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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

WRC: Matton sai da FIA


O belga Yves Matton saiu da FIA e poderá estar próximo de ser o próximo diretor desportivo da Hyundai. Segundo conta esta quarta-feira o site dirtfish.com, Matton aproveitou a eleição de Mohammed Ben Sulayem como presidente do organismo máximo do automóvel e do automobilismo para expressar a sua vontade de sair. O site também fala que a sua visão dos ralis não é a mesma do dirigente árabe, e ainda por cima, há um convite da Hyundai Motorsport para substituir Andrea Adamo, que bateu com a porta no inicio do mês devido a divergências com alguns pilotos, nomeadamente Thierry Neuville, compatriota de... Matton.

Na FIA desde 2018, depois de ter sido o diretor desportivo da Citroen, Matton foi um dos obreiros do regulamento que irá entrar a partir da próxima temporada, os Rally1, onde os carros serão híbridos, com um aumento de potência e um reforço nos chassis. Contudo, o novo presidente da FIA - que curiosamente, vem dos ralis... - disse que os novos regulamentos não são proativos na busca de novos construtores para esta categoria do automobilismo.

“Os regulamentos do Rally1 foram escritos com vista a tornar os novos regulamentos tão acessíveis quanto possível”, disse Matton à Autosport britânica, numa entrevista no inicio do ano. “Este é um dos pilares fundamentais do desenvolvimento: sustentabilidade, segurança, acessibilidade. Pode haver mais um fabricante antes do fim do próximo ciclo de homologação, mas não será em 2022”.

Ainda não se sabe quem ficará com o cargo, e provavelmente esse nome só será conhecido por alturas dos Rali de Monte Carlo. 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

WRC: Já há um calendário para 2022


O WRC está prestes a entregar ao Conselho Mundial da FIA um calendário de treze provas para a temporada de 2022. Segundo conta Yves Matton, este não é um calendário final, mas apenas um com datas nos quais quer organizar provas, e isso serve para os ralis que se realizam fora da Europa e que estão em dúvida, como o México, o Chile e a Argentina.

“Por causa da pandemia não iremos confirmar um calendário final, mas sim apenas datas importantes”, afirmou.

Contudo, nessas treze datas, ela começa com o rali de Monte Carlo e acabará em paragens japonesas, com passagens por Suécia (bem mais para norte), Croácia, Portugal, Itália, Safari (Quénia), Estónia, Finlândia, Grécia, Espanha, Irlanda do Norte e Austrália, antes do encerramento em paragens nipónicas. 

A grande ausência será a Alemanha a haverá o regresso do rali a paragens britânicas, mas em vez de Gales, será a Irlanda do Norte que acolherá os carros do WRC. Também ainda não se sabe se, caso haja a confirmação de alguma prova nas Américas, será pura e simplesmente acrescentado ou será à custa da saída de algum rali europeu.

sábado, 20 de março de 2021

WRC: Matton acha que haverá novo construtor num futuro próximo


Yves Matton admite que o WRC possa receber um noo construtor no futuro, com a nova categoria Rally1. Estes novos carros, híbridos, com o mesmo motor 1.6 turbo, mas com mais um motor elétrico, que pode oferecer até mais 160 cv de potência, irão aparecer a partir da próxima temporada, mas sem grandes modificações em termos de aspecto. 

Numa entrevista publicada esta semana na Autosport britânica, Matton deixou claro que os novos regulamentos podem seduzir mais marcas, mas isso não sucederá em 2022: “Os regulamentos do Rally1 foram escritos com vista a tornar os novos regulamentos tão acessíveis quanto possível”, começou por dizer. “Este é um dos pilares fundamentais do desenvolvimento: sustentabilidade, segurança, acessibilidade. Pode haver mais um fabricante antes do fim do próximo ciclo de homologação, mas não será em 2022”, concluiu.

Em termos de marcas, com a Ford e a Toyota já a desenvolverem o carro, espera-se ainda que a Hyundai confirme a sua presença na nova categoria e desenvolva a sua versão do i20 Rally1.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

WRC: Yves Matton acredita que um construtor aparecerá em breve


Yves Matton
acredita que haverá novo construtor no WRC até 2026. O Diretor de Ralis da FIA acha que, para além da Hyundai, Toyota e Ford, um quarto construtor irá abrilhantar as classificativas mundiais na nova classe Rally1, e nisso, ele está confiante. 

“Creio que no final do próximo ciclo de homologação poderemos ter mais um fabricante. Já existiram algumas possibilidades anteriormente, mas a Covid-19 não nos está a ajudar a tentar fazer lobby para tentar convencer alguns fabricantes a aderir. Mas acredito que somos capazes de atrair alguns fabricantes, ainda que não já para 2022”, disse.

Claro, não será já na próxima temporada, porque tal anuncio já teria sido feito há muito e os testes já estariam a acontecer. E para piorar as coisas, os rumores de que dos três construtores presentes, apenas dois estão a aplicar-se para o novo "Rally1" e os atrasos da Hyundai para aprovar o projeto podem não estar a augurar grandes perspetivas de futuro por causa da motorização híbrida. 

E quanto a potenciais construtores? Por agora, nada em concreto. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

WRC: Matton afirma ter provas de reserva em 2021


Yves Matton
, o responsável pela FIA nos ralis, afirma já ter o calendário da próxima temporada já definido e provas de reserva, caso a pandemia obrigue ao adiamento ou cancelamento de provas, como aconteceu este ano.  

Ao falar à Autosport portuguesa mesta sexta-feira, em Portalegre, onde acompanha o Baja TT 500, Matton afirmou os planos para a próxima temporada, que à partida terá a estreia da Croácia e o regresso do Rali Safari, no Quénia. “No WRC temos um calendário de 12 provas previsto para 2021, e temos também algumas provas de ‘prevenção’, que possam substituir eventos que possam não ter lugar." começou por dizer. 

"O que sabemos, e aprendemos muito este ano, é que em primeiro lugar precisamos do empenho dos organizadores, que têm de acreditar e lutar para a realização dos seus eventos, é também muito importante ter o suporte das Câmaras Municipais onde passam as provas, e também dos governos. Se tivermos esse suporte, como por exemplo aconteceu na Estónia, será possível fazer alguma coisa, mesmo que nunca se tenham feito esses eventos antes. E Portugal é um excelente evento que tem o apoio das Câmaras e o evento vai realizar-se”, complementou.

Em 2020, o calendário foi cumprido até à terceira prova do ano, no México, até ser interrompido e recomeçar na Estónia, em setembro, uma das provas que entrou em substituição das canceladas. A temporada terminará em dezembro, com o Rali de Monza. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

WRC: Matton quer que os seus carros cheguem ao fim

O chefe da Citroen deseja que os seus pilotos levem os seus carros até ao fim no Rali de Portugal. Com um inicio de temporada relativamente atribulado, com acidentes na Córsega e na Argentina, apenas a vitória no México por parte de Kris Meeke compensa o desastre que está a ser a temporada de 2017.

Contudo, isso não faz com que continuem os testes de desenvolvimento dos carros franceses nesta temporada, e como neste rali vão ser inscritos quatro carros, Yves Matton gostava de ter resultados, já que rapidez, o carro já mostrou que é veloz e tem pilotos capazes... quando eles terminam as provas.

“Depois de inscrever três carros na Volta à Córsega, damos agora outro passo, acrescentando um quatro Citroën C3 WRC no Rali de Portugal [para Khalid Al-Qassimi]. É uma grande conquista, alcançada em grande parte pelo trabalho da nossa equipa técnica. Por várias razões, os resultados dos dois últimos ralis não foram tão bons como esperado, pelo que para esta sexta ronda pediremos aos nossos pilotos para chegar ao final do rali, esperando ter dois C3 WRCs entre os cinco primeiros da geral”, contou Matton.

O rali de Portugal, que vai acontecer entre os dias 18 de 21 de maio, terá o maior número de WRC's inscritos, com pelo menos treze máquinas oficiais e mais alguns privados.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Noticias: Citroen vai fazer ano sabático nos ralis

A Citroen decidiu apostar no WRC em detrimento do WTCC, mas fará um ano sabático nos ralis em 2016, anunciou hoje a marca francesa em comunicado oficial. A marca afirmou que continuará no Mundial de Turismos próxima temporada com o modelo C-Elysée e com o argentino José Maria "Pechito" Lopez e o francês Yvan Muller, mas abandonará a competição no final da próxima temporada. 

“Com oito títulos mundiais e um recorde de 94 vitórias, a Citroën, certamente, teve um sucesso inigualável no WRC”, começou por afirmar Linda Jackson, a diretora-executiva da marca. “O rali é uma modalidade fascinante, que testa a performance, a fiabilidade e a solidez dos carros e pilotos em configurações magníficas. A categoria está a ter um reavivamento com um aumento da cobertura televisiva e o regresso da China ao calendário de 2016”, listou.

“Em 2017 surgirá uma nova geração de carros, que têm o propósito de serem muito atrativos, vai coincidir com o nosso renovado envolvimento. Tudo estará, portanto, no lugar para escrevermos mais um novo capítulo na nossa história. Dada à grande herança da marca, esse desafio tinha de ser ambicioso. Nós, entretanto, seremos modestos em nossa abordagem, gradualmente intensificando nossos objetivos rumo ao topo”, concluiu.

Já Yves Matton, o chefe da Citroen, continuou a explicar a decisão da marca, afirmando que o foco é nos ralis, especialmente com o novo regulamento, que fará com que os carros sejam mais agressivos em termos visuais e sejam mais potentes na estrada. “Nós nunca escondemos o nosso interesse no regulamento de 2017 do WRC e o todos estamos extremamente motivados por este novo desafio”, começou por dizer. “Nós gostamos da liberdade concedida para fazermos carros mais espetaculares, mas também da possibilidade de reutilizarmos o trabalho de desenvolvimento feito no motor do Citroën C-Elysée do WTCC”, continuou.

“Com o objetivo de gerirmos nossos recursos de uma maneira eficiente, nós decidimos focar todos os nossos esforços no design e no desenvolvimento no nosso novo carro do WRC. É por isso que a Citroën não vai competir na competição em 2016 como uma equipa de fábrica”, justificou.

E isso vai alterar as coisas por lá. O norueguês Mads Ostberg foi dispensado da marca para a temporada de 2016, enquanto que Kris Meeke está a ser negociado para ver se continua na marca, embora com uma participação mais reduzida, ajudando a marca no desenvolvimento do novo carro para 2017.

"Mads quer um programa completo no Mundial de ralis para a próxima temporada e nós não vamos ser capazes de lhe oferecer isso”, começou por afirmar uma fonte da marca francesa à Autosport britânica. A mesma fonte confirmou ainda o potencial interesse de realizar parte do programa do mundial com um DS3 WRC mas essa é uma situação que ainda não está definida: "Nada está decidido em todo caso é muito cedo para falar sobre isso”, acrescentou. 

Isso pode significar que o piloto norueguês poderá ir para a Ford, mas caso aconteça, e equipa de Malcom Wilson iria ter de dispensar um dos seus pilotos, o estónio Ott Tanak e o galês Elfyn Evans. Mas outra chance em cima da mesa seria o de montar uma estrutura privada, como fez no inicio da sua carreira, quando correu pela Adapta, onde em 2012 venceu o seu primeiro rali, em Portugal.

No final, este ano sabático irá significar que o WRC será mais forte do que nunca em 2017, pois haverão cinco marcas na estrada, onde para além da Citroen, ainda haverão Volkswagen, Toyota, Hyundai e Ford, este através da M-Sport, e todos terão máquinas adaptadas para a ocasião.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

As indecisões da Citroen

Estamos a meio do ano, e a Citroen vive alguns momentos interessantes em relação ao seu futuro competitivo. Para quem não sabe, a marca do "double chevron", liderada por Carlos Tavares, está em três frentes: WRC, WTCC e Dakar. E haverá uma quarta frente, esta coberta pela marca DS, e essa é a Formula E, graças a um acordo com a Virgin para fazer as baterias dos seus carros, a partir da próxima temporada.

Mas o mais interessante no meio disto tudo é que parece que, se nos Turismos, eles são reis e senhores do asfalto, Tavares acha que há coisas que precisam de ser melhoradas. E uma delas é o WRC, que precisa de ser mais acarinhado, especialmente após a saída de Sebastien Loeb, que depois de nove campeonatos, decidiu procurar outras paragens. Yves Matton, o chefe da marca no WRC, quer o alsaciano de 41 anos de volta aos ralis, segundo conta o Autosport britânico. 

"Sebastien é o nosso embaixador da marca", começou por afirmar Matton. "Acho que ele está a gozar aquilo que faz. Sei que por vezes não tem tanto gozo quando não ganha corridas, mas isso é normal numa competição como o WTCC, onde há mais candidatos à vitória do que no WRC", continuou.

"A grande fraqueza do WRC é que neste momento só tens dois candidatos à vitória ao Mundial, e um deles está a correr por lá [Sebastien Ogier] e o outro está no WTCC [Sebastien Loeb]. Já conversamos sobre a chance de um regresso ao WRC, mas não creio que ele queira regressar ao Mundial a tempo inteiro", concluiu. 

Contudo, há duas grandes razões para que ele não esteja muito interessado. Primeiro, no WTCC está muito mais liberto de compromissos e, apesar de vencer menos, continua a vencer corridas, e segundo, está crescentemente interessado em correr no Dakar, depois de ter experimentado o modelo 2008 DKR. E isso é determinante, pois no final de 2016, Matton escolherá qual das competições a Citroen ficará: WRC ou WTCC?

É que nos ralis, com Sebastien Ogier a vencer tudo, a Citroen, desde que Löeb se retirou a tempo inteiro em 2013, só venceu um rali, este ano, na Argentina, graças a Kris Meeke. E foi quando Sebastien Ogier teve um mau rali, acabando apenas na 17ª posição. Assim sendo, a ideia de continuar a ser uma força vencedora desvanece-se. No WTCC, com pilotos como José Maria "Pechito" Lopez e Yvan Muller, Loeb seria mais um bom piloto a vencer, numa máquina que até o chinê Ma Qinghua já subiu ao lugar mais alto do pódio.

Veremos o que irá dar. Falta temporada e meia para ver o que a marca do "double chevron" irá decidir...

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Rumor do Dia: Kubica pode correr na equipa oficial da Citroen no WRC

A temporada de Robert Kubica nos ralis está a correr melhor do que o esperado. Duas vitorias na categoria WRC2 o colocaram na luta pelo título e isso está a despertar a atenção de Yves Matton, o responsável pela marca, que admitiu hoje que poderá dar um carro oficial para o piloto polaco... ainda nesta época.

“Ele estará na lista que farei para o próximo ano. Vou esperar até depois do Rali da Alemanha para pensar no que farei relativamente aos pilotos”, afirmou à Autosport britânica. O responsável francês destacou a rápida evolução de Robert Kubica, que caso se mantenha o pode colocar “na lista para alguns ralis, e com isto não quero dizer a época toda”, explicou Matton. Sobre a hipótese de correr ainda este ano, Matton afirmou que Kubica “está neste momento a lutar pelo título do WRC 2 e isso é o mais importante para ele”.

Já o piloto polaco de 28 anos, desmentiu por agora ter feito “um acordo para conduzir um WRC em Espanha ou no próximo ano”, mas já afirmou que caso continue nos ralis na próxima temporada, “irei considerar pilotar um WRC”, disse. Esta temporada, para além de duas vitórias na categoria, conseguiu dois nonos lugares na classificação geral, tendo agora quatro pontos no campeonato.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Noticias: Citroen nega rumores de compra

A um dia do começo do rali da Finlândia, correu ontem de forma célere o rumor de que a Qatar Racing, que acolhe o agora medalhado olimpico Nasser Al Attiyah, iria comprar a estrutura da Citroen Racing, dando sinal de que esta iria abandonar em breve os ralis, e também sinal de que Sebastien Löeb poderia também abandonar a competição. Contudo, esta tarde, na Finlândia, Yves Matton, o diretor desportivo da Citroen Racing, desmentiu categoricamente tais rumores.

 “Não consigo perceber como uma publicação francesa pode publicar uma informação destas. É completamente falsa, e o que acontece é que estamos numa fase de discussão com o Qatar sobre como poderemos manter a nossa parceria no futuro. Não há qualquer hipóteses de vendermos a Citroen Racing.", refere Matton.

Contudo, Matton não nega que está em negociações com Sebastien Löeb, mas ele explica que está também a trabalhar num futuro para além da competição, “para o Sébastien trabalhar como embaixador da Citroen. Não é esperado qualquer anúncio relativamente às negociações que decorrem nas próximas semanas ou mesmo meses.", concluiu.