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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Mais especulações para os lugares de 2027


Se ontem falei da hipótese de Fernando Alonso saltar fora do barco da Aston Martin, rumo à Alpine, para se juntar a Flávio Briatore, bem como o espanhol a ser substituído por outro espanhol - Carlos Sainz Jr, insatisfeito na Williams - hoje falamos com mais calma sobre duas equipas em particular - e talvez espreitemos uma terceira: Haas F1, Racing Bulls e quem sabe, Cadillac.

Comecemos com a equipa americana. Como se sabe, eles escolheram uma dupla veterana para fazer avançar o carro nesta primeira temporada, que todos sabiam que iria ser difícil, mas também se sabia que, mais cedo ou mais tarde, um ou os dois lugares iriam ser preenchidos por um piloto americano. E isso foi uma das razões que Colton Herta, que correu na IndyCar, se envolveu na Formula 2 e é piloto de desenvolvimento da marca. Contudo, nos últimos tempos, a chance "Herta" poderá ter arrefecido por causa da sua temporada na Formula 2 na Hitech, onde só conseguiu 26 pontos, e nenhum pódio. E isso não ajuda no seu objetivo de conseguir os 40 pontos necessários para a Super-Licença, e correr na Formula 1.

Assim sendo, outros candidatos podem estar a se perfilar no horizonte, e um deles é o brasileiro Rafael Câmara. Ao contrário de Herta, Câmara, que também está na Formula 2, o piloto da Academia Ferrari está a fazer uma temporada competitiva na Fórmula 2 e ocupa a terceira colocação no campeonato, consolidando-se como um dos principais talentos da categoria. E Câmara tem 21 anos, e já obteve cinco pódios, dois deles vitórias, quatro poles e três voltas mais rápidas. E ainda por cima, esta é a sua temporada de estreia na Formula 2, depois de ter sido campeão na Formula 3 em 2025.


Para melhorar as coisas no seu lado a ligação à Academia Ferrari, como já foi referido no parágrafo anterior, poderá ser favorável para a Cadillac, que tem motores da Scuderia até ao final da década. Também, com a Haas a ligar-se cada vez mais à Toyota, esta poderá ser o caminho desejado para entrar na Formula 1, e fazer companhia a Gabriel Bortoleto, que está na Audi.

Claro, isso só poderá acontecer caso Pérez saia rumo à Williams, que vague por causa de Sainz Jr, que vá para a Aston Martin, caso Fernando Alonso rume para a Alpine e queira terminar a sua carreira ao lado de Flávio Briatore. Isto é para ver como é o dominó, digamos assim.

Já falei de raspão da Haas, agora vamos a ela. O que se fala por aí é que Esteban Ocon já foi avisado que não contarão mais com os seus serviços, e claro, ele terá de arranjar algo para ele, caso queira continuar em 2027 na Formula 1. E ele só conseguiu três pontos em 2026, o que é muito pouco em relação a 2025, onde conseguiu 38, mas a Haas este ano anda numa má colocação, sendo sétima no campeonato de Construtores, em onze equipas. E para piorar as coisas, não pontuam desde o Mónaco. Claro, isto é o suficiente para que, por exemplo, Ollie Bearman não possa pensar mais na chance de ir para a Ferrari, apesar do bom arranque nesta temporada. 

Mas se Bearman vai ter de ficar por ali por uns tempos, quem será o seu companheiro de equipa? Rafael Câmara é uma hipótese, por causa das suas ligações com a Ferrari, mas como já disse acima, a Haas está cada vez mais a se envolver com a Toyota, há sempre a chance de se arranjar alguém como Ryo Hirakawa, um protegido da marca japonesa, mas tem a idade contra si, pois tem 31 anos.


Mas se formos para a Racing Bulls, há um piloto interessante que poderá ser aproveitado: Ayumu Iwasa. Com 20 anos - fará 21 no próximo dia 22 de setembro - teve boas temporadas na Formula 2 e é o campeão de 2025 da SuperFormula japonesa. Mas a ir para a Racing Bulls, terá a concorrência de outro piloto muito interessante: o búlgaro Nikola Tsolov. O atual líder da Formula 2 é um fenómeno, porque o piloto de 19 anos ganhou tudo onde correu: Formula 4 espanhola em 2022, vice-campeão da Formula 3 em 2025, batido por Rafael Câmara, e esta temporada, seis vitórias na Formula 2.

E claro, todos se deliciam com este talento, especialmente a Red Bull, de onde é piloto da formação.

Caso vá para a Racing Bulls em 2027, o piloto em perigo seria Liam Lawson. Apesar de ter sido rebaixado da Red Bull no inicio da temporada de 2025, o piloto neozelandês de 24 anos - nasceu a 11 de fevereiro de 2002 - deu-se bem em 2026, pontuando regularmente e agora é nono, com 43 pontos, a sua melhor temporada de sempre. Mas com Isack Hadjar na equipa principal, Lawson não tem muito por onde ir, embora admita que as conversações deverão intensificar-se durante a pausa de Verão.

Não faço absolutamente ideia do que vai acontecer ao meu futuro.”, começou por afirmar, em declarações feitas no fim de semana húngaro. “Penso que este tipo de conversas acontece normalmente durante a pausa de Verão. Tenho a certeza de que o assunto será discutido nessa altura.”, concluiu.

É certo que pode estar a andar bem, e a conseguir segurar o seu companheiro de equipa, o britânico Arvid Lindblad, mas ele está na sua segunda temporada na Racing Bulls, mas os seus argumentos tem de ser melhores perante gente talentosa que a Red Bull tem conseguido angariar. Até podem ficar à espera em 2027, mas isso poderá implicar pressão adicional aos titulares, especialmente Lawson. 

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Noticias: Colton Herta estará em quatro fins de semana de Grande Prémio


O americano Colton Herta estará em quatro sessões de treinos livres da Formula 1 pela Cadillac ao longo desta temporada, a começar pelo fim de semana de Barcelona, que acontecerá a meio do mês que vêm. Ainda não se sabe que piloto é que cedeu o lugar para que ele possa participar num fim de semana de Formula 1, e também não se sabe quais são os outros fins de semana em ele poderá participar. 

Mal posso esperar para conduzir o carro da Cadillac pela primeira vez”, começou por afirmar Herta, que compete atualmente na Fórmula 2 pela Hitech. "Estou ansioso por trabalhar em estreita colaboração com a equipa num ambiente completo de Grande Prémio e estou totalmente focado em aprender com cada participação. Espero poder contribuir para o fim de semana de corrida como um todo e ajudar a equipa, o Checo e o Valtteri tanto quanto possível.”, concluiu.

Herta, atualmente com 26 anos e nesta temporada piloto da Hitech na Formula 2, depois de meia dúzia de anos a competir na IndyCar Series, já tinha estado num monolugar de Fórmula 1 da McLaren em Portimão, em 2022, mas nunca tinha participado numa sessão oficial de um fim de semana de Grande Prémio. Herta tem atualmente seis pontos no campeonato, resultado de um sétimo lugar na Feature Race em Melbourne, a primeira corrida do ano.

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Noticias: Red Bull desistiu de Colton Herta


Colocada a chance de ter um piloto da IndyCar nas fileiras da Formula 1, apenas para ser impedido por causa dos pontos da SuperLicença, que eram insuficientes, Helmut Marko decidiu dar a chance por terminada. Numa entrevista à motorsport-total.com, o conselheiro da Red Bull disse que as chances de Colton Herta substituir Pierre Gasly na Alpha Tauri em 2023 ficaram reduzidas a nada. 

É uma pena que as pessoas não se apercebam do valor que um piloto norte-americano, especialmente um tipo como Colton Herta, teria para a expansão do mercado americano, especialmente com três corridas de Formula 1 [em 2023]”, disse Marko à publicação alemã.

Sem essa chance - ele tinha sido convocado para participar no teste da Alpine, em Budapeste - a alternativa será uma de duas coisas: ou Pierre Gasly fica mais algum tempo na estrutura - o contrato acaba em 2023 - ou então chega a acordo com a Alpine para que o francês possa ir para lá e correr ao lado de Esteban Ocon. Quanto ao lugar por preencher, há duas chances que poderão, para já, estar riscadas: um piloto da Academia, e Mick Schumacher, que tem o lugar em risco na Haas F1, e também de não ficar no programa da Ferrari. 

Ou seja, como fizeram com a Red Bull, quando contrataram Sérgio Pérez, a solução poderá vir de fora. 

segunda-feira, 25 de março de 2019

A(s) image(ns) do dia



Este domingo, fez-se história por duas boas razões. A primeira sabia-se desde há um tempo, quando foi anunciado que a IndyCar iria para Austin, para o Circuito das Américas, que foi construído de propósito para receber a Formula 1, no GP dos Estaos Unidos. A segunda aconteceu este doingo quando Colton Herta, de 18 anos, se tornou no vencedor mais jovem de sempre na categoria, batendo um recorde com onze temporadas, pertencente a outro filho de piloto, Grahan Rahal.

É verdade: Colton é filho de Bryan Herta, que andou na CART no final do século passado e teve uma carreira em monolugares que durou até 2006, na InfyCar, e um pouco mais na Endurance americana. Venceu quatro corridas, mas ficou famoso pela manobra de 1996, em Laguna Seca, onde foi superado por Alex Zanardi, na última volta, na Corkscrew, para vencer a corrida.

Hertha depois montou a sua própria equipa, acolhendo pilotos como Dan Wheldon, que lhe deu uma vitória na última curva da última volta das 500 Milhas de Indianápolis, em 2011. Atualmente, está em aliança com Michael Andretti, onde acolheu Alex Rossi, que venceu as 500 Milhas em 2016, no seu ano de estreia.

No meio disto tudo, o seu filho Colton estava a crescer no "paddock" e aprendia a mecânica e a capacidade de condução de monolugares, como peixe na água. Nascido no ano 2000, subiu a escada do "Road to Indy", com uma passagem pelo meio na Europa, onde foi terceiro na EuroFormula, em 2016. Depois foi para a Indy Lights, senfo terceiro em 2017 e segundo em 2018. Talentoso e vitorioso, porém, nunca alcançou títulos.

Mas isso não impediu que a Harding Racing lhe desse um carro para ele na ronda final de 2018, aos 18 anos, em Sonoma, sendo apenas vigésimo. Mas começou bem em 2019, ao ser oitavo em St. Petersburg, a prova de abertura, antes de ter guiado de forma perfeita em Austin, aproveitando o azar de Will Power, que por causa de uma avaria numa bomba de combustível, se viu privado da vitória.

Agora, poderemos ver que ele foi bem ensinado e gosta do que faz. Esperava conseguir pódios neste seu ano de estreia, mas não esperava vencer corridas logo na sua terceira prova na categoria máxima do automobilismo americano. Ele, aliado com Rossi e o mexicano Patricio O'Ward, poderá ser uma nova onda de pilotos que poderão substituir a velha geração, já bem veterana, e dar à IndyCar um sangue novo bem necessário.

Agora resta uma dúvida: se Herta vencer cedo, haverá uma chance de ir experimentar a Formula 1?