terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Apresentações 2026: 4, o Audi R26


A Audi apresenta nesta terça-feira em Berlim o seu chassis para 2026, a primeira debaixo do seu nome, depois de no ano passado ter corrido como Sauber. Com a mesma dupla constituída por Nico Hulkenberg e o brasileiro Gabriel Bortoleto, o objetivo da equipa para a nova temporada será de melhorar as performances da passada temporada, logo chegar o mais possível ao pelotão da frente, para ver se luta por vitórias e títulos em 2030.

Outro grande desafio para a marca alemã é o do seu próprio motor, que o estreará nesta temporada, e do qual será uma página em branco, mesmo tendo alguém como Mattia Binotto na frente do projeto. Ele, que tem a experiência adquirida na Ferrari, onde era o responsável pela área técnica, antes de ser o diretor desportivo da marca italiana. Para além dele, também esteve presente Jonathan Wheatley, que também terá funções de direção na equipa, e o diretor técnico, James Key.


Com um equipamento desenvolvido pela Adidas, a apresentação aconteceu em Berlim, perante uma multidão de convidados. O chassis, batizado de R26, é pintado parcialmente de cinzento e vermelho, com a cauda em preto, com letras vermelhas, e é, de uma certa forma, a seguir as cores da marca. O que se pode dizer é que o chassis foi construído na fábrica de Hinwil, na Suíça, enquanto a nova unidade motriz foi integralmente desenvolvida e produzida em Neuberg, na Alemanha.

Na apresentação, o diretor de equipa, Jonathan Wheatley, afirmou que a Audi não pode dar-se ao luxo de ser complacente e pensar que os resultados vão surgir automaticamente só por ser um grande construtor automóvel.

É preciso ser realista quanto ao ponto de partida e também humilde em relação ao desafio que temos pela frente”, começou por afirmar. “Não se vencem equipas como a Ferrari, a Red Bull, a Mercedes ou a McLaren simplesmente por se aparecer como Audi Fórmula 1. Não é assim que funciona. É preciso um plano. O nosso plano é tornar-nos primeiro desafiantes, depois competitivos e, por fim, campeões. É importante encarar isto como um percurso e que as pessoas compreendam essa jornada.

Questionado sobre como andam as coisas até este momento, Mattia Binotto afirmou que as coisas tem corrido calmamente na evolução do carro.

Até agora, tudo tem corrido bem. Porque é que tem corrido bem? Penso que é por causa do empenho da Audi. A Audi tem-nos apoiado muito desde o primeiro dia, desde o primeiro dia zero, estando realmente totalmente comprometida com o nosso projeto, apaixonada por ele, diria eu. Quando se sabe que se tem o total apoio da marca, o total apoio da direção e que nos dão os meios necessários para executar o plano, isso é o mais importante no final do dia. E executar um plano, há sempre dias bons e dias maus. Isso faz parte do trabalho. Mas, no geral, acho que até agora, está ótimo.


Já o diretor técnico, James Key, considera que a Audi tem o que é preciso para ter sucesso a longo prazo. E questionado no lançamento do chassis sobre se achava realista o objetivo traçado para a temporada de 2030, respondeu:

Vendo a ambição por trás da equipa e o plano que temos pela frente, gosto de acreditar que é absolutamente realista. Estamos a dar-nos algum tempo porque somos realistas. Sabemos que ainda não temos tudo no sítio e que precisamos de estar no nosso melhor o mais rapidamente possível. Mas também reconhecemos que todas as equipas são concorrentes diretas da Audi. Já não existe o chamado ‘meio do pelotão’. Por isso, temos de estar lá. E, naturalmente, estamos a analisar que passos precisamos de dar para termos a melhor oportunidade de alcançar esse objetivo. É uma ambição muito clara, não só da nossa parte, mas de toda a estrutura.”, concluiu.

Sem comentários: