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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

WRC: Mikkelsen quer convencer a Skoda a regressar


Andreas Mikkelsen quer convencer a Skoda a regressar ao WRC em 2027. O piloto norueguês de 36 anos, que participou em cinco ralis em 2024, pela Hyundai, está "em casa" em 2025, mas gostaria de regressar a tempo inteiro. E com as regras para 2027 semelhantes aos Rally2, ele, que pilotou os Fabias de Rally2 entre 2020 e 23, acha que as condições poderão ser as ideais para um regresso.   

Em entrevista ao Stage Mode podcast, Mikkelsen começou por afirmar:

Claro que quero voltar [ao WRC]. Ser pai a tempo inteiro é muito bom, mas sinto falta da competição. Sou competitivo desde os cinco, seis anos de idade, por isso já faz algum tempo que estou afastado, mas quero mesmo regressar. Ainda estou muito motivado e tenho muita experiência agora para construir ou fazer parte do desenvolvimento de carros novos. Então, sim, é claro que estou a tentar convencê-los [Škoda] e vamos ver.

O norueguês explicou ainda que está a avaliar outras categorias, como rally raid e Extreme E, destacando que a experiência no WRC é facilmente transferível.

Acho que, se olharmos para o WRC, realisticamente, com o meu historial com a Škoda, se eles decidissem dar esse passo, seria muito natural tentar fazer parte disso, já que a nossa relação é tão boa. Mas também estou a trabalhar para ver que outros campeonatos ou disciplinas poderia apostar… Tudo o que aprendi no WRC é tão transferível para, por exemplo, rally raid ou Extreme E. A velocidade no WRC… nenhuma outra categoria chega perto. Desde que venha do WRC, só é preciso ajustar-se e aprender uma disciplina diferente. Acho que rapidamente se terá bastante sucesso.

Relativamente às oportunidades atuais, Mikkelsen referiu:

Tenho de procurar todas as possibilidades que existem. Claro que o meu coração ainda está no WRC e é lá que quero estar. Mas com apenas dois fabricantes no momento, é muito difícil. Só tenho de ver como as coisas se desenvolvem.

Sobre os regulamentos de 2027, o piloto comentou:

Acho que os novos regulamentos para 2027 são interessantes. Estamos todos à espera do conjunto final de regras para ver se será realmente atrativo para novos fabricantes, preparadores ou alguém novo entrar no mercado. Depois teremos de ver o caminho certo a seguir.”, concluiu.

Com três vitórias, 25 pódios e 117 vitórias em especiais, Mikkelsen conseguiu como melhor resultado geral três terceiros lugares entre 2014 e 16, quando guiava pela Volkswagen. Para além disso, ganhou o WRC2 em 2021 e 2023, ambos num Skoda e o Europeu de Ralis (ERC) em 2023.  

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

WRC: Mikkelsen na Hyundai, ao lado de Sordo


O norueguês Andreas Mikkelsen será piloto da Hyundai, e irá dividir o terceiro carro da marca com Esapekka Lappi e Dani Sordo. Nos outros dois estarão o belga Thierry Neuville e Ott Tanak, ambos a tempo inteiro. Para Mikkelsen, será um regresso depois de quatro anos a representar a Skoda ao volante de carros da classe Rally2.

Estou muito entusiasmado por regressar à categoria máxima dos ralis com a Hyundai Motorsport." começou por afirmar o piloto de 34 anos. "Desde 2019, temos lutado muito para regressar à categoria máxima do desporto e estou muito contente por o fazermos com a Hyundai. Temos uma grande oportunidade à nossa frente e vamos agarrá-la com as duas mãos e tirar o máximo partido dela. Quero agradecer à Hyundai Motorsport por ter depositado a sua confiança em nós; vamos dar o nosso máximo para ajudar a atingir os elevados objetivos que serão estabelecidos para a época de 2024.

Estamos muito satisfeitos por confirmar os últimos elementos da nossa experiente e talentosa equipa do WRC 2024”, começou por afirmar Cyril Abiteboul, responsável da Hyundai. “O Dani contribuiu muito para a equipa nos últimos 10 anos, tanto nos palcos como na fábrica, por isso estamos muito felizes por ele continuar connosco na próxima época. É também emocionante ver o Andreas regressar à nossa equipa, pois traz consigo um sucesso comprovado e muita experiência que nos irá beneficiar tanto no WRC como no Rally2. Graças às suas especialidades ligeiramente diferentes e a uma enorme quantidade de experiência, a combinação de Esapekka, Dani e Andreas dar-nos-á a oportunidade de apresentar a melhor equipa em cada prova para lutar ao lado de Thierry e Ott.

Vencedor de três ralis, todos ao serviço da Volkswagen, onde esteve entre 2013 e 2016, ficando em terceiro lugar nas temporadas desde 2014 e 2016, passou para a Hyundai no final de 2017, depois de três ralis pela Citroen. Lá ficou até 2019, onde foi quarto classificado na última temporada na classe principal. 

A partir de 2020, andou em Skodas, na classe Rally2, pela Toksport, conseguindo como melhor resultado um quinto lugar no rali de Itália-Sardegna, em 2023.   

domingo, 8 de dezembro de 2019

WRC: As possíveis segundas equipas para 2020

A retirada da Citroen do Mundial de Ralis fez algumas modificações para 2020, especialmente para as equipas de fábrica. Apesar da chance de a Citroen alugar ou vender alguns dos seus carros, a FIA está mais a lidar com a chance das equipas que ainda estão no campeonato, como a Hyundai, Toyota e Ford, poderem inscrever uma equipa B. Tudo isto para manter o número de WRC's na estrada na temporada que aí vêm.

Segundo se conta, estes carros terão de ser inscritos por um mínimo de sete ralis,v e o piloto deste quarto carro não poderá estar na equipa A. Por exemplo, a Toyota, que tem Sébastien Ogier, Elfyn Evans e Kalle Rovanperä não pode "despromover" ou trocar pilotos entre as suas duas equipas.

Assim sendo, e enquanto não se decide sobre o destino dos Citroen, a Hyundai poderá ceder um quarto carro para Andreas Mikkelsen, enquanto na Toyota, essa equipa B poderia ser constituída por Takamoto Katsuka, o qatari Nasser Al Attiyah e Jari-Matti Latvala, que já disse estar a completar um programa com um mínimo de seis ralis na temporada. No campo da Ford, não há ainda grandes novidades, dado que procuram-se patrocinadores para Teemu Suninen e Esapekka Lappi, que depois de sair da Citroen, poderá ir para a M-Sport e correr na temporada de 2020.

Assim sendo, a nova temporada promete ser agitada, pois o Rali de Monte Carlo está a cerca de mês e meio da sua realização.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

WRC: Loeb vai correr o rali de Portugal

A Hyundai confirmou ontem que o francês Sebastien Loeb irá alinhar no Rali de Portugal, que acontecerá no final deste mês, a bordo de um modelo i20WRC. O veterano francês de 44 anos irá substituir o norueguês Andreas Mikkelsen, que está a fazer performances consideradas decepcionantes pela marca.

Loeb - companhado pelo seu fiel navegador Daniel Elena - irá fazer companhia ao belga Thierry Neuville e ao espanhol Dani Sordo.

Para além das más performances do piloto norueguês, Loeb também conseguiu um terceiro posto no rali do Chile, o seu primeiro pódio desde que saiu da Citroen, e é atualmente sexto no campeonato, com 39 pontos. Ele tinha inicialmente previsto que iria fazer apenas seis ralis, mas provavelmente com a alteração do estatuto de Mikkelsen, talvez ele vá ter de fazer mais algumas provas do campeonato em 2019.

O rali de Portugal acontecerá entre os dias 31 de maio e 2 de junho.

segunda-feira, 25 de março de 2019

WRC: Hyundai divulga pilotos para o Rali do Chile

O WRC parte este fim de semana para o Rali da Córsega, quarta prova do Mundial, mas já se sabe quem seráo os pilotos para o Rali do Chile, que acontecerá entre os dias 10 e 12 de maio, e que estreará esse país da América do Sul no campeonato de ralis. Serão Sebastien Loeb, Thierry Neuville e Anders Mikkelsen, repetindo o trio de Monte Carlo e da Suécia.

Para a Volta à Corsega, vão Neuville, Loeb e o espanhol Dani Sordo, que é um especialista em asfalto. O piloto norueguês ai estar ausente neste rali, mas estará também presente na Argentina, o outro evento em terras sul-americanas.

O Tour de Corse acontecerá entre os dias 28 e 31 de março.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

WRC: Hyundai alinha com Sordo e Loeb na Córsega

A Hyundai anunciou esta terça-feira o seu alinhamento para o Rali da Córsega, e a grande novidade foi que Anderas Mikkelsen foi preterido em favor de Dani Sordo, que correrá ao lado de Sebastien Loeb e Thierry Neuville.

A estrutura sediada na cidade alemã de Alzenau justifica esta mudança, apenas para o rali corso, com o facto de querer ter disponível os dois peritos em asfalto que são Loeb e Sordo. Tudo isto para maximizar as chances no mundial de construtores. Quanto a Mikkelsen, apesar de ter sido quarto classificado na Suécia e de ser oitavo na geral, com 12 pontos, a sua ideia de ser o segundo piloto da marca pode ter ido por água abaixo.

O Rali da Córsega vai acontecer entre os dias 28 a 31 de março.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

WRC: Hyundai coloca Mikkelsen "sob brasas"

Muitos esperavam que Andreas Mikkelsen desse dores de cabeça a Thierry Neuville e à Hyundai nesta temporada que passou. De facto, deu dores de cabeça... mas da forma errada. Apenas um pódio, na Suécia, e um pálido sexto posto no Mundial, com 84 pontos, desiludiram os represntantes da marca coreana, que esperam que em 2019, ele já esteja melhor e dê mais luta nas provas do WRC.

"Foi um ano difícil para o Andreas", revelou Alain Penasse, diretor desportivo da Hyundai, à revista Motorsport News. "Foi claro que no ano passado não ficou dentro das suas expectativas nem dos que nós esperávamos. Tivemos algumas reuniões depois da última prova do campeonato e iremos trabalhar juntos para ter uma solução melhor", continuou.

O responsável da Hyundai Motorsport para os ralis deixa uma pequena provocação ao revelar que "vamos ver em Monte Carlo se ele retirou alguma ilacção destas reuniões.", revelando que "temos um contrato e queremos respeitá-lo", Pernasse disse entre linhas que caso Mikkelsen estiver "apagado" em Monte Carlo, as coisas poderão ser revistas rapidamente... 

Para Mikkelsen, o mais importante é recuperar a boa forma. "Estou a trabalhar com a equipa para o próximo ano, por isso é importante para mim sair desta espiral negativa na qual estou mergulhado. Em cada rali (tivemos um problema) tentei duro para melhorar para o próximo. Penso que necessito de um bom resultado para que possa relaxar novamente, estou a pensar demasiado na condução", afirmou.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

WRC 2018 - Rali da Suécia (Dia 2)

Thierry Neuville lidera o Rali da Suécia, cumprido está o segundo dia da prova. O piloto da Hyundai tem uma vantagem de 22,7 segundos sobre o Citroen de Craig Breen e 32 segundos sobre o outro Hyundai de Andreas Mikkelsen, e parece que vai a caminho da sua primeira vitória nesta temporada, provavelmente ocupar a liderança do campeonato. Quanto a Sebastien Ogier, o segundo dia fez com que se chegasse mais de perto dos da frente, mas é apenas o décimo classificado, a mais de quatro minutos e 24 segundos.

Com os Hyundai a monopolizarem os lugares da frente no final do primeiro dia, o segundo começou com uma espécie de reação. Tanak começou o dia ao ataque, vencendo na primeira passagem por Torntorp, batendo Breen por quarto segundos. Este, com o segundo lugar na especial, subiu à terceira posição na geral, passando Paddon, que fora apenas sétimo. Ogier era décimo, perdendo 18,6 segundos.

Tanak continuou a vencer, desta vez na primeira passagem por Hagfors, tirando 4,3 segundos a Jari-Matti Latvala, seu companheiro de equipa, e Esapekka Lappi, num monopólio da Toyota. Neuville foi apenas sétimo, a 9,3 segundos, e via Breen reduzir a vantagem para 4,2 segundos. Já Andreas Mikkelsen foi apenas 11º e perdeu 18,5 segundos, fazendo com que caísse para o quarto posto. Ogier foi nono e trocava de lugar com Elfyn Evans, sendo agora 11º.

A manhã acabava com Neuville a reagir e a vencer em Vargasen, batendo Tanak por 0,9 segundos, enquanto que Sebastien Ogier era terceiro, a 1,2. Breen perdia 1,7 segundos e via a diferença aumentar para 5,9. Mas o irlandês reagiu e foi o vencedor na segunda passagem por Torntorp, batendo Neuville por 1,3 segundos. A luta pelos dois primeiros lugares estava ao rubro, com Mikkelsen a ser o quarto na especial, perdendo 3,9 segundos, e estando a 20,2 do piloto belga, na terceira posição.

Neuville venceu a seguir, em Hagfors 2, na mesma especial onde Kris Meeke acabaria por se retirar... devido a um problema no seu turbo. tudo isto depois de... colidir com o Toyota de Tanak durante a especial. O belga foi melhor do que Mikkelsen em 6,6 segundos, enquanto que Breen foi terceiro, a 9,4 segundos, alargando a sua diferença para 14 segundos. Neuville voltou a ganhar na especial seguinte, alargando para 18,8 segundos a vantagem para o segundo classificado. 

O final do dia acabou com a passagem pela super-especial de Karlstad e a Torsby Sprint. Na primeira, Tanak foi o melhor, batendo Ostberg por 0,3 segundos, enquanto que na segunda, Neuville foi melhor do que Lappi em 0,5 segundos.

No final do segundo dia, depois do pódio, Hayden Paddon é o quarto, a 48,6 segundos, enquanto que Ostberg é quinto, a 56,8 segundos. Esapekka Lappi é o sexto e o melhor dos Toyota, a um minuto e cinco segundos, quase um minuto na frente de Jari-Matti Latvala. Teemu Suninen é o oitavo, a dois minutos e vinte segundos, e é o melhor Ford, enquanto que a fecvhar o "top ten" estão Ott Tanak, a três minutos e 41 segundos, e Sebastien Ogier, a quatro minutos e 24.

O Rali da Suécia termina amanhã coma a realização das três últimas especiais. 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

WRC 2018 - Rali de Monte Carlo (Dia 2)

Sebastien Ogier domina o Rali de Monte Carlo de 2018, cumpridas estão as primeiras oito classificativas desta prova. O piloto da Ford tem uma vantagem de 14 segundos sobre o Toyota do estánio Ott Tanak, depois do piloto francês ter perdido alguns segundos devido a um despiste na sétima especial. Dani Sordo é o terceiro classificado, a quase um minuto da liderança, num rali onde já viu Andreas Mikkelsen a retirar-se devido a problemas no seu alternador.

Com seis classificativas pela frente nesta sexta-feira, o dia começou com Ott Tanak ao ataque, ao ser o melhor na terceira especial, a primeira passagem por Vitrolles-Oze. O estónio da Toyota conseguiu uma vantagem de 3,9 segundos, e 5,4 sobre Elfyn Evans. Contudo, alguns pilotos tiveram a vida (ainda) mais infernizada, pois Thierry Neuville teve um furo e perdeu 35 segundos, enquanto que Andreas Mikkelsen perdeu 21 segundos - e o segundo lugar para Dani Sordo - depois de ter saído em frente num cruzamento. 

Craig Breen perdeu um minuto por ter ficado sem travões, depois de ter batido numa pedra.

Ogier continuou a vencer na quarta especial, a primeira passagem por Roussieux-Eygalayes, ganhando 1,9 segundos sobre Thierry Neuville, e quatro segundos sobre Ott Tanak. Numa classificativa onde os pneus sofreram muito devido às características mais abrasivas da estrada, ficou marcado pelo abandono de Andreas Mikkelsen, que viu o seu alternador avariar antes da especial e sair de cena. Apenas na sua quarta especial, a Hyundai via dois dos seus três carros de fora da luta pela vitória.  

Craig Breen perdeu mais tempo por causa dos seus travões que não funcionam como queria.

Elfyn Evans acabou por ser o vencedor da última especial da manhã, a primeira passagem por Vaumeilh-Claret, conseguindo um tempo 0,3 segundos melhor do que Ott Tanak e 0,7 sobre Thierry Neuville.

Na parte da tarde, Tanak, agora segundo (então a 40 segundosde Ogier), partiu ao ataque, vencendo na segunda passagem por Vitrolles-Oze e conseguindo uma vantagem de 6,5 segundos sobre Ogier e 6,7 sobre Neuville. Dani Sordo, agora o melhor dos Hyundai, perdeu 27 segundos e agora era ameaçado por Esapekka Lappi, no segundo Toyota.

Evans voltou a vencer na sétima especial, a segunda passagem por Roussieux-Eygalayes, com o galês da Ford a conseguir um segundo de vantagem sobre Thierry Neuville e vinte segundos sobre Ott Tanak. Nessa especial, Ogier apanhou um susto e ficou preso numa vala, perdendo à volta de 30 segundos nesse incidente. O francês necessitou da ajuda dos fãs que aí se encontravam para voltar ao troço. Manteve a liderança, mas agora, Tanak estava a meros 19,3 segundos.

O final do dia ficou marcado pela vitória de Thierry Neuville, conseguindo uma vantagem de 7,4 segundos sobre os Toyotas de Jari-Matti Latvala e Ott Tanak, enquanto que Sebastien Ogier perdeu mais 12,5 segundos, vendo a sua liderança reduzida a meros 14 segundos, com Ott Tanak em perseguição.

No final do dia, Dani Sordo é o único piloto que está a menos de um minuto da liderança. O espanhol é o terceiro classificado do rali no final deste segundo dia, e claro, o melhor dos Hyundai. Esapekka Lappi é o quarto, a um minuto e nove segundos, que está a ser assediado por Jari-Matti Latvala, quinto neste final do dia, a menos de um segundo.

Kris Meeke é o sexto e melhor dos Citroen, a dois minutos e 45 segundos da liderança, quase cinquenta segundos na frente de Bryan Bouffier, no terceiro Ford. Elfyn Evans é o oitavo, ameaçado por Thierry Neuville, enquanto que Craig Breen fecha o "top ten", no segundo Citroen, a mais de cinco minutos da liderança.

O Rali de Monte Carlo continua amanhã com a realização de mais cinco especiais. 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Youtube Rally Testing: O teste da Hyundai em Monte Carlo


Como viram no video anterior, não foi só a Ford que anda a testar nas estradas do sul de França. A Hyundai também anda a testar para a próxima temporada, desta vez com Andreas Mikkelsen como seu piloto. 

Eis o video dos testes desta terça-feira.

sábado, 18 de novembro de 2017

WRC 2017 - Rali da Austrália (Dia 2)

Thierry Neuville lidera o rali da Austrália após a segunda etapa, beneficiando do despiste de Andreas Mikkelsen na décima especial, onde sofreu danos no carro - para além de dois furos - e foi obrigado a abandonar o rali. Neuville está a ser ameaçado pelo Toyota de Jari-Matti Latvala, pois ambos têm 20,1 segundos de diferença, com Ott Tanak em terceiro, a 40,6.

O segundo dia começou com a enorme especial de Nambucca 17, onde após 48,89 quilómetros, o piloto nórdico cedeu apenas 4,5 segundos para Neuville. “Temos estratégias de pneus diferentes. Eu preferi poupar os meus macios para mais tarde”, explicou Mikkelsen. Já Latvala não esconde que entrou a fundo. “Ataquei em força. Talvez tenha sido demasiado agressivo no início”, confessou o piloto da Toyota. Apesar disso, o tempo realizado fê-lo subir apenas de quarto... a terceiro, à custa de Kris Meeke.

E foi na primeira passagem por Newbury 17 que as coisas se modificaram, por causa do duplo furo de Mikkelsen. "Aconteceu dois quilómetros após o inicio da etapa ia em terceira ou quarta quando exagerei numa curva a bati forte no banco de terra. Pensava que tinha um furo, mas pouco depois, vi que tinha na frente também. So tenho um pneu suplente, logo, acho que não vou muito longe", afirmou um desconsolado Mikkelsen.

Quem também teve problemas foi Thierry Neuville, que conseguiu, ainda assim, passar para o comando do rali. O belga falhou um intersecção não só perdeu tempo como danificou o seu i20 WRC. “Travei demasiado tarde. Tive de fazer marcha atrás. Acho que também parti algo na caixa de velocidades. Tenho de verificar mais vai ficar tudo bem”, explicou o piloto que chegou ao fim do troço com o pneu dianteiro direito fora da jante do seu carro.

Depois, comentou sobre o incidente de Mikkelsen: “Estou desapontado pelo que aconteceu ao Andreas. Foi uma luta bonita mas parece que ele furou no mesmo sítio traiçoeiro onde saímos de estrada. Também estamos preocupados. Não temos a primeira velocidade. Tive de ter cuidado nos ganchos, nesta classificativa”, explicou.

Tanak ganhou na última especial da manhã, a super-especial e Raceway, conseguindo uma vantagem de 0,2 segundos sobre Sebastien Ogier. 

Na parte da tarde, Neuville continuou ao ataque, vencendo em Welschs Creek, ganhando quase dez segundos a Ott Tanak, e afastando-se um pouco mais de Jari-Matti Latvala. A mesma coisa aconteceu em Argents Hill, desta vez com Latvala atrás, a 2,8 segundos, antes de a segunda passagem por Newry 17 ter sido cancelada devido a danos numa ponte.

Neuville depois venceu as duas passagem pela super-especial, acabando o dia com 20,1 segundos de avanço sobre Latvala.

O rali da Austrália termina na madrugada deste domingo.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

WRC 2017 - Rali da Austrália (Dia 1)

No final do primeiro dia de Rali da Austrália, Andreas Mikkelsen deseja fechar com chave de ouro a sua atribulada temporada, e está a liderar o rali local, com um avanço de 20,1 segundos sobre o seu companheiro de equipa, Thierry Neuville. Num 2017 onde correu com três caros diferentes - Skoda, Citroen e Hyundai - Mikkelsen torna-se no principal candidato a vencer a última prova do campeonato.

É verdade que este campeonato já está decidido, e o rali australiano era um mero "cumprir de calendário, mas os pilotos são seres competitivos e onde quer que estejam, não importa o tipo de superfície, se estão numa batalha contra o tempo, aceleram onde é preciso e por vezes... onde não é necessário. E assim em Coffs Harbour, na Nova Gales do Sul, máquinas e pilotos concentravam-se para o último duelo do ano.

As primeiras três etapas da manhã só deram Mikkelsen. Primeiro, ao vencer na primeira passagem por Pilbara, dando 1,3 segundos de avanço sobre Kris Meeke, no seu Citroen, e 2,6 segundos sobre Sebastien Ogier, no seu Ford. O norueguês estava satisfeito, embora não tivesse explicação sobre a razão porque tinha alguns apêndices aerodinâmicos quebrados. 

Foi uma condução limpa, sem erros. Estou contente. Podia ter andado mais mas para a primeira especial correu bem”, disse.

Em contraste, Jari-Matti Latvala cedeu 5,8 segundos para Andreas Mikkelsen porque tinha o difusor do seu Toyota Yaris danificado. “Creio que foi logo na primeira curva. Numa travagem forte, batemos numa peça de plástico que protege a estrada. Apesar disso, andámos bem. Mas tivemos um problema com o intercomunicador. Nem sempre conseguia ouvir as notas”, lamentou.

Na segunda especial, a primeira passagem por Eastbank, Mikkelsen continuava a acelerar, vencendo deste vez com um avanço de 1,7 segundos sobre Meeke, e 4,5 sobre Thierry Neuville. Sebastien Ogier, que abre a estrada, fazia apenas o oitavo tempo e era sétimo na geral, depois de cair quatro posições.

E na terceira especial, a primeira passagem por Sherwood, Mikkelsen esteve irrepreensível, vencendo com um avanço de 6,3 segundos sobre Stephane Lefebvre. “Foi uma boa manhã. Aqui levantei demasiado o acelerador. Vamos mudar isso para a segunda passagem. Estamos a aproveitar o carro e estas maravilhosas especiais”, disse o piloto da Hyundai.

A parte da tarde começou as segundas passagens pelas classificativas da manhã, e Mikkelsen continuou a dominar, vencendo na segunda passagem por Pilbara, vencendo desta vez com um avanço de 0,7 segundos sobre Ogier. Na segunda passagem por Eastbank, foi a vez de Thierry Neuville vencer, batendo Mikkelsen pela margem mínima. Com isso, o belga subiu para o terceiro posto, à custa do Citroen de Craig Breen, que na especial foi apenas sétimo, a seis segundos do piloto belga. Mikkelsen voltou a ganhar na segunda passagem por Sherwood, tirando 1,7 segundos sobre Neuville.

No final do dia, nas duas passagens pela super-especial em Coffs Harbour, Ott Tanak e Neuville repartiram as vitórias, embora nesta última passagem, o belga conseguiu passar Kris Meeke para ser segundo na geral, a meros 0,7 segundos do piloto da Citroen.

Na geral, depois dos três primeiros, Jari-Matti Latvala é o quarto, a 29,9 segundos, a pouco mais de um segundo de Craig Breen, o quinto, no seu Citroen C3 WRC. Ott Tanak é o sexto e o melhor dos Ford, a 33 segundos, e Hayden Paddon não está muito longe, a 39 segundos, no sétimo posto. Sebastien Ogier, penalizado por abrir a estrada e por ter problemas no seu seletor de caixa, é meramente oitavo classificado, a 47.9 segundos. A fechar o "top ten" estão o Citroen de Stephane Lefebvre e o Ford de Elfyn Evans, o vencedor do último Rali de Gales, este a um minuto e 13 segundos do líder.

O Rali da Austrália prossegue na próxima madrugada.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

WRC: Hyundai alinha com três carros em 2018

A Hyundai vai alinhar em 2018 com três carros presentes, mas apenas Thierry Neuville e Andreas Mikkelsen é que andarão com o carro da marca em todos os ralis do campeonato. A decisão foi anunciada esta quinta-feira por Michel Nandan, o responsável desportivo da marca, na Austrália, onde estão a disputar o último mundial da temporada. Já Dani Sordo e Hayden Paddon também estarão presentes, mas não farão todos os ralis.

"É verdade que no próximo ano só conseguiremos alinhar com três carros na maioria das provas por questões orçamentais, e também é verdade que já decidimos que será Hayden e Dani que terão de partilhar o carro", explicou Nandan à motorsport.com.

"Penso que em alguns eventos sabemos que Dani [Sordo] não é tão competitivo, por isso com ele parece claro. Sei que com o Hayden [Paddon] será mais difícil." Nandan garantiu ainda em relação ao piloto neozelandês que "ele provavelmente não fará nenhuma das provas de asfalto.

Nandan disse também que "lutamos para ter orçamento para quatro carros mas não foi possível.

Nesta última prova do ano, em terras australianas, a marca coreana alinha com Neuville, Mikkelsen e Paddon, com o piloto belga ainda a tentar a sua sorte para ver se chega ao segundo lugar do campeonato.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

WRC: Hyundai anuncia os pilotos para a Austrália

Thierry Neuville, Andreas Mikkelsen e Hayden Paddon. Estes são os três pilotos que a marca coreana vai usar no último rali da temporada, na Austrália, que vai acontecer entre os dias 17 e 19 de novembro. 

As razões são óbvias: Neuville ainda sonha com o título (apesar da sua desistência na Catalunha ter feito perder o segundo lugar para Ott Tanak), Andreas Mikkelsen foi contratado para fazer os três últimos ralis da temporada e já tem guia de marcha para uma época em full time no próximo ano, e o neozelandês Paddon não poderia falhar a sua prova ‘quase caseira’, uma vez que é especialista neste tipo de terrenos.

Resta Dani Sordo, que basicamente vai fechar a sua temporada no País de Gales, no final do mês, e do qual se fala que poderá estar de saída da Hyundai. A Ford é provavelmente o seu destino, talvez para substituir ou Ott Tanak, que é cobiçado pela Toyota, ou Sebastien Ogier, também cobiçado, mas pela Citroen. 

Contudo, a FIA está a planear abrir as inscrições de carros oficiais para quatro por cada equipa, o que daria, no atual panorama, para 16 máquinas WRC...

domingo, 8 de outubro de 2017

WRC 2017 - Rali da Catalunha (Dia 2)

Kris Meeke abriu uma vantagem que poderá ser decisiva neste muito competitivo Rali da Catalunha, onde os cinco primeiros estão a menos de um minuto de diferença. Depois de sete etapas neste sábado, o inglês tem 13 segundos de vantagem sobre Sebastien Ogier. Para além disso, viu desistir dois dois candidatos à vitória, Andreas Mikkelsen e Dani Sordo, por problemas... na mesma curva, onde uma pedra quebrou o seu eixo dianteiro.

Com o segundo dia a ser em asfalto, o dia começou com Meeke ao ataque em El Montmell, acabando com o piloto da Citroen a vencer a especial e a subir à liderança, batendo Dani Sordo por 3,6 segundos. Atrás, Mads Ostberg voltava a perder muito tempo depois de uma saída de estrada logo nos primeiros metros da classicativa. Com os 24,2 segundos perdidos, o piloto da Ford caiu para sétimo.

A seguir, em El Pont d'Armentera, Juho Hanninen ficou com o melhor tempo no seu Toyota, com Meeke a acompanhá-lo, a 1,3 segundos, e Neuville a 1,8 segundos. Ogier era apenas sétimo, perdendo 7,7 segundos e caindo para o terceiro lugar da geral, passado por Dani Sordo. 

Não tive andamento. O carro não está mau. Provavelmente tenho de forçar mais”, lamentou o francês. 

Hanninen repetiu o feito em Savallà, conseguindo uma vantagem de 2,9 segundos sobre Ott Tanak e Esapekka Lappi, enquanto que Sebastien Ogier ficava a quatro segundos e Dani Sordo a 4,9. Como seria de esperar, Hanninen estava feliz. "Estou muito confortável. Está a ser um prazer pilotar. Os tempos neste troço apareceram com facilidade”, afirmou o nórdico da Toyota.

Em contraste, Thierry Neuville estava com azar. Primeiro, o piloto belga começou por chegar atrasado em três minutos ao controlo de partida e penalizou 30 segundos. No final, tinha a traseira do Hyundai batida. “Ficámos sem pressão hidráulica no final do troço anterior. Depois o carro desligou-se e na ligação tivemos de andar mais depressa. Foi aí que fiz um pião e bati com a parte de trás”, explicou o belga. E por causa disso, tinha caído para o oitavo posto.

Na parte da tarde, na segunda passagem por El Montmell, Neuville lá conseguiu ganhar, mas apenas por 0,1 segundos sobre Dani Sordo e Esapekka Lappi, muito pouco para encetar uma recuperação. Meeke era quarto, a 1,2 segundos, e a classificação continuava confusa, com todos próximos uns dos outros. Ogier ganhou na segunda passagem por El Pont d'Armentera, 0,6 segundos mais veloz do que Neuville, com Kris Meeke a ser terceiro, a 0,9 segundos.

Contudo, foi na 12ª especial, em Savallà, que aconteceu o desastre para os Hyundai. Ainda por cima, na mesma curva para Mikkelsen e Sordo, este último que atacava a liderança de Meeke. E se os Hyundai se destavaram pela negativa, pela positiva ficaram os finlandeses da Toyota. Tanto Esapekka Lappi como Juho Hanninen foram dos mais rápidos, só perdendo tempo para Ogier e Tanak, ambos da M-Sport. Lappi estabeleceu a terceira marca em Savallà 2 com o mesmo tempo do seu companheiro de equipa, que foi quarto. E claro, o vencedor foi Ogier, com Meeke a ser quinto, perdendo 1,2 segundos, mas a ver menos dois candidatos à vitória.

Ogier acabou o dia a vencer na super-especial de Salou, sem mudar as classificações da geral. Meeke comandava o rali, com 13 segundos de vantagem sobre Ogier, enquanto que Ott Tanak era o terceiro, a 14,5 segundos. Juho Hanninen era o quarto, no seu Toyota, a 34 segundos, já distante de Thierry Neuville, a 53,2 segundos. Esapekka Lappi era o sexto, mas já a um minuto e 23 segundos, mais 17 segundos do que Mads Ostberg, no seu Ford.

Stephane Lefebvre era o oitavo, a dois minutos do seu companheiro de equipa, enquanto que a fechar o "top ten" estavam os Ford de Elfyn Evans e o de Eric Camili, já a cinco minutos e 40 segundos.

O rali da Catalunha termina neste domingo, com a realização de mais sete especiais.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

WRC 2017 - Rali da Catalunha (Dia 1)

O norueguês Andreas Mikkelsen é o líder do rali da Catalunha ao fim de seis classificativas. Contudo, a diferença entre ele e o nono classificado, Stephane Lefebvre, é de um minuto e dois segundos, significando que tudo é possível neste rali disputado num dos sítios mais quentes do momento... por razões extra-automobilísticas.

O rali começou com Ott Tanak a entrar a vencer na especial de Caseres 1, batendo Thierry Neuville (Hyundai) por 2,1 segundos e Sébastien Ogier (Ford) por três segundos. Curiosamente, estes dois pilotos estão à sua frente no campeonato, e foram apenas terceiro e quinto na especial, pois Mads  Ostberg foi segundo, ficando a 1,8 segundos e Meeke cedeu 2,7 segundos para o líder, sendo quarto.

Andreas Mikkelsen foi o sexto, afirmando não ter tido problemas. “Não há uma trajectória evidente. O carro está bom”, comentou.

Na especial seguinte, na primeira passagem por Bot, Meeke foi o mais veloz, conseguindo 0,4 segundos de diferença para Tanak, enquanto que o terceiro mais rápido foi Dani Sordo, no seu Hyundai. O espanhol confessa que deu “o máximo” para não perder muito tempo em troços curtos com pneus de mistura mais dura.

Ostberg fora quarto na especial, subindo para o terceiro posto da geral, mas não estava feliz. “Estou zangado porque ainda agora comecei o rali e tenho o interior do carro cheio de pó. Deve haver um buraco muito grande. Podia ser mais rápido”, disse.

A seguir, na primeira passagem por Terra Alta (um misto de gravilha e asfalto), deu a vitória à Hyundai, através de Andreas Mikkelsen, que conseguiu ser o mais veloz nos quase 40 quilómetros (38,95) desta especial, com Mads Ostberg a ser segundo, a 2,7 segundos. 

Se o piloto da Hyundai está cada vez mais à vontade ao volante do Hyundai, afirnando: “Foi um troço limpo. Fiz algumas alterações no diferencial antes da especial e ficou melhor. Sinto-me cada vez mais em casa”, já o da Ford não estava muito feliz, por causa do pó. “É ridículo. Não vejo a estrada e o meu co-piloto tem dificuldades em falar. É difícil manter o ritmo e respirar”, afirmou.

A parte da tarde começou com as segundas passagens pelos troços da manhã, e ali foi a vez de Jari-Matti Latvala a ser o melhor, conseguindo 0,3 segundos de vantagem sobre Dani Sordo e 0,9 sobre Esapekka Lappi. Contudo, em termos de liderança, era agora Ostberg a levar a melhor, apesar das queixas sobre o pó, com 0,3 segundos de vantagem sobre o seu compatriota Mikkelsen.

Este é o caminho a seguir. Fizemos alterações no parque e percebemos que tínhamos feito algo errado durante a manhã. A tracção não era sempre boa”, afirmou um satisfeito Latvala.

Contudo, em Bot 2, Meeke volta a ganhar, com 0,8 segundos de vantagem sobre Mikkelsen e 1,3 sobre Sordo, fazerndo com que o norueguês da Hyundai ficasse com a liderança do rali, embora todos muito próximos uns dos outros. E por fim, em Terra Alta 2, Ogier aproveitou a extensão da classificativa para ser o melhor, 0,8 segundos na frente de Kris Meeke e três sobre Neuville.

Mas no final houve uma grande baixa: Latvala teve problemas mecânicos e acabou por abandonar o rali.

No final do dia. Mikkelsen tem uma vantagem de 1,4 segundos sobre Sebastien Ogier, no seu Ford, e de três segundos sobre o Citroen de Kris Meeke. Ott Tanak era quarto, a 6,3 segundos, no seu Ford, na frente de Mads Ostberg, a 7,1 segundos. Dani Sordo é o sexto, a 10,8 segundos, seguido do seu companheiro de equipa, Thierery Neuville. Juho Hanninen era o oitavo, a 33 segundos, e a fechar o "top ten" estão o Citroen de Stephane Lefebvre e o Toyota de Esapekka Lappi.

O rali da Catalunha prossegue amanhã, com a realização de mais sete especiais de classificação.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

WRC: Meeke vai correr na Catalunha

A Citroen confirmou esta tarde o seu alinhamento para os ralis finais do campeonato, incluindo a Catalunha. Yves Matton afirmou que a equipa vai colocar Kris Meeke, Stéphane Lefebvre e Khalid Al Qassimi nos carros, deixando o irlandês Craig Breen de fora neste rali.

No sitio oficial da marca no Facebook, Yves Matton justificou a sua decisão com... cortes orçamentais, falando ainda sobre a saída de Mikkelsen para a Hyundai

"Obviamente, os fãs de Craig Breen ficarão desapontados por ele não estar competindo em Espanha, mas eu tenho que lidar com restrições orçamentais. Consideramos que era preferível que ele estivesse competindo no País de Gales e na Austrália" começou por comentar. 

"Gostaria de felicitar Andreas Mikkelsen pela garantia de uma nova unidade. Eu realmente gostei de trabalhar com eles e é uma coisa boa para o WRC que ambos estejam de volta ao campeonato em tempo integral. Andreas foi uma das opções que consideramos ao trabalhar no novo conjunto de pilotos para 2018, mas quando se tratou de tomar uma decisão final, decidimos não o contratar", afirmou.

A decisão de manter Meeke na equipa surgiu depois de dúvidas sobre a sua continuidade terem surgido durante o verão, devido aos seus parcos resultados, apesar da sua vitória no Rali do México, em março.

WRC: Mikkelsen vai ser piloto da Hyundai

O norueguês Andreas Mikkelsen vai ser piloto da Hyundai a partir do rali da Catalunha, até ao final da temporada, alinhando ao lado de Dani Sordo e de Thierry Neuville na equipa oficial, anunciou a marca coreana esta manhã. O piloto norueguês de 28 anos, que correu pela Volkswagen no ano passado e tinha feito alguns ralis pela Citroen nesta temporada, depois de ter começado o ano com um Skoda Fábia R5, vai acabar a temporada por uma terceira equipa. 

"Estou encantado de me juntar à Hyundai Motorsport e estar de volta ao WRC para as próximas três provas. É uma ótima equipa com pessoas muito talentosas, e o Hyundai i20 Coupe WRC provou ser um carro vencedor em todas as superfícies. Eu tive a chance de testar na gravilha no início deste ano. Tive um "feedback" realmente positivo, e tenho a certeza de que vamos encontrar novamente nestes últimos três eventos da temporada. Meu objetivo é fazer tudo o que puder para ajudar a equipa no Campeonato dos Construtores. Eu tenho uma grande crença neles e no carro, então estou super excitada. Anders [Jaeger, o seu navegador] e eu estamos prontos para isso e esperamos que seja o começo de algo mais longo prazo", declarou, ao sitio oficial da marca.

"Tomarmos uma decisão como esta não foi fácil, mas sentimos que era necessário reafirmar-nos na batalha pelo campeonato", afirmou Michel Nandan, o chefe de equipa. "As discussões com Andreas estiveram em andamento desde que ele tinha ficado sem carro, mas não tinhamos nada para oferecê-lo, pois a nossa formação tinha sido definida. No entanto, como perdemos terreno, decidimos reavaliar a situação. Tivemos uma discussão aberta com as três duplas e informamos a nossa decisão de fazer esse ajuste. A linha para a Espanha está feita, mas vamos confirmar nossas equipas para o [Rali de] País de Gales e Austrália no seu devido tempo. Por enquanto, congratulamo-nos com Andreas e Anders em Hyundai Motorsport e estamos ansiosos para conseguir o nosso campeonato de 2017 de volta ao caminho da Espanha em diante", concluiu.

Para além disso, Mikkelsen ficará na Hyundai em 2018, ao lado de Neuville, ficando por saber se Dani Sordo ou Hayden Paddon continuarão, com programas parciais, já que a marca coreana não tem intenção de inscrever em quarto carro.

Mikkelsen, de 28 anos (nasceu a 22 de junho de 1989), ten 85 ralis no seu currículo, e venceu três, tendo como melhor classificação três terceiros lugares entre 2014 e 2016. Esta temporada, para além de ter feito três ralis com um Skoda Fabia R5, fez também três provas com o Citroen C3 WRC, tendo conseguido como melhor resultado um segundo lugar no Rali da Alemanha.

domingo, 20 de agosto de 2017

WRC 2017 - Rali da Alemanha (Final)

O estónio Ott Tanak foi o melhor no Rali da Alemanha e ajudou a Ford a vencer mais uma vez nesta temporada. Conseguiu superar Andreas Mikkelsen e Sebastien Ogier para vencer pela segunda vez na temporada, depois da vitória no Rali da Sardenha. Para o piloto estónio, este foi um saboroso triunfo, ainda por cima porque aconteceu no dia nacional do seu país. 

É uma excelente sensação, o início do rali correu bastante bem, acho que guiei bem, fiz também boas escolhas de pneus, em condições bem difíceis, depois foi só controlar a liderança. É o meu primeiro triunfo no asfalto, o que sabe bem, e agora vamos continuar assim e lutar pelo campeonato”, disse.

Já do lado de Sebastien Ogier, o seu terceiro posto o poderá ter deixado a respirar um pouco melhor em termos de campeonato, mas a três provas do fim (Catalunha, Gales e Austrália), o piloto francês não pode baixar a guarda em relação a Neuville. 

Foi para isto que trabalhámos todo o fim de semana. Não foi sempre fácil, depois da desistência do Thierry, pois não dei sempre o máximo. Não tive a velocidade ideal para conseguir algo mais, mas foi um bom resultado para o campeonato”, disse Ogier.

No último dia do Rali da Alemanha havia uma grande dúvida sobre se Ogier teria tempo para apanhar Mikkelsen para o segundo posto, e se a partir dali, a M-Sport daria ordens a Tanak para que deixasse passar Ogier para que deixasse alargar o comando do campeonato, pois Neuville não tinha chegado ao fim deste rali. No final, acabou por não ser necessário, pois ao longo do dia, e nas quatro últimas classificativas deste dia, o francês da Ford não se tinha aproximado o suficiente para o apanhar.

Neste dia, Juho Hanninen aproveitou e atacou o quarto posto de Elfyn Evans e ficou com ele, distanciando-se ao ponto de não só ficar com ele, mas ver o seu adversário perder o quinto posto a favor de Craig Breen, a bordo do seu Citroen C3 WRC. E ainda conseguiu mais um ponto pois acabou nos cinco primeiros na Power Stage, vencida por Dani Sordo, na frente de Esapekka Lappi e Jari-Matti Latvala.

Depois de Evans, no sexto posto do rali, Jari-Matti Latvala foi o sétimo, a quase quatro minutos, na frente de Hayden Paddon, o veteranissimo local Armin Kremer (cinquenta anos de idade!) e o francÊs Eric Camili, o melhor dos WRC2.

No campeonato, Ogier tem 177 pontos, contra os 160 de Neuville, os 144 de Ott Tanak e os 123 de Jari-Matti Latvala. O próximo rali do campeonato do mundo acontecerá entre os dias 6 e 8 de outubro, em terras catalãs.

sábado, 19 de agosto de 2017

WRC 2017 - Rali da Alemanha (Dia 2)

Ott Tanak está cada vez mais a alargar a sua liderança no Rali da Alemanha, contra o Citroen de Andreas Mikkelsen e o outro Ford de Sebastien Ogier, num dia em que Thierry Neuville se atrasou e parece ter deixado Ogier a respirar melhor nesta prova.

Num dia em que máquinas e pilotos iriam passar por duas vezes pela mítica Arena Panzerplatte, o dia começou com... Thierry Neuville a partir uma roda na primeira passagem por essa classificativa. Tanak venceu a especial, é verdade, mas foi o belga que estragou tudo e poderá ter deixado fugir o campeonato. O toque numa curva fez partir a roda e levou a perder 10.3 segundos. Só que para piorar as coisas, o eixo de suspensão soltou-se e caiu, e não houve forma da dupla poder reparar os danos com os meios que tinham à sua disposição.

Não acabou ainda, não vamos desistir de lutar pelo campeonato. Vamos lutar por ele” escreveu Thierry Neuville na sua conta pessoal no Twitter.

Na frente, Tanak tinha 6,3 segundos de vantagem sobre Mikkelsen, com Ogier no terceiro posto, depois de passar Neuville, e com o passar da manhã, o piloto estónio alargava a sua liderança para Mikkelsen, que no final da manhã, já tinha Ogier em cima deles, com ambos separados por meros sete segundos. Atrás, no quarto lugar, Elfyn Evans já estava a ser ameaçado pelo Toyota de Juho Hanninen.

Pela parte da tarde, com a segunda passagem pelas classificativas da manhã, Tanak manteve a vantagem sobre Mikkelsen e começou a geri-la de forma a estar longe do noruegues da Citroen, enquanto que Ogier tentava aproximar-se, mas sem o apanhar. Atrás, Hanninen passou Evans na 13ª especial e ficou com o quarto posto, mas na 16ª especial, o finlandês teve problemas num dos seus amortecedores e perdeu esse lugar para Evans.

No final do dia, depois dos cinco primeiros, Craig Breen era o sexto no seu Citroen, a dois minutos e dois segundos, tinha mais de dois minutos de vantagem sobre Jari-Matti Latvala, no segundo Toyota, enquanto que Hayden Paddon era o oitavo (e o nelhor dos Hyundai), a quatro minutos e 32 segundos. A fechar o "top ten" estava o Fiesta R5 de Eric Camili e o Fiesta WRC do veterano alemão Armin Kremer.

O Rali da Alemanha termina amanhã com a realização das quatro últimas especiais.