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domingo, 13 de setembro de 2026

As imagens do dia






Não sei afirmar se esta tarde, isto que assisti em Madrid foi um "snoozefest" porque, eu juro, estava acordado e consciente, porque nas voltas finais esperava emoção, para saber se algum dos quatro primeiros iriam tentar passar uns aos outros, pois estavam muito perto um do outro. Houve tentativas, mas todas frustradas. Não se se o circuito é estreito para estes carros, mas acho em em 2027, tem de haver modificações em algumas curvas.

No final, a corrida ficou decidida por um Safety Car Virtual, quando Lewis Hamilton ficou sem travões (freios, para os brasileiros que leem isto) no seu Ferrari, nas primeiras voltas. Leclerc ficou na pista, Andrea Kimi Antonelli e Max Verstappen foram para as boxes, Norris também foi... no momento em que acabava esse VSC. A diferença entre um e outro? Onze segundos. Com ele, 13 segundos entre entrar e sair das boxes. Sem ele, são 24 segundos...

Claro, as pessoas esperavam que não fosse o único Safety Car, virtual ou real. Mas esta tarde, todos se portaram bem e não houve mais nada. Leclerc ficou até quando pode, mas acabou fora do pódio. Norris ficou perto de Max o suficiente para tentar uma passagem, mas não conseguiu superar o neerlandês, e assim, um erro custou-lhe, se calhar, o lugar mais alto do pódio.

Quem foi o beneficiado? Claro, Kimi Antonelli. Duas vitórias consecutivas, liderança alargada, e menos uma corrida a caminho de um inédito título mundial para ele. Segundo os meus cálculos, ele tem tudo para ser campeão em Interlagos. Até calha bem, é o lugar onde nasceu Ayrton Senna, a pessoa que, alegadamente, reencarnou...

(claro, não acredito nisso, Antonelli é Antonelli e ele é assim desde os tempos da Formula 4 Italiana)

Sobre o Madring, tenho umas coisas para dizer - podem cobrar, se quiserem: esta pista é muito estreita. Se era para isso, mais valia terem ampliado e renovado Jarama. Teria sido mais caro? Teria, mas preferia o “snoozefest” numa pista permanente que numa semipermanente, como esta do Madring.

Mas a minha reclamação nem é essa, a razão porque falo o que falo em cima é por causa disto: isto é Valencia sem a vista para o mar. Não não culpem o Hermann Tilke, o desenhador é outro - chama-se Jarno Zafelli, e nunca ouvi falar dele até hoje. Para construir esta pista, ou parte dela, quem financiou foi o governo regional de Madrid. Sabem que fez isso, há mais de 20 anos? Valencia. Foram eles que construíram e sustentaram essa pista citadina. O contrato acabou antes de tempo porque o governo regional da Generalitat de Valencia ficou sem dinheiro, e agora... está abandonado. 

Esta pista, e esse Grande Prémio, está dependente de um governo regional que não é do partido do poder. E vai estar no calendário enquanto pagarem. Se por algum motivo, o governo regional mudar e achar que não é viável, eles largam tudo, e o Madring, com ou sem Monumental, irá acabar às moscas. E será ainda antes de 2035.

Porque foi isso o que aconteceu com Valencia quando o contrato acabou antes de tempo. E sem ninguém a apoiar, e sem alternativas, acabou abandonada.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Noticias: Noah Monteiro com um fim de semana exigente em Valencia


Noah Monteiro não teve um fim de semana fácil em Valencia, palco da jornada inaugural da Formula 4 Espanha, mas o filho de Tiago Monteiro não falhou um pódio em duas das três corridas desta jornada inaugural, o que lhe vale acabar no segundo lugar na classificação geral, fruto de dois terceiros lugares.

Ao longo das corridas, o piloto de 17 anos conseguiu mostrar velocidade e maturidade, sem se envolver em lutas demasiado arriscadas, arriscando a acidentes que poderiam prejudicar a sua candidatura ao título, depois de ter ganho a Winter Series, no mês passado.

Contudo, as coisas não foram fáceis. Uma qualificação difícil na primeira corrida por causa de problemas mecânicos, o colocou na quarta posição da grelha para a primeira corrida - e quinta para a segunda - limitou a sua capacidade para as provas. Contudo, ele estava confiante para as corridas, já que os problemas que tinham afligido já estavam resolvidos.

“O resultado da qualificação, que definiu que saíssemos em 4º e 5º lugar na grelha, condicionou-nos, já que as dificuldades que tivemos no carro limitaram-nos o número de voltas, mas no final fizemos o nosso trabalho, conseguimos minimizar a situação e fechar o dia com dois resultados sólidos”, explicou o piloto, no meio dis desse sábado.

E assim foi: dois pódios nas duas corridas de sábado, num traçado onde ultrapassar não é simples, foi o resultado de uma estratégia de gestão e eficácia, quer no arranque, quer durante a corrida. E a recompensa foram dois terceiros lugares.

“Tanto na primeira como na segunda corrida sabíamos que seria muito difícil fazer ultrapassagens e a estratégia passou por arrancar bem, gerir a prova da melhor forma, tentar forçar o erro dos adversários e fazer corridas limpas para evitar penalizações. Foi o que fizemos e saímos deste primeiro dia com dois pódios, bons pontos para o campeonato e contentes com o trabalho feito”, afirmou.

No domingo, apesar das ameaças de chuva, a qualificação foi bem melhor, quando conseguiu um segundo lugar na grelha de partida, batido por Vivek Kanthan. Na corrida, o americano disparou para a vitória, enquanto Noah Monteiro fora batido pelo polaco Boris Lyzen, do qual andou à luta pela posição até ao final, não o conseguindo passar, apesar de três entradas do Safety Car por causa de acidentes. 


No final deste primeiro fim de semana, o balanço era positivo, com uma corrida 3 exigente:

“Foi uma corrida difícil. Muitos períodos de safety car que quebraram o ritmo da prova… além disto, tive um início de corrida intenso, com uma luta muito forte, com vários toques com um adversário que também me fez perder algum tempo. Ainda assim, fizemos três pódios em três corridas, conseguimos somar bons pontos e mostrámos que somos fortes em todas as condições e momentos de corrida. Temos agora uma paragem longa que vamos aproveitar para preparar bem a próxima prova. Vai ser a minha corrida em casa e estou ansioso de poder voltar a competir em Portugal, para o público português”, concluiu.

A segunda ronda da Formula 4 Espanha acontecerá no fim de semana de 5 a 7 de junho, no Autódromo de Portimão.

domingo, 12 de abril de 2026

Youtube Automobile Video: Formula 4 España, Ronda 3, Valencia

A temporada de 2026 da Formula 4 espanhola começou este final de semana no Circuito Ricardo Tormo, em Cheste, nos arredores de Valencia, e na grelha mais competitiva das dezenas de competições de formação um pouco por todo o mundo - 32 carros é a média neste final de semana - os favoritos competiram fortemente entre si para conseguir um lugar entre os dez primeiros. 

Para o americano Vivek Kanthan, ele tinha de repetir o favoritismo que tinha demonstrado no dia anterior, na primeira corrida, contra gente como o britânico Nathan Tye, o neerlandês Rocco Coronel e o português Noah Monteiro. E as coisas pareciam correr bem, pelo menos à partida desta terceira corrida do fim de semana, do qual podem ver por aqui, na sua versão inglesa.  

sábado, 11 de abril de 2026

Youtube Automotive Video: Formula 4 España, Valencia, Corrida 1,

Começou neste sábado a temporada de 2026 da Formula 4 espanhola, provavelmente a mais competitiva desta categoria de formação. Com a grande maioria dos pilotos na casa dos 15 aos 17 anos, com aspirações a irem longe no automobilismo, se calhar rumo à Formula 1, o seu começo no circuito Ricardo Tormo, em Valencia, acontece cerca de um mês depois de terem corrido na Winter Series, competição ganha por Noah Monteiro, piloto português da Griffin Core. 

Nestas corridas do fim de semana, restava saber se, para além de Monteiro, os outros pilotos que se destacaram na competição durante o inverno - o americano Vivek Kanthan, o britânico Nathan Tye ou o neerlandês Rocco Coronel, para não falar da espanhola Lorena Fluxá, uma das três raparigas presentes - as outras duas são a romena Zoe Florescu e a portuguesa Maria Germano Neto - todos eles tentarão provar, em sete jornadas triplas, quer em Espanha, quer em Portugal - a ronda portuguesa será em Portimão, entre os dias 5 e 7 de junho - que merecem subir na difícil escada de ascensão à Formula 1. 

Para hoje, eis o video da primeira corrida da Formula 4 em Valencia, bem atribulado, por sinal.

sábado, 2 de novembro de 2024

Noticias: Teste da Formula E deslocado para Jarama


O teste da Formula E, que normalmente acontece no circuito Ricardo Tormo, em Valência, será deslocado para o Autódromo de Jarama, e acontecerá entre os dias 5 e 8 de novembro, bem como o teste com as mulheres-piloto, para a mesma altura. Para além disso, a prova de MotoGP, previsto para 17 de novembro, foi cancelado e acontecerá noutra data e local a marcar. 

São estas as consequências da tempestade Dana, que aconteceu no passado dia 30 de outubro, que causou, até agora, 205 mortes, com mais de dois mil desaparecidos. É provavelmente uma das piores tempestades que Espanha conhece em mais de um século. 

No comunicado oficial da competição, afirma-se que nesta altura, efetuar tal coisa por ali seria uma distração pouco compreensível. 

"Embora possa ter sido possível avançar logisticamente, é importante não criar quaisquer distrações ou utilizar recursos valiosos que seriam muito mais bem servidos apoiando a comunidade local.", começa por se ler. "Assim, tomámos a decisão de garantir um local alternativo, e o Circuito del Jarama, em Madrid, irá receber o Teste Oficial de Fórmula E da FIA e o Teste Feminino na próxima semana, agendado de terça-feira, 5 a sexta-feira, 8 de novembro. O calendário completo do evento será confirmado oportunamente, à medida que enfrentamos uma série de desafios logísticos e operacionais que determinarão se será possível transferir as nossas operações de teste para Madrid dentro deste prazo." continua.

O teste da Formula E servirá como banco de ensaio dos Gen3 Evo, e evolução dos atuais bólidos da competição elétrica, com a capacidade de recarregamento. A nova temporada começará a 7 de dezembro, em São Paulo, no Brasil.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Noticias: Formula E terá um teste completamente feminino em novembro


A Formula E terá um teste cem por cento feminino em Valência, no próximo dia 7 de novembro. Segundo a organização, até 22 mulheres-piloto estarão a correr em carros da Gen3 Evo, ou seja, cada equipa terá duas pilotos, que dividirão o carro por meio dia.

Segundo conta a Formula E no seu site oficial, este teste dará a elas a oportunidade de guiar um carro competitivo que lhes poderá dar um caminho para desenvolver as suas carreiras, especialmente no potencial pessoal e tecnológico.

Segundo a FIA, apesar do automobilismo ser das poucas modalidades onde homens e mulheres poderem competir juntos, apenas três por cento das pilotos com Super-Licença são mulheres.

Segundo conta Jeff Dodds, CEO da Formula E:

“Sabemos que não existe uma solução simples para uma maior diversidade no desporto automóvel. Se queremos realmente dar às mulheres igualdade, oportunidade e visibilidade na nossa série, no entanto, as condições para todos precisam de ser as mesmas para ajudar no seu desenvolvimento e testar-se contra aqueles que já estão na grelha de partida.", começa por afirmar.

“Ao contrário de outras séries em que as mulheres pilotos têm de usar máquinas antigas ou restritas, elas usarão o carro Gen3 Evo de última geração que acelera 30 por cento mais rápido que um carro de Formula 1, tal como fazem os nossos pilotos do Campeonato."

“Também reconhecemos que um teste não resolverá o problema de longa data, mas temos de começar por algum lado, sabendo que há um longo caminho a percorrer e certificando-nos de que estamos a tomar medidas proativas e consistentes que continuam a fazer progressos. Como um desporto motorizado com uma divisão quase igual de fãs masculinos e femininos, bem como dentro da Fórmula E, incluindo as minhas equipas de Executivos e Diretores, acreditamos que é justo que os nossos pilotos e o ecossistema mais amplo sejam representativos daqueles que seguem e apoiam o desporto.”

Ainda não se saberá quem são as mulheres que estarão neste teste, mas certamente algumas das que estão em competições como a F1 Academy e noutras competições, desde a Formula Regional até à IndyNXT, entre outras competições, poderão potencialmente estar presentes.

A Formula E teve ao longo da sua história algumas mulheres-pilotos, notavelmente a italiana Michela Cerruti, a suíça Simona de Silvestro e a britânica Katherine Legge, e dessas três, a única que pontuou foi a piloto suíça, com passagens por IndyCar e a Supercars australiana.  

terça-feira, 6 de junho de 2023

Youtube Formula 1 Vídeo: As atribulações de Valência

A certa altura da história da Formula 1, Espanha recebeu dois circuitos. Um era em Barcelona, outro era num sitio mais abaixo: a cidade de Valência, a terceira maior do país. Em 2008, os carros chegaram e começaram a correr numa pista à beira-mar, do qual, aparentemente, criou sucesso.

Contudo, alguns anos mais tarde, o governo local decidiu acabar com o contrato antes de tempo e e pista ficou abandonada, especialmente quando existia outro circuito a menos de 30 quilómetros dali, o Ricardo Tormo, usado pela MotoGP até aos dias de hoje... e é um circuito permanente. 

E é sobre a história deste circuito que o Josh Revell decidiu contar no vídeo de hoje. 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Youtube Motorsport Testing: O rescaldo dos testes da Formula E em Valência

Faltam duas semanas para a primeira corrida do campeonato, na Cidade do México, e depois da sessão de testes coletivos no circuito Ricardo Tormo, em Valência, os pilotos falaram sobre os desafios dos carros da Gen3, o que se pode esperar da nona temporada, e até que ponto o pelotão será competitivo, com duas novas equipas: Maserati e McLaren. 

Eis o filme sobre o resumo dos testes coletivos de uma temporada que está aí à esquina. 

sábado, 27 de novembro de 2021

Youtube Formula E Video: Formula E unplugged, episódio seis

No sexto episódio do Formula E Unplugged, é uma continuidade do anterior, onde ainda estão em Valencia, e vão para o interior da Mercedes EQ, falando com gente como Albert Lau, um engenheiro de marca, que cuida do carro de Nyck de Vries, e como as coisas correram mesmo bem naquele final de semana em terras valencianas. 

Apesar de Jake Dennis ter sido o vencedor na segunda corrida, no seu BMW... 

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Youtube Motorsport Video (II): Formula E Unplugged, episódio cinco

No quinto episódio de série, fala-se da jornada dupla de Valência, e a famosa volta final que praticamente baralhou tudo e criou tamanha polémica na altura. E eles focam-se na equipa Mercedes, com Stoffel Vandoorne e Nyck de Vries, e falam sobre gestão de energia.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Formula E: Reveladas datas para os testes de pré-temporada


A Formula E vai fazer testes coletivos no circuito Ricardo Tormo, em Valencia entre os dias 26 de novembro e 2 de dezembro, em preparação para a nova temporada, que arrancará no final de janeiro de 2022 em Ad Diriyah, na Arábia Saudita.

A organização anunciou que os testes coletivos, que terão a presença de todas as equipas participantes na competição, e nos primeiros dois dias de testes, serão constituídos por uma sessão da manhã, entre as nove da manhã e o meio dia, com paragem para almoço, e uma sessão da tarde, entre as 14 e as 17 horas. No dia 2 de dezembro, o dia final, a sessão decorrerá entre as nove da manhã e as 15 horas, sem interrupção.

A temporada de 2022 será a penúltima onde os atuais carros da Gen2 estarão presentes, pois dentro de alguns meses serão apresentados os da Gen3, do qual se esperam resultar num salto qualitativo na potência e na capacidade de armazenamento dos carros de Formula E. 

domingo, 25 de abril de 2021

Formula E: Jake Dennis vence em Valencia


A segunda corrida da Formula E em Valencia acabou com o quinto vencedor diferente em seis corridas. O piloto da BMW Andretti triunfou na frente do Porsche de Andre Lotterer e do NIO de Nick Cassidy, numa prova onde os pilotos que costumam estar na frente não pontuaram: os Mercedes e o DS Techeetah de António Félix da Costa, penalizado por causa de problemas na ativação do Attack Mode, enquanto Jean-Eric Vergne foi sétimo.

Ao contrário de ontem, com a chuva, as várias entradas do Safety Car e a última volta que entra nos anais da infâmia na história do automobilismo, hoje o tempo esteve bom e o asfalto seco. A corrida começou com Dennis, o poleman, na frente, enquanto mais atrás, Alex Lynn e Oliver Turvey proporcionavam grande luta entre eles, com Norman Nato e Tom Blomqvist a fecharem o top 5. António Félix da Costa ganhou duas posições logo no arranque e já era décimo, subindo para nono pouco depois.

Lynn andava atrás de Dennis, mais a vigiar o piloto do que a ataca-lo, enquanto Vergne começava a subir posições, chegando a quinto nas primeiras voltas da prova. O pelotão estava compacto, preservando energia o mais possível, enquanto pouco depois, Oliver Turvey começou por ser o primeiro a ir para o Attack Mode, seguido pouco depois por boa parte do pelotão. Félix da Costa era oitavo, e lutava pela posição com René Rast, numa briga onde ele colocou o alemão da Audi a pisar a gravilha, perdendo tempo. Pouco depois, Stoffel Vandoorne levou a pior num duelo por posição com Sebastien Buemi, batendo no muro de pneus e arrancando o seu lado direito do Mercedes. O belga não teve outra chance senão abandonar a prova.

Pouco depois, Félix da Costa teve problemas na ativação do Attack Mode e era engolido pelo pelotão. A organização anotou isso e acabou por ser penalizado com um drive therough, uma passagem pelas boxes, terminando definitivamente um fim de semana infernal. 


Na frente, Dennis mantinha o primeiro posto, com Nato a aguentar os ataques de Lotterer e René Rast, enquanto Alex Lynn recuperava posições depois do toque com Nato, algum tempo antes. Por causa disso, o francês foi penalizado em cinco segundos, dando ao veterano alemão da Porsche mais espaço para respirar, porque, para ver se tinha energia para o final, começou a ir devagar e a perder lugares. No final, Dennis conseguiu a sua primeira vitória na Formula E, com Lotterer em segundo e Lynn em terceiro. 

Os Mercedes, sem pontos nesta corrida, continuam a liderar o campeonato, com 57 pontos para De Vries e 48 para Vandoorne. A Formula E regressa no dia 8 de maio para correr nas ruas do Mónaco.  

Formula E: Jake Dennis foi pole na segunda corrida de Valencia


Desta vez foi a BMW Andretti levar a melhor sobre a concorrência na segunda corrida em Valencia. O piloto britânico aproveitou o tempo para meter o seu carro na SuperPole, apesar de estar no Grupo 4. Ali, conseguiu bater o Mahindra de Alex Lynn e os NIO de Tom Blomqvist e Oliver Turvey. Os Mercedes ficaram em posições modestas, na 18ª e 19ª posição, enquanto António Félix da Costa ficou um pouco mais acima, na 12ª posição da grelha.

No começo da qualificação, apesar de não estar a chover, a pista estava ainda húmida, e isso poderia prejudicar os tempos feitos pelos pilotos do Grupo 1, que tinha Pascal Wehrlein, Mitch Evans, Robin Frijns, Stoffel Vandoorne, Nyck de Vries e Sam Bird. Ali, Wehrlein, o piloto da Porsche, dava-se melhor que a concorrêcia, conseguindo um tempo 0,3 segundos melhor que Mitch Evans, com Robin Frijns em terceiro. 

No Grupo 2, que tinha Jean-Éric Vergne, René Rast, António Félix da Costa, Edoardo Mortara, Alexander Sims e Nico Müller, a secura do asfalto os beneficiava em relação aos pilotos do grupo anterior. Vergne ficou bem à frente, conseguindo 1.33,1, seguido por Alexander Sims e António Félix da Costa. Em contraste, Nico Muller cometeu um erro e fez o pior tempo.

Mas com o asfalto a secar ainda mais, os Grupos seguintes tinham tudo para passar. E foi o que aconteceu no Grupo 3, que tinha Lucas Di Grassi, Oliver Rowland, Sébastien Buemi, Maximilian Günther, Sérgio Sette Câmara e Nick Cassidy. Aqui, Rowland conseguiu tempo para ser o segundo classificado da geral, seguido pelo companheiro Sebastien Buemi e por Sergio Sette Câmara. Max Gunther tinha também conseguido tempo para poder ir à SuperPole, mas saiu dos limites da pista e fora penalizado, caindo para o fundo da grelha. 

E o Grupo 4, com a pista seca, ake Dennis, André Lotterer, Alex Lynn, Tom Blomqvist, Oliver Turvey e Norman Nato tinham tudo para serem os melhores. E não desiludiram: Dennis conseguiu ser o mais veloz, 1,3 melhor que Jean-Eric Vergne. Lotterer foi o segundo, seguido por Lynn, na frente das duas NIO de Blomqvist e Turvey, e Norman Nato a fechar o top-6.

Assim sendo, quem iam para a SuperPole foram Dennis, Lotterer, Lynn, Blomqvist, Turvey e Nato.

Ali, Nato foi o primeiro na pista, e o tempo foi bom, mas à medida que os outros saiam para a pista, melhoravam os seus tempos, acabando com Dennis na pole, na frente de Lynn e Blomqvist.

A corrida vai acontecer a partir das 13 horas de Lisboa.

sábado, 24 de abril de 2021

A(s) image(ns) do dia



Ao ver a última volta do primeiro ePrix de Valencia, lembrei-me das voltas finais do GP de San Marino de 1985. É verdade que não vimos pilotos a saírem dos carros a empurrá-los para a meta, mas ao contrário do que se assistiu há quase 36 anos, onde o uso dos turbocompressores foi abusado para a quantidade de gasolina que tinham nos carros - nesse ano, eram de 195 litros - ali, em Valencia, a energia era retirada sempre que havia um Safety Car na pista. 

É certo que a ideia da Formula E é mais a conservação de energia do que a velocidade pura, neste final de semana é o primeiro onde andam num circuito permanente - é verdade que já correram no Autódromo Hermanos Rodriguez, no México, mas é parcial e não na versão total. E a seguir, correrão pela primeira vez em toda a extensão do circuito do Mónaco. 

Ver todo um pelotão a abrandar porque poderia não cruzar a meta - Jean-Eric Vergne chegou a dizer que nunca fez uma volta tão lentamente - não foi uma boa propagada para a competição. Mas mais do que um erro de organização, todos erraram. A organização, por ter tirado energia a mais, e as equipas, por não terem dito que poderiam não ter energia para chegar ao fim. E foram apenas seis segundos a diferença entre fazer uma ou duas voltas depois do último Safety Car...

E claro, todos os que odeiam elétricos e andam a falar há séculos que isto "não é automobilismo", tiveram uma tarde em cheio. É evidente que esses queixumes não passam das caixas de comentários das redes sociais, que cospem no ar, mandando a sua "posta de pescada", mas toda esta gente consegue moer a paciência daqueles que gostam e defendem a categoria, que por fim faz parte da FIA. É verdade que vai ser uma excepção, e essa gente não vai mais ser convencida. Contudo, a Formula E tem de saber que essa gente existe, e ainda são uma parte importante dos fãs, especialmente nos mais velhos. E não podem falhar, escorregar ou cometer lapsos como estes. Tem de ser profissionais a duzentos por cento, e não podem relaxar só porque agora a FIA sanciona este campeonato.  

Mas se formos ver bem a história, o final da era Turbo, três anos depois deste incidente em Imola, não tee a ver com os consumos, mas sim a potência que começava a ser incontrolável, porque já falávamos de motores de 1500 cavalos em qualificação. A Formula E veio para ficar, para mal dos pecados dos seus detratores. Mas a organização tem de mexer nas regras para evitar estas situações embaraçosas como aconteceu hoje à tarde, se querem ganhar mais fãs. 

Nyck de Vries foi o vencedor da primeira corrida em Valencia


Nyck de Vries foi o vencedor da primeira corrida de Valencia, numa corrida que ficou marcada pelo arrastar dos carros até ao final, num caos completo que prejudicou sobretudo António Félix da Costa, que tinha liderado desde o inicio da corrida até ao inicio da última, conseguindo manter o piloto holandês da Mercedes à distância, numa corrida controlada da sua parte. Mas a entrada do Safety Car por cinco ocasiões, e o facto de não ter tido energia para as duas voltas finais, fizeram com que perdesse a liderança e acabasse no sétimo posto.  

Com a chuva a cair em Valencia, e a pista molhada, era inevitável que a partia acontecesse atrás do Safety Car, mas logo na segunda volta, a corrida recomeçou, com Félix da Costa na frente, seguido por Max Gunther, enquanto no meio do pelotão aconteciam diversas lutas, mas a meio da volta, Buemi é batido por Andre Lotterer e fez um pião, caindo para o final do pelotão. A organização colocou a corrida em modo de Full Course Yellow, uma volta antes de nova entrada do Safety Car. 

O suíço da Nissan acabou por abandonar, e o Mini ficou na pista por mais alguns minutos, para limpar os destroços e esperar que a pista secasse mais um pouco. Contudo, a 34 minutos do final da prova, o Safety Car voltou às boxes, com Félix da Costa a ter o caminho livre pela frente, com o pelotão atrás dele todo junto.

Quem aproveitou este tempo foi Nyck de Vries, que conseguiu chegar ao segundo posto a 31 minutos do final, enquanto Alex Lynn passava Gunther para ser terceiro. Atrás, Nico Muller e Lucas di Grassi passeavam pela gravilha, mas conseguiam voltar à pista. Com 28 minutos para o fim, os seis primeiros faziam a sua primeira passagem pelo Attack Mode, onde o português do DS tentava ter energia constante para manter o holandês da Mercedes à distância. Sempre que o português fazia a volta mais rápida, o holandês respondia.

A 24 minutos do fim, Max Gunther sai de frente na Curva 2 e bate nos pneus, obrigando à terceira intervenção do Safety Car. Félix da Costa viu assim esfumar os 3,6 segundos de vantagem que tinha para De Vries e por duas voltas, foi assim. No recomeço, De Vries atacou o piloto português, mas veio ordens da Mercedes para que gerisse a energia para tentar atacar na parte final da prova. Ambois tinham já uma vantagem sobre os Mahindra, terceiro e quarto. Pouco depois, eles foram ao Attack Mode, dando o terceiro posto a Sims.

De Vries fez a segunda passagem pelo Attack Mode no mesmo momento em que Sergio Sette Câmara também estava na gravilha, vitima de uma colisão com Mitch Evans, e isso resultava na quarta entrada do Safety Car, prejudicando o holandês da Mercedes, que viria esvair a energia a uma velocidade condicionada. Neste momento, faltavam doze minutos para o fim.

Quendo recomeçou, Felix da Costa e De Vries tentavam escapar do pelotão, e o português conseguiu passar pelo Attack Mode, sem perder a liderança para o holandês da Mercedes. Ele distanciou-se do pelotão, antes de Edoardo Mortara e Andre Lotterer terem colidido na saída da Curva 1. O piloto da Venturi continua, mas Lotterer fica preso na gravilha, acabando com... nova entrada do Safety Car. E com isto, o tempo escoava, porque faltava quatro minutos para a bandeira de xadrez.

Quando por fim, o Safety Car entrou nas boxes pela última vez, faltava menos de um minuto para o final da prova, com os pilotos a terem de fazer duas voltas para a completar. Mas com a retirada de energia, descobriu-se que a maior parte dos carros... poderia não chegar ao fim. E o resto foi algo digno de ficar na história, pelas piores razões. Sem energia, Felix da Costa perdeu a liderança e arrastou o carro até ao fim, com os Mercedes, que tinham energia sobrando, indo para a frente, e Nyck de Vries a compensar pela energia que conseguiu conservar até ao final. Stoffel Vandoorne foi o segundo, com Nico Muller a ser o terceiro no Mahindra.  

No campeonato, De Vries é o lider, com 57 pontos, seguido por Vandoorne, com 48. A Formula E segue amanhã com a segunda corrida em Valencia.    

Formula E: Vandoorne pole, mas é desclassificado. Felix da Costa herda posição


O belga Stoffel Vandoorne foi o poleman na primeira corrida da Formula E em Valencia, mas o piloto da Mercedes foi logo depois desclassificado devido a "problemas na identificação dos pneus". Com isso, o primeiro lugar da grelha foi herdado por António Félix da Costa, que à chuva, irá largar na frente da grelha. Atrás de si estará o outro Mercedes de Nyck de Vries.

Pela primeira vez na história, a Formula E iria correr numa pista permanente, pois a prova iria ser no circuito Ricardo Tormo, numa variação da pista que permitia os carros andarem só se preocupando com a gravilha e não com barreiras de proteção. Mas a chuva fez a sua aparição na zona neste final de semana e poderia baralhar as coisas.

No Grupo 1, que tinha  Stoffel Vandoorne, Nyck de Vries, Robin Frijns, Pascal Wehrlein, Sam Bird e Mitch Evans, os Mercedes deram nas vistas ao conseguirem os melhores tempos. Vandoorne foi o mais rápido, com 1.26,8, seguido pelo companheiro De Vries. Wehrlein foi o terceiro e o único com hipóteses para passar à SuperPole. Para o Grupo 2, com os DS Tescheetah de António Félix da Costa e Jean-Eric Vergne, o Nissan de Oliver Rowland, o Mahindra de Alexander Sims, o Audi de René Rast e o Venturi de Edoardo Mortara, o português conseguiu o melhor tempo do grupo, que o colocava no segundo posto da geral, a 41 centésimos de Vandoorne, seguido por Rowland e Sims, que tinham tempos semelhantes, que permitiam sonhar com essa chance. Em contraste, ergne fe o quarto melhor tempo no grupo e as suas chances diminuíam.

Com o Grupo 3, que tinha Max Günther (BMW Andretti), Sébastien Buemi (Nissan), Oliver Turvey (NIO), Sérgio Sette Câmara e Nico Muller (Dragon) e Lucas Di Grassi (Audi), o suíço da Dragon melhorou o seu desempenho nos tempos livres, seguido por Buemi, ambos com chances para irem à SuperPole, já que os outros pouco podiam faer por causa dos seus tempos. E do Grupo 4, com Tom Blomqvist, Alex Lynn, Nick Cassidy, Norman Nato, Jake Dennis e André Lotterer, apenas o britânico da Mahindra é que teve tempo para ir mais adiante.

Assim sendo para a SuperPole foram Vandoorne, Lynn, Felix da Costa, De Vries, Gunther e Buemi.

O Mercedes de De Vries foi o primeiro na pista e andou bem com o tempo de 1.26,730, colocando a fasquia bem alta. Buemi tentou, mas não conseguiu, mas quando foi a e de Felix da Costa, este conseguiu um tempo melhor: 1.26,494. Contudo, a seguir apareceu Vandoorne, que conseguiu um tempo 28 centésimos melhor e ficou com a pole-position e os três pontos.

Mas pouco depois, a organização decidiu anular o seu tempo, ao verificar que os pneus usados não eram aqueles que tinham sido fornecidos pela organização. Por causa disso, irá largar de último na grelha e o piloto português conseguia assim, na "secretaria", a quinta pole da sua carreira e a primeira da temporada.

“Infelizmente, um erro na documentação técnica significa que os tempos de classificação do Stoffel foram apagados, significando que a atuação brilhante na qualificação não o deixará na pole-position”, escreveu a Mercedes nas suas redes sociais. “Ao invés disso, larga na 24ª posição. Vamos seguir lutando enquanto equipa”, concluiu.

A corrida acontece pelas 14 horas de Lisboa.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

W Series: Valencia será palco dos testes de pré-temporada


O Circuito Ricardo Tormo, em Valencia, será palco dos testes de pré-temporada da W series, a série de acesso totalmente feminina. Os testes irão acontecer entre os dias 26 e 30 de abril, e o anuncio foi feito hoje no site oficial da categoria. 

“Após o sucesso da temporada inaugural da W Series em 2019, a decepção com a pausa forçada na temporada passada e a emoção que se seguiu ao anúncio de nossa nova parceria com a Fórmula 1, todos na W Series estão ansiosos para a nossa segunda temporada.", começou por anunciar Catherine Bond Muir, a CEO da categoria.

“Será disputado por todas as pilotos que deveriam ter competido connosco em 2020, incluindo o atual campeã em pista, Jamie Chadwick. Eu sei que cada um deles estará saboreando a perspetiva de chegar ao volante de nossos carros de corrida de Fórmula 3 Tatuus T-318 e estar em um paddock da Série W pela primeira vez desde o final espetacular para nossa primeira temporada em Brands Hatch em Agosto de 2019."

“Nossa primeira corrida de 2021 acontecerá no Circuito Paul Ricard, França, em 26 de junho, e a sessão de cinco dias em pista de abril no Circuito Ricardo Tormo será a preparação perfeita para aquele circuito rigoroso.”, concluiu.

Dave Ryan, o diretor desportivo da competição, também falou sobre o anuncio dos testes de pré-temporada em Valencia. 

“Os testes de pré-temporada são sempre importantes, mas este é especialmente importante dado o longo período que nossas pilotos passaram longe da ação devido à pandemia do Coronavírus. É por esse motivo que reservamos cinco dias para o teste de pré-temporada deste ano.", começou por afirmar.

“Nossos engenheiros e mecânicos agora terão ampla oportunidade de colocar os carros de corrida Tatuus T-318 de Fórmula 3 da W Series em perfeitas condições para a temporada emocionante que se avizinha, quando organizará oito corridas de apoio de Fórmula 1. Cinco dias de testes irão garantir que nossos pilotos, antigos e novos, possam aprender o máximo possível sobre nossos carros e aprimorar sua técnica de direção, permitindo-lhes mostrar suas habilidades totalmente quando fizer sua estreia no maior palco do automobilismo em Le Castellet, França, em junho."

“O Circuito Ricardo Tormo é perfeitamente adequado para testar carros de Fórmula 3. O layout estreito e sinuoso tem 4005 metros de comprimento e consiste em uma longa reta e 14 curvas. Poucos são mais complicados do que a Curva Um - uma esquerda de 80 graus que requer uma travagem precisa, mas pesada. Sei que todos os nossos pilotos estão ansiosos para começar e trabalhar o máximo possível para se prepararem para a temporada de 2021, e espero ver algumas performances impressionantes de estrelas estabelecidas da W Series e dos novatos ao longo dos cinco dias em Valência.”, concluiu.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Rumor do Dia: Valencia poderá acolher uma prova de Formula E?


Com o calendário da Formula 1 a ser modificado a todo e qualquer momento, as outras competições também estão em isco devido à situação que todos atravessamos. Uma delas é a Formula E, que viu as provas de Santiago do Chile serem adiadas devido a problemas logisticos acumulados com a pandemia de CoVid-19. Com agora o inicio da temporada marcada para fevereiro na Arábia Saudita, fala-se agora que o circito Ricardo Tormo, em Valencia, poderia ser palco de prova - ou provas - da competição elétrica.

Numa entrevista ao site The Race, Alberto Longo, o viceCEO da Formula E, confirmou que Valência poderia substituir algum os atuais circuitos do calendário. “Valência sempre foi um plano para nós, obviamente como um plano B. Ainda estamos muito focados em correr no coração das cidades, mas como plano B e levando em consideração a situação em que estamos no momento, Valência sempre foi um lugar incrível para nós.”. comentou.

As chances que stão a ser refereidas têm a ver com as datas de Roma (10 e 11 de abril) e Paris (24 e 25 de abril), mas qualquer confirmação só será feita no final de janeiro.

Alguns dos pilotos já se manifestaram sobre essa chance. Lucas di Grassi, por exemplo, acrdita nas alterações de lugares e datas. “A situação esse ano será novamente complicada para os eventos em geral e terão muitas restrições e dificuldades para sediar eventos, pelo menos até julho.", comentou no site The Race.

Já Sergio Sette Câmara, piloto da Dragon, olha positivamente para a realização da corrida em terras espanholas e ressalta o cuidado necessário por conta da pandemia: “São tempos diferentes, e claro, é muito mais fácil instalar protocolos de segurança e assim por diante em um ambiente fechado, como Berlim ou Valência. Claro, eu preferia correr nas pistas originais da Fórmula E, mas é muito melhor correr em um circuito de corrida normal do que não correr.”, concluiu.

terça-feira, 10 de março de 2020

Motores e o coronavirus - As novidades do dia 10

Enquanto a Formula 1 faz de tudo para que siga com normalidade, embora avisando que tomará todas as medidas caso a pandemia se espalhe, noutros lados, prevenir parece ser o melhor remédio. 

Esta tarde, a organização do Mundial de MotoGP decidiu adiar o GP das Américas, que deveria acontecer a 5 de abril, no Circuito das Américas, em Austin. Assim sendo, depois do cancelamento do MotoGP no Qatar, e do adiamento do GP da Tailândia para outubro, a corrida americana será a terceira prova a ser adiada. Em principio, o adiamento será para 15 de novembro, empurrando o GP de Valencia para a semana seguinte. 

Em principio, o próximo GP do calendário será o da Argentina, a 19 de abril.  

Na Formula E, com o cancelamento das rondas de Sanya e de Roma, a organização da Formula E pensa seriamente fazer uma ronda dupla em Valencia, no circuito Ricardo Tormo, no fim de semana de 4 e 5 de abril, para evitar ter um buraco enorme no calendário. Contudo, isso poderá ser contraproducente, porque neste momento, a Espanha tem 1622 casos, com 35 mortes a registar, e em sitios como o País Basco e a Comunidade de Madrid, as escolas e universidades estão fechadas.

E em Valencia, as autoridades locais estão de prevenção. As manifestações desportivas não tem espectadores, como os jogos de futebol do Valencia CF, e o governo já prometeu que durante a semana, irá anunciar novas medidas de contenção da doença. E algo parecido com o que a Itália anunciou, ou seja, a paralisação das atividades por duas semanas em todo o país, com altas restrições a circulação de pessoas e bens, pode ser uma possibilidade. 

E para piorar isso, o governo francês também pensa em medidas semelhantes, depois de terem sido anunciados 1616 casos em todo o país, com trinta mortes até agora. O ePrix de Paris é a 18 de abril, e provavelmente também poderá estar em perigo. Quanto ao ePrix de Seoul, previsto para o dia 3 de maio, apesar das autoridades locais terem dito que poderão ter passado pelo pior, a prova continua em dúvida.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Formula E: Félix da Costa gostou do novo ambiente

O piloto português, agora a correr pela DS Techeetah, a equipa que alberga o atual campeão do mundo, Jean-Eric Vergne, está satisfeito pelas suas performances e do carro, no final dos testes colectivos em Valência. Fazendo constantemente os melhores tempos e sendo segundo classificado na corrida de simulação, o piloto de 27 anos afirmou que os registos, apesar de serem importantes, não ‘dizem’ tudo, pois foi muito o trabalho de preparação para a época que se avizinha.

“Soube bastante bem alcançar um bom ritmo no DS E-Tense FE20 ao longo destes dias em Valência. Este é um monolugar muito diferente daquele que eu tinha, pelo que é necessário algum tempo de adaptação com os novos sistemas, mas assim que tenha adquirido todos dados, antecipo uma temporada muito divertida”, disse Félix da Costa em declarações à Autosport portuguesa.

Quanto à experiência com a Techeetah, afirmou ter sido “Muito boa. É muito diferente como se trabalha aqui. Estive seis anos na BMW, que tem um método diferente, fazes muito mais do que necessitas. Na BMW tens dez reuniões por dia para entender tudo. Aqui é tudo muito mais tranquilo, são muito diferentes. À sua maneira, ambas as equipas trabalham bem e chegam aos bons resultados", começou por dizer. 

"O carro é igual por fora, mas por dentro é muito diferente. Para mim há muitos novos sistemas de software e o volante é completamente diferente. Havia coisas que fazia com a mão direita e agora faço com a mão esquerda e por vezes ainda carrego no botão errado. É mesmo assim, os primeiros dias com o carro. Mas já estamos muito rápidos e a pouco a pouco vamos melhorando“, concluiu.

Agora, é preparar para as primeiras provas, na Arábia Saudita, que acontecerão dentro de um mês, nos dias 23 e 24 de novembro, na pista de Ad Diriyah, nos arredores de Riad, a capital saudita.