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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

WRC: Paddon pronto para o regreesso


A temporada de 2026 assistirá ao regresso de Hayden Paddon a um carro de Rally1, quatro anos depois do seu último rali no WRC. De regresso, e a partilhar o carro com Dani Sordo e Esapekka Lappi, o piloto irá correr o rali de Monte Carlo ao lado de Thierry Neuville e Adrien Formaux. E o seu objetivo nesta sua temporada de regresso à estrutura coreana, onde participou entre 2014 e 2018, especialmente neste rali de Monte Carlo, é simples: acabar a prova, de preferência nos pontos, para fazer a sua contribuição para a equipa coreana. 

Sinto-me mais nervoso do que aliviado. Tudo aconteceu muito depressa desde dezembro e quase não houve tempo para assimilar. Quero corresponder à confiança que a equipa deposita em mim e ajudar a Hyundai a lutar pelos títulos”, começou por falar, em relação à sua temporada de regresso.

Foi bom ter o primeiro contacto, embora as condições fossem muito traiçoeiras. O carro é completamente diferente dos que temos conduzido nos últimos anos — há muito para aprender, desde a aerodinâmica ao funcionamento do chassis e da transmissão”, continuou Paddon, acrescentando que espera ganhar confiança “com alguns dias de testes adicionais”.

O objetivo é simples: chegar ao fim. Neuville e Fourmaux estarão a lutar pelas posições da frente e o nosso papel é dar apoio, assegurando que a Hyundai soma pontos. É um papel diferente, mas igualmente importante.


O WRC começa a sua temporada na próxima semana nas estradas alpinas à volta de Monte Carlo.


terça-feira, 14 de outubro de 2025

WRC (II): Nasser Al-Attiyah regressa na Arábia Saudita


Dez anos depois do seu último rali no WRC, Nasser Al-Attiyah regressará à competição num Ford Puma Rally1 no rali da Arábia Saudita, a última prova do calendário. Aos 54 anos, o pentacampeão do Rally Dakar fará a sua estreia absoluta com um carro da categoria Rally1, e segundo revelou ao dirtfish.com, a decisão foi tomada recentemente e o acordo com a equipa britânica foi fechado de forma rápida, após contacto direto com Malcolm Wilson, diretor-geral da M-Sport.

 “Vou competir no Rally1 com o Puma. Estava a pensar que queria competir, mas não no Rally2. Tenho boas relações com o Malcolm [Wilson, diretor-geral da M-Sport] e acabei por lhe ligar. Ele disse que sim, que têm um carro disponível, que vai custar esse dinheiro. Eu disse OK, fechámos o acordo e agora vou fazer parte da M-Sport para a última etapa da temporada.”, começou por afirmar.

Vou testar em Inglaterra. Mas penso que talvez possa fazer alguns testes realmente adequados antes da corrida. Se for permitido, tentaremos dar o nosso melhor. Mas acho que, pela minha experiência, não fará grande diferença.”, continuou. “Terei o Cândido Carerra como navegador, esteve comigo este ano no Médio Oriente e venceu o Campeonato de Ralis do Médio Oriente. Gosto de trabalhar com ele.”, concluiu.

Nasser Al Attiyah tem um palmarés notável... apenas no automobilismo. Tem vinte títulos regionais no Médio Oriente, cinco vitórias no Dakar, quatro Taças do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno, o título do Production WRC em 2006, o WRC2 em 2014 e 2015, tudo isto em termos de resultados no WRC, a sua grande temporada foi em 2013, quando conseguiu três quintos lugares a bordo de um Ford Fiesta WRC. Mas o seu melhor resultado foi no ano anterior, quando acabou em quarto lugar no rali de Portugal, também num Ford Fiesta WRC.

Para além dos seus resultados automobilísticos, ele também é um exímio atirador, tendo ganho a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, na classe Skeet, para além de cinco medalhas nos Jogos asiáticos, dois dos quais de ouro.   

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

A(s) image(ns) do dia




Lembro-me que existiam uns rumores, mas era mais a expectativa. E as esperanças. 

Neste dia, há precisamente 15 anos, a Mercedes anunciava que Michael Schumacher iria guiar para eles a partir da temporada de 2010, no lugar de Jenson Button, o campeão do mundo, que ia para a McLaren, no lugar de Heikki Kovalainen, e claro, iria guiar ao lado de Lewis Hamilton. A seu lado, outro alemão: Nico Rosberg, este vindo da Williams. 

As expectativas eram grandes, lembro-me bem. Todos esperavam que as sua capacidades estivessem intactas e que lutasse pelo oitavo título mundial. Lembro até de gente a escrever afirmando que receavam pelo filho do Keke Rosberg, achando que ele estaria sob brasas para bater o alemão, então a caminho dos 41 anos, e que tinha de provar algo ao mundo. E claro, não poderíamos esquecer da própria Mercedes, que 15 anos depois de ter chegado à Formula 1 como fornecedora de motores - pela Sauber, antes de ir para a McLaren - iria montar a sua equipa. 55 anos depois de ter ido embora da Formula 1.

Mas na altura também me lembrei do "hype" que tinha causado este regresso. Especialmente quase quatro meses antes, em agosto, quando Felipe Massa se acidentou nos treinos para o GP da Hungria, com a mola vinda do Brawn de Rubens Barrichello. Ele chegou a testar, mas a lesão no pescoço que tinha sofrido em 2007, num teste, o impediu de entrar no carro quase imediatamente, para fazer o resto da temporada. 

Assim sendo, preparou-se melhor. E ainda tinha mais uma coisa a seu favor: Ross Brawn. Ele, que tinha ficado com a equipa depois da fuga da Honda da Formula 1, e o transformou naquilo que se viu em 2009, via com bons olhos o regresso de Schumacher. Afinal de contas, os dois, mais outros como Rory Bryne e Jean Todt, tinham ajudado a  transformar a Ferrari na máquina imbatível do inicio do século. 

E claro, todos pensaram: Brawn, Mercedes e Schumacher... são os favoritos, não são?

A realidade encarregou-se de deitar na cara dos crentes um balde de água fria. Três temporadas foram suficientes para mostrar a Schumacher que a nova geração era suficientemente boa para ele, e até Nico Rosberg era não só capaz de o acompanhar, como de o superar. Um pódio foi manifestamente insuficiente, mas vê-lo competir ao lado de gente como Sebastian Vettel, Fernando Alonso, Lewis Hamilton e outros, alguns deles ainda por aqui não há muito tempo...

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Noticias: Lancia anuncia regresso aos ralis


A Lancia apresentou esta segunda-feira o Lancia Ypsilon HF, versão de elevada performance do primeiro automóvel da nova era da marca, que chegará ao mercado em maio de 2025. Mas também foi hoje apresentado o Ypsilon Rally4 HF, que representa o tão aguardado regresso da marca italiana aos ralis, mais de 30 anos depois de ter corrido no WRC.

"A Lancia sempre entrou no coração das pessoas através do seu espírito competitivo, representado pelos modelos icónicos do seu passado, que a tornaram na marca mais bem-sucedida de todos os tempos no mundo dos ralis. Esse coração desportivo volta hoje a bater e esses mesmos fãs serão os novos clientes Lancia de amanhã”, afirmou Luca Napolitano, CEO da Lancia, marca do Grupo Stellantis.

O Lancia Ypsilon Rally4 HF é alimentado por um motor de 1,2 litros turbo, de três cilindros e quatro válvulas por cilindro, com 212 cavalos de potência. Dotado de tração dianteira e transmissão mecânica de cinco velocidades e diferencial autoblocante mecânico, o modelo de elevado desempenho representa uma solução ideal para o prazer de todos os entusiastas dos ralis, mas também um sério concorrente para os condutores que aspiram às vitórias na categoria “Rally4” e nos campeonatos de duas rodas motrizes.

O carro ostentará o logótipo “HF”, assinatura histórica dos modelos Lancia de elevado desempenho. Introduzida pela primeira vez em 1960, no Salão Automóvel de Genebra, quando um grupo de apaixonados, proprietários de automóveis da marca, fundou o clube “Lancia Hi-Fi” (“High-Fidelity”), a equipa de ralis foi fundada três anos depois por um jovem italiano chamado Cesare Fiorio, que queria competir em ralis.

Os modelos HF apareceram em modelos como o Fulvia, o Stratos, e sobretudo o Delta, que deram à marca 15 Campeonatos do Mundo de Ralis, entre 1975 e 1992.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Noticias: Ford regressa à Formula 1 através da Red Bull


A noticia tinha sido veiculada ontem à noite, mas hoje chegou o anuncio oficial: a Ford fornecerá motores à Red Bull a partir de 2026, pagando à Red Bull para que as unidades de potência construídas em Milton Keynes ostentem o seu nome, um pouco à semelhança que fez em 1966 quando pediu à Cosworth para construir o seu motor DFV V8 de três litros, que deu 155 vitórias entre 1967 e 1983, marcando uma era no automobilismo.

Curiosamente, esta chegada da Ford a Milton Keynes não é mais que um regresso. Em 1996, quando Jackie Stewart fundou a sua equipa, contou com o apoio e o financiamento da Ford, que lhe forneceu os motores e no final de 1999, quando esta ganhou o GP da Europa desse ano, acabou por comprar a estrutura, rebatizando-a de Jaguar, redundando num fracasso total e acabou por vender no final de 2004 para a Red Bull, que montou a estrutura que conhecemos hoje. 

Bill Ford, Presidente Executivo da Ford Motor Company, comentou sobre este regresso: 

"Este é o início de um emocionante novo capítulo na história do automobilismo da Ford que começou quando o meu bisavô [Henry Ford] ganhou uma corrida que ajudou a lançar a nossa empresa. A Ford está a regressar ao topo da modalidade, trazendo a longa tradição de inovação, sustentabilidade e eletrificação da Ford para uma das etapas mais visíveis do mundo."

Stefano Domenicali, presidente e CEO da Formula 1, afirmou: 

"A notícia de hoje que a Ford entra na Fórmula 1 a partir de 2026 é ótima para a modalidade e estamos entusiasmados por vê-los juntar-se aos incríveis parceiros automóveis já na Fórmula 1. Os gigantes norte-americanos de automóveis Ford confirmaram a sua intenção de regressar à Fórmula 1 quando forem introduzidos novos regulamentos de motores em 2026, o que significa que outro capítulo será adicionado à rica história da organização americana no desporto”.

Por fim, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, acrescentou: "São poucos os fabricantes que têm uma história tão célebre no desporto automóvel como a Ford, por isso vê-los de volta ao Campeonato do Mundo de Fórmula 1 da FIA é uma excelente notícia. "Sublinha ainda o sucesso dos Regulamentos da Unidade de Potência de 2026 que têm no seu cerne um compromisso tanto para a sustentabilidade como para o espetáculo, e, claro, ter mais interesse dos Estados Unidos é importante para o crescimento contínuo da categoria máxima do desporto automóvel".

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Noticias: Hulkenberg é piloto da Haas em 2023


O alemão Nico Hulkenberg irá regressar como piloto titular em 2023, correndo pela Haas. Ele irá substituir o alemão Mick Schumacher e será a sua primeira temporada a tempo inteiro, depois de ter saído em 2019, e feito cinco corridas em substituição de outros pilotos em 2020 e 2022. Apesar de já se saber desde setembro que a decisão já tinha sido tomada nos bastidores, apenas agora esta semana, nas vésperas do GP de Abu Dhabi, que o anúncio foi feito. 

Hulkenberg irá correr ao lado do dinamarquês Kevin Magnussen, que regressou à Formula 1 no início desta temporada.

A equipa Haas F1 assinou com o alemão Nico Hülkenberg para disputar o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 da FIA de 2023, ao lado do dinamarquês Kevin Magnussen. Hülkenberg, um veterano de Fórmula 1 com 181 corridas de carreira e um vencedor das 24 Horas de Le Mans de 2015 com a Porsche, faz o seu regresso a tempo inteiro ao desporto no próximo ano, tendo a equipa americana passado as duas últimas temporadas no papel de piloto reserva da Equipa de Formula 1 de Aston Martin.", começa por divulgar o comunicado oficial da marca.

"Hülkenberg vai começar a trabalhar para a Haas F1 Team na terça-feira, 22 de novembro, participando no teste de fim de temporada de Fórmula 1 realizado em Abu Dhabi no Circuito Yas Marina – Hülkenberg pilotando o VF-22 desta temporada ao lado do teste da equipa e do piloto reserva Pietro Fittipaldi no segundo carro”, concluiu a declaração.

O piloto alemão de 35 anos correu pela Williams, Force India, Sauber, Renault, Racing Point e Aston Martin, conseguindo 521 pontos, uma pole-position e duas voltas mais rápidas. Contudo, "Hulk" tem a distinção de ser o piloto com mais corridas... sem alcançar um pódio. Algo que dificilmente acontecerá com a Haas, porque desde que entrou na Formula 1 em 2017, nunca lá chegou.

sábado, 20 de agosto de 2022

Noticias: Michael Masi poderá regressar às corridas


Michael Masi poderá regressar ao automobilismo, num cargo diretivo na Supercars australiana. Rumores nesta semana sugerem que Masi será o novo presidente da Comissão de Supercarros no seu país de origem.

Depois dos eventos de Abu Dhabi, no final de 2021, que resultaram no campeonato para Max Verstappen, a FIA decidiu abrir um inquérito que resultou na sua substituição, com a garantia que seria oferecido uma nova posição dentro da FIA. Contudo, em julho, Masi decidiu que iria regressar à Austrália, para provavelmente, fazer o seu regresso nos Superscars australianos. 

Se tal acontecer, não seria a primeira vez que trabalharia na categoria, já que era anteriormente um dos responsáveis da competição quando em 2018 foi chamado pela FIA como diretor de corridas, trabalhando ao lado de Charlie Whitting. Quando este morreu, nas vésperas do GP da Austrália de 2019, substituiu-o como diretor de corridas, cargo que ocupou até ao final de 2021.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Formula E: Abt regressa em 2023


Depois da saída da Audi da competição em 2022, a Abt, equipa do qual a marca alemã se baseou para a sua participação na competição elétrica, anunciou hoje o seu regresso para 2023 com o carro da Gen3. Umas das equipas de maior sucesso na história da Fórmula E, com 47 pódios e 1.380 pontos para o seu nome, a Abt venceu a primeira corrida de Fórmula E de sempre em Pequim, em 2014, enquanto Lucas di Grassi venceu o título em 2017.

A Fórmula E sempre teve um grande lugar nos nossos corações e nunca escondemos que queríamos voltar”, diz Hans-Juergen Abt, Managing Partner. O objetivo de Abt e da equipa é reunir um pacote perfeito ao lado do Diretor de Marketing Desportivo Harry Unflath e do Diretor Executivo Thomas Biermaier. “Após o recomeço do projeto internamente, estamos agora a falar com os nossos parceiros atuais e potenciais. O objetivo é montar uma equipa forte no campeonato, tanto na pista como fora dela”.

No que diz respeito aos nossos dois pilotos, temos ideias muito claras”, acrescentou Biermaier, sem referir nomes. “Vamos provavelmente começar a época 2023 como outsiders, ao contrário da última vez em que eramos equipa de fábrica. É por isso que é ainda mais importante que tenhamos pilotos rápidos e inteligentes no cockpit, que se encaixem bem na nossa filosofia. As primeiras conversas são emocionantes e muito positivas, por isso estou certo de que teremos a nossa equipa junta em breve”.

O regresso da Abt não será o único. A Maserati fará a sua estreia, enquanto se fala que a McLaren fará também a sua entrada, ficando com os ativos da Mercedes, que sairá da competição no final de 2022. 

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Endurance: Bentley poderá regressar em 2023 com um LMDh


A Bentley poderá regressar à Endurance em 2023 para comemorar os seus feitos em pista. O site dailysportscar.com fala hoje que, depois da Audi e da Porsche, a marca britânica poderá ser a terceira do grupo VAG a considerar uma presença no campeonato do mundo e particularmente, nas 24 Horas de Le Mans. Por agora, são "reflexões", mas o facto de em 2024 passarem cem anos sobre a sua primeira vitória na clássica francesa, montar um programa desportivo nesse sentido seria uma boa ideia.

A ideia é, caso o plano vá para a frente, aproveite as sinergias causadas pelos planos de ambas as marcas - cujos chassis estão a ser construídos pela americana Multimatic - e ter um chassis pronto para daqui a dois anos, na edição do centenário de Le Mans, antes de alargarem a participação para dois carros, na temporada seguinte. 

O mais recente envolvimento da marca britânica no automobilismo foi em 2013, com o Continental GT3 Diesel, desenvolvido pela Ginetta, com o objetivo de correr na IMSA, mas o programa durou relativamente pouco tempo devido ao "Dieselgate", apesar do apoio ter apenas acabado em 2020. 

Históricamente, a Bentley tem uma pequena, mas carregada história em Le Mans. Venceu por cinco vezes, a primeira em 1924, e depois entre 1927 e 1930, com Woolf Barnato a ser o piloto mais vitorioso, vencendo em três edições consecutivas, e por fim em 2003, num regresso com o Speed 8, guiado pelo dinamarquês Tom Kristensen, o italiano Rinaldo Capello e o britânico Guy Smith

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

A imagem do dia


Na foto, Jacky Ickx rolando com o seu Ferrari 312PB-73 na zona das Hunaudrieres. Fazendo dupla com o britânico Brian Redman, desistiram com a meta a vista devido a um problema de motor. Esta foi a última vez que a Scuderia lutou realmente pela vitória na prova, num duelo contra a Matra que acabou favorável às cores francesas. Henri Pescarolo e Gerard Larrousse foram os melhores, batendo o carro de Arturo Merzário de José Carlos Pace, com seis volta de diferença entre eles. Jean-Pierre Jabouille e Jean-Pierre Jassaud, noutro Matra, ficaram com o lugar mais baixo do pódio.

Pouco depois deste resultado, e da competição de Endurance onde lutou com a Matra, Porsche e a Alfa Romeo para o titulo, investindo consideravelmente no desenvolvimento do 312PB, a chegada de Luca de Montezemolo fez priorizar a Formula 1 em detrimento da Endurance e essa parte da história foi encerrada, julgando-se para sempre. Pois bem, depois de muitas ameaças, a Scuderia anunciou nesta quarta-feira que iriam voltar a La Sarthe, meio século depois desta aventura. 

Não é um regresso inocente, nem circunstancial. 2023 é o ano do centenário da prova, e os novos regulamentos dos Hypercar e dos LMDh com os devidos limites nos custos fizeram com que as marcas corressem para ali como um carreiro de formigas. A maneira como as coisas foram feitas fizeram com que marcas como Porsche, Peugeot e Acura, decidirem correr ali, juntando-se à Toyota para uma das duas classes, e tento também as equipas mais pequenas como a ByKolles e a Glickenhaus. 

No final, a Endurance tornou-se no lugar onde todos querem estar naquele ano. E claro, vencer aquela edição do centenário - não a centésima edição, pois não aconteceu em 1936 e entre 1940 e 48 - seria fantástico para a imagem do "win on sunday, sell on monday". E se forem híbridos ou elétricos - e ainda temos a hipótese do hidrogénio! - melhor ainda.

Mas também há outro motivo pelo qual temos alguém como a Ferrari por ali. Primeiro que tudo, o dinheiro. Com o teto orçamental a ser colocado na Formula 1, já não se justifica gastar 350 ou 400 milhões de dólares para conseguir vitórias pontuais, numa era de domínio da Mercedes. Agora com essa folga, pode-se pensar em outras aventuras. E a Endurance foi a decisão natural, depois de terem recusado a chance de irem para a IndyCar.

Mas também poderá haver outra coisa. Enzo Ferrari dizia sempre que o segredo do sucesso dos seus carros de estrada é de construir sempre um carro a menos que o necessário. É outra maneira de vencer no domingo para vender na segunda-feira, porque falamos de hipercarrros. E se o carro, que será apresentado dentro de algum tempo, tiver uma versão de estrada, e se tornar vencedor, podem imaginar a longa fila de espera para ter um à porta de Maranello, não é?

Em suma, estar em Le Mans a meio de junho de 2023 vai ser um lugar muito cobiçado.   

Endurance: Ferrari anuncia o seu regresso


A Ferrari vai regressar à Endurance e as 24 Horas de Le Mansem 2023 através da categoria principal, meio século depois da última vez. O anuncio foi feito esta tarde através de um comunicado de imprensa por John Elkann, o presidente da marca, e o regresso da Scuderia de Maranello ao Mundial de Endurance, depois da sua última presença em 1973, é mais um anuncio de um grande fabricante a entrar na competição, juntando-se à Toyota, Peugeot, Scuderia Cameron Glickenhaus e ByKolles no desenvolvimento de um LMH. Audi, Porsche e Acura confirmaram os programas da LMDh, até agora.

Em mais de 70 anos de corridas, em pistas de todo o mundo, levámos os nossos carros de rodas tapadas às vitórias, explorando soluções tecnológicas de ponta: inovações que surgem da pista e tornam extraordinários todos os carros de estrada produzidos em Maranello. Com o novo programa Le Mans Hypercar, a Ferrari afirma mais uma vez o seu empenho desportivo e determinação em ser protagonista nos grandes eventos automobilísticos mundiais”, afirmou o presidente da Ferrari, John Elkann.

Já do lado da FIA, o seu presidente, Jean Todt, ficou satisfeito por esta noticia do regresso da Scuderia à Endurance como equipa oficial.  

O anúncio do compromisso da Ferrari com o Campeonato Mundial de Enduro da FIA com uma entrada em Le Mans Hypercar a partir de 2023 é uma grande notícia para a FIA, a ACO e o mundo mais vasto do desporto automóvel. Acredito no conceito de Hipercarros relevantes para as estradas que competem no Mundial de Endurance da FIA e nas 24 Horas de Le Mans. Estou ansioso por ver esta lendária marca a assumir este ambicioso projeto”.

Vencedor nas 24 Horas de Le Mans por nove vezes, a primeira das quais em 1954, com o argentino José Froilan Gonzalez e o francês Maurice Trintignant, tornou-se no terceiro construtor mais triunfador de sempre, mas a sua última vitória aconteceu em 1965, através do americano Masten Gregory e o austríaco Jochen Rindt, que finalizou um período de seis vitórias consecutivas, desde 1960. A última tentativa séria de vitória aconteceu em 1973, com o 312PB-73, conseguindo como melhor resultado um segundo lugar, através do italiano Arturo Merzário e do brasileiro José Carlos Pace.  

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Adivinhem quem decidiu aparecer?


William Storey, o homem por trás da Rich Energy, a firma de bebidas energéticas que estão em todos o lado e não os vemos em lado algum - poucos foram os que beberam tal coisa, incluindo no Reino Unido, a sua nação de origem - reapareceu nas redes sociais afirmando que pretende regressar em força à Formula 1, quase dois anos depois da saga da Haas. 

Este domingo, Storey apareceu na sua conta do Twitter para falar que iria regressar. Naturalmente, havia ceticismo nas suas declarações, mas depois de falar do passado, das suas tentativas de comprar a Force India, de colocar capital na Williams antes de ser o patrocinador principal na Haas F1, antes de sair de cena pela porta dos fundos, agora afirma que pretende regressar à categoria máxima do automobilismo, com um parceiro e estará no Bahrein, a 28 de março, para ver como param as coisas. Aparentemente.

Tenho procurado uma maneira pela qual a Rich Energy possa retornar [à F1], de maneira ideal para nós e para ajudar a equipe com a qual vamos trabalhar,” começou por dizer Storey na sua comunicação no Twitter.

Por acaso, um aliado estratégico da Rich Energy comprou - ou concordou em comprar - uma participação maioritária em uma equipa do atual pelotão. Nós exploramos os novos regulamentos [para se poderiamos] entrar com a nossa própria equipa em 2022, chamada Team Rich Energy F1, mas um amigo nosso concordou em um acordo para uma participação maioritária em uma equipe do atual pelotão, e nos tornaremos parceiros dessa equipe em 2021. Assim que a aquisição for anunciada, nos tornaremos o patrocinador titular para 2022.", continuou.

Estou realmente ansioso para competir com nossos concorrentes na pista, estarei na primeira corrida no Bahrein e estou ansioso para ver todos vocês lá.

O anuncio foi feito, mas quase toda a gente não acredita nisto. Aliás, querem ver para crer. E a história dos 200 milhões do qual Stefano Domenicalli afirma que poderia ser retirado, será sempre condicional, ou seja, tem de ter o acordo das equipas e as propostas terão de ser sólidas, ou seja, só abririam para as equipas de fábrica e nada mais. Aventureiros, são as coisas dos quais a Formula 1 não quer ter mais, depois das más experiências nas décadas de 80 e 90 do século XX. 

Storey é uma piada, e a Rich Energy é mais uma fantasia, do qual as latinhas do energético são mais raras do que cabelos em carecas e aquecedores no deserto. Mas mesmo assim, por trás da fanfarronice, poderá haver algo mais sério. Veremos. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Noticias: Juan Manuel Correa regressa às pistas num Formula 3


Juan Manuel Correa
vai regressar aos monolugares em 2021. O piloto equatoriano, a correr com licença americana, será piloto da ART para a nova temporada na Formula 3, quase ano e meio depois do acidente em Spa-Francochamps, onde saiu gravemente ferido e que também resultou na morte do francês Anthoine Hubert. 

Apesar do regresso ocorrer 16 meses depois do acidente, é mais cedo do que se previa, pois os médicos pensavam que não iria fazer isso antes de 2022. 

Conversamos logo depois de Spa no ano passado [com a ART] e muita coisa aconteceu desde então”, lembrou Correa. “Desde então, tudo tem sido dedicado a tentar voltar ao carro de corrida. A coisa toda é uma aventura, mas estou me sentindo muito bem com isso. Estou super animado e super motivado para começar, então acho que esses são dois bons sinais.”, concluiu.

Correa correrá ao lado do dinamarquês Frederik Vesti e do russo Aleksandr Smolyar.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Endurance: Porsche regressa em 2023 com um LMDh


A Porsche anunciou na noite desta terça-feira que voltará à Endurance na clase LMDh (Le Mans-Daytona hybrid), a partir da temporada de 2023. Esta novidade acontece depois de a Audi também ter anunciado o seu regresso à classe depois de alguns anos de ausência, após o final do programa do R8 e-tron. O carro, do qual ainda não se sabe como será chamado, sucederá ao 919 Hybrid, que foi muito bem sucedido entre 2014 e 2017, vencendo quer o Mundial de Resistência, quer as 24 Horas de Le Mans.

A razão para o regresso foi essencialmente os baixos custos e a possibilidade de utilizar os mesmos carros, capazes de lutar por vitórias à geral, nas principais corridas de endurance de todo o mundo, quer na Europa, quer na América, ajudaram nessa decisão.

"A nova categoria LMDh permite-nos, com um sistema híbrido, lutar por vitórias à geral nas provas clássicas como são Le Mans, Daytona e Sebring - sem que tenhamos que roubar um banco. O projeto é extremamente atraente para a Porsche. As corridas de resistência fazem parte do DNA da nossa marca”, explicou Oliver Blume, CEO da Porsche AG, no comunicado oficial.

Gostaria de agradecer ao nosso conselho de administração pela confiança imensa que depositou na estratégia de automobilismo que desenvolvemos”, começou por dizer Fritz Enzinger, vice-presidente da Porsche Motorsport. “Detemos um recorde de 19 vitórias absolutas nas 24 Horas de Le Mans e subimos ao topo do pódio muitas vezes nas principais corridas nos EUA. Podemos continuar esta tradição com uma viatura LMDh e, ao mesmo tempo, manter os custos razoáveis. Tem havido um grande interesse de outros construtores. Espero que possamos continuar onde paramos, com os famosos confrontos contra muitas outras marcas nos anos 1980 e 1990. Isso daria um grande impulso a todo o cenário do automobilismo".


A Porsche Motorsport não revelou se este projecto terá impacto noutros programas desportivos da marca alemã, pois neste momento, tem uma presença oficial no Campeonato do Mundo FIA de Fórmula E e na classe GTE-Pro do FIA WEC.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Noticias: Perez pode correr

As autoridades sanitárias deram a luz verde para o regresso de Sergio Perez ao cockpit do seu Racing Point, com efeito a partir desta corrida em Barcelona. Contudo, Nico Hulkenberg ainda fica ligado à equipa neste Grande Prémio, atento ao desenrolar da situação e disponível. 

Sobre a doença, do qual o piloto mexicano teve sintomas ligeiros, Szafnauer explicou como a equipa inicialmente recebeu uma ampla gama de opções para quando Perez testasse negativo.

Consultamos muitos especialistas, incluindo o laboratório que usamos para todos os nossos funcionários em Silverstone, e também consultamos os especialistas da Eurofins [o laboratório europeu que faz os testes]”, disse Szafnauer. “É preciso lembrar que este coronavírus é um vírus novo, o que significa que as pessoas não sabem muito sobre ele.", continuou. 

Os especialistas deram um intervalo tão grande para quando o Checo tivesse negativo, que valeu a pena. Eles nos deram um intervalo de uma semana a quatro ou cinco semanas. Eles disseram que a qualquer momento nessa data, ele poderia testar negativo, e tudo dependia de quando ele foi infectado pela primeira vez, o que ninguém pode prever. Fazia sentido para nós tentar colocar o nosso piloto contratado em vez de um substituto [Hulkenberg, para a corrida do 70º aniversário]. Acho que fizemos a coisa absolutamente certa para continuar a testá-lo, para ver o que iria acontecer.”, concluiu.

O GP de Espanha acontece neste final de semana em Barcelona.

quarta-feira, 8 de julho de 2020

A imagem do dia

A noticia que muitos esperavam, comentavam, e até desejavam, aconteceu. O que Fernando Alonso vai fazer não é nada de novo. A pequena lista de campeões que o fizeram é ilustre: Niki Lauda, Mário Andretti, Alan Jones, Nigel Mansell até Michael Schumacher. A partir de 2021, veremos o piloto das Astúrias na equipas que o fez crescer e ser campeão, ao lado de gente como Flávio Briatore e Pat Symmonds.

Esta vaga de esperança e desejo já vi noutro lado. Há quase onze anos, vi essa mesma história quando se começou a falar do regresso de Michael Schumacher à Formula 1. Primeiro, quando Felipe Massa teve o seu acidente na Hungria, e depois, quando foi confirmado pela Mercedes que correrá na sua nova incarnação em 2010, ao lado do jovem compatriota Nico Rosberg. Lembro perfeitamente de ler artigos dizendo que as suas ambições para o oitavo título eram legitimas, não para 2010, mas mais tarde, quando se adaptasse aos novos carros.

Também li artigos dizendo - literalmente, cavando a sepultura! - a Nico Rosberg, tentando profetizar o seu precoce final de carreira, ele que naquela altura tinha vindo da Williams, tinha alguns pódios e pouco mais. O final da história é conhecido: batalhou honestamente contra um pelotão bem mais novo do que ele, mas foi sempre pior que o filho de Keke Rosberg. Aliás, foi "comido de cebolada" pelo Nico, venceu a primeira corrida de regresso da marca alemã, em 2012, na China, e o máximo que Schumacher conseguiu foi um pódio em Valencia. No final dessa temporada, os alemães dispensaram os seus serviços em troca de Lewis Hamilton.

Todos, mentalmente, desejam a repetição da história de Niki Lauda. A realidade dos números é que, dos regressados, o único que venceu depois dos 40 foi Nigel Mansell, em Adelaide, 1994, com 42 anos de idade, a bordo do seu Williams. E quase todos os regressados sairam pela porta dos fundos. Lauda teve um ano de 1985 frustrante, apenas com uma vitória em Zandvoort, e saiu com o sentido de dever cumprido. Mário Andretti voltou em 1982 para fazer um favor a Enzo Ferrari, depois do acidente de Didier Pironi; Nigel Mansell foi para a McLaren no inicio de 1995 obrigado pela Mercedes e acabou a falar mal do carro e a sair pela porta do cavalo. E nem falo de Alan Jones, que conseguiu quatro pontos em 1986, no seu Lola-Haas, pouco para aquilo que se calhar desejavam.

Não nego o talento de Alonso. Afinal de contas venceu as 24 Horas de Le Mans por duas vezes e quer ser o vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, especialmente depois do embaraço de 2019, mas voltar pela terceira vez ao mesmo lugar, com uma primeira parte muito boa e uma segunda parte a preencher espaços - alguém se lembra como foi a sua temporada de 2009? - e agora, pela terceira vez, com quase 39 anos, que acrescentará? E ele poderá ter todas as chances de ser constantemente batido pela nova geração, especialmente um Esteban Ocon que quer mostrar que é um excelente piloto, que tem material para ser campeão do mundo, ser primeiro piloto e mostrar-se melhor do que alguém quinze anos mais velho do que ele. 

E outra coisa: Cyril Abiteboul tolerará o dia em que Alonso gritar algo "motor de 4L" quando este explodir na sua traseira ou perder uma volta para... não sei, um Racing Point? Olhem que não sei.

Em suma: tudo isto não passa de uma jogada muito arriscada. Que tem tudo para dar errado.     

Noticias: Fernando Alonso correrá na Renault em 2021


A Renault confirmou esta manhã que Fernando Alonso regressará à Formula 1 na temporada de 2021. O piloto asturiano, que fará 39 anos no final deste mês, faz o seu retorno depois de duas temporadas de ausência, preenchidos com passagens pelas 24 Horas de Le Mans, o Rali Dakar e as 500 Milhas de Indianápolis, do qual fará um regresso neste mês de agosto. 

No comunicado oficial, o piloto espanhol refere o regresso como se fosse o retorno a um lugar onde foi muito feliz.

A Renault é a minha família, as minhas melhores lembranças na Fórmula 1 com meus dois títulos no Campeonato do Mundo, mas agora olho para o futuro. É com grande orgulho e, com uma imensa emoção, que regresso à equipa que me deu a hipótese no início da minha carreira e que agora me dá a oportunidade de voltar ao mais alto nível. Tenho ambições alinhadas com o projeto da equipa. O seu progresso neste inverno dá credibilidade aos objetivos da temporada de 2022 e vou partilhar toda a minha experiência com todos, desde engenheiros até mecânicos e meus companheiros de equipa. A equipa quer e tem os meios para voltar ao pódio, assim como eu.”, declarou.

Por outro lado, Cyril Abiteboul afirma que a chegada de Alonso é um passo para guiar as ambições da marca do losango até ao topo.

A contratação de Fernando Alonso faz parte do plano do Grupo Renault em continuar o seu compromisso com a Formula 1 e voltar ao topo. A sua presença na nossa equipa é um ativo formidável a nível desportivo, mas também para a marca à qual ele está muito ligado. A força do vínculo entre ele, a equipa e os fãs, faz dele uma escolha natural. Além dos sucessos do passado, é uma escolha mútua ousada e um projeto para o futuro. A sua experiência e determinação permitirão levar a equipa à excelência exigida na Fórmula 1. Ele também trará à nossa equipa, que cresceu muito rápidamente, uma cultura de vitória para superar os obstáculos. Ao lado de Esteban Ocon, a sua missão será ajudar a Renault DP World F1 Team a preparar-se para a temporada 2022 nas melhores condições possíveis.

O regresso era falado desde há alguns meses, e intensificou-se no fim de semana passado quando a Cadena SER disse que haveria um anuncio nesta semana a seu respeito, afirmando até que poderia entrar já em 2020, no lugar de Daniel Ricciardo. Apesar dos desmentidos do piloto, a informação própriamente dita nunca foi totalmente desmentida, especialmente depois de no domingo à noite, Cyril Abiteboul ter dito aos mecânicos que iriam voltar a trabalhar com um ex-piloto. Ele falava especialmente aos mais antigos, com cerca de doze anos de "casa".

A BBC falou ontem numa das suas noticias que a razão pelo seu regresso poderá ter a ver com a mudança de regulamentos, que agora acontecerá em 2022, depois do adiamento por um ano devido à pandemia do coronavirus. Refere também que em 2021, o piloto espanhol poderá ter dificuldade em recuperar o ritmo, devido não só ao carro atual, como também o facto de ter estado dois anos fora do pelotão, contra a nova geração de pilotos que terá de lidar.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

A imagem do dia

Há precisamente dez anos, a Formula 1 rejubilava com a noticia de que a Mercedes iria trazer de volta o alemão Michael Schumacher. Então com 40 anos de idade - iria fazer 41 dali a alguns dias - a sua chegada era mais uma das noticias que enchia a atualidade da equipa alemã, que tinha comprado a Brawn GP, que tinha acabado de ser campeã do mundo. Dias antes, tinham confirmado Nico Rosberg na equipa, vindo da Williams.

Depois de três temporadas de ausência, a expectativa era enorme. Muito se tinha falado nesse verão sobre o seu regresso em substituição de Felipe Massa, depois do seu acidente na Hungria. Todos apostavam uma retorno "à la Niki Lauda", onde regressara em 1982, depois de três temporadas de ausência, e acabaria por ser campeão do mundo e 1984, com o McLaren MP4/2, ao lado de Alain Prost, sendo mais esperto que o francês.

Agora já sabemos o que aconteceu: apesar do atual domínio da Mercedes, de 2010 a 2013 não era dominador. Nico Rosberg deu a sua primeira vitória em 2012, na China, desde 1955, é verdade, mas não houve luta por títulos nem faziam constantemente pole-positions, mas foi interessante ver Schumacher contra a nova geração, que cresceu a admirá-lo. Havia pilotos, como Sergio Perez e Jaime Algerssuari, que ainda estavam no berço quando Schumacher se estreou na Jordan, em 1991. E vê-lo correr com Lewis Hamilton, Sebastian Vettel ou Daniel Ricciardo a seu lado foi, sem dúvida, uma experiência interessante.

No final, Schumacher acusou o peso da idade e das lesões, para além da pouca competitividade do carro na altura. Apenas conseguiu um pódio e uma volta mais rápida até que no final de 2012, decidiram ir buscar um substituto mais capaz. O escolhido foi Lewis Hamilton, com a ajuda de Niki Lauda, e o resultado foi o que sabemos, a partir de 2014, com os V6 Turbo. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Noticias: Peugeot volta ao WEC em 2022

A Peugeot anunciou que regressará à Endurance em 2022, dez anos depois da sua saída. A ideia é de voltar com um hipercarro híbrido capaz de andar ao nível de todos os outros projetos que já foram anunciados, como o da Aston Martin e provavelmente, o da Toyota. 

"Estou muito empolgado com a perspectiva de canalizar as habilidades e a paixão da minha equipa nesse projeto", começou por dizer Jean-Marc Finot, diretor desportivo da PSA, o grupo do qual a Peugeot faz parte.

"É um novo desafio e sei que nossos especialistas farão isso com mais uma demonstração de sua vontade de vencer com equipes financiadas pelas marcas do Grupo, alimentadas por sua longa experiência em campeonatos da FIA e pela fome de sucesso", concluiu.

Já Jean-Philippe Imparato, diretor da marca Peugeot, reforçou a ideia do regresso da marca à Endurance. 

A paixão da marca Peugeot pelo automobilismo sempre desempenhou um papel fundamental na conquista das muitas vitórias que conseguimos na nossa história. As mudanças que o FIA WEC está a introduzir encaixam-se agora com a transição em que estamos rumo à eletrificação da nossa linha e ao lançamento de produtos de alto desempenho, desenvolvidos em estreita associação com a PSA Motorsport antevistos no Concept 508 Peugeot Sport Engineered. Essas iniciativas estão totalmente sintonizadas com a assinatura da marca 'Motion and E-motion' da Peugeot “.

Os pormenores ainda estão por definir, mas fala-se do regresso da parceria com a Oreca na criação do seu hipercarro, e que a Rebellion seria a equipa escolhida para colocar o esforço desta parceria em pista. Provavelmente dentro em breve se saberá que tipo de parceria existirá.

A marca do leão esteve na Endurance entre 1990 e 1993, com o modelo 905, vencendo por duas vezes as 24 Horas de Le Mans e sendo o último vencedor do Mundial de Sport-Protótipos, em 1992, antes da sua extinção, e entre 2006 e 2012, com o 908, com uma vitória em La Sarthe em 2009, numa competição contra a Audi do qual saís quase sempre a perder... 

sexta-feira, 29 de março de 2019

A imagem do dia

A equipa Williams conferencia em Monza, antes do GP de Itália de 1981. Frank Williams é mais de quebrar do que torcer, e ele provou isso vezes sem conta. Mas a sua vida de construtor, de 1976 até ao presente, deve-o a Patrick Head. E o próprio Frank já reconheceu isso, vezes sem conta.

Nascido a 5 de junho de 1946, no Reino Unido, a carreira dele no automobilismo começou em 1970, quando foi trabalhar para a Lola, após concluir o seu curso de Engenharia Mecânica. Mas antes disso, o sangue automobilista já corria nas veias da familia, graças ao pai, piloto da Jaguar nos anos 50. Logo, fez amizade com John Barnard - curiosamente, nunca trabalharam juntos na Williams! - mas até 1976, todos os projetos em que se envolveu foram um fracasso. Como Frank, que desde 1970 queria ser construtor. 

Nesse ano, estava a trabalhar em barcos de recreio quando cruzou-se com Frank Williams. Ele tinha sido afastado por Walter Wolf, depois deste ter comprado 50 por cento da equipa no inicio do ano. Para piorar as coisas, Wolf venceu logo na primeira corrida de 1977, em Buenos Aires, com Jody Scheckter ao volante. Foi aí que ele estava realmente "na fossa", mas foi Head que o salvou. Um encontro selou uma parceria e juntos, a 8 de fevereiro de 1977, fundaram a Williams Grand Prix Engineering. 

Começaram com um chassis March e o belga Patrick Néve, que tinha 250 mil libras do patrocínio de uma cerveja local, a Belle-Vue, mas foi no ano seguinte, quando construiram o FW06, arranjaram o patrocínio da Saudia, a companhia aérea saudita, e assinaram o veloz, mas rabugento australiano Alan Jones, que estavam assentadas as bases do sucesso, alcançado a 15 de julho de 1979, em Silverstone... com o suíço Clay Regazzoni ao volante.

A partir dali, Head esteve sempre ao leme da equipa, especialmente na parte da engenharia e do design. Trabalhou com projetistas como Adrian Newey, Frank Dernie, Neil Oatley, e engenheiros como Ross Brawn, ao longo de 35 anos. Com isso, alcançou nove títulos de Construtores e sete de pilotos, e lidou com os maus fígados dos pilotos, as brigas entre eles, os momentos altos e baixos, os domínios com os Honda 6 Turbo, nos anos 80, depois a Renault 10 aspirado, na década seguinte. Alguns desses que ajudou a treinar e a crescer foram depois para a concorrência, fazer melhor e batê-los no seu jogo.

Em 2012, Head retirou-se e três anos mais tarde, foi condecorado com o grau de Cavaleiro pelos serviços prestados ao automobilismo. Agora volta para salvar a marca da fossa onde se encontra. Veremos se conseguirá.