segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Apresentações 2026 - 3, O Haas VF-26


Esta segunda-feira, a Haas mostrou as suas cores para a temporada de 2026. Não sendo ainda o VF-26, as cores refletem a entrada cada vez maior da Toyota, agora como "main sponsor", porque o resto se mantêm: motores Ferrari e os pilotos de 2025, Oliver Bearman e Esteban Ocon, o proprietário Gene Haas e o seu diretor, Ayao Komatsu.

Ambos os dirigentes descreveu os desafios associados ao desenvolvimento simultâneo de monolugares competitivos para 2025 enquanto se preparava para as novas regras de 2026, com Komatsu a referir o esforço colossal necessário para ter o monolugar de 2026 operacional, apenas semanas após o encerramento da temporada de 2025.

É quase surrealista estar a revelar um carro novo tão cedo no ano, mas é igualmente estimulante iniciar uma campanha de Formula 1 com uma mudança regulamentar tão significativa”, começou por afirmar o diretor de equipa Komatsu. “Estamos completamente focados em estar prontos para a ‘Shakedown Week’ em Barcelona. Foi um esforço monumental de toda a estrutura, considerando o intervalo reduzido entre o final da época passada e a colocação dos carros em pista em janeiro.”, concluiu.

O período pré-época será crucial para compreender o que estes carros conseguem fazer e como nos adaptaremos a eles”, acrescentou Gene Haas.


Quanto aos pilotos, ambos encontram-se otimistas para a temporada que está prestes a começar. “O período pré-época será crucial para compreender o que estes carros conseguem fazer e como nos adaptaremos a eles”, afirmou Esteban Ocon. "O carro em si pareceu muito bom. O equilíbrio foi decente, embora, claro, tenha sido o nosso primeiro contacto no simulador, por isso precisamos de ver como será na realidade, mas o nível de aderência foi bom.", continuou.

"Claramente, a maior mudança está no motor, e essa será a chave para estarmos preparados. É um desafio entusiasmante e uma forma diferente de conduzir em comparação com antes. Penso que podemos esquecer tudo o que aprendemos desde os tempos do karting sobre como ser rápido, mas será interessante aprender um novo estilo de condução e, com sorte, encontrar velocidade com ele."

Sobre os novos carros, Ocon acha que as mudanças serão tantas que praticamente terão de reaprender a conduzir, mas acha que essas mudanças serão bem interessantes de se passar.

"Esta é definitivamente a maior mudança de regras que já enfrentei", começou por afirmar. "A primeira vez que pilotei um carro de Fórmula 1 foi na era dos motores V8, depois passámos para um sistema híbrido, onde pilotei um dia em Valência e fui para Abu Dhabi para o TL1. Provavelmente foi uma mudança semelhante à que vamos enfrentar agora, mas, como disse, precisamos de esquecer tudo o que aconteceu antes. Precisamos de aprender tudo de novo, por isso acho que a experiência ajuda a adaptarmo-nos rapidamente, mas precisamos de adaptar tudo. Todos os nossos sentidos, como nos sentimos, precisaremos de pensar muito mais enquanto pilotamos sobre o que fazer para ir mais rápido. É emocionante e será interessante.


Fazendo eco dos comentários do chefe de equipa Ferrari, Fred Vasseur, e de outros, o piloto de 29 anos espera que a ordem de classificação inicial na primeira corrida de 2026, na Austrália, sofra muitas alterações, considerando os rápidos avanços que as equipas devem alcançar.

"Diria que por volta da terceira ou quarta corrida teremos alguma indicação, mas não será a ordem de classificação final, porque haverá muito desenvolvimento, especialmente neste primeiro ano", concluiu Ocon.

Já Ollie Bearman, que está na sua segunda temporada completa de Formula 1, reconheceu a melhoria pessoal demonstrada na segunda metade de 2025. “Realmente elevei o meu nível. Na segunda metade da época, comecei a produzir resultados muito fortes dos quais fico orgulhoso, e isso foi crítico para mim. Estou entusiasmado em continuar esse trajeto este ano”, declarou o piloto britânico.

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