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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Noticias: Turquia entra no calendário para 2027


A FOM e o governo turco, através do seu ministério da Juventude e Desporto, anunciaram nesta sexta-feira que o circuito de Istambul regressa ao calendário a partir de 2027, num acordo com a duração de cinco temporadas. A Turquia tinha recebido a Formula 1 pela última vez em 2021. 

No anuncio oficial, o presidente da FOM, Stefano Domenicalli, afirmou sobre o regresso do GP da Turquia:

Estamos muito felizes por regressar à incrível e vibrante cidade de Istambul a partir de 2027 para entusiasmar todos os nossos fãs na Turquia e em todo o mundo num dos circuitos mais entusiasmantes e desafiantes da Fórmula 1. Istambul representa uma porta de entrada cultural entre a Europa e a Ásia, oferecendo uma combinação única de história e tradição com uma abordagem inovadora ao desporto, aos negócios e ao entretenimento."

"Gostaria de agradecer a Sua Excelência o Presidente Erdoğan, ao Ministério da Juventude e Desporto, ao Ministério da Cultura e Turismo e à Federação Turca de Automobilismo pelo apoio em garantir o regresso da Fórmula 1. Muitos momentos memoráveis ​​foram vividos na história do nosso desporto no Istanbul Park e estou entusiasmado por começar o próximo capítulo da nossa parceria, dando aos fãs a oportunidade de experimentar corridas ainda mais incríveis num local verdadeiramente fantástico.”, concluiu.

Do lado turco, Eren Üçlertoprağı, Presidente da Federação Turca do Automóvel (TOSFED), membro da FIA, começou por declarar:

É com grande satisfação que anuncio que, graças ao apoio inabalável do nosso Estado e aos intensos esforços, conseguimos garantir o regresso do Grande Prémio da Turquia de Fórmula 1. Gostaríamos de expressar a nossa profunda gratidão a Sua Excelência, o Presidente, ao Ministro da Juventude e Desporto e ao Ministro da Cultura e Turismo, bem como aos seus respetivos ministérios, pelo seu inestimável apoio. Estendemos também os nossos sinceros agradecimentos ao Presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Sua Excelência, o Sr. Mohammed Ben Sulayem, e ao CEO 1, o Sr. Stefano Domenicali."

"Os preparativos para a corrida, agendada para 2027, já estão em pleno andamento. Graças ao pleno aproveitamento dos recursos do nosso Estado, trabalharemos incansavelmente para acolher um evento à altura da Turquia e de Istambul, com bancadas cheias.”, concluiu. 


Uma pista com cerca de 5330 metros, construído em Tuzla, no lado asiático da cidade, o seu traçado apresenta mudanças de elevação dramáticas que desafiam tanto a habilidade do piloto como o desempenho do carro. A mítica curva 8 é um teste incrível de precisão e empenho por parte do piloto, exigindo a sua capacidade de manter a velocidade e o equilíbrio ao longo da sua longa curva para a esquerda.

A Formula 1 chegou a paragens turcas em 2005, com o vencedor nesse ano a ser Kimi Raikkonen, antes de Felipe Massa ganhar três corridas seguidas, entre 2006 e 2008, e já recebeu nove edições, primeiro entre 2005 e 2011, com Sebastian Vettel a ganhar na última edição, antes do governo decidir não renovar o contrato para 2012. Regressado em 2020 e 2021 devido à pandemia de CoVid-19, que reformulou o calendário, as corridas foram ganhas por pilotos da Mercedes: Lewis Hamilton em 2020, Valtteri Bottas em 2021. 

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

A polémica da decisão de Hamilton em parar (ou não)


A grande discussão pós-Istambul tem a ver com o estado dos pneus de Lewis Hamilton após o GP turco, onde os seus intermédios estavam definitivamente carecas, sem capacidade para serem eficazes em pista e colocando até em causa a sua capacidade de ir até ao fim com o mesmo jogo de pneus. A fotografia de Karun Chandhok, que o colocou no Twitter, mostrava que aqueles pneus não estavam em condições e iria perder tempo na parte final. E o seu "timing", a oito voltas do final, fez perder um pódio relativamente certo e pontos na luta contra Max Verstappen, que agora é o novo líder do campeonato, cinco pontos à frente dele.

Como era sabido, quando Hamilton parou na volta 50, depois das conversas via rádio, tinha 11 segundos de vantagem para Charles Leclerc e Sergio Perez, os dois pilotos que acabou por ser batido antes da paragem, mas o engenheiro da Mercedes Andrew Shovlin diz que a equipa receava que o piloto perdesse mais posições sem trocar de pneus. 


Esteban perdeu mais dois segundos nesse curto espaço de tempo até ao fim, e é aí que corre mal. Por isso, vamos verificar novamente, mas temos a certeza de que teríamos perdido esses dois lugares, se não estivéssemos em risco de perder mais”, começou por afirmar, citado pelo site Racefans.net.

Quando vimos Charles a perder [tempo] no Ferrari, podia-se ver que acontecia muito rapidamente. Tínhamos começado a ver Lewis a perder tempo, de qualquer maneira. Nos dados, de repente vimos que aqueles lugares que íamos perder ao fazer a paragem, íamos perder de qualquer maneira na corrida, para Perez e para Charles. E havia mesmo um risco que crescia se começasse a acentuar a curva da perda de tempo. Portanto, foi realmente apenas um caso de cortarmos as nossas perdas e não ficarmos demasiado gananciosos”.

Entretanto, o novelo sobre a contestação de Hamilton foi tal ao longo do resto de domingo que esta segunda-feira, ele foi às redes sociais explicar o sucedido.

"Bom dia, mundo. Eu vi algumas das notícias hoje e acho que exageraram a respeito do que aconteceu ontem em relação à paragem nas boxes [do GP da Turquia]. Não é correto dizer que fiquei furioso com minha equipa.", começou por dizer, nas sua conta no Instagram. "Enquanto equipa, trabalhamos duro para montar as melhores estratégias possíveis, mas conforme a corrida avança, você precisa tomar decisões rápidas com diversos fatores em constante mudança. Ontem nós decidimos ficar o máximo possível na pista com a esperança de que fosse secar [e só aí parar por pneus slick], mas não secou. Eu queria arriscar e ir até o fim, mas foi minha decisão de ficar na pista até aquele momento, só que não funcionou.", continuou.

"No final, decidimos pela parada, a decisão mais segura. Vivendo e aprendendo. Ganhamos e perdemos juntos. Nunca esperem que eu seja calmo e educado no rádio nas corridas. Somos muito apaixonados e, no calor do momento, essa paixão pode extravasar, como acontece com todos os pilotos. Meu coração e minha alma estão na pista. Foi essa paixão que me trouxe até aqui. E toda e qualquer irritação é rapidamente deixada de lado quando conversamos. Já estou de olho na próxima corrida. Hoje é mais um dia para renascer como equipa", concluiu.


A seis provas do final do campeonato, todos os pontos contam, e qualquer decisão contará para um campeonato que é um dos mais equilibrados da última década, ao nível de 2012 e 2016.

Youtube Formula 1 Video: As comunicações de rádio de Istambul

Istambul foi um fim de semana bem chuvoso, mas não só. Desde despistes a sistemas de refrigeração a pingar em sítios onde deviam, bem como alturas onde deveriam parar nas boxes, os pilotos disseram de sua justiça ao longo do final de semana turco. 

domingo, 10 de outubro de 2021

Formula 1 2021 - Ronda 16, Istambul (Corrida)


Correr em Istambul até nem é mau. A pista é das poucas dos quais Hermann Tilke saiu bem, mas a politica estragou um pouco as coisas e foi por causa disso que não a tivemos no calendário de 2011 até ao ano passado, por causa da pandemia. Agora este ano, nova substituição, desta vez devido aos problemas do GP do Japão, que ainda não tinham a doença controlada, e decidiu encerrar todas as competições internacionais de desporto... excepto os Jogos Olímpicos, porque o Comité Olímpico Internacional exigia que os fizessem por contrato.

A cidade é engraçada, mesmo no tempo de outono como aquele. Contudo, pelo segundo fim de semana consecutivo, o tempo iria fazer das suas. A uma hora da corrida, parecia que a chance de começarem com intermédios era real, porque a temperatura não era alta e a pista secava lentamente. Podia ter parado de chover, mas o tempo continuava bem feio... 

E foi o que aconteceu: todos largariam de intermédios, porque, mais do que a pista húmida, fazia frio, e isso não ajudava na velocidade de secagem do traçado

Antes da corrida, havia novidades: Daniel Ricciardo iria trocar de motor, MGU-H e Turbo, acabando pelo seu McLaren fazer companhia ao Ferrari de Carlos Sainz Jr no fundo da grelha. E Lewis Hamilton, prudente, disse que iria "navegar da melhor maneira possível e passar da maneira mais segura". Tudo cautelas e caldos de galinha, portanto.


Na partida, Bottas manteve a liderança, com Verstappen atrás, mas não muito longe, Fernando Alonso sofreu um toque de Pierre Gasly, que o atirou para o fundo do pelotão, estragando uma chance de aguentar Lewis Hamilton. Este passou Sebastian Vettel, mas depois ficou trancado atrás do Alpha Tauri de Yuki Tsunoda e viu escapar Bottas e Max...

Com o passar das voltas, via-se que o piso não secava à velocidade desejada, e iriam ter de ficar com os intermédios para o resto da corrida. E a grande dúvida seria se manteriam ou não a corrida toda. É que com os regulamentos, os pilotos não eram obrigados a irem às boxes em chuva, estavam numa de "liberar geral", digamos assim. Hamilton passava os pilotos que podia até chegar aos da frente, mas não beliscava o seu rival, segundo e a seguir Valtteri Bottas, dependendo da distância.

Contudo, pelo meio da prova, e os pneus a acusarem desgaste - apesar de cair alguma chuva em certos sitios, nomeadamente a curva 9 - os pilotos começaram a pensar sériamente em ficar na pista até que as coindições o permitissem, porque, com intermédios usados ou não, o ritmo era idêntico. E quando Daniel Ricciardo foi o primeiro a usar um novo jogo de intermédios, todos ficaram a ver como é que funcionariam. E quando ele começou a andar melhor que os outros, alguns foram às boxes trocar de pneus. E quem arriscasse, como Sebastian Vettel, viram que iriam ter uma surpresa bem desagradável...


Mas houve gente que quis ficar. Lewis Hamilton achava que não haveria diferenças, apesar dos seus pneus já terem perdido boa parte dos seus sulcos de chuva, e recusou entrar quando a Mercedes lhe disse que era altura, e Max tinha ido às boxes e fazer uma paragem sem falhas, tal como Valtteri Bottas. E ainda por cima, quando quis passar Sergio Perez para poder assim apanhar Max Verstappen, e este se defendeu muito bem, ele não captou os sinais. E de uma certa forma, foi um erro que pagou mais tarde, quando acabou por parar muito perto do fim, e com os pneus perigosamente desgastados. Com isso,m sacrificou um pódio a favor dos Red Bull.

No final, novo vencedor na temporada: Valtteri Bottas lá triunfou depois de... 16 corridas. um pouco estranho, mas aconteceu. E para melhorar as coisas, o finlandês levou tudo para casa, até a volta mais rápida, e o seu respetivo ponto extra. Com os Red Bull atrás dele, eles não perderam tantos pontos como muitos previam, por causa da paragem tardia de Hamilton, que o colocou fora do pódio. E até ficou aflito porque não muito longe dele ficou o Alpha Tauro de Charles Leclerc, que poderia ter ganho... se tivesse parado mais cedo. Ou não tivesse parado de forma alguma, e as condições fossem favoráveis aos seus pneus. Mas quando foi passado por Valtteri Bottas, as coisas modificaram-se bastante...


E no final da corrida turca, Max Verstappen foi para a frente, agora com cinco pontos a separar os dois. A seis provas do fim, os espectadores estão agarrados à cadeira para saber qual dos dois leva a melhor, e isto, de uma certa forma, recompensa aqueles que queriam um duelo digno de Hollywood. Aqui está. Não sabemos ainda como acabará.  

sábado, 9 de outubro de 2021

Formula 1 2021 - Ronda 16, Istambul (Qualificação)


Há mais de trinta anos, a 16ª ronda do campeonato teria marcado o final da temporada. E se fossemos ver as coisas esta forma, estaríamos todos a roer as unhas porque ainda não saberíamos qual dos pilotos é que ficaria com o título, porque neste momento, meros dois pontos separam Max Verstappen de Lewis Hamilton, com vantagem para o piloto da Mercedes. 

Mas estamos bem dentro o século XXI e as coisas mudam. Podem dizer que tem a ver com o dinheiro, com a mudança de proprietários, com a busca de mais dinheiro, mais mercados, ou oura coisa qualquer, mas a Formula 1 caminha alegremente para uma "nascarização" mundial onde dentro em breve, metade dos fins de semana terão Grandes Prémios, e se calhar, quatro fins de semana seguidos, em nome das audiências, e em circuitos sem tradição histórica. Aliás, como era esperado, entre estas corridas, lá foi anunciado oficialmente o segredo aberto: o GP do Qatar, a 21 de novembro.

Com o tempo a anunciar chuva desde o inicio, à medida que se aproximava da hora, a grande novidade era algo que tinha sido anunciado ontem: a Mercedes decidiu trocar de motor no carro do Lewis Hamilton e este iria ter uma penalização de dez lugares. Ou seja, se fizesse a pole, iria largar de 11º. 


E as expectativas para a qualificação, especialmente depois da "torneira aberta" na FP3, afinal, acabou com a pista seca. Tanto que logo de inicio, as coisas estavam boas para colocar pneus slicks. A esmagadora maioria metiam moles para começar a sessão. 

O tráfego era imenso nos primeiros minutos, com alguns pilotos a expressarem dificuldades, especialmente Lewis Hamilton, que quando pisava fora da trilha, quase perdia o controlo do seu Mercedes. Algo que não aconteceu em Yuki Tsunoda, que saiu de pista, mas conseguiu voltar. 

Max Verstappen abriu as hostilidades com 1.26,692, antes de Hamilton responder com 1.26,520, e Bottas melhorar ainda mais. Mas os pneus melhoravam a cada volta, e cedo, foram superados por gente como Fernando Alonso, Charles Leclerc, e Pierre Gasly, este com 1.25,486. Atrás, Nikita Mazepin despistava-se e o seu fim de semana ficava por ali.

No final da Q1, os tempos voavam e alguém ficaria para trás. A grande surpresa, na realidade... eram duas. Primeiro, a passagem de Mick Schmuacher para a fase seguinte, e a não-passagem de... Daniel Ricciardo, o vencedor de Monza, que não conseguiu um tempo razoável. O australiano vai fazer companhia a Nicholas Latifi, Antonio Giovinazzi, Kimi Räikkönen e Nikita Mazepin. E claro, Carlos Sainz Jr.


Chegados ao Q2, a maior parte do pessoal meteu médios, para os usar e fazer funcionar, e os primeiros tempos foram marcados por Bottas, com 1.24,142, para depois ser batido por Verstappen, que depois colocou 1.24,002. Mas Hamilton decidiu ser melhor que todos eles e colocou 1.23,595, mais de meio segundo na frente de toda a gente. Pouco depois, Bottas deu a sua volta e colocou a menos de 0,2 segundos (197 centésimos). E era um 1-2 para os Flechas de Prata. Para melhorar as coisas para eles, Hamilton melhorou o seu tempo para 1.23,082.  

E atrás? Os Alpha Tauri conseguiam meter os seus carros para a Q3, mesmo o Yuki Tsunoda. Lance Stroll também metia o seu carro na Q3, fazendo companhia a Fernando Alonso e Lando Norris. Em contraste, Sebastian Vettel, Esteban Ocon, George Russell e Mick Schumacher ficavam de fora. 

A Q3 começou com os pilotos a usarem os moles, para terem maior aderência, com a grande excepção a ser Tsunoda. E logo de inicio, Valtteri Bottas começou a marcar tempo para ser pole. Hamilton veio a seguir, e quando foi a vez de Verstappen, este não conseguiu fazer bem a última curva, ficou apenas com o terceiro melhor tempo. Gasly era o quarto. 

E a parte final começava com Hamilton a fazer 1.22,868, esmagando o recorde de pista, ao mesmo tempo que Tsunoda fazia 1.24,368. Os tempos não se alteravam e parecia que o poleman... iria ser um piloto que iria ser penalizado. Oficialmente, é Valtteri Bottas quem irá largar do primeiro posto, com Max Verstappen a seu lado. 


Amanhã não deverá chover. Mas nunca se pode garantir a vitória para os Mercedes, apesar de um circuito favorável, como todos viram esta tarde.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

As alterações da Ferrari


Carlos Sainz Jr. vai ter o seu motor trocado em Istambul e terá de largar do fundo da grelha, anunciou a Ferari nesta quarta-feira, numa altrua em que também anunciaram que Mattia Binotto não estará presente em Istambul.

A troca de motor irá acontecer depois do quinto pódio conquistado pelo piloto espanhol em Sochi, numa prova onde até chegou a liderar, em contraste com Charles Leclerc, que também teve a sua unidade motriz trocada, mas por causa das vicissitudes da prova, ficou fora dos pontos, na 15ª posição.

Através do seu comunicado oficial, a Scuderia referiu que, “como foi o caso de Charles Leclerc na Rússia, na Turquia Carlos Sainz terá uma unidade motriz completamente nova, equipada com o novo sistema híbrido. Em resultado, começará na parte de trás da grelha com o objetivo de subir na ordem para tentar ganhar alguns pontos”.

Quanto a Binotto, a razão da sua ausência em Istambul tem a ver com o desenvolvimento do carro do próximo ano. A Scuderia confirmou que ele seguirá todas as sessões e a corrida a partir da Remote Garage, com uma ligação permanente à equipa no circuito turco.

Neste momento, a Scuderia é quarto no campeonato de construtores, com 216,5 pontos, enquanto Sainz Jr é sexto na geral, com 112,5 pontos, resultantes de três pódios, sendo que o segundo lugar no Mónaco o seu melhor resultado da temporada.

Noticias: Tempo instável em Istambul


A alguns dias do GP turco, o boletim meteorológico apresenta instabilidade ao longo do final de semana. Se as coisas na sexta-feira irão estar calmas em Istambul, já para sábado e domingo, as coisas alterar-se-ão bastante por causa da precipitação, que aumentará na madrugada de sábado e serão constantes ao longo desse dia, podendo mexer com a qualificação. 

Mais de 50 por cento de hipóteses de chuva estão previstas à hora do almoço, altura em que se definirá a grelha de partida.

Quanto ao domingo, haverá muita chuva de manhã, mas pela hora da prova, as chances de precipitação diminuirão, logo, a prova poderá acontecer com pista seca ou a secar, o que poderá condidionar um pouco a corrida, numa altura em que Lewis Hamilton e Max Verstappen estão separados por meros dois pontos.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Noticias: Turquia entra no calendário


O GP da Turquia volta ao calendário da Formula 1 em 2021, desta e a 3 de outubro. Depois de uma falsa partida, a 11 de junho, que foi anulada devido ao aumento de casos de CoVid-19 na zona de Istambul, a maior cidade turca, agora regressou aos palcos, depois do anulamento do GP de Singapura, devido às restrições que a cidade-estado aplicou aos turistas este ano.

Após discussões com outros promotores, estamos confiantes de que poderemos viajar para a corrida seguinte ao abrigo dos nossos rigorosos protocolos de segurança. A comunidade de Fórmula 1 continuará a viajar nesta temporada com medidas de segurança rigorosas que nos permitiram viajar em segurança.", começa por dizer a Formula 1 no seu comunicado oficial. 

"Até agora, nesta época, realizámos mais de 44.000 testes com 27 casos positivos, uma taxa de 0,06%, sendo a maioria durante a primeira parte da época. Paralelamente, uma percentagem significativa da comunidade da Formula 1 já foi vacinada e estamos confiantes de que todos terão tido a oportunidade de o fazer até ao final do Verão. Continuaremos a operar de forma a proteger a segurança do nosso pessoal e das comunidades que visitamos.”, concluiu.

Apesar desta colocação no calendário e da vontade da competição fazer 23 corridas nesta temporada, há imensas dúvidas sobre o destino de alguns Grandes Prémios, nomeadamente no Japão, onde as autoridades só tomarão uma decisão depois dos Jogos Olímpicos, que acontecerão em Tóquio no mês que vêm, embora esta semana, eles tenham cancelado o GP do Japão de MotoGP, e as corridas de São Paulo e Melbourne, o primeiro devido ao descontrolo da doença na maior cidade brasileira, e no segundo caso, tem a ver com a restrição da entrada de estrangeiros no país, apesar do adiamento da corrida de março para o dia 15 de novembro. 

terça-feira, 11 de maio de 2021

Rumor do Dia: GP da Turquia cancelado?


O GP da Turquia pode ter sido cancelado. Segundo conta esta tarde o canal local S Sport, a prova, marcada para o fim de semana de 11 e 13 de junho, não se vai realizar, embora ainda não se avance as causas desse cancelamento. Contudo, o facto da Grã-Bretanha, país de origem de oito das onze equipas de Formula 1, não ter recomendado a ida dos seus cidadãos para aquele país devido ao agravamento da pandemia pode ter pesado na decisão. 

Contudo, ainda não há confirmação oficial quer da parte da organização, quer da parte da Formula 1, algo que pode acontecer nas próximas horas ou dias.

O GP turco apareceu no final de 2020 no circuito de Kurtkoy como substituição de diversas provas devido à pandemia. Este ano não apareceu no calendário inicial, mas surgiu como substituto do GP do Canadá, que foi cancelado devido à situação da pandemia nesse país. Assim, resta saber se haverá corrida nessa data ou o calendário encolherá para 22 provas.  

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Formula 1: Canadá sai do calendário, entra Turquia no seu lugar


A Formula 1 acaba de confirmar que o GP da Turquia está de volta ao calendário, em substituição do GP do Canadá, canceladas devido à pandemia no país e a falta de garantias sobre a segurança do pelotão da Formula 1 no circuito de Montreal. Em compensação, a corrida canadiana terá uma extensão de dois anos, até 2031, para compensar este novo cancelamento.

Estamos gratos pelos esforços do promotor e das autoridades no Canadá, Québec e Montreal nas últimas semanas para tentar realizar a corrida e temos o prazer de anunciar uma extensão de dois anos da nossa parceria com o Grande Prémio do Canadá”, lê-se no comunicado oficial da Fórmula 1.

Assim sendo, o GP turco, que acontecerá no circuito Kurtkoy, em Istambul, será realizado no fim de semana de 11 e 13 de junho, a mesma data do GP canadiano. Stefano Domenicalli, o CEO da Formula 1, afirmou estar desiludido com o cancelamento da corrida canadiana, e espera regressar em breve.

Embora seja decepcionante não podermos estar no Canadá nesta temporada, estamos empolgados em confirmar que a Turquia sediará um Grande Prêmio em 2021, depois de uma corrida incrível na temporada passada”, começou por dizer.

Sei que todos os nossos fãs estão entusiasmados com o início dramático da temporada e a Turquia é um grande circuito que oferece excelentes batalhas na pista."

Quero agradecer ao promotor e às autoridades canadianas por todos os esforços realizados nas últimas semanas, mas as restrições nas viagens impossibilitaram os nossos planos. Também quero agradecer ao promotor e às autoridades da Turquia por sua contínua disposição em sediar uma corrida de Fórmula 1 que mostra o grande interesse na nossa competição e a esperança de muitos locais em ter um Grande Prêmio."

Tivemos conversas muito boas com todos os outros promotores desde o início do ano e continuamos a trabalhar de perto com eles durante este período.”, concluiu.

sábado, 16 de janeiro de 2021

Rumor do Dia: Mais três corridas a caminho do cancelamento?


A Formula 1 poderá estar a caminhar para uma segunda versão da temporada de 2020, pois surgiu neste sábado o rumor de que as provas do Mónaco, Canadá e Baku, no Azerbeijão, poerão ser canceladas a favor de provas em Istambul, Mugello e Nurburgring. Ou seja, um calendário bem concentrado na Europa. 

Com o aumento exponencial no número de casos neste inverno - em muitos países se vive uma segunda ou terceira vaga da doença, mais devastadora que as anteriores - as autoridades locais não tem tudo outro remédio senão obrigar as pessoas a ficarem em confinamento geral, com algumas exceções. E com as noticias de que não haverá vacinas em massa até à primavera ou o verão, os próximos três a seis meses poderão ser bem complicados, numa temporada que já viu o adiamento do inicio da temporada, que passou da Austrália, a 21 de março, para o Bahrein, a 28 do mesmo mês. O GP da China também foi adiado, ainda com data a determinar. 

Ainda por cima, nada se sabe qual será a corrida que acontecerá a 2 de maio, que deveria ser preenchida pelo GP do Vietname, que foi cancelado. O candidato mais forte, neste momento, é o GP de Portugal, a decorrer no Autódromo de Portimão, depois de esta semana se ter declarado que existiam "conversações avançadas" nesse sentido.  

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Youtube Formula 1 Video: As comunicações do fim de semana turco

No fim de semana onde Lewis Hamilton conseguiu o seu sétimo título mundial, eis o video onde se colocam as comunicações mais importantes do fim de semana de Istambul.

domingo, 15 de novembro de 2020

Formula 1 2020 - Ronda 14, Turquia (Corrida)


Neste ano estranho em que estamos, e depois do estranho - mas provavelmente previsível - qualificação para este Grande Prémio, onde Lance Stroll conseguiu uma pole-position para a Force In... ooops, Racing Point - não me esquecer que em 2021 irão se chamar Aston Martin -  o dia de hoje era encarado como a segunda pate de um fim de semana que iria ser tudo, menos aborrecido. 

O tempo parecia que não iria colaborar, pois chovia o suficiente para molhar a pisra, mas previa-se abertas para a hora da corrida. Contudo, por causa das baixas temperaturas - estavam 16ºC no asfalto poucos minutos antes do inicio - isso seria insuficiente para secar a tempo. E claro, ninguém se lembrava que hoje era o dia em que Lewis Hamilton poderia ser campeão do mundo hoje, se ele conseguisse mais oito pontos que Valtteri Bottas nesta prova. O tempo era hipnotizante para muita gente...


Mas ainda antes de tudo começar, Antonio Giovinazzi começou por bater com o seu Alfa Romeo no muro de pneus, e ficando preso na gravilha, praticamente comprometendo a sua corrida. Pouco depois, foi George Russell e ter o mesmo destino, mas este foi mais grave, com danos na suspensão e no nariz. Nesta altura, muitos usavam os de chuva - e alguns arriscavam com intermédios - mas pareciam que não funcionavam.

A largada começou com os Racing Point a desaparecer no horizonte, com Stroll na frente de Pere, enquanto alguns pilotos faiam exceletes largas, como Sebastian Vettel, que era quarto em poucas curvas e terceiro no final da primeira volta. Esteban Ocon e Valtteri Bottas, em contraste, despistaram-se na primeira curva e estavam no fundo do pelotão. Quanto a Hamilton, era sexto, bem tranquilo.

Na oitava volta, Charles Leclerc, que era... 14º (!) ia tentar a sua sorte com os intermédios, numa altura em que os Williams tinham os calçados... e pareciam não funcionar Bottas também trocou por intermédios e ia ver se funcionava. Entretanto, na pista, Verstappen e Vettel lutavam pela terceira posição. E na nona volta, era a vez de Sebastian Vettel a ir às boxes e trocar por intermédios, saindo na sexta posição. Logo a seguir, ia Lewis Hamilton trocar por intermédios. Com o passar das volta, o pelotão trocava para intermédios, com os Red Bull a ficar o mais tarde possível na pista para aproveitar os pneus de chuva. Verstappen só foi às boxes na volta 12, e voltou na frente de Vettel e Hamilton, mas atrás dos Racing Point.


Com todo o pelotão já de intermédios, Stroll já tinha doze segundos de vantagem sobre o resto do pelotão, numa altura em que Antonio Giovinazzi parava na berma, sendo a primeira desistência da prova, provocando um Safety Car Virtual. Só voltaram na 16ª passagem pela meta, com Hamilton a atacar Vettel, mas falhou na curva 14, sendo passado por Alex Albon, que depois passou o alemão.

Por esta altura, Max já estava na traseira de Sergio Perez, e o atacava. O mexicano defendia-se da melhor maneira possível, e quando o tentou, na volta 19, perdeu a traseira e fez um pião, acabando por cair três posições, antes de ir às boxes e trocar de pneus, caindo ainda mais. Poucas voltas depois, era Albon que estava na traseira de Perez, mas ele não conseguia passar o mexicano, enquanto ambos se aproximavam de Stroll, que continuava a liderar calmamente.

Na volta 30, o DRS foi ativado, sinal de que era tempo de trocar para secos, com um asfalto que não era fantástico. Albon agora era assediado por Vettel, porque os seus pneus começavam a ficar sem aderência. Contudo, todos ficavam na pista porque não queriam trocar para moles, pois não havia condições para continuar, não havia uma linha seca constante.

Na volta 34, Vettel foi Às boxes para novos intermédios, deixando Hamilton no terceiro posto. Isto porque... Alex Albon fez um pião na Curva 4 e perdeu posições. Três voltas depois, Stroll ia às boxes, perdendo a liderança e mantando os intermédios calçados. Agora, Hamilton estava na traseira de Perez e lutava pela liderança, que o conseguiu no final da volta 37. Stroll dava-se mal com o novo jogo de pneus, caindo para sétimo por causa dos Ferrari. 

As voltas finais começavam a ter problemas com a aderência. A chuva começou a sair a cair, pouco, mas os suficientes para que se pansasse que Hamilton iria às boxes. Mas ficou e arriscou, especialmente, quando tinha quase meio minuto de avanço sobre Perez, que era assediado pelos Ferrari. Foi assim até ao fim, con os pneus no limite, e tornou-se vencedor, e claro, conquistou o sétimo campeonato, igualando Michael Schumacher. Mas o mais interessante aconteceu atrás, quando Leclerc atacou o mexicano e falhou, sendo passado por Vettel. De atacar o segundo posto, acabou quarto e com Sainz jr. colado a si...


Mas foi Hamilton o grande vencedor, o campeão mais do que antecipado. No ano em que bateu todos os recordes, agora tem mais um no seu palmarés, e está determinado a conseguir ser o melhor piloto de todos os tempos. E ainda tem muito mais sumo para dar. E a corrida turca? Foi interessante, mas não um "destruction derby"...   

sábado, 14 de novembro de 2020

Formula 1 2020: Ronda 14, Turquia (Qualificação)


A história da qualificação de Istambul poderá ser resumida por... como começar? Acho que começaria pela véspera. Especialmente quando leio, numa sexta-feira à noite, que diversos carros de turismo andavam a acelerara como loucos na pista situada em Kurtkoy, para ver se ganhava borracha. Eu, que já tenho 35 anos de Formula 1 pelas costas - ou talvez mais - nunca assisti nada tão louco assim. E fui testemunha de dilúvios universais e asfalto a desfazer-se, como o GP da Bélgica de 1985, que teve duas datas, depois de adiarem da primeira ocasião. 

Explica-se de modo simples: a pista levou uma nova capa de asfalto, como aconteceu com Portimão. Mas aqui, não houve muito tempo para consolidar e pior ainda, choveu e fez frio. E logo na sexta-feira, os pilotos queixaram-se de que não conseguiam ter aderência para poder fazer uma volta decente, com alguns a dizerem que era uma "m****". Daí os carros de turismo a fazer horas extraordinárias...


E para piorar as coisas, choveu este sábado em Istambul. Em pleno novembro, não ajuda muito... e claro, as coisas começaram a ficar imprevisíveis. A chuva inclemente que caiu no terceiro treino livre ainda encharcava a pista quando começou a qualificação. E como os pilotos esperavam pelo melhor tempo para circular na pista, os cães passeavam pista fora! Não perguntem se eram mais rápidos que os Williams, que não posso responder.

Que arriscou com os intermédios nesta altura... deu-se mal. Logo, os de chuva eram mais seguros e os primeiros tempos eram feitos acima dos dois minutos, 2.06,115 para Valtteri Bottas. Mas depois voltou a chover e as coisas ficaram piores, tanto que a sessão foi interrompida por meia hora. Pelas 15.55 locais, a pouco mais de uma hora antes do por do sol em Istambul, a sessão regressou, pois a chuva tinha passado.

Mas não por muito: Romain Grosjean acabou na gravilha e a organização colocou a bandeira vermelha pela segunda vez em pouco tempo. Retirado o Haas, todos foram para a pista tentando marcar um tempo para seguir para a Q2, onde no final, os que fizeram companhia a Grosjean foi o seu companheiro de equipa, Kevin Magnussen, os Williams de Nicholas Lattifi e George Russell, e o Alpha Tauri de Daniil Kvyat.

Depois de demorar mais um bocado para tirar o carro de Lattifi, parado na área de escape, a Q2 começou sem chuva e com os tempos a baixarem rapidamente, arriscando até com intermédios. Max Verstappen fazia primeiro 1.57,125, para depois Lance Stroll baixar para 1.55,730. O holandês da Red Bull não fica parado, e baixa para 1.53,486, e melhora para 1.52,036 e não satisfeito, 1.50,293. Quem o acompanhara era os Mercedes de Bottas e Hamilton.

Atrás, a grande surpresa eram os Alfa Romeo, que colocavam os seus carros... na Q3! Em contraste, a Ferrari não se dava bem na chuva e ficava de fora. Para fazer companhia no infortúnio, ficaram o Alpha Tauri de Pierre Gasly, os McLaren de Carlos Sainz Jr e Lando Norris.

Para a fase final, tudo indicava que Verstappen era o claro favorito. Tinha dado o seu melhor, e os Mercedes não pareciam poder responder na mesma moeda. Contudo, colocar pneus de chuva ou intermédios era complicado. O holandês da Red Bull começou com 1.52,326, dando cabo da concorrência, mas logo a seguir, com pneus intermédios, Sergio Perez respondeu com 1.52,037, ficando na frente. E melhorou, fazendo 1.49,321, parecendo que seria ele a surpreender tudo e todos.

Mas não: na sua última oportunidade, Lance Stroll tratou de dar contornos ainda mais incríveis ao marcar 1.47,765 e ficar... na pole-position! Verstappen bem tentou, mas ficou em segundo, 290 centésimos mais lento que o canadiano e relegando Sergio Pérez para terceiro. 


No final, Stroll entrava na história como o terceiro canadiano a fazer uma pole-position, e o primeiro sem ter como apelido "Villeneuve". As condições fizeram lembrar a pole de Nico Helkenberg no GP do Brasil de 2010, a bordo do seu Williams - praticamente de anos depois de acontecer! - tudo isto numa tarde instável em Istambul, do qual promete estar da mesma forma dentro de 24 horas. Se o tempo colaborar, claro... 

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Noticias: McLaren quer ter um bom fim de semana em Istambul


A McLaren chega à Turquia envolvida numa interessante luta pelo terceiro lugar no campeonato de construtores contra a Racing Point e Renault, com a Ferrari à espreita, apenas por causa de Charles Leclerc. Com os dois pilotos absolutamente estreantes na pista turca, Lando Norris e Carlos Sainz Jr esperam voltar a pontuar, como em Imola, mas em melhor posição que o sétimo e o oitavo posto que alcançaram em Imola.

O jovem britânico Lando Norris foi o primeiro a fazer a antevisão da prova:

Istanbul Park será um novo desafio para mim neste fim de semana, pois nunca corri lá antes, mas é uma pista pela qual estou ansioso. Pelo que vi, tem tudo para se tornar numa corrida emocionante. Obviamente, quando as pessoas falam sobre esta pista, mencionam a Curva Oito, o que será um desafio divertido nos carros que temos nesta temporada . A batalha no meio da tabela é renhida, com apenas um ponto separando três equipas. Sei que todos na McLaren vão dar tudo para tentar e fazer o melhor que pudermos neste fim de semana. Esperemos que a pista nos dê mais oportunidades de ultrapassagem do que em Imola, para que possamos tentar marcar alguns pontos importantes.

Para Carlos Sainz Jr, o novo desafio que o espera é importante para aproveitar o máximo do carro e ficar o mais à frente possível dos seus rivais na luta pelo terceiro posto dos Construtores.

Conseguimos marcar pontos importantes nas últimas corridas e a luta pelo terceiro lugar está incrivelmente renhida. Não me lembro de uma batalha tão equilibrada no meio da tabela nos últimos anos. Não podemos perder nenhuma oportunidade e todas as sessões do fim de semana são importantes. Temos de extrair o máximo do carro a partir de sexta-feira e a qualificação pode fazer uma grande diferença para a corrida. Cada pequeno detalhe pode ter um impacto e com apenas quatro corridas pela frente, precisamos manter o foco”.

Acho que ninguém teria previsto que correríamos em Istanbul Park no início do ano, mas é ótimo que o façamos. Outra pista nova para mim e para muitos outros. Parece um circuito interessante da velha guarda que deve fornecer algumas oportunidades de ultrapassagem, e espero que possamos dar um bom show para os fãs e trazer um bom resultado para casa.

No campeonato de Construtores, Norris e Sainz Jr são respectivamente sétimo e oitavo classificado no campeonato, com 69 e 65 pontos, respectivamente. No campeoanto de Construtores, a McLaren tem 134 pontos, menos um que a Renault e igualada com a Racing Point. A Ferrari é sexta, com 103.

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Noticias: Turquia proíbe adeptos nas bancadas


O GP da Turquia, que regressa no dia 15 de novembro, em Istambul, não vai ter público. Isto porque o governo local decidiu proibir a presença de pessoas nas bancadas, dpeois da organização ter dito que pretendia contar com 40 mil no fim de semana da corrida. 

Um porta-voz da Fórmula 1 reagiu ao site racefans.net, na sequência destes acontecimentos: “A nossa época tem sido orientada por uma primeira abordagem à segurança e será sempre essa a prioridade. Na Turquia esperávamos receber adeptos, mas a situação no país significa que já não é possível. Temos de compreender e respeitar a decisão”.

Num calendário totalmente virado de pernas para o ar devido à pandemia do coronavirus, apenas desde o GP da Toscânia é que se tem vindo a autorizar a presença de público nas bancadas, de forma gradual. Em Mugello, estiveram três mil adeptos, enquanto em Sochi, foram mais de 40 mil. O mesmo está previsto para o GP de Portugal, em Portimão, no próximo dia 25 deste mês, duas corridas antes de Istambul.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Rumor do Dia: Formula 1 regressa à Turquia?

Tudo indica que a Formula 1 de 2020 terá 17 provas, com final em Abu Dhabi, a meio de dezembro. Mas até agora, só se conhece o calendário até o dia 1 de novembro, quando a competição correrá em Imola, no GP da Emiglia-Romagna. Contudo, o site Racefans.net afirma hoje que haverá uma corrida na Turquia antes da competição ir duas vezes ao Bahrein, usando duas versões da pista e terminar em Abu Dhabi, a 13 de dezembro, deixando de fora o Vietname.

O circuito de Kurtkoy, que foi usado entre 2005 e 2011, está disponível, e aparentemente, a imprensa local está a dizer que a prova vai ser uma certeza, e acontecerá a 15 de novembro, duas semanas depois de Imola. Contudo, as temperaturas nessa altura do ano andará entre os nove e os 15 graus, logo, haverá maior dificuldade em aquecer os pneus naquela pista.

A seguir, a Formula 1 deverá ir para o circuito de Shakir, onde serão usadas duas versões do circuito, nos dias 29 de novembro e 6 de dezembro, antes da última corrida, a 13. Espera-se um anuncio dentro em breve nesse assunto. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

O regresso dos turcos?

Surgiram esta tarde no Twitter a imagem de uma reunião entre o presidente da Turquia, Reçep Tayip Erdogan, e Chase Carey, o homem que dá a cara pela FOM. E claro, desde logo, surgiram especulações sobre o regresso do GP da Turquia ao calendário, seis depois da sua saída. A corrida turca, apesar de ser disputada num dos melhores circuitos que Hermann Tilke já desenhou - à parte de Sepang - nunca atraiu muita gente para assistir. Nos últimos anos, era o deserto: apenas 25 mil pessoas durante o fim de semana de corridas.

A razão pelo "deserto" pode ser explicado por muitas coisas, mas a politica é uma delas. A ideia de um GP da Turquia sempre foi para mostrar o país ao mundo, especialmente na era Erdogan. No inicio da década passada, os turcos entraram em força no automobilismo, com o rali e a Formula 1. O circuito de Kurtkoy, construído no lado asiático da cidade, era o exemplo dessa projeção da Turquia para o mundo - como as várias tentativas de acolher os Jogos Olimpicos, por exemplo - e claro, isso também serviria para que o governo mostrasse ao mundo a sua visão das coisas. 

Contudo, quando tentaram isso, em 2006, as coisas correram mal. Nesse ano, convidaram o presidente do Chipre do Norte, uma entidade apenas reconhecida pela Turquia, para entregar o troféu ao vencedor, e a FIA detestou isso, multando os organizadores em meio milhão de dólares. O governo, que até então patrocinava em força, perdeu o interesse e quando quis renegociar o contrato, Erdogan negou.

Agora, as coisas são um pouco diferentes. Bernie Ecclestone não está mais por ali, ele quer ser o novo Vizir - há um referendo por estes dias para saber se dão ou não poderes presidenciais - e a Liberty Media quer ter mais circuitos na Europa, largando a Ásia. Que como sabem, tem muitos circuitos, e nenhum é lucrativo.

A reunião, apesar de lá estarem todos os grandes responsáveis do governo local - presidente, ministro dos desportos, proprietário do circuito e o presidente da Federação Automóvel - poderá dar em tudo e não dar em nada. Mas a ideia de que estão a ser explorados novos locais é sinal de que eles estão a mexer-se. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

GP Memória - Turquia 2005

Depois de duas semanas de ausência, a Formula 1 rumava a uma paragens que era totalmente nova no calendário: a Turquia. Um circuito novo tinha sido construido por Hermann Tilke em Kurtköy, no lado asiático da cidade, para albergar o Grande Prémio, e logo desde cedo, parecia que o circuito era desafiante, pois era corrido no sentido contrário dos ponteiros do relógio, e havia especialmente a longa Curva 8, que era feito para a esquerda e podia ser enganadora para o piloto incauto.

Feita a adaptação ao novo circuito, que os pilotos aprovaram, no final da qualificação, Kimi Raikkonen tinha conseguido tornar-se no poleman com o seu McLaren, tendo a seu lado o Renault de Giancarlo Fisichella, que conseguiu superar o seu companheiro de equipa, Fernando Alonso, que ficou com o terceiro lugar. Juan Pablo Montoya foi o quarto, seguido pelo Toyota de Jarno Trulli. Nick Heidfeld e Mark Webber ficaram com o sexto e sétimo posto da grelha, seguido pelo Sauber de Felipe Massa, e a fechar o "top ten" ficaram o segundo Toyota de Ralf Schumacher e o Red Bull de Christian Klien.

Michael Schumacher não marcou qualquer tempo e largava da penúltima posição, devido a um despiste na curva 9 e a troca de motor após a qualificação. Outro dos que foram penalizados foram Takuma Sato, que foi acusado pelos comissários de bloquear o Williams de Mark Webber.

A corrida começou com Raikkonen a manter a liderança, com Alonso a ficar com o segundo lugar, seguido de Fisichella e Montoya. Com o passar das voltas, o finlandês afasta-se do pelotão enquanto que atrás, Michael Schumacher tentava recuperar posições. Só que na volta 14, está na traseira do Williams de Mark Webber quando este fez uma travagem mal calculada e ambos colidiram. O alemão ficou com a suspensão danificada e foi às boxes para poder fazer reparos, enquanto que o australiano substituiu o seu nariz danificado.

Webber voltou para a pista, atrasado, mas durou pouco tempo: cinco voltas depois abandonou, com um furo. Schumacher não durou muito mais, pois acabaria por desistir na volta 32, por causa dos danos sofridos.

Montoya ficou com o segundo posto após a primeira troca de pneus, e aos poucos afastava-se dos Renault. Contudo, na penúltima volta, Montoya aproximava-se do Jordan de Tiago Monteiro quando ambos se desentenderam, com o colombiano a ficar com o difusor danificado, que o fez sair largo na famigerada Curva 8, perdendo o segundo lugar para Alonso, e estragando um pouco a vida ao seu companheiro de equipa... quando a Monteiro, conseguiu levar o carro até ao fim, mesmo ficando no último lugar.

No final, Kimi Raikkonen levou a melhor sobre Fernando Alonso, enquanto que Juan Pablo Montoya ficava com o terceiro posto, provavelmente frustrado com a chance de dobradinha desperdiçada... Giancarlo Fisichella era o quarto, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficavam o BAR-Honda de Jenson Button, o Toyota de Jarno Trulli e os Red Bull de David Coulthard e de Christian Klien.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Os elefantes brancos do automobilismo ecclestoniano

Hoje apareceu na Autosport portuguesa um artigo interessante sobre os circuitos que foram usados para a Formula 1 e que foram deixados ao abandono. E o mais interessante e que isso não é novidade, já têm mais de vinte anos. Istambul, Buddh, Yeongam e Ti-Aida são alguns dos exemplos de pistas onde depois da Formula 1, só ficou o deserto. E o melhor exemplo da megalomania "ecclestoniana", dos vicios dos novos-ricos e das centenas de milhões de dólares que foram deitados fora, semelhante a querer construir a casa pelo telhado...

Lembro-me sempre da história de Yeongam, uma pista no meio de nenhures na Coreia do Sul, e o facto de os espectadores terem muito pouca capacidade hoteleira e que por vezes, os jornalistas acabavam por ficar em motéis pouco recomendáveis, de camas redondas. A saga durou quatro temporadas, até que saiu do calendário, porque as coisas se tornaram num pesadelo para os organizadores e claro, para os governos locais. Mas por exemplo, em 2011, os membros das equipas chegaram ao local e tinham visto que tudo estava tal qual como deixaram no ano anterior... incluindo a comida nos frigoríficos e as embalagens nos caixotes do lixo. Tudo por causa de uma providência cautelar contra a organização, e que impediu de mexer nas coisas de forma preventiva.

Mas o artigo de Luis Vasconcelos lembra de Buddh, na India, que acabou por não vingar por causa da enorme e inepta burocracia indiana que queria cobrar o Grande Prémio como... entretenimento e não como uma manifestação desportiva (de uma certa maneira, quem teve a ideia não deixa de ter razão), e de Istambul, que andou no calendário entre 2005 e 2011, e que o governo local se livrou dele depois de um certo dia, ter sido multada por ter colocado o presidente de uma entidade reconhecida por... ninguém, a não ser os próprios turcos, a entregar a taça ao vencedor da corrida. O incidente aconteceu em 2006, e o senhor em questão era o presidente da "República do Chipre do Norte", a entidade turca que ocupou o norte do Chipre, em 1974, numa invasão do exercito turco para impedir que o país se unisse aos gregos numa "Enosis", apos uma tentativa de golpe de estado por parte da extrema-direita grega.

Como a organização era sustentada pelo governo turco, e depois da multa (avaliada em 8,5 milhões de euros), o governo desinteressou-se de injetar dinheiro para ficar com a pista no calendário. E se de Yeongam e Buddh não lamentamos os tilkódromos, neste caso, sentimos a falta da Curva 8, pois por acaso, este até foi um circuito feliz, bem desenhado, ao nível dos melhores. Só que depois da formula 1, não houve nada de relevante a cair por lá - nem Endurance, nem WTCC, nem o que quer que seja - e o abandono por lá começa a ser evidente.

O caso de Ti-Aida é mais idoso, pois falamos de meados dos anos 90. Duas edições, em 1994 e 1995, de um circuito muito lento e sinuoso, aborrecido e isolado do resto do Japão - lembro que a edição de 1995 foi adiada devido a estragos nas estradas de acesso devido ao terramoto de Kobe - depois disso não trouxe muito mais do que o WTCC, no inicio desta década. Nem sei se as provas locais, como a SuperFormula, visitam aquele local... mas quero acreditar que sim.

Em suma, o legado da Formula 1 nos últimos 15 anos quase faz lembrar os estados falidos e que ergueram obras megalomanas nos tempos das vacas gordas. Mas nada disso impede que o anão negoceie novos circuitos a valores cada vez mais exorbitantes - os alegados 72 milhões de euros por ano que o Qatar poderá dar podem ser um exemplo disso - e esse dinheiro irá para todos... menos os mais necessitados.