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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

WRC: Mads Ostberg corre na Austrália

A Citroen vai inscrever o norueguês Mads Ostberg para o rali da Austrália, a última prova do ano. O piloto de 32 anos, que anda este ano com o Citroen C3 R5, vai correr com o carro de WRC. A ideia de alinhar com um terceiro carro, juntamente com Sebastien Ogier e Esapekka Lappi, surge para ajudar o piloto francês na luta pelo título de pilotos, tendo a marca francesa maior margem para efectuar jogos de equipa durante a prova ou retirar pontos aos adversários.

"Nesse caso, iremos ter um terceiro carro para Mads na Austrália para tentar retirar alguns pontos aos adversários: Seb (Ogier) e Julien (Ingrassia). Mads foi terceiro no ano passado e terá uma excelente posição de partida na sexta-feira naqueles troços muito escorregadios. Ele tem a habilidade para dar um forte contributo para o esforço de equipa," referiu Pierre Budar, diretor desportivo da marca francesa.

Contudo, a chance está dependente do que a marca poderá fazer na Catalunha. Caso a Toyota e Ott Tanak vençam ambos os campeonatos, resolvendo o titulo mundial, o acordo fica sem efeito.

Recorde-se que a marca francesa decidiu não usar um terceiro carro para esta temporada, ao contrário da Hyundai, Toyota e Ford, deixando dois carros para Ogier e Lappi. E foi por isso que Sebastien Loeb decidiu alinhar pela Toyota, depois de 22 anos de fidelidade à marca do "double chevron", que lhe rendeu nove títulos mundiais.

sábado, 17 de novembro de 2018

WRC 2018 - Rali da Austrália (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Austrália mostrou Ott Tanak na frente da prova e um Sebastien Ogier cada vez mais perto do campeonato. No final da 18ª especial, que encerrou o segundo dia do rali, o estónio da Toyota tem um avanço de 21,9 segundos sobre Jari-Matti Latvala e 26,9 segundos sobre o Hyundai de Hayden Paddon. Sebastien Ogier é sexto, a um minuto 44,8 segundos da liderança, mas está cada vez mais à vontade, pois Thierry Neuville é oitavo, quase um minuto atrás dele.

Este sábado começou com Latvala ao ataque, apesar de na primeira passagem por Argents Hill Reverse, o vencedor ter sido Hayden Paddon, que bateu o finlandês da Toyota por 0,4 segundos, enquanto Ostberg perdia 2,1 segundos. Ogier era apenas oitavo, perdendo 9,1 segundos e Neuville estava dois lugares mais abaixo, quer na especial, quer no rali.

Na primeira passagem por Welshs Creek Reverse, Tanak conseguiu ser mais veloz, batendo Latvala por 3,8 segundos e Paddon por 4,5. Ostberg perdeu 7,7 segundos e viu o finlandês a aproximar-se rapidamente, enquanto na luta pelo título, Ogier foi apenas oitavo, perdendo 21 segundos e Neuville ficou atrás, a 28,6. Na 11ª especial, a primeira passagem por Urunga, Tanak voltou a vencer, com Latvala logo atrás, a 1,7 segundos, mas o mais importante foi Ostberg, sexto na especial e a perder 13,5 segundos, suficientes para ceder o comando para os Toyota.

"É muito difícil andar ao ritmo dos Toyotas. O carro é mais rápido na especial, parece que todos os três Toyotas estão indo bem lá. [Tenho] muito menor aderência. Eu tenho alguns pneus novos, que podem ajudar esta tarde", disse Ostberg, justificando a perda do comando do rali.

A manhã acabou com a primeira passagem pela pequena especial de Raleigh, com Tanak a empatar o melhor tempo com Elfyn Evans, com Craig Breen a chegar tarde e a receber uma penalização de três minutos e 50 segundos, caindo para o décimo posto.

Na parte da tarde, com as segundas passagens pelas da manhã, Paddon começa a ganhar a 13ª especial, enquanto Tanak se aproximava de Latvala. Era um duelo a quatro, é certo, mas parecia que os Toyota tinham a mó de cima. E isso se confirmou quando Tanak venceu a 14ª especial, a segunda passagem por Welshs Creek Reverse, ganhando quatro segundos exatos a Latvala e a ficar com o comando do rali por meros 0,8 segundos. Ostberg resistia a Paddon, e Ogier, com o oitavo lugar na especial, consolidava o sexto posto na geral.

"Faço o meu melhor. Faço tudo que posso. Não são condições fáceis, mas pelo menos é consistente. Divertido, mas ao mesmo tempo dando o meu melhor. O título dos fabricantes é a prioridade, então definitivamente precisamos garantir isso", afirmou Tanak, no final desta especial.

Na segunda passagem por Urunga, Lappi foi o melhor, mas o segundo posto de Tanak e o quinto de Latvala na especial fizeram com que a vantagem se alargasse para 7,4 segundos. O estónio depois venceu na curta especial de Raleigh, antes da dupla passagem por Destination NSW, onde não houve alteração na geral.

Depois dos três primeiros, Mads Ostberg é quarto, no seu Citroen, a 44,6 segundos, e assediado por Esapekka Lappi, o quinto. Muito longe está Sebastien Ogier, o sexto, a quase um minuto do quinto, enquanto Elfyn Evans era sétimo, controlando o avanço para Thierry Neuville, que agora aposta mais no azar os outros que na sua performance. E a fechar o "top ten" estão o ford de Teemu Sunninen e o Citroen de Craig Breen.

O rali da Austrália termina amanhã, com a realização das últimas quatro especiais.

domingo, 19 de agosto de 2018

WRC 2018 - Rali da Alemanha (Final)

Ott Tanak venceu o Rali da Alemanha e meteu-se na luta pelo título mundial, depois da segunda vitória consecutiva no campeonato deste ano. Este é o quinto triunfo da carreira de Tanak e o segundo em asfalto, o que mostra que é um piloto mais completo, e aproxima-se da luta pelo título de 2018.

Depois da prova, o piloto estónio considera que foi um êxito difícil, tendo em conta o duelo com Thierry Neuville e Sebastien Ogier que o obrigou a estar sempre ao ataque ao longo do fim de semana.

Foi definitivamente a vitória mais dura que já tive. Durante a maior parte do fim-de-semana foi uma luta muito renhida e tive de atacar muito. Na sexta-feira, nas vinhas, senti-me muito confortável com o carro. Na manhã de sábado não me senti tão confiante mas a equipa melhorou o carro no parque de assistência. Hoje só precisei de gerir”, afirmou.

Com apenas três especiais neste último dia, parecia que tudo já estava decidido, mas até à bandeira de xadrez, as coisas mudaram mais o que se esperava. Começaram logo de manhã, na PEC16, quando Jari-Matti Latvala ficou parado na especial, ao mesmo tempo em que Dani Sordo escorregou e bateu nas vinhas, rachando o vidro e causando problemas de motor, perdendo um minuto e 37 segundos. "Eu ia muito rápido numa direita e bati nos vinhedos, quebrou o vidro e não consigo ver nada. A temperatura está um pouco alta, então acho que danifiquei algo", começou por dizer.

Com isso, Neuville aproveitou e subiu para o segundo posto. Ogier aproveitou e acelerou rumo ao pódio, vencendo a 17ª especial, com Sordo a encostar definitivamente na berma. Contudo, isso não foi suficiente, porque não houve mais desistências e Esapekka Lappi ficou com o lugar mais baixo do pódio, dando mais pontos à Toyota.

No final, Ogier venceu a Power Stage, com Neuville e cometer um erro e acabar em quinto, a 6,7 segundos. “Tive falta de ritmo e confiança no carro, mas assegurámos bons pontos para o campeonato, e agora há que geri-los até ao fim da época", disse.

Depois dos quatro primeiros, Teeemu Suninen foi o quinto, a dois minutos e 2,9 segundos, seguido pelo Hyundai de Anders Mikkelsen, a dois minutos e 13 segundos. Craig Breen foi o sétimo, a dois minutos e 39 segundos, na frente do local Marijan Griebel, num Citroen DS3 WRC, a dez minutos e 41 segundos do vencedor. E a fechar o "top ten" ficaram os Skoda Fabia R5 do checo Jan Kopecky e o finlandês Kalle Rovanpera, os melhores da classe WRC2.

No Mundial, Neuville lidera, agora com 172 pontos, contra os 149 de Sebastien Ogier e os 136 de Ott Tanak. O WRC prossegue agora em terras turcas, entre os dias 13 e 16 de setembro. 

sábado, 18 de agosto de 2018

WRC 2018 - Rali da Alemanha (Dia 2)

Ott Tanak continua a dominar o Rali da Alemanha, acabando o segundo dia com uma vantagem de 43,7 segundos sobre o espanhol Dani Sordo e de 44,5 segundos sobre o outro Toyota de Jari-Matti Latvala. Sebastien Ogier atrasou-se na luta pela vitória e acabou o dia a quase dois minutos, no oitavo posto.

Com um duelo a três no final do primeiro dia, o segundo começou com Ogier ao ataque à liderança, apesar de na primeira classificativa do dia, o melhor foi Jari-Matti Latvala, 0,1 segundos na frente de Dani Sordo e 0,8 sobre Craig Breen, o terceiro na especial. Ogier foi apenas quarto, perdendo 1,5 segundos, mas na frente de Tanak, a 3,2.

A seguir, Sordo vencia na passagem por Panzerplatte, 0,6 segundos na frente de Ott Tanak e 3,2 sobre Sebastien Ogier. Neuville perdia 6,5 segundos e agora era pressionado por Dani Sordo para o terceiro posto. A seguir, Lappi vencia na primeira passagem por Freisen, 1,3 segundos na frente de Latvala e 2,4 sobre Sebastien Ogier. Neuville perdia 7,4 segundos e agora os Hyundai eram pressionados por Jari-Matti Latvala. E Lappi não estava longe, dez segundos atrás.

O final da manhã tinha a passagem por Römerstrasse, onde Breen foi o melhor, 0,3 segundos na frente de Lappi e 0,5 sobre Tanak. Latvala foi apenas quinto, 1,6 atrás, mas foi o suficiente para subir ao terceiro posto, passando os Hyundai, com Sordo e Neuville oitavo e nono na especial, respectivamente. Elfyn Evans saiu de estrada e danificou a suspensão do seu Ford Fiesta WRC.

A parte da tarde mostrava a segunda passagem pelas classificativas da manhã, e no Arena Panzerplatte, Dani Sordo foi o melhor, batendo Ogier por 0,2 segundos, e Tanak, que ficou a 0,7. Neuville ficou apenas no sexto posto, a 3,1 segundos, e perdeu o terceiro posto para o seu companheiro de equipa espanhol.

Sordo voltou a vencer em Panzerplatte, numa especial onde Ogier furou e perdeu um minuto e 43 segundos, caindo para o nono posto. "Não sei como aconteceu, [estávamos na] mesma linha como sempre. Sabemos que é um pouco de lotaria com as pedras", disse o francês.

Até ao final do rali, Ogier tentou recuperar o tempo perdido, vencendo ambas as especiais que faltavam para acabar o dia, enquanto Tanak geria a diferença para a concorrência, que via Neuville ver o pódio cada vez mais longe por causa de Latvala. 

No final do dia, depois dos três primeiros, está Thierry Neuville no quarto posto, a 52,3 segundos, não muito longe de Latvala. Também não muito longe do belga da Hyundai está Esapekka Lappi, no seu Toyota, a um minuto e quatro centésimos. Craig Breen é o sexto, no melhor dos Citroen, a um minuto e nove segundos, já distante de Andreas Mikkelsen, a um minuto e 49,2 minutos. Sebastien Ogier é oitavo e a fechar o "top ten" estão o Ford de Teemu Suninen e o Citroen de Mads Ostberg.

O rali da Alemanha termina amanhã, com a realização das últimas três especiais. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

WRC 2018 - Rali da Alemanha (Dia 1)

Ott Tanak lidera o Rali da Alemanha, cumpridas que estão as primeiras sete especiais da competição. O piloto estónio da Toyota, embalado pela sua vitória na prova anterior, na Finlândia, tem agora uma vantagem de 12,3 segundos sobre Sebastien Ogier e 27,4 segundos sobre Thierry Neuville, num duelo a três, entre os melhores pilotos da temporada, e em três máquinas diferentes: Hyundai, Ford e Toyota.

Depois de Tanak ter vencido a especial de abertura, em St. Wendel - com 0,1 segundos de vantagem saobre... Kalle Rovanpera - o rali começou esta manhã com as primeiras passagens por Stein und Wein, Mittelmosel e Wadern-Weiskirchen. Na PEC2, Ogier atacou, vencendo a especial com um segundo de vantagem sobre Thierry Neuville e 1,7 segundos sobre Tanak, fazendo com que o francês ficasse à frente. Latvala era o quarto, a 4,8 segundos. 

Tanak venceu em Mittelmosel, com cinco segundos de vantagem sobre Ogier e recuperando a liderança, enquanto Neuville perdia 7,3 segundos, com a suspeita de um vazamento na sua caixa de velocidades. “Foi apenas um pequeno vazamento. Para além disso, havia um pouco de óleo no pára-brisas, por isso era difícil guiar, mas não fui muito incomodado”, disse Neuville, no final.

O estónio da Toyota começava a abrir uma pequena vantagem, enquanto Elfyn Evans era quarto na especial, com 8,3 de desvantagem. 

Tanak acabava a manhã a vender de novo, na PEC4, conseguindo 1,8 segundos de vantagem sobre Esapekka Lappi, mas sobretudo, uma vantagem de 2,3 sobre Thierry Neuville e três segundos sobre Sebastien Ogier. Assim, o estónio acabava a manhã com uma vantagem de 7,3 segundos sobre o francês da Ford e 10,9 sobre o belga da Hyundai. Esapekka Lappi era o quarto, a 19,7 segundos do líder.

Não é fácil guiar neste tipo de estradas, mas eu tinha um carro bom e tudo evoluiu em bom ritmo. A estabilidade do carro melhorou a cada troço”, disse Tänak.

Na parte da tarde, com as segundas passagens pelas especiais da manhã, Tanak continuou ao ataque, vencendo as duas primeiras e alargando a sua vantagem para 9,1 segundos sobre Ogier, enquanto Neuville tinha agora 23,1 segundos para tentar apanhar o estónio. Evans agora era quarto, depois de apanhar o segundo Toyota de Jari-Matti Latvala.

No final do dia, a segunda passagem por Wadern-Weiskirchen, Tanak venceu de novo, 2,1 segundos na frente do seu companheiro Esapekka Lappi, 2,3 sobre Dani Sordo, no seu Hyundai, e 3,2 sobre Sebastien Ogier, o quarto na especial. 

Depois dos três primeiros, o quarto é o galês Elfyn Evans, no segundo Ford oficial, a 37,8 segundos, tentando destacar-se de um grupo de pilotos que andam muito próximos uns dos outros. Jari-Matti Latvala é quinto, exatamente um segundo mais atrás do piloto galês da Ford. Dani Sordo é sexto, a 42,7, no seu Hyundai, com Esapekka Lappi logo atrás, 0,7 segundos do piloto espanhol. Craig Breen é oitavo, a 58 segundos e a fechar o "top ten" está Andreas Mikkelsen, a 59 segundos, e Teemu Suninen, a um minuto 21,4 segundos.

O rali da Alemanha prossegue amanhã, com a realização de mais oito especiais. 

sábado, 28 de julho de 2018

WRC 2018 - Rali da Finlândia (Dia 2)

Ott Tanak lidera destacado o Rali da Finlândia, no final do segundo dia competitivo da prova. O estonio da toyota tem agora uma vantagem de 39 segundos sobre Mads Ostberg, da Citroen. Jari-Matti Latvala, noutro Toyota, é o terceiro classificado, quando faltam quatro especiais para terminar esta prova, e do qual parece que os nipo-finlandeses da Toyota Gazoo parecem ter tudo controlado.

Com oito especiais pela frente neste sábado, havia um duelo entre Tanak e Ostberg pela liderança, com Latvala em terceiro e a espreitar pela liderança. O dia começou na primeira passagem por Päijälä, com Tanak a ser o melhor, seguido por Latvala e Ostberg, empatados a 8,5 segundos. Esapekka Lappi foi o quarto noutro Toyota, a 11,2 segundos.

Tanak voltou a vencer, na primeira passagem por Pihlajakoski, de novo à frente de Ostberg, a 4,7 segundos, e de Latvala, a 5,4. Por esta altura, Tanak estava tranquilo: "Parece que definitivamente não está tão difícil como ontem, mas neste, o ritmo é melhor. As lacunas normalmente são pequenas, não são tão grandes assim", disse o estónio da Toyota.

Já Ostberg afirma que está a ir um pouco mais devagar para ver se mantêm na estrada. "Estamos apenas dirigindo devagar esta manhã para ver como andam os outros! Estamos tentando aumentar o ritmo passo a passo, é muito bom. Não estamos dispostos a fazer nada estupido, nessas velocidades você quer ficar agarrado à estradas", comentou o norueguês da Citroen.

Tanak voltou a ganhar em Kakaristo, e a hierarquia era a mesma: Ostberg atrás, a 3,7 segundos e Latvala, a sete segundos. Lappi era quarto, a 9,9 segundos, e no final da manhã a hierarquia manteve-se: Tanak vencedor, 0,6 à frente de Latvala e um segundo na frente de Ostberg. Lappi era o quarto, a 1,4 segundos. E no final das especiais da manhã, o estónio tinha uma vantagem de 23 segundos sobre Ostberg, com Latvala a ser terceiro, a 44,6, e Hayden Paddon era o quarto, já a um minuto e 16 segundos, com Esapekka Lappi a aproximar-se no quinto posto, depois de passar o Ford de Teemu Suninen.

A tarde era dedicada à segunda passagem pelas especiais da manhã, e aí, Tanak manteve o ritmo, mas Latvala acompanhou-o, tanto que empataram na segunda passagem por Tuohikotanen. Lappi foi o terceiro, a 0,9 segundos. Lappi venceu em Kakaristo, ganhando dois segundos a Latvala e 2,4 a Tanak, mais calmo depois de ver Ostberg em sexto, a 7,8 segundos. 

Lappi continuava ao ataque, vencendo na segunda passagem por Päijälä, e conseguindo chegar ao quarto posto, passando Paddon, que perdera 16,6 segundos, pois estava a poupar nos pneus, demasiado desgastados. E Lappi consolidou esse quarto posto ao vencer na segunda passagem por Pihlajakoski, 1,7 segundos na frente de Paddonm o terceiro, com Tanak a meio, a 0,8 segundos.

Na geral, com Tanak a 39 segundos de Ostberg, Latvala era o terceiro, a 44 segundos. Lappi estava no quarto posto, a um minuto e vinte segundos, perseguido por Hayden Paddon, a menos de dez segundos, e ambos um pouco longe de Teemu Suninen, no seu Ford. Sebastien Ogier era sétimo, a dois minutos e sete segundos, na frente de Elfyn Evans, a dois minutos e 17 segundos, e a fechar o "top ten" estavam o Citroen de Craig Breen, a quase três minutos, e o Hyundai de Thierry Neuville, a três minutos e 34 segundos.

O rali da finlândia termina amanhã, com a realização das últimas quatro especiais.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

WRC: Citroen confirma Ostberg para mais cinco provas

A Citroen confirmou a presença de Mads Ostberg para mais cinco provas no campeonato do Mundo de ralis. Essencialmente, com a excepção do Rali da Catalunha - onde o seu lugar será de Sebastien Loeb - o piloto norueguês de 30 anos ficará na equopa do "double chevron" no resto da temporada.

Pierre Budar, o responsável da Citroen Racing, justificou a escolha graças à "experiência no mundial e com o C3 WRC de Mads Ostberg". 

Estamos a entrar numa fase de reconstrução, já com o olhar parcialmente em 2019, mas ainda temos que terminar a presente temporada, fazendo-o o melhor possível. E o Mads, devido à sua experiência no Campeonato do Mundo e com o C3 WRC, pode, sem dúvida, ajudar-nos a evoluir de forma calma e relaxada. Ele é um piloto consistente e isso reflete-se nas diferentes posições que tem vindo a colecionar em quase todos os ralis, para além de que também se voltou a entrosar com a equipa de um modo muito natural”, disse.

Quanto ao piloto norueguês, está óbviamente radiante.

Estou muito satisfeito por ter a oportunidade de continuar a defender as cores da Citroën Racing! Foi muito bom regressar à equipa nestes três primeiros ralis, depois de, há alguns anos, aqui ter estado. Estou muito honrado com a confiança que a marca e o Pierre depositaram em mim. Vou dar tudo o que puder para os compensar da melhor forma possível nos próximos ralis, em especial porque estou a começar a familiarizar-me com o C3 WRC e o Rali da Finlândia está aí à porta. É o meu fim de semana favorito da temporada. Estou certo de que temos todas as qualidades necessárias para alcançar bons resultados nestas cinco participações adicionais”, comentou.

Para Ostberg, que foi contratado em termos temporários, o despedimento de Kris Meeke significou uma oportunidade de ouro para poder agarrar o lugar com as duas mãos. Os resultados não tem sido deslumbrantes - um quinto lugar em Itália foi o seu melhor resultado, mas tem pontuado em todos os ralis em que participou nesta temporada, tendo agora 26 pontos, e estando no 11º lugar da classificação.

Em termos de alinhamento, isso também significa que a marca alinhará com dois carros ao longo do campeonato, com a excepção da Finlândia, Turquia e Espanha, onde Khalid Al-Qassimi estará presente.

O Mundial de ralis regressará no final do mês que vêm na Finlândia.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Youtube Rally: O primeiro dia em Lousada

O rali de Portugal vai de vento em popa, com os carros a rumarem agora para o Porto Street Stage, mas ontem, em Lousada, já deram espectáculo no inicio desta prova a contar para o Mundial de Ralis. Eis um video da passagem dos carros do WRC pela primeira especial do rali, vencida por Ott Tanak.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

WRC: Ostberg vai correr em Portugal e na Sardenha

O norueguês Mads Ostberg vai voltar à carga pela Citroen para os ralis de Portugal e Sardenha, anunciou esta quarta-feira a marca do "double chevron". Ostberg, que já tinha representado a marca francesa na Suécia, irá juntar-se a Kris Meeke e Craig Breen num esforço da estrutura liderada por Pierre Budar a inscrever três carros para ambos os ralis.

Para o piloto de 30 anos (nascido a 11 de outubro de 1987), esta vai ser mais uma chance de se mostrar à Citroen, depois de na Suécia ter sido sexto classificado. Quanto à equipa, apesar de já terem mostrado velocidade ao modelo C3 WRC, faltam resultados de relevo. O melhor que conseguiram foi um segundo lugar para Craig Breen na Suécia, antes de ceder o carro para Sebastien Loeb, e um terceiro lugar para Kris Meeke no Rali do México.

O Mundial WRC estará de volta de 26 a 29 de abril, na Argentina.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

WRC: Ostberg deseja ficar para o resto da temporada

Mads Ostberg vai fazer o Rali da Suécia pela equipa oficial da Citroen, três anos depois de ter andado pela última vez com a equipa do "double chevron". Aos 30 anos, o piloto norueguês participou em 2017 como privado, ao volante de um Ford Fiesta R5, não fazendo todo o campeonato, e agora espera ter chances para correr a temporada a bordo de um carro oficial.

"É espantoso voltar a usar a camisa vermelha [da Citroen], é algo do qual esperava fazer isto há muito tempo, já estive com eles e a relação foi proveitosa. gostei muitos dos dois anos em que passamos juntos", começou por dizer em entrevista ao WRC.com. 

"Era um desejo pessoal voltar para eles para fazermos uma espécie de temporada, mas até agora temos um rali confirmado, o da Suécia. Se for um rali, este é o melhor para mim, logo, estou feliz por isso", continuou.

Ostberg, que só tem uma vitória na sua carreira - o Rali de Portugal de 2012 - terminou a temporada de 2017 com 29 pontos e o 15º posto da geral.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

WRC 2017 - Rali da Catalunha (Dia 1)

O norueguês Andreas Mikkelsen é o líder do rali da Catalunha ao fim de seis classificativas. Contudo, a diferença entre ele e o nono classificado, Stephane Lefebvre, é de um minuto e dois segundos, significando que tudo é possível neste rali disputado num dos sítios mais quentes do momento... por razões extra-automobilísticas.

O rali começou com Ott Tanak a entrar a vencer na especial de Caseres 1, batendo Thierry Neuville (Hyundai) por 2,1 segundos e Sébastien Ogier (Ford) por três segundos. Curiosamente, estes dois pilotos estão à sua frente no campeonato, e foram apenas terceiro e quinto na especial, pois Mads  Ostberg foi segundo, ficando a 1,8 segundos e Meeke cedeu 2,7 segundos para o líder, sendo quarto.

Andreas Mikkelsen foi o sexto, afirmando não ter tido problemas. “Não há uma trajectória evidente. O carro está bom”, comentou.

Na especial seguinte, na primeira passagem por Bot, Meeke foi o mais veloz, conseguindo 0,4 segundos de diferença para Tanak, enquanto que o terceiro mais rápido foi Dani Sordo, no seu Hyundai. O espanhol confessa que deu “o máximo” para não perder muito tempo em troços curtos com pneus de mistura mais dura.

Ostberg fora quarto na especial, subindo para o terceiro posto da geral, mas não estava feliz. “Estou zangado porque ainda agora comecei o rali e tenho o interior do carro cheio de pó. Deve haver um buraco muito grande. Podia ser mais rápido”, disse.

A seguir, na primeira passagem por Terra Alta (um misto de gravilha e asfalto), deu a vitória à Hyundai, através de Andreas Mikkelsen, que conseguiu ser o mais veloz nos quase 40 quilómetros (38,95) desta especial, com Mads Ostberg a ser segundo, a 2,7 segundos. 

Se o piloto da Hyundai está cada vez mais à vontade ao volante do Hyundai, afirnando: “Foi um troço limpo. Fiz algumas alterações no diferencial antes da especial e ficou melhor. Sinto-me cada vez mais em casa”, já o da Ford não estava muito feliz, por causa do pó. “É ridículo. Não vejo a estrada e o meu co-piloto tem dificuldades em falar. É difícil manter o ritmo e respirar”, afirmou.

A parte da tarde começou com as segundas passagens pelos troços da manhã, e ali foi a vez de Jari-Matti Latvala a ser o melhor, conseguindo 0,3 segundos de vantagem sobre Dani Sordo e 0,9 sobre Esapekka Lappi. Contudo, em termos de liderança, era agora Ostberg a levar a melhor, apesar das queixas sobre o pó, com 0,3 segundos de vantagem sobre o seu compatriota Mikkelsen.

Este é o caminho a seguir. Fizemos alterações no parque e percebemos que tínhamos feito algo errado durante a manhã. A tracção não era sempre boa”, afirmou um satisfeito Latvala.

Contudo, em Bot 2, Meeke volta a ganhar, com 0,8 segundos de vantagem sobre Mikkelsen e 1,3 sobre Sordo, fazerndo com que o norueguês da Hyundai ficasse com a liderança do rali, embora todos muito próximos uns dos outros. E por fim, em Terra Alta 2, Ogier aproveitou a extensão da classificativa para ser o melhor, 0,8 segundos na frente de Kris Meeke e três sobre Neuville.

Mas no final houve uma grande baixa: Latvala teve problemas mecânicos e acabou por abandonar o rali.

No final do dia. Mikkelsen tem uma vantagem de 1,4 segundos sobre Sebastien Ogier, no seu Ford, e de três segundos sobre o Citroen de Kris Meeke. Ott Tanak era quarto, a 6,3 segundos, no seu Ford, na frente de Mads Ostberg, a 7,1 segundos. Dani Sordo é o sexto, a 10,8 segundos, seguido do seu companheiro de equipa, Thierery Neuville. Juho Hanninen era o oitavo, a 33 segundos, e a fechar o "top ten" estão o Citroen de Stephane Lefebvre e o Toyota de Esapekka Lappi.

O rali da Catalunha prossegue amanhã, com a realização de mais sete especiais de classificação.

domingo, 13 de agosto de 2017

WRC: Ostberg não vai à Alemanha

Mads Ostberg planeava ir ao Rali da Alemanha, que decorrerá no próximo fim de semana, mas resolver cancelar a sua participação a bordo de um Ford Fiesta R5 devido a motivos de segurança. O piloto norueguês de 29 anos teve uma participação no Rali Rzeszów, na Polónia, a contar para o Europeu de Ralis, mas desistiu devido a problemas com a direção assistida.

É uma pena, porque tudo aconteceu subitamente, quando tínhamos entrado numa curva rápida. Sem assistência a direção quase que bloqueou e consegui lutar contra o carro numa curva a quase 180 km/h. Não conseguimos reparar a direção e tivemos de abandonar. O nosso R5 é uma versão antiga. Aliás é duas gerações mais antiga que os atuais WRC2”, comentou.

O piloto norueguês referiu que outras alternativas para que pudesse alinhar na Alemanha se mostraram inviáveis sob o ponto de vista logístico, e refere também que não “estava cem por cento seguro de que o problema que tivemos não voltava a acontecer. Por isso optamos por não alinhar”, concluiu.

Assim sendo, Ostberg só deverá alinhar para o Rali da Catalunha, que vai acontecer em outubro. Neste momento, no campeonato, o piloto norueguês é o 15º na geral, com 19 pontos, sendo que o seu melhor resultado foi um sétimo lugar nos ralis da Sardenha e da Polónia. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

ERC 2017 - Rali Rzeszow (Dia 1)

O francês Bryan Bouffier, no seu Ford, é o líder do Rali Rzeszów no final do primeiro dia, completadas as cinco primeiras especiais. O piloto da Ford tem 18,5 segundos de vantagem para o russo Nikolay Gryazin, enquanto que Kajetan Kajetanowicz é o terceiro, a 22,5 segundos do líder. Após um início complicado, o português Bruno Magalhães é o 12º colocado, a mais de dois minutos e meio da liderança da prova, mas não muito longe do "top ten".

Quase dois meses depois do último rali, no Chipre, o Rali Rzeszów, na Polónia, marca o meio da competição deste Europeu de Ralis. As grandes novidades foram a inscrição de Mads Ostberg, piloto que corre num Ford oficial no WRC, o francês Bryan Bouffier, e o regresso de Alexey Lukyanuk, que se tinha acidentado há dois meses durante testes na Rússia e tinha fraturado ambas as pernas. Ambos corriam contra Kajetan Kajetanowicz, que corria "em casa", e Bruno Magalhães, que é o líder do campeonato, a bordo do seu Skoda Fabia R5. 

O rali começou forte para Lukyanuk, ao ser o melhor na primeira especial, seguido por Ostberg e o alemão Marjan Griebel, enquanto que Magalhães perdia 45 segundos e era apenas o 16º classificado. Contudo, a prova de Lukyanuk terminava pouco depois, devido a um acidente do qual ambos os pilotos saíram ilesos. Ostberg aproveitou a ocasião para ficar com a liderança, seguido por Bouffier e Griebel.

Magalhães voltou à estrada à tarde, agora mais satisfeito com a afinação do seu carro, enquanto que na terceira especial, Ostberg continua a manter a liderança, agora com 8,8 segundos de vantagem sobre Bouffier. Griebel era o terceiro, a 16,4 segundos da liderança e Kajetanowicz estava logo atrás, a 3,9 segundos do pódio.

Na quarta especial, Ostberg começou a ter problemas no seu carro, especialmente com a sua direção assistida, com Bouffier a aproveitar e a passar para a liderança. Ostberg caiu para o sexto posto, e quem aproveitou isso tudo foi outro russo, Nikolay Gryazin, que subiu para segundo. Kajetanowicz era o terceiro, enquanto que Magalhães era o 13º da especial e o 14ª da geral.

Mas o português melhorou na última especial, sendo o terceiro classificado, a 1.9 segundos de Bouffier. No fim do dia, o líder do rali, afirmou: “Foi um bom dia, tivemos classificativas divertidas. Não nos podemos queixar com esta posição, mas seguramente que amanhã será complicado”. 

Já o piloto português que corre num Skoda, sabia que ia ser um rali difícil, mas não tanto: “Foi mais complicado do que esperávamos porque falhámos por completo a afinação do carro para as primeiras classificativas. Depois, na assistência fizemos alterações que melhoraram bastante e estamos agora mais confiantes”, começou por dizer.

Para amanhã, Magalhães espera melhorar a sua classificação: “Vamos dar o nosso melhor, procurar melhorar e ver o que nos espera no final. É um rali difícil onde nada pode ser dado como certo e onde os pilotos locais estão mais à vontade, mas vamos continuar na luta mas também em modo aprendizagem, que é igualmente importante”.

Na geral, Bouffier era o primeiro, a 15,6 segundos de Kajetanowicz, e a 18,6 de Gryazin. Griebel era o quarto, a 31,5 segundos e Michel Sylvain o quinto, a 35,1 segundos. Ostberg era o sexto, a 38 segundos, e o polaco Grzegorz Grzyb era o sétimo, a 56,5. José António Suarez era o oitavo, a um minuto e 29 segundos, enquanto que Lukasz Habaj e Josh Moffet fechavam o "top ten".

O Rali Rzeszów termina amanhã, com a realização de mais seis especiais.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

WRC: Ostberg com um Ford a partir da Suécia

O norueguês Mads Ostberg vai andar no WRC em 2017 com um Ford independente, em parceria com o checo Martin Prokop, adianta esta tarde a Autosport britânica. Ostberg, que andou na temporada passada na equipa oficial da marca americana, estava sem contrato oficial em 2017, logo, decidiu rapidamente montar uma equipa com o piloto checo, que participa regularmente no Mundial, também com uma equipa privada.

"O plano é fazer o que fizemos nas épocas de 2011 e 2012, quando estávamos dirigindo o carro com nossa própria equipa, a Adapta, [que estava] sob o guarda-chuva da M-Sport", afirmou o seu pai, Morten.

"Este ano parece que seremos ainda mais independentes, trabalhando com a equipa de Martin Prokop", continuou.

Apesar de ambos correrem de forma independente, terão de inscrever os seus carros sob o guarda-chuva da M-Sport, pois devido aos regulamentos da FIA, apenas os construtores poderão inscrever os carros com especificações de 2017.

Aos 29 anos (nascido a 11 de outubro de 1987) Ostberg não teve uma grande temporada de 2016, onde foi sétimo classificado e teve apenas dois terceiros lugares na Suécia e no México como melhores resultados. Em 108 ralis na sua carreira, apenas venceu um, o Rali de Portugal de 2012, e tem 16 pódios e 57 vitórias em classificativas. 

Já Prokop, de 34 anos (nascido a 4 de outubro de 1982) participou em apenas quatro ralis em 2016, tendo conseguido um sétimo posto no rali do México, tendo ficado na 15ª posição, com 12 pontos. Para além disso, participou no Dakar com um Toyota Hilux, terminando na 14ª posição da geral.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Rali do México: Sordo penalizado, Ostberg fica com o terceiro posto

Os ralis nem sempre acabam depois da Power Stage. Muitas vezes acabam na secretaria, com os comissários a verem os regulamentos para saber se os concorrentes não abusaram deles. E no final, há alterações. Como aconteceu hoje no Rali do México, quando se soube que Dani Sordo usou mais um pneu do que o regulamentado - o limite máximo é de 28 - e foi penalizado em 20 segundos. 

E foi mais do que suficiente para o piloto espanhol perder o terceiro lugar para Mads Ostberg, e também mais do que suficiente para que o norueguês ser o segundo classificado da geral, com 42 pontos, após este rali. 

Não é a primeira vez que Ostberg, de 28 anos, é beneficiado pelas penalizações dos outros. A mais famosa foi no Rali de Portugal de 2012, quando Mikko Hirvonen foi desclassificado devido a irregularidades no seu Ford, dando a ele mesmo a vitória - até agora a única da sua carreira - e numa altura em que corria na Adapta, uma equipa privada.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Noticias: Citroen vai fazer ano sabático nos ralis

A Citroen decidiu apostar no WRC em detrimento do WTCC, mas fará um ano sabático nos ralis em 2016, anunciou hoje a marca francesa em comunicado oficial. A marca afirmou que continuará no Mundial de Turismos próxima temporada com o modelo C-Elysée e com o argentino José Maria "Pechito" Lopez e o francês Yvan Muller, mas abandonará a competição no final da próxima temporada. 

Com oito títulos mundiais e um recorde de 94 vitórias, a Citroën, certamente, teve um sucesso inigualável no WRC”, começou por afirmar Linda Jackson, a diretora-executiva da marca. “O rali é uma modalidade fascinante, que testa a performance, a fiabilidade e a solidez dos carros e pilotos em configurações magníficas. A categoria está a ter um reavivamento com um aumento da cobertura televisiva e o regresso da China ao calendário de 2016”, listou.

Em 2017 surgirá uma nova geração de carros, que têm o propósito de serem muito atrativos, vai coincidir com o nosso renovado envolvimento. Tudo estará, portanto, no lugar para escrevermos mais um novo capítulo na nossa história. Dada à grande herança da marca, esse desafio tinha de ser ambicioso. Nós, entretanto, seremos modestos em nossa abordagem, gradualmente intensificando nossos objetivos rumo ao topo”, concluiu.

Yves Matton, o chefe da Citroen, continuou a explicar a decisão da marca, afirmando que o foco é nos ralis, especialmente com o novo regulamento, que fará com que os carros sejam mais agressivos em termos visuais e sejam mais potentes na estrada. “Nós nunca escondemos o nosso interesse no regulamento de 2017 do WRC e o todos estamos extremamente motivados por este novo desafio”, começou por dizer. “Nós gostamos da liberdade concedida para fazermos carros mais espetaculares, mas também da possibilidade de reutilizarmos o trabalho de desenvolvimento feito no motor do Citroën C-Elysée do WTCC”, continuou.

Com o objetivo de gerirmos nossos recursos de uma maneira eficiente, nós decidimos focar todos os nossos esforços no design e no desenvolvimento no nosso novo carro do WRC. É por isso que a Citroën não vai competir na competição em 2016 como uma equipa de fábrica”, justificou.

E isso vai alterar as coisas por lá. O norueguês Mads Ostberg foi dispensado da marca para a temporada de 2016, enquanto que Kris Meeke está a ser negociado para ver se continua na marca, embora com uma participação mais reduzida, ajudando a marca no desenvolvimento do novo carro para 2017.

"Mads quer um programa completo no Mundial de ralis para a próxima temporada e nós não vamos ser capazes de lhe oferecer isso”, começou por afirmar uma fonte da marca francesa à Autosport britânica. A mesma fonte confirmou ainda o potencial interesse de realizar parte do programa do mundial com um DS3 WRC mas essa é uma situação que ainda não está definida: "Nada está decidido em todo caso é muito cedo para falar sobre isso”, acrescentou. 

Isso pode significar que o piloto norueguês poderá ir para a Ford, mas caso aconteça, e equipa de Malcom Wilson iria ter de dispensar um dos seus pilotos, o estónio Ott Tanak e o galês Elfyn Evans. Mas outra chance em cima da mesa seria o de montar uma estrutura privada, como fez no inicio da sua carreira, quando correu pela Adapta, onde em 2012 venceu o seu primeiro rali, em Portugal.

No final, este ano sabático irá significar que o WRC será mais forte do que nunca em 2017, pois haverão cinco marcas na estrada, onde para além da Citroen, ainda haverão Volkswagen, Toyota, Hyundai e Ford, este através da M-Sport, e todos terão máquinas adaptadas para a ocasião.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

WRC: Mads Ostberg não corre na Austrália

Afinal, as lesões do norueguês eram mais graves do que se supunha. Exames complementares de diagnóstico detectaram duas costelas fraturadas no piloto da Citroen que o impedem de participar no Rali da Austrália, que arrancará amanhã em Coffs Harbour, na Nova Gales do Sul. A Citroen decidiu chamar para o local o francês Stephane Lefebvre para correr no seu lugar, depois de ter terminado no décimo lugar no rali da Alemanha.

O piloto francês já reagiu, afirmando que será uma experiência dificil, dado que terá pouco tempo para se adaptar. “Nunca conduzi o DS3 WRC em terra, por isso estou à espera de um fim de semana complicado. Normalmente faço a preparação para um rali com muitas semanas de antecedência. Desta vez não vai ser possível, mas a experiência vai ser boa e agradeço à Citroën Racing a confiança demonstrada”, afirmou.


Sobre as especulações e as polémicas sobre o acidente, Ostberg esclareceu na sua página de Facebook sobre as suas circunstâncias.

"Vejo que há muita especulação sobre a velocidade a que ia e quem é a culpa. Temos restrições de velocidade (no máximo 80 km/h) e é sempre uma velocidade verificada. O acidente não foi causado por excesso de velocidade. Como a imagem onboard mostra, o camião estava no lado errado da estrada. Eu tentei evitar o impacto ao virar à direita, onde existia uma pequena abertura. Realmente não importa de que lado estavamos. A estrada era simplesmente estreita para evitar acidentes. O camionista não tinha informações de que haveria um reconhecimento na sua rota, e também não é o culpado.


Isto não é uma questão de colocar a culpa em quem, mas sim uma questão de segurança para ambos os pilotos do WRC e as pessoas que vivem na zona!", concluiu.

Lefebvre, de 23 anos (nasceu a 16 de março de 1992), é o atual campeão junior do WRC, depois de vencer o europeu junior em 2013. Apoiado por Sebastien Löeb, este ano andava no WRC2, onde venceu o Rali de Monte Carlo nessa categoria. Este ano, é o nono classificado no campeonato WRC2, que é liderado pelo qatari Nasser Al Attiyah. 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

WRC: Mads Ostberg sai ileso de um acidente de estrada

O norueguês Mads Ostberg saiu ileso de um acidente esta manhã quando treinava para o Rali da Austrália. O piloto da Citroen colidiu com um camião quando circulava numa via estreita e danificou o seu "muleto" (carro de treinos), um Mitsubishi Lanver EVO IX. Ostberg e o seu navegador foram levados para o centro médico mais próximo, mas tiveram alta pouco depois.

De acordo com as noticias, Ostberg treinava numa das classificativas quando encontrou subitamente o camião, carregado de madeira, num trecho estreito da via, e não teve como evitar o embate. Este causou danos significativos no automóvel, mas não os impedirá de participar no rali, que começará nesta quinta-feira, em Coffs Harbour, no leste australiano.

domingo, 2 de agosto de 2015

WRC 2015 - Rali da Finlândia (Final)

Como seria de esperar, Jari-Matti Latvala conseguiu vencer em casa, batendo por 13,7 segundos o seu companheiro de equipa, Sebastien Ogier, mas o piloto francês consolidou o comando no campeonato do mundo, com um avanço de quase cem pontos, quando faltam cinco ralis para o seu término. Após a banderia de xadrez, o piloto francês foi o primeiro a felicitar o seu companheiro de equipa pela vitória. "Foi uma batalha tremenda com o Jari-Matti. Este fim-de-semana foi fantástico. Adorei. O Jari-Matti foi tão forte. Esteve muito bem. Não tenho problemas em ser batido por ele no seu país nesta prova", afirmou o campeão do mundo.

No lugar mais baixo do pódio ficou o norueguês Mads Ostberg, no seu Citroën. Ele herdou o lugar de Kris Meeke, mas mereceu chegar lá por força de uma prestação muito constante, chegou ao pódio. "É muito bom chegar ao fim. Adorei o rali. Sinto-me bem por voltar e lutar depois do que aconteceu na Polónia", disse.

Mas o dia começou com o finlandês a querer resolver a contenda o mais depressa possivel, na classificativa de  Myhinpää, com 14,3 quilómetros de extensão, conseguindo um avanço de... 0,2 segundos sobre Sebastien Ogier. "É um alívio. Que montanha russa. É um troço impressionante, confesso. Saltamos em sítios em que não estava à espera", contou o líder do rali no final da classificativa. Já Sébastien Ogier, assumiu que o troço é fantástico e tem um grande respeito pelo mesmo. Mas desportivamente, esta passagem foi "um reconhecimento a alta velocidade".

No Power Stage, Ogier foi o melhor, com Latvala logo a seguir, e Kris Meeke no terceiro posto, conquistando cada um os pontos correspondentes.

Depois deles, veio Thierry Neuville, que fez um rali de trás para a frente, onde o quarto posto acabou por ser uma recompensa por tudo o que aconteceu. "Não podíamos ambicionar mais do que o quarto lugar. É bom para o campeonato de construtores. Não estou satisfeito com o rali mas o resultado é bom", explicou. Ott Tanak foi o quinto e o melhor dos que apareceram em "Rally2", para além de ser o melhor dos Ford. O piloto estónio hipotecou as possibilidades de chegar ao pódio logo na sexta-feira, mas voltou a mostrar que em ralis rápidos tem uma palavra a dizer. "Não é a mesma coisa quando estamos a lutar por uma posição. Foquei-me nas notas e em encontrar boas trajectórias", sublinhou.

Para Juho Hanninen, o sexto lugar final demonstrou o seu talento, agora que está a correr em part-time. Com o seu Ford Fiesta WRC e sem muitas chances de testar, conseguiu chegar no fim nos pontos. Martin Prokop foi o sétimo, seguido pelo melhor dos WRC2, o Skoda de Esapekka Lappi. Pontus Tiedmand foi o nono e o italiano Lorenzo Bertelli conquistou aqui o seu primeiro ponto da temporada a bordo de um Ford Fiesta WRC.

Na geral, Ogier tem agora um avanço de 89 pontos sobre Latvala (182 contra 93), com Ostberg a subir para o terceiro lugar, com 84 pontos, um a mais do que Kris Meeke. O WRC continua daqui a três semanas em paragens alemãs.

sábado, 23 de maio de 2015

WRC 2015 - Rali de Portugal (Dia 2)

O segundo dia do Rali de Portugal confirmou aquilo que se esperava: sem Sebastien Ogier a abrir a estrada, o piloto francês iria atrás do prejuízo e colocaria o líder, Jari-Matti Latvala, sob pressão para tentar alcançar o primeiro lugar e consolidar a liderança do campeonato. Já em termos de portugueses, Miguel Campos é o novo líder, depois de João Barros e José Pedro Fontes terem desistido.

Mas o segundo dia começou bem antes, com as primeiras passagens por Baião, Marão e Fridão, onde Kris Meeke esteve ao ataque de Latvala, conseguindo apróximá-lo do finlandês, enquanto qie Ogier estava ao ataque e passava Dani Sordo e Ott Tanak para ficar com o terceiro posto. Atrás, Elfyn Evans desistia devido a um toque numa pedra na classificativa do Baião, ao mesmo tempo que Thierry Neuville capotava e perdia tempo. 

Quando os carros chegaram à classificativa do Fridão, a mais longa da prova (37,57 quilómetros), Meeke aproveitou e ganhou mais algum tempo, mas Latvala aguentou, acabando a manhã com um atraso de 6,3 segundos. Anders Mikkelsen era o terceiro, a 14 segundos do finlandês, mas já tinha Ogier nos seus calcanhares, a 19,2 segundos de Latvala.

A recuperação de Ogier impressionou Meeke: “Quem passa primeiro tem de limpar a estrada. Estou impressionado com os tempos do Ogier. Nós fizemos uma boa escolha para esta secção. De qualquer modo, tive uns pequenos contratempos, numa curva que esperava ser de quinta velocidade era afinal de quarta e tivemos alguma sorte em conseguir evitar um acidente. Mas foi um grande momento, habitual num rali totalmente novo… uma nota errada.", começou por dizer o britânico da Citroen.

Só posso estar contente por ter feito o melhor tempo em duas especiais. Na primeira não parecia tão bom mas fiz um tempo interessante, apesar de não saber o tempo deles (Ogier e Mikkelsen). Adoptei o meu próprio ritmo e confiei na equipa. Definimos um plano relativamente aos pneus que funcionou. À tarde, penso que a escolha vai ser mais simples. Onde as estradas ficaram muito degradadas. Não precisamos de ganhar. No momento em que assumes essa possibilidade, as coisas começam a correr mal”, concluiu

Mas essa classificativa ficou também marcada pelo acidente de Lorenzo Bertelli. O piloto privado do ford Fiesta WRC capotou fortemente, mas ambos sairam pelos seus próprios meios. Contudo, o piloto tinha tocado com o seu capacete no roll bar e passado uma hora, começou e sentir-se mal e foi levado para o hospital, para observação.

A parte da tarde iria ficar marcada pela segunda passagem pelas mesmas classificativas, onde Ogier passou completamente ao ataque, vencendo nas segundas passagens de Baião e Marão, conseguindo passar para o segundo lugar e diminuir a diferença para 9,5 segundos, enquanto que Kris Meeke é o terceiro, a vinte segundos exatos de Latvala, e Mikkelsen é o quarto, a 21,1 segundos do finlandês da Volkswagen. E faltam três classificativas para o final deste rali.

"Corremos alguns riscos com a escolha de pneus. Foi no limite mas a especial correu-nos bem. Amanhã vou continuar a atacar. Vamos ver até onde conseguimos chegar", prometeu o piloto francês, algo que não surpreendeu Latvala: "Acho que ataquei demasiado no início da especial e acabei com os pneus. Estou um pouco desiludido. Pelo menos continuamos à frente, isso é o mais importante. O Ogier está a atacar muito forte. Nestas situações ele fica super motivado. Isto é como combustível para ele.", afirmou.

Ott Tanak é quinto, mas está a uns "distantes" 48,9 segundos, não muito longe de Dani Sordo, que está a 57,4 segundos, no sexto posto e melhor dos Hyundai. A um minuto e dois segundos está o segundo Citroen de Mads Ostberg, enquanto que Hayden Paddon está a um minuto e 11 srgundos. Robert Kubica é o nono, a dois minutos e 14 segundos, mais de dois minutos de diferença para Martin Prokop, que fecha o "top ten".

Nasser Al Attiyah é o lider dos WRC2, na 11ª posição, com uma diferença de treze segundos sobre o sueco Pontus Tidemand, e vinte sobre o finlandês Esapekka Lappi, ambos em Skoda. Miguel Campos é o melhor português, na 24ª posição.

O rali de Portugal termina amanhã.