Daniel Morad. A ordem das coisas não se alterou muito até à paragem obrigatória nas boxes, com Albuquerque a seguir de perto o trio da frente: Doornbos, Liuzzi e Carrol. Entretanto, mais atrás, Earl Bamber, da Nova Zelândia, perdia o controlo do seu carro, e terminava permaturamente a sua corrida.

Quando chegou a vez da obrigatória paragem nas boxes, o carro italiano foi mais lento do que os seus directos adversários, e foi ultrapassado por Carrol e Albuquerque. O piloto português, agora terceiro, foi em perseguição dos dois primeiros, mas estes estavam tão rápidos como ele, e a ordem não se alterou. Quanto a Liuzzi, teve de se defender de Clivio Piccione, do Mónaco, para conseguir garantir a quarta posição, o melhor resultado do ano para as cores transalpinas.

Contudo, a corrida terminaria antecipadamente na 11ª volta devido a um toque entre Felipe Guimarães e o carro sul-africano, guiado por Adrian Zaugg. Ambos os carros ficaram atravessados na pista, e as bandeiras vermelhas foram mostradas. Apesar de tudo, Guimarães ficou com o sétimo posto final, um claro sinal de progresso do piloto brasileiro.

Quase três horas mais tarde, veio a corrida mais longa, a Feature Race. Na partida, há menos um carro, o do Brasil, pois não conseguiram recupera-lo a tempo da corrida. Albuquerque larga mal e é superado pelo americano Marco Andretti. Mas mais atrás, outro dos candidatos ao título, Robert Doornbos, desistia, vítima de um problema de motor. Mas pouco depois, os comissários de pista descobrem que Adam Carrol saiu antes de tempo, logo, era peanlizado por um "drive through", ou seja uma passagem pela boxe. Entretanto, Albuquerque passava Andretti e estava atrás de Adrian Zaugg, no quarto lugar. Na primeira paragem nas boxes, Albuquerque não conseguiu ultrapassar o sul-africano, e foi até ultrapassado pelo neto de Mario Andretti.

Após o primeiro ciclo de paragens, e depois de passar Andretti, Albuquerque era quarto, estando atrás de Africa do Sul e Nova Zelândia (Adrian Zaugg e Earl Bamber, respectivamente), com Neel Jani a aproveitar a penalização de Carrol para garantir a liderança. E pouco depois, a luta acabava mal, na Curva 3: um excesso de Bamber na travagem, batendo na traseira do carro sul-africano, e dando de bandeja a segunda posição ao piloto de Coimbra.

O acidente teve consequências: O Safety Car entrava em pista a 26 voltas do fim, e tudo ficava na primeira forma. Jani tinha agora Albuquerque às suas costas, com Liuzzi e Andretti logo a seguir. E com isso, havia possibilidades reais: para Jani, o de recuperar a liderança, para Albuquerque, era o de chegar à liderança e conseguir uma vitória inédita em casa.

E no recomeço, Albuquerque arrisca passar Jani... e consegue. Mas é de pouca dura. Logo atrás, Andretti passa Liuzzi, mas o piloto americano exagera e ambos tocam-se, e Liuzzi ainda bate no carro de Clivio Piccione, fazendo com que o Safety Car entre de novo. Com isso tudo, Adam Carrol era oitavo, ou seja, uma situação negativa ao inicio estava a transformar-se numa situação positiva...



Na segunda passagem pela boxe, Albuquerque demorou demasiado tempo, e Jani regressou à liderança, e tinha o seu outro rival, Adam Carrol, mesmo atrás. O piloto irlandês pressionou o português até que... os comissários de pista dizerem que Carrol tinha feito uma ultrapassagem com o Safety Car em pista, logo... novo "drive through". Mas Albuquerque ainda tinha outras preocupações, com Narain Kahtikayean, da India, e Fairuz Fauzy, da Malásia, colados a ele. E Neel Jani era o lider confortável.

Contudo, o final é controverso. A Irlanda decidiu ignorar a penalização e ir até ao fim, acabando na segunda posição, atrás de Jani. Albuquerque acabava de novo no terceiro posto, o que era um bom resultado para o fim de semana. Karthikayean despista-se e Fauzy herda o quarto posto para a Malásia. Mas esta corrida iria ainda ter um prolongamento na secretaria... A próxima jornada dupla do campeonato aconterá a 3 de Maio no circuito inglês de Brands Hatch.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A1GP - Ronda 5, Kyalami (Corridas)

As corridas de hoje em paragens sul-africanas correram bem para Filipe Albuquerque, especialmente na Feature Race, onde uma má partida poderia ter deitado tudo a perder, mas uma recuperação excelente o faz chegar no quinto posto, depois de ter alcançado mais um pódio, um segundo lugar na Sprint Race.

Outro dos destaques vem do Brasil, onde Felipe Guimarães conseguiu o melhor resultado do ano para a equipa brasileira, ao ser segundo classificado na Feature Race, sendo apenas batido pelo vencedor, o suiço Neel Jani, que com este resultado, consolidou a liderança do campeonato, já que o seu maior rival, Adam Carrol, bateu e abandonou.

Na Sprint Race, o holandês Jeroen Bleekmolen partiu na frente, mas Albuquerque foi surpreendido, quando Neel Jani apoderou-se do segundo lugar da classificação. As coisas ficaram assim até à passagem pelas boxes, altura em que o piloto português conseguiu superar Jani, mas depois foi incapaz de apanhar o carro holandês, para assim poder discutir a vitória. Contudo, conseguiu uma volta maios rápida, que lhe deu um ponto extra, essencial na luta pelo campeonato. No final, Bleekmolen dava à holanda a sua primeira vitória em 45 corridas, a maior diferença que houve até agora entre duas vitórias por um carro do mesmo país. A completar o pódio ficou Neel Jani, enquanto que o actual lider, o irlandês Adam Carrol, terminava na quarta posição.

Filipe Albuquerque estava satisfeito com o este resultado na Sprint Race, apesar de alguns problemas. “Tive um problema no arranque e mesmo que depois tivesse lutado para conseguir chegar ao primeiro lugar, foi impossível. O segundo lugar acabou por ser uma boa classificação, especialmente porque também consegui efectuar a volta mais rápida da corrida, o que me deu um ponto extra”, afirmou o piloto português.

Na Feature Race, Piccione partiu bem e aguentou os ataques da concorrência, enquanto que Filipe Albuquerque ficava parado na grelha, vendo os outros a passar. Como a partida era numa zona de descida, conseguiu colocar o carro a andar, mas no final da primeira volta era último. Logo, tinha que fazer uma corrida "de faca nos dentes" para recuperar o tempo perdido. e assim aconteceu.

Primeiro, aproveitou as saidas de pista da concorrência, nomeadamente a de Adam Carrol, que desistiu depois de um contacto com o carro malaio, conduzido por Fairuz Fauzy, de Nicolas Prost, que desistiu após um embate com o mexicano Salvador Duran, e de Earl Bamber, que também foi vítima da impetuosidade do piloto malaio.

Entretanto, na frente, o carro monegasco, tripulado por Clivio Piccione, aguentava-se na frente, mas nas boxes foi ultrapassado por Jani. Mais tarde, um ligeiro despiste fez com que fosse ulrapassado por Felipe Guimarães, que ficou com o segundo lugar. O piloto brasileiro aguentou o carro até ao final, mesmo lutando com problemas na bomba de gasolina e com a pressão de Piccione.

Assim aos 17 anos, Felipe Guimarães torna-se no mais jovem piloto de sempre a subir ao pódio, algo que fez sorrir Emerson Fittipaldi: "Estou muito feliz. Felipe provou que é mentalmente forte, especialmente depois daquele acidente na qualificação. A equipa merece também os parabéns pelo trabalho fantástico que fez ao reparar o carro para a corrida. Ele estava a ser tão rápido como o Jani, o vencedor da corrida", disse o bicampeão do Mundo de Formula 1.

Quanto a Filipe Albuquerque, conseguiu recuperar até ao quinto lugar, pressionando o quarto classificado, o holandês Bleekmolen, mas não conseguiu ultrapassar. Após a corrida, o piloto de Coimbra não conseguia esconder a frustração, apesar de sublinhar que o resultado final acabou por não ser mau. “O carro não arrancou e fui obrigado a cair para último. Mas desde logo dei início à recuperação mesmo com o motor a ter falhas constantes. Fiz dois bons pit-stops e consegui terminar em quinto. Dadas as circunstâncias em que tudo aconteceu, parece que o quinto lugar é igualmente uma boa classificação”, sublinhou o português, que figura agora no terceiro posto do Campeonato.

Após a jornada dupla na Africa do Sul, a Suiça é o lider, com 73 pontos, mais três do que a Irlanda, e mais nove do que Portugal. A Holanda é quarta, com 56 pontos, enquanto que o Brasil tem agora 16 pontos, situando-se na 13ª posição na geral. A próxima corrida será a 12 de Abril no Autódromo Internacional de Portimão, pois a ronda mexicana, que iria acontecer a 22 de Março, foi adiada, em principio, para 24 de Maio.