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sábado, 23 de maio de 2026

Noticias: Wolff gostou do duelo entre os seus pilotos


A corrida sprint desta tarde no Canadá resultou num duelo entre George Russell e Kimi Antonelli, com o piloto italiano a querer ficar com o primeiro lugar, com o piloto britânico a defender dos ataque mais audazes do piloto de Bolonha, que lhe custaram o segundo lugar para Lando Norris

Toto Wolff, no final da corrida, apesar de ter admoestado os pilotos, não escondeu que gostou do espetáculo: “Foi grande cinema! Luta dura, não só entre os nossos dois, mas também com o Lando [Norris]. Adorei ver aquilo. Se lutas um pouco, podes perder uma corrida. Se isso se prolongar numa corrida, o Norris pode muito bem ganhar.", começou por afirmar. 

"Gosto muito destes momentos porque permitem-nos aprender e perguntar: como é que vamos gerir estas situações no futuro? Não queremos perder uma corrida, não queremos chocar uns contra os outros e às vezes é preciso um pequeno momento para nos lembrar dos nossos objetivos. Isto não é particularmente contra um ou outro, mas há uma estrutura que queremos estabelecer e prefiro que isso aconteça numa corrida sprint.“, continuou. 

Em relação ao momento de maior descontrolo de Kimi Antonelli, Wolff desdramatizou:


Não queremos começar a corrida cinco com títulos como ‘Guerra das Estrelas’ ou ‘isto está a escalar’, porque não está. É emoção e ele é um piloto jovem. O George [Russell] provavelmente teria feito o mesmo, por isso vamos ver como lidamos com isso.”, concluiu.

A qualificação para a corrida canadiana acontecerá mais logo. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Noticias: Wolff reclama que tudo está legal


A apresentação do chassis W17 da Mercedes, e, Brackley, aconteceu numa altura em que há uma polémica relacionada com o motor Mercedes que o equipa. Já se sabia desde há algum tempo que eles poderiam ter uma espécie de vantagem, mas tinha a ver com os lubrificantes. Contudo, nas últimas semanas, surgiram noticias de que eles aproveitaram uma "zona cinzenta" que tem a ver com a taxa de compressão, especialmente quando está em causa o valor máximo de 16:1, verificado em condições de temperatura ambiente, havendo quem defenda que esse limite poderá ser ultrapassado quando a unidade de potência opera a quente. 

Honda, Audi e Ferrari enviaram nos últimos dias uma carta conjunta à FIA no sentido de pressionarem uma alteração dos procedimentos de verificação. 

Toto Wolff não deixou de passar a ocasião para falar sobre essa polémica e deixou claro que a equipa seguiu os regulamentos da FIA na íntegra, e que toda esta polémica sobre uma alegada zona cinzenta do regulamento técnico relacionada com o limite de taxa de compressão dos motores, não passa de cortina de fumo porque certas equipas fizeram mal o seu trabalho de casa e não querem perder muito cedo o barco.  

Não percebo porque é que algumas equipas se concentram mais nos outros e continuam a argumentar um caso que é muito claro e transparente. A comunicação com a FIA foi sempre muito positiva. E não apenas sobre a taxa de compressão, mas sobre outros aspectos também. As regras são claras, tal como os procedimentos padrão. Não só na Fórmula 1, mas em qualquer motor.”, começou por afirmar Toto Wolff.

Visando diretamente os rivais, declarou: 

Deixem-se de tretas e façam-se à vida. Organizem-se. Estão a fazer reuniões secretas, a enviar cartas secretas e a tentar inventar métodos de teste que simplesmente não existem. Posso dizer que, pelo menos da nossa parte, tentamos minimizar as distrações. Minimizar as distrações significa focarmo-nos mais em nós quando o regulamento e o que a FIA nos disse são bastante claros. Somos todos diferentes. Talvez queiram arranjar desculpas antes mesmo de começar, quando as coisas não estão bem. Todos precisam de fazer o melhor que podem. Mas não é assim que faríamos as coisas, especialmente quando já nos disseram tantas vezes que está tudo bem”.

Questionado sobre a legalidade do motor, foi taxativo:

A unidade motriz é legal. Corresponde à forma como os regulamentos estão escritos, à forma como os controlos são feitos e ao que a FIA nos disse. Nesse sentido, vamos esperar para ver, mas sentimo-nos seguros.”, concluiu.

Entre suspeitas, cartas e reuniões, Toto Wolff deixa claro que, do lado da Mercedes, a prioridade continua a ser uma só, concentrar-se no próprio trabalho e deixar que o cronómetro trate do resto.

Formula 1: Mostrado o novo chassis da Mercedes


A Mercedes apresentou esta manhã o seu carro para 2026, o W17, num evento que foi transmitido em direto pelo canal da Mercedes AMG Petronas no Youtube. 

Depois de na semana passada, o carro ter estado na primeira sessão de testes coletivos, em Barcelona, o carro foi agora mostrado com as cores definitivas, na companhia de Toto Wolff, e dos seus pilotos, o britânico George Russell e o italiano Andrea Kimi Antonelli. As expectativas são muitas para os lados de Brackley, mas já há polémica porque, aparentemente, eles e a Red Bull poderão ter encontrado uma brecha regulamentar em termos da taxa de compressão das unidades de potência, que poderá ter dado uma vantagem grande em relação à concorrência.  


Evitando falar sobre esse assunto, George Russell afirmou que está pronto para lutar pelo título com Max Verstappen e Lando Norris, mas sublinhou que ainda é prematuro concluir se o novo monolugar será o principal candidato à vitória, apesar dos sinais encorajadores deixados no shakedown de Barcelona.

Sinto-me pronto para lutar pelo título e, quer sejamos apontados como favoritos ou não, isso não muda minimamente a minha abordagem” começou por afirmar. “Estamos a trabalhar imenso para tirar o máximo partido destes novos regulamentos. É um enorme desafio adaptar-nos a estes carros, à gestão de energia, ao reaproveitamento das baterias, ao sistema de impulso, aos modos de ultrapassagem e à aerodinâmica ativa. Há muitas coisas que precisamos de aprender muito rapidamente, mas sinto que posso tirar partido disso e estou confiante em mim e na minha equipa.”, continuou.

Quero medir-me com o Max e o Lando teve uma grande temporada no ano passado. Mas isso não acrescenta pressão. Se vamos ganhar, queremos fazê-lo a lutar e de forma justa em pista. Saímos de Barcelona com uma sensação positiva, porque o carro reagiu como antecipávamos. Os números aerodinâmicos batem certo com o simulador, mas ainda é demasiado cedo para saber se é um carro capaz de ganhar um campeonato.”, concluiu.

Falando sobre a concorrência, Russell referiu ter visto sinais positivos por parte da Red Bull, por causa do seu projeto, que começa nesta temporada, e também a fiabilidade apresentada pela Ferrari como situações a ter em conta. Logo, está a encarar o início da temporada com confiança moderada e foco no desenvolvimento.

Ficamos bastante surpreendidos com o que vimos de alguns rivais, sobretudo do lado da unidade motriz da Red Bull. Parece impressionante, especialmente tendo em conta que são uma nova estrutura, e também tem sido muito fiável. Saímos de Barcelona com uma sensação positiva, porque o carro reagiu como antecipávamos e os números aerodinâmicos coincidem com o simulador. Estamos a marcar todas as caixas que queremos marcar, mas não podemos desvalorizar os nossos rivais.


O outro piloto da marca, Andrea Kimi Antonelli, afirmou que as voltas dadas em pista lhe deram sensações um pouco diferentes daqueles que teve no simulador, ao longo dos últimos meses, e acha que estes novos carros de corrida são um pouco mais ágeis que os anteriores. 

 “Antes de conduzir o carro em pista, a sensação no simulador era um pouco diferente da realidade. Quando saí para a pista pela primeira vez, o carro pareceu-me bastante melhor do que no simulador. O agora estamos a trabalhar muito no simulador para melhorar essa correlação, aproveitando a memória fresca do comportamento real do carro.

Sobre as características dos novos monolugares, acrescentou:

Parece mais como um verdadeiro carro de corrida, mais ágil. A curva de carga aerodinâmica é mais linear e é mais previsível de conduzir. Como base, estes regulamentos têm sido positivos e, até agora, tem sido divertido conduzir o carro.

O carro agora será desenvolvido para os próximos testes coletivos, que acontecerão a meio do mês no Bahrein. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Apresentações 2026: 5, O Mercedes W17


A Mercedes revelou esta manhã a decoração que terá na temporada de 2026, dentro do chassis W17, que será mostrado mais tarde. Com tons de preto e prata e tal como acontece no resto do pelotão, o W17 será mais pequeno, estreito e leve que o seu antecessor, tendo sido concebido e construído de acordo com os novos regulamentos aerodinâmicos.

Com a mesma dupla de pilotos ao volante nesta temporada - o britânico George Russell e o italiano Andrea Kimi Antonelli - a ambição da Mercedes com os novos regulamentos é bastante alta. Toto Wolff, o diretor desportivo, referiu que o chassis é o resultado do esforço coletivo da equipa de Brackley e de Brixworth - onde os motores são construídos - para ter um chassis competitivo, capaz de lutar por títulos.

A Fórmula 1 sofrerá mudanças significativas em 2026, e estamos preparados para essa transição”, começou por afirmar o Diretor de Equipa e CEO, Toto Wolff. “Os novos regulamentos exigem inovação e foco absoluto em todas as áreas de desempenho. O nosso trabalho no novo carro, e o desenvolvimento a longo prazo da Unidade de Potência e combustíveis sustentáveis avançados com a Petronas, refletem essa abordagem.”, continuou.

Divulgar as primeiras imagens do W17 é simplesmente o próximo passo nesse processo. Representa o esforço coletivo e sustentado das nossas equipas em Brixworth [base da Unidade de Potência] e Brackley [base do chassis]. Continuaremos a trabalhar arduamente nos próximos meses.”, concluiu.


O carro já passou por um "shakedown" em Silverstone, esta manhã, antes dos primeiros testes de pré-temporada em Barcelona, que acontecerá na próxima semana e serão realizados à porta fechada. Depois, a 2 de fevereiro, os oito vezes campeões do mundo realizarão então um evento de lançamento da temporada com os seus pilotos, pessoal sénior e o W17. Posteriormente, a equipa rumará ao Barhein para os testes oficiais de pré-temporada, antes da primeira corrida do ano, em Melbourne, no primeiro fim de semana de março.

quinta-feira, 3 de julho de 2025

As hipóteses de Max Verstappen na Mercedes


Ando a ouvir os rumores desde terça-feira, mas abstive-me de comentar sobre elas enquanto não fosse ver alguma coisa com mais fundamento. Afinal de contas, é algo demasiado sério para ser especulado, especialmente sabendo o que virá em 2026. 

Então, uma boa fonte nesse campo é o Joe Saward. Como mais um daqueles que assina a sua newsletter, sempre que ele escreve sobre o "paddock", as coisas tem, normalmente, fundamento. Então, o que escreve é isto, e claro, juntando dois mais dois, é o seguinte: 

Tudo estava a caminho de uma renovação com George Russell. Ele será, eventualmente, assinado no verão, depois de ter sido negociado entre ambas as partes, com o piloto a pedir um determinado valor, com Toto Wolff a responder com uma contra-proposta do qual ambas as partes chegarão a um campo comum. Porque era isso que se pensava em maio. Contudo, desde então para cá, as coisas alteraram-se. E porquê? Max Verstappen não quer ficar na Red Bull. Ele viu o futuro em Milton Keynes e sabe que será sempre a descer. Sem Adrian Newey, o motor Ford, que terão a partir de 2026, é inferior ao da Honda, e numa equipa que é virtualmente um "one man show", quer continuar a ganhar.


Ele falou com Wolff, e sabendo da sua disponibilidade, as coisas alteraram um pouco. E agora, está a pensar: continua ou terá um piloto campeão à sua porta, com desconto, porque muitos falam que "o" carro de 2026 será a Mercedes. E com conhecimento de causa, está no centro das atenções.

Para reforçar essa situação, há uma clausula no contrato de Max Verstappen que, apesar de acabar apenas em 2028, há uma clausula onde, caso a Red Bull esteja abaixo do terceiro posto no campeonato de Construtores, ele poderá estar livre para correr por outra equipa. E neste momento, a Red Bull é quarta, atrás de McLaren, Ferrari e Mercedes. Para reforçar isso, a Mercedes ainda sofre um pouco com o facto de um dos seus pilotos ser ainda um "rookie", na forma de Andrea Kimi Antonelli

Saward reforça a ideia no seu notebook:

"Se a Mercedes acredita que existe a possibilidade de contratar o Max, é necessário concluir que existe uma forma de o fazer e isso dependerá, sem dúvida, de cláusulas de opção que desconhecemos. Tenho perguntado sobre isto há algum tempo e concluí que, se a Red Bull não estiver em terceiro lugar no Campeonato de Construtores até ao final de julho, o Max poderá sair. Se a equipa ficar em terceiro, será automaticamente garantido por mais um ano. No entanto, se ele realmente se for embora, o caos vai instalar-se em Milton Keynes, embora, num cenário destes, seja possível imaginar que a Red Bull abandonaria a ideia de promover jovens — que não estão preparados — e contrataria George.

Claro, George Russell já reagiu a tudo isto afirmando que não tem intenções de ir embora, confiando nas ações e decisões de Toto Wolff:

Cada equipa tem duas vagas disponíveis, e é normal que se considerem opções para o futuro.", começou por afirmar. "E não levo isso para o lado pessoal, porque deixei claro desde o começo que fico feliz em ser companheiro de equipa de qualquer piloto. Quero continuar na Mercedes no futuro. O fato é que o Toto nunca me decepcionou. Ele sempre me deu a sua palavra, mas ele também precisa fazer o que é certo para a equipa dele. Para mim, não é nada com o que se preocupar, porque acho que não vou a lugar algum. E quem quer que seja o meu companheiro de equipa, isso também não me preocupa. Meu foco é pilotar”, concluiu.


Aliás, como está, Russell está a caminho de renovar o seu contrato. Mas as fontes que conheço são de maio, e até agora, claro, depois de lewrem isto tudo, temos de pensar que as coisas poderão ter alterado um pouco.

Mas também tenho outras perguntas. A mais pertinente das quais é esta: 

Sabendo que Max quer que a equipa trabalha só para ele, da mesma maneira como trabalhavam gente como Michael Schumacher e Fernando Alonso, por exemplo, como será que trabalharia em Brackley, caso fosse para a Mercedes? Bem sei que Lewis Hamilton, a certa altura, quis ter um segundo piloto que não fosse muito agressivo, na figura de Valtteri Bottas, depois de ter suado bastante entre 2013 e 2016 com Nico Rosberg

Mas se aceitasse Max, então teria de abandonar a sua aposta em Kimi Antonelli. Pode afirmar que é muito novo, e poderá aprender com Max, mas se ele seca a paisagem à sua volta, o que fará o italiano com os restos que, eventualmente, terá do neerlandês? Será que o melhor não seria continuar com a atual aposta, assinar com Russell e se tudo correr bem, ele poderá fazer um bom trabalho e ganhar corridas e campeonatos, depois dando o bastão a Antonelli, mais tarde na década, quando estiver mais maduro. 

Bem sei que tudo isto é especulativo, mas se as fontes que mais confio dizem estas coisas, então só posso chegar à conclusão que Wolff tem uma chance única que não quer deixar passar. Veremos. 

terça-feira, 17 de junho de 2025

Wolff critica o protesto da Red Bull: "Mesquinho"


O GP do Canadá ficou marcado por um incidente na parte final da corrida quando, debaixo do Safety Car, onde George Russell fez um "breaking test" que colocou Max Verstappen, que estava atrás de si, mas a seu lado, ficasse na sua frente. No final da corrida, quando o britânico da Mercedes cruzou a meta em primeiro lugar, a Red Bull elaborou um protesto que durou cinco horas para ser analisado antes dos comissários da FIA o terem descartado. 

Com a poeira assente, Toto Wolff decidiu criticar a Red Bull pela decisão, afirmando que foi "mesquinho" e que um deles acabou por ser descartado porque eles mesmos acharam que era muito ridículo, mesmo para os seus padrões.  

Em primeiro lugar, a equipa Red Bull Racing demorou duas horas a apresentar o protesto", começou por afirmar. "Foi uma decisão deles. Sinceramente, é uma atitude mesquinha e insignificante. Fizeram o mesmo em Miami. Agora, apresentaram dois protestos e retiraram um deles porque era ridículo. Acho que a FIA precisa analisar isso porque é muito rebuscado. Foi rejeitado. Corremos, ganhamos e perdemos na pista. Foi uma vitória justa para nós, como tantas outras que eles tiveram no passado. É simplesmente embaraçoso.”, continuou.

Wolff revelou que a Red Bull retirou um dos seus protestos contra Russell. O chefe da Mercedes também questionou quem era o responsável pelos protestos, descartando a ideia de que Verstappen teria pressionado por isso.

Um deles foi realmente retirado, mas nem sequer foi levado adiante porque era um disparate”, explicou Wolff. “O segundo levou-nos cinco horas porque eu nem sei a que se referiam como comportamento antidesportivo. Do que se trata? Por que fazem isso? Quem decide isso? Tenho cem por cento de certeza de que não é o Max. Ele é um piloto e não entraria com um protesto por algo tão trivial.”, concluiu.

quarta-feira, 21 de maio de 2025

A imagem do dia


O GP do Mónaco será palco de muitas, muitas coisas. E uma delas será a projeção privada do filme "F1", perante os pilotos e os dirigentes da categoria. E surgiu nas últimas horas esta foto: a da sala, com os lugares marcados e personalizados. 

E a distribuição é reveladora. Por exemplo, Mohamed Ben Sulayem não tem lugar marcado - será que aparecerá? foi convidado? pagará bilhete como os restantes mortais? ele gosta de Coca-Cola e o cinema só tem Pepsi? - Christian Horner e Toto Wolff estão quatro lugares separados, Setefano Domanicalli está ao centro, com Lewis Hamilton mesmo na sua frente. E o lugar central do piloto britânico não é por acaso: é um dos produtores do filme e ajudou imenso para tornar o filme realista. Os pilotos estão à frente - houve quem tenha sugerido colocar Estaban Ocon na frente de Yuki Tsunoda, só para o sacanear (Tsunoda tem 1.59 metros, Ocon, 1.86

Mas houve um amigo meu que me apontou outra coisa: Domenicalli e Toto Wolff estão um ao lado do outro. E do que sei dos regulamentos de 2026 é que tem dedo de Wolff, e daquilo que sei dos bastidores, sobre o que vêm aí, em termos de pelotão... 

Também há outra coisa: Hamilton está perto de Domenicalli. Há uma razão, para além de ser um dos produtores do filme. Ele é a pessoa que está por trás dos projetos como a F1 Academy, o programa "We Race As One" e o apoio à "Mission 44", ou seja, apoios à entrada de mulheres e minorias na Formula 1, não só como pilotos, como também como engenheiros e mecânicos.

Com a fortuna que tem conseguido através da Formula 1 - ele é um dos desportistas mais bem pagos do mundo, será o primeiro piloto a aproximar-se dos 100 milhões de dólares por temporada - começo a pensar que a sua vida pós-Formula 1 poderá ter a ver com o dirigismo, ficando até com uma parte da Formula 1, mesmo que esta semana tenha assinado um acordo de parceria com a Disney (esse meu amigo suspeita que a Disney está ali por causa de Hamilton).

Enfim, vamos lá ver se eles irão gostar do filme. A estreia para o grande público acontecerá dentro de cinco semanas.  

sexta-feira, 14 de março de 2025

Noticias: Wolff e Russell falarão sobre o contrato antes do verão


A temporada de 2025 começa neste final de semana, mas 2026 está à esquina, especialmente quando se sabe do interesse de Max Verstappen na equipa de Brackley, e das negociações entre George Russell e Toto Wolff. Por agora suspensas, ambas as partes já disseram que falarão um com o outro no Verão para resolver o assunto. Curiosamente, quem também anda a falar com ele e Max é o pessoal da McLaren, com Zak Brown e Andrea Stella, o diretor técnico. 

Por agora, Russell continua confiante sobre o seu futuro na Mercedes, enfatizando que o desempenho é o mais importante e que as discussões acontecerão naturalmente.

Acho que temos uma relação muito longa e confiamos muito um no outro”, disse, em Melbourne. “E, honestamente, este é um desporto que tem tudo a ver com resultados. Por isso, não há qualquer pressão da minha parte relativamente ao contrato. Não tenho dúvidas dentro de mim e sei que tudo se vai encaixar quando chegar a altura. E, como eu disse, agora temos coisas mais importantes para pensar que nos ajudarão a voltar ao topo”, acrescentou.

Do outro lado, Toto Wolff admite as negociações, e afirma que a atual dupla de pilotos é a sua prioridade, descartando Max... oficialmente.

Tivemos uma conversa há algumas semanas sobre qual seria o calendário correto para as negociações”, admite Wolff. “Vamos, sem dúvida, encontrar tempo para falar sobre isso antes do verão. O objetivo é não perturbar a nossa época. Se já temos uma boa relação, não namoriscamos com os outros”, continuou. “O tópico Verstappen não está atualmente no nosso radar. Quero concentrar-me principalmente nos meus homens”.

Quanto à potencial pressão sobre o estreante Andrea Kimi Antonelli, Wolff foi claro:

George sabe que não esperamos que ele vença Kimi todas as vezes. Não teríamos contratado o Kimi se pensássemos que isso aconteceria. Acho que Kimi está num nível semelhante ao de George em termos de velocidade. Mas ainda há muito para ele aprender, especialmente com os pneus nas corridas mais longas.”, concluiu.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Apresentações 2025 - O Mercedes W16


A Mercedes mostrou nesta quarta-feira o W16, o primeiro chassis da marca depois da saída de Lewis Hamilton para a Ferrari. Se o esquema cromático foi revelado durante o F1 75, em Londres, hoje foi a vez do chassis propriamente dito, com um dia de filmagens em Shakir, no Bahrein, a dois dias dos testes coletivos, que começarão no dia 26.

Este chassis substituirá no W15, que em 2024, com Hamilton e George Russell, conseguiu quatro Grandes Prémios, com a equipa de Brackley a terminar a temporada passada no quarto posto do Campeonato de Construtores, longe dos três primeiros: McLaren, Ferrari e Red Bull.

Na apresentação do carro, Toto Wolff falou sobre as expectativas, quer do chassis, quer da sua dupla, George Russell e o estreante Andrea Kimi Antonelli.

Abrimos uma nova e excitante era na história da nossa equipa e do desporto motorizado Mercedes-AMG em 2025. Estamos a construir sobre o incrível legado da nossa herança e mal podemos esperar para começar a correr”, começou por afirmar o chefe da Mercedes. “Todos na equipa, em Brackley e Brixworth, têm trabalhado arduamente durante o inverno. A época passada foi incrivelmente competitiva em pista e, apesar de termos obtido várias vitórias, estamos todos concentrados em lutar pelas vitórias de forma mais consistente. Fizemos progressos, mas só saberemos em que ponto estamos na primeira corrida na Austrália”, continuou.

Temos um alinhamento empolgante para nos ajudar a atingir os nossos objetivos. Ambos os pilotos progrediram através do nosso programa júnior e isso é uma justificação do nosso empenho em apoiar e desenvolver talentos. O George provou que é um dos melhores pilotos da grelha, capaz de competir pelo Campeonato de Pilotos se lhe dermos um carro capaz de o fazer. Como piloto sénior, ele ajudará a levar a equipa para a frente e apoiará Kimi no seu desenvolvimento.", declarou.

"Kimi tem todo o talento necessário para alcançar grandes feitos no auge do desporto, mas esta é uma época de estreante e haverá inevitavelmente altos e baixos. No entanto, estamos ansiosos por fazer essa viagem juntos e ajudá-lo a desenvolver-se ao longo do ano”, concluiu Wolff.


Questionado ainda sobre o F1 75, o evento onde todos os carros foram apresentados, e também sobre as vaias que, quer Max Verstappen, quer Christian Horner, foram apupados, Wolff preferiu enfatizar que o foco deve permanecer no sucesso do evento, chamando-o de um novo formato positivo para as próximas temporadas.

Não acho que Max tenha sido vaiado”, disse Wolff , “e não devemos falar mal de um evento que foi espetacular só porque um único indivíduo, com ou sem razão, foi vaiado quando falou. Foi um grande evento”, disse ele. “Os espetadores foram fantásticos, a apresentação dos carros foi boa e estabelece um novo formato para os próximos anos, e isso é o positivo que precisamos tirar disso.


Quanto aos pilotos, Andrea Kimi Antonelli, de 18 anos e que correrá com o número 12, começou por sacudir a pressão sobre o facto de se sentar no lugar que outrora foi de Hamilton, preferindo focar no processo de aprendizagem, para ganhar consistência e conseguir bons resultados logo na sua temporada de estreia. 

Não acho certo dizer que sou o seu substituto”, disse Antonelli sobre Hamilton. “Ele fez muito no desporto, e eu sinto-me como o próximo piloto da Mercedes, e quero realmente fazer a minha própria história. Definitivamente, correr pela Mercedes é uma grande responsabilidade porque é obviamente uma equipa de topo, mas ao mesmo tempo é uma grande oportunidade, é um privilégio estar onde estou hoje. Estou apenas a tentar aproveitar ao máximo esta oportunidade.”, concluiu sobre este assunto.

O que vou realmente fazer é tentar focar-me no processo, tentar aproveitar também”, referiu Antonelli. “Definitivamente, algo que quero realmente fazer é começar com um bom ritmo, tentar construir a partir dele e tentar ser consistente. É claro que a mentalidade será sempre a mesma: tentar entrar em pista e ganhar, e obter os melhores resultados possíveis. Mas é preciso ser realista ao mesmo tempo, porque o nível é super competitivo.”, concluiu.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Noticias: Wolff avisa sobre calendário... que poderá aumentar


Com o calendário a bater recordes de longevidade - 24 corridas em 2024 - Toto Wolff, o diretor desportivo da Mercedes, começa a entrar no coro de queixas sobre o facto da Formula 1 ter um calendário demasiado grande, no qual os membros das equipas começam a queixar-se que está a ser custoso para eles. Gente como Christian Horner e Helmut Marko já se queixaram sobre o calendário, agora é Wolff que faz o mesmo, dando ênfase para Las Vegas, uma corrida que aconteceu à noite, mas na América, com um fuso horário bem diferente do habitual.    

Está a ultrapassar o limite”, disse Wolff. “Os mecânicos que montam e desmontam s boxes voam em económica. Agora vê-se na cara das pessoas: já não é possível. Las Vegas foi brutal. Só se vê a luz do dia durante algumas horas, vai-se para a cama, não se sabe se se deve comer ou não. Depois acorda-se ao meio-dia, ou de manhã muito cedo, éramos todos diferentes. E o ritmo tira-nos tanto que dificilmente conseguimos recuperar.

Só que há um pequeno problema: amanhã será mostrado o plano para que a África do Sul volte a ter Formula 1 a partir de 2026, e se nenhuma corrida cair no calendário, a Formula 1 poderá ter 25 corridas: um recorde. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

A imagem do dia


Mais que afirmar "o final de uma era", só agora é que me dei conta: desde o inicio da sua careira, em 2007, num McLaren, Lewis Hamilton só andou em carros com motor Mercedes! Ele entrou na Formula 1 com 22 anos, e sairá da Mercedes, equipa onde corre desde 2013, a quatro semanas de entrar no clube dos 40.

Hamilton é certamente um dos melhores que o automobilismo nos proporcionou. Mas há algo que ouvi no fim de semana do Qatar que me diz que ele irá sentir saudades de estar por ali. Foi quando afirmou que não tinha ritmo para acompanhar George Russell. Já começa a sentir o peso dos anos? Não tenho uma resposta a isso, mas creio que ele já tem um vislumbre do futuro. Irá passar por tempos complicados. Não só contra Charles Leclerc, que tem estofo para vencer, mas estará numa equipa que não ganha nada desde 2008 - em termos de Construtores - e na última década, praticamente se tornou no sítio onde os veteranos vão ali para morrer. Basta ver Fernando Alonso e Sebastian Vettel

Hamilton gostaria de ganhar ali o seu oitavo título, mas não creio que o alcance. Não direi que será um erro, mas daquilo que se começa a falar sobre o futuro, ele poderá ter dado um passo ao lado. Num futuro onde os lubrificantes terão um peso importante nos carros, na sua potência e performance, não será em Maranello que conseguirá o seu oitavo título. Seria... ali, em Brackley. O sítio onde está a ir embora, depois de 12 temporadas de bons serviços. 

E se formos ver bem, quem está ao lado de Toto Wolff é Andrea Kimi Antonelli. O substituto de Hamilton, do qual Wolff está a apostar todas as suas fichas, e quer fazer dele o próximo campeão, usando o mesmo método que Ron Dennis usou há duas décadas para fazer o seu campeão: Lewis Hamilton. 

Espero estar errado, mas acho que Hamilton acabará a sua carreira com os sete títulos que tem. E a sua despedida poderá ser melancólica. Ganhará corridas com a Scuderia, mas não baterá o recorde de Michael Schumacher. Mas será o segundo piloto a passar a barreira dos 400 Grandes Prémios, isso tenho a certeza. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Apresentações 2024 (7): O Mercedes W15


Depois de Aston Martin, anteontem, e Ferrari, no dia de Carnaval, o Dia da São Valentim foi escolhido pela Mercedes para apresentar o seu W15, o carro que irá correr na temporada de 2024. O W15 será o último monolugar pilotado por Lewis Hamilton antes da sua mudança para a Ferrari, no último ano de parceria com George Russell

O monolugar representa uma mudança radical face ao seu antecessor, algo que era totalmente esperado, depois do que se viu por parte da equipa nos últimos dois anos, com eles a serem dominados pela Red Bull. James Allison, diretor técnico da equipa, explicou que modificaram todo o conceito do monolugar, desde o chassis e distribuição de peso até ao fluxo de ar, para tentar que seja mais rápido e mais eficaz, mesmo arriscando que possa falhar. 

O design de qualquer carro é um processo interativo. E longo. Vem desde o ano passado. Um novo carro permite que a equipa faça grandes alterações que não são possíveis durante o ano. Essas decisões são tomadas no verão anterior”, começou por afirmar.

Mas a abordagem principal não muda de ano a ano: tentar lidar com as coisas que identificamos como fraquezas no carro atual. Essas fraquezas são reveladas mais fortemente quando a competição começa. Mas você tem uma ideia razoavelmente boa no início do ano sobre o que poderia ser o 'calcanhar de Aquiles' de um carro. A partir daí, é questão de equilibrar o trabalho entre melhorar isso e construir em cima daquilo que funcionou bem. Você olha para os recursos disponíveis em vários departamentos e faz com que foquem a atenção em resolver os problemas. Conforme o tempo passa, você começa a tirar mais e mais pessoas do carro atual e direciona os esforços delas para o próximo”, continuou.


Um grande foco foi a melhoria da imprevisibilidade do eixo traseiro do carro anterior, que os pilotos se referiram muitas vezes como rancoroso. Trabalhamos nisso para tentar criar um carro que seja tranquilizador para os pilotos. No início da curva, quando você trava forte e começa a virar, a traseira precisa ser sólida como uma rocha. E aí, conforme contorna o apex, precisa sentir progressivamente maior agilidade e uma ansiedade para virar. Tentamos colocar isso no carro”.

Também trabalhamos duro para criar um carro com menos arrasto e adicionar [um melhor] desempenho nas curvas. Também fizemos algum trabalho em áreas em que tínhamos margem para melhorar, incluindo o efeito do DRS e a performance nos pit-stops. Sempre fomos bons em entregar um pit-stop num tempo repetível, que é uma coisa chave. E o tempo médio em que fizemos nossos pit-stops ainda estava de três a quatro décimos mais lento do que as melhores equipes. Então tomara que tenhamos caminhado na direção certa nisso”, concluiu.

Já Toto Wolff, o diretor desportivo, espera que o novo chassis seja capaz de recuperar alguma da desvantagem que existe agora em relação à Red Bull, que dominou nas últimas duas temporadas, especialmente em 2023, onde Max Verstappen dominou o campeonato e a Mercedes conseguiu o seu primeiro ano sem ganhar qualquer corrida desde 2011. 

Estou empolgado por estarmos perto de voltar a correr e, claro, curioso e empolgado para ver como será a performance do carro”, começou por afirmar Wolff. “Acho que teremos uma indicação em breve para saber se resolvemos alguns dos problemas inerentes que tivemos do lado do chassis no ano passado. Temos uma montanha a escalar para chegarmos à frente do pelotão, mas estamos focados em fazer isso”, continuou.


Questionado sobre o que seria um progresso no início da temporada, Wolff respondeu: 

A Fórmula 1 está uma constante competição relativa contra outras equipas. Você pode ter um ótimo carro, mas se você está sozinho, correndo em círculos, nunca saberá se é o melhor. Estávamos em uma luta dura com Ferrari e McLaren no ano passado, às vezes com a Aston Martin, e com um grande intervalo para a Red Bull e o resto. Esperaria que estivéssemos no pelotão que vai perseguir no início da temporada e, espero eu, mais próximos da Red Bull”, começou por afirmar.

Por um lado, precisamos ser realistas sobre as hipóteses de batermos um carro que está há um bom tempo à frente com este regulamento e que acertou as coisas nas últimas duas temporadas enquanto nós, não. Não existem milagres no automobilismo. Por outro lado, a ambição é forte. A Red Bull é um carro de muito sucesso são a referência que pretendemos bater. Não sei quando isso vai acontecer, não temos uma bola de cristal. Mas saberemos em breve quão à frente eles estão e que tarefa temos pela frente”, concluiu.

O carro, depois do shakedown no teste, em Silverstone, segue para o Bahrein, onde fará parte dos testes coletivos de pré-temporada, antes da primeira corrida do ano, no dia 2 de março.

quarta-feira, 8 de março de 2023

Os problemas da Mercedes


Quinto na corrida de abertura do campeonato, depois de ser batido em toda a linha por Red Bull, Ferrari e Aston Martin, Lewis Hamilton decidiu colocar a boca no trombone e queixar-se sobre a performance do seu Mercedes W14, afirmando que estava muito longe da Red Bull, o melhor carro do pelotão.

"No ano passado, expliquei-lhes os problemas que tínhamos no carro. Já pilotei muitos na minha vida, portanto, sei do que um carro precisa e sei do não precisa", começou por afirmar o heptacampeão mundial em declarações prestadas à BBC Sport.

Na entrevista, Hamilton afirmou: "Penso que é preciso haver responsabilidade, e assumir e dizer 'sim, não o ouvimos, não estamos onde queremos e temos que trabalhar'. Temos de olhar para o equilíbrio através das curvas, olhar para todos os pontos fracos e unir-nos como equipa, é isso que fazemos. Ainda somos multicampeões mundiais, só que não acertaram desta vez, não acertaram no ano passado, mas isso não significa que não possamos acertar daqui para frente.", concluiu.

Ouvindo ou não as declarações de Hamilton, Toto Wolff reconheceu que este carro não tem a capacidade de correr ombro a ombro com os melhores e admite que ele precisa de uma modificação radical, apesar de este ano terem afirmado que conseguiram resolver a questão do "porpoising" que os massacrou ao longo de 2022.

“[O trabalho] tem sido feito no túnel de vento, mas não se trata apenas dos flancos ou do aspeto exterior do carro”, começou por afirmar, em declarações à cadeia austríaca ORF. “Temos de analisar os dados e decidir qual a direção a tomar”, concluiu, afirmando que o limite orçamental não era um problema.


O grande problema será se as tais mudanças para um "W14B" poderão fazer com que recuperem três a quatro décimos em termos de ritmo de corrida afirmam poder necessitar para alcançar os da frente. E caso aconteça, quando é que aparecerá? Se for quando chegarem à Europa, lá para maio, significaria três ou quatro corridas de "inferno" até que Hamilton e George Russell possam apanhar os Ferrari, Aston Martin, e sobretudo, Red Bull. E pior: a concorrência já prometeu que não ficaria a dormir. 

Mas é por isso que gostamos da Formula 1: ninguém pretende desistir.

terça-feira, 28 de junho de 2022

Noticias: Wolff quer uma clarificação dos regulamentos sobre os motores


A história dos motores para 2026 ainda não está totalmente definida, e gente como Toto Wolff quer que isso seja resolvido o mais depressa possível. De preferência, ainda neste ano. Tudo isto por causa das possíveis entradas de Porsche e Audi como fornecedoras de motores nessa temporada - há rumores de um terceiro construtor - numa altura em que os novos regulamentos tendem a simplificar os atuais motores V6 turbo-híbridos, removendo o MGU-H, mas também aumentam a potência da parte elétrica da unidade da unidade híbrida através de um MGU-K mais potente. E para além disso, a Formula 1 pretende introduzir os combustíveis sustentáveis.  

"Estamos muito interessados em que os regulamentos do motor assinado assinados porque queremos apenas continuar com o trabalho. Mas também precisam de ser feitos da forma correcta e tenho simpatia pela FIA para acertar", começou por afirmar o chefe de equipa da Mercedes.

Penso que não é fácil com todos as marcas estabelecidas e com os novos fornecedores de unidades de potência chegar a um ponto em que temos os regulamentos definidos e estão prontos para serem assinados. Mas espero que não se arraste por muito tempo. Espero que possamos fazer isso durante o Verão para que possamos entrar no Outono com o regulamento de motor em vigor", afirmou o homem da Mercedes.

A Porsche preferia que tudo estivesse definido antes do final do corrente mês, havendo até quem garanta que estaria pronto um anúncio do ingresso da marca de Weissach aquando do Grande Prémio da Áustria, disputado no Red Bull Ring, pista da sua parceira nesta aventura, a Red Bull.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Wolff já disse quantos quer


Não sei se ali, a palavra de Toto Wolff é lei, mas ele á capaz de ter uma palavra a dizer sobre quantas equipas quer na Formula 1. E se depender dele, e apenas dele, então, já temos as ideais e não precisam de mais ninguém. E digo isto porque esta semana surgiu uma entrevista que fez à Auto Motor und Sport, onde disse que dez equipas está bem, muito obrigado. 

É certo que agora, se colocou o teto orçamental que limitou os gastos das equipas, depois de alguns anos de luta, mas agora com o pedido da Andretti, e de Michael Andretti em especial, de participar na Formula 1 a partir de 2024, aliado a novos patrocinadores, especialmente vindos da área das criptomoedas, a Formula 1 poderá passar por um período de prosperidade que já pediam desde há algum tempo. E isso, claro, poderá fazer atrair mais gente. E claro, as coisas parecem avançar nesse sentido.

Toto Wolff, na entrevista, está contra equipas ditas "garagistas": "Penso que dez equipas são suficientes. Mais apenas dilui a receita [das equipas]", explicou. 

Aqui, explica-se esta frase da seguinte forma: dos mais de 1700 milhões de euros que a FOM recebe dos patrocinadores e daquilo que pede aos estados para receber as suas corridas, entre os 20 e os 50 milhões de euros, dependendo se for na Europa ou no Médio Oriente, metade vão para as equipas, ajudando nos seus orçamentos, com uma fatia crescente dependendo da classificação geral. A diferença entre um lugar e outro poderá ser de entre 35 a 50 milhões de euros, e isso fazia doer os orçamentos, no tempo em que não havia limites nos gastos. Agora que começa a haver, e as equipas começam a ser lucrativas - a Red Bull vai receber 150 milhões de euros da Oracle, por exemplo - ter uma 11ª equipa implica menos receitas, e isso eles não querem.

Mas claro, há excepções. E o próprio Wolff admite isso. "Que equipa mereceria participar na ‘Liga dos Campeões’ do automobilismo? Se fosse um construtor automóvel, certamente teríamos que discutir o assunto. Mas ainda nenhum candidato credível bateu à porta", enfatizou o austríaco.

Ora, dentro de algumas semanas poderá haver um acordo de fornecimento de motores da parte de uma marca do Grupo Volkswagen à Red Bull a partir de 2026. Duas dessas marcas - Audi e Porsche . estão, aparentemente, com ideias em entrar. Até poderão já ter decidido. Não haverá conflito de interesse - ambas já foram rivais na Formula E e serão na Endurance, com as suas máquinas na categoria LMDh a partir de 2023 - logo, a ideia de somente participar como fornecedora de motores - a Audi poderia ir para a McLaren, segundo se consta, mas não se descarta a Porsche, reavivando uma parceria bem sucedida entre 1983 e 1987 - isso é algo do qual a Formula 1 estaria disposta a aceitar. Aliás, é provavelmente a única maneira que eles aceitam para fazer entrar equipas. Daí que peçam 200 milhões de dólares a qualquer um que tenha essas ambições de entrar na "Liga dos Campeões do automobilismo" (Wolff dixit).

Em suma, Wolff está na Formula 1 há tempo suficiente para dizer quem quer ou não a acompanhá-lo. Apesar da América começar a ter um maior peso em termos de corridas - Miami entra este ano, Las Vegas talvez em breve - ter uma segunda equipa americana não seria vista com bons olhos, a não ser que a Ford dissesse que iria entrar. Ora, esses tempos já lá vão, e quando estiveram por lá, ficaram conhecidos por deitar dinheiro janela fora - estamos a falar de ti, Jaguar...

Vamos a ver o que este episódio dará. Andretti quer entar, Wolff não o quer por ali. Quem levará a melhor? 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Apresentações 2022 (8): O Mercedes W13


Depois de um ano em que venceu o mundial de Construtores - mas não o de pilotos - a Mercedes apresentou o seu novo chassis, o W13, e regressou ao prateado, dois anos depois de ter trocado pelo preto. Com George Russell ao lado de Lewis Hamilton, a equipa quer regressar ao domínio da Formula 1, eles que estão no topo desde 2014. 

Contudo, apesar disso, Toto Wolff, chefe de equipa e CEO da Mercedes-AMG Petronas F1, ou seja, o homem que está no leme da equipa, afirmou que agora, tudo é novo, e não há referencias em que se agarrar. 

"Fizemos um bom trabalho durante a última grande mudança regulamentar para a era híbrida e tivemos um bom desempenho quando passámos dos carros estreitos para os largos em 2017. Embora tenhamos um bom historial, a minha mensagem é clara: não podemos confiar no sucesso do passado para o desempenho deste ano, mas podemos confiar nos nossos funcionários, na nossa cultura, na nossa estrutura, e na nossa mentalidade para fazer o melhor trabalho possível para 2022”, explicou.


Do lado mais técnico, Mike Elliot, o diretor técnico da equipa, afirmou que as alterações nos regulamentos foram enormes e representaram um desafio no sentido de redesenhar o chassis sem perder a mesma eficácia aerodinâmica que tinham antes.

Do lado do chassis, as mudanças são enormes. Penso que há três aspetos: primeiro, a forma como os regulamentos foram desenhados é muito diferente, particularmente para a aerodinâmica, e isso tem um grande impacto. Segundo, o que estão a tentar alcançar com a aerodinâmica significa que os carros têm uma forma fundamentalmente diferente. Em terceiro lugar, esta é a primeira vez que tentamos uma mudança tão grande sob um limite orçamental”, começou por dizer.

Isto é um reset. Todas as equipas começaram do zero com o modelo fornecido pela Formula 1 e não se consegue transferir os benefícios ou resolver os problemas do carro do ano passado, pelo que todos começaram esta viagem ao mesmo nível. Os engenheiros adoram um desafio e, portanto, é uma oportunidade fantástica de fazer algo novo. No mundo aerodinâmico, normalmente construímos pequenas peças, mas com tão grandes mudanças no regulamento, os ganhos vêm de grandes peças o que é bastante satisfatório”, explicou.

Outra das grandes mudanças são as novas jantes de 18 polegadas, que entrarão em vigor nesta temporada. Eliott afirmou que as diferenças são subtis e ainda é relativamente cedo para saber em que direção vão essas mudanças. Mas até agora, parece estar a gostar.

O que vimos nos testes, particularmente o teste de Abu Dhabi no final de 2021, é que existem diferenças subtis. Vai mudar o que queremos fazer com a afinação, mas é um passo na direção certa, pois penso que o pneu vai ajudar a melhorar a corrida, não vai sobreaquecer tanto e será mais fácil de gerir", explicou.


No lado dos pilotos, Lewis Hamilton, o heptacampeão do mundo, e do qual muito se especulou de que poderia ir embora do automobilismo depois dos eventos em Abu Dhabi, afirmou que precisava de umas férias depois do final da temporada e que aquele lugar era como se fosse uma família para ele. Logo, ir embora nunca esteve nos seus planos.

Nunca disse que ia embora. Este grande grupo de pessoas são como uma família para mim”, começou por dizer o piloto britânico. “Obviamente foi uma altura difícil e precisei de me afastar e ter a minha família comigo e passar bons momentos. Depois claro, decidi ‘atacar’ de novo e regressar para uma nova época com o Toto [Wolff] e o George [Russell]”. 

E quanto a George Russell, que primeiro cresceu a admirar Hamilton, e agora é seu companheiro de equipa, espera poder aprender algo com ele a seu lado.

Todos viram a fotografia de mim com Lewis quando tinha 10 anos. Mudamos muito desde aí. É incrível, eu era um miúdo que queria ser piloto de Fórmula 1 e Lewis, que era campeão do mundo, era um super herói para mim. Vemos estas pessoas incríveis e pensamos que não são humanos e obviamente, agora que tenho a oportunidade de pilotar ao lado dele, é um privilégio e uma boa oportunidade para aprender”, afirmou.


Sobre a dupla de pilotos, Wolff disse que espera uma parceria saudável entre os melhores pilotos do atual pelotão. 

Nunca o vi tão determinado”, começou por dizer. “Lewis [Hamilton] é o melhor piloto do mundo e junta-se a um dos mais brilhantes e promissores pilotos da sua geração: George [Russell]. Não tenho dúvidas de que podemos criar um ambiente de parceria entre os dois, de produtividade para desenvolver este novo carro que será essencial, mantendo ao mesmo tempo uma competição saudável que os motivará e à equipa”.

O carro já fez o seu "shakedown" esta tarde em Silverstone e na semana que vêm, fará parte dos testes coletivos em Barcelona.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Youtube Formula 1 Vídeo: Como Toto Wolff conquistou o mundo

Toto Wolff chegou aos 50 anos por estes dias e o Josh Revell decidiu fazer um video sobre a sua carreira e como ele, que tinha ambições de ser piloto e chegar à Formula 1, descobriu que não tinha o talento suficiente e decidiu ir por um caminho diferente para chegar onde queria, mas a ter outras coisas: ser o diretor da Mercedes e ter atrás de si um património avaliado em mais de mil milhões de euros. 

E é sobre ele e os seus feitos que se trata o mais recente vídeo deste youtuber neozelandês. 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

O que se passa nos bastidores da FIA?


As pessoas agitaram-se nesta quarta-feira quando alguém mostrou nas redes sociais o organigrama da FIA para os primeiros meses deste ano sem os nomes de Michael Masi e Nicholas Tombazis, o o chefe de assuntos técnicos da FIA. A imprensa britânica agarrou no assunto e afirmou que a saída poderá ter a ver com um acordo entre Mercedes e a entidade máxima do automobilismo, onde acordou o despedimento de Masi, em troca da continuidade de Lewis Hamilton para a temporada de 2022. 

Contudo, a Mercedes nega o assunto. Mas a FIA afirma que está a decorrer "uma investigação interna", que está a ser conduzido por Peter Bayer, secretário-geral para o automobilismo, cujas conclusões serão divulgadas a 3 de fevereiro.  

A BBC aproveitou para informar na terça-feira que uma “fonte superior” lhes revelou que a Mercedes “desistiu do seu apelo contra os resultados da corrida depois de ter acordado um acordo de 'quid pro quo' com a FIA”, e que: “este acordo significa que Masi e o chefe de assuntos técnicos da FIA, Nikolas Tombazis, deixariam de estar nas suas posições para a época de 2022”. E porquê Tombazis, o ex-projetista da Ferrari, de fora? Porque foi ele que aprovou o regulamento técnico que fez os Flechas de Prata perderem a vantagem que tinham a favor da Red Bull.

E é por isso que Hamilton ainda não decidiu a sua continuidade, afirmando que perdeu a confiança pelo orgão que regula o automobilismo, e que confia no seu novo presidente, Mohammed Ben Suleyman, para que haja "cabeças cortadas". E também é por isso que se explica todo este silêncio, apesar do presidente da FIA ter tentado ligar para ele nos dias a seguir à sua eleição.

Mas também existe outro problema premente: caso se decida pelo despedimento de Masi, não há um substituto "de imediato" para o lugar, e esse problema tem de ser resolvido de imediato, porque a primeira corrida do ano é a 20 de março, no Bahrein. Claro, há possíveis substitutos, e ambos oriundos da Peninsula Ibérica: a espanhola Silvia Bellot, diretora de provas da Fórmula 2 e comissária desportiva da Formula 1 em algumas provas, e o português Eduardo Freitas, que é o diretor de corrida no Mundial de Endurance (WEC) e nas 24 Horas de Le Mans. Contudo, há quem não creia que a nova administração faça uma alteração tão brusca como fez em 2019, quando Charlie Whitting, o anterior diretor de corrida, morreu em Melbourne, a poucos dias do GP australiano. 

Contudo, Toto Wolff disse que problema maior não é só a mudança de cabeças: é o próprio sistema que precisa de ser mudado. Como disse em Abu Dhabi. “Não é apenas uma decisão de mudar o diretor de corrida; todo o sistema de tomada de decisão precisa ser melhorado. O diretor de corrida certamente está sob grande pressão e parte disso se deve às nossas próprias falhas”. 

E uma das decisões que se espera é que o diretor de corrida não mais receba comunicação vinda das equipas.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Noticias: Todt com discurso duro para Wolff e Mercedes


De saída da FIA, Jean Todt ainda teve tempo para comentar, na gala da federação, ontem à noite, em Paris, sobre a polémica do momento, e afirmou que a Mercedes teve muita sorte em não ser punida pelas suas atitudes em relação ao que aconteceu em Abu Dhabi e o protesto que fez após a vitória de Max Verstappen no campeonato, sobre Lewis Hamilton.

Em Paris, o francês deu o exemplo do futebol para afirmar que declarações criticando a atuação das entidades superiores como a Federação, são puníveis com suspensão.

"O presidente do clube de futebol do Lyon não tem permissão para participar em dez jogos porque falou mal de um árbitro", disse Todt. "Talvez estejamos a ser demasiado permissivos, talvez tenhamos deixar passar demais no passado. Por um lado, deveria haver um diálogo entre a FIA, pilotos, equipas e detentores de direitos, mas essa abertura não deve ser dirigida contra nós.", afirmou, criticando Toto Wolff por ter atacado as decisões que Michael Masi teve na corrida que resultou na ultrapassagem do piloto da Red Bull na última volta.

Para além disso, Todt espera que a FIA "supere os apelos" para que Lewis Hamilton e Toto Wolff sejam penalizados por terem faltado à Gala da FIA, que decorreu ontem à noite em Paris.

Esta noite [quinta-feira] devemos celebrar em vez de tentar entrar em qualquer tipo de controvérsia. De certa forma, lamento porque a Mercedes deveria ter melhor recompensa. Oito vezes campeão mundial entre os construtores e é único. Este jovem [Max Verstappen] fez um trabalho notável, é isso que devemos fazer em vez de dizer: vamos castigar porque ele não vem ou ele disse isso? Honestamente, não creio que seja essa a plataforma para falar sobre isso, deveríamos estar acima disso. Passei 12 anos como presidente da FIA e as pessoas perguntaram-me ‘qual é o seu sentimento?', e eu sou muito sincero e digo 70 por cento [que] estou feliz por sair e entre esses 70 por cento é por causa de coisas como esta”, concluiu.

Todt, de 75 anos, esteve à frente da FIA durante doze, e o seu mandato terminou hoje, com a eleição de Mohammed Ben Sulayem como seu sucessor. 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Noticias: Mercedes retira recurso à FIA e Max Verstappen é declarado campeão


A Mercedes decidiu esta quinta-feira retirar o recurso que apresentou depois do GP de Abu Dhabi para contestar o resultado do Grande Prémio, onde perdeu o campeonato a favor da Red Bull e de Max Verstappen. Esta decisão surge depois de ontem à noite, a FIA ter emitido um comunicado referente à corrida, onde critica as decisões do seu diretor de corrida, Michael Masi.

Na carta dirigida à FIA, a marca de Brackley afirmou:

"A razão pela qual protestámos contra o resultado da corrida no domingo foi porque o regulamento do Safety Car foi aplicado de uma nova forma que afetou o resultado da corrida, depois do Lewis ter estado na liderança e na rota para ganhar o Campeonato do Mundo.

Interpusemos recurso no interesse da justiça desportiva, e desde então temos mantido um diálogo construtivo com a FIA e a Fórmula 1 para criar clareza para o futuro, para que todos os concorrentes conheçam as regras sob as quais estão a correr, e como serão aplicadas.

Assim, saudamos a decisão da FIA de colocar de pé uma comissão para analisar minuciosamente o que aconteceu em Abu Dhabi e para melhorar a robustez das regras, a governação e a tomada de decisões na Fórmula 1. Congratulamo-nos igualmente com o facto de terem convidado as equipas e os condutores a participar."

Na missiva, a equipa também deu os parabéns à Red Bull e a Max Verstappen pelo campeonato conquistado e elogia Lewis Hamilton pelo trabalho e esforço que deu ao longo da temporada para fazer com que o campeonato se decidisse na última corrida do ano.

"Gostaríamos de expressar o nosso sincero respeito pelos vossos feitos nesta temporada. Fizeram deste combate pelo título do Campeonato de Fórmula 1 verdadeiramente épico. Max, felicitamos-te a ti e a toda a tua equipa. Estamos ansiosos por levar a luta até ti na pista, na próxima temporada.

E por último, embora este Campeonato de Pilotos não tenha terminado da forma que esperávamos, não podíamos estar mais orgulhosos da nossa equipa.

Lewis, és o maior piloto de Fórmula 1 na história da Fórmula 1, e expulsaste o teu coração por cada volta desta incrível temporada. És um desportista impecável dentro e fora da pista e ‘entregaste’ um desempenho impecável. Como puro concorrente e como modelo para milhões de pessoas em todo o mundo, saudamos-te.

Valtteri, tens sido uma parte importante desta equipa, ajudando a conquistar cinco Campeonatos de Construtores em cinco épocas. Um obrigado também para ti."


Contudo, apesar desta carta cheia de fair-play, nem Toto Wolff, nem Lewis Hamilton estarão presentes na Gala da FIA que acontecerá esta noite em Paris, e o próprio Wolff coloca dúvidas sobre se o piloto britânico esteja disposto a correr em 2022. 

"É evidente que se pode perder entusiasmo. E começa-se a questionar se todo o trabalho que se tem vindo a fazer, o suor, as lágrimas e o sangue podem realmente ser demonstrados, ao trazer os melhores desempenhos nas pistas, depois de percebermos que nos podem ser tirados aleatoriamente.", começou por dizer Wolff à motorsport.com.

"Espero sinceramente que o Lewis continue a correr, porque ele é o maior piloto de todos os tempos. Ele, quando se olha do ponto de vista das últimas quatro corridas, dominou-as a todas no domingo, não havia sequer dúvida de quem ganhou a corrida. E isso devia ter sido suficiente para ganhar o campeonato mundial.", concluiu.