E diz-se isso porque um dos candidatos a esse título, Max Verstappen... ganhou as duas últimas corridas. E na Red Bull, enquanto há vida, há esperança. E também o resto da concorrência, que irá fazer o seu melhor para adiar isto o mais possível.
Mas primeiro, temos a qualificação, nesta pista de Austin, a segunda das três corridas em solo americano.
A Q1 não teve grande história, sem despistes ou batidas fortes no muro. No final, os Ferrari estavam a mostrar-se, com Charles Leclerc no topo da tabela, seguido pelo Red Bull de Max Verstappen e Isack Hadjar, que interferiram entre os carros vermelhos, já que Lewis Hamilton tinha o quarto melhor tempo. Contudo, Lando Norris ainda teve tempo para colocar o seu carro no topo da tabela, com 1.35,029, contra os 1.35,200 do piloto monegasco.
Em contraste, entre os eliminados, os mais surpreendentes foram os Williams de Carlos Sainz Jr. e Alex Albon, o Aston Martin de Lance Stroll, os Cadillacs de Sério Perez e Valtteri Bottas e o Haas de Esteban Ocon.
Poucos minutos depois, começava a Q2. Todos usavam um novo jogo de moles, para marcar os tempos na pista necessários para a fase seguinte... ou para tentar escapar de uma eliminação precoce. Gabriel Bortoleto decidiu não marcar um tempo, porque iria ser fortemente penalizado em 40 lugares por causa das mudanças nas diversas unidades do seu carro. Pelos vistos, irá largar de El Paso...
No final, pouco mais de um segundo separaram os dez primeiros. Novamente os Ferrari na frente, com Leclerc a ter 1.34,198, a 80 centésimos de Antonelli, agora com moles e a ter um tempo respeitável. Russell era terceiro e tinha 1.34,305, enquanto Oscar Piastri estava na zona de fronteira, e dava jeito melhorar o seu tempo. Ele melhorou, subindo para sexto, com 1.34,718, 620 centésimos mais lento que Leclerc, mas na frente de Hamilton.
Agora eram os Racing Bulls na corda bamba, com Liam Lawson no limite e Arvid Lindblad no lado de fora. Lindblad consegue 1.34,950 e fica nos dez primeiros, seguido de Lawson, quando consegue 1.35,058, mais 22 centésimos do primeiro eliminado.
E entre os que saíram a fava? Foram, para além do Aston Martin de Fernando Alonso, o Alpine de Franco Colapinto e Pierre Gasly, os Audi de Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg, e o segundo Haas de Ollie Bearman.
E agora, era a altura da Q3.
Dentro do carro, Verstappen queixava-se da aderência e da falta de tração.
Depois disto, alguns minutos para irem às boxes, trocar de pneus e irem para a volta final, o que aconteceu a pouco menos de dois minutos e meio do final da qualificação. Se serviria para melhorar... ou nem por isso, agora era o momento.
Os primeiros voltavam a ser os Mercedes, querendo mostrar que eram os melhores, ao contrário da Ferrari, que tinha dominado todas as sessões de treinos do fim de semana texano. Russell, o primeiro na pista, tirava 1.34,552, e não saía de quinto, enquanto Antonelli, parecendo que o seu rival não tinha melhorado, decidiu levantar o pé. A pole era dele. Verstappen, que a certa altura era o mais rapido, não conseguiu melhorar, e desta vez, eram os ventos que prejudicaram as voltas de toda a gente.
“O Max foi muito rápido e o Isack fez um trabalho incrível, pelo que não vai ser fácil. A Q3 foi muito dura devido ao vento forte e imprevisível, mas estou feliz”, comentou o detentor da pole.
“Na Q3 não tivemos um bom equilíbrio em nenhum dos jogos de pneus. Não houve erros, simplesmente não havia aderência e comecei a escorregar muito”, explicou o neerlandês da Red Bull.
Amanhã, pela hora do jantar, saberemos se teremos novo campeão, ou teremos de esperar por mais uma... ou duas semanas, dependendo do circuito. De qualquer forma, poderemos ver um recorde a ser batido. De precocidade.




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