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domingo, 20 de dezembro de 2020

Youtube Formula 1 Video: Como foi a temporada de 2020

Uma temporada a não esquecer. Cancelada à última da hora, com um calendário desenhado pelo caminho, foi emocionante, apesar do campeão previsivel, mas esse campeão, Lewis Hamilton, igualou os recordes de Michael Schumacher e tornou-se no piloto com mais vitórias da história da Formula 1. 

E é isso que este video quer mostrar ao mundo.

domingo, 6 de dezembro de 2020

Foemula 1 2020 - Ronda 16, Shakir (Corrida)


Na semana passada, vimos o horror a acontecer diante dos nossos olhos, com o acidente de Romain Grosjean e a sua salvação milagraosa graças à tecnologia usada no carro. Depois, vimos a noticia da doença de Lewis Hamilton, que o obrigou a largar o carro neste final de semana e dar uma chance a George Russell para andar num carro de campeão, temos de ser honestos. 

Contudo, se achavam que as coisas acabariam por aqui e iriamos ter uma prova aborrecida, com 87 voltas ao redor do anel externo do circuito de Shakir... bom, enganaram-se.  Foi uma prova muito mexida, e teve como vencedor, algo completamente diferente. Mas mesmo diferente, especialmente depois de ele levar um toque na primeira volta e acabar no fundo do pelotão. 


Então foi assim... depois de oito dias no mesmo lugar, e com Hamilton doente, e a ver a corrida isolado do mundo, e provavelmente com Roscoe, o seu animal de estimação, esperava-se que os Mercedes voltassem a dominar como habitualmente. Mas se a ideia era ver Valtteri Bottas na frente, por causa da sua pole position na véspera, o que aconteceu foi ver um George Russell lançado para fazer a primeira curva na primeira posição, enquanto atrás, Charles Leclerc queria se destacar, mas na curva 4, tocou na traseria do Racing Point de Sergio Perez e acabou na barreira de pneus, levando consigo o Red Bull de Max Verstappen. Resultado final? Safety Car, o que deu para Perez ir às boxes para ver se não tinha nada danificado e tentar a sua sorte para o resto da corrida.

Apenas na sétima volta, tudo voltou ao normal. Os Mercedes seguiam calmamente na liderança, Com Russell no comando e a mostrar que tem talento para andar entre os melhores, se tiver um carro digno desse nome, Perez tentava recuperar o tempo perdido, passando pilotos uns atrás dos outros. Sem grandes emoções externas, as voltas passavam rapidamente, e iria parecer que não teria grande história... a não ser a chance de vermos George Russell a chegar a uma vitória histórica, depois de dois anos a lutar contra uma Williams que não só há muito passou os seus tempos aureos, como sofre com um chassis sem downforce.

Em suma, parecia que iria ser uma história perfeita para os Flechas Negras, digna de um episódio do "Drive to Survive". 

Mas então... aparece Jack Aitken. 

Quem? 

O substituto do Russell na Williams. 


Ele sofreu um pião na volta 63 e por causa disso, o seu nariz ficu partido e a direção da corrida optou por um Safety Car Virtual, para tirar os destroços da pista. O pessoal aproveitou para ir às boxes... e é aqui que começa a segunda parte do desastre. Tudo começa quando a Mercedes chama ambos os pilotos para fazer uma paragem adicional nas boxes. Mas primeiro, veio Valtteri Bottas, que quando fez a troca, houve problemas na fixação da roda dianteira esquerda, o que arruinou por completo qualquer chance de vitória para Valtteri.

A seguir, Russell, que tinha feito a sua troca, teve de voltar às boxes para fazer... nova troca (!) porque a equipa misturou tudo ao colocar os pneus que estavam designados para o carro de Bottas no bólido de Russell, o que não é permitido pelo regulamento. Com isto, a liderança caiu no colo de Sergio Pérez, com Esteban Ocon, no seu Renault, em segundo e Lance Stroll em terceiro. Bottas caiu para quarto, e Russell, que parecia estar a caminho da vitória, era quinto.

Mas as voltas que faltavam pareciam ser suficientes para que Russell tentar o pódio, por exemplo. E quando tudo voltou ao normal, na volta 69, o britanico partiu ao ataque, passando Bottas sem qualquer problema, e atacando os três primeiros, tentando chegar de novo ao lugar mais algo do pódio. E em poucas voltas, na 75ª passagem pela meta, Russell era segundo, e tentava diminuir os 3,3 segundos de vantagem.

Mas a sete voltas do fim... golpe de teatro. Um furo lento no Mercedes numero 63 o colocou de novo nas boxes, trocar e tentar recuperar o mais possivel. Era muito mau para ser verdadeiro, parecia ser Jean-Pierre Jarier no GP do Canadá de 1978. Parecia ser o rei do azar. Voltou à pista, com moles e a volta mais rápida, para chegar o mais acima possivel. 

Mas enquanto lá chegava, viamos mais uma vez história a acontecer. Sergio Perez, numa altura em que poderá não correr em 2021, e depois de ter tido aquele toque que o relegou para o último lugar, fez tudo bem e deu à Racing Point a sua primeira vitória na atual encarnação. E melhor, conseguiu melhor resultado que Lance Stroll. 


Depois de 191 Grandes Prémios, e de nove pódios, e depois de lhe tirarem um pódio feito na semana passada, Perez teve por fim aquilo que já merecia há uma década. Dos seus tempos da Sauber, McLaren, Force India e suas incarnações, por fim, sucedeu a Pedro Rodriguez, meio século depois da sua úlima vitória, em Spa-Francochamps. Perez está a ter um final de sonho, a merecer cada vez mais o seu quarto lugar na classificação geral. E como em setembro, com Pierre Gasly, esta foi uma vitória popular. Parabéns a ele!

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Noticias: Perez quer lutar pelo quarto posto


Sergio Perez
quer manter o quarto lugar da classificação geral nas três corridas que faltam até ao fim do campeonato. Na semana do primeiro GP em terras barenitas, o piloto mexicano, segundo classificado no GP da Turquia, afirmou que pretende manter a regularidade e também manter os bons resultados que costuma ter na pista de Shakir.

Foi um momento muito especial na minha carreira [pódio no Bahrein] e é incrível pensar que aconteceu apenas na minha terceira corrida com a equipa. É incrível pensar que conquistamos mais cinco pódios juntos desde aquele dia. É sempre uma sensação ótima para revisitar o circuito e relembrar 2014.“, afirmou, recordando o terceiro lugar na corrida desse ano.

Quero lutar pelo quarto lugar no Campeonato de Pilotos e conseguimos assumir essa posição depois de um ótimo resultado na Turquia. Isso dá-me confiança para as últimas corridas. Queremos lutar por pódios e encerrar esta era em alta para a equipa e para mim.“, concluiu.

domingo, 15 de novembro de 2020

Formula 1 2020 - Ronda 14, Turquia (Corrida)


Neste ano estranho em que estamos, e depois do estranho - mas provavelmente previsível - qualificação para este Grande Prémio, onde Lance Stroll conseguiu uma pole-position para a Force In... ooops, Racing Point - não me esquecer que em 2021 irão se chamar Aston Martin -  o dia de hoje era encarado como a segunda pate de um fim de semana que iria ser tudo, menos aborrecido. 

O tempo parecia que não iria colaborar, pois chovia o suficiente para molhar a pisra, mas previa-se abertas para a hora da corrida. Contudo, por causa das baixas temperaturas - estavam 16ºC no asfalto poucos minutos antes do inicio - isso seria insuficiente para secar a tempo. E claro, ninguém se lembrava que hoje era o dia em que Lewis Hamilton poderia ser campeão do mundo hoje, se ele conseguisse mais oito pontos que Valtteri Bottas nesta prova. O tempo era hipnotizante para muita gente...


Mas ainda antes de tudo começar, Antonio Giovinazzi começou por bater com o seu Alfa Romeo no muro de pneus, e ficando preso na gravilha, praticamente comprometendo a sua corrida. Pouco depois, foi George Russell e ter o mesmo destino, mas este foi mais grave, com danos na suspensão e no nariz. Nesta altura, muitos usavam os de chuva - e alguns arriscavam com intermédios - mas pareciam que não funcionavam.

A largada começou com os Racing Point a desaparecer no horizonte, com Stroll na frente de Pere, enquanto alguns pilotos faiam exceletes largas, como Sebastian Vettel, que era quarto em poucas curvas e terceiro no final da primeira volta. Esteban Ocon e Valtteri Bottas, em contraste, despistaram-se na primeira curva e estavam no fundo do pelotão. Quanto a Hamilton, era sexto, bem tranquilo.

Na oitava volta, Charles Leclerc, que era... 14º (!) ia tentar a sua sorte com os intermédios, numa altura em que os Williams tinham os calçados... e pareciam não funcionar Bottas também trocou por intermédios e ia ver se funcionava. Entretanto, na pista, Verstappen e Vettel lutavam pela terceira posição. E na nona volta, era a vez de Sebastian Vettel a ir às boxes e trocar por intermédios, saindo na sexta posição. Logo a seguir, ia Lewis Hamilton trocar por intermédios. Com o passar das volta, o pelotão trocava para intermédios, com os Red Bull a ficar o mais tarde possível na pista para aproveitar os pneus de chuva. Verstappen só foi às boxes na volta 12, e voltou na frente de Vettel e Hamilton, mas atrás dos Racing Point.


Com todo o pelotão já de intermédios, Stroll já tinha doze segundos de vantagem sobre o resto do pelotão, numa altura em que Antonio Giovinazzi parava na berma, sendo a primeira desistência da prova, provocando um Safety Car Virtual. Só voltaram na 16ª passagem pela meta, com Hamilton a atacar Vettel, mas falhou na curva 14, sendo passado por Alex Albon, que depois passou o alemão.

Por esta altura, Max já estava na traseira de Sergio Perez, e o atacava. O mexicano defendia-se da melhor maneira possível, e quando o tentou, na volta 19, perdeu a traseira e fez um pião, acabando por cair três posições, antes de ir às boxes e trocar de pneus, caindo ainda mais. Poucas voltas depois, era Albon que estava na traseira de Perez, mas ele não conseguia passar o mexicano, enquanto ambos se aproximavam de Stroll, que continuava a liderar calmamente.

Na volta 30, o DRS foi ativado, sinal de que era tempo de trocar para secos, com um asfalto que não era fantástico. Albon agora era assediado por Vettel, porque os seus pneus começavam a ficar sem aderência. Contudo, todos ficavam na pista porque não queriam trocar para moles, pois não havia condições para continuar, não havia uma linha seca constante.

Na volta 34, Vettel foi Às boxes para novos intermédios, deixando Hamilton no terceiro posto. Isto porque... Alex Albon fez um pião na Curva 4 e perdeu posições. Três voltas depois, Stroll ia às boxes, perdendo a liderança e mantando os intermédios calçados. Agora, Hamilton estava na traseira de Perez e lutava pela liderança, que o conseguiu no final da volta 37. Stroll dava-se mal com o novo jogo de pneus, caindo para sétimo por causa dos Ferrari. 

As voltas finais começavam a ter problemas com a aderência. A chuva começou a sair a cair, pouco, mas os suficientes para que se pansasse que Hamilton iria às boxes. Mas ficou e arriscou, especialmente, quando tinha quase meio minuto de avanço sobre Perez, que era assediado pelos Ferrari. Foi assim até ao fim, con os pneus no limite, e tornou-se vencedor, e claro, conquistou o sétimo campeonato, igualando Michael Schumacher. Mas o mais interessante aconteceu atrás, quando Leclerc atacou o mexicano e falhou, sendo passado por Vettel. De atacar o segundo posto, acabou quarto e com Sainz jr. colado a si...


Mas foi Hamilton o grande vencedor, o campeão mais do que antecipado. No ano em que bateu todos os recordes, agora tem mais um no seu palmarés, e está determinado a conseguir ser o melhor piloto de todos os tempos. E ainda tem muito mais sumo para dar. E a corrida turca? Foi interessante, mas não um "destruction derby"...   

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Noticias: Stroll testou positivo para o coronavirus


O canadiano Lance Stroll revelou esta quarta-feira que teve uma análise positiva ao CoVid-19 logo após o GP de Eifel, corrida do qual teve de se ausentar devido a uma intoxicação alimentar, sendo substituído por Nico Hulkenberg

No seu sitio oficial, o piloto canadiano descreveu os seus eventos naquele final de semana, afirmando que ficou isolado por dez dias, e teve um teste negativo, o que permite participar no GP de Portugal, neste final de semana. 

Só quero que todos saibam que recentemente testei positivo para Covid-19 depois do fim de semana do GP Eifel “, escreveu. ”Sinto-me a 100 por cento e desde então testei negativo. Para informar a todos sobre o que aconteceu, cheguei a Nurburgring depois de um teste negativo nos testes normais de pré-corrida. No sábado de manhã comecei a sentir-me mal e acordei com dor de estômago. Segui o protocolo da FIA e isolei-me na motorhome e não reentrei no paddock.

Não estava em forma para correr, por isso voei para casa no domingo de manhã. Como ainda me sentia indisposto, fiz um teste a Covid no domingo à noite. No dia seguinte, os resultados foram positivos, então fiquei em casa nos dez dias seguintes. Felizmente, meus sintomas foram leves. Fiz o teste de novo na segunda-feira esta semana e os meus resultados foram negativos. Sinto-me em grande forma e mal posso esperar para voltar à equipa e correr em Portugal.”, concluiu.

Stroll foi o segundo piloto do pelotão a apanhar o CoVid-19. O primeiro foi Sergio Perez, que faltou a ambas as corridas no circuito de Silverstone, sendo substituído por Nico Hulkenberg. 

sábado, 10 de outubro de 2020

Noticias: Lance Stroll de fora no GP de Eifel, Hulkenberg é o seu substituto


Uma baixa de última hora: Lance Stroll foi impedido de correr no resto do fim de semana do GP de Eifel e no seu lugar foi chamado Nico Hulkenberg. O piloto alemão, sem lugar na Formula 1 nesta temporada, participou em duas corridas no circuito de Silverstone depois de Sergio Perez ter tido sintomas do coronavírus, que o impediu de correr ali. Desconhece-se se aquilo que Stroll sentiu tem ou não a ver com a doença. 

Lance não se sentiu a cem por cento esta manhã e a equipa tomou a decisão de não o deixar correr pelo resto do evento. Nico, que anteriormente representou Sergio Perez nos eventos de Silverstone, já conhece o carro e a equipa e felizmente estava na vizinha Colónia.", afirmou o comunicado oficial da equipa.

Hulkenberg foi autoriado a participar também depois de ter feito um teste ao coronavírus que deu negativo. Ele irá andar no carro já na qualificação para este Grande Prémio, esta tarde.

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Noticias: Sergio Perez fora da Force India


O mexicano Sérgio Perez anunciou esta quarta-feira na sua conta no Twitter que abandonará a Racing Point no final da temporada, depois de sete temporadas. O piloto de 30 anos lançou no seu comunicado oficial, agradecendo pela oportunidade lançada, e que afirma não ter planos para o futuro, significando que a sua continuidade na Formula 1 está em dúvida.

"Tudo tem um principio e um fim, e sete anos depois, o meu ciclo com a equipa chegará ao fim no final desta temporada", começou por afirmar no seu comunicado oficial. "Guardo as recordações dos muito anos que estivemos juntos, as amizades e a sensação que dei sempre o meu melhor. Estarem sempre agradecido a Vijay Mallya, que acreditou em mim em 2014 e permitiu continuar a minha carreira na Formula 1 pela Force India. E à atual administração, a cargo de Lawrence Stroll, desejo o melhor dos êxitos no seu futuro, em especial no projeto da Aston Martin.", continuou.

"Não tenho um plano B, a minha ideia é continuar por aqui, sempre que se apresentar um projeto que me motive a dar cem por cento de mim mesmo a casa volta. Agradeço a todos os que estiveram comigo ao longo destes quase dez anos. À minha familia, que esteve presente nas horas boas e más.", concluiu.

Perez está no projeto desde 2014, depois de uma passagem decepcionante pela McLaren em 2013. Antes disso, andou pela Sauber de 2010 a 2012, onde conseguiu três pódios. Ao todo, na sua carreira tem oito pódios e quatro voltas mais rápidas, sendo a sua melhor temporada de sempre as de 2014 e 2015, acabando ambas no sétimo lugar da geral.

domingo, 6 de setembro de 2020

Formula 1 2020 - Ronda 7, Monza (Corrida)


Monza é aquela paisagem, lugar e cor. O autódromo quase centenário foi lugar de imensas corridas, muitas memoráveis para a Scuderia Ferrari. Uma delas, há precisamente meio século, dera a vitória a Clay Regazzoni, a primeira da sua carreira, 24 horas depois do grande protagonista do campeonato daquele ano ter morrido num acidente pouco antes de chegar à Parabólica.

Mas também, Monza é lugar onde no final de cada corrida, uma multidão invade a pista e vai celebrar os seus heróis, contudo, como quase todos são "ferraristas", espera-se que comemorem as vitórias dos seus pilotos. E havia quem, tempos idos, e a lenda solidificava essa ideia, is para a pista, chegava ao pé de algum carro que estivesse abandonado e levava um qualquer "souvenir" para dizer aos seus aigos, numa qualquer conversa futura entre "lambruscos" e pasta - ou ravioli - que aquele pneu ou pedaço de asa que tem ali pendurado num canto da sala foi o resultado da sua ida às corridas. Para nem falar dos cartazes publicitários furados por "portoghese", ou seja, aqueles que foram ver a corrida sem pagar uma única lira...

Mas isso já são tempos longínquos. A lira já não existe, este ano não há público e a Ferrari caminha pelas ruas da amargura. Sebastian Vettel largará de um discreto 18º lugar na grelha, e pontuar neste domingo, será uma vitória. Uma repetição dos lugares fora dos pontos na corrida amterior, na Bélgica, poderá provavelmente rebatizar esta corrida de "Gran Premio Vergogna Uno", porque semana que vem, em Mugello, será o "Vergogna Due", apesar de oficialmente ser o lugar do milésimo GP da Ferrari...

Como podem ver, a infâmia não é só ver seus pilotos mortos ao serviço "delle nacchine rosse". É também arrancarem do fundo da grelha.


Com um céu limpo, neste final de verão, esperava-se que iria ser uma corrida sem história, provavelmente corrida do modo mais veloz possível - em média, esta corrida tem 70 minutos de duração. Contudo, o destino iria ser completamente diferente. Completamente. Um pouco como a nossa normalidade é perturbada pela colocação de mais um dado ao acaso.

Mas comecemos. A partida aconteceu com Hamilton na frente e Bottas a ser engolido pelo pelotão, primeiro pelos McLaren, depois por Perez, Ricciardo e Ocon. O finlandês queixava-se de um furo lento, mas parecia que estava tudo bem. No final da primeira volta, era sexto. Atrás, Alex Albon falhou a travagem na primeira chicane, caindo para o 15º posto, depois de um toque no carro de Pierre Gasly. No final, foi penalizado por ter andado fora dos limites.

Nas voltas seguintes, as coisas não andaram anormais, excepto quando na volta sete, os travões de Sebastian Vettel falharam e ele acabou por ir às boxes e de lá não saiu mais. Na frente, os McLaren eram segundo e terceiro, com Perez e Ricciardo atrás deles. 

Na volta 21, Charles Leclerc, que era... 14º, foi às boxes para trocar de pneus para duros, enquanto pouco depois, Kevin Magnussen se tornava na segunda desistência do dia. O carro ficou numa posição perigosa e foi o suficiente para a FIA chamasse o Safety Car. A entrada das boxes foi fechada para os comissários pudessem circular, mas ao mesmo tempo, Lewis Hamilton e Antonio Giovinazzi foram às boxes para trocar. Ou seja, com a entrada fechada, incorreram numa irregularidade. 


A corrida recomeçou na volta 24, mas não por muito tempo, quando Charles Leclerc perdeu a traseira na saída da Parabólica e bateu bem forte. Primeiro, o Safety Car, mas depois, a bandeira vermelha criou ainda mais confusão numa corrida que deveria ser chata... no final, a corrida recomeçou mais de meia hora depois, com Hamilton penalizado em dez segundos, que acabou por cumprir nas primeiras voltas depois de uma nova partida na grelha.

A corrida recomeçou na volta 27, precisamente metade da corrida. Com Hamilton a cair para a última posição, ele tinha uma tarefa bem complicada, porque eles não eram os mais velozes em reta. Quando Hamilton cumpriu a sua penalização, voltou à pista em último e a trinta segundos de liderança. Atrás, Max Verstappen era mias uma vitima dos travões e abandonava a prova.

Na volta 34, Sainz apanhou Raikkonen e passou-o, sendo segundo e indo atrás de Gasly, o novo líder. Atrás, Hamilton ia de faca nos dentes, tentando apanhar a maior parte dos pilotos para chegar o mais alto possível. Na volta seguinte, Stroll passou Raikkonen na segunda chicane para ser terceiro. Com o passar das voltas, o finlandês caia para o fundo do pelotão, pois não tinha velocidade para os acompanhar. 

Atrás, Lewis Hamilton tinha dificuldades para passar os carros que tinha na sua frente. Demorou algumas voltas até passar o carro de Alex Albon, e quando passou Romain Grosjean para ser 12º, já estávamos na volta 41. Na frente, Pierre Gasly aguentava a investida de Carlos Sainz Jr., que na volta 46, já estava na traseira do piloto francês da Alpha Tauri. 


As voltas finais foram emocionantes, com o espanhol a tentar apanhar o francês para lá chegar ao topo, mas Gasly teve sangue-frio suficiente para aguentar a inestida final do filho de Carlos Sain, para assim triunfar pela primeira vez na sua carreira, dando à Alpha Tauri a sua segunda vitória, doze anos depois de Sebastian Vettel.

E de corrida chata, passamos a ter uma emocionante e imprevísivel. E se antes, a previsibilidade era tanta que o resto não importava, agora é o contrário: uma corrida sem vencedor definido, que nos agarrou aos sofás, iria ter como ambiente um lugar vazio de gente, sem ninguém por causa de uma pandemia. Ali, o fã se lembra que está a sofrer, que aquele sonho poderia ter um ambiente melhor, porque corridas dessas só muito de vez em quando. Muito raramente.  

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Noticias: Perez pode correr

As autoridades sanitárias deram a luz verde para o regresso de Sergio Perez ao cockpit do seu Racing Point, com efeito a partir desta corrida em Barcelona. Contudo, Nico Hulkenberg ainda fica ligado à equipa neste Grande Prémio, atento ao desenrolar da situação e disponível. 

Sobre a doença, do qual o piloto mexicano teve sintomas ligeiros, Szafnauer explicou como a equipa inicialmente recebeu uma ampla gama de opções para quando Perez testasse negativo.

Consultamos muitos especialistas, incluindo o laboratório que usamos para todos os nossos funcionários em Silverstone, e também consultamos os especialistas da Eurofins [o laboratório europeu que faz os testes]”, disse Szafnauer. “É preciso lembrar que este coronavírus é um vírus novo, o que significa que as pessoas não sabem muito sobre ele.", continuou. 

Os especialistas deram um intervalo tão grande para quando o Checo tivesse negativo, que valeu a pena. Eles nos deram um intervalo de uma semana a quatro ou cinco semanas. Eles disseram que a qualquer momento nessa data, ele poderia testar negativo, e tudo dependia de quando ele foi infectado pela primeira vez, o que ninguém pode prever. Fazia sentido para nós tentar colocar o nosso piloto contratado em vez de um substituto [Hulkenberg, para a corrida do 70º aniversário]. Acho que fizemos a coisa absolutamente certa para continuar a testá-lo, para ver o que iria acontecer.”, concluiu.

O GP de Espanha acontece neste final de semana em Barcelona.

sábado, 8 de agosto de 2020

Formula 1 2020: GP dos 70 anos (Qualificação)

São estranhos, estes tempos. Nos 70 anos da Formula 1, numa temporada atípica, onde o país onde vivo beneficia das portas fechadas noutros lados, ver uma corrida comemorativa da competição, uma semana depois do GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, é tipica deste ano anormal, e sei que é uma homenagem à competição. Mas acho que chamar esta corrida de "GP de Inglaterra", para ver se, por uma vez, os brasileiros acertam realmente com a denominação - quando a oiço, sinto tentado em perguntar se a Escócia já é independente - não ficaria mal na fotografia. Assim sendo, faz lembrar dos tempos das corridas extra-campeonato, da Race of Champions em Brands Hatch e o International Trophyt, em Silverstone, corridas que foram disputadas até 1983 com carros de Formula 1...  

E depois dos incidentes das últimas duas voltas, na corrida anterior, e o tipo de pneus que iriam usar neste final de semana, ainda por cima com calor esperado naquela parte da Europa, havia dúvidas sobre como se iriam comportar, já que o fantasma de 2013 foi lembrado a eito nestes escassos dias que separaram uma e outra corrida. E depois disso, a decisão da FIA em penalizar a Racing Point - no mínimo estranha em termos de penalização, no máximo, ninguém gostou dela por acharem que foi "muito branda" - também agitou o "paddock".

Vida que se segue, mas mais do que decidida, está mais suspensa, logo, haverá cenas dos próximos capítulos. Como a segunda chance dada a Nico Hulkenberg, porque Sergio Perez ainda não pode sair do seu confinamento.  

Logo na primeira sessão, Max Verstappen começou a marcar um tempo para a concorrência, com 1.27,154, antes dos Mercedes marcarem a sua parte, com 1.26,818 por parte de Hamilton. Bottas veio depois, com um tempo pior, mas ficou com o segundo posto. Noico Hulkenberg era o quarto, na frente de Charles Leclerc, numa altura em que Gerorge Russell e Esteban Ocon tinham um incidente que os fez circular de modo perigoso. O piloto da Renault era o réu, e era provável que iria ser penalizado.

Na parte final, Bottas fez 1.26,738, melhorando perante Hamilton, enquanto atrás, todos andavam muito juntos. Até ao 16º posto, havia quase um segundo de diferença entre todos. E entre os eliminados, estava o Alpha Tauri de Daniil Kvyat, que vira o seu tempo anulado porque tinha excedido os limites, os Alfa Romeo, o Williams de Nicholas Lattifi, o Haas de Kevin Magnussen.

Na Q2, Bottas começou com um 1.25,785, ficando a quase meio segundo de Hamilton, com Ricciardo a ser terceiro, na frente dos Red Bull. A partir dali os pilotos calçavam ora os médios, ora os moles, e no final, foi Valteri Bottas o melhor, com Nico Hulkenberg a conseguir surpreender ao ser segundo, entre os carros negros. Em contraste, os Ferrari estavam mal, com Leclerc oitavo e Vettel 12º, um dos que não conseguiram passar para a Q3. O alemão fazia companhia a George Russell, Esteban Ocon, Carlos Sainz Jr e Romain Grosjean.

E o Verstappen ia quase fazendo companhia, com o seu nono tempo, com o Red Bull. E Pierre Gasly fazia o quarto tempo na Q2.

Na parte final da qualificação, com sete dos dez pilotos com moles - Verstappen, Ricciardo e Albon estavam de médios - na primeira tentativa, os Mercedes cilindraram a concorrência, com Hamilton a fazer 1.25,284, um décimo na frente de Bottas... e um segundo face ao resto, com Daniel Ricciardo a ser o terceiro, na frente de Nico Hulkenberg. Os Red Bull, mesmo com médios e a perder tempo na primeira parte da volta, conseguiam ser quinto e sexto.

Na volta final, com Hamilton, Bottas e Riccrdo com médios, e o resto com macios, e resultou para os Flechas Negras... mas com Bottas a fazer melhor que Hamilton, fazendo a pole-position, com 1.25,154. E no terceiro posto, Nico Hulkenberg, excelente no seu Racing Point, na frente de Daniel Ricciardo, Max Verstappen e Lance Stroll. Mas todos eles estavam quase um segundo atrás dos Mercedes. E eles fizeram a volta de médios!

E foi assim a qualificação britânica. Amanhã iria ver-se como seria a corrida, com o composto de pneus que eles tinham em mãos. E num dia mais quente que na semana passada...

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Noticias: Hulkenberg correrá no domingo

Nico Hulkenberg correrá pela segunda vez em Silverstone, uma semana depois de substituir Sergio Perez, que foi anunciado ter o CoVid-19 e teve de cumprir um período de quarentena. Agora, o piloto mexicano cumpriu-a, mas novas análises indicaram que ainda tinha o virus no seu corpo, logo, terá de esperar até que tenha uma análise negativa para ser libertado e poder correr o resto da temporada. 

Eu fico animado por voltar à equipa em Silverstone”, começou por dizer o piloto alemão de 32 anos. “Demos um passo rumo ao desconhecido fim de semana passado, considerando que fiquei afastado da equipe por alguns anos e que pilotei um carro que nunca tinha pilotado antes. Eu aprendi muito sobre o RP20 na semana passada e estou pronto para aplicar essas experiências neste fim de semana. Correr na mesma pista facilita as coisas. Acho que podemos lutar por pontos neste fim de semana, que é certamente meu objetivo. Quero desejar o melhor ao Checo [Pérez] na sua recuperação”, seguiu.

Assim sendo, o piloto alemão vai ter nova chance neste domingo, esperando que ele desta vez possa sair das boxes, ao contrário do que aconteceu da primeira vez, quando sofreu um problema na embraiagem e não largou para o GP da Grã-Bretanha.

Noticias: Racing Point culpada e penalizada

A FIA considerou esta sexta-feira que a Racing Point é culpada no caso das condutas de travão do seu RP20, que foi protestada pela Renault, que a considerava ilegal. Assim sendo, a equipa foi multada em 400 mil libras e retirados 15 pontos no campeonato de Construtores, por causa dos pontos conquistados nas corridas da Áustria, Styria e Grã-Bretanha. A FIA decidiu também que iria excluir a desclassificação porque a violação do desenho quebrou apenas o Regulamento Desportivo e não o Técnico.

A Racing Point tem agora 24 horas para decidir se apela da decisão ou não.

A decisão surge depois dos protestos da Renault, que afirmava que as condutas de arrefecimento de travões, que se tornaram uma peça listada e em 2020, se tornou ilegal. Mas em 2019, tal não era, e a Racing Point adquiriu as informações sobre as condutas de travão do Mercedes W10 de 2019 no ano passado e argumentou que utilizou essa informação para conceber os seus próprios componentes, a partir do zero. Algo que a FIA e a Renault não concordaram.

No final, os comissários desportivos da FIA disseram que a Racing Point sabia que a concepção das condutas de travão para 2020 seria vista como ‘peças listadas’, por isso, “não podia ser concebida utilizando os modelos CAD das condutas de travão do W10 da Mercedes”. A equipa de Brackley foi também investigada no sentido de fornecesse as condutas de travão dianteiras e traseiras do seu W10 para que os Comissários pudessem fazer uma comparação com as peças do RP20, mas no final, a Mercedes foi ilibada de qualquer consequência.

A retirada de pontos por parte da equipa não afeta a classificação geral de pilotos. Contudo, nos Construtores, perde o quinto lugar a favor da Renault.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Noticias: Hulkenberg corre no lugar de Perez

Era o mais óbvio: a Racing Point anunciou na manhã desta sexta-feira que o alemão Nico Hulkenberg correrá no lugar de Sergio Perez nas suas corridas de Silverstone, enquanto o piloto mexicano recupera do coronavirus que lhe foi diagnosticado na quinta-feira. O piloto de 32 anos está de regresso, depois de ter ficado sem lugar no final da temporada passada, quando estava ao serviço da Renault.

"Estava a caminho de Nürburgring para outro projecto quando chegou a chamada do Otmar [Szafnauer]. Isto foi tudo há menos de 24 horas, parece surreal. Mas, gosto de um bom desafio e este é um.”, comentou Hulkenberg sobre como soube que ia ser chamado para correr por duas corridas nesta temporada. 

No comunicado da Racing Point, o chefe de equipa Otmar Szafnauer disse: “Encontrar um substituto para o Sergio não foi fácil, mas temos o Nico que a equipa já conhece bem. Ele aprende rápido e tenho a certeza de que se vai integrar rapidamente”.

E foi o que aconteceu, com o piloto alemão a dar-se bem com o carro, mas no final do dia, ele já se  queixava que o corpo iria pagar por ter estado ausente por muito tempo.

As últimas 24 horas têm sido especiais, loucas e selvagens. Às 16h30 de ontem recebi uma chamada, apanhei o avião e estive a fazer o banco até às duas da manhã. Às oito da manhã [de hoje] estava no simulador e depois vim para a pista” começou por fizer, em declarações ao site f1.com.

"Não tivemos muito tempo porque eu também tive de ser testado [para Covid]. Fui atirado à água aqui. Embora esteja em boa forma, este tipo de forças G, especialmente aqui em Silverstone, com 35 graus é difícil. O meu corpo vai sentir isto amanhã e domingo”, concluiu.

Do outro lado, Sergio Perez terá de ver duas corridas do lado de fora para poder recuperar do CoVid-19, e não deixou de expressar tristeza pelo sucedido, explicando o que aconteceu pelas redes sociais.

Estou muito triste. É um dos dias mais tristes da minha carreira”, começou por dizer. “Segui todas as instruções da FIA e da minha equipa. Depois da Hungria, apanhei um avião privado para o México para visitar a minha mãe durante dois dias, porque ela teve um acidente. Quando ela saiu do hospital pude vê-la e regressei imediatamente à Europa, respeitando todos os protocolos em vigor. Neste momento não tenho quaisquer sintomas, o que mostra o quão vulneráveis somos a isto [COVID-19]”.

Quero agradecer a todos os meus colegas pelo apoio que me deram, à minha equipa, às autoridades, aos adeptos. Fiquem seguros, cuidem de vocês e das vossas famílias, e espero vê-los em breve na pista“, concluiu.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Youtube Formula 1 Video: A maturidade de Lance Stroll

O Josh Revell adora o Lance Stroll (#not). Contudo, ele não é parvo e é o primeiro a reconhecer que tem talento quando venceu nas competições de acesso à Formula 1 como a Formula 3 europeia, pela Prema. Claro, ele afirma que as suas prestações nos dois primeiros anos na Formula 1 não foram grande coisa, aparte o seu pódio em Baku, curiosamente, o último da Williams até agora.

Mas num 2020 complicado, Stroll parece que está a melhorar as suas competências, embora tem de provar mais, que tem estofo de campeão, especialmente quando circulam rumores sobre a possível assinatura de Sebastian Vettel pela estrutura que em 2021 se chamará Aston Martin. 

Assim sendo, o Josh decidiu lançar hoje um video sobre Stroll que, de uma certa maneira, parece redimi-lo. Mas veremos... primeiro, vejam o video para julgaram por vocês mesmos.

Noticias: Perez tem CoVid-19 e não corre em Silverstone

O mexicano Sergio Perez, da Racing Point, testou positivo ao CoVid-19 nesta quinta-feira e não participará nas corridas de Silverstone, quer neste fim de semana, quer no próximo. A noticia foi confirmada no final da tarde pela equipa oficial.

"Perez entrou em quarentena auto-imposta de acordo com as instruções das autoridades de saúde pública relevantes e continuará a seguir o procedimento exigido por essas autoridades", começou por dizer a FIA e a Formula 1 um comunicado oficial.

"Com a assistência do organizador local do Grande Prêmio da Grã-Bretanha, das autoridades locais de saúde e do delegado da FIA COVID-19, uma iniciativa completa de rastreamento e rastreamento foi realizada e todos os contatos próximos foram colocados em quarentena. Os procedimentos estabelecidos pela FIA e pela Fórmula 1 previram a rápida contenção de um incidente que não terá maior impacto no evento deste fim de semana", concluiu.

De acordo com a equipa, Perez está bem e a equipa afirmou que um pequeno grupo de membros de equipa entrou em auto-isolamento depois de ter estado em contacto com o piloto de 30 anos. Um substituto será anunciado antes de começar o fim de semana do Grande Prémio.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Copiar é uma forma de elogio

Os testes recomeçaram esta qurta-feira em Barcelona, mas o carro da Racing Point deu nas vistas nos primeiros testes pelas suas similaridades com o Mercedes W11, bem como os tempos semelhantes aos do caro alemão. Claro, isso deu azo a especulações sobre se o carro é uma cópia bem feita ou algo que deu certo. E Otmar Szafnauer diz que essa é a hipótese mais verdadeira.

Copiamos o Red Bull no passado também, mas fizemo-lo dentro das regras. Então, vimos o que eles estavam fazendo, tiramos fotos, tentamos entender, rodamos no túnel [de vento] e fazemos nós mesmos.", começou por comentar, de forma irónica, à revista americana Racer.

Eu acho que [agora] é diferente. Estamos adicionando pessoas. Em breve teremos 500 [funcionários]. As pessoas que estamos adicionando têm tudo a ver com design, desenvolvimento e fabricação, para que possamos desenvolver os nossos [chassis]. Portanto, embora todo mundo diga que você copiou um Mercedes, é nosso. É o nosso próprio design e é o nosso próprio desenvolvimento. É o nosso próprio modelo de túnel de vento. É o nosso próprio conceito", continuou.

Sim, procuramos ver o que é rápido. Nós pensamos: é rápido, podemos fazer o mesmo. Não é diferente do que fizemos com o Red Bull quando desenvolvemos um conceito de alto nível. Mas o desenvolvimento é nosso. Adicionaremos mais cem pessoas para que possamos continuar nosso próprio desenvolvimento. É um pouco diferente do que eles fazem. Você não pode ter algumas centenas de pessoas e projetar seu próprio carro e desenvolver seu próprio carro. Simplesmente não funciona assim.", concluiu.

Contudo, a ideia de "copiar" formulas vencedoras não é nova. Quarenta anos antes, em 1979, todo o pelotão queria copiar o Lotus 79. Alguns fizeram-no de forma quase idêntica, como o Tyrrell 009. Não foi um mau chassis - deu pódios a Jean-Pierre Jarier e Didier Pironi - e em 1995, o Ligier JS41 era uma cópia quase declarada do Benetton B195, isso porque ambas as equipas eram detidas por Flávio Briatore, e a marca francesa tinha os motores Renault que eles desejavam e conseguiram transferir no final de 1994. E também deu pódios para os seus pilotos, Martin Brundle e Olivier Panis. E para além disso, durante muitos tempo se disse que muitos dos carros da Toro Rosso eram autênticas réplicas dos Red Bull do ano anterior.

Na realidade, nos tempos que correm, não existe muitas chances de apresentar projetos radicais. Todos os carros são idênticos, não iguais, mas idênticos. Muitos observam as formulas vencedoras e tentam ver o que poderão fazer para melhorar desenhos anteriores. Foi sempre assim, e hoje em dia, com as restrições nos regulamentos, qualquer projeto radical não é bem-vindo.

Mas copiar é quase um elogio. Afinal de contas, todos procuram uma formula vencedora, para melhorar as performances dos seus carros em relação à temporada anterior. Especialmente os carros que não se portaram bem nesse ano que passou, querendo corrigir os erros e superar a concorrência. É a eterna luta. Contudo, ainda não sabemos como isto resultará na pista. Será que a Racing Point dará o "pulo do gato" de um meio do pelotão altamente competitivo e superará, por exemplo, a McLaren, quarta classificada no Mundial de Construtores? Não sabemos, ainda. Teremos de esperar porque estes testes não vão revelar grande coisa. 

Só a partir de Melbourne é que teremos certezas.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Apresentações Formula 1 2020 - o Racing Point RP20 Mercedes

No mesmo dia em que o Williams foi apresentado, a Racing Point mostrou as suas cores. Na realidade, tinha mostrado no domingo, mas hoje é que foi a apresentação oficial. Numa altura de transição na equipa - Lawrence Stroll está a caminho da adquirir a Aston Martin e é provável que a estrutura terá um novo nome em 2021 - em termos de duplas de pilotos, tudo está na mesma: Lance Stroll e o mexicano Sergio Perez.

Depois de uma época de 2019 abaixo das expetativas, a equipa acha que com as evoluções positivas no final da temporada passada, podem aspirar a voltar à luta pelo "Top 5". A dupla de pilotos mantêm-se e tem contratos de longa duração, pelo que a estabilidade está garantida. E para além disso, há o investimento em infraestruturas novas em Silverstone, a sua sede.

A equipa vem competindo há 30 anos com diversos nomes [começou como Jordan, passou a ser Midland, Spyker e Force India] e está mais do que pronta para virar equipa de fábrica”, começou por dizer Otmar Szafnauer. “O Lawrence [Stroll] já falou com os funcionários semana passada e deixou claro o objetivo de estabelecer a Aston Martin como uma das equipas de ponta do automobilismo. É empolgante fazer a transição para uma equipa de fábrica e temos praticamente um ano inteiro para fazer essas mudanças, com a maioria delas acontecendo nos bastidores”, continuou.

Contudo, Szafnauer afirma que a mudança não terá impacto na temporada que aí vêm:

Não há impacto imediato na nossa campanha atual [2020]. Vamos seguir competindo como Racing Point até a mudança de nome no começo da temporada de 2021”, continuou.

Em relação ao que se pode esperar para 2020, ele afirma que o objetivo é se quarta classificada no Mundial de Construtores. O que não é fácil, dadas as ambições de McLaren, Renault e Haas, por exemplo. 

Queremos ficar em quarto de forma convincente", começou por afirmar. "Nós queremos ficar mais perto do que nunca do top-3, queremos liderar o pelotão intermédio. Ano passado foi um pouco difícil e terminamos em sétimo, na parte de trás do pelotão intermédio, mas esse ano queremos dar um passo adiante e ficar onde costumamos estar. Para isso, houve muito desenvolvimento ao longo do inverno”, continuou.

Não é fácil porque a concorrência está mais forte. A McLaren fez um trabalho muito bom ano passado e a Renault, com a força de uma montadora e mais de 650 funcionários, não é algo fácil também. Mesmo a Toro Rosso [agora AlphaTauri], com a reação da Honda, esteve muito bem no fim do ano”, concluiu.

Agora, a equipa rodará com o chassis em Barcelona, para os testes coletivos. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

O futuro da Mercedes

A matéria que a Autocar inglesa publica hoje não é nova. Já ando a ouvir isto desde meados de outubro, quando a Julianne Cerasoli colocou a hipótese em cima da mesa. E ela tem autoridade para falar disso, porque é daquelas que acompanha o circo da Formula 1 pelo mundo inteiro. As consequências de uma eventual decisão é que variam: desde a compra da equipa por Wolff, passando pela chegada de Roger Penske, até ao próprio Wolff ir para o lugar que era de Bernie Ecclestone e agora é ocupado por Chase Carey, são muitas as especulações sobre o destino pós-Mercedes. 

A reunião própriamente dita vai acontecer a 12 de fevereiro, mas existem dois factos incomensuráveis: vêm aí novos regulamentos e o automobilismo em si está numa encruzilhada. A Mercedes ganhou tudo o que tinha a ganhar e já provou de uma vez que é uma enorme construtora, com enormes pergaminhos no automobilismo. Mas os tempos mudam. Se for embora, não é para abandonar a competição, mas para ir à grande novidade e que vai definir o século XXI, quer queiram, quer não: a electrificação. A Formula E veio para ficar e é onde estão quase todas as empresas automobilísticas, e a Mercedes não é excepção. E quer ganhar, não só pelo prestigio, mas também porque está a construir toda uma linha de automóveis eléctricos. E também é o desafio de vencer contra uma concorrência muito, mas muito forte e muito vasta.

Mas nos últimos tempos surgiu também outro rumor que anda a engrandecer à medida que os dias passam: a Aston Martin poderá estar à beira de ser comprada. Muitos falam que o interessado é o canadiano Lawrence Stroll, pai de Lance Stroll, e que a Racing Point, que é dele, ficaria com as cores verdes na Formula 1. Contudo, o que se diz agora, e que se calhar, quem ficará com a marca poderá ser Stoll Sr... e "herr Wolff".

Mas nessa reunião do dia 12, a causa imediata são os resultados desapontantes das vendas dos carros de estrada, que claro, fazem um rombo assinalável nas contas. E a Formula 1 é um desporto (muito) caro. Tanto que esta semana surgiram rumores de que o contrato de Lewis Hamilton está a ser renegociado e essas negociações estão paradas por causa do reforço de salário que o piloto pediu. Ora, se não há muito dinheiro, se a Formula 1 é cara e um piloto milionário pede ainda mais dinheiro para continuar a ser campeão... as pessoas ficam um pouco encurraladas. Aliás, a Mercedes quer poupar cerca de 1,4 mil milhões de euros até 2022 e claro, há quem diga que a Formula 1 não pode sair imune.

Contudo, essa eventual saída é apenas como construtor de chassis, porque como construtor de motores, fica todo normal, com tem acontecido desde há mais de um quarto de século. E neste momento, a Mercedes fornece motores à Racing Point, Williams e McLaren, que este ano está num regresso a uma parceria que aconteceu de 1995 e 2014.

Mas a matéria da Autocar fala de algo que ninguém pensou até agora, e que pode ser possível. Fala-se que Wolff poderia ajudar Stroll na compra da Aston Martin, mas ele não pretende ser o CEO da empresa. Contudo, até poderia estar aberto à ideia de Stroll Sr. comprar a Aston Martin, e levar a marca para a Mercedes, que se retiraria e seria rebatizada com esse nome, com Wolff na frente, como está atualmente - e do qual têm dez por cento da estrutura acionista, como tinha Niki Lauda antes de ele morrer, em meio de 2019. E a Racing Point seria vendida para o russo Dimitry Mazepin, pai de Nikita Mazepin. Dimitry é um dos bilionários russos, fez fortuna na área petroquimica, e ele poderia comprar a Raciong Point em conjunto com uma marca - fala-se da chinesa Geely, que tem marcas como a Volvo, a Lotus, entre outras.

É uma aritmética complicada, mas se acontecer, será clarificada com o tempo. 

E Hamilton? Quem conhece a "estória" da renovação do contrato, pode estar a pensar que ele irá para a Ferrari em 2021, aproveitando a reforma (a bem ou a mal) de sSebastian Vettel. Ganhará o salário que quer, será assediado por Charles Leclerc e terá o por do sol que deseja ter, não sabendo se com ou sem título mundial pela Scuderia. 

Quanto a outros projetos, como o Aston Martin Valkyrie ou o Mercedes AMG-One Hypercar... essa será uma parte complicada, caso aconteça a aquisição da Aston Martin por Stroll Sr. Não havendo dinheiro para mais do que um projeto em simultâneo, é provável que esses projetos caiam ou a Mercedes poderá ficar com esse seu projeto, e investir uma parte do dinheiro da Formula 1, em paralelo com o que anda a gastar na Formula E.

Veremos. O que se pode dizer é que esta temporada de 2020 será muito interessante, e muito movimentada neste sentido. 

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Formula 1: Racing Point receia carros lentos

Otmar Szafnauer receia que a nova Formula 1 torne os carros muito lentos. Em declarações à motorsport.com, o diretor técnico da Racing Point afirmou que os carros irão ficar demasiado lentos e até os carros da Formula 2 poderão ter performances semelhantes, se colocarem o teto orçamental antes das novas regras, que entrarão em vigor em 2022:

Se formos seis segundos por volta mais lentos, não é mais Fórmula 1. E podemos chegar ao ponto de temos que desacelerar os Formula 2. [Nessa categoria], 2 milhões de dólares chegam para correr, mas se não tomarmos cuidado em 2021, os carros da Formula 2 nos quais gastamos 2 milhões serão mais rápidos do que nós com os 200 milhões. Há algo errado nisso.”, começou por dizer.

Pessoalmente, eu preferia um tecto orçamental mais baixo. Mas, com isso mais liberdade para desenvolver o carro, como temos hoje. Portanto, se temos um carro com um orçamento mais baixo, os mais inteligentes vencem.

Se temos um design prescritivo, então somos a IndyCar e, se alguém vencer, talvez tenha um piloto, uma equipa de engenharia ou o que for melhor. E não é isso que queremos. Existem outras fórmulas no mundo nestes moldes, e como elas estão?“, interrogou.

Eu concordo com a opinião de [Christian] Horner, que mencionou que deveríamos ter o limite de orçamento antes que as regulamentações mudassem, para que não haja um ano de gastos altos, como será em 2020. Eu teria feito um pouco diferente: primeiro limite de orçamento e só depois novas regras“, concluiu.

As preocupações da Racing Point já foram comentadas por Ross Brawn, que diz não acreditar nos valores referidos por Szafnauer. Contudo, apenas em 2021 é que teremos as respostas a todas as dúvidas colocadas por toda a gente.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Youtube Formula 1 Video: Lance Stroll vale alguma coisa?

Falei por estes dias do Josh Revell, o youtuber neozelandês que descobri neste Natal e faz muito bons videos sobre coisas... excêntricas, e hoje ele lançou um video sobre Lance Stroll. Ele têm uma... não vou chamar obsessão, mas ele acha que o piloto canadiano não é grande coisa e está ali só por causa do dinheiro que o pai investiu para a sua carreira. 

Mas, mais do que ser um video de "rants" anti-Stroll, tem um fundo de... verdade, ou seja, ele fala porque um piloto razoável e esforçado - disso, creio que ninguém tem dúvidas - chegou ao mais alto escalão do automobilismo, e as explicações até são fundamentadas. Assim sendo, recomendo que vejam este video. E depois, vão ver os outros videos do seu canal para darem umas boas risadas.