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segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Noticias: Zanardi em casa para continuar a reabilitação


Ano e meio depois do seu acidente na sua "handbike" nos arredores de Siena, Alex Zanardi está agora em casa para continuar com os tratamentos. Segundo contou a sua mulher Daniela, apesar desta novidade, "a recuperação ainda está em curso e será longo".

“Um passo importante foi que Alex conseguiu deixar o hospital há algumas semanas e está de volta a casa. Tivemos que esperar muito por isso e estamos muito felizes por ter sido possível agora, mesmo que ainda haja estadias temporárias em clínicas especiais planejadas para a realização de medidas especiais de reabilitação.", começou por dizer.

Ela acrescentou: “A recuperação continua a ser um processo longo. O programa de reabilitação liderado por médicos, fisioterapeutas, neuropsicólogos e fonoaudiólogos tem permitido um progresso constante. Claro, contratempos existem e ainda podem ocorrer. Às vezes, você também precisa dar dois passos para trás para dar um passo para frente. Mas Alex prova uma e outra vez que ele é um verdadeiro lutador.”, concluiu.

Questionada sobre as expectativas que o processo de reabilitação poderá ter, afirmou:

“Você ainda não pode prever como a recuperação dele se desenvolverá. Ainda é um caminho longo e desafiador que o Alex enfrenta com muito espírito de luta. É uma grande ajuda para ele e para nós que recebamos tanto apoio neste caminho, não só dos médicos e terapeutas que trabalham intensamente com ele. Nossos amigos estão sempre lá para nós. Isso inclui a família do BMW Group, com a qual sempre podemos contar e que está firmemente ao nosso lado também neste momento difícil.", declarou.

“Estamos muito gratos a todos por isso e por muito mais, porque esses laços fortes nos dão energia adicional. Isso também se aplica à contínua simpatia que recebemos de pilotos, fãs e conhecidos de todo o mundo. Gostaríamos de expressar um grande Obrigado a todos os que enviam seus bons pensamentos e poder a Alex. Desejamos a todos um Feliz Natal e tudo de bom para o Ano Novo.”, concluiu.

Bicampeão da CART em 1997-98, com passagens na Formula 1 pela Jordan, Minardi, Lotus e Williams, Zanardi sofreu um grave acidente em setembro de 2001 na oval alemã de Lausitz, onde perdeu ambas as pernas. Depois de uma reabilitação, e com duas próteses, voltou a competir no WTCC, onde venceu quatro provas, ao mesmo tempo que competia em hanbikes, bicicletas adaptadas, onde se tornou atleta paralimpico, vencendo quatro medalhas de ouro e uma de prata e, duas edições dos Paralimpicos.

Em julho de 2020, enquanto fazia uma estafeta na zona de Siena, perdeu o controlo da sua handbike, colidindo contra um camião e sofreu graves lesões na cabeça, que obrigaram a uma longa recuperação. 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Noticias: Zanardi conseguiu "progressos significativos"


Alex Zanardi
conseguiu progressos significativos na sua recuperação, cinco meses depois do seu acidente nos arredores de Siena. De acordo com o jornal Corriere della Sera, o ex-piloto e paraciclista recuperaou a sua audição e visão, e responde com movimentos das mãos às perguntas feitas pela sua mulher, Daniela. Zanardi consegue apertar as mãos. Só não conseque falar devido ao buraco colocado na sua traqueia, colocado por precaução, segundo conta o periódico.

Depois do seu acidente, em junho, onde colidiu contra um camião, enquanto fazia uma estafeta caritativa,  Zanardi foi sujeito a cinco cirurgias, primeiro em Siena, e depois no Hospital San Raffaele, em Milão, ele foi transferido no passado mês de novembro para Pádua, perto da sua morada, para prosseguir a sua reabilitação. 

Os médicos estão confiantes que ele irá recuperar a quase totalidade das suas funções cerebrais, desconhecendo-se por agora se voltará a praticar paraciclismo.

Em 2001, o italiano sofreu um grave acidente durante a corrida da IndyCar em Lausitzring, perdendo ambas as pernas devido à colisão com o carro do canadiano Alex Tagliani.  

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Formula 1 em Cartoons - Alex Zanardi (Cire Box)

As vitórias de Alex Zanardi nos Jogos Paramlimpicos fizeram com que o "Cire Box" fizesse esta cartoon em homenagem ao piloto e ciclista italiano. E claro, compará-lo com a Renault de Joylon Palmer deste ano...

Claro, Palmer não gosta lá muito da piada... "Ah! Vejam bem, mas minhas pobres performances nesta temporada não tem a ver comigo, mas com este monolugar de m****!"

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A(s) foto(s) do dia



Alex Zanardi, outra vez. E desta vez no Rio de Janeiro. Depois de duas medalhas de ouro e uma de prata em Londres, desta vez conseguiu uma medalha de ouro na corrida de estrada, revalidando o título olímpico. E quem poderia imaginar que ele, no próximo dia 23 de outubro, vai fazer 50 anos?

A apostem o que quiserem, ainda o havemos de ver em Tóquio, daqui a quatro anos, para tentar o tri.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Youtube World Record: Uma bicicleta a foguete em Paul Ricard


Esta vi no Flatout! Brasil e parece ser de loucos. Aliás, é de loucos, mas é real. Aconteceu na passada sexta-feira no circuito de Paul Ricard, que tem a famosa reta Mistral, lugar ideal para um ciclista pegar numa botija de oxigénio e fazer 333 km/hora... em cinco segundos, batendo até um Ferrari 430, graças ao "torque" que aquilo provoca. Mas valeu a pena, porque bateu um recorde mundial.

O senhor em questão chama-se Francois Gissy, tem um cabelo estranho, mas com todo o ar determinado para entrar nos livros de história. Eis o video.




quinta-feira, 31 de julho de 2014

A equipa de ciclismo de Ukyo Katayama

Se acham que Fernando Alonso é o único piloto que anda a pensar em ter uma equipa de ciclismo, posso dizer que há um ex-piloto de Formula 1 que decidiu passar das palavras aos atos. E por estes dias, ele e a sua equipa estão em Portugal para acompanhar os seus feitos na mais importante prova de ciclismo, a Volta a Portugal. E esse senhor é o japonês Ukyo Katayama.

Quem conhece mais ou menos a sua vida e a sua carreira, sabe que Katayama, agora com 51 anos, já fez de tudo depois da sua passagem pela Formula 1, entre 1992 e 1997, em equipas como a Larrousse, Tyrrell e Minardi. Para além de correr nas 24 Horas de Le Mans pela Toyota - e quase venceu em 1999 - já escalou o Everest, quase morreu ao escalar o Monte Fuji, e agora têm uma equipa de ciclismo. Desde 2012 que apoia do "Team Ukyo", que providencia experiência aos ciclistas do seu país, e este ano escolheu a Volta a Portugal para mais uma etapa da sua internacionalização.

E claro, não têm grandes memorias do nosso país: «Não tenho boas memórias de Portugal, sabe?», começa por contar hoje ao jornal português "A Bola". «Em 1985 (sic), sofri, no Estoril, o acidente mais aparatoso na Formula 1. O Tyrrell capotou e assustei-me a sério. Mas é um prazer estar de volta.», continuou o "orgulhoso" dono do Team Ukyo, que afirma ter feito este "investimento" por "prazer".

«Estava farto de estar bem (risos), assim, dou um contributo aos jovens, e num desporto mais verde. Oxalá muitos pilotos sigam o exemplo, sei que o Fernando Alonso está a pensar imitar-me e ter uma equipa. Aconselho-o vivamente!», concluiu.

Veremos os resultados da equipa por estas bandas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Na 5ª Coluna desta semana...

No meu circulo de amigos e amigas, tenho uma que é especialmente fanática do ciclismo, por razões familiares: um dos seus primos é profissional e graças a isso, conheceu muitos outros ciclistas, um deles um dos melhores do país, dos quais teve até uma relação amorosa. Mas também conheceu e fez amizade com muitos outros ciclistas, especialmente espanhóis que fizeram as grandes provas: Vuelta, Giro e Tour. E nas minhas conversas, acabávamos inevitavelmente a falar sobre o tema do "doping". E ela, invariavelmente me dizia isto: "Esta gente toda se dopa. Se queres ser alguém, tens de dopar. Se queres vencer alguma Volta ou prova ciclistica importante, tens de te drogar. Sem isso, não és ninguém". 

A principio, achava que ela exagerava. Mas como estava mais dentro disto do que eu, tendia a acreditar no que falava, ao invés da "verdade oficial". E claro, nestas conversas também falávamos de Lance Armstrong, que na altura, ganhava "Tour" atrás de "Tour". E dizia-me que "se calhar, esse deve ser dos piores". Mas depois lhe respondia que ele era sistematicamente controlado. E a resposta lá vinha, demolidora: "Isso tudo é uma treta. Eles têm ajudas para fintar os controlos". (...)

É numa perspectiva perfeitamente pessoal que começo a falar na minha 5ª Coluna desta semana. O tema é o ciclismo e "doping", sobretudo com a história da confissão de Lance Armstrong, de que se dopava para conseguir todos aqueles títulos no Tour. E basicamente, toda a sua carreira foi construída à volta de uns artifícios e não à base de esforço. E comparo isso com o automobilismo, onde os casos de "doping" são raros, mas existem. E quando são apanhados, tem a ver com... drogas recreacionais. E falo ainda de Tomas Enge, James Hunt e Alex Zanardi.

Tudo isto e muito mais, podem ler na 5ª Coluna desta semana, a partir deste link. 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O segundo título de Alex Zanardi

Quarta-feira, ficamos maravilhados ao saber que Alex Zanardi tinha conseguido uma medalha de ouro no contra-relógio da variante de ciclismo na categoria T4 (amputados), com o seu "hand-cycle". Esta tarde, foi a corrida de estrada, e o piloto italiano de 45 anos ia tentar vencer outra medalha contra uma forte concorrência. E nesse aspecto, ele conseguiu, depois de uma dura luta contra outros sete concorrentes. Nesse aspecto, já sai daqui com duas medalhas de ouro nestes Paralimpicos.

Coincidentemente, Alex Zanardi vence esta medalha quinze anos depois de ter conseguido o primeiro dos seus dois títulos na CART, numa temporada onde tinha vencido em cinco ocasiões, três delas consecutivamente. O feito do piloto italiano, nessa altura alcançado no circuito de Laguna Seca, tinha mostrado que ele era feito do estofo dos campeões, e que a sua passagem pela Formula 1 tinha sido apenas um soluço. Quinze anos depois, podemos dizer que foi a primeira de muitas conquistas de uma carreira invulgar. Absolutamente invulgar. 

E que não vai parar por aqui: ele deseja competir nas 500 Milhas de Indianápolis de 2013 - curiosamente, nunca competiu por lá - e o seu amigo e companheiro de equipa nos tempos da Chip Ganassi, Jimmy Vasser, já disse que o iria ajudar...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Youtube Racing: a felicidade de Alex Zanardi


Eis as declarações de Alex Zanardi à TV italiana depois da corrida que lhe deu a medalha de ouro, esta tarde, em Brands Hatch. O meu italiano não é fabuloso, mas pelo que entendo, é um homem muito feliz por ter conseguido isto com a idade que têm.

E pelo que me contam, o italiano ainda vai tentar ganhar mais duas no final da semana. Se assim for, boa sorte. Quem me deu a dica do video foi o Leonardo Gomes.

Alex Zanardi, o nosso heroi

Sempre que termina uma competição, quer nos Jogos Olimpicos, quer agora nos Paralímpicos, a organização decide sempre tocar a musica "Heroes", que David Bowie compôs em 1977, para homenagear os vencedores e os que vão ao pódio, porque como diz a canção: "podemos ser heróis, mesmo que seja apenas por um dia". 

Para nós, que amamos o automobilismo, estávamos curiosos em ver o que faria um atleta em especial nesses Jogos Paralimpicos: o italiano Alex Zanardi. Está agora a caminho dos 46 anos e tem um curricluo impressionante, onde apesar de não ter conseguido quase nada na Formula 1 - apenas um ponto em toda a sua carreira na Jordan, Minardi, Lotus e Williams - foi bicampeão na CART, ao serviço da Chip Ganassi, sendo um dos pilotos mais velozes da sua geração na competição americana. Hoje as expectativas eram muitas, e ele conseguiu as cumprir, conseguindo a medalha de ouro. O local, curiosamente, foi num circuito usado para o automobilismo: Brands Hatch.

Curiosamente, está quase a fazer onze anos desde aquele acidente em Lausitzring. Aquele acidente  do dia 15 de setembro de 2001, do qual 99 em cada cem pessoas, quando viu de imediato, enjoou ao ver a violência do embate e achou convictamente que estava morto. Contrariando as estatísticas e as convicções, sobreviveu. Com sete paragens cardíacas, com meio litro de sangue no corpo e sem pernas. O seu exemplo de sobrevivência, para mim, só pode ser explicado por ele ser um atleta.

Depois de terem assistido ao primeiro milagre, colocaram-lhe novo "o caixão à porta", dizendo que a sua carreira estava acabada. Ele fez dessa contrariedade uma oportunidade. Tem de ser: os automobilistas são competitivos por natureza. Digo isto porque me lembro da cena do "Dias de Tempestade", do agora falecido Tony Scott, onde os dois pilotos - um deles Tom Cruise - no hospital, ambos em cadeira de rodas, competiam para ver quem chegaria mais rapidamente à porta de saída. E se o cérebro estiver intacto, eles não pararão nunca.

E dessa contrariedade, assistimos ao "segundo milagre", quando o vimos a correr de novo, desta vez no WTCC, a vencer corridas pela BMW. A sua primeira, creio que foi em Oscherschleben, deve ter feito chorar muito coração empedernido, porque estava a assistir a um milagre. Alguém, "vindo dos mortos", num carro adaptado, bater pilotos que tem duas pernas, uma para acelerar, outra para frear (travar) e subir com as suas muletas ao pódio para receber o troféu da vitória e ouvir o "Il Canto degli Italiani".

Que ouvirá mais uma vez depois de vencer esta tarde a sua corrida na sua categoria, dando mais uma medalha de ouro nos Jogos Paralimpicos. Em Brands Hatch. Deve ter-se sentido em casa. E mais uma vez, escreveu mais uma página dourada da sua vida absolutamente excepcional. Hollywood já lhe deve um filme de jeito.

E para fechar: é por causa de alguém como o Alex Zanardi que acredito que voltarei a ver Robert Kubica dentro de um carro de Formula 1. E não é só para umas voltas de teste. Como já viram, o ser humano é capaz de coisas à partida "impossiveis"...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A entrevista de Alex Zanardi ao jornal Público


Para muitos de nós, "petrolheads", a vida de Alex Zanardi dispensa apresentações. Muitos sabem o que fez na Formula 1, muitos seguiram a suya carreira espantoda na CART e os seus títulos mundiais em 1997 e 1998, bem como o seu regresso frustrante à Williams em 1999. E muitos ainda se recordam o que estavam a fazer na manhã/tarde/noite de 16 de setembro de 2001, quando na oval de Lausitzring, o piloto italiano sofreu um tremendo choque com o carro de Alex Tagliani, perdendo ambas as pernas.

Sobreviveu para  contar a história e ganhou uma segunda vida. Primeiro no WTCC e agora deleita-se com uma bicicleta, com o objetivo de conquistar uma medalha nos Jogos Paraolimpicos de Londres, que acontecerão daqui a menos de um ano. Sempre competitivo, agora com 45 anos, Alex Zanardi falou com o jornalista Tiago Pimentel sobre a sua vida e a razão pelo qual escolheu esta modalidade.

DEZ ANOS DEPOIS, ZANARDI QUER GANHAR UMA MEDALHA EM LONDRES

O ex-piloto italiano "Alex" Zanardi vai estar nos Jogos Paraolimpicos com o objetivo de conquistar umsa medalha no ciclismo adaptado.

Há um antes e um depois na vida de Alessandro Zanardi. Há dez anos, o ex-piloto italiano viu a sua "primeira vida" chegar ao fim, com um acidente na Alemanha, em que perdeu as duas pernas. Começou então uma "segunda vida": lidar com a dependência, reaprender a andar com as próteses. E a prática de uma nova modalidade desportiva, o ciclismo adaptado. A evolução foi tão rápida quanto inesperada, e Zanardi já tem assegurada a qualificação para os Jogos Paraolímpicos de 2012, em Londres. O objectivo é conquistar uma medalha.

"Neste momento estou qualificado. Ir a Londres já não é um sonho, é um objectivo. Agora a questão é preparar-me bem para competir no melhor das minhas possibilidades", contou Alessandro Zanardi, em conversa telefónica com o PÚBLICO.

O ex-piloto italiano compete em handcycle (bicicleta adaptada para a propulsão manual). Em 2011 conseguiu vários resultados assinaláveis, com destaque para a vitória na Maratona de Nova Iorque e o segundo lugar no contra-relógio nos Campeonatos do Mundo de estrada. "Foi uma temporada muito boa. Consegui ganhar várias maratonas, em Roma, em Milão, em Veneza. Mas a Maratona de Nova Iorque foi a que me deu mais satisfação", apontou.

Para chegar aqui o percurso foi tudo menos simples. Em 2001, o acidente no circuito EuroSpeedway Lausitz, durante uma prova de Fórmula CART, atirou-o para o hospital. Ficou lá 45 dias, e quando saiu era um homem diferente. As duas pernas foram amputadas e teve que reaprender a fazer praticamente tudo. "Ser um duplo amputado significa que desde que acordo de manhã até quando vou para a cama à noite, faço tudo com os braços", explicou Zanardi, acrescentando: "No início tenho de reconhecer que foi difícil. Depois o meu corpo ficou mais forte e deixou de ser tão cansativo."

A bicicleta manual chegou em 2007, ao mesmo tempo que competia no Mundial de Turismo. Um patrocinador convidou-o a ir à Maratona de Nova Iorque para um evento. "Eu disse-lhes: 'Já que tenho de ir lá fazer um discurso de dez minutos, posso já agora fazer a maratona'. Foi algo que disse na brincadeira, mas que depois decidi realmente tentar. Organizei-me num par de semanas, fui a Nova Iorque e terminei em quarto. Foi um excelente resultado, mas fiquei a quase 20 minutos do vencedor", recordou o ex-piloto, com uma gargalhada.

Do carro para a bicicleta

"Mas foi divertido, e foi quando decidi que o handcycling era uma excelente forma de me manter em forma", continuou Alessandro Zanardi, explicando que em 2010, ano em que não teve uma proposta no desporto automóvel que satisfizesse as suas expectativas, decidiu dedicar-se à nova paixão. "Fiz a escolha e decidi deixar as corridas automóveis. Comecei a dedicar mais atenção ao meu treino, e dois anos depois aqui estou. Estou muito feliz por ter tomado esta decisão", reconheceu.

Era o momento para apostar nesta nova modalidade, admitiu o ex-piloto: "Vou ter 46 anos a seguir aos Jogos Paraolímpicos de Londres, por isso não vale a pena alimentar expectativas de ir ao Rio de Janeiro em 2016. É algo que tenho de fazer neste momento."

Zanardi destacou a importância do trabalho com a selecção paraolímpica italiana de ciclismo na sua evolução, e confessou ao PÚBLICO que "continua a não saber muito sobre ciclismo". "Tive de fazer muitos, muitos quilómetros na bicicleta. A mãe natureza não nos deu músculos da mesma qualidade nos braços e nas pernas. Para fazer uma actividade física contínua com os braços, durante mais de uma hora, temos de tornar as fibras dos músculos de brancas em vermelhas. E isto é algo que só se consegue com muito exercício, fazendo muito trabalho com os braços", acrescentou Zanardi.

Nos treinos diários faz uma média de 50 ou 60 quilómetros. "Mas nos três meses antes do Campeonato do Mundo a minha rotina chegava a ser de 120 quilómetros. É algo semelhante ao que os ciclistas fazem. Por vezes, costumo treinar com eles e consigo acompanhá-los, porque as velocidades são semelhantes. Claro que, quando a estrada sobe, para mim é ligeiramente mais difícil, mas é um bom exercício tentar acompanhá-los", disse.

A qualificação para Londres 2012 é o culminar de "uma aventura muito interessante" e Zanardi conclui que seja qual for o resultado alcançado nos Jogos Paraolímpicos, o saldo é positivo: "Se for a Londres e ganhar uma medalha, será um final feliz. Mas mesmo que não consiga uma medalha, só vou perder o final feliz. Foi uma bela jornada."

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Extra-Campeonato: Olha só quem vai voltar?

Ah pois! Lance Armstrong, ciclista americano, sete vezes vencedor da Volta a França, anunciou ontem, algo inesperadamente, que voltará à competição em 2009, para tentar ganhar uma oitava vez o Tour.
Armstrong, agora com 36 anos, retirou-se da competição em 2005, depois da sua sétima vitória no Tour. Exemplo do ciclista perfeito, com uma inabalável vontade de ganhar, sofreu um cancro grave nos testículos em 1996, que se tinha espalhado pelo cérebro e pelos pulmões, e no qual os médicos lhe deram 50 por cento de sobrevivência. Contrariando todas as expectativas, não só ficou curado do cancro, como voltou mais forte do que nunca, vencendo a prova velocipédica mais importante do Mundo por sete vezes, de 1999 a 2005.

Se ele conseguir um oitavo Tour, vai ser certamente uma das maiores "comebacks" desde dos tempos do Michael Jordan. Tem alma!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Extra-Campeonato: Borat ataca de novo!

Confesso que já não escrevia nesta secção há algum tempo, mas hoje tenho motivos para tal. E tudo graças ao Desblogueador de Conversa, esse blog já mítico do panorama lusitano. É que têm lá umas imagens do nosso amigo Borat Sagdiev a fazer das suas! São somente 16 segundos, mas é o suficiente para causar estragos piores daqueles que faz o Diabo!