segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

WRC: Toyota apresenta a sua equipa para 2026


A Toyota Gazoo Racing World Rally Team apresenta-se nesta segunda-feira em Monte Carlo com um carro GR Yaris Rally1 radicalmente renovado na imagem – revestido de uma nova e impressionante pintura em vermelho, branco e preto – mas também tecnicamente evoluído em termos técnicos. No inicio da sua décima época de competição no WRC, a Toyota vai para a estrada com um objetivo claro: defender os títulos de fabricante, piloto e navegador, conquistados no final de 2025.

Com uma esquadra de pilotos constituída por Sébastien Ogier, Elfyn Evans, Sami Pajari, Takamoto Katsuta e Oliver Solberg, este é um elenco de elevada competitividade. O seu diretor, Juha Kankkunen, situa a aproximação à prova de Monte Carlo no contexto de experiência acumulada e gestão estratégica.

"O Monte Carlo exige mais do que simplesmente conduzir a fundo do início ao fim. Precisas de usar a cabeça. Tenho a melhor equipa do mundo atrás de mim e confio neles cem por cento", começou por afirmar Kankkunen. “É sempre emocionante começar uma nova época. O que desenvolvemos na suspensão e aerodinâmica deve colocar o GR Yaris Rally1 numa posição forte, mas sabemos que os nossos rivais também trabalharam intensamente para melhorar. Monte Carlo é o evento mais difícil e stressante da época, mas também o mais gratificante se conseguires atingir o pódio no Mónaco”, sublinha.

Já Sebastien Ogier, que tem uma ligação mais emocional ao rali monegasco - ele nasceu e cresceu em Gap, perto da sede do rali - encara esta prova como sendo a sua caseira. “É o rali mais icónico do calendário. Sendo natural da região, sinto-me em casa. O teu coração quase sai do peito no arranque da primeira etapa, mas assim que começas, o ritmo acalma”, começa por descrever o piloto francês. 

Após conquistar o nono título mundial em 2025, Ogier mantém o foco orientado para o presente. “Tem sido agradável celebrar e valorizar o que alcançámos no ano passado, mas a concentração já está na nova época, quando todos começam do zero”, reflete.


Apesar de não participar em todas as provas como nas temporadas anteriores, reconhece a intensidade do calendário. “Tentaremos extrair o melhor junto desta grande equipa, que permanece sempre empenhada em melhorar cada ano. Monte Carlo é o rali que mais significa para mim e aquele que me fez sonhar, pelo que foi um momento de enorme orgulho vencer pela décima vez no ano passado. O objetivo será o mesmo, mas nunca fica mais fácil”, conclui.

A grande novidade é Oliver Solberg, que corre no lugar de Kalle Rovanpera, que a partir de 2026 está a tentar a sua sorte nos monolugares. O filho de Petter Solberg vive um momento de cumprimento de ambição pessoal ao integrar o escalão de pilotos oficiais da Toyota em regime permanente, e ele reconhece a responsabilidade atribuída e a confiança que a equipa demonstra.

Algumas pessoas dizem que é pressão, mas há pressões naturais ligadas ao desempenho, e é por isso que estamos aqui. Queremos desempenhar bem. Não estou aqui apenas para conduzir — quero dar o meu melhor e acredito que tudo é possível”, começa por afirmar, ele que tem alguns objetivos modestos para esta prova.

Quero um início bom e limpo, ser consistente e ver o que posso fazer pela equipa. Para mim, isto demonstra que a equipa acredita em mim e tem confiança. Sinto que ainda tenho aprendizagem a fazer em asfalto. Nesta superfície sentes uma diferença maior entre a viatura Rally2 e Rally1 em termos de velocidade, mas tivemos testes bons e tenho um sentimento muito positivo do carro”, reflete. “Monte Carlo é um evento que tens apenas de amar, mesmo que seja realmente complicado e provavelmente o rali mais difícil do ano. É sempre uma experiência especial e aguardo-o com entusiasmo”, conclui o piloto sueco.

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