terça-feira, 20 de janeiro de 2026

WRC: Hyundai quer regressar aos títulos


A Hyundai Shell Mobis World Rally Team apresentou-se esta segunda-feira para a temporada de 2026 e o seu objetivo declarado é um: recuperar os títulos que escaparam à equipa nas últimas épocas. Construída sobre alicerces de experiência comprovada – com Thierry Neuville como figura de referência, um antigo campeão mundial – a estrutura combina profundidade competitiva com determinação renovada.

O núcleo da equipa reúne para o arranque em Monte Carlo, Andrew Wheatley na direção desportiva, os pilotos Thierry Neuville, Adrien Fourmaux e Hayden Paddon. Este alinhamento reflete uma aposta ambiciosa em experiência consolidada, capaz de competir desde a primeira etapa da época. Mais lá para a frente, entrarão na liça, Esapekka Lappi e Dani Sordo.

Na apresentação para a imprensa, Wheatley reforça que a maior lição acumulada em múltiplas posições no desporto automóvel é a versatilidade intrínseca dos ralis. “A variedade deste desporto é o que o torna verdadeiramente especial. Temos oportunidades constantes ao longo do ano, não apenas em diferentes condições meteorológicas, mas também nos desafios distintos que experienciamos em cada prova em que competimos. Viajamos literalmente pelo mundo inteiro e vivenciamos tudo”, afirma.

As pessoas aqui oferecem 110 por cento todos os dias. É uma equipa incrivelmente focada e determinada. Sabemos que o desafio é colossal, mas essa determinação em recuperar os títulos é aquilo que nos impulsiona constantemente. O Monte Carlo funcionará como barómetro de desempenho para todo o ano, embora seja um rali extraordinariamente exigente”, reconhece.

Quanto aos pilotos, Neuville identifica fontes claras de motivação para mais uma temporada de elite ao serviço da marca coreana. “A paixão pelo desporto, a adrenalina e, naturalmente, o desejo de vencer. O rali faz parte da minha vida desde sempre”, começou por referir o piloto belga. 

Esperamos estar na luta pelo triunfo. Para ganhar aqui precisas de confiança genuína, de um bom sentimento com o carro, muita confiança pessoal e, obviamente, de uma equipa sólida por trás para tomar as opções certas nos momentos críticos”, sublinha.

Já Adrien Formaux oferece uma perspectiva sobre o percurso trilhado até à oportunidade atual. O piloto francês reconhece que talento isolado é insuficiente no panorama moderno. “Podes ter capacidade inata, mas precisas igualmente de trabalho intenso. O desporto é agora tão profissional que exige conjugar todos os elementos fundamentais”, começou por referir. 

No final, ele referiu ao que vinha, aos seus objetivos pessoais: "Estou aqui para vencê-lo".

Para finalizar, Hayden Paddon. O piloto neozelandês, que regressa à equipa depois de oito anos, afirmou que o convite foi inesperado, e interpreta a oportunidade como validação de uma trajetória de persistência. “Foi uma chamada absolutamente surpreendente. Não antecipava regressar à categoria principal”, começou por admitir.

Sinto-me um piloto muito mais completo e maduro do que há oito anos, fruto da experiência acumulada no ERC, onde aperfeiçoei significativamente a minha condução em asfalto. O meu foco imediato é contribuir para o desenvolvimento da viatura e somar pontos para a equipa. O objetivo é usar Monte Carlo como base de aprendizagem para, progressivamente, lutar por posições mais competitivas ao longo da época”, concluiu.

O rali de monte Carlo começa no final da semana nas estradas alpinas ao largo da capital monegasca.

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