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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Formula 1 em Cartoons - Alex Zanardi (Cire Box)

As vitórias de Alex Zanardi nos Jogos Paramlimpicos fizeram com que o "Cire Box" fizesse esta cartoon em homenagem ao piloto e ciclista italiano. E claro, compará-lo com a Renault de Joylon Palmer deste ano...

Claro, Palmer não gosta lá muito da piada... "Ah! Vejam bem, mas minhas pobres performances nesta temporada não tem a ver comigo, mas com este monolugar de m****!"

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

A(s) foto(s) do dia



Alex Zanardi, outra vez. E desta vez no Rio de Janeiro. Depois de duas medalhas de ouro e uma de prata em Londres, desta vez conseguiu uma medalha de ouro na corrida de estrada, revalidando o título olímpico. E quem poderia imaginar que ele, no próximo dia 23 de outubro, vai fazer 50 anos?

A apostem o que quiserem, ainda o havemos de ver em Tóquio, daqui a quatro anos, para tentar o tri.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Zanardi, Kubica e pseudo-impossiveis

Foi uma loucura, a semana que passou, quando as pessoas acompanharam os feitos de Alex Zanardi nos Jogos Paralimpicos de Londres. Para terem uma ideia: no dia em que ele alcançou a sua primeira medalha de ouro, este cantinho teve 5700 visitas, o equivalente a quatro dias visitas, pulverizando o anterior recorde. Cheguei a ter duas horas seguidas com uma média de 900 visitas, só porque as pessoas procuravam artigos sobre o piloto italiano que perdeu ambas as pernas em Lausitzring, a 15 de setembro de 2001. No final, Zanardi conquistou duas medalhas de ouro e uma de prata, a última dos quais conquistada neste domingo, na estafeta mista na classe H4, para amputados profundos, como Zanardi.

Com isto, o ex-piloto italiano de 45 anos fecha brilhantemente a sua participação nos Jogos Paralimpicos de Londres, em corridas que aconteceram numa pista de automóveis. Mas não quer ficar por aqui. Numa conversa que teve tempos antes com o seu amigo e ex-companheiro na Chip Ganassi, Jimmy Vasser, ele afirmou que em caso de vitória, lhe iria arranjar um carro adaptado para que ele tentasse participar nas 500 milhas de Indianápolis em 2013. Apesar do imenso sucesso que teve na sua primeira passagem nos Estados Unidos, nunca tentou a clássica americana porque nesse tempo, tinha havido a cisão entre a IRL e a CART.

Caso ele consiga, será mais uma prova de que "impossiveis não existem", e será aplaudido por todos, como sinal de que é mesmo um "ser excepcional".

Este domingo, enquanto muitos viam o GP de Itália de Formula 1, em Monza, noutro ponto de Itália, um ex-piloto fazia o seu regresso às competições, através de um carro de rali. Num velho Subaru Impreza WRC, o polaco Robert Kubica participava no Rali Comitolo di Lanna, uma curta prova de um dia, e acabaria por vencer, conseguindo também quatro vitórias em classificativas.

No final, Kubica, de 28 anos, afirmava estar contente com o resultado: "Estar aqui já é um bom passo, mas eu preferia estar em outro lugar. Ainda tenho um longo caminho a percorrer e talvez nunca mais esteja no mesmo nível físico de antes. Mas não pretendo desistir. O objetivo continua a ser retornar à Fórmula 1 e os próximos meses dirão se eu posso fazer isso já no próximo ano ou esperar até 2014", afirmou.

Pelo que eu falo com pessoal na Polónia, Kubica ainda vai ter de fazer mais uma pequena cirurgia por causa da acumulação de tecido nos tendões, que lhe estão a prejudicar os movimentos. Se não está a cem por cento, então deverá estar a noventa e muitos por cento, dada a facilidade que ele teve em ganhar este pequeno rali, e vai participar noutro em breve. E pelo que me contam também, Kubica pode estar a fazer um "plano B", que será o de fazer uma carreira nos ralis. O teste com a Ford no WRC poderá servir como introdução a uma "meia temporada" no Mundial, tal como fez Kimi Raikkonen em 2010 e 2011, no tempo sabático da Formula 1.

O seu grande teste, diz ele, será quando ele se sentar dentro de um carro de Formula 1, algures no ano que vêm. ele quer ir para a Formula 1 em 2014, mas não é fácil. Mas creio que só o facto de estar dentro de um carro de ralis, um ano e oito meses depois do seu grave acidente no Rali Ronda di Andora, a bordo de um Skoda Fabia S2000, já é uma grande vitória, e mais uma prova e que os imposiveis não existem, e de que colocar o "caixão à porta", como li em muitos sítios, é sinal da ignorância das pessoas.

Primeiro que tudo, porque os pilotos são seres competitivos em si, e encaram qualquer contrariedade como uma prova para se superar e para se fortalecer, fisica e mentalmente. Stirling Moss sofreu vários acidentes ao longo da sua carreira, um dos quais no GP da Belgica de 1960, onde partiu as pernas, mas ao fim de mês e meio, ainda combalido, estava de volta a um carro de Formula 1. Só por aí, temos de afirmar que eles não são seres como nós, que demoramos anos para recuperar de uma rotura de ligamentos de um joelho, por exemplo. Um futebolista consegue recuperar em quatro, cinco, seis meses, e não vejo os adeptos de futebol a colocar "caixões à porta", fazendo funerais às suas carreiras. Só por aí é que se vê a ignorância de muita gente nesse aspecto.

Segundo aspecto tem a ver com os avanços na cirurgia. É certo que um braço não é uma perna, e a cirurgia de Robert Kubica é bem mais complexa do que, por exemplo, a que Didier Pironi passou ao longo de quatro anos após o seu acidente no "warmup" do GP da Alemanha de 1982. Mas em 30 anos, muito se avançou nessa área. Se Pironi ainda teve a capacidade de entrar num carro de Formula 1 e dar algumas voltas em mais do que um teste, contrariando as probabilidades - e no final, acabou por não correr na Formula 1 porque caso fosse considerado apto, teria de pagar o dinheiro dado pela seguradora para financiar as suas oprerações, pois acreditavam que Pironi não voltaria a correr - creio que Robert Kubica terá a capacidade para se sentar dentro de um carro e fará tempos competitivos. Se antes tinha uma crença, agora fico com certezas.

Em suma, o que as pessoas deveriam reter como lição - mas suspeito que as suas 'memórias de peixe' não o fazem... - é que os impossiveis não existem. As mentes é que criam esses impossiveis, seja por preguiça, baixa auto-estima ou descrença, entre outros. O verdadeiro teste ao caractér, à fibra das pessoas só é verdadeiramente testado numa situação limite. Pessoalmente estive numa e safei-me. Conheço algumas histórias pessoas de pessoas que vocês conhecem na blogosfera e passaram por situações-limite ainda maiores e mais fortes do que eu e superaram com cinco estrelas. Um deles até corre de vez em quando de "kart", anos depois de ter tido um acidente de viação onde quebrou as pernas. E da última vez que soube, até ganhou uma corrida...

E por ter estado numa situação-limite e ter safado, é que acredito que ainda voltarei a ver Robert Kubica num carro de Formula 1, ou Alex Zanardi de novo num carro competitivo, provavelmente a marcar tempos no "Brickyard". Os pilotos de automobilismo são obcecados, e têm o céu como limite. Maurice Greene, atleta americano, campeão mundial e olimpico dos 100 e 200 metros, dizia que "os que acham que isto é impossivel, então saiam da frente e deixem que os outros derrubem essa impossibilidade". E isto ele dizia antes de aparecer Usain Bolt... 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O segundo título de Alex Zanardi

Quarta-feira, ficamos maravilhados ao saber que Alex Zanardi tinha conseguido uma medalha de ouro no contra-relógio da variante de ciclismo na categoria T4 (amputados), com o seu "hand-cycle". Esta tarde, foi a corrida de estrada, e o piloto italiano de 45 anos ia tentar vencer outra medalha contra uma forte concorrência. E nesse aspecto, ele conseguiu, depois de uma dura luta contra outros sete concorrentes. Nesse aspecto, já sai daqui com duas medalhas de ouro nestes Paralimpicos.

Coincidentemente, Alex Zanardi vence esta medalha quinze anos depois de ter conseguido o primeiro dos seus dois títulos na CART, numa temporada onde tinha vencido em cinco ocasiões, três delas consecutivamente. O feito do piloto italiano, nessa altura alcançado no circuito de Laguna Seca, tinha mostrado que ele era feito do estofo dos campeões, e que a sua passagem pela Formula 1 tinha sido apenas um soluço. Quinze anos depois, podemos dizer que foi a primeira de muitas conquistas de uma carreira invulgar. Absolutamente invulgar. 

E que não vai parar por aqui: ele deseja competir nas 500 Milhas de Indianápolis de 2013 - curiosamente, nunca competiu por lá - e o seu amigo e companheiro de equipa nos tempos da Chip Ganassi, Jimmy Vasser, já disse que o iria ajudar...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Youtube Racing: a felicidade de Alex Zanardi


Eis as declarações de Alex Zanardi à TV italiana depois da corrida que lhe deu a medalha de ouro, esta tarde, em Brands Hatch. O meu italiano não é fabuloso, mas pelo que entendo, é um homem muito feliz por ter conseguido isto com a idade que têm.

E pelo que me contam, o italiano ainda vai tentar ganhar mais duas no final da semana. Se assim for, boa sorte. Quem me deu a dica do video foi o Leonardo Gomes.

Alex Zanardi, o nosso heroi

Sempre que termina uma competição, quer nos Jogos Olimpicos, quer agora nos Paralímpicos, a organização decide sempre tocar a musica "Heroes", que David Bowie compôs em 1977, para homenagear os vencedores e os que vão ao pódio, porque como diz a canção: "podemos ser heróis, mesmo que seja apenas por um dia". 

Para nós, que amamos o automobilismo, estávamos curiosos em ver o que faria um atleta em especial nesses Jogos Paralimpicos: o italiano Alex Zanardi. Está agora a caminho dos 46 anos e tem um curricluo impressionante, onde apesar de não ter conseguido quase nada na Formula 1 - apenas um ponto em toda a sua carreira na Jordan, Minardi, Lotus e Williams - foi bicampeão na CART, ao serviço da Chip Ganassi, sendo um dos pilotos mais velozes da sua geração na competição americana. Hoje as expectativas eram muitas, e ele conseguiu as cumprir, conseguindo a medalha de ouro. O local, curiosamente, foi num circuito usado para o automobilismo: Brands Hatch.

Curiosamente, está quase a fazer onze anos desde aquele acidente em Lausitzring. Aquele acidente  do dia 15 de setembro de 2001, do qual 99 em cada cem pessoas, quando viu de imediato, enjoou ao ver a violência do embate e achou convictamente que estava morto. Contrariando as estatísticas e as convicções, sobreviveu. Com sete paragens cardíacas, com meio litro de sangue no corpo e sem pernas. O seu exemplo de sobrevivência, para mim, só pode ser explicado por ele ser um atleta.

Depois de terem assistido ao primeiro milagre, colocaram-lhe novo "o caixão à porta", dizendo que a sua carreira estava acabada. Ele fez dessa contrariedade uma oportunidade. Tem de ser: os automobilistas são competitivos por natureza. Digo isto porque me lembro da cena do "Dias de Tempestade", do agora falecido Tony Scott, onde os dois pilotos - um deles Tom Cruise - no hospital, ambos em cadeira de rodas, competiam para ver quem chegaria mais rapidamente à porta de saída. E se o cérebro estiver intacto, eles não pararão nunca.

E dessa contrariedade, assistimos ao "segundo milagre", quando o vimos a correr de novo, desta vez no WTCC, a vencer corridas pela BMW. A sua primeira, creio que foi em Oscherschleben, deve ter feito chorar muito coração empedernido, porque estava a assistir a um milagre. Alguém, "vindo dos mortos", num carro adaptado, bater pilotos que tem duas pernas, uma para acelerar, outra para frear (travar) e subir com as suas muletas ao pódio para receber o troféu da vitória e ouvir o "Il Canto degli Italiani".

Que ouvirá mais uma vez depois de vencer esta tarde a sua corrida na sua categoria, dando mais uma medalha de ouro nos Jogos Paralimpicos. Em Brands Hatch. Deve ter-se sentido em casa. E mais uma vez, escreveu mais uma página dourada da sua vida absolutamente excepcional. Hollywood já lhe deve um filme de jeito.

E para fechar: é por causa de alguém como o Alex Zanardi que acredito que voltarei a ver Robert Kubica dentro de um carro de Formula 1. E não é só para umas voltas de teste. Como já viram, o ser humano é capaz de coisas à partida "impossiveis"...

terça-feira, 23 de março de 2010

O que anda a fazer Alex Zanardi?

Desde que Alex Zanardi abandonou o WTCC pelo facto da sua equipa, a BMW, ter reduzido a sua participação no campeonato, o piloto italiano não ficou parado. Em vez disso, decidiu dedicar-se totalmente à maratona de cadeira de rodas. Com que objectivo? Quer ganhar uma medalha nos Paralimpicos de 2012, em Londres. E para isso, participou na Maratona de Roma, onde conseguiu chegar ao fim em forma.

"Correr nesta maratona foi muito importante! Foi bom ver as pessoas a torcer por mim pois desta forma é tudo mais próximo e sente-se o 'calor' das pessoas doutra forma. Treino quase todos os dias um mínimo de 60 quilómetros e já realizei uma corrida de 120 quilómetros de forma a avaliar a minha resistência. O resultado obtido em Roma foi excelente, mas sei que o caminho não é fácil e tive alguns problemas no final. Tenho um objectivo declarado que não vou negar. Espero conseguir estar presente em Londres para os Jogos Paraolímpicos de 2012 e lutar por uma medalha.", referiu Zanardi ao jornal italiano "La Gazzetta dello Sport".

Desejo-lhe sorte para ele, e espero vê-lo de novo atrás de um carro, porque merece.