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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Apresentações 2026: 4, o Audi R26


A Audi apresenta nesta terça-feira em Berlim o seu chassis para 2026, a primeira debaixo do seu nome, depois de no ano passado ter corrido como Sauber. Com a mesma dupla constituída por Nico Hulkenberg e o brasileiro Gabriel Bortoleto, o objetivo da equipa para a nova temporada será de melhorar as performances da passada temporada, logo chegar o mais possível ao pelotão da frente, para ver se luta por vitórias e títulos em 2030.

Outro grande desafio para a marca alemã é o do seu próprio motor, que o estreará nesta temporada, e do qual será uma página em branco, mesmo tendo alguém como Mattia Binotto na frente do projeto. Ele, que tem a experiência adquirida na Ferrari, onde era o responsável pela área técnica, antes de ser o diretor desportivo da marca italiana. Para além dele, também esteve presente Jonathan Wheatley, que também terá funções de direção na equipa, e o diretor técnico, James Key.


Com um equipamento desenvolvido pela Adidas, a apresentação aconteceu em Berlim, perante uma multidão de convidados. O chassis, batizado de R26, é pintado parcialmente de cinzento e vermelho, com a cauda em preto, com letras vermelhas, e é, de uma certa forma, a seguir as cores da marca. O que se pode dizer é que o chassis foi construído na fábrica de Hinwil, na Suíça, enquanto a nova unidade motriz foi integralmente desenvolvida e produzida em Neuberg, na Alemanha.

Na apresentação, o diretor de equipa, Jonathan Wheatley, afirmou que a Audi não pode dar-se ao luxo de ser complacente e pensar que os resultados vão surgir automaticamente só por ser um grande construtor automóvel.

É preciso ser realista quanto ao ponto de partida e também humilde em relação ao desafio que temos pela frente”, começou por afirmar. “Não se vencem equipas como a Ferrari, a Red Bull, a Mercedes ou a McLaren simplesmente por se aparecer como Audi Fórmula 1. Não é assim que funciona. É preciso um plano. O nosso plano é tornar-nos primeiro desafiantes, depois competitivos e, por fim, campeões. É importante encarar isto como um percurso e que as pessoas compreendam essa jornada.

Questionado sobre como andam as coisas até este momento, Mattia Binotto afirmou que as coisas tem corrido calmamente na evolução do carro.

Até agora, tudo tem corrido bem. Porque é que tem corrido bem? Penso que é por causa do empenho da Audi. A Audi tem-nos apoiado muito desde o primeiro dia, desde o primeiro dia zero, estando realmente totalmente comprometida com o nosso projeto, apaixonada por ele, diria eu. Quando se sabe que se tem o total apoio da marca, o total apoio da direção e que nos dão os meios necessários para executar o plano, isso é o mais importante no final do dia. E executar um plano, há sempre dias bons e dias maus. Isso faz parte do trabalho. Mas, no geral, acho que até agora, está ótimo.


Já o diretor técnico, James Key, considera que a Audi tem o que é preciso para ter sucesso a longo prazo. E questionado no lançamento do chassis sobre se achava realista o objetivo traçado para a temporada de 2030, respondeu:

Vendo a ambição por trás da equipa e o plano que temos pela frente, gosto de acreditar que é absolutamente realista. Estamos a dar-nos algum tempo porque somos realistas. Sabemos que ainda não temos tudo no sítio e que precisamos de estar no nosso melhor o mais rapidamente possível. Mas também reconhecemos que todas as equipas são concorrentes diretas da Audi. Já não existe o chamado ‘meio do pelotão’. Por isso, temos de estar lá. E, naturalmente, estamos a analisar que passos precisamos de dar para termos a melhor oportunidade de alcançar esse objetivo. É uma ambição muito clara, não só da nossa parte, mas de toda a estrutura.”, concluiu.

terça-feira, 6 de maio de 2025

As alterações da Audi F1


A um ano da chegada da marca alemã na Formula 1, a Audi revelou mais mudanças na estrutura da sua equipa, quando estamos a menos de um ano da sua estreia na categoria máxima do automobilismo. Mattia Binotto a ter mais poder na estrutura, Jonathan Wheatley é o diretor das operações em pista, e Adam Baker deixou a equipa por acordo mútuo, cedendo a sua posição a Christian Foyer, que assumirá o cargo de director de operações e as responsabilidades anteriormente detidas por Baker. O cargo de Diretor Executivo foi eliminado.

Como é sabido, a partir de 2026, a Sauber assumirá a identidade da marca de Ingolstadt, passando a ter unidades de potência construidas numa fábrica em Neuberg, onde o construtor germânico tem o seu departamento de motores.

Com os seus pilotos à partida definidos - o alemão Nico Hulkenberg e brasileiro Gabriel Bortoleto - resta saber se eles irão conseguir dar um pulo em termos de performances na próxima temporada, eles que só conseguiram como melhor resultado um sétimo lugar no GP da Austrália, primeira corrida da temporada.

terça-feira, 23 de julho de 2024

Noticias: Binotto contratado pela Audi


O italiano Mattia Binotto regressa ao ativo como o chefe do projeto Audi para a temporada de 2026. O anuncio foi feito esta terça-feira e a sua nomeação será efetiva a 1 de agosto, ocorre antes da época de estreia da Audi em 2026, e também após as saídas, nos últimos dias, do diretor-executivo da Sauber, Andreas Seidl - que saiu da McLaren para assumir este projeto - e do presidente Olivier Hoffmann.

Estou muito satisfeito por termos conseguido recrutar Mattia Binotto para o nosso ambicioso projeto de Fórmula 1”, disse o CEO da Audi, Gernot Doellner. “Com a sua vasta experiência de mais de 25 anos na Fórmula 1, ele poderá, sem dúvida, dar um contributo decisivo para a Audi. O nosso objetivo é trazer todo o projeto de Fórmula 1 para a velocidade da Formula 1 por meio de estruturas de gestão claras, responsabilidades definidas, interfaces reduzidas e processos de tomada de decisão eficientes.

Binotto esteve na Ferrari desde 1995, chegou a diretor em 2019 e lá ficou até 2022, altura em que foi substituído por Frederic Vasseur, após uma temporada dececionante. A Sauber, que será Audi em 2026, é atualmente a única equipa sem pontos nesta temporada, e o carro de 2024, o C44, tem tido dificuldades significativas, sendo a única equipa sem pontos esta época e apresentando um fraco desempenho devido a problemas operacionais. Muitos especulam que estes maus resultados tenham levado às saídas de Seidl e Hoffmann.

Com a chegada de Binotto, este poderá ser o trunfo que falta para atrair Carlos Sainz Jr para a equipa, que alegadamente anda a hesitar em assinar pela equipa alemã e ficar ao lado de Nico Hulkenberg, que já foi contratado para correr pela equipa alemã em 2025.  

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Noticias: Arnoux não perdoa Binotto


O francês René Arnoux, antigo piloto da Ferrari entre 1983 e 1985, não perdoa Mattia Binotto pela oportunidade perdida de conseguir os títulos de pilotos e Construtores na Ferrari. Numa entrevista à Gazzetta dello Sport, o ex-piloto de 74 anos, com passagens por Martini, Surtees, Renault e Ligier, disse ter ficado “bastante triste ao ver uma Ferrari muito competitiva deixar o campeonato escapar”.

Os erros que cometeu, para mim, na Fórmula 1 são imperdoáveis”, começou por dizer Arnoux sobre o antigo chefe de equipa da Ferrari. “Nunca estive do lado de Binotto. Alguém que diz ‘Será melhor no próximo ano, será melhor no próximo ano’, não merece esse lugar. Binotto deveria ter sido substituído há vários anos”, continuou.

O piloto francês admitiu que “pode-se ou não gostar de Jean Todt, mas nunca teria dito: ‘Será melhor no próximo ano’. Ganhou, e quando ganhou, pensou no próximo ano, mas há poucos Todt e Ron Dennis”.

Em relação de Fred Vasseur, o homem que estará à frente da equipa italiana no lugar de Binotto, mas afirmou que foi bom na Alfa Romeo, mas a Ferrari será um desafio diferente, bem maior do que era. 

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Noticias: Leclerc e Sainz Jr homenageram Mattia Binotto


Um dia depois da Ferrari ter dito que Mattia Binotto sairia do seu cargo na Scuderia, os seus pilotos, Charles Leclerc e Carlos Sainz Jr, aproveitaram as redes sociais para o homenagearem, agradecendo os serviços prestados e os triunfos ao serviço da cara de Maranello. 

Na sua conta oficial do Instagram, o monegasco agradeceu os momentos que passaram juntos: 

"Obrigado por tudo, Mattia. Passámos quatro anos muito intensos juntos, cheios de grande satisfação e também, inevitavelmente, momentos que nos testaram. A minha estima e respeito por ti nunca diminuiu, e sempre trabalhámos com total dedicação para atingir os mesmos objetivos. Boa sorte para tudo.", concluiu.

Já Carlos Sainz Jr também aproveitou as redes sociais para prestar homenagem ao agora seu ex-chefe da equipa.

Grazie Mattia. Foi um prazer trabalhar ao seu lado para impulsionar a equipe e a nós mesmos em todos os momentos. Obrigado pelas ótimas lembranças e momentos que compartilhamos dentro e fora da pista. Tudo de bom em seus futuros esforços!

O seu sucessor será conhecido até ao final do ano.

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Noticias: Binotto sai da Ferrari


Fim das especulações das últimas semanas: Mattia Binotto saiu da Ferrari. O agora antigo diretor desportivo da Scuderia demitiu-se da equipa de Maranello depois de 28 anos de bons serviços, primeiro como engenheiro, depois como dirigente, primeiro do lado técnico, e depois como diretor geral, cargo que ocupava desde janeiro de 2019, substituindo Maurizio Arrivabene

Com o pesar que isto implica, decidi concluir a minha colaboração com a Ferrari. Deixo uma empresa que amo, da qual faço parte há 28 anos, com a serenidade que advém da convicção de ter feito todos os esforços para atingir os objetivos estabelecidos. Deixo uma equipa unida e em crescimento. Uma equipa forte, pronta, estou certo, para atingir os objetivos mais elevados, para os quais desejo tudo de bom para o futuro. Penso que é correto dar este passo neste momento tão difícil como esta decisão tem sido para mim. Gostaria de agradecer a todas as pessoas da Gestione Sportiva que partilharam comigo esta jornada, feita de dificuldades, mas também de grande satisfação”, disse Binotto, no comunicado oficial da equipa.

Gostaria de agradecer a Mattia pelas suas muitas e grandes contribuições ao longo de 28 anos com a Ferrari e particularmente por conduzir a equipa de volta a uma posição de competitividade durante este último ano. Como resultado, estamos numa posição forte para renovar o nosso desafio, sobretudo para os nossos fantásticos fãs em todo o mundo, de ganhar o derradeiro prémio no desporto automóvel. Todos aqui na Scuderia e na comunidade Ferrari em geral desejam a Mattia o melhor para o futuro” disse o CEO da Ferrari, Benedetto Vigna.

Binotto chegou à Ferrari em 1995, como engenheiro estagiário, indicado para a equipa de testes, passando para a principal em 1997, durante o período feliz da Scuderia, onde ganhou os títulos de pilotos e Construtores, com gente como Ross Brawn, Rory Bryne e Jean Todt na estrutura, e pilotos como Michael Schumacher, Eddie Irvine e Rubens Barrichello como pilotos.

Em 2007, tornou-se responsável pelas operações da Unidade motriz, e sete anos mais tarde, em 2016, foi nomeado Diretor Técnico-Chefe da Scuderia.

No seu tempo em que foi o diretor de equipa, a Scuderia passou por dificuldades devido aos problemas que teve com a FIA por causa das suas unidades de potência, que foram resolvidas num acordo secreto que aconteceu de forma extra-judicial, e que resultou num decréscimo de potência em 2020 e 2021. Contudo, com a apresentação do novo carro para a temporada de 2022, existiam legitimas esperanças de que a Ferrari poderia sair beneficiada e os resultados do início da temporada pareciam apontar que eles poderiam ir no bom caminho. Contudo, a Red Bull ultrapassou as suas dificuldades com alguma facilidade e no final da temporada, a Ferrari ficou num distante segundo lugar quer no campeonato de pilotos, quer no de Construtores, deixando de ser uma ameaça aos Red Bull. 

O novo diretor da equipa será anunciado até ao final deste ano, embora se fale nos bastidores de que Frederic Vasseur poderá ser o favorito ao lugar.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Rumor do Dia: Binotto sai da Ferrari, Vasseur no seu lugar


A imprensa italiana fala nesta terça-feira que Mattia Binotto está de saída da Ferrari, sendo substituído por Frederic Vasseur, que neste momento é o diretor desportivo da Sauber Alfa Romeo. Apesar de Maranello já ter negado os rumores de saída, poucos acreditam nisso.

Em relação à especulação em certos meios de comunicação sobre a posição de chefe de equipa da Scuderia Ferrari, Mattia Binotto, a Ferrari afirma que estes rumores não têm fundamento”, pode-se ler no comunicado lançado pela formação de Maranello, nesta terça-feira.

Binotto não esteve em Interlagos, mas oficialmente, a Scuderia afirma que ele está empenhado no desenvolvimento do projecto de 2023. A troca seria oficializada em janeiro, numa altura em que na Sauber, esta foi comprada pela Audi e eles entrarão a tempo inteiro em 2026.

O curriculo de Vasseur, atualmente com 54 anos, é basto. Começou a sua carreira como diretor nas categorias de base, chegando na GP2 em 2004, onde foi comandar a ART e foi campeão, primeiro com Nico Rosberg, em 2005, e depois com Lewis Hamilton, em 2006.

Em 2016, foi para a Formula 1, ao serviço da Renault, mas deixou a equipa algum tempo depois, após desentendimentos com Cyril Abiteboul acerca do que a equipa precisava para lutar por vitórias. Seguiu para a Sauber, onde primeiro colocou ordem na casa, e depois trouxe a Alfa Romeo para uma parceria que a colocou no meio do pelotão. Depois, ajudou a fazer o negócio com a Audi para que este ficasse com a equipa a partir de 2026. 

Quanto a Binotto, que é um funcionário de longo curso na Scuderia - era o diretor tecnológico da marca, ajudando no desenvolvimento dos motores antes de ficar com o lugar em 2019 - ao longo da sua passagem pela Ferrari, ficou marcada por algumas más decisões, especialmente com alguns erros da parte de Charles Leclerc. Para além disso, a polémica dos motores no final de 2020, com um acordo secreto com a FIA, do qual nunca foi divulgado o seu conteúdo, apesar dos apelos da Mercedes e Red Bull.

A Ferrari não ganha campeonatos de pilotos desde 2007, e desde então assistiu aos domínios da Red Bull e da Mercedes. 

terça-feira, 13 de setembro de 2022

O desinspirado Mick Schumacher


As pessoas criam expectativas sobre os filhos dos grandes pilotos. Nem todos sabem bem. Max Verstappen é uma enorme excepção porque o seu pai era modesto, ou seja, aconteceu ao contrário. E refiro isto por causa de Mick Schumacher, o alemão filho de Michael Schumacher, sete bexes campeão do mundo e agora na Formula 1 pela Haas, desde 2021. A temporada atual está a correr bem para ele, porque já conseguiu 12 pontos, mas sempre esteve atrás de Kevin Magnussen, seu companheiro de equipa, e que regressou à Formula 1 depois de um ano fora. E neste seu ano de regresso, conseguiu... 22 pontos, mais 10 que o alemão.

Daí se dizer que a Ferrari o irá dispensar dos seus serviços no final desta temporada e quererá colocar outro piloto seu em 2023. Quem? O candidato é o russo-israelita Robert Shwartzman, que atualmente é o seu piloto de testes. 

Por estes dias, Mattia Binotto, o diretor desportivo da Ferrari, elogiou o piloto pelas suas capacidades, e expressou pena por ele não ter uma temporada competitiva em 2022, depois de ele ter corrido na Formula 3 e Formula 2. 

"O Robert é um piloto fantástico. Sempre que pilotou um Formula 1 tem sido muito rápido. Há pilotos que talvez sejam bons na Formula 3, Formula 2 e depois não são bons o suficiente na Formula 1. Acho que Robert é o oposto. Ele tem bom na Formula 3, Formula 2, mas ele é muito, muito forte na Formula 1, e é uma pena para ele não ter um lugar neste momento.", começou por dizer. 

"Esta época, trabalhou muito no simulador, ajudando a nossa equipa no desenvolvimento do carro atual. Acho que, como piloto, melhorou, desenvolveu as suas próprias capacidades e hoje está muito mais maduro, que até há um ano, e por isso acho que é um piloto que merece um lugar. Sabemos que é muito difícil neste momento, mas espero que no futuro isso possa acontecer", concluiu.

Apesar dos elogios a Shwartzman e as dúvidas sobre Schumacher, Bintotto espera que ele melhore nos próximos tempos, o suficiente para poder merecer mais uma temporada ao serviço da Ferrari Driver Academy. 

"A Ferrari Driver Academy é um pilar muito importante da nossa equipa e vamos continuar a investir muito nela. Acreditamos que é importante desenvolver os melhores talentos e procurar o futuro, para tentar encontrar os melhores talentos para a Ferrari. Com o Mick, como dissemos no início da temporada, é importante que esta temporada melhore. Vamos, dentro de algumas corridas, sentar-nos com ele, fazer um balanço da temporada, e vamos fazê-lo também em conjunto com a Haas e decidir o seu futuro", apontou o italiano.

Quem lê isto nas entrelinhas sabe que Schumacher não brilha, mas também não é um mau piloto. Se calhar tem mais cara de ser um Bruno Senna, que esteve na Formula 1 há uma década, e depois de três temporadas, não deslumbrou, indo para a Formula E e a Endurance. Ou seja, fora de um determinado lugar, e numa competição de elite como é a Formula 1, as suas chances de ganhar um lugar por mérito próprio não são muitas. Bem pelo contrário. 

E se a Ferrari não o quiser, então provavelmente, terá de se fazer pela vida. O que não falta são competições. 

quarta-feira, 25 de maio de 2022

As dificuldades de Carlos Sainz Jr.


Carlos Sainz Jr não tem tido uma temporada fácil. Depois de dois pódios nas primeiras corridas, as desistências em Melbourne e Imola, este último por causa de um acidente com o McLaren de Daniel Ricciardo, e o quarto posto em Barcelona, atrás dos Red Bull e do Mercedes de George Russell, ele está agora na quarta posição, com metade dos pontos do atual líder, Max Verstappen.

Apesar das criticas e de terem começado a aparecer as dúvidas sobre a sua capacidade de condução, o piloto espanhol afirma que está a aprender com seus erros enquanto luta para se adaptar ao Ferrari deste ano. "Isto é um novo desafio na minha carreira na Fórmula 1 e eu estou a ser obrigado a pensar fora da caixa, sair da caixa. Com estes tipos de erros, trata-se de aprender coisas que tenho de aprender, focar-me para tentar encontrar soluções e tentar dar a volta o mais rápido possível.", começou por afirmar.

O incidente na mais recente corrida, em Barcelona, onde acabou por fazer excursão por fora da pista, foi a mais recente de uma série de erros durante a sua temporada de 2022. "Houve uma combinação de infortúnios e erros do meu lado, o que também conta. Mas acho que no futuro ou vou dar a volta de uma vez ou vou virar pouco a pouco e só preciso manter o foco", sublinhou o piloto espanhol.

"Penso que é percetível pelas camaras e de todos os lados que eu ainda não estou lá com o carro em comparação com o ano passado. Não estou a pilotar naturalmente, o carro é um pouco pontudo demais para o meu gosto. Mas é o que é. Mas ou adaptamo-nos ou podemos a adaptar o carro mais ao nosso gosto. Essas duas coisas levam tempo e levam conhecimento e experiência, exigem erros, é preciso passar pelo processo por tentativa e erro. É neste processo que estou agora e é isso que vou tentar corrigir o mais rápido possível", continuou.

O forte início de temporada do monegasco Charles Leclerc está a impressionar impressionou Sainz, que disse que ele está a "pilotar a um nível muito alto. Ele está a realizar grandes tempos, muito impressionantes nas voltas, mantendo-se agressivo com a sua maneira de pilotar e eu só posso admirar e, de certa forma, copiar e noutros casos tentar colocar o carro um pouco mais ao meu gosto para ser mais rápido e é isso. Às vezes, é assim e, como piloto, só precisamos passar pelo processo e de nos desafiarmos", concluiu.

Mattia Binotto, o diretor-desportivo da Scuderia, fala que a diferença de desempenho de ambos pode estar nas afinações que cada um dos seus pilotos usa no seu monolugar, que são distintas. "O Charles está realmente a pilotar muito bem e a fazer uma temporada fantástica até agora", começou por dizer Binotto à Sky Sports. "Ele é capaz de lidar com uma afinação muito agressiva que talvez o Carlos, no momento, não possa adotar. Acho que o Carlos precisa de um pouco mais de experiência."

A Formula 1 prossegue neste final de semana nas ruas do Mónaco. 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Binotto: "Estou orgulhoso do trabalho que foi feito no design do F1-75"


Depois de apresentado o SF-75 para o mundo, onde todos puderam ver um carro que eles afirmaram ser "radical" por causa do seu bico e das suas entradas de ar laterais, bem como o redesenhar do seu motor, Mattia Binotto, o diretor desportivo da Scuderia, afirmou que este carro foi uma maneira da equipa ter saído fora da caixa e desenhado um carro radical, no sentido de encurtar distâncias para a Red Bull e a Mercedes, que foram as duas primeiras na classificação geral em 2021. 

E espera que nesta temporada, todos os esforços da equipa sejam recompensados com o regresso aos triunfos, do qual estão arredados desde 2019. 

“Devo dizer que definitivamente colocamos a nossa alma neste carro. Estou orgulhoso do trabalho que foi feito no design do F1-75. Invocou todo o nosso know-how, a nossa criatividade e sobretudo o nosso empenho. Isso é o que eu chamaria de uma Ferrari ‘corajosa’, porque interpretamos as regras pensando fora da caixa”, começou por dizer.

Nós seguimos uma nova direção em 2019 e mesmo que tenha havido alguns momentos difíceis ao longo do caminho, ele trouxe uma equipe mais forte e unificada e este carro é a expressão perfeita de todos os nossos esforços”, continuou.

Agora é a hora de enfrentar a concorrência. Esse é o melhor desafio e é o que o torna mais apaixonante. Eu gostaria que o F1-75 estivesse pronto para a luta na pista em todos os GPs para enfrentar nossos rivais, com o objetivo de ser o melhor. Temos uma responsabilidade com nossa empresa e nossos parceiros, mas acima de tudo, gostaria que este carro fosse capaz de funcionar de tal maneira que nossos fãs pudessem mais uma vez se orgulhar da Ferrari”, concluiu. 

Já nas reações dos pilotos, Charles Leclerc ficou muito entusiasmado com a aparência do novo carro e espera que seja competitivo em pista. “É uma grande oportunidade, as expectativas de todos são muito altas”, disse o monegasco na apresentação do F1-75. “Acho ótimo. Vou adorar ainda mais se for rápido na pista, mas adoro o visual”.

Já Carlos Sainz Jr. afirma que que o carro parece ser radical e agressivo. “Acho que parece agressivo, radical e também bonito. Só espero que seja rápido. É diferente, é pensar fora da caixa”.

O carro fará um "shakedown" amanhã, antes dos testes de pré-temporada, que começarão em Barcelona dentro de uma semana.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Noticias: Binotto desmente rumores de Todt


Com Jean Todt de saída da FIA, surgiram rumores de que a Ferrari o quer para ser seu conselheiro. Antigo direto desportivo da marca entre 1993 e 2008, onde alcançou seis títulos mundiais - cinco para Michael Schumacher e um para Kimi Raikkonen - o jornal Corriere della Sera afirmou que a Scuderia de Maranello o pretende que diga qual é o melhor caminho para voltar ao topo.

Em Abu Dhabi, antes do último final de semana do ano, Mattia Binotto afirmou que tais rumores não passam disso: rumores, embora não feche a porta para um futuro onde Todt possa colaborar com a equipa.

Ouvi e li sobre algumas especulações a esse respeito”, explicou Binotto na conferência de imprensa nesta sexta-feira. “Até agora, são apenas especulações. Pessoalmente, trabalhei com Jean Todt, ele tem sido meu chefe, penso que aprendi muito com ele. Tem sido uma honra trabalhar com ele e digo que o que quer que aconteça no futuro, será uma honra trabalhar com ele, porque ainda acredito que, assim como Mekies e como equipa, há muito ainda a aprender”.

Todt vai sair da FIA depois de doze anos como presidente, e na corrida presidencial do próximo dia 17 estão dois candidatos: o árabe Mohammed Bin Sulayem, antigo campeão de ralis do Médio Oriente, e Graham Stoker, britânico e vice-presidente de Todt na estrutura.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

As alterações da Ferrari


Carlos Sainz Jr. vai ter o seu motor trocado em Istambul e terá de largar do fundo da grelha, anunciou a Ferari nesta quarta-feira, numa altrua em que também anunciaram que Mattia Binotto não estará presente em Istambul.

A troca de motor irá acontecer depois do quinto pódio conquistado pelo piloto espanhol em Sochi, numa prova onde até chegou a liderar, em contraste com Charles Leclerc, que também teve a sua unidade motriz trocada, mas por causa das vicissitudes da prova, ficou fora dos pontos, na 15ª posição.

Através do seu comunicado oficial, a Scuderia referiu que, “como foi o caso de Charles Leclerc na Rússia, na Turquia Carlos Sainz terá uma unidade motriz completamente nova, equipada com o novo sistema híbrido. Em resultado, começará na parte de trás da grelha com o objetivo de subir na ordem para tentar ganhar alguns pontos”.

Quanto a Binotto, a razão da sua ausência em Istambul tem a ver com o desenvolvimento do carro do próximo ano. A Scuderia confirmou que ele seguirá todas as sessões e a corrida a partir da Remote Garage, com uma ligação permanente à equipa no circuito turco.

Neste momento, a Scuderia é quarto no campeonato de construtores, com 216,5 pontos, enquanto Sainz Jr é sexto na geral, com 112,5 pontos, resultantes de três pódios, sendo que o segundo lugar no Mónaco o seu melhor resultado da temporada.

quarta-feira, 10 de março de 2021

Apresentações 2021 (10) - O Ferrari SF21


A Ferrari deixou que os outros mostrassem os seus carros para poder apresentar o seu. O chassis SF21 foi hoje mostrado, em Maranello, numa apresentação virtual, com a mudança subtil na pintura, e as evoluções que lhe foram feitas para a nova temporada nas áreas permitidas, desde o motor, que é completamente novo, até à aerodinâmica e, na extremidade traseira, zona onde foram utilizadas as duas fichas de desenvolvimento permitidas nos regulamentos.

Os pilotos já eram conhecidos: ao monegasco Charles Leclerc junta-se Carlos Sainz Jr, vindo da McLaren.

Mattia Binotto, o diretor desportivo, começou por explicar sobre a nova decoração do SF21: “A traseira faz lembrar o vermelho borgonha do primeiro Ferrari, o 125 S. Mas à medida que se dirige gradualmente para a zona do cockpit, transforma-se no vermelho moderno que temos utilizado nos últimos anos. Esta época apresenta-nos muitos desafios e, através desta decoração, visualmente, começamos de novo e a partir do nosso passado, dirigimo-nos para o futuro”.

Quanto aos defeitos do ano passado em termos de chassis e motor, Binotto afirma que os problemas foram identificados. “Penso que no ano passado a questão principal foi a velocidade nas retas, não só a potência, mas também a potência e o arrasto. Com base nas nossas simulações, e o que podemos ver em termos de potência do dinamómetro, e o arrasto do carro no túnel de vento, penso que recuperámos bastante velocidade nas retas”, comentou.

O SF21 estará em pista amanhã no Bahrein para um dia de filmagens, antes dos testes colectivos do final de semana. 

sábado, 22 de agosto de 2020

Noticias: Binotto satisfeito com o Acordo de Concórdia

Mattia Binotto, o responsável da Ferrari, considera-se satisfeito com o resultado do novo Acordo da Concórdia, assinado esta semana, pois de uma certa maneira, conseguiu manter alguns dos privilégios que a Scuderia pediu ao longo do tempo, devido ao facto de ser a equipa mais antiga do pelotão. Um desses privilégios foi o direito de veto sobre as mudanças aerodinâmicas e de motores no futuro.

Conseguimos o essencial para nós, que era manter a importância da nossa marca na Fórmula 1”, começou por dizer em declarações à Sky Sports F1. “Mantivemos o direito de veto que é importante para a Ferrari, porque a marca representa a Fórmula 1 e a sua história. Todas as dez equipas assinaram, o que é muito positivo, mostrando que estamos todos dispostos a olhar de forma positiva para o futuro do desporto”, concluiu Binotto.

Apesar disso, e de todas as equipas terem assinado o novo Acordo, isso não afasta do facto de a Scuderia não estar nas boas graças devido aos maus resultados nos últimos anos, e não ter ganha qualquer título desde 2007 nos pilotos, e 2008 nos Construtores. 

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Um projeto condenado à partida

Com a cabeça definitivamente no cepo, Mattia Binotto admitiu por fim que o SF1000 poderá ter sido construído com "conceitos defeituosos". Numa entrevista à Gazzetta dello Sport, o chefe da Scuderia admite que não vai ser fácil sair desta situação, especialmente quando a colisão do passado domingo entre ambos os piloto destruiu todo o trabalho de desenvolvimento feito pelos engenheiros até então e que estavam a estrear naquela corrida.

Como sair disto não é trivial. Temos de compreender a origem do problema a fim de progredir. Pode ser um problema de conceito que está subjacente ao projeto, por isso o mais importante neste momento é estar aberto e analisar tudo de todos os pontos de vista”, falou.

Outro jornal italiano, o Tuttosport, disse que o problema pode ser mais fundo e fala que a Scuderia perdeu rumo desde a morte de Sergio Marchionne, há quase dois anos. E compara com o carro e o campeonato dessa altura, onde a Ferrari, com Sebastian Vettel, liderava o campeonato após a realização de 10 provas.

Para além disso, Gerhard Berger, ex-piloto na temporada de 1993, numa má altura da marca, numa entrevista ao mesmo jornal, acha que “o problema é muito profundo. Duvido que consigam encontrar uma solução a curto prazo. Eu disse no início que esta estrutura nunca poderá funcionar. Não culpo em nada o Mattia, mas quando se olha para a Red Bull, têm Helmut Marko, Christian Horner, Adrian Newey. O mesmo com a Mercedes [com Toto Wolff, James Allison e Aldo Costa, entre outros]."

Em suma, mais do que uma temporada perdida, de um barco furado desde o inicio, poderá ser um inferno esta temporada para os lados de Maranello. Com um carro que precisa de, pelo menos, um segundo por volta, para valer a pena, todo o esforço para que ele consiga algo só poderá acontecer pelo talento dos pilotos, por alguma sorte e também com algo que funcione. Mas tudo isso é pouco mais do que um milagre, e claro, os tiffosi já não têm paciência para milagres, especialmente quando não comemoram títulos de pilotos desde 2007, e quando observam desde 2014 o domínio da Mercedes. 

segunda-feira, 2 de março de 2020

Noticias: Tost diz ser "injusto" correr sem uma grelha completa

A chance de Ferrari e Alpha Tauri (ex-Toro Rosso) não poderem correr em Melbourne devido à quarentena provocada pelo coronavirus, é real, e para Franz Tost, os elementos italianos dessas equipas serem discriminadas em relação às outras poderá ser injusta. "Seria uma grande desvantagem", começa por afirmar o dirigente em declarações à motorsport.com.

Tost afirma que se pode usar a pausa de agosto para poder realizar as corridas em falta. "Estou otimista de que teremos as 22 corridas, porque em novembro e dezembro temos muito tempo onde podemos fazer corridas - e também em agosto", acrescentou.

Dias antes, em Barcelona, Mattia Binotto, o diretor da Ferrari, afirmou que e pegada italiana na Formula 1 é mais do que Ferrari e Alpha Tauri, pois existem elementos de outras equipas, bem como a Pirelli, fornecedora de pneus, e a Haas e Alfa Sauber, que tem instalações em Itália. 

"Eu digo que não são apenas duas [equipas] porque estamos prestando assistência à Haas e à equipa da Alfa Sauber, portanto serão quatro, pelo menos. Mais a situação da Pirelli que precisamos entender. Então, qual será a situação em que, eventualmente, quatro equipes não puderem correr e se a corrida ocorrerá ou não? Essa não é minha decisão", disse Binotto.

Até agora, a única prova que foi afetada foi o GP da China, que era para acontecer a 13 de abril e foi adiado para data a marcar. Na pior das hipóteses, a corrida inicial do campeonato poderá ter de ser o GP dos Países Baixos, em Zandvoort, a 3 de maio.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

A caminho da catástrofe? Ou todos se escondem nos testes?

Esta sexta-feira, Sebastian Vettel ficou parado devido a problemas de motor. Mas isso foi o mais recente dos problemas que a equipa de Maranello passou, e o próprio Mattia Binotto admite que as coisas não estão a correr muito bem. E estamos apenas nos primeiros dias dos testes colectivos.

Não estou tão otimista como estava no ano passado. Neste momento, acredito que os outros estão mais rápidos do que nós. Será causa para alguma preocupação? Sim. Especialmente quando não somos tão rápidos como queríamos.”, começou por dizer, no final desta sexta-feira.

Estes dias têm sido importantes para recolher dados e para percebermos tudo, mas mais importante ainda, é levar o desenvolvimento do carro na direção certa.”, concluiu.

Os tempos não são grande coisa, estão até a três segundos dos da Mercedes. E com isto tudo, começa-se a pensar em alguns dos rumores que surgiram no mês passado, em alguns sites italianos, quando o SF1000 começava a ter problemas em termos de downforce, problemas tão graves em termos de dados de túnel de vento não seriam os melhores, que muitos se preocupavam sobre se eles teriam ou não um carro competitivo em 2020.

Contudo, os tempos tem de ser vistos com cepticismo pela concorrência. A Mercedes, por exemplo, está a ver estas declarações como "uma boa estratégia de relações públicas" segundo conta Joe Saward na sua coluna. E é isso mesmo que deveremos ver estes testes colectivos: todos escondem o jogo, para o bem e para o mal. E pessoalmente, recordo sempre de uma história de 1992, quando a Ferrari batia recordes de volta atrás de recordes de volta em diversos circuitos, no inverno, e depois vimos que o chassis F92 tornou-se num dos piores da história da Scuderia.

Que todos os carros são fiáveis, isso já sabemos desde há muito, e este ano, mais fiáveis estão ainda. Para terem uma ideia, oito dos pilotos que andaram em pista fizeram mais de 200 voltas em três dias. Contudo, se todos andam a esconder o jogo... então, temos de entender que a Mercedes também pode estar a fazer isso, apesar da conversa sobre o DAS, o sistema que permite a regulagem dos pneus na travagem e nas curvas.

Assim sendo, o que poderemos pensar disto tudo? Nada. Nos testes, raros são as chances dos pilotos acelerarem a fundo, para voltas qualificativas, ou seja, o contrário que vemos nas sessões de sábado. E os testes são mais sessões de sexta-feira, onde todos andam a ver que componentes funcionam melhor, se o carro tem o seu devido "downforce". Ou seja, só em Melbourne é que veremos realmente o que as equipas valem. E ainda acredito que vai ficar tudo na mesma, com a Mercedes a dominar, Ferrari e Red Bull a irem atrás e um meio do pelotão muito competitivo.

Não acreditem em tudo o que dizem. Deixem-os testar e esperem por Melbourne.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Apresentações Formula 1 2020 - O Ferrari SF1000

Em Reggio Emilia, no teatro municipal da cidade, palco onde foi mostrada pela primeira e a "tricolore" italiana, em 1797, a Ferrari apresentou o SF1000, o carro que assinala o milésimo GP da história da marca de Maranello. Com Mattia Binotto, Sebastian Vettel, Charles Leclerc, entre outros, o carro parece ser a evolução do carro anterior, o SF90. Mattia Binotto, diretor da equipa, explicou ao público presente e a todos os que assistiam pela transmissão ao vivo que todos os conceitos foram levados ao extremo. A unidade motriz, a caixa de velocidades e todos os componentes internos foram reajustados para tornar o carro mais estreito, e a Scuderia tentou afinar o conceito de 2019, no intuito de buscar mais apoio aerodinâmico e maior fiabilidade.

Certamente os regulamentos permaneceram estáveis, por isso é realmente difícil transformar completamente o carro”, começou por dizer Binotto. “O ponto de partida desse carro é o SF90, mas certamente fomos extremos em todos os conceitos, tanto quanto pudemos. Desenvolvemos o carro para procurar o máximo desempenho aerodinâmico, maximizar o nível de apoio aerodinâmico. Para isso o carro inteiro, o monocoque, o layout da unidade motriz, a caixa de velocidades foram colocados no chassis de forma a ter uma forma de corpo esbelta e estreita, eu acho que é realmente visível”, continuou.

Trabalhamos em todos os componentes, a suspensão foi projetada para ter maior flexibilidade na pista, para facilitar a afinação, tentando adaptar a afinação para o que melhor se adapte aos pilotos, seja qual for o circuito. Trabalhamos muito na unidade de potencia, em cada componente, para obter desempenho, mas também para lidar com as regulamentações técnicas, como o consumo de óleo reduzido em 50 por cento. Pode parecer muito semelhante ao ano passado, mas acredite: é completamente diferente e muitos conceitos são muito extremos nesse carro”, concluiu.

Sebastian Vettel aproveitou a apresentação para elogiar a evolução feita do ano passado para a nova temporada:

Quando olhamos para a traseira do carro, tudo está mais apertado”, começou por dizer o piloto alemão. “Encontramos algumas soluções inteligentes para conseguir isso. Mal posso esperar para o guiar, pois é mais emocionante do que olhar. Também é um pouco mais vermelho do que no ano passado, então acho que está ótimo.

Já Charles Leclerc vê o novo carro como sendo uma evolução do bólido do ano anterior e espera que este ano, possa melhorar os resultados. "O enfoque da temporada é um pouco diferente. Conheço a equipa e o carro também, já que, por mais que seja novo, é uma evolução do carro do ano passado. Eu me sinto mais preparado, conheço o pessoal. É um desafio grande e não vejo a hora de pilotar o carro", afirmou.

O carro começará a rolar nos testes coletivos de Barcelona, a partir do dia 19 de fevereiro.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Noticias: Binotto aceita duelo interno, mas Vettel é prioridade

Com a Ferrari a "arrumar a mala" mais cedo devido a problemas elétricos no Ferrari de Sebastian Vettel - o primeiro problema mecânico ou electrónico nestes testes em... dez dias, Mattia Binotto, o chefe da Scuderia, afirma que deixa ambos os pilotos - Vettel e o monegasco Charles Leclerc - lutarem por posições, pois poderá beneficiar a equipa, mas a prioridade é Vettel.

Eu acho que quando você tem suas intenções claras desde o início, pelo menos você não comete erros quando você pode ter uma situação maior", começou por dizer.

Obviamente os dois estarão livres para lutar, não pediremos que Charles seja lento ou que Sebastian seja mais rápido, precisamos que ambos corram ao máximo, tentem fazer o melhor possível. Mas, certamente, se houver uma grande situação no início da temporada, Sebastian é quem tem mais experiência. Ele está muitos anos connosco, ele já ganhou campeonatos, então ele é nosso campeão.”, concluiu.

Os Ferrari foram consistentemente os mais velozes ao longo das duas sessões de testes em Barcelona, apesar de hoje, a Mercedes ter calçado os pneus mais velozes para mostrar que não estão tão lentos assim. Contudo, são os carros vermelhos que estão na frente no momento em que os testes acabam e agora se preparam para rumar a Melbourne, para a primeira corrida da temporada.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O que esperar do novo homem-forte da Ferrari?

Maurizio Arrivabene sai, Mattia Binotto entra. Aconteceu no inicio do ano, o que é um tempo critico para a planificação da próxima temporada. Com a Scuderia a não conseguir qualquer título desde 2007, para os Construtores, e com duas tentativas sérias de quebrar a hegemonia da Mercedes nas duas últimas temporadas, acabando ambas mal, a estrutura tinha de ser revista para ver se da próxima vez quebram o domínio da Mercedes. 

A diferença de ambos é grande. Arrivabene era um administrativo, tendo vindo do marketing - trabalhou na Philipp Morris (Marlboro) por muitos anos - e agora Binotto é um engenheiro. Mas um engenheiro competente, pois foi graças a ele que os motores da Scuderia começaram a ser competitivos, vencendo corridas, mas faltando chegar ao título. Contudo, boa parte desses "quases" pouco ou nada teve a ter com a sua área, logo, é o menos culpado.

Mas também temos de colocar isto no lado politico. A Ferrari - e o grupo FCA no geral - está em transição desde o verão passado, com a morte de Sergio Marchionne. John Elkann, o novo presidente do Grupo, e da Ferrari em particular, teve de mexer em algumas coisas para consolidar o seu poder, e isso, segundo contam alguns "insiders", faz com que a equipa pagasse o preço, pois a falta de desenvolvimento - e os erros dos pilotos - não impediram que a Mercedes e Lewis Hamilton voltassem a vencer no campeonato, quase fazendo pensar que a Formula 1 seria a coutada dos "Flechas de Prata". E claro, também que o seu piloto principal, Sebastian Vettel, fosse contestado a ponto de muitos estarem agora a torcer que o seu novo companheiro de equipa, o monegasco Charles Leclerc, o coma de cebolada.

Na realidade, a escolha de Leclerc também teve a ver com politicas internas. Na segunda metade do ano, parte da estrutura dirigente até queria manter Kimi Raikkonen por mais uma temporada. Isso era algo do qual Marchionne até estava interessado, mas Elkann, para além de ser bom amigo do finlandês, deixou que o profissionalismo falasse mais alto, e escolheu o monegasco, porque ele vinha da "cantera" da marca, e eles também queriam mostrar serviço.

Contudo, ao ler o artigo que o Jonathan Noble escreveu hoje na Autosport britânica, Binotto pode ser uma mais valia na Ferrari. Um excelente técnico, muitos consideraram que ele poderá dar à Scuderia a visão estratégica que não teve nas últimas temporadas, principalmente na parte critica, quando tinha de fazer a movimentação necessária para bater a Mercedes. Claro, muitos viram isso, mas apontaram para o lado errado, dizendo que Vettel ou Raikkonen, os pilotos - e os que dão a cara - como sendo culpados. E depois, passa a ideia de que a Scuderia é um local onde se queimam carreiras, como foi com Fernando Alonso, por exemplo.

Binotto é um excelente técnico, e conhece os cantos à casa. Está na Scuderia desde 1995 - é uma vida, digamos assim - e mostrou serviço. E as suas ideias poderão ser bem úteis para que eles dêem o pulo que andam tão necessitados desde os tempos de Ross Brawn, Jean Todt e claro, Michael Schumacher. Doze anos começa a ser muito tempo, e o pessoal já começa a não ter paciência. E pode ser que Sebastian Vettel alcance o tão sonhado penta e bata Lewis Hamilton. Mas resta saber se por fim, vão dar um conjunto de sonho para os pilotos guiarem.